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	<title> &#187; Metáforas</title>
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		<title>A atitude dos pássaros</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 04:18:56 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Motivação]]></category>
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		<description><![CDATA[Você já se dedicou a observar a atitude dos pássaros perante as adversidades?
Eles passam dias e dias construindo seu ninho, recolhendo materiais, às vezes trazidos de lugares longínquos[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Você já se dedicou a observar a atitude dos pássaros perante as adversidades?</p>
<p style="text-align: justify;">Eles passam dias e dias construindo seu ninho, recolhendo materiais, às vezes trazidos de lugares longínquos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230; E, quando fica pronto e se aprestam a pôr os ovos,  as inclemências do Tempo, a obra do ser humano ou de algum animal o destrói e acaba com aquilo que custou tanto esforço&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O quê o pássaro faz?</p>
<p style="text-align: justify;">Paralisa-se? Abandona a tarefa?</p>
<p style="text-align: justify;">De jeito nenhum. Ele começa de novo, uma e outra vez até que no ninho apareçam os primeiros ovos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em algumas ocasiões antes de nasceres os filhotes, algum animal, uma criança, uma tormenta, destroem de novo o ninho, mas desta vez perde-se também o seu precioso conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dói recomeçar de zero&#8230;  Mas mesmo assim o pássaro não emudece, nem recua, segue cantando e construindo, construindo e cantando&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Você já sentiu que sua vida, seu trabalho, sua família, seus amigos não são os que você sonhou?<br />
Já quis dizer chega, não vale a pena o esforço, isto é muito para mim?</p>
<p style="text-align: justify;">Está cansado de recomeçar, do desgaste, da luta diária, da confiança traída, das metas não atingidas quando você estava perto de consegui-las?</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo que a vida lhe golpeie mais de uma vez, não se entregue nunca, ponha sua esperança à frente e arremeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se preocupe se no meio da batalha receber alguma ferida, é de esperar que algo assim aconteça.</p>
<p style="text-align: justify;">Junte os pedaços da sua esperança, arme-os de novo e arremeta mais uma vez.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se importe com o que aconteça&#8230; não fraqueje, siga em frente.</p>
<p style="text-align: justify;">A vida é um desafio constante que vale a pena encarar.</p>
<p style="text-align: justify;">E, acima de tudo&#8230; nunca deixe de cantar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução</strong><br />
Navil Garcia &#8211; navil_garcia@yahoo.com</p>
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		<title>Homenagem</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 19:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metáforas]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
<category>Homenagem</category><category>metáforas</category>
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		<description><![CDATA[Ao longo da minha vida conversei com muitas pessoas. Conversei com as pessoas que amo e com outras as quais sequer conheço. Contei histórias aos pequenos e aos não tão pequenos, e recitei poemas a quem quis me escutar.[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ao longo da minha vida conversei com muitas pessoas. Conversei com as pessoas que amo e com outras as quais sequer conheço. Contei histórias aos pequenos e aos não tão pequenos, e recitei poemas a quem quis me escutar.</p>
<p style="text-align: justify;">Trecho extraído do livro “Cuentos sin lobo” (Contos sem lobo)</p>
<p style="text-align: justify;">Conversei com pessoas que nos deixaram há tempos, e sussurrei nos ouvidos de meus filhos mesmo antes deles nascerem. Compartilhei minhas alegrias e minhas tristezas com outras pessoas, e minhas preocupações e meus temores com sírios e troianos. Opinei com veemência sobre o divino e o humano, às vezes com razão, e outras nem tanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu que contei histórias aos meus cães, pássaros e peixes, e às minhas queridas plantas, que esperam pacientemente que as saúdem quando chego em casa, me esqueci de ti, minha mais fiel companheira. Nunca te falei nada em todos esses anos. Ignorei-te.</p>
<p style="text-align: justify;">Você que sempre esteve ao meu lado, tímida e discreta com teu jeito um pouco desengonçado, e uma forma pouco rechonchuda. Você que dissimulou meus defeitos, e que não se importou, nem com a cor da minha pele, nem com minha idade e nem com minha condição social. Você, que imita meus gestos e que estaria disposta a esconder teu braço direito ou uma de tuas pernas, se fosse necessário para que você se parecesse mais comigo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A você, que apenas a obscuridade te amedronta, te dedico hoje essas linhas e te prometo não dar motivos para que ninguém duvide e diga de mim que tenho uma “má sombra”.</p>
<p><strong>Tradução:</strong> CLARISSA SOLINO (cladutora) &#8211; cladutora@yahoo.com.br</p>
<p><strong>Referência:</strong> http://www.pnlnet.com/editoriales/a/5129</p>
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		<title>Metáfora: A Pedra no Caminho</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metáforas]]></category>
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		<description><![CDATA[Conta-se a lenda de um rei que viveu num país além-mar há muitos anos. Ele era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo. Freqüentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.
- Nada de bom pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conta-se a lenda de um rei que viveu num país além-mar há muitos anos. Ele era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo. Freqüentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.<br />
- Nada de bom pode vir a uma nação &#8211; dizia ele &#8211; cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.</p>
<p>Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.</p>
<p>Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para moagem na usina.</p>
<p>- Quem já viu tamanho descuido? &#8211; disse ele contrariadamente, enquanto desviava sua parelha e contornava a pedra. &#8211; Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada? &#8211; E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.</p>
<p>Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma do seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia à sua cintura. Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra.</p>
<p>O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento. Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado uma pedra imensa na estrada. Então, ele também se afastou, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.</p>
<p>Assim correu o dia. Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém a tocava.</p>
<p>Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora, e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho.</p>
<p>Mas disse a si mesma: &#8220;Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra à noite e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho.&#8221;</p>
<p>E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar. Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.</p>
<p>Ergueu a caixa. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: &#8220;Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.&#8221;</p>
<p>Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.</p>
<p>A filha do moleiro foi para casa com o coração feliz. Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torna do local na estrada onde a pedra estava. Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.</p>
<p>- Meus amigos &#8211; disse o rei &#8211; , com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.</p>
<p>Então o sábio rei montou em seu cavalo e com um delicado boa-noite retirou-se.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O Compasso Moral</p>
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		<title>Metáfora: A importância de ser você mesmo!</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:54:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.
Ele então disse ao Mestre:
- &#8220;Pôr que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.</p>
<p>Ele então disse ao Mestre:<br />
- &#8220;Pôr que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Pôr que estou me sentindo assustado agora?&#8221;</p>
<p>O Mestre falou:<br />
- &#8220;Espere. Quando todos tiverem partido, responderei.&#8221;</p>
<p>Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:<br />
- &#8220;Agora você pode me responder pôr que me sinto inferior?&#8221;</p>
<p>O Mestre o levou para fora. Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:<br />
- &#8220;Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca. houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: &#8221; Pôr que me sinto inferior diante de você? &#8221; Esta árvore é pequena e aquela é grande &#8211; este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.&#8221;</p>
<p>O samurai então argumentou:<br />
- &#8220;Isto se dá porque elas não podem se comparar.&#8221;</p>
<p>E o Mestre replicou: Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo.</p>
<p>Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.</p>
<p>Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida!</p>
<p>Metáfora enviada por: Elisangela Lazarou</p>
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		<title>Fábulas de Esopo sobre o golfinho</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:53:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um camponês e sua esposa possuiam uma galinha, que punha todo dia um ovo de ouro.
Supondo que devia haver uma grande quantidade de ouro em seu interior, eles a mataram para que pudessem pegar tudo. Então para surpresa deles viram que a galinha em nada era diferente das outras galinhas.
O casal de tolos, desse modo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um camponês e sua esposa possuiam uma galinha, que punha todo dia um ovo de ouro.</p>
<p>Supondo que devia haver uma grande quantidade de ouro em seu interior, eles a mataram para que pudessem pegar tudo. Então para surpresa deles viram que a galinha em nada era diferente das outras galinhas.</p>
<p>O casal de tolos, desse modo, desejando ficar ricos de uma só vez, perderam o ganho diário que tinham assegurado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Metáfora: A Farmácia cósmica de Nasrudin</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/metafora-a-farmacia-cosmica-de-nasrudin/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:52:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nasrudin estava desempregado. Perguntou, então, a alguns amigos que tipo de profissão deveria seguir.
&#8220;Bem, Nasrudin,&#8221; disseram, &#8220;você é muito capaz e conhece bastante as propriedades medicinais das ervas. Poderia abrir uma farmácia.&#8221;
Nasrudin foi para casa, pensou e disse para si mesmo: &#8220;sim, acho que é uma boa idéia. Acho que sou capaz de fazer isso.&#8221;
Naturalmente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nasrudin estava desempregado. Perguntou, então, a alguns amigos que tipo de profissão deveria seguir.</p>
<p>&#8220;Bem, Nasrudin,&#8221; disseram, &#8220;você é muito capaz e conhece bastante as propriedades medicinais das ervas. Poderia abrir uma farmácia.&#8221;</p>
<p>Nasrudin foi para casa, pensou e disse para si mesmo: &#8220;sim, acho que é uma boa idéia. Acho que sou capaz de fazer isso.&#8221;</p>
<p>Naturalmente, sendo Nasrudin, nessa ocasião em particular passava por um de seus momentos de desejar ser proeminente e importante. Assim, pensou: &#8220;Não abrirei apenas uma loja de ervas ou uma farmácia que lide com ervas; abrirei algo grandioso e que cause um forte impacto&#8221;.</p>
<p>Comprou uma loja, instalou prateleiras e armários e quando chegou a hora de pintar a fachada, montou um andaime, cobriu-o com chapas e trabalhou atrás delas. Não deixou que ninguém visse o nome que daria à farmácia ou como a fachada estava sendo pintada.</p>
<p>Após vários dias, distribuiu folhetos que diziam: &#8220;Grande inauguração, amanhã às nove horas&#8221;.</p>
<p>Todos de sua aldeia e das aldeias vizinhas vieram e ficaram esperando em frente à nova loja. Às nove horas, Nasrudin apareceu, retirou a placa da frente e lá estava um enorme cartaz onde se lia: &#8220;Farmácia Cósmica e Galáctica de Nasrudin&#8221; e abaixo estava escrito: &#8220;Influenciada e harmonizada com influências planetárias&#8221;.</p>
<p>Muita gente ficou impressionada e ele fez um ótimo negócio naquele dia. Ao anoitecer, um professor local aproximou-se de Nasrudin e lhe disse: &#8220;Francamente, essas alegações que você faz são um pouco duvidosas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não, não&#8221;, respondeu Nasrudin, &#8220;cada alegação que faço sobre influência planetária é absolutamente correta. Quando o sol se levanta, abro a farmácia e quando o sol se põe, eu fecho.&#8221;</p>
<p>Portanto, podem haver diferentes interpretações sobre quanto a influência planetária afeta alguém e sobre o quanto dessas influências alguém recebe ou usa.</p>
<p>Extraído da obra: &#8220;Sufismo como Terapia&#8221;<br />
De Omar Ali-Shah, &#8211; Edições Dervish, &#8211; Rio de Janeiro</p>
<p>Metáfora enviada por: João Nicolau Carvalho</p>
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		<item>
		<title>Metáfora: A corda sobre o abismo</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/metafora-a-corda-sobre-o-abismo/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:52:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os discípulos perguntaram certa vez:
- Explique-nos, querido Rabi como podemos servir a Deus.
Respondeu ele:
- Como posso saber?&#8230; &#8211; então, passou a lhes contar esta história:
Um rei tinha dois amigos que foram declarados culpados de um crime e condenados à morte. Ora, embora o rei gostasse muito deles, não ousou libertá-los imediatamente por medo de dar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os discípulos perguntaram certa vez:</p>
<p>- Explique-nos, querido Rabi como podemos servir a Deus.</p>
<p>Respondeu ele:</p>
<p>- Como posso saber?&#8230; &#8211; então, passou a lhes contar esta história:</p>
<p>Um rei tinha dois amigos que foram declarados culpados de um crime e condenados à morte. Ora, embora o rei gostasse muito deles, não ousou libertá-los imediatamente por medo de dar mau exemplo ao povo. Por isso, este foi seu veredicto:</p>
<p>- Uma corda deve ser esticada sobre um abismo profundo e cada um dos dois homens caminhará sobre ela &#8211; para a salvação e a liberdade ou, se caírem, para a morte.</p>
<p>O primeiro atravessou com segurança. O outro gritou para o primeiro, através do abismo:</p>
<p>- Amigo, diga-me como conseguiu.</p>
<p>Respondeu o primeiro:</p>
<p>- Como posso saber? Tudo que fiz foi isto: quando me via pendendo para um lado, inclinava-me para o outro lado.</p>
<p>Anthony de Mello</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Metáfora: A Rebelião Contra o Estômago</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:50:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Variações desta história existem desde a antiguidade clássica. Paulo emprega uma delas em Coríntios I 12:14-16.
Uma vez um homem sonhou que suas mãos, pés, boca e cérebro começaram todos a se rebelar contra estômago.
- Sua lesma imprestável! &#8211; as mãos disseram &#8211; Nós trabalhamos o dia inteiro, serrando, martelando, levantando e carregando. De noite estamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Variações desta história existem desde a antiguidade clássica. Paulo emprega uma delas em Coríntios I 12:14-16.</p>
<p>Uma vez um homem sonhou que suas mãos, pés, boca e cérebro começaram todos a se rebelar contra estômago.</p>
<p>- Sua lesma imprestável! &#8211; as mãos disseram &#8211; Nós trabalhamos o dia inteiro, serrando, martelando, levantando e carregando. De noite estamos cobertas de bolhas e arranhões, nossas juntas doem e ficamos cheias de sujeira. Enquanto isso, você só fica aí sentado, pegando a comida toda!</p>
<p>- Nós concordamos! &#8211; gritaram os pés &#8211; Pense só como nos desgastamos, andando para lá e para cá o dia inteiro. E só fica se entupindo, seu porco ganancioso, cada vez mais pesado para a gente carregar.</p>
<p>- Isso mesmo! &#8211; choramingou a boca &#8211; De onde você pensa que vem toda a comida que você tanto ama? Eu é que tenho que mastigar tudo; e logo que termino, você suga tudo aí para baixo, só para você. Você acha que isso é justo?</p>
<p>- E eu? &#8211; gritou o cérebro &#8211; Você acha que é fácil ficar aqui em cima,tendo que pensar de onde vai vir a sua próxima refeição? E ainda por cima, não ganho nada pelas minhas dores todas.</p>
<p>Uma por uma, as partes do corpo aderiram às reclamações contra o estômago, que não disse coisa alguma.</p>
<p>- Tenho uma idéia &#8211; o cérebro finalmente anunciou. &#8211; Vamos todos nos rebelar contra essa barriga preguiçosa e parar de trabalhar para ela.</p>
<p>- Soberba idéia! &#8211; todos os outros membros e órgãos concordam &#8211; Vamos lhe ensinar como nós somos importantes, seu porco. Assim, talvez você também acabe fazendo algum trabalho.</p>
<p>E todos pararam de trabalhar. As mãos se recusaram a levantar ou carregar coisas. Os pés se recusaram a andar. A boca prometeu não mastigar nem engolir nem um bocadinho. E o cérebro jurou que não teria mais nenhuma idéia brilhante. No começo, o estômago roncou um pouco, como sempre fazia quando estava com fome. Mas depois ficou quieto.</p>
<p>Nesse ponto, para surpresa do homem que sonhava, ele descobriu que não conseguia andar. Não conseguia segurar nada nas mãos. Não conseguia nem abrir a boca. E de repente, começou a se sentir bem doente.</p>
<p>O sonho pareceu durar vários dias. A cada dia que passava, o homem se sentia cada vez pior.</p>
<p>- É melhor que essa rebelião não dure muito &#8211; ele pensou &#8211; senão vou morrer de inanição.</p>
<p>Enquanto isso, mãos, pés, boca e cérebro só ficavam à toa, cada vez mais fracos. No início, se agitavam só um pouquinho, para escarnecer do estômago de vez em quando; mas pouco depois não tinham mais energia nem para isso.</p>
<p>Por fim, o homem ouviu uma vozinha fraca vinda da direção dos pés.</p>
<p>- Pode ser que estivéssemos enganados &#8211; eles diziam. &#8211; Talvez o estômago estivesse trabalhando o tempo todo, ao jeito dele.</p>
<p>- Estava pensando a mesma coisa &#8211; murmurou o cérebro. &#8211; É verdade que ele fica pegando a comida toda. Mas parece que ele manda a maior parte de volta para nós.</p>
<p>- Devemos admitir nosso erro &#8211; disse aboca. &#8211; O estômago tem tanto trabalho a fazer quanto as mãos, os pés, o cérebro e os dentes.</p>
<p>- Então, vamos todos voltar ao trabalho &#8211; gritaram juntos. E, nisso, o homem acordou.</p>
<p>Para seu alívio, descobriu que os pés estavam andando de novo. As mãos seguravam, a boca mastigava e o cérebro agora conseguia pensar com clareza. Começou a se sentir muito melhor.</p>
<p>- Bem, eis aí uma lição para mim &#8211; ele pensou, enquanto enchia o estômago de café e pão com manteiga, de manhã. &#8211; Ou funcionamos todos juntos, ou nada funciona mesmo.</p>
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		<title>Metáfora: A tartaruga tagarela</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fábula Hindu
Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos. Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar. Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa.
Passaram muitos anos nessa feliz convivência, mas uma longa seca acabou por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fábula Hindu</p>
<p>Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos. Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar. Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa.</p>
<p>Passaram muitos anos nessa feliz convivência, mas uma longa seca acabou por esvaziar o lago. Os dois patos viram que não podiam continuar morando ali e resolveram voar para outra região mais úmida. E foram dizer adeus à tartaruga.</p>
<p>- Oh, não, não me deixem! Suplicou a tartaruga. &#8211; Levem-me com vocês, senão eu morro!</p>
<p>- Mas você não sabe voar! &#8211; disseram os patos. &#8211; Como é que vamos levá-la?</p>
<p>- Levem-me com vocês! Eu quero ir com vocês! &#8211; gritava a tartaruga.</p>
<p>Os patos ficaram com tanta pena que, por fim, tiveram uma idéia.</p>
<p>- Pensamos num jeito que deve dar certo &#8211; disseram &#8211; se você conseguir ficar quieta um longo tempo. Cada um de nós vai morder uma das pontas de uma vara e você morde no meio. Assim, podemos voar bem alto, levando você conosco. Mas cuidado: lembre-se de não falar! Se abrir a boca, estará perdida.</p>
<p>A tartaruga prometeu não dizer palavra, nem mexer a boca; estava agradecidíssima! Os patos trouxeram uma vara curta bem forte e morderam as pontas; a tartaruga abocanhou bem firme no meio. Então os patos alçaram vôo, suavemente, e foram-se embora levando a silenciosa carga.</p>
<p>Quando passaram por cima das árvores, a tartaruga quis dizer: &#8220;Como estamos alto!&#8221; Mas lembrou-se de ficar quieta.</p>
<p>Quando passaram pelo campanário da igreja, ela quis perguntar: &#8220;O que é aquilo que brilha tanto?&#8221; Mas lembrou-se a tempo de ficar calada.</p>
<p>Quando passaram sobre a praça da aldeia, as pessoas olharam para cima, muito espantadas.</p>
<p>- Olhem os patos carregando uma tartaruga! &#8211; gritavam. E todos correram para ver.</p>
<p>A tartaruga bem quis dizer: &#8220;E o que é que vocês tem com isso?&#8221;; mas não disse nada.</p>
<p>Ela escutou as pessoas dizendo:</p>
<p>- Não é engraçado? Não é esquisito? Olhem! Vejam!</p>
<p>E começou a ficar zangada; mas ficou de boca fechada.</p>
<p>Depois, as pessoas começaram a rir:</p>
<p>- Vocês já viram coisa mais ridícula? &#8211; zombavam.</p>
<p>E aí a tartaruga não agüentou mais. Abriu a boca e gritou:</p>
<p>- Fiquem quietos, seus bobalhões&#8230;!</p>
<p>Mas, antes que terminasse, já estava caída no chão. E acabou-se a tartaruga tagarela.</p>
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		<title>Metáfora: A Vista da Janela</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.
Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.</p>
<p>Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo.</p>
<p>Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro.</p>
<p>Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuiam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no ceu da cidade.</p>
<p>Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca.</p>
<p>Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morrera pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora.</p>
<p>Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável deixou-o sozinho no quarto.</p>
<p>Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava pra ver um muro branco?</p>
<p>A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse.</p>
<p>Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.</p>
<p>Moral da história: há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade. Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar.</p>
<p>Hoje é um presente e é por isso que é chamado assim.</p>
<p>O autor dessa história é desconhecido.</p>
<p>Circulando na Internet livremente</p>
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		<title>O Monge e os Dois Turistas</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:47:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No alto do planalto do Tibete, um turista encontra um monge Zen e pergunta-lhe: &#8220;Diga-me como é a cidade de onde você vem?&#8221;
O monge responde:
&#8220;Como era aquela que você acabou de deixar?&#8221;
&#8220;Ts&#8217;ien-fo-tang?&#8230;Muitos vestígios belos do passado, mas com pessoas sujas, feias, pouco hospitaleiras e malcheirosas.&#8221;
&#8220;Muito bem! se você está indo para Touen-Houang, infelizmente acho que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No alto do planalto do Tibete, um turista encontra um monge Zen e pergunta-lhe: &#8220;Diga-me como é a cidade de onde você vem?&#8221;</p>
<p>O monge responde:</p>
<p>&#8220;Como era aquela que você acabou de deixar?&#8221;</p>
<p>&#8220;Ts&#8217;ien-fo-tang?&#8230;Muitos vestígios belos do passado, mas com pessoas sujas, feias, pouco hospitaleiras e malcheirosas.&#8221;</p>
<p>&#8220;Muito bem! se você está indo para Touen-Houang, infelizmente acho que você também vai encontrar pessoas sujas, malcheirosas e pouco hospitaleiras e que fedem a cinquenta metros de distância.&#8221;</p>
<p>Ao chegar perto de Ts&#8217;ien-fo-Tang o monge encontra no caminho outro turista que lhe faz a seguinte pergunta:</p>
<p>&#8220;O senhor, tão sábio e culto, deve conhecer a cidade de Touen-Houang?&#8221;</p>
<p>&#8220;É a cidade de onde eu venho&#8221;, respondeu o monge.</p>
<p>&#8221; E como são as pessoas de lá?&#8221;</p>
<p>&#8220;Como são aquelas da cidade que você acaba de sair?&#8221;, pergunta o monge.</p>
<p>&#8220;Maravilhosas, muito delicadas&#8230;Foi dificil sair da cidade para continuar a minha viagem.&#8221;</p>
<p>&#8220;Ah! Aqueles da próxima cidade de Touen-Houang vão parecer ainda mais maravilhosos. Boa viagem e que Deus o acompanhe para todo o sempre!&#8221;, respondeu o monge.</p>
<p>Do livro: Aprenda a Liderar com a Programação Neurolingüística &#8211; Pierre Longin -Qualitymark Editora</p>
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		<title>Metáfora: Anjos em Apuros</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:46:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[parabolas]]></category>
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		<description><![CDATA[O grito pegou Ariel de surpresa, e ele quase caiu sentado. Olhou na direção do grito e viu um agitado Gabriel vindo na sua direção.
- Pois não, mestre Gabriel, respondeu, sem se alterar.
- Recebi pela centésima vez o mesmo pedido daquela garota que quer um marido! Já não era para você ter providenciado?
- Bem, senhor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O grito pegou Ariel de surpresa, e ele quase caiu sentado. Olhou na direção do grito e viu um agitado Gabriel vindo na sua direção.</p>
<p>- Pois não, mestre Gabriel, respondeu, sem se alterar.</p>
<p>- Recebi pela centésima vez o mesmo pedido daquela garota que quer um marido! Já não era para você ter providenciado?</p>
<p>- Bem, senhor, tivemos alguns problemas e&#8230;</p>
<p>- Como, problemas? Como podemos honrar o &#8220;peça e receberás&#8221; deste jeito?</p>
<p>- Bem, é que a moça mesmo está impedindo, senhor.</p>
<p>- Agora vai culpá-la, é?</p>
<p>- Como o senhor bem sabe, dependemos em parte dos humanos para um bom atendimento. Se quiser, posso contar-lhe o que já fizemos.</p>
<p>- Muito bem, conte-me. Gabriel já estava completamente calmo.</p>
<p>- Assim que recebemos o primeiro pedido, fizemos uma pesquisa e identificamos um par ideal para ela. No dia propício, em que ele estaria em um bar, sussurramos à moça uma sugestão para sair de casa e ir até o bar. Ela aceitou bem. Lá no bar, providenciamos um esbarrão, o rapaz tentou uma conversa, mas ela recusou-se a qualquer papo, argumentando consigo mesma que não era mulher de dar papo para estranhos. Nada pudemos fazer.</p>
<p>- Aí, esperaram um novo pedido.</p>
<p>- Sim. Ela o fez na sua igreja, uma semana depois. Mas o &#8220;escolhido&#8221; já tinha se envolvido com outra moça, muito boa, por sinal, e procuramos outro. Achamos. Desta vez a estratégia foi provocar uma pequena batida dele no carro dela. Coisa insignificante. Só que ela desceu do carro muito irada, disse uns palavrões e pra falar a verdade, sequer olhou para o rosto dele. Observamos que ela internamente estava visualizando um monstro, e não o homem que estava à sua frente.</p>
<p>- Mas vocês não previram esta reação?</p>
<p>- Sabíamos que era uma opção possível. Infelizmente, foi a que ela escolheu. Bem, o homem ficou queimado de vez com ela, que não é do tipo que perdoa facilmente.</p>
<p>- Poderia ser interferências cármicas? Como está o merecimento dela?</p>
<p>- Está suficiente, mas não o bastante para o atendimento automático.</p>
<p>- Bem, depois da igreja, foi aquele apelo desesperado, não?</p>
<p>- Sim, ela dizia que não agüentava mais. Nossa equipe fez de novo a pesquisa, e localizamos um candidato, que não lhe pareceria tão bonito quanto queria, mas se conseguíssemos um contato mais prolongado, as chances seriam boas. Conseguimos que os dois trabalhassem no mesmo andar. O rapaz conheceu-a, interessou-se e convidou-a para sair. Você acredita que ela se fez de difícil? Ele então ficou desinteressado; ainda tentamos inspirar-lhe persistência, e ele tentou novamente, novamente foi esnobado e desistiu. Como não podíamos interferir novamente, aguardamos novo pedido.</p>
<p>- Qual foi o diagnóstico, até aqui?</p>
<p>- Temos obstáculos sérios com relação a algumas crenças dessa moça, muito estáveis e firmes. Por exemplo, ela acha que se se fizer de difícil, atrairá mais atenção. Como não tem observado o resultado dos seus comportamentos ao aplicar essa opção, não consegue atualizar essa regra. Outro ponto difícil é o foco excessivo em si mesma; ela ainda não percebeu que pode manter duas referências simultâneas. Um ponto significativo é uma crença da qual ela não tem consciência, de que não merece o melhor, veja só. De maneira geral, as suas crenças e regras, e não o resultado desejado, têm prevalecido, e nossa atuação em sua intuição não é percebida.</p>
<p>- Já tentaram abalar toda essa firmeza? Ela seria beneficiada como um todo, com um pouco mais de flexibilidade.</p>
<p>- Tentamos, mas ela teve uma reação inesperada: julgou que estava desestruturada e com problemas, sentiu-se muito mal e tivemos que parar. Pareceu-nos que ela não suportaria a fase de transição. Você sabe que esse tipo de rigidez quase sempre só é quebrado com a ajuda de algum tipo de dor. Como o bom carma dela impede dores nesse nível, mesmo que transitórias, temos um círculo vicioso. A menos que ela própria perceba, não haverá meios de melhorar este aspecto.</p>
<p>- É, Ariel, temos um caso difícil. Precisamos prever melhor as reações dela, e evitar novos fracassos no futuro. Há novo pedido?</p>
<p>- Sim, mas o último veio mais fraco, ela está com a fé abalada. Isto piora nossas chances. Antes tivesse a mesma rigidez nisso também.</p>
<p>- Temos que achar um jeito que funcione. Pense em algo.</p>
<p>- ARIEL!</p>
<p>- Sim, mestre.</p>
<p>- O que vocês fizeram? Ela está se casando! Sinto que não fizeram coisa boa.</p>
<p>- Bem, fizemos uma pequena concessão neste caso. Ela estava numa festa, e conversava com um candidato muito bom e dócil às nossas sugestões. Mas as projeções de possibilidades que ela estava fazendo de si mesma com o moço indicavam que logo ia dispensá-lo. Interferimos em seus pensamentos colocando imagens de estar com ele e conversar alegremente, de dançar e outras coisas que sabíamos que seriam prazerosas para ambos. As emoções resultantes imediatamente aumentaram sua atração, e os dois acabaram se beijando. Dentro das crenças delas, o beijo no primeiro encontro significa compromisso, e o relacionamento foi mantido. Acha que fizemos mal, mestre?</p>
<p>- A interferência provocou outros efeitos em sua liberdade de escolha?</p>
<p>- Não. Observamos isto. Outros contextos de suas representações internas continuaram com as mesmas opções de antes.</p>
<p>- Foi induzida alguma emoção limitante?</p>
<p>- Um pouco de culpa, logo sobrepujado pelo contentamento. Quando voltarem explicaremos tudo.</p>
<p>- Serão felizes para sempre?</p>
<p>- É, mestre, você tem vindo pouco à Terra!</p>
<p>Metáfora enviada por: Virgílio Vasconcelos Vilela</p>
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		<title>Metáfora: As Páginas Novas</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:43:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[- Acorde! &#8211; disse uma vozinha fina.
Tommy acordou e sentou-se. Ao pé da cama viu um menino da sua idade, todo de branco, como neve fresca. Tinha os olhos muito brilhantes e olhava direto para Tommy.
- Quem é você? &#8211; perguntou Tommy.
