Uptime e downtime
Por Letícia Santos
Quando processamos os pensamentos, fazemos uma representação tanto de nosso mundo interno como de nosso mundo exterior. Na PNL chamamos isto de “uptime” e “downtime”, duas expressões que não se traduziram ao português, mas que significam “tempo alto” e “tempo baixo”.
Não há uma divisa, mas que se trata de um contínuo, com dois extremos claramente diferenciados. É por assim dizer uma escada, com um andar alto, uma açotéia, de la podemos observar tudo o que há ao nosso redor, e um porão, no qual guardamos NOSSOS tesouros mais íntimos. Em um momento determinado subimos na açotéia, o uptime, e observamos e somos conscientes de tudo o que há ao nosso ao redor e depois de outro momento, descemos as escadas, chegamos ao porão, o downtime, nos concentramos em nós mesmos, refletindo ou meditando sobre algo.
No uptime estamos em um estado de vigilância, com todos nossos sentidos dirigidos para o exterior, somos conscientes do que ocorre fora de nós e podemos estabelecer uma comunicação com os demais. No uptime nos relacionamos com o mundo, trabalhamos, fazemos coisas, nos divertimos. Nos transformamos no típico turista que observa e se maravilha com tudo o que chega através de seus sentidos, que está aberto e disposto a aceitar qualquer nova informação. Vemos, ouvimos e sentimos o que ocorre fora de nós.
No downtime, por sua vez, nos concentramos dentro de nós mesmos, refletimos, pensamos em nosso interior, lembramos coisas que nos passaram, fantasiamos sobre o futuro. No downtime sonhamos acordados, meditamos, nos pomos em comunicação com nosso mundo interior.
A linguagem miltoniano, impreciso, aberto, é um exemplo de downtime, enquanto as pautas que proporcionam o metamodelo são exemplo do uptime. O downtime nos leva para o passado ou para o futuro, enquanto o uptime nos aproxima ao aqui e agora, ao presente.
Ao longo do dia, subimos e descemos por essa espécie de escada e permanecemos a maioria do tempo em pisos intermediários, sendo ao mesmo tempo consciente daquilo que temos ao redor e mergulhando em nossos próprios pensamentos, dependendo das circunstâncias. Se tivermos que falar com alguém, se temos que escutar uma conversa, se temos que observar, estamos em uptime. Neste estado abrimos nossos sentidos para o exterior. Enquanto que se temos que lembrar algo ou imaginarnos alguma atividade, nos situamos em downtime.
Podemos estar em uptime ou em downtime voluntariamente.
Exercício
Vá a um campo ou a um parque e centre sua atenção no que lhe rodeia. Seja consciente de tudo o que há a seu ao redor, os sons que chegam aos seus ouvidos, o cheiro das flores, a temperatura do sol sobre sua pele. O que sente ao pisar em um graveto no solo, ao ver se movimentar as folhas das árvores, ao ouvir os risos de algumas crianças que estão pertos?
Sente-se agora em um banco. Feche os olhos. Centre sua atenção no seu interior, nos seus pensamentos. Reflita sobre o que acaba de ver, ouvir e sentir. Lembra como era esse parque quando você era pequeno? Se pudesse, como decoraria o parque se você fosse o Prefeito?
Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!
Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/1782
Tags: nosso mundo interno, pensamentos, PNL
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