- Eu sou o Ano Novo! &#8211; disse o menino. &#8211; Hoje é o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Acorde! &#8211; disse uma vozinha fina.</p>
<p>Tommy acordou e sentou-se. Ao pé da cama viu um menino da sua idade, todo de branco, como neve fresca. Tinha os olhos muito brilhantes e olhava direto para Tommy.</p>
<p>- Quem é você? &#8211; perguntou Tommy.</p>
<p>- Eu sou o Ano Novo! &#8211; disse o menino. &#8211; Hoje é o meu dia, e trouxe para você páginas novas.</p>
<p>- Que páginas? &#8211; perguntou Tommy.</p>
<p>- Páginas bem novinhas, pode Ter certeza! &#8211; disse o Ano Novo. &#8211; Tenho ouvido más notícias de você pelo meu pai…</p>
<p>- Quem é o seu pai? &#8211; perguntou Tommy.</p>
<p>- O Ano Velho, é claro! &#8211; disse o menino. &#8211; Ele falou que você fazia perguntas demais, e estou vendo que ele tinha razão. Ele também me disse que você guarda rancor, que às vezes belisca sua irmã mais nova e que, um dia, você jogou seu livro da escola no fogo. Agora, tudo isso tem que acabar!</p>
<p>- Ah, é mesmo? &#8211; disse Tommy. Ele ficou tão espantado que nem sabia o que dizer.</p>
<p>O menino fez que sim com a cabeça.</p>
<p>- Se não parar &#8211; disse ele &#8211; , você só vai piorar a cada ano, até virar o Homem Horrível. Você quer ser o Homem Horrível?</p>
<p>- N-não! &#8211; disse Tommy.</p>
<p>- Então você tem que parar de ser um menino horrível! &#8211; disse o Ano Novo. &#8211; Pegue as suas páginas!</p>
<p>E estendeu um maço do que parecia serem folhas de caderno, todas completamente brancas, como suas roupas.</p>
<p>- Todo dia, vire uma dessas páginas &#8211; disse &#8211; e logo você será um menino bom em vez de horrível.</p>
<p>Tommy pegou as folhas de papel e ficou olhando. Em cada uma, estavam escritas algumas palavrasaa;</p>
<p>&#8220;Ajude sua mãe e seu pai!&#8221;</p>
<p>&#8220;Cate seus brinquedos!&#8221;</p>
<p>&#8220;Pare de sujar o chão de lama!&#8221;</p>
<p>&#8220;Seja bom para sua irmãzinha!&#8221;</p>
<p>&#8220;Não brigue com o Billy Jenkins!&#8221;</p>
<p>- Ah, não! &#8211; gritou Tommy. &#8211; Eu tenho que brigar com Billy Jenkins! Ele falou que…</p>
<p>- Adeus! &#8211; disse o Ano Novo. &#8211; Vou voltar quando estiver velho, para ver se você foi um bom menino ou um menino horrível. Lembre-se:</p>
<p>Se bom ou horrível vai ser,</p>
<p>Só você pode resolver.</p>
<p>Ele virou-se e abriu a janela. Um vento frio soprou, varrendo as folhas das mãos de Tommy.</p>
<p>- Pare! Pare! &#8211; gritou ele. &#8211; Diga-me…</p>
<p>Mas o Ano Novo tinha ido embora, e Tommy viu sua mãe entrando no quarto.</p>
<p>- Meu filho! &#8211; disse ela. &#8211; O vento está desarrumando tudo!</p>
<p>- Minhas páginas! Minhas folhas! &#8211; gritou Tommy.</p>
<p>Pulando da cama, procurou pelo quarto todo, mas não achou nenhuma.</p>
<p>- Não tem importância &#8211; disse Tommy. &#8211; Consigo ir virando-as do mesmo jeito, e juro que vou. Não vou virar o Homem Horrível.</p>
<p>E não virou mesmo.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral<br />
William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira </p>
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		<item>
		<title>Metáfora: Como o camelo ganhou a corcova</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/metafora-como-o-camelo-ganhou-a-corcova/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<category><![CDATA[parabolas]]></category>
<category>metaforas</category><category>parabolas</category>
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		<description><![CDATA[No início dos tempos, quando o mundo era tão novo, e tudo o mais, os Animais mal estavam começando a trabalhar para o Homem, havia um Camelo que vivia no meio de um Deserto dos Lamentos, porque não queria trabalhar; além disso, ele próprio era um lamentável absurdo. Comia galhinhos, espinhos, plantinhas, doído de tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No início dos tempos, quando o mundo era tão novo, e tudo o mais, os Animais mal estavam começando a trabalhar para o Homem, havia um Camelo que vivia no meio de um Deserto dos Lamentos, porque não queria trabalhar; além disso, ele próprio era um lamentável absurdo. Comia galhinhos, espinhos, plantinhas, doído de tão preguiçoso; quando alguém falava com ele, só dizia:</p>
<p>- Uma ova! &#8211; Só isso: &#8211; Uma ova! &#8211; e nada mais.</p>
<p>Uma manhã de segunda-feira, o Cavalo chegou para ele, sela às costas e freio na boca, e disse:</p>
<p>- Camelo, ó Camelo, venha aqui trotar conosco.</p>
<p>- Uma ova! &#8211; disse o Camelo; e o Cavalo foi embora e contou para o Homem.</p>
<p>Veio o Cachorro, com uma vareta na boca e disse:</p>
<p>- Camelo, ó Camelo, venha aqui catar conosco.</p>
<p>- Uma ova! &#8211; disse o Camelo; e o Cachorro foi-se embora e contou para o Homem.</p>
<p>Depois veio o Boi, com uma cangalha no pescoço e disse:</p>
<p>- Camelo, ó Camelo, venha aqui arar conosco.</p>
<p>- Uma ova! &#8211; disse o Camelo; e o Boi foi embora e contou para o homem.</p>
<p>No fim do dia, o Homem chamou o Cavalo, o Cachorro e o Boi e disse:</p>
<p>- Três, ó Três, lamento muito por vocês (nesse mundo tão novo-e-tudo-o-mais); mas aquela Coisa-ova no Deserto não consegue trabalhar, senão já estaria aqui agora. Por isso, vou deixá-lo sozinho lá e vocês vão ter que trabalhar dobrado para compensar.</p>
<p>Isso deixou os Três furiosos (naquele mundo tão novo-e-tudo-o-mais) e foi um palavrório, uma confusão, um comício escandaloso na beira do deserto. O Camelo veio mascando uma mamona, doído de tão preguiçoso e ficou rindo deles. Depois disse:</p>
<p>- Uma ova! &#8211; e foi-se de novo.</p>
<p>Veio chegando o Djinn que reinava sobre Todos os Desertos, rolando numa nuvem de poeira (os Djinn sempre viajam assim, porque é Magia), e parou para um palavrório e um comício escandaloso com os Três.</p>
<p>- Djinn de Todos os Desertos &#8211; disse o Cavalo -, pode alguém ser tão preguiçoso, nesse mundo tão novo-e-tudo-o-mais?</p>
<p>- Certamente que não &#8211; disse o Djinn.</p>
<p>- Bem &#8211; disse o Cavalo -, tem uma coisa no meio do Deserto dos Lamentos (e ele é o próprio lamentável absurdo) com um pescoço comprido e pernas compridas, que não moveu uma palha de trabalho desde a manhã de segunda-feira. Ele nem trota.</p>
<p>- Puxa! &#8211; disse o Djinn, dando um assovio &#8211; É o meu Camelo, por todo o oura da Arábia! O que é que ele diz disso?</p>
<p>- Ele diz &#8220;Uma ova!&#8221; &#8211; disse o Cachorro &#8211; E nem pega nem carrega.</p>
<p>- Ele diz alguma outra coisa?</p>
<p>- Só &#8220;Uma ova!&#8221; e ele nem ara &#8211; disse o boi.</p>
<p>- Muito bem &#8211; disse o Djinn. &#8211; Eu vou ovacioná-lo, se vocês fizerem a gentileza de esperar um minuto.</p>
<p>O Djinn se enrolou no seu casaco de poeira, determinou sua posição no deserto e achou o Camelo doído de preguiça, olhando seu próprio reflexo numa poça d&#8217;água.</p>
<p>- Meu amigo comprido e borbulhante &#8211; disse o Djinn -, que é que eu ando ouvindo, de você não querer trabalhar, nesse mundo tão novo-e-tudo-o-mais?</p>
<p>- Uma ova! &#8211; disse o Camelo.</p>
<p>O Djinn sentou-se, queixo na mão, e começou a pensar uma Grande Magia, enquanto o Camelo continuou olhando seu reflexo na poça d&#8217;água.</p>
<p>- Você fez os Três trabalharem dobrado desde manhã de segunda-feira, só porque fica doído de preguiça &#8211; disse o Djinn; e continuou pensando Magias, com o queixo na mão.</p>
<p>- Uma ova! &#8211; disse o Camelo.</p>
<p>- Eu não repetiria isso, se fosse você &#8211; disse o Djinn. &#8211; Você pode falar demais da conta. Bolas, eu quero que você trabalhe.</p>
<p>E o Camelo disse:</p>
<p>- Uma ova! &#8211; de novo.</p>
<p>Mas logo que falou, viu suas costas, das quais tinha tanto orgulho, estufando, estufando, até virar uma enorme corcova.</p>
<p>- Viu só? &#8211; disse o Djinn &#8211; Foi a sua própria preguiça que você trouxe como um peso às suas costas, por não querer trabalhar. Hoje é quinta-feira e você não trabalhou nada desde segunda, quando começou o trabalho. Agora, você vai trabalhar.</p>
<p>- Como é que eu posso &#8211; disse o Camelo -, com essa corcunda nas minhas costas?</p>
<p>- Foi de propósito &#8211; disse o Djinn &#8211; porque você faltou esses três dias. Agora você vai poder trabalhar três dias sem comer, porque você vive da sua corcunda-uma-ova, que vai ser sua corcova; e nunca diga que nunca fiz nada por você. Saia do Deserto e vá com os Três, comporte-se. Corcove-se!</p>
<p>E o Camelo corcoveou-se, corcova e tudo, e foi juntar-se aos Três. E desde aquele dia, o Camelo sempre teve um corcova-uma-ova (a gente chama de corcunda, hoje, para não magoá-lo, lembrando &#8220;uma ova!&#8221;); mas ele nunca compensou os três dias que faltou no começo do mundo; e até agora ainda não aprendeu a se comportar.</p>
<p>Do livro &#8220;O Livro das Virtudes&#8221; Uma Antologia de William J. Bennett</p>
<p>Editora Nova Fronteira, 1993, (pág. 253)</p>
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		<title>Metáfora: Comparações Capengas</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:40:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Certa vez veio à presença de um médico um sapateiro que sofria dores terríveis e parecia estar à morte. O médico examinou-o cuidadosamente, mas não conseguiu definir um tratamento que o pudesse ajudar. O paciente perguntou angustiadamente: &#8220;Não há nada mais que me possa salvar?&#8221;.
O médico respondeu ao sapateiro: &#8220;Infelizmente, eu não conheço nenhum outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa vez veio à presença de um médico um sapateiro que sofria dores terríveis e parecia estar à morte. O médico examinou-o cuidadosamente, mas não conseguiu definir um tratamento que o pudesse ajudar. O paciente perguntou angustiadamente: &#8220;Não há nada mais que me possa salvar?&#8221;.</p>
<p>O médico respondeu ao sapateiro: &#8220;Infelizmente, eu não conheço nenhum outro recurso.&#8221;</p>
<p>Ao ouvir isso, o sapateiro respondeu: &#8220;Já que nada mais pode ser feito, tenho apenas um desejo final. Gostaria de uma panelada de dois quilos de feijão graúdo e um litro de vinagre.&#8221;</p>
<p>O médico sacudiu os ombros, resignado, e disse: &#8220;Não creio muito nessa idéia, mas, se acreditas que pode ajudar, segue em frente e experimenta.&#8221; Durante toda a noite o médico aguardou notícias da morte do pobre homem. Porém, na manhã seguinte, para espanto do doutor, o sapateiro estava forte e ativo. O médico escreveu em seu diário: &#8220;Hoje veio a mim um sapateiro pelo qual nada podia ser feito. Mas dois quilos de feijão e um litro de vinagre ajudaram-no a melhorar.&#8221;</p>
<p>Pouco tempo depois, o médico foi chamado para atender a um alfaiate mortalmente enfermo. Nesse caso, outra vez, o doutor viu-se perplexo. Sendo homem honesto, admitiu isso ao alfaiate. O moribundo implorou: &#8220;Mas não conhece o senhor nenhuma outra cura possível?&#8221;.</p>
<p>O médico pensou um pouco e disse: &#8220;Não, mas recentemente um sapateiro procurou-me queixando-se de coisas semelhantes. Ele foi ajudado por dois quilos de feijão e um litro de vinagre.&#8221;</p>
<p>&#8220;Bem, se não há outro remédio, vou experimentar esse mesmo&#8221;, replicou o alfaiate. Ele comeu os feijões com vinagre e morreu no dia seguinte. Visto isso, o médico anotou em seu diário: &#8220;Ontem um alfaiate me procurou. Nada podia ser feito por ele. Ele comeu dois quilos de feijão com um litro de vinagre e então morreu. O que é bom para sapateiros não serve para alfaiates.&#8221;</p>
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		<title>Metáfora: Discernimento</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:40:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ninguém se arriscava a passar por um caminho onde uma cobra venenosa tinha feito sua moradia. Certa vez, um homem sábio passava tranqüilamente pelo caminho tão temido, desconhecedor de que ali vivia a tal serpente. Subitamente, ao sentir as vibrações e o calor do homem, a serpente levantou a cabeça, desenrolou o enorme corpo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ninguém se arriscava a passar por um caminho onde uma cobra venenosa tinha feito sua moradia. Certa vez, um homem sábio passava tranqüilamente pelo caminho tão temido, desconhecedor de que ali vivia a tal serpente. Subitamente, ao sentir as vibrações e o calor do homem, a serpente levantou a cabeça, desenrolou o enorme corpo e aprontou-se para o bote. O homem, ao avistá-la, pronunciou uma fórmula mágica e ela caiu aos seus pés. A cobra, amansada pela força da magia e pelo destemor, olhava atenta para o sábio.</p>
<p>- Minha amiga &#8211; perguntou ele à cobra -, você tem a intenção de me morder?</p>
<p>A cobra, espantada, não abriu a boca.</p>
<p>- Por que você ataca as pessoas desavisadas, fazendo mal a elas? Eu vou lhe ensinar uma fórmula mágica poderosa, e você vai repeti-la constantemente. Desse modo, aprenderá a amar a Deus e aos seres de Deus e, ao mesmo tempo, perderá a vontade de fazer mal aos outros e agredir indiscriminadamente.</p>
<p>O homem murmurou a fórmula no ouvido da cobra. Ela agradeceu, balançando a cabeça, e voltou para o buraco que a abrigava. Desse dia em diante, passou a levar uma vida inocente, dócil e pura, sem sentir desejo de atacar ninguém.</p>
<p>Passados alguns dias, as crianças do lugarejo perceberam a mudança de comportamento da cobra e, pensando que ela tinha perdido o veneno, começaram a maltratá-la.</p>
<p>Atiravam-lhe pedras e cutucavam seu corpo roliço com gravetos pontiagudos, machucando o pobre animal. Gravemente ferida, a cobra não reagia e voltava desconsoladamente para o seu abrigo. Tempos depois, o sábio voltou a passar pelo caminho e procurou sua amiga serpente, mas não a encontrou.</p>
<p>As crianças disseram que ela havia morrido. Ele sabia que Deus é poderoso e que não permitiria que ela morresse sem ter solucionado o grande problema da vida, isto é, o autoconhecimento pela realização do divino. Continuou a chamar por ela. Finalmente, surgiu o animal arrastando-se, tão magro como um esqueleto, e parou aos pés do mestre.</p>
<p>- Minha amiga, como você está?</p>
<p>- Muito bem. Vai tudo bem, graças a Deus.</p>
<p>- Mas por que você está tão magra e fraca?</p>
<p>- Como o mestre me ensinou, procuro não fazer mal a nenhuma criatura. Alimento-me só de folhas. Por isso emagreci.</p>
<p>- Não, não deve ser apenas a mudança de alimentação. Deve haver outra razão. Pense um pouco!</p>
<p>- Ah, sim! Agora me lembro. Uns meninos malvados me bateram e me feriram. Eles não sabiam que eu não mordia mais e me atacaram por medo.</p>
<p>- Minha boa amiga, eu lhe recomendei não morder. Não a proibi de silvar para afastar os importunos e mostrar quem você é. </p>
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		<title>METÁFORA: Lindas Mãos</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:37:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Adaptada de Lawton B. Evans
À beira de um riacho, algumas mocinhas conversavam, contando vantagens de suas lindas mãos. Uma delas mergulhou as mãos na água cintilante, e as gotas que caíam de suas palmas até pareciam diamantes.
- Olhem como minhas mãos são lindas! A água corre nelas como jóias preciosas ¾ disse ela, levantando as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptada de Lawton B. Evans</p>
<p>À beira de um riacho, algumas mocinhas conversavam, contando vantagens de suas lindas mãos. Uma delas mergulhou as mãos na água cintilante, e as gotas que caíam de suas palmas até pareciam diamantes.</p>
<p>- Olhem como minhas mãos são lindas! A água corre nelas como jóias preciosas ¾ disse ela, levantando as mãos para as outras admirarem.</p>
<p>Eram muito macias e brancas, pois a única coisa que fazia com elas era lavá-las em água limpa e fria.</p>
<p>Outra mocinha correu para colher morangos e esmagou-os nas palmas das mãos. O suco escorreu pelos dedos como vinho pisado, até os dedos ficarem rosados como o céu ao sol nascente.</p>
<p>- Vejam que lindas mãos as minhas! O suco de morango escorre por elas como vinho &#8211; disse ela, levantando as mãos para as outras admirarem.</p>
<p>Eram muito rosadas e macias, pois a única coisa que fazia com elas era lavá-las com suco de morango todas as manhãs.</p>
<p>Outra mocinha colheu violetas e esmagou-as nas mãos, até ficarem muito perfumadas.</p>
<p>- Olhem que lindas as minhas mãos! São perfumadas como as violetas dos bosques da primavera &#8211; disse ela, levantando as mãos para que as outras admirassem.</p>
<p>Eram muito macias e brancas, pois a única coisa que fazia com elas era lavá-las com violetas todas as manhãs.</p>
<p>A Quarta mocinha não mostrou as mãos, deixando-as no colo. Uma velha veio andando pela estrada e parou perto das mocinhas. Elas lhe mostraram as mãos, perguntando quais eram as mais belas. Para cada uma, ela balançou a cabeça e depois pediu para ver as mãos da última mocinha, que as mantinha no colo. Ela levantou as mãos timidamente.</p>
<p>- Hum, estas mãos estão bem limpinhas &#8211; disse a mulher -, mas estão endurecidas pelo trabalho. Estas mãos ajudam os pais lavando a louça, varrendo o chão, limpando as janelas e semeando a horta. Estas mãos tomam conta do bebê, levam chá quente para a vovó e ensinam ao irmãozinho menor como empilhar os toquinhos e empinar pipa. Sim, estas mãos andam muito ocupadas fazendo da casa um lar feliz, cheio de amor e carinho.</p>
<p>Então a velha remexeu no bolso e retirou um anel de diamantes, com rubis mais vermelhos que o morango e turquesas mais azuis que as violetas.</p>
<p>- Tome, use este anel, querida. Você merece o prêmio pelas mais belas mãos, pois são as mais úteis.</p>
<p>E a mulher desapareceu, deixando as mocinhas sentadas à beira do riacho.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral<br />
William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira </p>
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		<title>Metáfora: Metáfora do Golfinho, da carpa e do tubarão</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:36:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma brilhante metáfora criada por Dudley Lynch e Paul Kordis do Brain Technologies Institute &#8211; do tubarão, da carpa e do golfinho.
Existem três tipos de animais: as carpas, os tubarões e os golfinhos. A carpa é dócil, passiva e que quando agredida não se afasta nem revida. Ela não luta mesmo quando provocada. Se considera [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma brilhante metáfora criada por Dudley Lynch e Paul Kordis do Brain Technologies Institute &#8211; do tubarão, da carpa e do golfinho.</p>
<p>Existem três tipos de animais: as carpas, os tubarões e os golfinhos. A carpa é dócil, passiva e que quando agredida não se afasta nem revida. Ela não luta mesmo quando provocada. Se considera uma vítima, conformada com seu destino.</p>
<p>Alguém tem que se sacrificar, a carpa se sacrifica. Ela se sacrifica porque acredita que há escassez. Nesse caso, para parar de sofrer ela se sacrifica. Carpas são aquelas pessoas que numa negociação sempre cedem, sempre são os que recuam; em crises, se sacrificam por não poderem ver outros se sacrificarem. Jogam o perde-ganha, perdem para que o outro possa ganhar.</p>
<p>Declaração que a carpa faz para si mesmo:</p>
<p>* &#8220;Sou uma carpa e acredito na escassez. Em virtude dessa crença, não espero jamais fazer ou ter o suficiente. Assim, se não posso escapar do aprendizado e da responsabilidade permanecendo longe deles, eu geralmente me sacrifico.&#8221;</p>
<p>Nesse mar existe outro tipo de animal: o tubarão. O tubarão é agressivo por natureza, agride mesmo quando não provocado. Ele também crê que vai faltar. Tem mais, ele acredita que, já que vai faltar, que falte para outro, não para ele!</p>
<p>&#8220;Eu vou tomar de alguém!&#8221; O tubarão passa o tempo todo buscando vítimas para devorar porque ele acredita que podem faltar vítimas. Que vítimas são as preferidas dos tubarões? Acertou, as carpas. Tanto o tubarão como a carpa acabam viciados nos seus sistemas. Costumam agir de forma automática e irresistível. Os tubarões jogam o ganha-perde, eles tem que ganhar sempre, não se importando que o outro perca.</p>
<p>Declaração que o tubarão faz para si mesmo:</p>
<p>* &#8220;Sou um tubarão e acredito na escassez. Em razão dessa crença, procuro obter o máximo que posso, sem nenhuma consideração pelos outros.<br />
Primeiro, tento vencê-los; se não consigo, procuro juntar-me a eles.&#8221;</p>
<p>O terceiro tipo de animal: o golfinho. Os golfinhos são dóceis por natureza. Agora, quando atacados revidam e se um grupo de golfinhos encontra uma carpa sendo atacada eles defendem a carpa e atacam os seus agressores.</p>
<p>Os &#8220;Verdadeiros&#8221; golfinhos são algumas das criaturas mais apreciadas das profundezas. Podemos suspeitar que eles sejam muito inteligentes &#8211; talvez, à sua própria maneira, mais inteligentes do que o Homo Sapiens. Seus cérebros, com certeza, são suficientemente grandes &#8211; cerca de 1,5 quilograma, um pouco maiores do que o cérebro humano médio &#8211; e o córtex associativo do golfinho, a parte do cérebro especializada no pensamento abstrato e conceitual, é maior do que o nosso. E é um cérebro, como rapidamente irão observar aqueles fervorosos entusiastas dedicados a fortalecer os vínculos entre a nossa espécie e a deles, que tem sido tão grande quanto o nosso, ou maior do que o nosso, durante pelo menos 30 milhões de anos.</p>
<p>O comportamento dos golfinhos em volta dos tubarões é legendário e, provavelmente, eles fizeram por merecer essa fama. Usando sua inteligência e sua astúcia, eles podem ser mortais para os tubarões. Matá-los a mordidas? Oh, não! Os golfinhos nadam em torno e martelam, nadam e martelam. Usando seus focinhos bulbosos como clavas, eles esmagam metodicamente a &#8220;caixa torácica&#8221; do tubarão até que a mortal criatura deslize impotente para o fundo.</p>
<p>Todavia, mais do que por sua perícia no combate ao tubarão, escolhemos o golfinho para simbolizar as nossas idéias sobre como tomar decisões e como lidar com épocas de rápidas mudanças devido às habilidades naturais desse mamífero para pensar construtiva e criativamente. Os golfinhos pensam? Sem dúvida. Quando não conseguem o que querem, eles alteram os seus comportamentos com precisão e rapidez, algumas vezes de forma engenhosa, para buscar aquilo que desejam. Golfinhos procuram sempre o equilíbrio, jogam o ganha-ganha, procuram sempre encontrar soluções que atendam as necessidades de todos.</p>
<p>Declaração que o golfinho faz para si mesmo:</p>
<p>* &#8220;Sou um golfinho e acredito na escassez e na abundância potenciais. Assim como acredito que posso ter qualquer uma dessas duas coisas &#8211; é esta a nossa escolha &#8211; e que podemos aprender a tirar o melhor proveito de nossa força e utilizar nossos recursos de um modo elegante, os elementos fundamentais do modo como crio o meu mundo são a flexibilidade e a capacidade de fazer mais com menos recursos.&#8221;</p>
<p>Se os golfinhos podem fazer isso, por que não nós?</p>
<p>Achamos que podemos.</p>
<p>Adaptado de: &#8220;A Estratégia do Golfinho&#8221;<br />
Dudley Lynch e Paul L. Kordis &#8211; Ed. Cultrix. </p>
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		<title>METÁFORA DO EXECUTIVO E O PESCADOR Nº 21</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:36:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Um executivo de férias na praia obervava um pescador sobre uma pedra fisgando algus peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.
O executivo chega perto e diz:
- Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?
O pescador:
- Tudo bem, doutor.
O executivo:
- Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?
- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Um executivo de férias na praia obervava um pescador sobre uma pedra fisgando algus peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.</p>
<p>O executivo chega perto e diz:<br />
- Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?<br />
O pescador:<br />
- Tudo bem, doutor.<br />
O executivo:<br />
- Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?<br />
- Como assim? &#8211; Respondeu o pescador.</p>
<p>- Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou executivo de uma multinacional muito famosa e meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto &#8211; disse o executivo, entusiasmado com sua profissão.</p>
<p>- Pois não, doutor, o que qui o senhor qué sugeri? &#8211; Perguntou calmamente o pescador.<br />
- Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo? Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você.</p>
<p>Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros. Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro. Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa&#8230;<br />
- Mas isso eu já tenho hoje! &#8211; respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.”</p>
<p>Do livro: Criando o seu Futuro de Sucesso &#8211; Renato Hirata &#8211; Ed. Gente</p>
<p>Publicado no INFORMATIVO &#8220;O GOLFINHO&#8221; &#8211; Julho 96 &#8211; no. 21</p>
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		<title>METÁFORA: Homem Suficiente Para o Trabalho</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:35:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Este incidente se passou durante a primeira guerra americana, quando um oficial mandou seus soldados cortarem algumas árvores para fazerem uma ponte. Não havia homens suficientes, e o trabalho progredia muito lentamente. Um homem de aparência imponente, que estava passando a cavalo, falou com o oficial responsável quando este dava ordens aos subordinados, mas ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este incidente se passou durante a primeira guerra americana, quando um oficial mandou seus soldados cortarem algumas árvores para fazerem uma ponte. Não havia homens suficientes, e o trabalho progredia muito lentamente. Um homem de aparência imponente, que estava passando a cavalo, falou com o oficial responsável quando este dava ordens aos subordinados, mas ele mesmo não fazia nada.</p>
<p>- Você não tem homens suficientes para o trabalho, não é?</p>
<p>- Não, senhor. Precisamos de ajuda.</p>
<p>- Por que você mesmo não põe mãos à obra? &#8211; perguntou o homem no cavalo.</p>
<p>- Eu, senhor? Por quê? Sou um cabo &#8211; respondeu o oficial, aparentemente ofendido com a sugestão.</p>
<p>- Ah, é verdade &#8211; respondeu o outro calmamente e, descendo do cavalo, pôs-se a trabalhar com os homens até estar concluído o serviço. Depois, montou novamente e, enquanto saía, falou para o oficial: &#8211; Cabo, da próxima vez que tiver uma tarefa a cumprir e poucos homens para o serviço, avise ao comandante superior, e eu tornarei a vir.</p>
<p>Este era o general Washington.</p>
<p>Extraído de: O Livro das Virtudes II &#8211; O Compasso Moral.</p>
<p>William J. Bennet &#8211; Editora Nova Fronteira.</p>
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		<title>Metáfora: Era uma vez&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230;Uma lagarta&#8230; que nasceu de pequenos ovinhos germinados sobre as folhas verdes do chão&#8230; de uma linda Floresta.
Rastejava sobre a terra&#8230; buscando se firmar&#8230; Aprendia a viver assim&#8230; conhecendo outras lagartas&#8230; bichinhos&#8230; alimentando-se, subindo nas árvores, abrigando-se na umidade da terra, em um ritmo para muitos&#8230; muito lento&#8230; e para ela&#8230; natural.
Dia após dia vivendo&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;Uma lagarta&#8230; que nasceu de pequenos ovinhos germinados sobre as folhas verdes do chão&#8230; de uma linda Floresta.</p>
<p>Rastejava sobre a terra&#8230; buscando se firmar&#8230; Aprendia a viver assim&#8230; conhecendo outras lagartas&#8230; bichinhos&#8230; alimentando-se, subindo nas árvores, abrigando-se na umidade da terra, em um ritmo para muitos&#8230; muito lento&#8230; e para ela&#8230; natural.</p>
<p>Dia após dia vivendo&#8230; rastejando sobre a terra&#8230;</p>
<p>Um dia&#8230; chegada uma certa hora, hora que talvez só ela soubesse qual&#8230; um processo novo acontecia.</p>
<p>Começou a tecer um casulo&#8230; como uma casca acinzentada, a sua volta&#8230; envolvendo-se inteira&#8230; como se protegendo, não sei&#8230; e ali foi ficando por um bom tempo que a Sabedoria da Natureza determinava como sendo necessário&#8230;</p>
<p>Interessante que para muitas pessoas, ao olharem para aquele casulo pendurado em um galho&#8230; achavam que ali não havia vida&#8230; parecia mesmo estar tudo morto&#8230;</p>
<p>- Não há movimento aparente, não há cor, não há som&#8230; então não há vida (alguns diziam).</p>
<p>Outros curiosos diziam já ter aberto outros casulos e o que viram?</p>
<p>Uma massa se movimentando de forma extremamente lenta. Que coisa esquisita&#8230; pensavam. E os dias se seguiam.</p>
<p>E por incrível que pareça&#8230; pois existe um tempo para tudo, quando menos esperávamos&#8230; aquele mesmo casulo foi tomando uma certa tonalidade&#8230; um pouco de cor&#8230; como se fosse ficando quase transparente&#8230;</p>
<p>E na sabedoria do tempo&#8230; começaram a aparecer cores dentro deste casulo&#8230; e suaves movimentos&#8230;</p>
<p>Em um dia de sol&#8230; O casulo iniciou a abrir&#8230; e algo começou lentamente a sair de dentro&#8230; e a abertura foi aumentando&#8230;</p>
<p>É como se algo colorido&#8230; com movimentos leves&#8230; se espreguiçasse, abrindo-se mais aos raios do Sol&#8230; e numa espécie de magia&#8230; lindos pares de asas coloridas se estenderam&#8230; este novo corpo&#8230; que nasce&#8230; ou renasce buscando no desequilíbrio o seu equilíbrio&#8230; começando a se movimentar mais.</p>
<p>E o casulo abre inteiramente&#8230;</p>
<p>O que vemos?</p>
<p>Aquele Ser em forma de uma linda Borboleta&#8230;</p>
<p>Que ali está pronta para voar&#8230;</p>
<p>Voar em direção a luz do sol para se aquecer&#8230;</p>
<p>Buscando mais brilho&#8230; mais cores&#8230;</p>
<p>Agora aquela lagarta&#8230; pode ver e sentir o mundo de diferentes ângulos&#8230; sendo borboleta.</p>
<p>Ela voa alto&#8230; na copa das árvores&#8230; Voa alimentando-se no néctar das flores&#8230;</p>
<p>É leve&#8230; e livre&#8230;</p>
<p>É suave&#8230; embeleza a vida&#8230;</p>
<p>Parecendo frágil&#8230; muito forte se revela&#8230;</p>
<p>Agora semeando o pólen das folhas que em suas patas transporta delicadamente.</p>
<p>Semeia mais vida e beleza na Natureza&#8230;</p>
<p>E em suas angelicais passagens&#8230; entrega por sobre as folhas pequenos ovos&#8230;</p>
<p>Para que nasçam novas lagartas&#8230;</p>
<p>Acredito que elas já nascem sabendo no seu íntimo que um dia voarão&#8230;</p>
<p>E vivem a vida tranqüilamente&#8230;</p>
<p>Rastejando por sobre a terra&#8230;</p>
<p>Para um dia voar livremente.</p>
<p>Gosto de pensar que nascer&#8230; crescer&#8230; morrer se assemelham a esta bonita história de Trans&#8230; FormAção.</p>
<p>* Nota: Trans&#8230; FormAção é o nome fantasia da empresa de Vânia Lúcia Slaviero.</p>
<p>Do livro: De bem com a Vida, Vânia Lúcia Slaviero &#8211; Edição da autora<br />
Vânia Lúcia Slaviero tel: Tel.: (041) 336-8855 / 975-8391 email: vania@ipnet.com.br </p>
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		<title>Metáfora: Burrice</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:33:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<category><![CDATA[parabolas]]></category>
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		<description><![CDATA[Caminhavam dois burros, um com uma carga de açucar, outro com uma carga de esponjas.
Dizia o primeiro:
- Caminhemos com cuidade, porque a estrada é perigosa.
O outro redarguiu:
- Onde está o perigo? Basta andarmos pelo rastro dos que hoje passaram por aqui.
- Nem sempre é assim. Onde passa um, pode não passar outro.
- Que burrice! Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caminhavam dois burros, um com uma carga de açucar, outro com uma carga de esponjas.</p>
<p>Dizia o primeiro:<br />
- Caminhemos com cuidade, porque a estrada é perigosa.</p>
<p>O outro redarguiu:<br />
- Onde está o perigo? Basta andarmos pelo rastro dos que hoje passaram por aqui.</p>
<p>- Nem sempre é assim. Onde passa um, pode não passar outro.</p>
<p>- Que burrice! Eu sei viver, gabo-me disso, e minha ciência toda se resume em só imitar o que os outros fazem.</p>
<p>- Nem sempre é assim, nem sempre é assim&#8230; continuou a filosofar o primeiro.</p>
<p>Nisto alcançaram o rio, cuja ponte caíra na véspera.</p>
<p>- E agora?</p>
<p>- Agora é passar a vau.</p>
<p>O burro de açucar meteu-se na correnteza e, como a carga ia se dissolvendo ao contato da água, conseguiu sem dificuldade pôr pé na margem oposta.</p>
<p>O burro da esponja, fiel às suas idéias, pensou consigo:<br />
- Se ele passou, passarei também &#8211; e lançou-se ao rio.</p>
<p>Mas sua carga, em vez de esvair-se como a do primeiro, cresceu de peso a tal ponto que o pobre tolo foi ao fundo.</p>
<p>- Bem dizia eu! Não basta querer imitar, é preciso poder imitar &#8211; comentou o outro.</p>
<p>Do livro: Fábulas &#8211; Monteiro Lobato &#8211; Editora Brasiliense</p>
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		<title>Metáfora: Como Usar as Palavras</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:31:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Certa vez, uma jovem foi ter com o bom homem, São Filipe Neri, para confessar seus pecados. Ele já conhecia muito bem uma de suas falhas: não que ela fosse má, mas costumava falar dos vizinhos, deduzindo histórias sobre eles. Essas histórias passavam de boca em boca e acabavam fazendo mal – sem nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Certa vez, uma jovem foi ter com o bom homem, São Filipe Neri, para confessar seus pecados. Ele já conhecia muito bem uma de suas falhas: não que ela fosse má, mas costumava falar dos vizinhos, deduzindo histórias sobre eles. Essas histórias passavam de boca em boca e acabavam fazendo mal – sem nenhum proveito para ninguém.</p>
<p>São Filipe lhe disse:</p>
<p>– Minha filha, você age mal falando dos outros; tenho que lhe passar uma penitência. Você deverá comprar uma galinha no mercado e depois caminhar para fora da cidade. Enquanto for andando, deverá arrancar as penas e ir espalhando-as. Não pare até ter depenado completamente a ave. Quando tiver feito isso, volte e me conte.</p>
<p>Ela pensou com seus botões que era mesmo uma penitência muito singular! Mas não objetou. Comprou a galinha, saiu caminhando e arrancando as penas, como ele lhe dissera. Depois, voltou e reportou a São Filipe.</p>
<p>– Minha filha – disse o Santo –, você completou a primeira parte da penitência. Agora vem o resto.</p>
<p>– Sim, o que é, padre?</p>
<p>– Você deverá voltar pelo mesmo caminho e catar todas as penas.</p>
<p>– Mas, padre, é impossível! A esta hora, o vento já as espalhou em todas as direções. Posso até conseguir algumas, mas não todas!</p>
<p>– É verdade, minha filha. E não é isso mesmo que acontece com as palavras tolas que você deixa sair? Não é verdade que você inventa histórias que vão sendo espalhadas por aí, de boca em boca, até ficarem fora do seu alcance? Será que você conseguiria segui-las e cancelá-las, se desejasse?</p>
<p>– Não, padre.</p>
<p>– Então, minha filha, quando você sentir vontade de dizer coisas indelicadas sobre seus vizinhos, feche os lábios. Não espalhe essas penas, pequenas e maldosas, pelo seu caminho.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II</p>
<p>O Compasso Moral</p>
<p>William J. Bennet &#8211; Ed.Nova Fronteira</p>
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		<title>Metáfora: Cinqüenta anos de cortesia</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um casal de idosos comemora suas bodas de ouro após longos anos de matrimônio.
Enquanto tomavam juntos o café da manhã a esposa pensou:
—&#8221;Por cinqüenta anos tenho sempre sido atenciosa para com meu esposo e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje desejo, finalmente, degustar eu mesma essa gostosura.&#8221;
Ela espalhou manteiga na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um casal de idosos comemora suas bodas de ouro após longos anos de matrimônio.</p>
<p>Enquanto tomavam juntos o café da manhã a esposa pensou:</p>
<p>—&#8221;Por cinqüenta anos tenho sempre sido atenciosa para com meu esposo e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje desejo, finalmente, degustar eu mesma essa gostosura.&#8221;</p>
<p>Ela espalhou manteiga na parte de cima e deu ao marido a outra metade.</p>
<p>Ao contrário do que ela esperava, ele ficou muito satisfeito, beijou sua mão e disse:</p>
<p>—&#8221;Minha querida, tu acabas de me dar a maior alegria do dia. Por mais de cinqüenta anos eu não comi a parte de baixo do pão, que é minha preferida. Sempre pensei que eras tu que devias tê-la, já que tanto a aprecias.&#8221;</p>
<p>Do livro: O Mercador e o Papagaio</p>
<p>História Orientais como Ferramentas em Psicoterapia, com cem exemplos para a educação e a auto-ajuda</p>
<p>Nossrat Peseschkian</p>
<p>Papirus Editora</p>
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		<title>Metáfora: As Lebres e as Rãs</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As lebres, animais tímidos por natureza, viviam oprimidas por causa da sua excessiva timidez, e cansadas de viverem em constante alerta temendo a tudo e a todos o tempo todo.
Em comum acordo resolveram por fim as suas vidas e a todos os seus problemas, saltando do alto de um penhasco, para as águas profundas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As lebres, animais tímidos por natureza, viviam oprimidas por causa da sua excessiva timidez, e cansadas de viverem em constante alerta temendo a tudo e a todos o tempo todo.</p>
<p>Em comum acordo resolveram por fim as suas vidas e a todos os seus problemas, saltando do alto de um penhasco, para as águas profundas de um lago abaixo.</p>
<p>Assim que elas correram, todas de uma só vez, para colocar em prática sua decisão, as Rãs que repousavam nas margens do lago escutaram o barulho dos seus pés, e desesperadas e tomadas de pânico, fugiram para o fundo da água em busca de</p>
<p>segurança.</p>
<p>Ao ver o rápido sumiço das Rãs, uma das Lebres, rogou aos seus companheiros:</p>
<p>- Fiquem meus amigos, não façam isso que estão pretendendo, vimos agora que existem criaturas que vivem mais aterrorizadas que nós.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Metáfora: Anatura</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:29:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Era uma vez uma jovem chamada Anatura. Ela vivia sozinha em uma grande casa no alto de uma montanha. A casa era rodeada de árvores, flores, além de doces e mansos animaizinhos, todos seus amigos, com os quais costumava brincar sempre que podia.
Anatura se dividia entre o trabalho no escritório de uma grande empresa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Era uma vez uma jovem chamada Anatura. Ela vivia sozinha em uma grande casa no alto de uma montanha. A casa era rodeada de árvores, flores, além de doces e mansos animaizinhos, todos seus amigos, com os quais costumava brincar sempre que podia.</p>
<p>Anatura se dividia entre o trabalho no escritório de uma grande empresa &#8211; a alguns quilômetros dali &#8211; e o serviço de casa. Isso a deixava muito cansada. Um dia ela resolveu arrumar quem a ajudasse.</p>
<p>E, a exemplo de Branca de Neve, convidou seus amiguinhos para viverem com ela – o que poderia ser uma grande ajuda. Eles gostaram muito da idéia. Havia passarinho, coelho, gato, cachorro, ratinho, galinha, pato, marreco, coruja, raposa, hamster e até um gremlim bem comportado.</p>
<p>A cada um foi destinada uma tarefa específica, como cuidar da louça, lavar e passar a roupa, limpar a casa, os banheiros, arrumar as camas, cozinhar, limpar o jardim, regar as plantas, limpá-las de ervas daninhas, providenciar a lenha da lareira etc. O setor de abastecimento seria de responsabilidade de Anatura.</p>
<p>Ela lhes ensinou, cuidadosamente, cada tarefa, com muito carinho e paciência. A partir de então, passaram a conviver, pacificamente, felizes, nessa casa.</p>
<p>Cada um deles, porém, se alimentava de uma maneira diferente. Ingeriam alimentos diferenciados, adequados a suas naturezas, trazidos por Anatura no final do dia, quando voltava do trabalho.</p>
<p>A paz reinava completa nesse lar, cheio de amizade, compreensão e companheirismo, cada um fazendo a sua parte.</p>
<p>Até que um dia acabou a cenoura de D. Coelha, que era a responsável pela cozinha . Ela cuidou da alimentação de todos, porém, ficou sem comer nada. No dia seguinte Anatura, um pouco febril por causa de um resfriado, acabou se esquecendo de trazer sua cenoura.</p>
<p>D. Coelha ficou mais um dia sem ter o que comer. No 3º dia já estava ligeiramente fraca e não deu conta de preparar as refeições dos coleguinhas. Foi uma grita geral! Todos com fome! Revoltados!</p>
<p>Quando Anatura chegou, novamente havia se esquecido da cenoura. Nessa noite todos ficaram sem jantar, até mesmo Anatura.</p>
<p>No dia seguinte, descontentes e com fome, todos fizeram greve e nenhuma tarefa foi executada.</p>
<p>Foi um desequilíbrio total naquela casa. O trabalho de cada um deles era diretamente subordinado ao do outro. Se a roupa não foi lavada, não poderia ser passada e nem guardada pela arrumadeira! Se não havia comida, não havia mesa para arrumar e nem louça para lavar! E assim por diante&#8230;..</p>
<p>Anatura, consciente de sua responsabilidade pela situação desagradável, esmerou-se na recuperação do equilíbrio de seu lar. Cuidou de cada um dos seus amiguinhos com muito amor, atenção e dedicação, dando a cada um deles o que estava sendo solicitado. Tratou de cada um da maneira que mereciam ser tratados, resguardando suas diferenças individuais e preferências. Tomando todo o cuidado para manter o respeito a cada um deles, pois eram muito importantes para ela.</p>
<p>Felizmente, depois de alguns dias, tudo estava normalizado. A paz voltou a reinar naquela casa, onde todos viveram felizes para sempre.</p>
<p>ASSIM É O NOSSO CORPO.</p>
<p>Se nós o alimentarmos adequadamente e lhe dermos a devida atenção, ele responde trabalhando na mais perfeita harmonia, com todos os órgãos auxiliando-se uns aos outros.</p>
<p>Se nos faltar algum tipo de &#8220;alimento&#8221;, quer seja físico, mental ou emocional, todo o nosso equilíbrio estará comprometido e distúrbios podem surgir em todas essas áreas.</p>
<p>Uma doença nada mais é do que a parte do nosso corpo, mente ou coração reclamando desatenção ou tratamento inadequado.</p>
<p>Da mesma forma que Anatura conseguiu reequilibrar a sua casa, geralmente conseguimos melhorar o nosso corpo físico, mental e emocional. Em alguns casos, porém, talvez já não seja suficiente apenas a reposição da cenoura de D. Coelha.</p>
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		<title>O Moinho Mágico</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Em Apolda, contam, há um moinho mágico. Sua aparência é de um enorme moedor de café, mas gira de baixo para cima, e não de cima para baixo. Duas grandes barras formam as manivelas, com as quais dois fortes serventes mantêm o moinho em movimento.
E que tipo de grão é moído nessa máquina? Narrarei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Em Apolda, contam, há um moinho mágico. Sua aparência é de um enorme moedor de café, mas gira de baixo para cima, e não de cima para baixo. Duas grandes barras formam as manivelas, com as quais dois fortes serventes mantêm o moinho em movimento.</p>
<p>E que tipo de grão é moído nessa máquina? Narrarei a história como me foi contada, mas não vou confirmar sua veracidade. Mulheres velhas são jogadas dentro do moinho, amassadas e envergadas, sem cabelos ou dentes, e quando saem na parte de baixo estão jovens e belas, com as faces coroadas feito maçãs.</p>
<p>Uma volta do grande moinho basta. Crique- craque, e a transformação mágica está feita. E quando perguntam às mulheres que se tornaram jovens novamente se o processo é doloroso, elas respondem que, ao contrário, é um deleite! É como despertar de manhã depois de uma noite bem dormida, e ver o brilho do sol em seu quarto, ouvir o farfalhar das árvores e o gorjeio dos pássaros nos galhos.</p>
<p>Longe de Apolda, continua a história, vivia uma vez uma velha que freqüentemente ouvia falar no moinho mágico. Tinha sido feliz na juventude, e desejava acima de tudo ser novamente jovem. Por fim a velha senhora decidiu fazer uso do tal moinho. A viagem era longa e difícil, pois a estrada subia e descia muitas ladeiras íngremes e seguia por prados pantanosos e desertos pedregosos onde não havia sombra alguma.</p>
<p>Mas depois de algum tempo a mulher estava diante do moinho.</p>
<p>- Quero me tornar jovem outra vez &#8211; disse a um dos serventes que, tranqüilamente sentado num banco, soltava baforadas em forma de anéis azulados que a falta de brisa não desmanchava.</p>
<p>- E qual é o seu nome? &#8211; perguntou o homem.</p>
<p>- As crianças me chamam de Redcap &#8211; foi a resposta.</p>
<p>- Sente-se aqui neste banco, então, Sra. Redcap &#8211; o homem entrou no moinho e, abrindo um espesso livro, retornou com uma longa tira de papel.</p>
<p>- Isso é a conta? &#8211; indagou a velha.</p>
<p>- Oh não! &#8211; respondeu o outro. &#8211; Não cobramos nada aqui; apenas assine seu nome neste papel.</p>
<p>- E por que tenho de fazer isso? &#8211; perguntou a mulher.</p>
<p>O homem sorriu e respondeu:</p>
<p>- Esta é a lista de todas as tolices que você cometeu. A lista está completa até o presente momento. Antes de se tornar jovem de novo, tem que prometer a si mesma cometer todas as tolices mais uma vez na mesma ordem em que foram cometidas. A lista é muito longa. De quando você tinha dezesseis anos até os trinta, houve pelo menos uma tolice todos os dias, e aos domingos havia duas; você melhorou um pouco até os quarenta; mas depois disso as tolices têm sido fartas, posso lhe assegurar.</p>
<p>A velha suspirou e disse:</p>
<p>- Sei que tudo que diz é verdade. Não creio que valha a pena recuperar a juventude a tal preço.</p>
<p>- Também acho que não &#8211; respondeu o homem. &#8211; Valeria para muito poucos. Por isso o trabalho aqui é muito fácil &#8211; sete dias de descanso a semana inteira! O moinho está sempre parado, pelo menos nos últimos anos.</p>
<p>- Não poderíamos eliminar algumas coisas? &#8211; apelou a mulher, com um tapinha nas costas do homem. ¾ Digamos que umas doze coisas das quais me arrependo fossem suprimidas! Não me importaria de cumprir todo o resto.</p>
<p>- Não, não! &#8211; respondeu o homem. &#8211; Não nos é permitido eliminar coisa alguma. A regra é tudo ou nada!</p>
<p>- Pois então muito bem, não quero nada com seu velho moinho &#8211; disse a mulher enquanto se retirava.</p>
<p>Ao chegar em casa, a boa gente que veio vê-la exclamou:</p>
<p>- Ora, Redcap, você voltou mais velha do que quando partiu! Nunca acreditamos que fosse verdadeira a história sobre o velho moinho.</p>
<p>Ela deu uma tossidela seca e respondeu:</p>
<p>- Qual a importância de ser jovem outra vez? Se fizermos um esforço, a velhice pode ser tão bela quanto a juventude!</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral<br />
William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira </p>
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		<title>Metáfora: A Verdade, a Mentira, o Fogo e a Água</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:27:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há muito tempo, a Verdade, a Mentira, o Fogo e a Água estavam viajando e chegaram a um rebanho de gado. Discutiram o assunto e chegaram à conclusão de que seria melhor dividir o rebanho em quatro partes iguais para que cada um pudesse levar consigo uma quantidade igual de animais.
Mas a Mentira era gananciosa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muito tempo, a Verdade, a Mentira, o Fogo e a Água estavam viajando e chegaram a um rebanho de gado. Discutiram o assunto e chegaram à conclusão de que seria melhor dividir o rebanho em quatro partes iguais para que cada um pudesse levar consigo uma quantidade igual de animais.</p>
<p>Mas a Mentira era gananciosa e arquitetou um plano para ficar com uma parte maior.<br />
- Ouça o meu conselho &#8211; sussurou ela, puxando a Água para um canto. &#8211; O Fogo está planejando queimar toda a relva e as árvores das suas margens para conduzir seu gado pelas planícies e ficar com os animais para si. Se eu fosse você, acabaria com ele logo agora, e assim repartiríamos a parte dele entre nós.</p>
<p>A Água foi tola o suficiente para acatar o conselho da Mentira e lançou-se sobre o Fogo, apagando-o.</p>
<p>E a Mentira dirigiu-se em seguida para a Verdade, sussurando-lhe:<br />
- Veja só o que fez a Água! Acabou com o Fogo para ficar com o gado dele. Não deveríamos associar-nos a alguém assim. Deveríamos pegar todo o gado e partir para as montanhas.</p>
<p>A Verdade acreditou nas palavras da Mentira e concordou com seu plano. E, juntas, levaram o gado para as montanhas.</p>
<p>- Esperem por mim &#8211; disse a Água, correndo no se encalço, mas é claro que não conseguiu correr morro acima. E foi deixada para trás, no vale.</p>
<p>Ao chegarem no topo da montanha mais alta, a Mentira virou-se para a Verdade e pôs-se a rir.</p>
<p>- Consegui enganá-la, sua idiota! &#8211; disse ela, soltando uma risada estridente. &#8211; Agora você vai me dar todo o gado e será minha escrava, ou eu a destruirei.</p>
<p>- Ora essa! Você me enganou &#8211; admitiu a Verdade. &#8211; Mas eu jamais serei sua escrava.</p>
<p>E as duas brigaram; e enquanto se batiam, os trovões ecoavam pelas montanhas. As duas se agrediram como o quê, mas nenhuma conseguiu destruir a outra.</p>
<p>Acabaram decidindo chamar o Vento para decidir quem seria a vencedora da disputa. E o Vento subiu a montanha a todo velocidade, e escutou o que ambas tinham a dizer. E por fim falou:</p>
<p>- Não me cabe apontar a vencedora. A Verdade e a Mentira estão fadadas à disputa. Às vezes, a Verdade ganhará; outras vezes a Mentira prevalecerá; neste caso, a Verdade deverá se erguer e tornar a lutar. Até o fim do mundo, a Verdade deverá combater a Mentira e jamais buscar o descanso ou baixar a guarda; caso contrário, será aniquilada para sempre.</p>
<p>Assim é que a Verdade e a Mentira continuam lutando até hoje.</p>
<p>O Livro das Virtudes &#8211; William J. Bennett &#8211; Editora Nova Fronteira</p>
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		<title>Metáfora: A sabedoria do raquim</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:26:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O sultão estava a bordo de um navio com um dos seus melhores servos. O servo, que nunca havia feito uma viagem (com efeito, como filho das montanhas ele nunca tinha visto o litoral), sentou-se no porão do navio e choramingava. Todos foram bondosos para com ele e procuraram acalmar seu medo, mas essa bondade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sultão estava a bordo de um navio com um dos seus melhores servos. O servo, que nunca havia feito uma viagem (com efeito, como filho das montanhas ele nunca tinha visto o litoral), sentou-se no porão do navio e choramingava. Todos foram bondosos para com ele e procuraram acalmar seu medo, mas essa bondade chegou somente ao seu ouvido, não ao seu coração medroso. O rei não agüentava mais ouvir os gritos do seu servo, e a viagem pelas águas azuis, debaixo do céu azul, já não tinha prazer para ele.</p>
<p>Então o sábio raquim, o médico, aproximou-se dele e disse: &#8220;Vossa Magestade, com vossa permissão, eu posso acalmá-lo.&#8221; Sem demorar um instante, o sultão deu sua permissão.</p>
<p>O raquim mandou que os marinheiros jogassem o homem ao mar; os marinheiros fizeram isso ao chorão com muito prazer. O servo debateu-se na água, fez esforços para respirar, agarrou-se à borda do navio e implorou que o tomassem a bordo de novo. Então eles puxaram-no para cima pelos cabelos. Daquele momento em diante ele sentou-se muito quieto num canto. Ninguém ouviu mais uma palavra de medo da sua boca. O sultão ficou assombrado e perguntou ao raquim: &#8220;Que sabedoria está contida nessa ação?&#8221;.</p>
<p>O raquim respondeu: &#8220;Ele nunca tinha saboreado o sal da água do mar. E ele não conhecia o grande perigo que existe no mar. Portanto ele não poderia saber quão maravilhoso é ter as pranchas fortes do navio debaixo dele. Somente aquele que já enfrentou o perigo pode saber o valor da paz e tranqüilidade. Vossa Magestade, que sempre teve o suficiente para comer, não conhece o gosto do pão caseiro do interior. A garota que Vossa Magestade não acha bonita é minha amada. Existe uma diferença entre um homem que tem sua amada ao seu lado e um homem que aguarda ansiosamente sua chegada.&#8221; (apud Saadi)</p>
<p>Do livro: O Mercador e o Papagaio</p>
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		<title>Metáfora: A Raposa e o Bode</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:25:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dona Raposa ia toda faceira em companhia
Do seu amigo Bode, aquele dos chifres compridos,
Aquele que nao via nada além do próprio nariz.
Ela era mestra em contar mentiras.
A sede os obrigou a descer em um poço.
Lá, cada um satisfez sua vontade.
Depois de tudo o que beberam,
A raposa disse para o Bode:
&#8220;O que vamos fazer, compadre?&#8221;
&#8220;Beber não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dona Raposa ia toda faceira em companhia<br />
Do seu amigo Bode, aquele dos chifres compridos,<br />
Aquele que nao via nada além do próprio nariz.<br />
Ela era mestra em contar mentiras.<br />
A sede os obrigou a descer em um poço.<br />
Lá, cada um satisfez sua vontade.<br />
Depois de tudo o que beberam,<br />
A raposa disse para o Bode:<br />
&#8220;O que vamos fazer, compadre?&#8221;<br />
&#8220;Beber não é tudo, precisamos sair daqui.<br />
Fique sobre as patas e deixe seus chifres assim,<br />
Contra o muro. Por suas costas,<br />
Poderei sair primeiro,<br />
Pois com a força de seu chifres,<br />
E a ajuda das minhas pernas<br />
Deste lugar eu sairei<br />
E depois a você ajudarei.&#8221;<br />
¾ Pela minhas barbas ¾ diz o outro ¾que bondade!<br />
Eu felicito pessoas bondosas como você.<br />
Eu nunca teria descoberto esse segredo, pode apostar.<br />
A raposa saiu do poço deixando seu companheiro,<br />
E ainda fez o maior discurso do mundo<br />
Para exortar a paciência.<br />
&#8220;Se o céu tivesse dado a você&#8221;, começou dizendo,<br />
&#8220;Mais bom senso do que barba no queixo,<br />
Você não teria nunca na vida<br />
Descido a esse poço. Portanto, adeus, estou fora:<br />
Trate de sair daí por conta própria,<br />
Porque eu, sem dúvida nenhuma,<br />
Tenho mais o que fazer do que ficar aqui parada.&#8221;.</p>
<p>Em cada situação é preciso considerar como ela vai acabar.</p>
<p>Do livro: As mais belas fábulas de La Fontaine &#8211; Editora Impala<br />
(Um livro em formato grande com ilustrações belíssimas)</p>
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		<title>METÁFORA: Maneiras de dizer as coisas</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:24:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente &#8211; gritou o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.</p>
<p>- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.</p>
<p>- Mas que insolente &#8211; gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!</p>
<p>Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.</p>
<p>Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:</p>
<p>- Excelso senhor! Grande felicidade vos esta reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.</p>
<p>A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:</p>
<p>- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.</p>
<p>- Lembra-te meu amigo &#8211; respondeu o adivinho &#8211; que tudo depende da maneira de dizer&#8230;</p>
<p>Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.</p>
<p>Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta duvida. Mas a forma como ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.</p>
<p>A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.</p>
<p>Ademais, será sábio de nossa parte, antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dize-la a nós mesmos diante do espelho.</p>
<p>E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas&#8230;</p>
<p>Enviada por diversas pessoas via e-mail, sem a fonte.<br />
Agradeço a todos.</p>
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		<title>METÁFORA: Historinhas do macaco</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:23:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Viajava certa vez, por uma esquecida estrada do deserto, um homem em seu automóvel. De repente, um pneu furou. Para sua consternação, deu-se conta de que não tinha macaco para levantar o carro e trocar o pneu. Nesse instante, lembrou-se de ter passado por um posto de serviço cerca de 8 km atrás, de modo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viajava certa vez, por uma esquecida estrada do deserto, um homem em seu automóvel. De repente, um pneu furou. Para sua consternação, deu-se conta de que não tinha macaco para levantar o carro e trocar o pneu. Nesse instante, lembrou-se de ter passado por um posto de serviço cerca de 8 km atrás, de modo que começou a andar naquela direção. E ia pensando.</p>
<p>“Pois é, nesta lonjura de deserto não há outros postos por perto. Se o dono desse aqui não quiser me dar ajuda, não vai haver outro lugar onde ir. Estou realmente nas mãos daquele sujeito. Ele pode me cobrar os olhos da cara só para me emprestar o macaco para eu trocar o pneu.</p>
<p>Ele poderia cobrar R$250,00&#8230; Poderia cobrar R$500,00&#8230;Ele poderia chegar até R$1250,00 e eu não poderia fazer nada porque eu simplesmente&#8230; mas que f.d.p.! Pelo amor de Deus, mas como tem gente que se aproveita da desgraça dos outros!” Nisso ele chega ao posto. O dono se aproxima e pergunta de modo amistoso: “Olá, posso ajudá-lo em alguma coisa?” E o nosso amigo responde: “Olha aqui, pega o teu maldito macaco e enfia ele no &#8230;!”</p>
<p>Do livro: Você é o Responsável, guia de autoterapia<br />
Janett Rainwater<br />
Summus Editorial.</p>
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		<title>Metáfora: Ecologia</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:23:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um homem foi à floresta e pediu as arvores que estas lhe doassem um cabo para o seu machado.
O conselho das árvores concordou com o seu pedido, e deu a ele uma jovem árvore para este fim.
Logo que o homem colocou o novo cabo no machado, começou a usá-lo e em pouco tempo havia derrubado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um homem foi à floresta e pediu as arvores que estas lhe doassem um cabo para o seu machado.</p>
<p>O conselho das árvores concordou com o seu pedido, e deu a ele uma jovem árvore para este fim.</p>
<p>Logo que o homem colocou o novo cabo no machado, começou a usá-lo e em pouco tempo havia derrubado com seus potentes golpes as mais nobres e maiores árvores da floresta.</p>
<p>Um velho Carvalho, lamentando quando a destruição dos seus companheiros já estava bem adiantada, disse a um Cedro seu vizinho:</p>
<p>- O primeiro passo foi a perdição de todas nós.</p>
<p>Se tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, poderíamos ainda ter preservado nossos próprios privilégios, e ficarmos de pé por muitos anos.</p>
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		<title>Metáfora: Contos indianos</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:22:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nasrudin visita a Índia
O célebre e contraditório personagem sufi Mulla Nasrudin visitou a Índia. Chegou a Calcutá e começou a passear por uma de suas movimentadas ruas. De repente viu um homem que estava vendendo o que Nasrudin acreditou que eram doces, ainda que na realidade fossem chiles apimentados.
Nasrudin era muito guloso e comprou uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nasrudin visita a Índia</p>
<p>O célebre e contraditório personagem sufi Mulla Nasrudin visitou a Índia. Chegou a Calcutá e começou a passear por uma de suas movimentadas ruas. De repente viu um homem que estava vendendo o que Nasrudin acreditou que eram doces, ainda que na realidade fossem chiles apimentados.</p>
<p>Nasrudin era muito guloso e comprou uma grande quantidade dos supostos doces, dispondo-se a dar-se um grande banquete. Estava muito contente, se sentou em um parque e começou a comer chiles a dentadas. Logo que mordeu o primeiro dos chiles sentiu fogo no paladar.</p>
<p>Eram tão apimentados aqueles &#8220;doces&#8221; que ficou com a ponta do nariz vermelha e começou a soltar lágrimas até os pés. Não obstante, Nasrudin continuava levando os chiles à boca sem parar. Espirrava, chorava, fazia caretas de mal estar, mas seguia devorando os chiles. Assombrado, um passante se aproximou e disse-lhe:</p>
<p>- Amigo, não sabe que os chiles só se comem em pequenas quantidades?</p>
<p>Quase sem poder falar, Nasrudin comentou:</p>
<p>- Bom homem, creia-me, eu pensava que estava comprando doces.</p>
<p>Mas Nasrudin seguia comendo chiles. O passante disse:</p>
<p>- Bom, está bem, mas agora já sabes que não são doces. Por que segues comendo-os?</p>
<p>Entre tosses e soluços, Nasrudin disse:</p>
<p>- Já que investi neles meu dinheiro, não vou jogá-los fora.</p>
<p>O Grande Mestre disse: Não sejas como Nasrudin.</p>
<p>Toma o melhor para tua evolução interior e</p>
<p>joga fora o desnecessário ou pernicioso,</p>
<p>mesmo que tenhas investido muito dinheiro ou tempo neles.</p>
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		<title>Metáfora: Como o pescoço do avestruz ficou comprido</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/metafora-como-o-pescoco-do-avestruz-ficou-comprido/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:21:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antigamente, o avestruz tinha o pescoço curto, como todas aves. Naqueles dias, ele queria mais que tudo ficar amigo do crocodilo. Todos os pássaros avisaram que estava cometendo um grande erro.
- Você não pode confiar no crocodilo &#8211; disse o macaco. &#8211; Ele é malvado, mal-educado, e espanta todos os animais para longe do rio.
- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antigamente, o avestruz tinha o pescoço curto, como todas aves. Naqueles dias, ele queria mais que tudo ficar amigo do crocodilo. Todos os pássaros avisaram que estava cometendo um grande erro.</p>
<p>- Você não pode confiar no crocodilo &#8211; disse o macaco. &#8211; Ele é malvado, mal-educado, e espanta todos os animais para longe do rio.</p>
<p>- E, além disso, é preguiçoso &#8211; disse o gnu. &#8211; Não faz nada o dia inteiro, fica só deitado, esperando aparecer algum almoço.</p>
<p>- E só pensa nele mesmo &#8211; acrescentou o elefante. &#8211; É só você virar as costas que ele lhe dá uma mordida. Não, não dá para confiar no crocodilo.</p>
<p>Mas o avestruz nem ligava, insistindo em querer brincar com o crocodilo.</p>
<p>Um dia, o crocodilo estava especialmente faminto, pois ficara sem o desjejum. Assim, disse para o avestruz:</p>
<p>- Meu bom amigo, estou com uma terrível dor de dentes! Você se incomodaria de enfiar a cabeça na minha boca, para ver o que há de errado?</p>
<p>E escancarou bem as mandíbulas.</p>
<p>- Ora, é claro, querido crocodilo! &#8211; disse o avestruz.</p>
<p>E chegou a cabeça bem perto.</p>
<p>- Mas você tem tantos dentes! &#8211; gritou o avestruz. &#8211; Qual é o que está doendo?</p>
<p>- É um lá atrás &#8211; disse o crocodilo. &#8211; Olhe bem lá atrás!</p>
<p>E o avestruz enfiou a cabeça lá dentro.</p>
<p>- Está muito escuro aqui dentro &#8211; gritou. &#8211; E são tantos dentes! Ainda não vi qual é o que dói.</p>
<p>E o avestruz enfiou ainda mais a cabeça.</p>
<p>- É este? &#8211; gritou.</p>
<p>- É isto! &#8211; o crocodilo gritou de volta. E fechou a bocarra, prendendo a cabeça do pobre avestruz.</p>
<p>- Socorro!! &#8211; gritava, puxando para trás com o corpo, tentando retirar a cabeça.</p>
<p>Mas o crocodilo puxava para o outro lado, segurando firme. A ave puxava para um lado, ele puxava para o outro. E o pescoço do avestruz foi esticando.</p>
<p>Ficaram se puxando o dia inteiro, e o pescoço do avestruz esticava cada vez mais. Deve ter doído bastante, mas o avestruz continuava puxando, pois não queria perder a cabeça.</p>
<p>Por fim, o crocodilo ficou cansado de puxar e largou. O avestruz pulou para trás e saiu correndo do rio o mais rápido que podia. E até hoje tem o pescoço comprido, para se lembrar de ficar longe de tipos como o crocodilo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Metáfora: As três peneiras</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:21:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele&#8230;
Nem chegou a terminar a frase, o chefe aparteou:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o chefe, saiu-se com esta:</p>
<p>- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele&#8230;</p>
<p>Nem chegou a terminar a frase, o chefe aparteou:</p>
<p>- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?</p>
<p>- Peneiras? Que peneiras, chefe?</p>
<p>- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?</p>
<p>- Não. Não tenho não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. &#8211; Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?</p>
<p>- Claro que não! Nem pensar, Chefe.</p>
<p>- Então, sua historia vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira que é a UTILIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?</p>
<p>- Não chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que iria contar &#8211; fala Olavo, surpreendido.</p>
<p>- Pois é Olavo. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? &#8211; diz o chefe sorrindo e continua: &#8211; Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submeta-o ao crivo dessas três peneiras: VERDADE, BONDADE, UTILIDADE, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:</p>
<p>PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS;<br />
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS;<br />
PESSOAS MEDIOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.</p>
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		<title>Metáfora: As Codornas</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:19:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fábula budista, que faz parte do grupo de histórias budistas conhecido como Contos Jataka.
Há tempos um bando de mais de mil codornas habitava uma floresta da Índia. Seriam felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de codornas. Ele imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma enorme rede e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fábula budista, que faz parte do grupo de histórias budistas conhecido como Contos Jataka.</p>
<p>Há tempos um bando de mais de mil codornas habitava uma floresta da Índia. Seriam felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de codornas. Ele imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma enorme rede e as levava numa cesta para vender.</p>
<p>Mas uma das codornas era muito sábia e disse:</p>
<p>¾ Irmãs! Elaborei um plano muito bom. No futuro, assim que o caçador jogar a rede, cada uma de nós enfiará a cabeça por dentro de uma malha e todas alçaremos vôo juntas, levando-a conosco. Depois de tomarmos uma boa distância, deixaremos cair a rede sobre um espinheiro e fugiremos.</p>
<p>Todas concordaram com o plano. No dia seguinte, quando o caçador jogou a rede, todas juntas a içaram conforme a sábia codorna havia instruído, jogaram-na sobre um espinheiro e fugiram. Enquanto o caçador tentava retirar a rede de cima do espinheiro, escureceu e ele teve que voltar para casa.</p>
<p>Isso aconteceu durante vários dias, até que afinal a mulher do caçador se aborreceu e indagou:</p>
<p>- Por que você nunca mais conseguiu pegar nenhuma codorna?</p>
<p>O caçador respondeu:</p>
<p>- O problema é que todas as aves estão trabalhando juntas, ajudando-se entre si. Se ao menos elas começassem a discutir, eu teria tempo de pegá-las.</p>
<p>Dias depois, uma das codornas acidentalmente esbarrou na cabeça de uma das irmãs quando pousaram para ciscar o chão.</p>
<p>- Quem esbarrou na minha cabeça? &#8211; perguntou raivosamente a codorna ferida.</p>
<p>- Não se aborreça. Não tive a intenção de esbarrar em você &#8211; disse a primeira.</p>
<p>Mas a irmã codorna continuou a discutir.</p>
<p>- Eu sustentei todo o peso da rede! Você não ajudou nem um pouquinho! &#8211; gritou a outra.</p>
<p>A primeira então se aborreceu e em pouco tempo estavam todas envolvidas na disputa. Foi quando o caçador percebeu sua chance. Imitou o chamado das codornas e jogou a rede sobre as que se aproximaram. Elas ainda estavam contando vantagem e discutindo, e não se ajudaram a içar a rede. Portanto, o caçador a ergueu sozinho e enfiou as codornas dentro da cesta. Mas a sábia codorna reuniu as amigas e juntas voaram para bem longe, pois ela sabia que discussões dão origem a infortúnios.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral<br />
William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira</p>
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		<title>Metáfora: Águia</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Esta é uma estorinha que eu gosto de usar com a finalidade de dizer que, mesmo que você ainda não saiba fazer algo, poderá fazê-lo desde que tenha vontade de verdade. Ela pode ser útil, para casos em que a pessoa teve um educação repressiva e está se reprimindo, impossibilitando-se de alternativas que a vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Esta é uma estorinha que eu gosto de usar com a finalidade de dizer que, mesmo que você ainda não saiba fazer algo, poderá fazê-lo desde que tenha vontade de verdade. Ela pode ser útil, para casos em que a pessoa teve um educação repressiva e está se reprimindo, impossibilitando-se de alternativas que a vida lhe dá de crescer no trabalho, mudar, casar etc., ou porque falhou uma vez, ou por nunca ter se atrevido, e você vê que a pessoa tem possibilidades. Você descobrirá inúmeras outras utilidades.&#8221;</p>
<p>&#8230; Esta é a estória de uma aguiazinha filhote que foi achada por um fazendeiro, com a asa quebrada, na floresta.. Para salvá-la, ele a levou para a sua fazenda&#8230; não tendo onde colocá-la, botou-a junto das galinhas, num galinheiro.</p>
<p>Deu comida de galinha e cuidou dela como se cuida de uma galinha. Ela se curou, mas foi crescendo como se fosse uma galinha. Às vezes achava esquisito ser tão diferente: não cacarejava, seu bico era grande e tinha grandes garras. Mas ali ficava, triste, vendo que havia algo que não estava bom, sem fazer nada&#8230;</p>
<p>&#8230; Até que um dia passa por aquelas paragens um naturalista&#8230; que, ao ver uma águia (ave de rapina) criada como se fosse uma galinha, leva o maior susto. Era preciso ajudá-la a mudar! Pediu licença ao fazendeiro para ensiná-la a voar e começou&#8230;.</p>
<p>&#8230; No primeiro dia&#8230; pegou a águia e colocou-a no braço, dizendo: você não é uma galinha, é a rainha dos pássaros, uma águia; bata suas asas e saia voando&#8230; A águia não entendeu nada&#8230; Nunca tinha visto uma águia antes&#8230; pulou para o chão e voltou para o poleiro&#8230;</p>
<p>&#8230; No segundo dia&#8230; o naturalista, inconformado, resolveu explicar melhor&#8230; Levou-a ao alto do telhado e mostrou que ela podia voar dali, que ela tinha asas que a fariam sair voando, que suas asas eram maiores que as de uma galinha&#8230; além do bico&#8230; do seu canto&#8230; e que suas garras foram feitas para alcançar seu alimento, quando assim lhe conviesse&#8230; Bastava que ela batesse as asas e saísse voando&#8230; A águia entendeu que era diferente, porque assim se sentia; mas ela ainda não sabia como&#8230; E assim, voltou ao poleiro com toda aquela estória de liberdade, asas, garras, rainha dos pássaros&#8230;</p>
<p>&#8230; No terceiro dia&#8230; o naturalista entendeu que era uma questão de tempo e oportunidade&#8230; Então ele fez a oportunidade&#8230; levou-a para o alto das montanhas, lugar de águia, e mostrou muitas outras águias voando&#8230; Voltou a dizer: bata as asas e saia voando&#8230; Suas asas foram feitas para voar alto&#8230; você é a rainha dos pássaros&#8230; Ela ficou observando as outras e, de repente&#8230; num grito de liberdade&#8230; num grito de águia&#8230; saiu voando de asas abertas&#8230; Diz a lenda que esta águia nunca fez uma galinha de vítima, porque foi com as galinhas que aprendeu a ter o pé no chão, a catar seus grãos de milho e, de vez em quando, sentar no poleiro, esperando sua vez&#8230;</p>
<p>Do livro &#8220;Hipnoterapia ericksoniana passo a passo&#8221;</p>
<p>Sofia M. F. Bauer &#8211; Editorial Psy (pág.123) &#8211; 1998</p>
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		<title>Metáfora: Abrir-se, Descobrir-se, Amar-se</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:17:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Era uma vez uma pequena(o) princesa(príncipe) que morava no interior de uma rosa. A rosa estava num país onde nunca chovia. Lá de dentro, ela(e) ouvia os ruídos que havia na vida. E assustava-se com o que ouvia, imaginando um punhado de coisas terríveis! Eram vozes de crianças, de pessoas passando por perto, de máquinas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Era uma vez uma pequena(o) princesa(príncipe) que morava no interior de uma rosa. A rosa estava num país onde nunca chovia. Lá de dentro, ela(e) ouvia os ruídos que havia na vida. E assustava-se com o que ouvia, imaginando um punhado de coisas terríveis! Eram vozes de crianças, de pessoas passando por perto, de máquinas trabalhando e de animais.</p>
<p>Uma noite, ao dormir, teve um belíssimo sonho, no qual pessoas amigas e animais dóceis e elementos da Natureza surgiam para conversar com ela(ele) e lhe contar segredos muito importantes para a sua felicidade. No sonho, ela(ele) ouviu atento a tudo o que lhe foi apresentado e, mesmo sem compreender tudo aquilo, sabia que ali estavam informações preciosas, que iriam mudar para melhor a sua vida.</p>
<p>Na manhã seguinte, ao despertar, percebeu que havia caído uma leve chuvinha durante a noite e que a rosa estava começando a se abrir. Assustada(o), ela(ele) nem queria pensar em ver o que havia lá fora. Mas, aconteceu o contrário: todos ficaram muito admirados com a rosa aberta e vieram dar-lhe as boas-vindas &#8211; as crianças pararam de brincar, as pessoas arregalaram os olhos, surpresas, o som das máquinas cessou e os animais aproximaram-se. Percebendo-se tão querida, a(o) princesa(príncipe) também ficou muito admirada(o) e começou a conhecer e conversar com todos.</p>
<p>Naquele noite, quando a rosa fechou-se para que ela(ele) pudesse dormir, todos os sons externos já eram conhecidos e não causavam mais susto. A partir daquele dia, os sonhos da princesa(príncipe) trouxeram profundas revelações muito importantes para a sua felicidade. E a cada vez que a rosa se abria, a vida lá fora estava pronta para receber o sorriso da(o) princesa(príncipe) e a sua confiança na vida e no futuro.&#8221;</p>
<p>Enviada por Clovis Vieira. </p>
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		<title>Metáfora: A Vaquinha</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita&#8230;
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando as sítio constatou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita&#8230;</p>
<p>Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.</p>
<p>Chegando as sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas&#8230; então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou:</p>
<p>- Neste lugar não há sinais de pontos de comercio e de trabalho; como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?</p>
<p>E o senhor calmamente respondeu:</p>
<p>- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc&#8230;; para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.</p>
<p>O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:</p>
<p>- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.</p>
<p>O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silencio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.</p>
<p>Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los.</p>
<p>Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com arvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, &#8220;apertou&#8221; o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:</p>
<p>- Continuam morando aqui.</p>
<p>Espantado ele entrou correndo na casa; e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):</p>
<p>- Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida???</p>
<p>E o senhor entusiasmado, respondeu:</p>
<p>- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora &#8230;</p>
<p>Ponto de reflexão:</p>
<p>Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua.</p>
<p>Aproveite esse novo ano e a proximidade do final do milênio para empurrar sua &#8220;vaquinha&#8221; morro abaixo.</p>
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		<title>Metáfora: A Riqueza e o Conhecimento</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:16:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou numa floresta e disse ao seu mestre espiritual: &#8220;Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?&#8221;
O mestre espiritual respondeu: &#8220;Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou numa floresta e disse ao seu mestre espiritual: &#8220;Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?&#8221;</p>
<p>O mestre espiritual respondeu: &#8220;Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é.&#8221; Com um sorriso, ele prosseguiu:</p>
<p>&#8220;Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre.&#8221;</p>
<p>Existe poder no conhecimento, no desejo e no espírito. E esse poder que habita em você é a chave para a criação da prosperidade.</p>
<p>Do livro: Criando Prosperidade &#8211; Deepak Chopra &#8211; Ed. Best Seller</p>
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		<title>Metáfora: A Porta</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:15:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Yak Baba estava procurando o País dos Tolos. Depois de muitos meses perguntando a quantos transeuntes aparecem em seu caminho, alguém soube indicar-lhe a estrada e por ela ele seguiu. Ao entrar no País dos Tolos viu uma mulher carregando uma porta sobre as costas:
- Por que fazes isto, mulher? &#8211; perguntou.
- Porque hoje de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Yak Baba estava procurando o País dos Tolos. Depois de muitos meses perguntando a quantos transeuntes aparecem em seu caminho, alguém soube indicar-lhe a estrada e por ela ele seguiu. Ao entrar no País dos Tolos viu uma mulher carregando uma porta sobre as costas:</p>
<p>- Por que fazes isto, mulher? &#8211; perguntou.</p>
<p>- Porque hoje de manhã meu esposo, antes de ir para o trabalho, disse que havia deixado coisas valiosas em casa e que eu não deixasse passar ninguém pela porta. Por isso estou carregando a porta comigo; assim, ninguém pode passar.</p>
<p>-Quer que eu lhe diga algo que tornará desnecessário levar esta porta a toda parte? &#8211; perguntou o dervixe Yak Baba.</p>
<p>-De jeito nenhum &#8211; disse a mulher. &#8211; Só quero que me diga como fazer para que a porta não pese tanto&#8230;</p>
<p>- Isto não posso &#8211; disse o dervixe. E cada qual seguiu seu caminho.</p>
<p>(Do Mestre Sufi Murad Shami, falecido em 1719)</p>
<p>Do livro &#8220;Otimismo em Ação&#8221; de Isabel F. Furini &#8211; Editora Ibrasa</p>
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		<title>Metáfora: A ilusão curada</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/metafora-a-ilusao-curada/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:14:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Um certo rei pensava ser uma vaca e tinha completamente esquecido que era um ser humano.
Por isso ele mugia como um touro e implorava:
&#8220;Vinde, levai-me, abatei-me e fazei uso de minha carne.&#8221;
Mandava embora toda a comida que lhe era trazida e nada comia.
&#8220;Por que não me soltais nas verdes pastagens para que eu possa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um certo rei pensava ser uma vaca e tinha completamente esquecido que era um ser humano.<br />
Por isso ele mugia como um touro e implorava:<br />
&#8220;Vinde, levai-me, abatei-me e fazei uso de minha carne.&#8221;<br />
Mandava embora toda a comida que lhe era trazida e nada comia.<br />
&#8220;Por que não me soltais nas verdes pastagens para que eu possa comer conforme uma vaca deve alimentar-se?&#8221;, perguntava.<br />
Como já não comia coisa alguma, foi perdendo peso até ficar nada mais que um esqueleto ambulante.</p>
<p>Uma vez que nenhum método ou remédio ajudavam, Avicena foi chamado a fim de dar conselhos.<br />
Ele mandou dizer ao rei que um açougueiro estava a caminho a fim de abatê-lo, cortar sua carne e entregá-la ao povo para comer. Quando o pobre enfermo escutou isso, ficou indescritivelmente feliz e com imenso anelo aguardou sua morte.<br />
No dia determinado, Avicena aproximou-se do rei. Balançou o facão de açougueiro e gritou com uma voz terrível:<br />
&#8220;Onde está a vaca, para que eu possa finalmente sacrificá-la?&#8221;.<br />
O rei emitiu um mugido para que o açougueiro percebesse onde se encontrava o animal que seria sacrificado. Então Avicena ordenou em voz alta:<br />
&#8220;Tragam o animal aqui; amarrem-no para que eu possa decepar sua cabeça!&#8221;<br />
&#8220;Porém, antes de fazer cair o facão, verificou o lombo e a barriga do animal, observando sua carne e gordura, como os açougueiros geralmente fazem.&#8221;<br />
Mas então voltou a gritar com altíssima voz:<br />
&#8220;Não, não, essa vaca não está ainda no ponto de ser abatida. Está magra demais. Levem-na e engordem-na. Quando estiver com o peso correto eu voltarei.&#8221;</p>
<p>O homem enfermo passou a comer tudo o que lhe era oferecido, pois tinha a esperança de ser abatido em breve. Ganhou peso, sua condição apresentou uma melhora visível e ele recuperou sua saúde sob os cuidados de Avicena.</p>
<p>Do livro: O Mercador e o Papagaio &#8211; Nossrat Peseschkian &#8211; Papirus Editora</p>
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		<title>Metáfora: A Fortuna e o Mendigo</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:29:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dia, um mendigo esfarrapado estava se arrastando de casa em casa, carregando uma malinha velha; em cada porta, pedia alguns centavos para comprar comida. Queixava-se da vida, imaginando por que as pessoas que tinham bastante dinheiro nunca estavam satisfeitas, sempre querendo mais.
- Por exemplo, o dono desta casa &#8211; disse &#8211; , eu o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia, um mendigo esfarrapado estava se arrastando de casa em casa, carregando uma malinha velha; em cada porta, pedia alguns centavos para comprar comida. Queixava-se da vida, imaginando por que as pessoas que tinham bastante dinheiro nunca estavam satisfeitas, sempre querendo mais.</p>
<p>- Por exemplo, o dono desta casa &#8211; disse &#8211; , eu o conheço muito bem. Sempre foi bem nos negócios e, há muito tempo, ficou imensamente rico. Pena que não teve a sabedoria de parar por ali. Podia Ter transferido os negócios a outra pessoa e passado o resto da vida descansando. Mas, em vez disso, o que foi que ele fez? Resolveu construir navios, enviando-os para comerciar com países estrangeiros. Pensou que ia ganhar montanhas em ouro.</p>
<p>&#8220;Mas caíram fortes tempestades; os navios naufragaram e toda a sua riqueza foi engolida pelas ondas. Agora, todas as suas esperanças jazem no fundo do mar, e sua grande riqueza desapareceu, como se acordasse de um sonho.&#8221;</p>
<p>&#8220;Há muitos casos como esse. Os homens nunca ficam satisfeitos enquanto não conseguem ganhar o mundo inteiro!&#8221;</p>
<p>&#8220;Quanto a mim, se tivesse o suficiente para comer e me vestir, não ia querer mais nada!&#8221;</p>
<p>Nesse momento, a Fortuna veio descendo a rua e parou quando viu o mendigo. Disse-lhe:</p>
<p>- Escute! Há muito tempo venho querendo ajudá-lo. Segure sua malinha enquanto eu despejo umas moedas de ouro nela. Mas só faço isso com uma condição: o que ficar na malinha será ouro puro, mas o que cair no chão vai virar poeira. Está compreendendo?</p>
<p>- Sim, sim, claro que compreendo &#8211; disse o mendigo.</p>
<p>- Então tome cuidado &#8211; disse a fortuna. &#8211; Sua malinha está velha, é melhor não a encher muito.</p>
<p>O mendigo estava tão contente que mal podia esperar. Abriu rapidamente a malinha e uma torrente de moedas de ouro foi despejada ali dentro. Logo, a malinha foi ficando muito pesada.</p>
<p>- Já é o bastante? &#8211; perguntou a Fortuna.</p>
<p>- Ainda não.</p>
<p>- Mas ela já não está rachando?</p>
<p>- Que nada!</p>
<p>As mãos do mendigo começaram a tremer. Ah, se a torrente de ouro pudesse fluir para sempre!</p>
<p>- Agora você já é o homem mais rico do mundo!</p>
<p>- Só maios um pouquinho ¾ disse o mendigo. ¾ Só mais uns punhados.</p>
<p>- Pronto, já está cheia. Essa malinha vai explodir!</p>
<p>- Mas ainda agüenta um pouquinho, só mais um pouquinho!</p>
<p>Caiu mais uma moeda ¾ e a malinha estourou. O tesouro caiu ao chão e virou poeira. A Fortuna havia desvanecido. Agora, o mendigo só tinha mesmo a malinha vazia, ainda por cima rasgada de alto abaixo. Estava mais pobre do que antes.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O Compasso Moral<br />
William J. Bennett &#8211; Editora Nova Fronteira</p>
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		<title>Metáfora: A estrela verde</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:28:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Era uma vez&#8230; Milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as cores.: brancas, lilazes, prateadas, douradas, vermelhas, azuis.
Um dia, elas procuraram o Senhor Deus, Todo-Poderoso, o Senhor Deus do Universo e disseram-lhe:
- &#8220;Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra, entre os homens&#8221;.
- &#8220;Assim será feito&#8221;, respondeu Deus. &#8220;Conservarei todas vocês pequeninas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma vez&#8230; Milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as cores.: brancas, lilazes, prateadas, douradas, vermelhas, azuis.</p>
<p>Um dia, elas procuraram o Senhor Deus, Todo-Poderoso, o Senhor Deus do Universo e disseram-lhe:</p>
<p>- &#8220;Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra, entre os homens&#8221;.</p>
<p>- &#8220;Assim será feito&#8221;, respondeu Deus. &#8220;Conservarei todas vocês pequeninas, como são vistas, e podem descer à Terra&#8221;.</p>
<p>Conta-se que naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar e correr com os vagalumes, no campo, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passado algum tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o Céu, deixando a Terra escura e triste.</p>
<p>- &#8220;Por que voltaram?&#8221; perguntou Deus, a medida que elas chegavam ao Céu.</p>
<p>- &#8220;Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria, muita desgraça, muita fome, muita violência, muita guerra, muita maldade e muita doença&#8221;.</p>
<p>E o Senhor lhes disse:</p>
<p>- &#8220;Claro, o lugar real de vocês é aqui no Céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que se passa, do ruim, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre, é onde nada é perfeito. Aqui no Céu, é o lugar da perfeição. O lugar onde tudo é imutável, onde tudo é eterno, onde nada padece&#8221;.</p>
<p>Depois de chegarem todas as estrelas e conferindo o seu número, Deus falou de novo:</p>
<p>- &#8220;Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?&#8221;</p>
<p>Um anjo, que estava perto retrucou:</p>
<p>- &#8220;Não, Senhor. Uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem.&#8221;</p>
<p>- &#8220;Mas que estrela é essa?&#8221; Voltou Deus a perguntar.</p>
<p>- &#8220;Por coincidência, Senhor, era a única estrela dessa cor&#8221;.</p>
<p>- &#8220;E qual é a cor dessa estrela?&#8221;insistiu Deus.</p>
<p>E o anjo disse:</p>
<p>- &#8220;A estrela é verde, Senhor. A estrela verde do sentimento de esperança&#8221;.</p>
<p>E quando então olharam para a Terra, a estrela não estava só.</p>
<p>A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa. Porque o único sentimento que o homem tem e Deus não tem é a esperança. Deus já conhece o futuro, e a esperança é própria da natureza humana. Própria daquele que cai, daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que ainda não sabe como será seu futuro.</p>
<p>Colaboração de Castro Lima de Souza / e-mail: clsouza@netview.com.br </p>
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		<title>Metáfora: A Cobiça</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:27:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma mulher possuía uma galinha que lhe dava um ovo todo dia. Ela pensava consigo mesma como poderia obter dois ovos por dia ao invés de apenas um, e finalmente, para atingir seu propósito, decidiu dar a galinha ração em dobro.
A partir daquele dia a galinha tornou-se gorda e preguiçosa e nunca mais botou nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher possuía uma galinha que lhe dava um ovo todo dia. Ela pensava consigo mesma como poderia obter dois ovos por dia ao invés de apenas um, e finalmente, para atingir seu propósito, decidiu dar a galinha ração em dobro.</p>
<p>A partir daquele dia a galinha tornou-se gorda e preguiçosa e nunca mais botou nenhum ovo.</p>
<p>A cobiça vai muito além dela mesma.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Metáfora: A Caverna Mágica</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:26:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Recontada por Frances Jenkins Olcott
Era uma vez uma mulher que morava numa casinha modesta ao pé de uma montanha onde havia uma grande floresta. Tinha um filho a quem amava muito.
No solstício de verão, a mulher levou o filho para colher os morangos maravilhosos que havia na floresta. Subiram a montanha e chegaram a um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recontada por Frances Jenkins Olcott</p>
<p>Era uma vez uma mulher que morava numa casinha modesta ao pé de uma montanha onde havia uma grande floresta. Tinha um filho a quem amava muito.</p>
<p>No solstício de verão, a mulher levou o filho para colher os morangos maravilhosos que havia na floresta. Subiram a montanha e chegaram a um lugar coberto dos morangos maiores, mais vermelhos e mais saborosos que já tinham visto.</p>
<p>Colheram quantos puderam. Mas tão logo a mulher encheu a cesta, viu abrir a porta de uma gande caverna diante dela. Enormes pilhas de ouro brilhavam no chão, e três virgens brancas guardavam o tesouro.</p>
<p>- Entre, boa mulher &#8211; disseram as virgens brancas. &#8211; Leve quanto ouro puder pegar de uma só vez.</p>
<p>A mulher entrou na caverna e, segurando o filho pela mão, pegou um punhado de moedas de ouro e pôs no avental. Mas o toque do ouro despertou uma enorme cobiça e, esquecendo o filho, pegou mais dois punhados de moedas e saiu correndo da caverna.</p>
<p>No mesmo instante ouviu um estrondo atrás dela e uma voz trovejou:</p>
<p>- Mulher infeliz! Perdeu o seu filho até o próximo solstício de verão!</p>
<p>A porta da caverna se fechou e a criança ficou presa lá dentro.</p>
<p>A pobre mulher torceu as mãos desesperada, chorou e implorou, mas não adiantou, e ela foi para casa sem o filho. Voltou todos os dias ao lugar, mas a porta nunca mais se abriu e ela não conseguiu mais encontrar a caverna.</p>
<p>No ano seguinte, no solstício de verão, ela acordou bem cedo e foi correndo ao lugar. Ao chegar encontrou a porta aberta. As pilhas de ouro brilhavam no chão e as três virgens guardavam o tesouro. Ao lado delas estava o menino com uma maçã vermelha na mão.</p>
<p>- Entre, boa mulher &#8211; as três virgens convidaram. &#8211; Leve quanto ouro puder pegar de uma só vez.</p>
<p>A mulher entrou na caverna e, sem sequer olhar para o ouro, agarrou o filho e tomou-o nos braços.</p>
<p>- Boa mulher &#8211; disseram as três virgens, &#8211; leve o menino para casa. Nós o devolvemos a você, pois agora seu amor é maior que a cobiça.</p>
<p>A mulher voltou para casa com o menino e o amou mais que o ouro pelo resto da vida.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral &#8211; Editora Nova Fronteira</p>
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		<title>Metáfora: A Lebre e o Cão de Caça</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:25:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Um Cão de Caça espantou uma Lebre para fora de sua toca, mas depois de longa perseguição, ele parou a caçada.
Um Pastor de Cabras vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo:
- Aquele pequeno animal é melhor corredor que você.
O Cão de caça, respondeu:
- Você não vê a diferença entre nós: Eu estava correndo apenas por um jantar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um Cão de Caça espantou uma Lebre para fora de sua toca, mas depois de longa perseguição, ele parou a caçada.</p>
<p>Um Pastor de Cabras vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo:</p>
<p>- Aquele pequeno animal é melhor corredor que você.</p>
<p>O Cão de caça, respondeu:</p>
<p>- Você não vê a diferença entre nós: Eu estava correndo apenas por um jantar, mas ele, por sua Vida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Metáfora: A HISTÓRIA DA FLORESTA PIGMEU</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:25:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Arline Davis
Eu vi uma única vez na minha vida, anos atrás, mas eu nunca me esqueci da Floresta Pigmeu na Califórnia. Na época em que eu estudava biologia na University of California, em Davis, eu fazia todas as cadeiras em que se faziam pesquisas de campo, o que significava estudar a vida no seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Arline Davis</p>
<p>Eu vi uma única vez na minha vida, anos atrás, mas eu nunca me esqueci da Floresta Pigmeu na Califórnia. Na época em que eu estudava biologia na University of California, em Davis, eu fazia todas as cadeiras em que se faziam pesquisas de campo, o que significava estudar a vida no seu elemento natural.</p>
<p>Meu professor de Botânica vinha falando sobre um tal floresta pigmeu que ficava na na área litorânea da California que se chama Mendocino. Ele criava um grande mistério cada vez em que nela falava, e nós alunos já estávamos muito curiosos para ver este fenômeno da natureza. Quando finalmente viajamos numa excursão para a região de Mendocino, pedimos-lhe para visitar a floresta.</p>
<p>O professor explicou-nos que teríamos que adentrar a floresta comum para chegar ao esconderijo da floresta pigmeu. Andávamos no meio de pinheiros e azaléias que criavam um corredor ao longo do caminho. As azaléias estavam em plena florescência, pois era primavera e em todo lugar se viam as flores de todos os matizes possíveis de rosa com branco se destacando contra o verde escuro das folhas. Era maravilhoso andar neste labirinto, mas perguntávamos: &#8220;Quando é que vamos chegar à floresta pigmeu?&#8221;.</p>
<p>&#8220;Calma,&#8221; respondia o professor, &#8220;pode crer que existe.&#8221; E não demorou para fazermos uma última curva e logo ali, em nossa frente, abria-se uma clareira. A turma prendeu a respiração com a surpresa visual de ver uma floresta pigmeu, para logo depois soltar tudo com o prazer do encontro. O &#8220;Wooowwww&#8221; da turma interrompeu o delicado silêncio da floresta em miniatura. Os pinheiros chegavam à altura do peito; as azaléias, que lá fora ultrapassavam o mais alto da turma, aqui chegavam apenas aos joelhos. Era uma perfeita reprodução em tamanho reduzido da floresta padrão que cercava esta que se encontrava no interior.</p>
<p>&#8220;É uma mutação genética?&#8221; perguntou um. &#8220;Nada disso,&#8221; respondia o professor. Cada árvore aqui mantém seu pleno potencial para alcançar alturas maiores, mas aqui ela não pode. &#8220;Então, o que a impede?&#8221;, indagou outro. &#8220;Pois bem, a árvore quer crescer. Enquanto você vê aqui o óbvio, isto é, a estrutura nanica da árvore, por baixo do solo, há um elemento da história que tem que se conhecer para tudo fazer sentido.&#8221;.</p>
<p>O professor sentou-se para ficar mais confortável e nós também. Ele continuou: &#8220;A árvore quer crescer e está tentando pôr raizes mais profundas, mas não consegue. Suas raízes chegam a uma profundidade e dali não ultrapassam, pois existe uma camada dura de minerais que se depositou ao longo destes anos. As chuvas dissolviam os sais minerais da superfície do solo, mas não conseguiam levá-los embora.</p>
<p>E pensando ecologicamente, entendíamos que não se podia parar a chuva para interromper o acúmulo duro. Tudo morreria se se fizesse isso. &#8220;Professor, como poderia mudar um ecossistema como este se as causas não podem ser mexidas e os efeitos estão estáveis?&#8221; Era uma pergunta chave para se entender de mudanças ecológicas. &#8220;Quando um sistema estaciona-se em um equilíbrio dinâmico, este estado atual tende a se perpetuar, a não ser que haja uma desestabilização.&#8221; &#8220;Tipo um terremoto?&#8221; perguntou um, pensando nos tumultos que o estado de Califórnia sofria às vezes. &#8220;Não, não tem que ser tudo isso. Por baixo da terra, existem gigantes estruturas chamadas placas tectônicas que se mexem constantemente.&#8221;.</p>
<p>&#8220;Se, em um processo de desestabilização há a entrada de novos recursos naturais, a composição do solo muda e aquela camada pode se dissolver. Quem sabe, a floresta pode estar se transformando agora, não é?&#8221; E a turma apreciou a visão sistêmica que cada um levou daquela lição, mesmo sem saber, neste momento, como ia aplicar na sua vida pela frente.</p>
<p>Arline Davis, bióloga pela University of California, é Master Trainer em Programação Neurolinguística e especialista na formação de profissionais de PNL. Sócia-Diretora do Núcleo Pensamento &#038; Ação, empresa de consultoria em PNL. Membro da &#8220;Global Training Community&#8221; órgão internacional que reúne profissionais qualificados nas áreas de treinamento e consultoria. Tel/fax: (021) 511-1869. e-mail: npa@mtec.com.br.</p>
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		<title>Metáfora: A Formiga e a Pomba</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:24:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma Formiga foi à margem do rio para beber água, e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.
Uma Pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha, e a deixou cair na correnteza perto dela. A Formiga, subiu na folha, e flutuou em segurança até a margem.
Pouco tempo depois, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma Formiga foi à margem do rio para beber água, e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.</p>
<p>Uma Pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha, e a deixou cair na correnteza perto dela. A Formiga, subiu na folha, e flutuou em segurança até a margem.</p>
<p>Pouco tempo depois, um caçador de pássaros, veio por baixo da árvore, e se preparava para colocar varas com visgo perto da Pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo.</p>
<p>A Formiga, percebendo sua intenção, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha, e isso deu chance para que a Pomba voasse para longe a salvo.</p>
<p>O grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.</p>
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		<title>Metáfora: A escola dos animais</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:23:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Certa vez, os animais decidiram que deveriam fazer algo heróico para resolver os problemas de &#8220;um novo mundo&#8221;. Assim, organizaram uma escola.
       Adotaram um currículo de atividades que compreendia corrida, alpinismo, natação e vôo. Para ministrar o currículo mais facilmente, todos os animais teriam todas as matérias.
   [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa vez, os animais decidiram que deveriam fazer algo heróico para resolver os problemas de &#8220;um novo mundo&#8221;. Assim, organizaram uma escola.</p>
<p>       Adotaram um currículo de atividades que compreendia corrida, alpinismo, natação e vôo. Para ministrar o currículo mais facilmente, todos os animais teriam todas as matérias.</p>
<p>       O pato era excelente em natação, na verdade era até melhor que o seu instrutor, mas teve apenas notas satisfatórias em vôo e era bem ruim na corrida. Como era lento na corrida, precisou treinar depois das aulas e também abandonar a natação para praticar corrida. Continuou fazendo isso até seus pés palmados ficarem gravemente feridos e passou ater um aproveitamento apenas regular em natação. Mas como regular era aceitável na escola, ninguém se preocupou com isso, a não ser o próprio pato.</p>
<p>       O coelho começou como o melhor da classe em corrida, mas teve um colapso nervoso por causa de tantos treinos de natação.</p>
<p>       O esquilo era excelente em alpinismo até ficar frustrado com seu aproveitamento nas aulas de vôo, quando sua professora mandou que partisse do chão para cima, e não do topo da árvore para baixo. Além disso, desenvolveu cãibras devido a uma estafa e então tirou um C em alpinismo e um D em corrida.</p>
<p>       A águia era uma criança problema e foi severamente disciplinada. Na aula de alpinismo, venceu todos os outros em direção ao topo da árvore, mas insistiu em utilizar seu próprio caminho para chegar lá.</p>
<p>       Ao final do ano, uma excepcional enguia que sabia nadar extremamente bem, além de correr, subir e voar um pouco, obteve a melhor média e foi a melhor da turma.</p>
<p>       As marmotas ficaram fora da escola e protestaram contra as mensalidades, porque a administração não quis incluir escavação e construção de tocas no currículo. Matricularam seus filhos como aprendizes de um texugo e mais tarde juntaram-se aos porcos-da-terra e aos geômios para fundarem uma bem-sucedida escola particular.</p>
<p>       Qual a moral da estória?</p>
<p>       George H. Reavis in &#8220;Canja de galinha para a alma&#8221;</p>
<p>       Estória extraída do livro: &#8220;Canja de galinha para a alma&#8221;<br />
de Jack Canfield e Mark Victor Hansen &#8211; Ediouro<br />
<< Voltar</p>
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		<title>Metáfora: A Cidade dos Resmungos</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:22:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam. No verão, resmungavam que estava muito quente. No inverno, que estava muito frio. Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair. Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer. Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam. No verão, resmungavam que estava muito quente. No inverno, que estava muito frio. Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair. Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer. Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs. Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa.</p>
<p>Um dia chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas. Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou:</p>
<p>- Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras são cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos. Jamais vi um lugar abençoado por tantas conveniências e tamanha abundância. Por que tanta insatisfação? Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.</p>
<p>Ora, a camisa do mascate estava rasgada e puída. Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riram ao pensar que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz. Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre dois postes na praça da cidade.</p>
<p>Então, segurando o cesto diante de si, gritou:</p>
<p>- Povo desta cidade! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto. Trocarei seus problemas por felicidade!</p>
<p>A multidão se aglomerou ao seu redor. Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas. Todo homem, mulher e criança da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto.</p>
<p>Eles observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda. Quando ele terminou, havia problemas tremulando em cada polegada da corda, de um extremo a outro. Então ele disse:<br />
mascate</p>
<p>- Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.</p>
<p>Todos correram para examinar os problemas. Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema. Depois de algum tempo a corda estava vazia.</p>
<p>Eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que havia colocado no cesto. Cada pessoa havia escolhido o seu próprio problema, julgando ser ele o menor da corda.</p>
<p>Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo. E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no mascate e na sua corda mágica.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O Compasso Moral<br />
William J. Bennett</p>
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		<title>Metáfora: A Camisa De Um Homem Feliz</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:22:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um califa sofrendo de uma doença mortal, estava deitado sobre almofadas de seda. Os raquins, os médicos de seu país, congregados ao seu redor, concordaram entre si em que apenas uma coisa poderia conceder cura e salvação ao califa: colocar sob sua cabeça a camisa de um homem feliz.
Mensageiros em grande número saíram buscando em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um califa sofrendo de uma doença mortal, estava deitado sobre almofadas de seda. Os raquins, os médicos de seu país, congregados ao seu redor, concordaram entre si em que apenas uma coisa poderia conceder cura e salvação ao califa: colocar sob sua cabeça a camisa de um homem feliz.</p>
<p>Mensageiros em grande número saíram buscando em toda cidade, toda vila e toda cabana, por um homem feliz. Mas cada pessoa por eles interrogada nada expressava senão tristeza e preocupações.</p>
<p>Finalmente após ter abandonado toda a esperança, os mensageiros encontram um pastor que ria e cantava enquanto observava seu rebanho.</p>
<p>Era ele feliz?</p>
<p>&#8221; Não posso imaginar alguém mais feliz que eu&#8221;, disse o pastor rindo-se.</p>
<p>&#8220;Então, dê-nos tua camisa&#8221; gritaram os mensageiros.</p>
<p>Mas o pastor respondeu: &#8220;Eu não tenho nenhuma camisa!&#8221;.</p>
<p>Essa notícia patética, de que o único homem feliz encontrado pelos mensageiros não possuía uma camisa, deu o que pensar ao califa.</p>
<p>Por três dias e três noites ele não permitiu que nenhuma pessoa se aproximasse dele.</p>
<p>Finalmente no quarto dia, fez com que suas almofadas de seda e suas pedras preciosas fossem distribuídas entre o povo e, conforme conta a lenda, daquele momento em diante o califa outra vez ficou saudável e feliz.</p>
<p>Do livro: O Mercador e o Papagaio -<br />
Histórias Orientais como Ferramentas em Psicoterapia<br />
Com cem exemplos para a educação e a auto-ajuda<br />
Nossrat Peseschkian &#8211; Papirus Editora</p>
<p>Publicado no INFORMATIVO &#8220;O GOLFINHO&#8221; &#8211; Maio 97 &#8211; no. 31</p>
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		<title>O golfinho</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:19:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Metáfora do golfinho, da carpa e do tubarão está descrita no livro: &#8220;A Estratégia do Golfinho&#8221;, de Dudley Lynch e Paul L. Kordis &#8211; Ed. Cultrix.
Desta obra, os trechos abaixo:
&#8221; Nos últimos 50 anos, as abordagens para se atingir o sucesso ofereceram pouco mais do que uma variação em torno de um tema básico: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Metáfora do golfinho, da carpa e do tubarão está descrita no livro: &#8220;A Estratégia do Golfinho&#8221;, de Dudley Lynch e Paul L. Kordis &#8211; Ed. Cultrix.</p>
<p>Desta obra, os trechos abaixo:</p>
<p>&#8221; Nos últimos 50 anos, as abordagens para se atingir o sucesso ofereceram pouco mais do que uma variação em torno de um tema básico: pense positivamente. Como há muitas outras maneiras de pensar num mundo onde estão ocorrendo inúmeras mudanças &#8211; e onde há muitos desafios a serem enfrentados &#8211; queremos substituir essa venerável mas ultapassada idéia por uma ainda melhor: pense poderosamente.&#8221;</p>
<p>&#8220;Entretanto, queremos fazê-lo de uma maneira que ajude todas as pessoas a terem as suas necessidades atendidas. Que ajude todas as pessoas a serem bem sucedidas, no limite de suas competências pessoais.</p>
<p>E que faça do mundo um lugar melhor para se viver.</p>
<p>Isso requer um novo tipo de jogador, com um novo tipo de mente.</p>
<p>Aqueles indivíduos e aquelas organizações que estiverem dispostos a desenvolver esse tipo de mentalidade serão os participantes preferencias de um novo tipo de jogo. Esses mesmos indivíduos e organizacões é que tornarão possível a todos nós conservarmos a nossa sanidade mental num mundo que se modifica rapidamente.</p>
<p>Declarações que a carpa, o tubarão e o golfinho fazem para si mesmo:</p>
<p>- &#8220;Sou uma carpa e acredito na escassez. Em virtude dessa crença, não espero jamais fazer ou ter o suficiente. Assim, se não posso escapar do aprendizado e da responsabilidade permanecendo longe deles, eu geralmente me sacrifico.&#8221;<br />
- &#8220;Sou um tubarão e acredito na escassez. Em razão dessa crença, procuro obter o máximo que posso, sem nenhuma consideração pelos outros. Primeiro, tento vencê-los; se não consigo, procuro juntar-me a eles.&#8221;<br />
- &#8220;Sou um golfinho e acredito na escassez e na abundância potenciais. Assim como acredito que posso ter qualquer uma dessas duas coisas &#8211; é esta a nossa escolha &#8211; e que podemos aprender a tirar o melhor proveito de nossa força e utilizar nossos recursos de um modo elegante, os elementos fundamentais do modo como crio o meu mundo são a flexibilidade e a capacidade de fazer mais com menos recursos.&#8221;</p>
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		<title>O Galo e a Pedra Preciosa</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:18:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Um Galo que procurava no terreiro alimento para ele e suas galinhas encontrou uma pedra preciosa de grande beleza e valor, ao que exclamou:
- Se seu dono tivesse te encontrado ao invés de mim, ele com certeza iria dançar e pular de alegria e também decerto iria te louvar; no entanto eu te achei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um Galo que procurava no terreiro alimento para ele e suas galinhas encontrou uma pedra preciosa de grande beleza e valor, ao que exclamou:</p>
<p>- Se seu dono tivesse te encontrado ao invés de mim, ele com certeza iria dançar e pular de alegria e também decerto iria te louvar; no entanto eu te achei e de nada me serves.</p>
<p>Teria preferido achar um simples grão de milho que todas as jóias do MUNDO!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Combate</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:17:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ O planeta Zilrus é habitado pelos arelinos, e fica a dois milhões de anos-luz do sistema solar. Seu povo é guerreiro e tem verdadeiro orgulho de suas conquistas espaciais. Exploram alguns planetas menores, possuindo tecnologia que lhes permitem construir andróides.
Esses robôs, os andróides, são altamente especializados e possuem sentimentos como raiva, tristeza, medo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> O planeta Zilrus é habitado pelos arelinos, e fica a dois milhões de anos-luz do sistema solar. Seu povo é guerreiro e tem verdadeiro orgulho de suas conquistas espaciais. Exploram alguns planetas menores, possuindo tecnologia que lhes permitem construir andróides.</p>
<p>Esses robôs, os andróides, são altamente especializados e possuem sentimentos como raiva, tristeza, medo e insegurança. Apresentam um corpo semelhante ao de um gorila, sabem falar e são muito ágeis.</p>
<p>A maior diversão dos arelinos é assistir às lutas entre os robôs.</p>
<p>Existem muito respeito e amizade entre os comandantes espaciais, exceto entre Espokes, chefe da frota estelar azul, e Aldum Sinis, importante estrategista nos combates galácticos.</p>
<p>Cada um tem características de combate bastante peculiares. Espokes utiliza potentes armas nucleares, enquanto Aldum Sinis prefere o uso da energia mental.</p>
<p>As desavenças entre dois chegaram a tal ponto que resolveram enfrentar-se numa luta de robôs. Cada um teria o direito de comandar um andróide de sua escolha, vencendo o confronto aquele cujo robô derrotasse o do adversário.</p>
<p>Todas as atenções do planeta Zilrus voltaram-se então para o grande combate.</p>
<p>De acordo com as regras acertadas entre ambos, na data estipulada cada um traria um robô da Guarda especial, tendo direito a dar-lhe três armamentos especiais e orientações de combate.</p>
<p>Finalmente chega o grande dia. Espokes, que escolhera um enorme andróide, fornece-lhe um escudo protetor, um laser com seis tiros e uma espada de elétrons, passando em seguida a instruí-lo enérgica e gesticuladamente. Aldum Sinis, por sua vez, apenas diz alguma coisa rapidamente ao ouvido do seu comandado e ficam aguardando o início da luta.</p>
<p>O povo arelino presente estranhou muito o fato de um dos robôs estar totalmente desarmado, ficando a impressão que sofreria um tremendo massacre por parte do andróide de Espokes.</p>
<p>Que combate! Um dos lutadores disparando tiros, desferindo golpes de espada, enquanto o outro esquivava-se, saltando e se utilizando dos próprios objetos encontrados na arena de combate para a sua defesa. O tempo foi passando e em poucos minutos a munição do laser terminou, a espada de elétrons descarregou e o escudo protetor perdeu sua trava de segurança. Assim, em igualdade de condições, os dois adversários iniciaram então uma luta corporal.</p>
<p>Embora sem os apetrechos, o robô de Espokes era maior e mais forte do que o outro. O estádio espacial, totalmente lotado, assistia atentamente ao combate que, para surpresa de muitos, terminou com a vitória do andróide menor.</p>
<p>Inconformado, Espokes cumprimentou Aldum Sinis e perguntou-lhe: &#8220;O que você disse ao ouvido do seu robô, antes do começo da luta?&#8221; Ao que Aldum respondeu: &#8220;Este é o segredo da vitória&#8221;, e sorrindo olhou para o seu robô.</p>
<p>Aquele andróide que acabara de vencer a luta tinha armazenado em sua memória as palavras sussurradas pelo seu comandante: &#8220;Vá e lute, eu confio em você!&#8221;.</p>
<p>Do livro: A Magia da Linha do Tempo &#8211; Cid Paroni Filho &#8211; Ed. Lúmen &#8211; Pág. 75/6</p>
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		<title>O Carneirinho Perdido</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:16:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ A mãe ovelha amava seu carneirinho da mesma forma que sua mãe amava você.
Era um filhote pequenino, de perninhas finas e com muito pouca lã ainda. Passava a noite no ovil, dormindo aconchegado no calor da lã de sua mãe.
Passava o dia mordiscando a relva, bebendo a água do córrego e brincando na pradaria.
- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> A mãe ovelha amava seu carneirinho da mesma forma que sua mãe amava você.</p>
<p>Era um filhote pequenino, de perninhas finas e com muito pouca lã ainda. Passava a noite no ovil, dormindo aconchegado no calor da lã de sua mãe.</p>
<p>Passava o dia mordiscando a relva, bebendo a água do córrego e brincando na pradaria.</p>
<p>- Cuide do meu carneirinho ¾ a mãe ovelha tentou dizer ao pastor do rebanho. ¾ Ele é muito pequenininho e frágil para cuidar de si.</p>
<p>O pastor compreendeu, e tratou de observar com atenção o carneirinho, embora houvesse cem ovelhas no rebanho.</p>
<p>Tratava-se de um bom pastor, ou não teria conseguido cuidar de todos. Todas as manhãs abria o portão do ovil e o rebanho saía. Ele então conduzia os animais a um pasto verde na encosta de um morro e ali passava o dia tomando conta. Havia lobos nas montanhas das redondezas, à espera de uma chance para pegar os carneirinhos. O pastor mantinha os lobos afastados.</p>
<p>Quando o sol começava a descer por trás do morro, o pastor conduzia o rebanho de volta para o ovil. E antes de fechar o portão, sempre contava suas ovelhas para ver se havia cem.</p>
<p>As tempestades em lugares altos assim são muito terríveis. Um dia houve uma tempestade, com vento, chuva fria e raios no céu. A ovelha mãe ficou assustada demais, sem saber para onde ir. Seguiu as outras ovelhas, que se abalroavam e quase esmagavam ao descer correndo a encosta. Mas o pastor as conduziu com tranqüilidade, indicando o caminho com o cajado. Chamava cada um pelo nome que lhes dera. Ia na frente para evitar que a tormenta as espantasse de volta antes de se sentirem seguras, pois já se avistava o ovil.</p>
<p>Ao atravessarem o portão, uma por uma, ele as contou.</p>
<p>Só havia noventa e nove.</p>
<p>Então o pastor olhou nos olhos suplicantes da mãe ovelha. Ela estava tentando dizer que seu filhote se perdera na tempestade.</p>
<p>Se não fosse um bom pastor, ele poderia pensar que um carneirinho daqueles não seria uma grande perda. Mas pensou apenas no frio que estaria sentindo o bichinho com tão pouca lã, no meio da tempestade. E lembrou-se de que, além da tormenta, escutara o uivo dos lobos.</p>
<p>Pois o bom pastor saiu no vento e na chuva para encontrar o carneirinho.</p>
<p>Já estava tão escuro que ele mal podia enxergar. O vento estava frio, a chuva encharcava seu manto e as pedras cortavam-lhe os pés. Qualquer outro pastor teria desistido. Mas o bom pastor via, através da tempestade, os olhos sofridos da ovelha mãe do carneirinho. E prosseguiu até encontrar o carneirinho perdido, deitado, com medo e com frio, à beira da estrada.</p>
<p>O pastor pegou o carneirinho nos braços. O animalzinho estava com frio para voltar andando. Levou-o para casa no colo, com o mesmo cuidado que sua mãe tinha por você quando bebê. Ficou muito feliz ao chegar ao ovil e poder devolvê-lo à mãe. Convidou os vizinhos a virem partilhar de sua alegria, pois nem um carneiro se quer havia se extraviado do rebanho.</p>
<p>Os vizinhos estranharam um pouco a alegria do pastor.</p>
<p>- Noventa e nove é quase cem &#8211; disseram. &#8211; Que diferença faria um carneirinho num rebanho tão grande?</p>
<p>O bom pastor sabia. O carneirinho que se perdeu era um dentre os seus, e ele os amava a todos.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral<br />
William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira </p>
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		<title>O bem mais precioso</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:16:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há muitos e muitos anos, um rapaz e uma moça se apaixonaram e resolveram se casar. Quase não tinham dinheiro, mas não ligavam para isso. A confiança mútua gerava a fé num belo futuro, desde que tivessem um ao outro. Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma.
Antes do casamento, a moça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitos e muitos anos, um rapaz e uma moça se apaixonaram e resolveram se casar. Quase não tinham dinheiro, mas não ligavam para isso. A confiança mútua gerava a fé num belo futuro, desde que tivessem um ao outro. Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma.</p>
<p>Antes do casamento, a moça fez um pedido ao noivo:</p>
<p>- Não posso nem imaginar que um dia a gente possa se separar. Mas pode ser que com o tempo a gente se canse um do outro, ou que você se aborreça e me mande de volta a meus pais. Prometa que, se algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais precioso que eu tiver então.</p>
<p>O noivo riu, achando uma bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e devidamente assinada. Casaram-se. Decididos a melhorar de vida, trabalharam arduamente e foram recompensados. Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair da pobreza, e trabalhavam ainda mais. O tempo passou e o casal prosperou. Conquistaram uma situação estável, cada vez mais confortável, e finalmente ficaram ricos. Mudaram-se para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres da riqueza. Mas dedicados em tempo integral à prosperidade financeira, aprenderam a pensar mais nas coisas do que um no outro. Discutiam sobre o que comprar, quanto gastar, como aumentar o patrimônio.</p>
<p>Certo dia, enquanto preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma bobagem qualquer &#8211; o sabor do molho, os lugares à mesa, ou coisa assim. Começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram às inevitáveis acusações.</p>
<p>- Você não liga para mim! &#8211; gritou o marido. &#8211; Só pensa em você, em roupas e jóias. Pegue o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos seus pais. Não há motivo para continuarmos juntos.</p>
<p>A mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se acabasse de descobrir uma coisa insuspeitada.</p>
<p>- Muito bem &#8211; disse ela baixinho &#8211; quero mesmo ir embora. Mas devemos ficar juntos esta noite e receber nossos amigos, para salvar as aparências.</p>
<p>A noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e fartura que a riqueza permitia. Alta madrugada, os convidados se retiraram e o marido adormeceu. Ela então fez com que o levassem à casa dos pais dela e o pusessem na cama.</p>
<p>Quando ele acordou na manhã seguinte, não entendeu o que tinha acontecido. Não sabia onde estava e, quando sentou-se na cama para olhar em volta , a mulher acercou-se da cama.</p>
<p>- Querido marido &#8211; disse ela &#8211; você prometeu que se algum dia me mandasse embora eu poderia levar o bem mais precioso que tivesse no momento. Você é o que tenho de mais precioso. Quero você mais do que tudo na vida, e só a morte poderá nos separar.</p>
<p>Nesse momento, ele viu o quanto ambos tinham sido egoístas. Tomou a esposa nos braços e beijaram-se ternamente. No mesmo dia voltaram para casa, mais apaixonados do que nunca.</p>
<p>Extraído de: O Livro das Virtudes II &#8211; O Compasso Moral.<br />
William J. Bennet &#8211; Editora Nova Fronteira.</p>
<p>Publicado no INFORMATIVO &#8220;O GOLFINHO&#8221; &#8211; Março 97 &#8211; no. 29</p>
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		<title>Nenhuma maestria cai do céu</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:15:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um certo mágico estava apresentando sua arte ao sultão e já tinha conquistado o entusiasmo da assistência. O próprio sultão estava profundamente admirado e exclamou: &#8220;Deus meu, acudi-me! Que milagre, que espanto!&#8221;.
Mas seu vizir fê-lo parar para pensar ao dizer: &#8220;Vossa Alteza, nenhuma maestria cai do céu. A arte do mágico é resultado de seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um certo mágico estava apresentando sua arte ao sultão e já tinha conquistado o entusiasmo da assistência. O próprio sultão estava profundamente admirado e exclamou: &#8220;Deus meu, acudi-me! Que milagre, que espanto!&#8221;.</p>
<p>Mas seu vizir fê-lo parar para pensar ao dizer: &#8220;Vossa Alteza, nenhuma maestria cai do céu. A arte do mágico é resultado de seu esforço e sua prática.&#8221;</p>
<p>O sultão franziu a testa. O comentário do vizir tinha estragado o prazer que estava sentindo ao contemplar os atos do mágico. &#8220;Ó, homem ingrato! Como podes pretender que tal habilidade seja fruto da prática? Pelo contrário, como eu afirmei, ou tens talento, ou não tens.&#8221; Então olhou para o vizir com desprezo e gritou: &#8220;Tu não tens nenhum talento mesmo. Fora daqui! Para o calabouço! Lá poderás ponderar minhas palavras. E, para que não te sintas solitário, para que tenhas uma companhia da tua laia, compartilharás a cela com um bezerro.&#8221;</p>
<p>Desde o primeio dia de aprisionamento, o vizir começou a seguinte prática: carregar nos braços o bezerro e subir a longa escada do calabouço. Os meses passaram. O bezerro tornou-se um avantajado novilho e, com a prática diária, a força do vizir cresceu também grandemente.</p>
<p>Um dia, o sultão recordou do prisioneiro na masmorra. Mandou que o trouxessem a ele. Quando deitou os olhos sobre o vizir, foi dominado pelo espanto. &#8220;Deus meu, acudi-me! Que milagre, que espanto!&#8221;</p>
<p>O vizir carregando o novilho nos braços esticados, respondeu com as mesmas palavras que da outra vez: &#8220;Vossa Alteza, nenhuma maestria cai do céu. Em vossa misericórdia, concedeste-me esse animal. Minha força é resultado de meu esforço e minha prática.&#8221;</p>
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		<title>Zazá</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:14:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Zazá era uma cadela especial. Muito brava, rosnava sempre que algum estranho se aproximava. Tinha um bonito porte, e segundo Dona Maria, sogra do Tonhão, era mestiça com pastor alemão. Só sei dizer que ela impunha respeito.
Seus donos moravam numa casa na periferia de Grenita, uma grande cidade do sul do país. A vida era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Zazá era uma cadela especial. Muito brava, rosnava sempre que algum estranho se aproximava. Tinha um bonito porte, e segundo Dona Maria, sogra do Tonhão, era mestiça com pastor alemão. Só sei dizer que ela impunha respeito.</p>
<p>Seus donos moravam numa casa na periferia de Grenita, uma grande cidade do sul do país. A vida era bem tranqüila, mas nos últimos tempos, começaram a proliferar os assaltos na região. Mais parecia que os ladrões haviam migrado da capital, São Carlos de Boni, para lá.</p>
<p>A casa do Tonhão era totalmente murada, o que dava à sua família uma relativa segurança. Além disso, Zazá tinha sua missão de guardiã.</p>
<p>Numa fria madrugada de inverno, na calada da noite, Raposão, famoso assaltante da capital, aproximou-se daquela propriedade, e começou a sondar o local. Pela sua experiência, roubar aquela residência ia ser moleza, pois faltavam grades de segurança, alarmes e cacos de vidro no muro.</p>
<p>&#8220;Vai ser uma &#8216;barbada&#8217;. Qualquer ladrãozinho &#8216;pé-de-chinelo&#8217; faz o serviço.&#8221;, pensou o larápio.</p>
<p>Estava tão fácil que Raposão foi até displicente. Com a agilidade de um felino pulou o muro, e mal havia aterrissado no quintal da casa, foi surpreendido com uma dolorosa mordida na perna direita. Raposão conseguiu, milagrosamente, desvencilhar-se dos dentes da Zazá, subindo apressadamente na goiabeira, ao lado do jardim.</p>
<p>A cadela, então, começou a latir, e seu latido podia ser ouvido a centenas de metros dali.</p>
<p>Dentro da casa, Tonhão roncava pesadamente, mergulhado em sono profundo. Mas o latido da cachorra, mais forte que o seu próprio ronco, começou a incomodá-lo, até que ele acordou, irritado. Ainda sonado, pensava, contrariado: &#8221; O que será que está havendo? Porque ela está fazendo essa barulheira?&#8221;</p>
<p>Completamente transtornado, irado mesmo, sentia o som emitido pela cadela latejando em sua cabeça.</p>
<p>O ladrão, por sua vez, assustado em cima da árvore, tentava inutilmente alcançar o muro, andando pelos galhos, e quanto mais ele se mexia mais a Zazá latia.</p>
<p>Tonhão, numa explosão de ódio, levantou-se, apanhou seu revólver em cima da cômoda, foi até o quintal e matou a cachorra.</p>
<p>Do livro: A Magia da Linha do Tempo &#8211; Cid Paroni Filho &#8211; Ed. Lúmen &#8211; Pág. 25/6</p>
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		<title>Unha-de-Fome</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:14:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Depois duma vida de misérias e privações Unha-de-Fome conseguiu amontoar um tesouro, que enterrou longe de casa, num lugar ermo, colocando uma grande pedra em cima. Mas tal era o seu amor pelo dinheiro, que volta e meia rondava a pedra, e namorava como o jacaré namora os seus próprios ovos ocultos na areia. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Depois duma vida de misérias e privações Unha-de-Fome conseguiu amontoar um tesouro, que enterrou longe de casa, num lugar ermo, colocando uma grande pedra em cima. Mas tal era o seu amor pelo dinheiro, que volta e meia rondava a pedra, e namorava como o jacaré namora os seus próprios ovos ocultos na areia. Isto atraiu a atenção dum vizinho, que o espionou e por fim lhe roubou o tesouro.</p>
<p>Quando Unha-de-Fome deu pelo saque, rolou por terra desesperado, arrepelando os cabelos.</p>
<p>- Meu tesouro! Minha alma! Roubaram minha alma! Um viajante que passava foi atraído pelos berros.</p>
<p>- Que é isso, homem?</p>
<p>- Meu tesouro! Roubaram meu tesouro!</p>
<p>- Mas morando lá longe você o guardava aqui, então? Que tolice! Se o conservasse em casa não seria mais cômodo para gastar dele quando fosse preciso?</p>
<p>- Gastar do meu tesouro!? Então você supõe que eu teria a coragem de gastar uma moedinha só, das menores que fosse?</p>
<p>- Pois se era assim, o tesouro não tinha para você a menor utilidade, e tanto faz que esteja com quem o roubou como enterrado aqui. Vamos! Ponha no buraco vazio uma pedra, que dá no mesmo. Que utilidade tem o dinheiro para quem só o guarda e não gasta?</p>
<p>Do livro: Fábulas &#8211; Monteiro Lobato &#8211; Editora Brasiliense </p>
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		<title>Senhor palha</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:13:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Era uma vez, há muitos e muitos anos atrás, é claro, porque as melhores histórias sempre se passam há muitos e muitos anos, um homem chamado Senhor Palha. Ele não tinha casa, nem mulher, nem filhos. para dizer a verdade, só tinha a roupa do corpo. Pois o Senhor Palha não tinha sorte. Era tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma vez, há muitos e muitos anos atrás, é claro, porque as melhores histórias sempre se passam há muitos e muitos anos, um homem chamado Senhor Palha. Ele não tinha casa, nem mulher, nem filhos. para dizer a verdade, só tinha a roupa do corpo. Pois o Senhor Palha não tinha sorte. Era tão pobre que mal tinha o que comer e era magrinho como um fiapo de palha. Por isso é que as pessoas o chamavam de Senhor Palha.</p>
<p>Todo dia o Senhor Palha ia ao templo pedir à Deusa da Fortuna para melhorar sua sorte, e nada acontecia. Até que um dia, ele ouviu uma voz sussurrar: &#8211; &#8220;A primeira coisa que você tocar quando sair do templo lhe trará grande fortuna.&#8221; O Senhor Palha levou um susto.</p>
<p>Esfregou os olhos, olhou em volta, mas viu que estava bem acordado e o templo estava vazio. Mesmo assim, saiu pensando: &#8220;Eu sonhei ou foi a Deusa da Fortuna que falou comigo?&#8221; Na dúvida, correu para fora do templo, ao encontro da sorte.</p>
<p>Mas na pressa, o pobre Senhor Palha tropeçou nos degraus e foi rolando aos trambolhões até o final da escada, onde caiu na terra. Ao se pôr de pé, ajeitou as roupas e percebeu que tinha alguma coisa na mão.<br />
Era um fiapo de palha.</p>
<p>&#8220;Bom&#8221;, pensou ele, &#8220;um fiapo de palha não vale nada, mas, se a Deusa da Fortuna quis que eu pegasse, é melhor guardar.&#8221;</p>
<p>E lá foi ele, segurando o fiapo de palha.</p>
<p>Pouco depois apareceu uma libélula zumbindo em volta da cabeça dele. Tentou espantá-la, mas não adiantou. A libélula zumbia loucamente ao redor da cabeça dele.</p>
<p>&#8220;Muito bem&#8221;, pensou ele. &#8220;Se não quer ir embora, fique comigo.&#8221;</p>
<p>Apanhou a libélula e amarrou o fiapo de palha no rabinho dela. Ficou parecendo uma pequena pipa, e ele continuou descendo a rua com a libélula no fiapo.</p>
<p>Logo encontrou uma florista com o filhinho, a caminho do mercado, onde iam vender flores. Vinham de muito longe. O menino estava cansado, suado, e a poeira lhe trazia lágrimas aos olhos. Mas quando o menino viu a libélula zumbindo amarrada no fiapo de palha, seu rostinho se animou.</p>
<p>- Mãe, me dá uma libélula? &#8211; pediu. &#8211; Por favor!</p>
<p>&#8220;Bom&#8221;, pensou o Senhor Palha, &#8220;a Deusa da Fortuna me disse que o fiapo de palha traria sorte. mas esse garotinho está tão cansado, tão suado, que pode ficar mais feliz com um presentinho&#8221;. E deu a libélula no fiapo para o garoto.</p>
<p>- É muita bondade sua &#8211; disse a florista. &#8211; Não tenho nada para lhe da dar em troca além de uma rosa. Aceita?</p>
<p>O Senhor Palha agradeceu e continuou seu caminho, levando a rosa.</p>
<p>Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num toco de árvore, segurando a cabeça entre as mãos. Parecia tão infeliz que o Senhor Palha lhe perguntou o que havia acontecido.</p>
<p>- Vou pedir minha namorada em casamento hoje à noite &#8211; queixou-se o rapaz. &#8211; Mas sou tão pobre que não tenho nada para dar a ela.</p>
<p>- Bom, também sou pobre &#8211; disse o Senhor Palha. &#8211; Não tenho nada de valor, mas se quiser dar a ela esta rosa, é sua.</p>
<p>O rosto do rapaz se abriu num sorriso ao ver esplêndida rosa.</p>
<p>- Fique com essas três laranjas, por favor &#8211; disse o jovem. &#8211; É só o que posso dar em troca.</p>
<p>O Senhor Palha seguiu andando, carregando três suculentas laranjas.</p>
<p>Logo encontrou um mascate, ofegante. &#8211; Estou puxando a carrocinha o dia inteiro e estou com tanta sede que acho que vou desmaiar. Preciso de um gole de água.</p>
<p>- Acho que não tem nem um poço por aqui &#8211; disse o Senhor Palha &#8211; Mas se quiser pode chupar estas três laranjas.</p>
<p>O mascate ficou tão grato que pegou um rolo da mais fina seda que havia na carroça e deu-o ao Senhor Palha, dizendo:</p>
<p>- O senhor é muito bondoso. Por favor, aceite esta seda em troca.</p>
<p>E o Senhor Palha mais uma vez seguiu pela rua, como rolo de seda debaixo do braço.</p>
<p>Não deu dez passos e viu passar uma princesa numa carruagem. Tinha um olhar preocupado, mas sua expressão logo se alegrou ao ver o Senhor Palha.</p>
<p>- Onde arrumou essa seda? &#8211; gritou ela. &#8211; É justamente o que estou procurando. Hoje é aniversário de meu pai e quero dar um quimono real para ele.</p>
<p>- Bom, já que é aniversário dele, tenho prazer em lhe dar essa seda &#8211; disse o Senhor Palha. A princesa mal podia acreditar em tamanha sorte.</p>
<p>- O senhor é muito generoso &#8211; disse sorrindo. &#8211; Por favor, aceite esta jóia em troca.</p>
<p>A carruagem se afastou, deixando o Senhor Palha segurando a jóia de inestimável valor refulgindo à luz do sol.</p>
<p>&#8220;Muito bem&#8221;, pensou ele, &#8220;comecei com um fiapo de palha que não valia nada e agora tenho uma jóia. Acho que está bom.&#8221;</p>
<p>Levou a jóia ao mercado, vendeu-a e, com o dinheiro, comprou uma plantação de arroz. Trabalhou muito, arou, semeou, colheu, e a cada ano a plantação produzia mais arroz. Em pouco tempo, o Senhor Palha ficou rico.</p>
<p>Mas a riqueza não o modificou. Sempre ofereceu arroz aos que tinham fome e ajudava a todos que o procuravam. Diziam que sua sorte tinha começado com um fiapo de palha, mas quem sabe foi com a generosidade?</p>
<p>Extraído do &#8220;Livro das Virtudes &#8211; volume II &#8211; O Compasso Moral&#8221; de William J. Bennett </p>
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		<title>Plano de Vôo</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:12:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ &#8221; Boas famílias &#8211; até mesmo as melhores &#8211; ficam fora da rota 90 por cento do tempo! O segredo é que elas têm um senso de destinação. Conhecem a &#8220;trilha&#8221;. E estão sempre corrigindo o curso, de novo e de novo.
É como o vôo de um avião. Antes da decolagem, os pilotos examinam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> &#8221; Boas famílias &#8211; até mesmo as melhores &#8211; ficam fora da rota 90 por cento do tempo! O segredo é que elas têm um senso de destinação. Conhecem a &#8220;trilha&#8221;. E estão sempre corrigindo o curso, de novo e de novo.</p>
<p>É como o vôo de um avião. Antes da decolagem, os pilotos examinam o plano do vôo. Por isso, sabem exatamente aonde vão e iniciam os procedimentos em conformidade com esse plano.</p>
<p>Contudo, durante a viagem, o vento, a chuva, a turbulência, o tráfego aéreo, erros humanos e outros fatores interferem no plano, impulsionando ligeiramente a aeronave em direções diferentes, de modo que na maior parte do tempo o avião fica fora da rota do voo prescrita!a. Ao longo de toda a jornada ocorrem pequenos desvios em relação ao plano de voo. Condições climáticas adversas ou um tráfego aéreo especialmente pesado causam desvios maiores. Se não acontecer nada muito grave , porém o avião chegará ao seu destino.</p>
<p>Mas como isso é possível? Durante o vôo, os pilotos recebem constantes feedbacks. São comunicações dos instrumentos sobre o meio ambiente, informações das torres de controle, de outras aeronaves e as vezes até das estrelas.E, com base nesses feedbacks, fazem os ajustes necessários para, de tempos em tempos retornar, ao plano de vôo.</p>
<p>A esperança nào jaz nos desvios, mas na visão, no plano e na habilidade de corrigir o curso.</p>
<p>O vôo desse avião constitui a metáfora ideal para a vida familiar. Não faz nenhuma diferença se a nossa familia saiu da rota ou mesmo está enredada em problemas. A esperança se encontra na visão , no plano e na coragem de continuar corrigindo o curso de novo e de novo&#8221;.</p>
<p>O segredo é ter uma destinação, um plano de vôo e uma bússola.</p>
<p>Do livro: &#8221; Os 7 hábitos das famílias muito eficazes&#8221;<br />
Autor: Stephen R. Covey<br />
Editora: Best Seller </p>
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		<title>Os Deveres Divididos</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:11:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;Não posso suportar mais! As tarefas são como montanhas que já não posso mover. De manhã cedo tenho de despertar-te, arrumar a casa, limpar os tapetes, cuidar das crianças, fazer compras no bazar, preparar teu prato de arroz favorito para a janta e ainda fazer-te agrados durante a noite.&#8221; Isso foi o que uma esposa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não posso suportar mais! As tarefas são como montanhas que já não posso mover. De manhã cedo tenho de despertar-te, arrumar a casa, limpar os tapetes, cuidar das crianças, fazer compras no bazar, preparar teu prato de arroz favorito para a janta e ainda fazer-te agrados durante a noite.&#8221; Isso foi o que uma esposa disse ao marido.</p>
<p>Mastigando uma coxa de frango, ele disse simplesmente: &#8220;Que há de tão mal nisso tudo? Todas as mulheres fazem o que tu fazes. Tu levas a melhor. Enquanto eu suporto todo tipo de responsabilidades, tu apenas ficas por aí sentada dentro de casa.&#8221;</p>
<p>&#8220;Ó,&#8221; reclamou a esposa, &#8220;se apenas me pudesses auxiliar um pouco!&#8221; Movido pela generosidade, o homem finalmente concordou com a seguinte sugestão: sua esposa responsabilizar-se-ia por tudo o que tinha de ser feito dentro da casa, ao passo que ele ficaria encarregado de todas as tarefas desenvolvidas fora do lar. Essa divisão de tarefas permitiu ao casal viver junto em contentamento durante um longo tempo.</p>
<p>Um dia o marido foi fazer compras com amigos e aproveitou para sentar-se num café, onde ficou satisfeito da vida fumando narguilé. Repentinamente, um vizinho entrou correndo e gritou cheio de nervosismo: &#8220;Corre! Tua casa está pegando fogo!&#8221;.</p>
<p>O homem continuou fumando o narguilé e disse com espantosa indiferença: &#8220;Queira, por favor, fazer a gentileza de avisar minha mulher, pois ela tem a última palavra em tudo o que acontece dentro de casa. Eu sou apenas responsável pelas tarefas externas.&#8221;</p>
<p>Extraído de: O Mercador e o Papagaio<br />
Histórias orientais como ferramentas em psicoterapia<br />
Nossrat Peseschkian &#8211; Papirus Editora</p>
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		<title>O Rei Alfredo</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:11:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Na Inglaterra, há muitos anos, reinava um monarca chamado Alfredo, homem sábio e justo, foi um dos melhores reis que o país já teve. Até hoje, séculos depois, ainda é conhecido como Alfredo, o Grande.
A época do seu reinado era de dias difíceis para a Inglaterra. O país foi invadido pelos ferozes dinamarqueses, que haviam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Inglaterra, há muitos anos, reinava um monarca chamado Alfredo, homem sábio e justo, foi um dos melhores reis que o país já teve. Até hoje, séculos depois, ainda é conhecido como Alfredo, o Grande.</p>
<p>A época do seu reinado era de dias difíceis para a Inglaterra. O país foi invadido pelos ferozes dinamarqueses, que haviam cruzado o mar. Havia tantos invasores, tão fortes e audazes, que durante muito tempo ganharam quase todas as batalhas. Se continuassem assim, logo seriam os senhores do país inteiro.</p>
<p>Afinal, após tanta luta, o exército inglês estava combalido e disperso. Cada homem teve que se salvar como pôde, inclusive o próprio Rei Alfredo, que disfarçou-se de pastor e escapou pelas florestas e pântanos.</p>
<p>Depois de vagar por muitos dias, chegou à cabana de um lenhador. Cansado e faminto, bateu à porta e pediu à mulher do lenhador que lhe desse comida e acolhida.</p>
<p>A mulher apiedou-se do pobre homem esfarrapado. Não tinha idéia de quem se tratava.</p>
<p>— Entre, &#8211; disse ela —vou dar-te um jantar se cuidares desses bolinhos no forno para mim. Preciso sair para ordenhar a vaca. Cuida bem deles, e não os deixa queimar enquanto me ausento.</p>
<p>Alfredo agradeceu gentilmente e sentou-se perto do fogo. Tentou prestar atenção nos bolinhos, mas os problemas logo tomaram conta de sua mente. O que faria para organizar o exército outra vez? E se conseguisse, como iria preparar seus homens para enfrentar os dinamarqueses? Como conseguiria expulsar da Inglaterra invasores tão audazes? Quanto mais pensava, menos esperança tinha no futuro; e começou a acreditar que não havia propósito em continuar a luta. Alfredo só enxergava os próprios problemas. Esqueceu que estava na cabana do lenhador, esqueceu a fome e esqueceu totalmente os bolinhos.</p>
<p>Em pouco tempo, a mulher retornou. Encontrou a cabana cheia de fumaça e os bolinhos torrados. E lá estava Alfredo sentado junto ao forno, olhando para o fogo. Sequer notara que os bolinhos estavam queimando.</p>
<p>— Ora, mas que homem preguiçoso e desleixado tu és! &#8211; gritou ela — Olha só o que fizestes! Queres comer mas não queres fazer nada para merecê-lo! Agora ficaremos todos sem jantar! &#8211; Alfredo simplesmente deixou prender a cabeça, envergonhado.</p>
<p>Nesse momento exato, o lenhador chegou em casa. Mal passou pela porta, reconheceu o estranho sentado junto ao forno.</p>
<p>— Cala a boca! &#8211; disse para a mulher — Sabes com quem estás ralhando? Com nosso nobre monarca, o Rei Alfredo em pessoa.</p>
<p>A mulher apavorou-se. Correu para junto do rei e jogou-se de joelhos. Implorou que lhe perdoasse as palavras tão ásperas.</p>
<p>Mas o sábio Rei Alfredo mandou que se levantasse.</p>
<p>— Tinhas razão ao ralhar comigo &#8211; disse ele — Eu disse que cuidaria dos bolinhos, mas deixei-os queimar. Mereci tudo que dissestes. Qualquer um que aceite uma tarefa, seja ela grande ou pequena, deve desempenhá-la com atenção. Fracassei desta vez, mas isto não tornará a acontecer. Minhas atribuições de rei me aguardam.</p>
<p>A história não no diz se o Rei Alfredo comeu alguma coisa naquela noite. Mas poucos dias se passaram até que conseguisse organizar de novo seus homens, e em breve expulsou os dinamarqueses da Inglaterra.</p>
<p>&#8220;O Livro das Virtudes&#8221; &#8211; William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira</p>
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		<title>O pêlo do leão</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:08:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Numa aldeia nas montanhas da Etiópia, um rapaz e uma moça se apaixonaram e se casaram. Por algum tempo foram perfeitamente felizes, mas então os problemas chegaram à casa deles. Começaram a ver os erros um do outro nas pequenas coisas &#8211; ele a acusava de gastar muito no mercado, ela o acusava de estar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa aldeia nas montanhas da Etiópia, um rapaz e uma moça se apaixonaram e se casaram. Por algum tempo foram perfeitamente felizes, mas então os problemas chegaram à casa deles. Começaram a ver os erros um do outro nas pequenas coisas &#8211; ele a acusava de gastar muito no mercado, ela o acusava de estar sempre atrasado. Não se passava um dia sem uma discussão sobre dinheiro, sobre trabalho doméstico, sobre amigos. Às vezes ficavam tão bravos que gritavam, berravam impropérios e iam para a cama sem se falar, o que só piorava as coisas.</p>
<p>Depois de alguns meses ele achou que não agüentava mais aquilo e procurou um juiz velho e sábio para pedir o divórcio.</p>
<p>- Por quê? &#8211; perguntou ele. &#8211; Há menos de um ano que se casaram. Não ama seu marido?</p>
<p>- Sim, nós nos amamos, mas as coisas não vão nada bem.</p>
<p>- Como assim, não vão nada bem?</p>
<p>- Ah, brigamos muito, ele faz coisas que me irritam. Deixa roupas espalhadas pela casa toda, corta as unhas do pé na sala e deixa pelo chão, chega tarde em casa. Sempre que eu quero fazer alguma coisa, ele quer fazer outra. Não podemos viver juntos.</p>
<p>- Entendo &#8211; disse o velho juiz. &#8211; Talvez eu possa ajudar. Conheço um remédio mágico que vai fazer vocês se darem muito melhor. Se eu lhe der esse remédio, vai parar de pensar em divórcio?</p>
<p>- Claro! Gritou ela. &#8211; Qual é o remédio? Me dê!</p>
<p>- Calma &#8211; disse o juiz. &#8211; Para fazer o remédio preciso de um fio da cauda de um grande leão que vive perto do rio. Tem que trazer esse fio para mim.</p>
<p>- Mas como vou conseguir isso? &#8211; exclamou a mulher. &#8211; O leão vai me matar!</p>
<p>- Nisso não posso ajudar &#8211; disse o velho, abanando a cabeça. &#8211; Entendo muito de remédios, mas não entendo nada de leões. Você tem que descobrir um meio. Vai tentar?</p>
<p>A jovem esposa refletiu longamente. Amava muito o marido, e o remédio ia salvar seu casamento. Resolveu buscar o pêlo do leão.</p>
<p>Na manhã seguinte, foi ao rio e se escondeu atrás de uma pedra. Pouco tempo depois, o leão veio beber água. Quando viu as patas enormes, ela ficou tremendo de medo. O leão abriu a boca, mostrando os dentes afiados, e ela quase desmaiou. Então o leão deu um rugido e ela saiu correndo para casa.</p>
<p>Mas na manhã seguinte ela voltou ao rio, trazendo um saco de carne fresca. Deixou a carne no capim da margem, a duzentos metros do leão, e ficou escondida atrás da pedra enquanto ele comia.</p>
<p>No dia seguinte, voltou e pôs o pedaço de carne a cem metros do leão; no outro dia, pôs a carne a cinqüenta metros do leão e não se escondeu enquanto ele comia.</p>
<p>Assim a cada dia chegava mais perto do leão, até que um dia chegou tão perto que pôde atirar-lhe a carne na boca. No outro dia, o leão veio comer em sua mão. Tremia ao ver os dentes enormes rasgando a carne, mas tinha mais amor ao marido do que medo do leão. Muito lentamente, ela abaixou-se e arrancou um fio do pêlo da cauda da fera.</p>
<p>Voltou correndo ao juiz.</p>
<p>- Olhe! &#8211; gritou ela. &#8211; Trouxe um pêlo do leão!</p>
<p>O velho pegou o fio e examinou atentamente.</p>
<p>- Foi muita coragem sua &#8211; disse ele. &#8211; E precisou de muita paciência, não?</p>
<p>- Ah, sim &#8211; disse ela. &#8211; Agora me dê o remédio para salvar meu casamento!</p>
<p>O velho juiz abanou a cabeça.</p>
<p>- Não tenho mais nada a lhe dar.</p>
<p>- Mas o senhor prometeu! &#8211; exclamou a jovem esposa.</p>
<p>- Então não vê? &#8211; perguntou ele com carinho. &#8211; Já tem o remédio de que precisa. Você estava decidida a fazer o que fosse preciso, por mais que demorasse, para ter o remédio mágico para seus problemas. Mas mágica não existe. Só existe a sua determinação. Você e seu marido se amam. Se os dois tiverem a paciência, a determinação e a coragem que você demonstrou para trazer esse pêlo do leão, serão muito felizes. Pense nisso.</p>
<p>E a mulher voltou para casa, com novas resoluções.</p>
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		<title>O Pãozinho</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:07:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Há muitos anos, houve uma grande fome na Alemanha, e os pobres sofriam muito. Um homem rico, que amava crianças, chamou vinte delas e disse:
- Nesta cesta há um pão para cada um de vocês. Peguem e voltem todos os dias, até passar esta época de fome. Vou lhes dar um pão por dia.
As [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Há muitos anos, houve uma grande fome na Alemanha, e os pobres sofriam muito. Um homem rico, que amava crianças, chamou vinte delas e disse:</p>
<p>- Nesta cesta há um pão para cada um de vocês. Peguem e voltem todos os dias, até passar esta época de fome. Vou lhes dar um pão por dia.</p>
<p>As crianças estavam esfomeadas. Partiram para cima da cesta e brigaram pelos maiores pães. Nem se lembraram de agradecer ao homem que tivera tanta bondade com elas. Após alguns minutos de briga e avanço nos pães, todos foram embora correndo, cada um com seu pão, exceto uma menininha chamada Gretchen. Ela ficou lá sozinha, a pequena distância do homem. Então, sorrindo, ela pegou o último pão, o menor de todos, e agradeceu de coração.</p>
<p>No dia seguinte, as crianças voltaram e se comportaram pior do que nunca. Gretchen, que não entrava nos empurrões, ficou só com um pãozinho bem fininho, nem metade do tamanho dos outros. Porém quando chegou em casa e a mãe foi cortar o pãozinho, caíram de dentro dele seis moedas bem brilhantes de prata.</p>
<p>- Oh, Gretchen! &#8211; exclamou a mãe. &#8211; Deve haver algum engano. Esse dinheiro não nos pertence. Corra o mais rápido que puder e devolva-o ao cavalheiro!</p>
<p>E Gretchen correu para devolver, mas, quando deu o recado da mãe, o senhor lhe disse:</p>
<p>- Não foi engano nenhum. Eu mandei cozinhar as moedas no menor dos pães, para recompensar você. Lembre-se de que as pessoas que preferem se contentar com o menor pedaço, em vez de brigar pelo maior, vão encontrar muitas bênçãos bem maiores do que dinheiro dentro da comida.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral<br />
William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira </p>
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		<title>O Monge e os Dois Turistas</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:07:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No alto do planalto do Tibete, um turista encontra um monge Zen e pergunta-lhe: &#8220;Diga-me como é a cidade de onde você vem?&#8221;
O monge responde:
&#8220;Como era aquela que você acabou de deixar?&#8221;
&#8220;Ts&#8217;ien-fo-tang?&#8230;Muitos vestígios belos do passado, mas com pessoas sujas, feias, pouco hospitaleiras e malcheirosas.&#8221;
&#8220;Muito bem! se você está indo para Touen-Houang, infelizmente acho que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No alto do planalto do Tibete, um turista encontra um monge Zen e pergunta-lhe: &#8220;Diga-me como é a cidade de onde você vem?&#8221;</p>
<p>O monge responde:</p>
<p>&#8220;Como era aquela que você acabou de deixar?&#8221;</p>
<p>&#8220;Ts&#8217;ien-fo-tang?&#8230;Muitos vestígios belos do passado, mas com pessoas sujas, feias, pouco hospitaleiras e malcheirosas.&#8221;</p>
<p>&#8220;Muito bem! se você está indo para Touen-Houang, infelizmente acho que você também vai encontrar pessoas sujas, malcheirosas e pouco hospitaleiras e que fedem a cinquenta metros de distância.&#8221;</p>
<p>Ao chegar perto de Ts&#8217;ien-fo-Tang o monge encontra no caminho outro turista que lhe faz a seguinte pergunta:</p>
<p>&#8220;O senhor, tão sábio e culto, deve conhecer a cidade de Touen-Houang?&#8221;</p>
<p>&#8220;É a cidade de onde eu venho&#8221;, respondeu o monge.</p>
<p>&#8221; E como são as pessoas de lá?&#8221;</p>
<p>&#8220;Como são aquelas da cidade que você acaba de sair?&#8221;, pergunta o monge.</p>
<p>&#8220;Maravilhosas, muito delicadas&#8230;Foi dificil sair da cidade para continuar a minha viagem.&#8221;</p>
<p>&#8220;Ah! Aqueles da próxima cidade de Touen-Houang vão parecer ainda mais maravilhosos. Boa viagem e que Deus o acompanhe para todo o sempre!&#8221;, respondeu o monge.</p>
<p>Do livro: Aprenda a Liderar com a Programação Neurolingüística &#8211; Pierre Longin -Qualitymark Editora</p>
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		<title>O Mandarim e o Alfaiate</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:06:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dia um homem recebeu a notícia de que acabara de ser nomeado mandarim.
Ficou tão eufórico que quase não se conteve.
- Serei um grande homem agora &#8211; disse a um amigo. &#8211; Preciso de roupas novas imediatamente, roupas que façam jus à minha nova posição na vida.
- Conheço o alfaiate perfeito para você &#8211; replicou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia um homem recebeu a notícia de que acabara de ser nomeado mandarim.</p>
<p>Ficou tão eufórico que quase não se conteve.</p>
<p>- Serei um grande homem agora &#8211; disse a um amigo. &#8211; Preciso de roupas novas imediatamente, roupas que façam jus à minha nova posição na vida.</p>
<p>- Conheço o alfaiate perfeito para você &#8211; replicou o amigo. &#8211; É um velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito. Vou lhe dar o endereço.</p>
<p>E o novo mandarim foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou suas medidas. Depois de guardar a fita métrica, o homem disse:</p>
<p>- Há mais uma informação que preciso Ter. Há quanto tempo o senhor é mandarim?<br />
mandarim</p>
<p>- Ora, o que isso tem a ver com a medida do meu manto? ¾ perguntou o cliente surpreso.</p>
<p>- Não posso fazê-lo sem obter essa informação, senhor. É que mandarim recém-nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito. Assim sendo, tenho que fazer a parte da frente maior que a parte de trás. Anos mais tarde, quando está ocupado com seu trabalho e os transtornos advindos da experiência o tornam sensato, e ele olha adiante para ver o que vem em sua direção e o que precisa ser feito a seguir, aí então eu costuro o manto de modo que a parte da frente e a de trás tenham o mesmo comprimento.</p>
<p>E mais tarde, depois que seu corpo está curvado pela idade e pelos anos de trabalho cansativo, sem mencionar a humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço o manto de forma que as costas fiquem mais longas que a frente.</p>
<p>&#8220;Portanto, tenho que saber há quanto tempo o senhor está no cargo para que a roupa lhe assente apropriadamente.&#8221;</p>
<p>O novo mandarim saiu da loja pensando menos no manto e mais no motivo que levara seu amigo a mandá-lo procurar exatamente aquele alfaiate.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O Compasso Moral (pág. 650/651)</p>
<p>William J. Bennett</p>
<p>Editora Nova Fronteira</p>
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		<title>O Leão e os Três Touros</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:05:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Três touros pastavam juntos e tranqüilos desde longa data.
Um leão, escondido no mato, os espreitava na esperança de fazer deles seu jantar, mas estava receoso de atacá-los enquanto estivessem juntos.
Finalmente, quando por meio de ardilosos e traiçoeiros discursos ele conseguiu separá-los, e tão logo eles pastavam sozinhos, atacou-os sem medo, e, devorou-os um após o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Três touros pastavam juntos e tranqüilos desde longa data.</p>
<p>Um leão, escondido no mato, os espreitava na esperança de fazer deles seu jantar, mas estava receoso de atacá-los enquanto estivessem juntos.</p>
<p>Finalmente, quando por meio de ardilosos e traiçoeiros discursos ele conseguiu separá-los, e tão logo eles pastavam sozinhos, atacou-os sem medo, e, devorou-os um após o outro à sua própria vontade.</p>
<p>União é força</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Woo Sing e o Espelho</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:04:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dia, o pai de Woo Sing chegou em casa com um espelho trazido da cidade grande.
Woo Sing nunca vira um espelho na vida. Dependuraram-no na sala enquanto ele estava brincando lá fora; quando voltou, não compreendeu o que era aquilo, pensando estar na presença de outro menino.
Ficou muito alegre, achando que o menino viera [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia, o pai de Woo Sing chegou em casa com um espelho trazido da cidade grande.</p>
<p>Woo Sing nunca vira um espelho na vida. Dependuraram-no na sala enquanto ele estava brincando lá fora; quando voltou, não compreendeu o que era aquilo, pensando estar na presença de outro menino.</p>
<p>Ficou muito alegre, achando que o menino viera brincar com ele.</p>
<p>Ele falou muito amigavelmente com o desconhecido, mas não teve resposta.</p>
<p>Riu e acenou para o menino no vidro, que fazia a mesma coisa, exatamente da mesma maneira.</p>
<p>Então, Woo Sing pensou: &#8220;Vou chegar mais perto. Pode ser que ele não esteja me escutando.&#8221; Mas quando começou a andar, o outro menino logo o imitou.</p>
<p>Woo Sing estacou e ficou pensando nesse estranho comportamento. E disse para si mesmo:</p>
<p>&#8220;Esse menino está zombando de mim; faz tudo o que eu faço!&#8221;</p>
<p>E quanto mais pensava, mais zangado ficava. E logo reparou que o menino estava zangado também.</p>
<p>Isso acabou de exasperar Woo Sing! Deu um tapa no menino, mas só conseguiu machucar a mão, e foi chorando até seu pai. Este lhe disse:</p>
<p>- O menino que você viu era a sua própria imagem. Isso deve ensinar você uma importante lição, meu filho. Tente não perder a cabeça com as outras pessoas. Você bateu no menino no vidro e só conseguiu machucar a si mesmo.</p>
<p>&#8220;E lembre-se: na vida real, quando você agride sem motivo, o mais magoado é você mesmo.&#8221;</p>
<p>Extraído de: O Livro das Virtudes II &#8211; O Compasso Moral.</p>
<p>William J. Bennet &#8211; Editora Nova Fronteira.</p>
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		<title>Um som por um perfume</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:03:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um pobre viajante parou ao meio-dia para descansar à sombra de uma frondosa árvore. Ele viera de muito longe e sobrara apenas um pedaço de pão para almoçar. Do outro lado da estrada, havia um quiosque com tentadores pastéis e bolos; o viajante se deliciava sentindo as fragrâncias que flutuavam pelo ar, enquanto mascava seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pobre viajante parou ao meio-dia para descansar à sombra de uma frondosa árvore. Ele viera de muito longe e sobrara apenas um pedaço de pão para almoçar. Do outro lado da estrada, havia um quiosque com tentadores pastéis e bolos; o viajante se deliciava sentindo as fragrâncias que flutuavam pelo ar, enquanto mascava seu pedacinho de pão dormido.</p>
<p>Ao se levantar para seguir caminho, o padeiro subitamente saiu correndo do quiosque, atravessou a estrada e agarrou-o pelo colarinho.</p>
<p>- Espere aí! &#8211; gritou o padeiro. &#8211; Você tem que pagar pelos bolos!</p>
<p>- Que é isso? &#8211; protestou o espantado viajante. &#8211; Eu nem encostei nos seus bolos!</p>
<p>- Seu ladrão! &#8211; berrava o padeiro. &#8211; É perfeitamente óbvio que você aproveitou seu próprio pão dormido bem melhor, só sentindo os cheirinhos deliciosos da minha padaria. Você não sai daqui enquanto não me pagar pelo que levou. Eu não trabalho à toa não, camarada!</p>
<p>Uma multidão se juntou e instou para que levasse o caso ao juiz local, um velho muito sábio. O juiz ouviu os argumentos, pensou bastante e depois ditou a sentença.</p>
<p>- Você está certo &#8211; disse ao padeiro. &#8211; Este viajante saboreou os frutos do seu trabalho. E julgo que o perfume dos seus bolos vale três moedas de ouro.</p>
<p>- Isso é um absurdo! Objetou o viajante. &#8211; Além disso, gastei meu dinheiro todo na viagem. Não tenho mais nem um centavo.</p>
<p>- Ah&#8230; &#8211; disse o juiz. &#8211; Neste caso, vou ajudá-lo.</p>
<p>Tirou três moedas de ouro do próprio bolso, e o padeiro logo avançou para pegar.</p>
<p>- Ainda não &#8211; disse o juiz. &#8211; Você diz que esse viajante meramente sentiu o cheiro dos seus bolos, não é?</p>
<p>- É isso mesmo &#8211; respondeu o padeiro.</p>
<p>- Mas ele não engoliu nem um pedacinho?</p>
<p>- Já lhe disse que não.</p>
<p>- Nem provou nem um pastel?</p>
<p>- Não!</p>
<p>- Nem encostou nas tortas?</p>
<p>- Não!</p>
<p>- Então, já que ele consumiu apenas o perfume, você será pago apenas com som. Abra os ouvidos para receber o que você merece.</p>
<p>O sábio juiz jogou as moedas de uma mão para outra, fazendo-as retinir bem perto das gananciosas orelhas do padeiro.</p>
<p>- Se ao menos você tivesse a bondade de ajudar esse pobre homem em viagem &#8211; disse o juiz -, você até ganharia recompensas em ouro, no Céu. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Remédio Infalível</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:02:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um vendedor ambulante percorria os povoados oferecendo remédio contra coice de burro. Instalou-se numa pracinha, junto à capela, e começou a gritar com aquela habilidade própria dos charlatões:
- Alô, pessoal! Ouvi contar que aqui há muito burro chucro. É só agente passar perto e já vem o coice. Mas tenho aqui um remédio infalível. Querem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um vendedor ambulante percorria os povoados oferecendo remédio contra coice de burro. Instalou-se numa pracinha, junto à capela, e começou a gritar com aquela habilidade própria dos charlatões:</p>
<p>- Alô, pessoal! Ouvi contar que aqui há muito burro chucro. É só agente passar perto e já vem o coice. Mas tenho aqui um remédio infalível. Querem experimentar?&#8230;</p>
<p>Os curiosos se juntavam. Então ele mostrava um pacotinho bem fechado, dizendo:</p>
<p>- Cada pacotinho desses contém o remédio. Cura quem levou o coice e previne contra coices futuros. O pacotinho custa apenas &#8230; E dava o preço de um, de dois, de três pacotes, sempre com o desconto de praxe. Mas, cuidado, perde o efeito.</p>
<p>Muitos roceiros compraram o tal remédio. Chegando às suas casas, abriram curiosamente o embrulho e encontraram dentro três metros de barbante e o conselho por escrito:</p>
<p>&#8220;Para evitar coice de burro, basta ficar longe do animal numa distância correspondente ao comprimento deste barbante.&#8221; Desapontados e lubridiados, foram atrás do vendedor para lhe aplicar uma boa surra. Mas o espertalhão já havia sumido da praça.</p>
<p>Clóvis Bovo</p>
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		<title>Picasso e a Foto</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:01:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dia, o marido de uma mulher cujo retrato estava sendo pintado por Picasso foi ao ateliê do grande mestre. Picasso mostrou-lhe o quadro quase terminado e perguntou:
“O que acha ?!
“Bem”, respondeu o marido um pouco constrangido, “não está muito parecido com a
minha mulher&#8230;”
“Ah ! disse o mestre, e com quem o senhor acha que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia, o marido de uma mulher cujo retrato estava sendo pintado por Picasso foi ao ateliê do grande mestre. Picasso mostrou-lhe o quadro quase terminado e perguntou:<br />
“O que acha ?!</p>
<p>“Bem”, respondeu o marido um pouco constrangido, “não está muito parecido com a</p>
<p>minha mulher&#8230;”<br />
“Ah ! disse o mestre, e com quem o senhor acha que ela se parece ?”</p>
<p>O marido se enche de coragem, tira uma fotografia de identidade da carteira e diz:<br />
“Com essa foto aqui!”</p>
<p>Picasso olha cuidadosamente a foto em preto-e-branco e diz:<br />
“Hum&#8230; Ela é bem pequenininha e bastante desbotada, não acha ?&#8221;</p>
<p>Do livro: “Aprenda a Liderar com a Programação Neurolingüística”<br />
Pierre Longin &#8211; Qualitymark</p>
<p>Publicado no INFORMATIVO &#8220;O GOLFINHO&#8221; &#8211; Agosto 98 &#8211; no. 43</p>
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		<title>O vendedor de balões</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:01:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro.
Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.</p>
<p>Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.</p>
<p>Havia ali perto um menino negro.</p>
<p>Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.</p>
<p>Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.</p>
<p>Todos foram subindo até sumirem de vista.</p>
<p>O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas&#8230;</p>
<p>       Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto. Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:</p>
<p>       &#8211; Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?</p>
<p>       O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:</p>
<p>       &#8211; Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.</p>
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		<title>O Preço de uma Semente</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 16:00:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um marido não queria mais viver com a mulher e resolveu se divorciar. Mas o casal tinha um filho recém-nascido, e tanto o pai quanto a mãe queriam ficar com o bebê. Foram consultar o juiz e a mulher argumentou:
- Carreguei a criança no ventre nove meses. Amamentei-o em meu seio, cantei para ele dormir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um marido não queria mais viver com a mulher e resolveu se divorciar. Mas o casal tinha um filho recém-nascido, e tanto o pai quanto a mãe queriam ficar com o bebê. Foram consultar o juiz e a mulher argumentou:</p>
<p>- Carreguei a criança no ventre nove meses. Amamentei-o em meu seio, cantei para ele dormir no meu colo embalei-o todas as noites. Consolei-o quando chorava, cuidei dele quando adoecia. Estou com ele dia e noite e o amo mais que a vida. Deixe-me ficar com ele.</p>
<p>Então foi a vez do homem:</p>
<p>- Dei a semente que fez a criança. Portanto, o filho é meu e devo ficar com ele.</p>
<p>O juiz olhou para o homem e falou:</p>
<p>- Então você deu a semente?</p>
<p>- Isso mesmo! &#8211; respondeu ele com orgulho. &#8211; Só precisou de uma semente.</p>
<p>- Entendo &#8211; disse o juiz. &#8211; Então o pai dá a semente, a mãe carrega e alimenta a criança. Sendo assim, acho que posso dar uma decisão ao caso. Mas primeiro precisamos pesar umas coisas.</p>
<p>Mandou trazer uma balança e pesou a criança.</p>
<p>- O menino pesa quatro quilos e meio &#8211; disse o juiz ao pai. &#8211; Se contribuiu com apenas uma semente, pode-se concluir que a mãe deu quatro quilos e meio menos o peso de uma semente. Se quer ficar com a criança, tem que pagar a sua mulher o valor de quatro quilos e meio de comida.</p>
<p>O homem olhou para o juiz como se estivesse na presença de um louco varrido.</p>
<p>- Espere, não acabei &#8211; continuou o juiz. &#8211; Vamos consultar um carregador de bagagem.</p>
<p>Mandou chamar um carregador e perguntou:</p>
<p>- Quanto cobra para levar uma carga?</p>
<p>- Uma moeda por dia por cada quilo de peso ¾ respondeu ele.</p>
<p>- Muito bem &#8211; disse o juiz. &#8211; Vamos calcular que essa mulher tenha carregado meio quilo no primeiro mês de gravidez, terminando com quatro quilos e meio no nono mês. Portanto, calculando uma moeda por quilo a cada dia durante nove meses, ela tem direito a mil e quatrocentas moedas. O marido deve pagar a ela mil e quatrocentas moedas por levar a carga para ele.</p>
<p>O homem esbugalhou os olhos.</p>
<p>- Mais uma coisa &#8211; disse ainda o juiz. &#8211; Se custou tudo isso para trazer a criança ao mundo, pense quanto vai custar para criá-la.</p>
<p>O homem ficou em silêncio, começando a entender.</p>
<p>- Agora entendo, senhor juiz ¾ disse por fim. &#8211; Preciso é dividir a carga com minha mulher para equilibrar a balança.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral<br />
William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira </p>
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		<title>Valorizando a Vida</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:59:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Conta a lenda que um rico mandarim chinês encheu-se de tédio pela sua vida fautosa e pelo seu poder sem limites. Nada mais despertava seu interesse, não sentia prazer por coisa alguma. Seus desejos, mal eram formulados e já estavam realizados. Tinha perdido sua ligação com a vida e não havia nele a vontade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Conta a lenda que um rico mandarim chinês encheu-se de tédio pela sua vida fautosa e pelo seu poder sem limites. Nada mais despertava seu interesse, não sentia prazer por coisa alguma. Seus desejos, mal eram formulados e já estavam realizados. Tinha perdido sua ligação com a vida e não havia nele a vontade de viver. Percebeu a insensatez e a inutilidade de sua existência e temeu ficar louco.</p>
<p>Para acabar com o sofrimento, o rico mandarim ordenou ao seu barbeiro que, num dia qualquer, sem nenhum aviso, ao fazer-lhe a barba, cortasse-lhe a garganta. Era uma ordem e tinha que ser obedecida.</p>
<p>Nos primeiros dias, o mandarim se fez barbear com toda tranqüilidade, pois não esperava que a ordem fosse cumprida de imediato, mas, à medida que o tempo avançava, começou a se perguntar se o dia seria amanhã.</p>
<p>O entendido mandarim passou então a viver cada dia como se fosse o último, e livre da &#8220;obrigação de viver&#8221;, o rico mandarim se pode permitir ver como era lindo o amanhecer, como eram diferentes os tons de verde dos seus campos, como era alegre o canto dos pássaros e como eram belas as suas cores, como eram imponentes e cheios de força os rios que cortavam suas propriedades. Viu também toda a beleza de uma tormenta, numa exibição gratuita de energia e violência. Viu também que tinha um corpo e se deu conta de que, só tendo um corpo capaz de sentir, podia viver a beleza da vida. Por tudo isso valia a pena viver!</p>
<p>Agora o barbear era uma agonia e, embora tivesse dado uma contra-ordem ao barbeiro, mandou decapitá-lo, por via das dúvidas. </p>
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		<title>Sobre a Coragem de Experimentar</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:58:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um rei submeteu sua corte à prova para preencher um cargo importante. Um grande número de homens poderosos e sábios reuniu-se ao redor do monarca.
&#8220;Ó vós, sábios&#8221;, disse o rei, &#8220;eu tenho um problema e quero ver qual de vós tem condições de resolvê-lo.&#8221;
Ele conduziu os homens a uma porta enorme, maior do que qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um rei submeteu sua corte à prova para preencher um cargo importante. Um grande número de homens poderosos e sábios reuniu-se ao redor do monarca.</p>
<p>&#8220;Ó vós, sábios&#8221;, disse o rei, &#8220;eu tenho um problema e quero ver qual de vós tem condições de resolvê-lo.&#8221;</p>
<p>Ele conduziu os homens a uma porta enorme, maior do que qualquer outra por eles já vista.</p>
<p>O rei esclareceu:<br />
&#8220;Aqui vedes a maior e mais pesada porta de meu reino. Quem dentre vós pode abri-la?</p>
<p>&#8220;Alguns dos cortesãos simplesmente balançaram a cabeça. Outros, contados entre os sábios, olharam a porta mais de perto, mas reconheceram não ter capacidade de fazê-lo.</p>
<p>Tendo escutado o parecer dos sábios, o restante da corte concordou que o problema era difícil demais para ser resolvido. Somente um único vizir aproximou-se da porta.</p>
<p>Ele examinou-a com os olhos e os dedos, tentou movê-la de muitas maneiras e, finalmente, puxou-a com força. E a porta abriu-se.</p>
<p>Ela tinha estado apenas encostada, não completamente fechada, e as únicas coisas necessárias para abri-la eram a disposição de reconhecer tal fato e a coragem de agir com audácia.</p>
<p>O rei disse: &#8220;Tu receberás a posição na corte, pois não confias apenas naquilo que vês ou ouves; tu colocas em ação tuas próprias faculdades e arriscas experimentar.&#8221;</p>
<p>Extraído de: O Mercador e o Papagaio<br />
Histórias orientais como ferramentas em psicoterapia<br />
Nossrat Peseschkian &#8211; Papirus Editora </p>
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		<title>Questão de Fé !!</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:57:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios.
Ele resolveu depois de muitos anos de preparação escalar o Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade.
Ele começou a subir e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios.</p>
<p>Ele resolveu depois de muitos anos de preparação escalar o Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade.</p>
<p>Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preparado para acampar e resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.</p>
<p>Subindo por uma &#8220;parede&#8221; a apenas 100m do topo ele escorregou e caiu&#8230;.. caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade.</p>
<p>Ele continuava caindo&#8230; e nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida&#8230; De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade&#8230; Shack! Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.</p>
<p>Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar:</p>
<p>- Ó MEU DEUS ME AJUDE !!</p>
<p>De repente uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu:</p>
<p>- QUE VOCÊ QUER DE MIM MEU FILHO?</p>
<p>- Me salve meu Deus por favor!!</p>
<p>- VOCÊ REALMENTE ACREDITA QUE EU POSSA TE SALVAR?</p>
<p>- Eu tenho certeza meu Deus.</p>
<p>- ENTÃO CORTE A CORDA QUE TE MANTÉM PENDURADO&#8230;</p>
<p>Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria&#8230;</p>
<p>Conta o pessoal de resgate que no outro dia encontraram um alpinista congelado, morto, agarrado com força com as suas duas mãos a uma corda A TÃO SOMENTE DOIS METROS DO CHÃO&#8230; Você teria tamanha fé???? Ou se juntaria ao alpinista????</p>
<p>Envida por: Vânia Lúcia Slaviero / Curitiba<br />
e-mail: vania@ipnet.com.br </p>
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		<title>Os perigos de andar sem rumo certo</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:57:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Certa vez um Cavalo-Marinho pegou suas economias e saiu em busca de fortuna. Não havia andado muito, quando encontrou uma Águia, que lhe disse:
- &#8220;Bom amigo. Para onde vais?&#8221;
- &#8220;Vou em busca de fortuna&#8221;, respondeu o Cavalo-Marinho, com muito orgulho.
- &#8220;Estás com sorte&#8221;, disse a Águia. &#8220;Pela metade do seu dinheiro, deixo que leve esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa vez um Cavalo-Marinho pegou suas economias e saiu em busca de fortuna. Não havia andado muito, quando encontrou uma Águia, que lhe disse:</p>
<p>- &#8220;Bom amigo. Para onde vais?&#8221;</p>
<p>- &#8220;Vou em busca de fortuna&#8221;, respondeu o Cavalo-Marinho, com muito orgulho.</p>
<p>- &#8220;Estás com sorte&#8221;, disse a Águia. &#8220;Pela metade do seu dinheiro, deixo que leve esta asa, para que possas chegar mais rápido&#8221;.</p>
<p>- &#8220;Que bom!&#8221;, disse o Cavalo-Marinho. Pagou-lhe, colocou a asa e saiu como um raio. Logo encontrou uma Esponja, que lhe disse:</p>
<p>- &#8220;Bom amigo. Para onde vais com tanta pressa?&#8221;</p>
<p>- &#8220;Vou em busca de fortuna&#8221; respondeu o Cavalo-Marinho.</p>
<p>- &#8220;Estás com sorte&#8221;, disse a Esponja. &#8220;Vendo-lhe este meu propulsor por muito pouco dinheiro, para que chegues mais rápido&#8221;.</p>
<p>Foi assim que o Cavalo-Marinho pagou o resto de seu dinheiro pelo propulsor e sulcou os mares com velocidade quintuplicada. De repente, encontrou um Tubarão, que lhe disse:</p>
<p>- &#8220;Para onde vais, meu bom amigo?&#8221;</p>
<p>- &#8220;Vou em busca de fortuna&#8221;, respondeu o Cavalo-Marinho.</p>
<p>- &#8220;Estás com sorte. Se tomares este atalho&#8221;, disse o Tubarão, apontando para sua imensa boca, &#8220;ganharás muito tempo&#8221;.</p>
<p>- &#8220;Está bem, eu lhe agradeço muito&#8221;, disse o Cavalo-Marinho, e se lançou ao interior do Tubarão, sendo devorado.</p>
<p>Autor Desconhecido</p>
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		<title>O Veado Doente</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:56:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um veado doente repousava quieto em um pequeno pedaço de pasto.
Seus companheiros vieram então em grande número para saber de sua saúde, e cada um deles servia-se a vontade da escassa comida daquele reduzido pasto, que lá estava para seu próprio sustento; assim ele morreu, não da doença, mas por falta de alimento.
Más companhias sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um veado doente repousava quieto em um pequeno pedaço de pasto.</p>
<p>Seus companheiros vieram então em grande número para saber de sua saúde, e cada um deles servia-se a vontade da escassa comida daquele reduzido pasto, que lá estava para seu próprio sustento; assim ele morreu, não da doença, mas por falta de alimento.</p>
<p>Más companhias sempre trazem mais infortúnios que alegrias. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Perigo dos Pressupostos</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:55:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[pressupostos]]></category>
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		<description><![CDATA[Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou que ele viesse acompanhado por um cão. Cão forte, saltitante e com um ar agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, efusivamente.
- &#8220;Quanto tempo!&#8221;
- &#8220;Quanto Tempo&#8221; ecoou o outro.
O cão aproveitou a saudação e entrou casa adentro, logo um barulho na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou que ele viesse acompanhado por um cão. Cão forte, saltitante e com um ar agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, efusivamente.</p>
<p>- &#8220;Quanto tempo!&#8221;</p>
<p>- &#8220;Quanto Tempo&#8221; ecoou o outro.</p>
<p>O cão aproveitou a saudação e entrou casa adentro, logo um barulho na cozinha demonstrava que ele tinha virado qualquer coisa. O dono da casa encompridou as orelhas. O amigo visitante, porém nada.</p>
<p>- &#8220;A última vez que nos vimos foi em &#8230;&#8221;</p>
<p>O cão passou pela sala, entrou no quarto e novo barulho, desta vez de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo do dono da casa, mas perfeita indiferença do visitante.</p>
<p>- &#8220;Quem morreu foi o &#8230; você se lembra dele?&#8221;</p>
<p>O cão saltou sobre um móvel, derrubou um abajur, logo trepou as patas sujas no sofá e deixou a marca digital e indelével de seu crime. Os dois amigos, tensos, agora fingiram não perceber.</p>
<p>Por fim, o visitante se despediu e já ia saindo quando o dono da casa perguntou:</p>
<p>- &#8220;Não vai levar seu cão?&#8221;</p>
<p>- &#8220;Cão? Ah, cão! Oh, agora estou entendendo. Não é meu não. Quando eu entrei ele entrou comigo tão naturalmente que pensei que fosse seu&#8221;.</p>
<p>Circulando na Internet livremente</p>
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		<title>O Peito do Pintarrocho</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:55:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[parabolas]]></category>
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		<description><![CDATA[Lenda indígena americana narrada por Flora Cooke
Há muitos e muitos anos, numa região muito fria do extremo Norte, existia apenas um fogo. Um caçador e seu filho tomavam conta de uma fogueira, mantendo-a acesa dia e noite. Sabiam que, se o fogo se apagasse, as pessoas morreriam congeladas e os ursos brancos tomariam conta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lenda indígena americana narrada por Flora Cooke</p>
<p>Há muitos e muitos anos, numa região muito fria do extremo Norte, existia apenas um fogo. Um caçador e seu filho tomavam conta de uma fogueira, mantendo-a acesa dia e noite. Sabiam que, se o fogo se apagasse, as pessoas morreriam congeladas e os ursos brancos tomariam conta de todas as terras no Norte.</p>
<p>Certo dia, o caçador ficou doente e o filho precisou fazer todo o trabalho sozinho. Durante muitos dias e muitas noites, ele caçou, cuidou do pai e manteve o fogo aceso.</p>
<p>O urso branco andava sempre por perto, olhando a fogueira. Queria apagá-la mas não se atrevia, pois tinha medo das flechas do caçador. Mas a cada dia o filho do caçador ficava mais cansado e sonolento, e o urso tomava coragem para se aproximar do fogo.</p>
<p>Uma noite o pobre rapaz estava tão cansado que não conseguiu manter os olhos abertos e pegou no sono. O urso veio correndo e pulou com os pés molhados de neve sobre as chamas. Rolou com os pêlos molhados sobre as brasas até elas se apagarem e voltou para a caverna onde morava, no meio das geleiras.</p>
<p>Mas um pequeno pintarroxo que voava ali por perto viu tudo o que o urso fizera. Ficou muito preocupado quando o fogo se apagou, mas era tão pequenino que não pôde fazer nada até o urso sumir de vista. Então deu um mergulho na cinza ainda quente e, com os olhinhos espertos, procurou até encontrar um carvão com um restinho de brasa. Abriu as asas e ficou pacientemente abanando o carvãozinho. Seu peito ficou vermelho como brasa, mas ele não parou de abanar as asas até que o carvão ficou rubro e uma chama surgiu entre as cinzas.</p>
<p>O pintarroxo voou então a todas as cabanas no Norte. Cada vez que ele tocava o chão, a terra ardia e surgia o fogo. Assim, em vez de um fogo só, a terra se iluminou com muitas fogueiras, e os povos do Sul ficavam intrigados com aquela luz avermelhada que viam no céu, para os lados do Norte.</p>
<p>Quando o urso viu as fogueiras, fugiu para as cavernas nas geleiras mais longínquas e rosnou a noite inteira. Era o fim da sua esperança de dominar as terras do Norte.</p>
<p>E até hoje os pais contam aos filhos como foi que o peito do pintarroxo ficou vermelho como brasa.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O Compasso Moral<br />
William J. Bennett<br />
Editora Nova Fronteira</p>
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		<title>O Mundo Vai se Acabar</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:54:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Liana estava em seu quarto sozinha, de madrugada, pensando nos seus problemas e inúmeras dúvidas, principalmente em relação ao futuro e ao seu próximo casamento com o namoradinho de infância.
De repente, ela viu surgir na sua frente uma linda mulher, envolta em um halo de luz dourada, como uma aparição angelical, que lhe disse:
- Liana, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liana estava em seu quarto sozinha, de madrugada, pensando nos seus problemas e inúmeras dúvidas, principalmente em relação ao futuro e ao seu próximo casamento com o namoradinho de infância.</p>
<p>De repente, ela viu surgir na sua frente uma linda mulher, envolta em um halo de luz dourada, como uma aparição angelical, que lhe disse:</p>
<p>- Liana, o mundo vai se acabar em 30 dias. Seja feliz! Você só tem 30 dias para isso. Adeus!</p>
<p>Dizendo isso a mulher dourada lhe entregou um papel onde estava escrito exatamente o que acabara de lhe dizer. E desapareceu.</p>
<p>Liana ficou muito intrigada e adormeceu, mais confusa do que já estava.</p>
<p>Na manhã seguinte, ao acordar, Liana pensou haver sonhado um sonho estranho e não deu muita importância, até o momento em que encontrou um papel escrito em letras douradas, na sua escrivaninha, contendo as frases da aparição noturna.</p>
<p>- Então foi verdade! &#8211; pensou.</p>
<p>Contou para todas as pessoas. E ninguém acreditou nela.</p>
<p>- Você deve ter sonhado com isso. E você mesma escreveu. O papel é igual ao do bloco que há em cima da sua escrivaninha. Imagine! O mundo se acabar em 30 dias! Essa é muito boa! &#8211; disse sua mãe.</p>
<p>As únicas pessoas que acreditaram nela foram suas amigas, desde os tempos de colégio, Terina e Elisia, também de 20 anos, como ela.</p>
<p>Fizeram, então, uma reunião para decidir o que fazer para serem felizes em 30 dias: &#8211; viajar, comprar roupas, objetos, carros; passear, divertir-se ao máximo em festas, boates, discotecas, teatros, cinemas; namorar, visitar amigos, parentes queridos, enfim, tudo que fosse possível para ser feliz.</p>
<p>Porém, como haveriam de fazer tudo isso, se não tinham dinheiro? Decidiram pedir emprestado aos pais, a amigos ou ao banco. Daí surgiu a questão sobre como pagar os empréstimos.</p>
<p>- Se o mundo vai se acabar em 30 dias, não precisaremos pagar! &#8211; concluiu Liana.</p>
<p>E foi o que fizeram. Arrumaram empréstimos em bancos e com os pais e trataram de se divertir o quanto podiam. Para começar, Liana desmarcou o casamento, sobre o qual não estava muito certa, pelo menos naquele momento da sua vida. Queria conhecer outras pessoas, outros rapazes, viajar, enfim, aproveitar o que lhe restava de vida.</p>
<p>As três amigas, para espanto de todos, mudaram todos os seus comportamentos e gostaram muito disso. Fizeram excelentes passeios, conheceram pessoas, novas amizades, novos namorados, viagens, compras, enfim, tudo o que tinham vontade, durante 29 dias.</p>
<p>Na noite do 29º dia decidiram permanecer juntas, pois no dia seguinte&#8230;</p>
<p>Passaram a noite observando qualquer acontecimento diferente, à espera do momento em que o mundo se acabaria.</p>
<p>O dia amanheceu e nada aconteceu. As horas transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e nada de estranho ocorreu.</p>
<p>Muito surpresas, viram chegar a noite do 30º dia, sem novidade. Ocorreu-lhes, então, a idéia de que poderia ter havido um engano.</p>
<p>- Vamos verificar o bilhete da mulher dourada &#8211; disse uma das três amigas.</p>
<p>E assim foi feito. De fato, a frase do bilhete não era de que o mundo iria se acabar em 30 dias, como Liana havia lido, transtornada pela emoção do momento, mas sim, em 300 dias.</p>
<p>Ficaram muito felizes ao constatar que ainda tinham mais 270 dias para se divertirem.</p>
<p>- Esperem! Acho que agora estamos com um problema! Já que o mundo não se acabou, teremos de pagar as contas! &#8211; disse Liana, assustada.</p>
<p>- É mesmo! O que faremos agora! &#8211; responderam as outras duas.</p>
<p>- Vamos pensar com calma e encontraremos uma solução.</p>
<p>Resolveram que cada uma deveria procurar trabalhar naquilo de que mais gostava de fazer e sabia fazer melhor.</p>
<p>Liana gostava de plantas. Terina tinha um talento bastante desenvolvido para vendas. Elisia gostava mesmo era de fazer doces.</p>
<p>Desenvolveram uma espécie de microempresa, nos fundos da casa de uma delas. Lá Liana começou a cultivar várias espécies de flores e a fazer desenhos sugerindo o uso delas. Planejava até aprender a desenvolver sofisticados projetos de jardinagem. Elisia fazia e confeitava bolos ornamentais que, com a prática, ficavam cada vez mais elaborados. Fazia também docinhos, bombons, tortas e pudins deliciosos. A tarefa de vender os produtos da empresa ficava por conta de Terina, que se saía muito bem nesse empreendimento, a tal ponto que quase não davam conta de atender a todas as encomendas.</p>
<p>Com muita dedicação, responsabilidade, confiança em si mesmas e na sua capacidade de trabalho, cada uma das três amigas, apenas dando vazão a seus respectivos talentos, conseguiu pagar, em poucos meses, todos os empréstimos que havia feito de terceiros.</p>
<p>Gostaram tanto dessa experiência que continuaram em atividade. Enquanto trabalhavam estavam se divertindo e seus negócios crescendo na mesma proporção de seu entusiasmo.</p>
<p>Até que, finalmente, chegou o 299º dia.</p>
<p>Elas até ficaram um pouco tristes, pois esses últimos dez meses haviam sido os melhores de suas vidas, tanto em diversões, descobertas de seu próprio potencial, encontros com suas capacidades, autoconfiança e muitos outros recursos que nem sequer imaginavam ter.</p>
<p>Reuniram-se novamente, como naquela noite do 29º dia, e aguardaram a chegada do fim do mundo. Conversaram muito. Fizeram um balanço e concluíram o quanto tinha sido proveitoso acreditarem em si mesmas. Agradeceram a Deus a oportunidade que tiveram de desenvolver todas suas potencialidades e talentos, os quais elas nem mesmo conheciam. Quando o mundo se acabasse, afinal elas podiam dizer que foram felizes e que viver, realmente, tinha valido a pena.</p>
<p>E, NO 300º DIA&#8230;</p>
<p>O mundo não se acabou!!!</p>
<p>Quem, na vida, se iludir com sonhos mirabolantes, planos fantasiosos ou qualquer tipo de ilusão, fatalmente será obrigado a pagar o devido preço pela sua ingenuidade ou pela sua irresponsabilidade.</p>
<p>Isto é apenas uma história, porém capaz de lembrar que, quando alguém se dispõe a assumir a responsabilidade pela própria qualidade de vida, tem a chance de se deparar com capacidades suas, até então desconhecidas.</p>
<p>Ao invés de esperar um empurrão da Vida, como aconteceu com as garotas, acredito que seja possível para qualquer pessoa começar, a partir de já, a entrar em contato com essas capacidades que certamente estão guardadas dentro de cada um, à espera de serem mostradas.</p>
<p>E para que haja alguma mudança na vida basta que se faça algo novo. Continuar com os mesmos comportamentos, só trará os mesmos resultados de sempre.</p>
<p>E você, o que faria se tivesse apenas 30 dias para ser feliz? E se fosse 300?</p>
<p>Maria Madalena O. Junqueira Leite<br />
Master Practitioner em PNL e-mail: mmjleite@uol.com.br</p>
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		<title>O Pastor e o Asno</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:53:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Um Pastor observava tranqüilo seu Asno pastando em uma verde pradaria.
De repente, ouviu ao longe os gritos do inimigo que se aproximava.
Ele rogou ao animal para que corresse com ele na garupa, o mais rápido que pudesse, a fim de que não fossem ambos capturados. O Asno com calma, falou:
- Por que eu deveria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um Pastor observava tranqüilo seu Asno pastando em uma verde pradaria.</p>
<p>De repente, ouviu ao longe os gritos do inimigo que se aproximava.</p>
<p>Ele rogou ao animal para que corresse com ele na garupa, o mais rápido que pudesse, a fim de que não fossem ambos capturados. O Asno com calma, falou:</p>
<p>- Por que eu deveria temer o inimigo? Você acha provável que o conquistador coloque em mim, além dos dois cestos de carga que carrego, outros dois?</p>
<p>- Não. &#8211; Respondeu o Pastor.</p>
<p>- Então &#8211; disse o animal &#8211; contanto que eu carregue os dois cestos que já possuo, que diferença faz a quem estou servindo?</p>
<p>Ao mudar o governante, para o pobre, nada muda além do nome do seu novo senhor.</p>
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		<title>O Morro</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:51:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ &#8211; Não consigo subir nesse morro &#8211; disse o menininho. &#8211; É impossível. O que vai me acontecer? Vou passar a vida inteira aqui no pé do morro. É terrível demais!
- Que pena! &#8211; disse a irmã. &#8211; Mas olhe, maninho! Descobri uma brincadeira ótima! Dê um passo e veja se consegue deixar uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> &#8211; Não consigo subir nesse morro &#8211; disse o menininho. &#8211; É impossível. O que vai me acontecer? Vou passar a vida inteira aqui no pé do morro. É terrível demais!</p>
<p>- Que pena! &#8211; disse a irmã. &#8211; Mas olhe, maninho! Descobri uma brincadeira ótima! Dê um passo e veja se consegue deixar uma pegada bem nítida na terra. Olhe só para a minha! Agora, você veja se consegue fazer uma tão boa assim!</p>
<p>O menininho deu um passo:</p>
<p>- A minha está igual!</p>
<p>-Você acha? &#8211; disse a irmã. &#8211; Olhe a minha, de novo, aqui! Eu faço mais forte que você, porque sou mais pesada e por isso a pegada fica mais funda. Tente de novo.</p>
<p>-Agora a minha está tão funda quanto a sua! &#8211; gritou o menininho. &#8211; Olhe! Esta, esta e esta, estão o mais fundas possível!</p>
<p>-É, está muito bom mesmo &#8211; disse a irmã &#8211; , mas agora é minha vez, deixe eu tentar de novo e vamos ver!</p>
<p>Eles continuaram, passo a passo, comparando as pegadas e rindo da nuvem de poeira cinzenta que lhes subia por entre os dedos descalços.</p>
<p>Dali a pouco, o menininho olhou para cima.</p>
<p>-Ei &#8211; disse ele &#8211; , nós estamos no alto do morro!</p>
<p>-Nossa! &#8211; disse a irmã. &#8211; Estamos mesmo.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral<br />
William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira </p>
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		<title>O lobo e a ovelha</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:50:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Um lobo, muito ferido por mordidas de cachorros, repousava doente e muito machucado em sua toca.
Como estava com fome, ele chamou uma ovelha, que ia passando por perto, e pediu-lhe para trazer um pouco da água de um regato que corria ao lado dela.
- Assim, &#8211; falou o lobo &#8211; se você me trouxer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um lobo, muito ferido por mordidas de cachorros, repousava doente e muito machucado em sua toca.</p>
<p>Como estava com fome, ele chamou uma ovelha, que ia passando por perto, e pediu-lhe para trazer um pouco da água de um regato que corria ao lado dela.</p>
<p>- Assim, &#8211; falou o lobo &#8211; se você me trouxer água, eu ficarei em condições de conseguir meu próprio alimento.</p>
<p>- Claro, &#8211; respondeu a ovelha &#8211; se eu levar água para você, você sem dúvida fará de mim uma provisão de comida também.</p>
<p>Palavras hipócritas são fáceis de reconhecer.</p>
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		<title>O Leão e o Rato</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:49:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Um Leão foi acordado por um Rato que passou correndo sobre seu rosto. Com um salto ágil ele o capturou e estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou: &#8220;Se o senhor poupasse minha vida, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.&#8221;
O Leão deu uma gargalhada de desprêzo e o soltou.
Aconteceu que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um Leão foi acordado por um Rato que passou correndo sobre seu rosto. Com um salto ágil ele o capturou e estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou: &#8220;Se o senhor poupasse minha vida, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.&#8221;</p>
<p>O Leão deu uma gargalhada de desprêzo e o soltou.</p>
<p>Aconteceu que pouco depois disso o Leão foi capturado por caçadores, que o amarraram com fortes cordas no chão.</p>
<p>O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou, roeu as cordas, e libertou-o dizendo: &#8220;O senhor achou ridícula a idéia de que eu seria capaz de ajudá-lo, nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor; mas agora sabe que é possivel mesmo a um Rato conceber um favor a um poderoso Leão.&#8221;</p>
<p>Pequenos amigos podem se revelar grandes aliados</p>
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		<title>O Menino e as Uvas</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:48:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dia a mãe mandou seu filho Nelsinho, de sete anos, comprar dois quilos de uvas no mercado. O homem pesou as uvas e entregou ao menino.
Após certa demora, o menino voltou satisfeito, e entregou as uvas para a mãe. Ao pegar o pacote, dona Lídia achou que estava muito leve, pesou e já telefonou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia a mãe mandou seu filho Nelsinho, de sete anos, comprar dois quilos de uvas no mercado. O homem pesou as uvas e entregou ao menino.</p>
<p>Após certa demora, o menino voltou satisfeito, e entregou as uvas para a mãe. Ao pegar o pacote, dona Lídia achou que estava muito leve, pesou e já telefonou para o mercado.</p>
<p>- Seu Manoel, o Nelsinho chegou com as uvas. Mas eu pedi dois quilos. Parece que o pacote não tem isso, não.</p>
<p>- A senhora pesou as Uvas?</p>
<p>- Sim, pesei na venda ao lado. Deu menos de dois quilos.</p>
<p>- Pode ser que minha balança não esteja certa. Antes, porém lhe dou uma sugestão. Não leve a mal: seria bom pesar o menino também, antes e depois de comprar as uvas.</p>
<p>Dona Lídia captou a mensagem: O quitandeiro podia ter passado a perna. Mas o menino também poderia ter comido as uvas no caminho.</p>
<p>Quando nossos filhos tem alguma questão com colegas ou professores, sempre achamos que só os outros estão errados&#8230;</p>
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		<title>O Lobo e a Garça</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:48:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Um Lobo, tendo se engasgado com um pedaço de osso, contratou uma Garça, por uma grande soma em dinheiro, para ela colocar a cabeça dentro da sua garganta e de lá retirar o osso.
Quando a Garça retirou o osso, e pediu o pagamento que tinham combinado, o Lobo, rangendo os dentes, exclamou:
- Ora, Ora! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um Lobo, tendo se engasgado com um pedaço de osso, contratou uma Garça, por uma grande soma em dinheiro, para ela colocar a cabeça dentro da sua garganta e de lá retirar o osso.</p>
<p>Quando a Garça retirou o osso, e pediu o pagamento que tinham combinado, o Lobo, rangendo os dentes, exclamou:</p>
<p>- Ora, Ora! Você já foi recompensada, ao ser permitido que sua cabeça saisse a salvo de dentro da boca e mandíbulas de um Lobo.</p>
<p>Ao servir a alguém de má índole, não espere recompensas, e agradeça se depois disso ele não o prejudicar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O ladrão veraz</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:47:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Certa ocasião, foi trazido à presença de um honorável homem sábio um jovem ladrão que havia sido apanhado no ato de roubar.
Porém, devido à sua pouca idade, não desejavam puni-lo tão severamente quanto a lei requeria.
O sábio deveria mostrar ao menino o caminho lúgubre e o trágico final de uma vida de roubo e, dessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa ocasião, foi trazido à presença de um honorável homem sábio um jovem ladrão que havia sido apanhado no ato de roubar.</p>
<p>Porém, devido à sua pouca idade, não desejavam puni-lo tão severamente quanto a lei requeria.</p>
<p>O sábio deveria mostrar ao menino o caminho lúgubre e o trágico final de uma vida de roubo e, dessa maneira, fazê-lo desistir daquela prática abominável.</p>
<p>Mas o sábio não disse uma palavra sequer a respeito de roubo.</p>
<p>Ele falou carinhosamente com o jovem e conquistou sua confiança.</p>
<p>A única exigência que fez foi que o rapaz prometesse sempre dizer a verdade.</p>
<p>Pensando que tinha realmente se safado com facilidade, o garoto imediatamente concordou com isso e foi para casa sentindo-se muito aliviado.</p>
<p>Porém, durante a noite, pensamentos a respeito de roubo vieram a ele como nuvens que obscurecem a lua.</p>
<p>Enquanto saía furtivamente por uma porta lateral da casa, entretanto, foi surpreendido por um pensamento:</p>
<p>&#8220;Que irei dizer caso alguém me pare na rua para perguntar que estou fazendo? Que direi amanhã? Se mantiver minha promessa de ser veraz, terei de confessar tudo e não poderei evitar o castigo que mereço.&#8221;</p>
<p>À medida que o rapaz procurava ser veraz, apesar de todos os seus hábitos, tornava-se cada vez mais difícil para ele roubar.</p>
<p>O desenvolvimento de sua veracidade criou espaço para sua honestidade e correção.</p>
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		<title>O Homem Que Não Queria Beber Só</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:46:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Alexandre, o Grande, conduzia seu exército de volta para casa depois da grande vitória contra Porus na Índia. A região que cruzavam no momento era árida e deserta, e os soldados sofriam terrivelmente de calor, fome e, mais que tudo, de sede. Os lábios rachavam-se e as gargantas ardiam por falta de água. Muitos estavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alexandre, o Grande, conduzia seu exército de volta para casa depois da grande vitória contra Porus na Índia. A região que cruzavam no momento era árida e deserta, e os soldados sofriam terrivelmente de calor, fome e, mais que tudo, de sede. Os lábios rachavam-se e as gargantas ardiam por falta de água. Muitos estavam prestes a se deixar cair no chão e desistir.</p>
<p>Um dia, por volta de meio-dia, o exército encontrou um destacamento de viajantes gregos. Vinham montados em mulas, e carregavam alguns recipientes com água. Um deles, vendo o rei quase sufocar de sede, encheu um elmo com água e ofereceu-lhe.</p>
<p>Alexandre pegou o elmo nas mãos e olhou em torno de si. Viu os rostos sofridos dos soldados, que ansiavam, tanto quanto ele, por algo refrescante.</p>
<p>- Pode levar &#8211; disse ele -, pois se eu beber sozinho o resto ficará desolado, e você não tem o suficiente para todos.</p>
<p>E devolveu a água sem tomar uma gota. Os soldados, aclamando seu rei, puseram-se de pé e pediram que o líder continuasse a conduzi-los adiante.</p>
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		<title>O Homem que Dizia a Verdade</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:46:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Narrativa de Filoxeno (436-380 a.C.), recontada por Grace H. Kupfer
Antigamente, reinava na cidade de Siracusa, na Sicília, um tirano cruel e vaidoso chamado Dionísio. Vivia cercado por uma corte de bajuladores, que não se atreviam a dizer senão elogios, embora o criticassem duramente pelas costas.
Uma das vaidades de Dionísio era se considerar poeta. Não perdia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Narrativa de Filoxeno (436-380 a.C.), recontada por Grace H. Kupfer</p>
<p>Antigamente, reinava na cidade de Siracusa, na Sicília, um tirano cruel e vaidoso chamado Dionísio. Vivia cercado por uma corte de bajuladores, que não se atreviam a dizer senão elogios, embora o criticassem duramente pelas costas.<br />
Uma das vaidades de Dionísio era se considerar poeta. Não perdia uma oportunidade de fazer versos. Reunia então os cortesãos e recitava suas últimas composições. Todos aplaudiam e expressavam admiração por seu gênio, louvavam a beleza da poesia e Dionísio ficava muito satisfeito.</p>
<p>O homem mais culto de Siracusa era um filósofo chamado Filoxeno. Dionísio já estava tão envaidecido pelos repetidos aplausos dos cortesãos que mandou chamar Filoxeno para que também ouvisse seus versos e louvasse seu talento de poeta.<br />
Filoxeno se apresentou, ouviu os versos, e Dionísio mal podia esperar as palavras de admiração e louvor à sua arte. Mas, para espanto de todos, o filósofo afirmou que os versos eram tão maus que não mereciam ser chamados de poesia, assim como o autor não merecia o nome de poeta. Dionísio ficou fora de si diante de tamanha franqueza. Chamou os guardas, ordenou que acorrentassem Filoxeno e o levassem ao calabouço, destinado aos piores criminosos.</p>
<p>Quando a notícia chegou aos ouvidos dos amigos de Filoxeno, eles ficaram indignados. Como o tempo passava e o filósofo continuava preso, enviaram a Dionísio uma carta pedindo a liberdade de Filoxeno.<br />
Talvez Dionísio temesse a ira de um bom número de súditos, ou talvez tivesse uma razão inteiramente diferente, como se verá. O fato é que Dionísio concordou em libertar o filósofo, com a condição de que viesse jantar com ele uma vez mais.<br />
Filoxeno foi. Ao fim do grande banquete, na presença de todos os cortesãos, o rei se levantou e leu os novos versos de sua lavra. Queria que o filósofo, que só dizia a verdade, os ouvisse, pois achava-os excepcionalmente bons. Os cortesãos aduladores tinham a mesma opinião, a julgar por seus gestos e elogios. Apenas Filoxeno continuava em silêncio, sem nada dizer, sem que a expressão do rosto traísse seu veredicto.<br />
Não era absolutamente o que Dionísio esperava. Controlou a impaciência tanto quanto pôde. Vendo que Filoxeno não se manifestava, o tirano dirigiu-se a ele com pretensa calma e, achando que ele não ousaria provocar novamente sua ira, disse:<br />
- Diga-me, Filoxeno, sua opinião sobre este meu novo poema.<br />
De fato, ninguém esperava a resposta que ele deu. Pois, dando as costas aos participantes do banquete, Filoxeno dirigiu-se aos guardas e disse, em tom de repugnância:</p>
<p>- Levem-me de volta ao calabouço!<br />
Era a maneira mais clara de externar sua opinião. Sabendo que a honestidade resultaria em punição, escolheu o método mais direto. Preferia voltar à cela por sua própria vontade.<br />
Os cortesãos ficaram horrorizados diante de tão óbvia declaração. Apavorados aguardaram a reação de Dionísio. Mas o tirano, embora um poço de vaidade, tinha algum senso de humor e certo respeito pela coragem moral. Deixando os cortesãos trêmulos de medo, voltou-se com um sorriso para o imperturbável Filoxeno e deu-lhe permissão para ir em paz.</p>
<p>O Livro das Virtudes &#8211; William J. Bennett &#8211; Editora Nova Fronteira (pág. 295/296)</p>
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		<title>O Homem que Comia Nabos no Jantar</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:45:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Na Roma antiga, vivia um cônsul chamado Manius Curius. Em tempos de guerra, era um general incomparável, e um grande estadista em períodos de paz. Mesmo assim, morava numa pequena cabana. Sua comida e suas roupas eram simples, seus pertences eram poucos, e suas necessidades eram mínimas.
Sua honra brilhava como uma das jóias mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Na Roma antiga, vivia um cônsul chamado Manius Curius. Em tempos de guerra, era um general incomparável, e um grande estadista em períodos de paz. Mesmo assim, morava numa pequena cabana. Sua comida e suas roupas eram simples, seus pertences eram poucos, e suas necessidades eram mínimas.</p>
<p>Sua honra brilhava como uma das jóias mais ricas.</p>
<p>Uma vez os semitas, inimigos de Roma, estavam planejando uma guerra. Secretamente, enviaram embaixadores para convencerem Manius Curius a manter distância do exército romano.</p>
<p>Os embaixadores o encontraram em sua cabana, sentado à lareira, descascando nabos para o jantar. Eles depositaram ouro aos seus pés na esperança de persuadi-lo.</p>
<p>Manius Curius sorriu ao ver a oferenda.</p>
<p>- Vocês acham que um homem satisfeito em comer nabos no jantar tem alguma necessidade de ouro? &#8211; perguntou. &#8211; Acho que seria melhor conquistar os semitas do que aceitar seu suborno.</p>
<p>Os embaixadores partiram com ar de tolos.</p>
<p>E durante muitos anos os romanos apontavam para a pequena cabana e diziam:</p>
<p>- Esta cabana pertenceu ao cônsul que comia nabos no jantar.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O Compasso Moral<br />
William J. Bennett &#8211; Editora Nova Fronteira</p>
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		<title>O GNOMO JACINTO</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:44:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em algum ponto da floresta, o pequeno gnomo Jacinto chorava enquanto conversava com o sábio Gnomo-mestre&#8230;
— Quando lembro de tudo o que já me aconteceu sinto o chão me faltar. Fico tonto, sabe? Por que será que sofro tanto? Será que, por algum motivo, a Fada da Sorte escolheu caminhos distantes dos meus? Será que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em algum ponto da floresta, o pequeno gnomo Jacinto chorava enquanto conversava com o sábio Gnomo-mestre&#8230;</p>
<p>— Quando lembro de tudo o que já me aconteceu sinto o chão me faltar. Fico tonto, sabe? Por que será que sofro tanto? Será que, por algum motivo, a Fada da Sorte escolheu caminhos distantes dos meus? Será que todos os contratempos a mim destinados resolveram acontecer de uma só vez? Mestre, já não suporto viver assim&#8230;</p>
<p>O Gnomo-mestre, que reunia folhas numa pequena cabaça, olhou para o aprendiz e disse:</p>
<p>— Meu pequeno Jacinto, percebes o que acontece com as lágrimas que derramas?</p>
<p>— Como assim? Senhor, eu não compreendo o que dizes.</p>
<p>Apontando para algumas áreas da mata, o velho e experiente gnomo respondeu:</p>
<p>— Olha com atenção. Por todo o caminho espalham-se flores justamente nos lugares onde tens vertido teu pranto. Tuas lágrimas mágicas têm feito brotar lírios, papoulas e perfumadas alfazemas nos lugares onde caem.</p>
<p>Jacinto olhou ao redor e falou demonstrando admiração e um certo aborrecimento:</p>
<p>— Mas então&#8230; quer dizer que o meu destino é sofrer para fazer a floresta se encher de cor e perfume? É preciso que meu coração morra aos poucos para a Natureza se encher de vida? Isso não é justo!</p>
<p>Com toda a tranquilidade, o Gnomo-mestre respondeu:</p>
<p>— Os olhos vêem o que querem ver. O coração sente o que quer sentir. Então é essa a interpretação que fazes? Se o teu sofrer, meu pequeno, faz brotarem as flores mais belas, o que poderia então surgir do teu sorriso luminoso? Se transformas o verde da floresta num tapete multicolorido quando choras, o que poderia acontecer no momento em que espalhasses a alegria? Não será esse o momento de mudar a semente que espalhas? Percebes o poder que tens nas mãos? A dor cumpre o seu papel e tem sua razão de ser. Sim, deve ser vista. Mas os olhos não podem se fixar nela por muito tempo, senão perdem a chance de ver o crescimento que ela própria fez acontecer.</p>
<p>As orelhas do gnomo Jacinto se movimentavam enquanto recebiam as preciosas orientações do sábio, como se não quisessem deixar escapar uma única palavra. Seus olhos, agora mais atentos, notaram que uma luz começava a brilhar em seu peito. Teve vontade de sorrir mas estava difícil, uma vez que sua boca tinha perdido esse hábito. Portanto fez um esforço e logo, logo, seus dentes estavam à mostra. Foi aí que algo incrível aconteceu: quanto mais ele ria mais crescia. Crescia e crescia. Quem jamais poderia imaginar que Jacinto era um gigante? Aquele pequeno gnomo era agora um gigante grandalhão e sorridente. Ele continuou rindo e sua risada ecoava nas montanhas e se transformava em música; música mágica que curava os passarinhos feridos e as plantinhas doentes.</p>
<p>De uma hora para outra a floresta era só brilho e festa.</p>
<p>Jacinto procurou o Gnomo-mestre para agradecer, mas não conseguia mais enxergá-lo. E foi aí então que, fechando os olhos, ouviu uma voz que dizia:</p>
<p>&#8220;— Há e sempre haverá uma forma mais doce de viver. O sofrimento, no momento em que é percebido como sofrimento, já está no ponto derradeiro da sua função e precisa ser substituído por uma outra semente. Agradeça às lágrimas do passado e diga-lhes adeus. O momento agora é de focalizar os sorrisos do futuro. Há e sempre haverá uma forma mais doce de viver.&#8221;</p>
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		<title>O Galo de briga e a Águia</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:44:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dois galos estavam, disputando em feroz luta pelo direito de comandar a chácara. Por fim um pôs o outro para correr.
O Galo derrotado afastou-se e foi se recolher num lugar sossegado.
O vencedor, voando até o alto de um muro, bateu as asas e exultante cantou com toda sua força.
Uma Águia que pairava ali perto lançou-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois galos estavam, disputando em feroz luta pelo direito de comandar a chácara. Por fim um pôs o outro para correr.</p>
<p>O Galo derrotado afastou-se e foi se recolher num lugar sossegado.</p>
<p>O vencedor, voando até o alto de um muro, bateu as asas e exultante cantou com toda sua força.</p>
<p>Uma Águia que pairava ali perto lançou-se sobre ele, e com um bote certeiro levou-o preso em suas poderosas garras.</p>
<p>O Galo derrotado saiu do seu canto, e daí em diante reinou absoluto livre de disputa.</p>
<p>O Orgulho leva antes à Destruição.</p>
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		<title>O Carvalho e os Juncos</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:43:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Um grande carvalho foi arrancado do chão pela ventania, e arrastado por forte correnteza. Então dentro da água ele se viu no meio de alguns Juncos, e assim lhes falou:
- Gostaria de ser como vocês, que de tão esguios e frágeis, não são completamente afetados por estes fortes ventos.
Eles responderam:
- Você lutou e competiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um grande carvalho foi arrancado do chão pela ventania, e arrastado por forte correnteza. Então dentro da água ele se viu no meio de alguns Juncos, e assim lhes falou:</p>
<p>- Gostaria de ser como vocês, que de tão esguios e frágeis, não são completamente afetados por estes fortes ventos.</p>
<p>Eles responderam:</p>
<p>- Você lutou e competiu com o vento, e consequentemente foi destruído; enquanto que nós ao contrário nos curvamos diante do menor sopro de ar, e por esta razão permanecemos inteiros, e a salvo.</p>
<p>Curve-se para poder vencer.<br />
volta página onde você estava</p>
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		<title>O Cão Raivoso</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:42:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Um cachorro costumava atacar sorrateiramente e morder os calcanhares de quem encontrasse pela frente.
Seu dono então pendurou um sino em seu pescoço, assim ele alertava as pessoas de sua presença onde quer que estivesse.
O cachorro cresceu orgulhoso, e vaidoso do seu sino, caminhava tilintando-o pela rua.
Um velho cão de caça então lhe disse:
- Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um cachorro costumava atacar sorrateiramente e morder os calcanhares de quem encontrasse pela frente.</p>
<p>Seu dono então pendurou um sino em seu pescoço, assim ele alertava as pessoas de sua presença onde quer que estivesse.</p>
<p>O cachorro cresceu orgulhoso, e vaidoso do seu sino, caminhava tilintando-o pela rua.</p>
<p>Um velho cão de caça então lhe disse:</p>
<p>- Por quê você se exibe tanto? Este sino que carrega não é, acredite, nenhuma honra ao mérito, mas, ao contrário uma marca de desonra, um aviso público para que todas as pessoas o evitem por ser perigoso.</p>
<p>Notoriedade não é fama.</p>
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		<title>O Asno, a Raposa e o Leão</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:41:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Asno e a Raposa tendo feito um acordo de proteção mútua, entraram na floresta em busca de alimento. Não foram muito longe, quando encontraram um Leão.
A Raposa, vendo o perigo iminente, aproximou-se do Leão, e propôs um acordo onde iria ajudá-lo a capturar o Asno, se este desse sua palavra de honra que ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Asno e a Raposa tendo feito um acordo de proteção mútua, entraram na floresta em busca de alimento. Não foram muito longe, quando encontraram um Leão.</p>
<p>A Raposa, vendo o perigo iminente, aproximou-se do Leão, e propôs um acordo onde iria ajudá-lo a capturar o Asno, se este desse sua palavra de honra que ele próprio não seria molestado.</p>
<p>Diante do compromisso assumido pelo Leão, a Raposa atraiu o Asno a uma profunda gruta, e o convenceu a entrar lá dentro.</p>
<p>O Leão vendo que o Asno já estava assegurado, imediatamente agarrou a Raposa, e quando achou mais conveniente, atacou o Asno. </p>
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		<title>Nasrudin visita a Índia</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:41:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O célebre e contraditório personagem sufi Mulla Nasrudin visitou a Índia. Chegou a Calcutá e começou a passear por uma de suas movimentadas ruas. De repente viu um homem que estava vendendo o que Nasrudin acreditou que eram doces, ainda que na realidade fossem chiles apimentados.
Nasrudin era muito guloso e comprou uma grande quantidade dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O célebre e contraditório personagem sufi Mulla Nasrudin visitou a Índia. Chegou a Calcutá e começou a passear por uma de suas movimentadas ruas. De repente viu um homem que estava vendendo o que Nasrudin acreditou que eram doces, ainda que na realidade fossem chiles apimentados.</p>
<p>Nasrudin era muito guloso e comprou uma grande quantidade dos supostos doces, dispondo-se a dar-se um grand banquete. Estava muito contente, se sentou em um parque e começou a comer chiles a dentadas. Logo que mordeu o primeiro dos chiles sentiu fogo no paladar.</p>
<p>Eram tão apimentados aqueles &#8220;doces&#8221; que ficou com a ponta do nariz vermelha e começou a soltar lágrimas até os pés. Não obstante, Nasrudin continuava levando os chiles à boca sem parar. Espirrava, chorava, fazia caretas de mal estar, mas seguia devorando os chiles. Assombrado, um passante se aproximou e disse-lhe:</p>
<p>-Amigo, não sabe que os chiles só se comem em pequenas quantidades?</p>
<p>Quase sem poder falar, Nasrudin comentou:</p>
<p>-Bom homem, creia-me, eu pensava que estava comprando doces.</p>
<p>Mas Nasrudin seguia comendo chiles. O passante disse:</p>
<p>-Bom, está bem, mas agora já sabes que não são doces. Por que segues comendo-os?</p>
<p>Entre tosses e soluços, Nasrudin disse:</p>
<p>-Já que investi neles meu dinheiro, não vou jogá-los fora.</p>
<p>O Grande Mestre disse: Não sejas como Nasrudin. Toma o melhor para tua evolução interior e joga fora o desnecessário ou pernicioso, mesmo que tenhas investido muito dinheiro ou tempo neles.</p>
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		<title>O Gato Professor</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:40:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Conto do folclore chinês recontado por Tatiana Belinky
Numa montanha se escondia um tigre de patas pesadas e lentas, que não podia andar nem saltar com agilidade. Tinha força, mas essa de pouco lhe valia porque raramente conseguia agarrar a presa que cobiçava.
Um belo dia, quando o tigre saía da sua gruta à procura de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Conto do folclore chinês recontado por Tatiana Belinky</p>
<p>Numa montanha se escondia um tigre de patas pesadas e lentas, que não podia andar nem saltar com agilidade. Tinha força, mas essa de pouco lhe valia porque raramente conseguia agarrar a presa que cobiçava.</p>
<p>Um belo dia, quando o tigre saía da sua gruta à procura de alimentos, cruzou com um gatinho que vinha pulando e saltando alegremente. Os movimentos flexíveis e a agilidade do gatinho despertaram a inveja no tigre, que pensou consigo mesmo: &#8220;Que bom se eu pudesse ser ágil assim&#8221;. Então, em tom suplicante, dirigiu-se ao gatinho:</p>
<p>- Mestre Gato, pode ensinar-me a arte de passar ligeiro por montes e vales, saltando como você?</p>
<p>O gatinho bem sabia que o tigre era bicho de maus bofes. Pensou que ensinando-lhe a sua arte poderia colocar em perigo a própria vida. Então respondeu, cautelosamente:</p>
<p>- Não digo que não, mas tenho medo de que quando você souber correr e saltar como eu, você se mostre ingrato.</p>
<p>O tigre fez uma vênia profunda e disse:</p>
<p>- Mestre Gato, se você se dignar a tomar-me como aluno, prometo que jamais serei ingrato. Se alguém o ofender, juro que darei minha própria vida para defendê-lo.</p>
<p>Juramento é coisa séria. O gatinho acreditou nas palavras hipócritas da fera e, com pena da sua lentidão, aceitou o tigre como aluno.Um aluno tão aplicado que não demorou muito para o gatinho ensinar ao tigre tudo o que sabia, faltando só uma aula.</p>
<p>No dia dessa última aula, o tigre estava tão animado, pensando que logo poderia agarrar e devorar o seu rechonchudo e apetitoso professor, que ficou com a boca cheia d&#8217;água. Mas o gatinho, que já ia ensinar o seu último truque ao tigre, percebeu que o seu aluno o olhava com olhos cobiçosos, literalmente babando de apetite. E quando o tigre lhe perguntou, querendo certificar-se, se o mestre Gato já lhe ensinara tudo o que sabia, o gatinho disse:</p>
<p>- Sim, naturalmente. Ensinei-lhe tudo, tudinho.</p>
<p>Mas ficou bem atento. Aí o tigre, querendo ser astuto, falou, para desviar a atenção do professor:</p>
<p>- Mestre Gato, olhe atrás de você quem está subindo naquela árvore!</p>
<p>E assim que o gatinho se voltou, o tigre escancarou a bocarra, arreganhou os dentes e deu um pulo para a frente. Mas o gatinho, que já pressentia a traição, foi mais esperto: rápido como um raio, de um salto só, ele trepou na árvore e, do alto de um galho, fora do alcance do tigre, olhou severo para o seu aluno e gritou, indignado:</p>
<p>- Fera ingrata! É assim que você honra o seu juramento? Por sorte eu não lhe ensinei como trepar nas árvores, senão já lhe estaria servindo de sobremesa.</p>
<p>- Você não me ensinou tudo, gato danado! &#8211; rosnou o tigre, lançando-se furioso contra a árvore, sem poder escalá-la e mordendo sua casca sem resultado.</p>
<p>Mas o gatinho, saltando de galho em galho e de árvore em árvore, só parava de vez em quando para acariciar os bigodes e olhar zombeteiramente para o tigre. Este urrava de frustração e raiva impotente, vendo-se logrado pelo esperto gatinho, que saltou ágil e alegre até sumir de vista.</p>
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		<title>O Falso Mestre &#8211; Nº 22</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era um renomado mestre; um desses mestres que correm atrás da fama e gostam de acumular mais e mais discípulos. Em uma grande planície, reuniu centenas de discípulos e seguidores. Levantou-se, impostou a voz e disse:
- Meus amados, escutai a voz de quem sabe.
Fez-se um grande silêncio. Poder-se-ia escutar o vôo rápido de um mosquito.
- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era um renomado mestre; um desses mestres que correm atrás da fama e gostam de acumular mais e mais discípulos. Em uma grande planície, reuniu centenas de discípulos e seguidores. Levantou-se, impostou a voz e disse:</p>
<p>- Meus amados, escutai a voz de quem sabe.<br />
Fez-se um grande silêncio. Poder-se-ia escutar o vôo rápido de um mosquito.<br />
- Nunca deveis relacionar-vos com a mulher de outro; nunca.<br />
Jamais deveis beber álcool e tão pouco comer carne.<br />
Um dos assistentes atreveu-se a perguntar:<br />
- Outro dia, não eras tu que estavas abraçado com a esposa de Jai?<br />
- Sim, era eu -respondeu o mestre.<br />
Então, outro ouvinte perguntou:<br />
- Não vi a ti outro dia ao anoitecer bebendo na taberna?<br />
- Esse era eu -respondeu o mestre.<br />
Um terceiro homem interrogou ao mestre:<br />
- Não eras tu que outro dia comias carne no mercado?<br />
- Efetivamente -afirmou o mestre.<br />
Nesse momento todos os assistentes sentiram-se indignados e<br />
começaram a protestar.<br />
- Então, porque pedes a nós, que façamos o que tu não fazes?<br />
E o falso mestre respondeu:<br />
- Porque eu ensino, mas não pratico.</p>
<p>O GRANDE MESTRE disse: Se não encontras um verdadeiro mestre para seguir, converte a ti mesmo em mestre.<br />
Em última instância, tu és teu discípulo e teu mestre.<br />
Publicado no INFORMATIVO &#8220;O GOLFINHO&#8221; &#8211; Agosto 96 &#8211; no. 22</p>
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		<title>O carro</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:37:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<category><![CDATA[parabolas]]></category>
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		<description><![CDATA[Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. Sua notas e comportamento eram uma decepção para seus pais que, como bons cristãos, sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido. Um belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo: se você, meu filho, mudar o comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. Sua notas e comportamento eram uma decepção para seus pais que, como bons cristãos, sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido. Um belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo: se você, meu filho, mudar o comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular para a Faculdade de Medicina, lhe darei então um carro de presente.</p>
<p>Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel. Isso era mau!</p>
<p>O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou! fora aprovado para o curso de Medicina. Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração. O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel. Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote. Para sua surpresa era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse. A partir daquele dia, o silêncio e distância separavam pai e filho. O jovem se sentia traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava notícias à família. O tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu. Faleceu.</p>
<p>No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta à sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia: &#8220;Meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha aquele que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderás o Amor a Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência&#8221;.</p>
<p>Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto. Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isso leva a erros terríveis e a um fim ainda pior. Antes que seja tarde, perdoe aquele a quem você pensa ter lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, verá que há também um &#8220;cheque escondido&#8221; em todas as adversidades da vida. </p>
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		<title>O camundongo medroso</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:36:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era uma vez um camundonguinho cinzento. Ele morava na mesma casa que uma velha gata cinza, e morria de medo dela.
- Eu seria tão feliz, se não fosse por essa gata velha! &#8211; dizia. &#8211; Fico com medo dela o tempo todo. Bem que eu queria ser um gato.
Uma fada escutou o camundongo, ficou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma vez um camundonguinho cinzento. Ele morava na mesma casa que uma velha gata cinza, e morria de medo dela.</p>
<p>- Eu seria tão feliz, se não fosse por essa gata velha! &#8211; dizia. &#8211; Fico com medo dela o tempo todo. Bem que eu queria ser um gato.</p>
<p>Uma fada escutou o camundongo, ficou com pena e transformou-o num gato cinza.</p>
<p>No início, ele estava muito feliz. Mas, um dia, um cachorro saiu correndo atrás dele.</p>
<p>- Puxa vida! &#8211; disse. &#8211; Não é tão divertido assim ser um gato. Fico com medo dos cachorros o tempo todo. Bem que eu queria ser um cachorro grande.</p>
<p>Novamente, a fada ouviu-o. Ficou com pena do gato cinza e transformou-o num cachorro grande.</p>
<p>E ele ficou feliz de novo. Mas, um dia, ouviu um leão rugindo.</p>
<p>- Ai, escutem só esse leão! &#8211; exclamou. &#8211; Fico com medo só de ouvir. É, não é lá tão seguro ser cachorro, afinal. Como eu queria ser um leão. Acho que eu não ia ter medo de nada.</p>
<p>E correu para a fada.</p>
<p>- Querida fada &#8211; disse &#8211; , por favor, me transforme num leão grande, forte!</p>
<p>E mais uma vez a fada ficou com pena e transformou-o num leão grande e forte.</p>
<p>Um dia , um homem tentou matar o leão. E outra vez ele foi correndo até a fada.</p>
<p>- O que é, agora? &#8211; perguntou a fada.</p>
<p>- Por favor me transforme em um homem, querida fada &#8211; gemeu. &#8211; Aí, não vou ter medo de ninguém.</p>
<p>- Você virar homem!? &#8211; gritou a fada. &#8211; Não; realmente não posso. Um homem deve ter um coração corajoso, e você tem coração de camundongo. Por isso, vai se tornar um camundongo de novo e ficar assim para sempre.</p>
<p>E, assim dizendo, transformou-o de novo num pequeno camundongo cinzento, e ele saiu correndo de volta a sua velha casa.</p>
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		<title>O amigo de um amigo de um amigo</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:35:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<category><![CDATA[parabolas]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dia, um amigo que adorava caçar veio visitar Djuha.
- Trouxe para você este coelho que acabei de pegar &#8211; disse orgulhoso, ao entrar na casa. &#8211; Vai dar um belo almoço.
Djuha ficou muito feliz; preparou um excelente guisado e sentaram-se para o banquete.
Logo no dia seguinte, um estranho bateu à porta de Djuha.
- Quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia, um amigo que adorava caçar veio visitar Djuha.</p>
<p>- Trouxe para você este coelho que acabei de pegar &#8211; disse orgulhoso, ao entrar na casa. &#8211; Vai dar um belo almoço.</p>
<p>Djuha ficou muito feliz; preparou um excelente guisado e sentaram-se para o banquete.</p>
<p>Logo no dia seguinte, um estranho bateu à porta de Djuha.</p>
<p>- Quem é? &#8211; perguntou Djuha.</p>
<p>- Sou vizinho do seu amigo caçador, que lhe trouxe um coelho ontem &#8211; disse ele.</p>
<p>Djuha convidou-o polidamente a entrar e serviu-lhe o almoço.</p>
<p>- São os restos do nosso guisado de coelho &#8211; disse Djuha; e o visitante comeu com grande apetite.</p>
<p>Um dia depois, outro estranho bateu à porta de Duha.</p>
<p>- Quem é? &#8211; perguntou Djuha.</p>
<p>- Sou primo do vizinho do seu amigo caçador, que lhe trouxe o coelho &#8211; explicou ele.</p>
<p>- Entre &#8211; disse Djuha.</p>
<p>Chamou o homem para se sentar à mesa e serviu-lhe uma vasilha de água quente.</p>
<p>- O que é isso? &#8211; perguntou o estranho.</p>
<p>- Isso &#8211; disse Djuha &#8211; é água fervida na mesmíssima panela do coelho do meu amigo, que é vizinho do seu primo.</p>
<p>Do livro: O Livro das Virtudes II &#8211; O compasso moral<br />
William J. Bennett &#8211; Ed. Nova Fronteira </p>
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		<title>Mudança de Paradigma</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:35:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu me recordo de uma mudança de paradigma que me aconteceu em uma manhã de domingo, no metrô de Nova York. As pessoas estavam calmamente sentadas, lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma, tranqüila.
Subitamente um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu me recordo de uma mudança de paradigma que me aconteceu em uma manhã de domingo, no metrô de Nova York. As pessoas estavam calmamente sentadas, lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma, tranqüila.</p>
<p>Subitamente um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal, de modo que o clima mudou instantaneamente.</p>
<p>O homem sentou-se a meu lado e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação. As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam coisas e chegavam até a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos. Mesmo assim o homem a meu lado não fazia nada.</p>
<p>Ficou impossível evitar a irritação. Eu não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito sem tomar uma atitude. Dava para perceber facilmente que as demais pessoas estavam irritadas também. A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, virei para ele e disse:</p>
<p>– Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?</p>
<p>O homem olhou para mim, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:</p>
<p>– Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora. Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não conseguem lidar com isso.</p>
<p>Podem imaginar o que senti naquele momento? Meu paradigma mudou. De repente, eu vi as coisas de um modo diferente, e como eu estava vendo as coisas de outro modo, eu pensava, sentia e agia de um jeito diferente. Minha irritação desapareceu. Não precisava mais controlar minha atitude ou meu comportamento, meu coração ficou inundado com o sofrimento daquele homem. Os sentimentos de compaixão e solidariedade fluíram livremente.</p>
<p>– Sua esposa acabou de morrer? Sinto Muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar em alguma coisa? – Tudo mudou naquele momento.</p>
<p>Muita gente passa por uma experiência fundamental similar de mudança no pensamento quando enfrenta uma crise séria, encarando suas prioridades sob nova luz. Isso também acontece quando as pessoas assumem repentinamente novos papéis, como marido, esposa, pai, avô, gerente ou líder.</p>
<p>Do livro: &#8220;Os sete hábitos das pessoas muito eficazes&#8221; de Steven R. Covey &#8211; Ed. Best Seller</p>
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		<title>O poder da Palavra</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 19:24:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[PNL]]></category>
		<category><![CDATA[Metáforas]]></category>
		<category><![CDATA[o poder da palavra]]></category>
<category>metáforas</category><category>o poder da palavra</category>
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		<description><![CDATA[Por Mary Sagan
Recentemente estive repassando um texto de filosofia, mais exatamente aquele no qual Platão nos mostra seu &#8220;Mito da Caverna&#8221;. Para aqueles que não o conheçam farei um resumo a maneira de introdução.
Imaginemos um grupo de pessoas que desde o começo de seus dias viveram em uma caverna e impossibilitados de sair e na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mary Sagan</p>
<p>Recentemente estive repassando um texto de filosofia, mais exatamente aquele no qual Platão nos mostra seu &#8220;Mito da Caverna&#8221;. Para aqueles que não o conheçam farei um resumo a maneira de introdução.</p>
<p>Imaginemos um grupo de pessoas que desde o começo de seus dias viveram em uma caverna e impossibilitados de sair e na qual podem observar em uma de suas paredes diferentes sombras que se refletem. Tudo o que eles conhecem de nosso mundo foi através de relatos e interpretações que fizeram das sombras acima mencionadas. Um dia um deles sai da caverna e observa o que há fora dela. Passado um tempo volta a contar-lhe a seus antigos companheiros as experiências vividas. Eles não o crêem.</p>
<p>Aqui é interessante observar os dois lados da moeda. Por um lado, aquilo que experimentam diariamente os que estão na caverna, e sobretudo aquela experiência magnífica que vivência o sujeito que sai dela.</p>
<p>Cotidianamente conversamos com muitas pessoas e lhes costumamos da alguma atenção. De vez em quando nos prestamos atenção ao que nós mesmos nos dizemos. E é através de nossa linguagem que podemos, ou tentamos fazê-lo, descrever uma série de experiências que nos acontecem, no entanto nem sempre nos alcançam as palavras para realizar dita tarefa com sucesso.</p>
<p>&#8220;A conduta verbal seria muito menos efetiva se não fosse possível utilizar extensões metafóricas.&#8221;¹</p>
<p>Se nos situamos momentaneamente em uma situação completamente nova para nós seguramente nos custará um certo esforço para encontrar a palavra ou um conjunto de palavras que permitam transmitir a mensagem desejada. Um menino que pela primeira vez bebe um pouco de soda poderia manifestar: &#8220;É como quando uma perna minha adormece &#8220;, para explicar a cosquinha que sentiu na língua. Se a pessoa que escutava o menino lhe responde com um &#8220;muito bem&#8221; teria reforçado dita conduta e é possível que algum dia em uma poesia escrevesse uma linha semelhante.</p>
<p>Quando uma resposta metafórica é efetiva e se reforça adequadamente, deixa de ser primordialmente uma metáfora. “O termo rato se transformou em uma forma standard que usa a comunidade para se referir a tamanho pequeno, timidez e outras propriedades”.²</p>
<p>Há, no entanto uma dificuldade a superar no uso destas associações. Quando uma extensão metafórica tem uma conotação específica, esta deixa de lado as demais propriedades que lhe rodeiam ao objeto mencionado, o qual não só reduz a quantidade de informação que transmitimos sobre o objeto mas além disso acrescenta informação que possivelmente não queríamos que seja fornecida.</p>
<p>&#8220;Mesmo que uma imagem valha mais que mil palavras para certos propósitos, não é fácil fazer imagens de certas propriedades tratadas com sucesso através da extensão metafórica. Poderia ser possível em certas classes de símbolos ou na arte surrealista sugerir ou mostrar que Julieta é o sol para Romeo, mas o truque se alcança com maior facilidade no meio verbal. O tato extenso libera as propriedades dos objetos uma da outra e, portanto, possibilita uma recombinação que não se restringe às exigências do mundo físico.&#8221;³</p>
<p>Estas associações tornam a vida mais fácil para nós e mediante um conjunto de palavras podemos criar em nossa audição a experiência indicada até que contemos com uma nova palavra que as substitua e então teremos construído dentro de nós um novo conceito. As definições se elaboram mediante um conjunto de extensões, às vezes metafóricas.</p>
<p>As extensões metafóricas cumprem outro papel em nossas vidas que o de enriquecer nossa capacidade comunicativa. Já que seria impossível para nós conduzir tanta informação, é aqui onde recorremos a três &#8220;truques&#8221; mediante os quais filtramos a realidade. Estas filtragens são desqualificadas, por exemplo, durante um testemunho ante o juiz, quem evitará que aos eventos lhe acrescentemos, suprimamos, arredondemos, demos por feito, interpretemos, generalizemos, distorçamos ou eliminemos partes. Mas conosco mesmos não somos tão restritos e sim mais bem &#8220;alcoviteiros&#8221;, se me permite utilizar dito termo. Finalmente usamos três tipos de filtragens de nossa realidade: 4 generalizações, eliminações e distorções.</p>
<p>Mediante as generalizações buscamos facilitar nossa vida mediante o uso de &#8220;verdades absolutas&#8221; que nos indique de maneira inequívoca qual será o caminho a seguir. Um homem que tem passado na prisão certo tempo, poderia chegar e transformar em lei própria a seguinte oração: Não expresse teus sentimentos. Se mantiver o mesmo comportamento com sua esposa, é possível que ela se incomode e terminem cumprindo-se seus temores e finalmente em lugar de lhe trazer benefícios lhe trará dificuldades.</p>
<p>A eliminação nos permite isolar todos os sons dentro de uma sala com muito ruído, mas também nos pode levar à armadilha de aplicá-la no momento errado, que é como o consideramos quando derrotamos a nós mesmos. Um homem que achava não merecer o afeto de sua parceira manifestava não receber por parte dela prova de seu amor, mas o que ocorria era que este não lembrava certos episódios, construindo assim uma apreciação que não se ajustava ao que acontecia.</p>
<p>Quando o mapa que criamos não se acomoda a uma experiência temos duas alternativas: duvidamos do mapa ou duvidamos de nossa experiência 5. Em termos de consumo de energia é mais econômico duvidar de nossa experiência, depois que todo o mapa seguramente foi confirmado em numerosas ocasiões. Outro caminho que poderia seguir nosso homem seria duvidar da autenticidade das manifestações de amor de sua esposa e talvez chegar a pensar que certas expressões fazem parte de algum tipo de comportamento para conseguir algo. É assim como a distorção que nos &#8220;evita ser derrotados por nós mesmos&#8221;.</p>
<p>Costuma acontecer que os  transtornos que temos em nossas condutas são conseqüências de nossas filtragens 6. Nos fazer conscientes de como reduzimos, a uma mínima expressão, as quantidades de informação que manipulamos pode facilitar o nosso caminho para uma vida mais satisfatória. Uma maneira de alcançar o anterior consiste em lembrar a situação difícil de nossa vida e enriquecê-la com mais experiências que acontecem nesse momento. Esta prática, de evitar reduzir à informação que manipulamos a tão reduzida magnitude, nos deixa mais livres, isto é, mais flexíveis, graças ao que nos deixa reconhecer apropriadamente a diferença que há entre as diferentes situações da vida. Através do exercício anterior particularizamos a eventualidade não desejada.</p>
<p>Para aqueles que queiram escutar melhor a si mesmos e aos demais lhes recomendo o livro &#8220;Estrutura da magia (I)&#8221;.</p>
<p>NOTA:</p>
<p>1Conduta Verbal. S/D Skinner. Pag 107.</p>
<p>2 Conduta Verbal. S/D Skinner. Pag 110.</p>
<p>3 Conduta Verbal. S/D Skinner. Pag 111.</p>
<p>4 Utilizo a expressão nossa realidade para deixar claro o seguinte fenômeno. Na oração O carro é vermelho usualmente achamos que a palavra vermelho é uma descrição do carro, mas o que estamos descrevendo é a experiência de receber certa freqüência de luz com nossos olhos.</p>
<p>5 Em alguns casos podem ser que o caminho bem-sucedido se encontre duvidando de ambos, o mapa e a experiência.<br />
6 O mapa muitas vezes não é como o território (parafraseando um pouco uma oração que lemos incontavelmente em textos de PNL).</p>
<p>Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!</p>
<p>Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/16</p>
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		<title>Metáforas</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 17:39:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[PNL]]></category>
		<category><![CDATA[ancorar estado]]></category>
		<category><![CDATA[Metáforas]]></category>
<category>ancorar estado</category><category>metáforas</category><category>PNL</category>
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		<description><![CDATA[Por Ricardo Ros
A intervenção mais simples que utilizamos na PNL é ancorar o estado presente, ancorar o estado de recurso e colapsar ambas ancoras para criar o estado desejado. Rápido e efetivo. Este mesmo resultado conseguiu Milton H. Erickson por meio do uso de metáforas.
Poderíamos incluir em uma metáfora a descrição do estado presente e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Ricardo Ros</p>
<p>A intervenção mais simples que utilizamos na <a href="http://site.suamente.com.br">PNL</a> é ancorar o estado presente, ancorar o estado de recurso e colapsar ambas ancoras para criar o estado desejado. Rápido e efetivo. Este mesmo resultado conseguiu Milton H. Erickson por meio do uso de metáforas.</p>
<p>Poderíamos incluir em uma metáfora a descrição do estado presente e então nós mudaríamos para metáforas sobre mudanças e aprendizagem, por exemplo, aprender a ler ou a caminhar. Então suas metáforas incluiriam isomorfismos (algum domínio de estruturas. que fixamos, ou temos pelo menos em mente) do recurso e do estado desejado. Ambas as intervenções, ancoragens e metáforas de estados desejados, implicam que o cliente deverá iniciar buscas transderivacionais (ativar processos inconscientes de associação) de experiências relacionadas com as representações digitais, que incluem a partir desse momento estados de recursos no sentido de estados desejados. Nas ancoragens colapsadas, o passo da mudança de metáfora não é necessário porque a pessoa nesse caso é o agente da mudança. E freqüentemente os clientes entram em transe e podem dar um jeito com a rapidez da mudança e da integração. Ambos os tipos de intervenção trabalham e alcançam o resultado desejado.</p>
<p>Infelizmente o cliente tem um grau de perda de poder, já que é o profissional que mantém o poder e o cliente se mantém em uma postura passiva. Podemos fazer uma analogia com o fato de reparar um automóvel. Se você não pode repará-lo por você mesmo, tem que levá-lo a um mecânico, dizer-lhe que repare e que vai paga-lo no final. Isto esta bem para o automóvel, mas não para nós mesmos. A responsabilidade pessoal é muito maior quando tratamos com nosso psiquismo. O trabalho é muito mais completo se ensinarmos como funciona algo e nós nos limitamos a fazer a mudança sem nenhuma explicação. Se pudermos agregar isso ao trabalho que fazemos, conseguiremos de fato muito mais, uma intervenção mais aberta que possibilitara ao cliente aprender como se pode responsabilizar de seus próprios estados internos.</p>
<p>Aqui se descreve uma maneira de mudar o equilíbrio para o próprio poder do cliente.<br />
Já que ambas as intervenções estão baseadas na atividade estruturada de busca transderivacional, nós podemos alcançar o que seja mais consciente. No lugar de pedir aos clientes que vejam, ouçam e sintam o que gostam no estado de recursos, nós podemos lhes pedir que nos digam com mais detalhes o que estão fazendo para controlar. E assim eles podem aprender a controlar sua própria busca transderivacional (mesmo com ajuda nesse momento). Eles também criarão suas próprias metáforas. Não é só isso, eles adotarão com precisão a sua própria experiência.</p>
<p>Eu me recordo uma vez de um bate papo em uma Associação de Amputados que lhes pedi que apertassem dois dedos juntos enquanto pensavam em uma mesma experiência positiva. WHOOPS! Um perguntou o que devia fazer já que ele não tinha nenhum braço. A experiência de qualquer pessoa é tão idiosincrásica que nem sempre o que funciona para a maioria funciona para cada pessoa individualmente.</p>
<p>Aprender a escrever ou a soletrar não é a melhor metáfora para a mudança se o cliente é completamente disléxico, e assim a tarefa de recolher informação pode demorar bastante. Quanto mais rapidamente lhe é permitido fazer o trabalho, logo suas mentes descobriram o que os satisfaz.</p>
<p>1. O primeiro passo é quando nos dizem o seu problema, ou o estado presente. Isto provavelmente estará em um modo associado.</p>
<p>2. O practioner pode levá-lo ao estado dissociado reescrevendo o estado presente na linguagem dissociada. Por exemplo, poderia dizer “&#8230;o que eu lhe ouço dizer agora é que quando você se olha a si mesmo nessa situação (não em “nesta”), você se vê atuando de uma maneira sobre a qual decidiu (dissociação temporária) que não quer atuar (gestos apropriados), e você já decidiu que quer atuar mais positivamente. É isto (em lugar de “isso”) como é agora para você?</p>
<p>3. Então podemos ir abertamente por sua experiência isoformica a solução, perguntando em um modo interativo se tiveram X alguma vez (ou qualquer recurso que seja). Então conseguimos cada vez mais detalhes (submodalidades, etc) e associando-os interativamente a mais em recursos. “&#8230; eu preciso saber o que você quer dizer por X (confiança ou qualquer coisa) para que possa dizer-me algum momento de sua vida em que o tinha? Poderia me dizer um pouco mais do que gosta sentindo-se dessa maneira agora?</p>
<p>4. Voltando ao presente, perguntamos como pensa agora no problema. Se tudo o que se requer é esta simples intervenção, então encontramos a maneira em que pensa que mudou o problema.</p>
<p>5. Depois o futuro comporta uma nova compreensão dissociada e então provará sua efetividade em modo associado.</p>
<p>6. O passo final é revisar o que passou para que possam usá-lo em si mesmos. Um rápido resumo desta técnica poderia ser assim:</p>
<p>1. Problema presente em estado associado<br />
2. O estado de recurso dissociado<br />
3. O estado de recurso associado<br />
4. O estado presente dissociado<br />
5. O passo futuro Dissociado / o passo futuro associado<br />
6. Explicação</p>
<p>Se em qualquer um deles não há suficientes recursos, então voltamos ao passo 2. Certamente, as âncoras cinestesicas, auditivas e visuais lhe ajudarão a fazer o que eles fazem mais potente, mas o valor agregado da intervenção é a meta-aprendizagem, que podem usá-lo consigo mesmo, isto é, eles podem controlar associação e dissociação para livrar a si mesmo dos problemas e poder se conectar há seus recursos.</p>
<p>Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/8</p>
<p>Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!</p>
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		<title>Metáforas da Organização &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 02:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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Modelagem Simbólica foi desenvolvida a partir dos estudos realizados durante cinco anos por David Grove, um dos mais inovadores psicoterapeutas do mundo. Penny Tompkins e eu escrevemos o livro Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling, para que o uso da Linguagem Clara de Grove junto com as metáforas geradas pelos clientes possam ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>James Lawley</p>
<p>Modelagem Simbólica foi desenvolvida a partir dos estudos realizados durante cinco anos por David Grove, um dos mais inovadores psicoterapeutas do mundo. Penny Tompkins e eu escrevemos o livro Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling, para que o uso da Linguagem Clara de Grove junto com as metáforas geradas pelos clientes possam ser amplamente conhecidas – não somente dentro da comunidade terapêutica, mas também entre pessoas interessadas por metáforas em outros contextos: negócios, organizações, educação e saúde.</p>
<p><strong>Quando alguém diz:</strong> &#8220;Eu continuo subindo pelas paredes nessa empresa&#8221;, David Grove aceita que a metáfora é uma descrição perfeita da experiência dessa pessoa. Deste modo, qual é o tipo da parede, onde está, seu tamanho e forma, a direção da subida, tudo será a representação de como é ter a experiência desta pessoa.</p>
<p>Além do trabalho de Grove, Metaphors in Mind incorpora idéias da lingüística cognitiva, da teoria sistemas auto-organizantes, da dinâmica evolucionária e da Programação NeuroLingüística (<a href="http://site.suamente.com.br">PNL</a>).</p>
<p><strong>Metáforas embutidas</strong></p>
<p>Uma conversa habitual está repleta (na maior parte inconsciente) de metáforas. De fato, é &#8220;duro&#8221; &#8220;achar&#8221; uma frase do &#8220;dia a dia&#8221; que não &#8220;contenha&#8221; uma metáfora &#8220;escondida&#8221;:</p>
<p>Deu branco na minha cabeça.<br />
Tem um vazio no meu conhecimento.<br />
Eu estou me sentindo para baixo hoje.</p>
<p>Obviamente essas frases não são metáforas até que &#8220;branco&#8221;, &#8220;vazio&#8221; e &#8220;para baixo&#8221; são examinados com mais atenção. Nós chamamos essas e as expressões similares de metáforas embutidas visto que a sua natureza metafórica está encoberta pelo costume e familiaridade. Logo que você começa a reconhecer as metáforas embutidas, você irá percebê-las em tudo que é lugar. 1</p>
<p><strong>Linguagem Clara</strong></p>
<p>David Grove descobriu que quando nós ignoramos as metáforas da outra pessoa ou introduzimos as nossas próprias, nós &#8220;contaminamos&#8221; inconscientemente a experiência dessa pessoa. Isso está correto numa conversa comum, mas não se você quer facilitar para que esta pessoa se torne consciente do seu mundo simbólico interior que tem tanta influência na maneira como ela pensa, sente e se comporta. Assim, como podemos ajudar uma pessoa descobrir e desenvolver suas próprias metáforas sem introduzir as nossas próprias? Para solucionar essa charada, Grove imaginou algumas perguntas muito simples e uma maneira de indagar chamada de Linguagem Clara. 2</p>
<p>Como mostrei na parte 1 desse artigo, Gareth Morgan pode analisar uma empresa e decidir que ela está funcionando como uma máquina. Ou ele pode sugerir que um gerente use a metáfora da planta aranha (veja nota na parte 1)para ajudar a redesenhar a sua estrutura organizacional. Isso está em contraste acentuado com a Modelagem Simbólica onde você usaria a Linguagem Clara para facilitar o gerente descobrir a sua própria metáfora para a organização, e depois usar essa metáfora para ajudá-lo a alcançar o objetivo. Por exemplo:</p>
<p><strong>(G = Gerente. F = Facilitador. O negrito é usado para acentuar o formato de algumas perguntas da Linguagem Clara, que pode ser usado para realizar perguntas em qualquer metáfora.)</strong></p>
<p><strong>G:</strong> Eu quero entender porque a nossa organização não é bem-sucedida.</p>
<p><strong>F:</strong> E quando você quer entender porque a sua organização não é bem-sucedida, a sua organização é parecida com o que?</p>
<p><strong>G:</strong> Você poderia dizer que é como uma máquina.</p>
<p><strong>F:</strong> E que tipo de máquina?</p>
<p><strong>G:</strong> [Pausa] É como uma máquina de ceifar e enfeixar, eu acho.</p>
<p><strong>F:</strong> E existe mais alguma coisa sobre esta máquina de ceifar e enfeixar que é semelhante a sua organização?</p>
<p><strong>G:</strong> É flexível com peças intercambiáveis dependendo do tipo de colheita.</p>
<p><strong>F:</strong> E tem alguma coisa a mais sobre ser flexível com peças intercambiáveis?</p>
<p><strong>G:</strong> O timing é muito importante. Muito cedo ou muito tarde e você deixa escapar a oportunidade. Não é bom iniciar a colheita até que a safra esteja pronta.</p>
<p><strong>F:</strong> E aí o que acontece?</p>
<p><strong>G:</strong> Nós passamos de novo por todo o ciclo.</p>
<p><strong>F:</strong> E da onde pode se originar este ciclo?</p>
<p><strong>G:</strong> É a ordem natural das coisas. [Pausa] Está certo. Nós temos que educar os novatos sobre o tipo do ciclo. Eles tentam executar tudo com pressa ou desistem muito ligeiro. Se eles soubessem do ciclo&#8230;</p>
<p>Essa curta troca de palavras demonstra os fundamentos da Linguagem Clara. Perguntas Claras são &#8220;claras&#8221; porque o facilitador é cuidadoso em somente perguntar sobre as metáforas do cliente, ao usar as próprias palavras dele para fazer isso, e não introduzir qualquer metáfora sua. 3 Por causa disso, as perguntas claras podem ser usadas numa grande variedade de circunstâncias.</p>
<p>A melhor maneira de você compreender como funciona a Modelagem Simbólica é através de exemplos. Por isso o restante desse artigo descreve como a Modelagem Simbólica está sendo usada em três contextos organizacionais: no coaching executivo, no desenvolvimento de novos produtos e na criação da metáfora da empresa. Deverá ser bem fácil extrair o processo a partir desses exemplos e aplicá-lo em você e nos seus clientes.</p>
<p><strong>Das bombas para a batuta</strong></p>
<p>A sessão inicial de coaching com um gerente de uma empresa multinacional revelou que ele queria &#8220;ser capaz de se defender contra os agressivos gerentes seniores&#8221;. Enquanto eu o ouvia descrever seu trabalho, percebi algumas das suas metáforas: &#8220;Eu tenho que defender o meu pessoal&#8221;, &#8220;Eu explodi&#8221;, &#8220;Eu estava numa situação sem saída&#8221;, &#8220;Seu método é treiná-lo e depois tomar a defensiva&#8221;, &#8220;As tropas estão brigando na margem da estrada&#8221;, &#8220;O tenente dele me deu ordens&#8221;, &#8220;Eu posso perder a cabeça no calor da batalha&#8221;.</p>
<p>Quando se junta essas expressões, é fácil identificar a metáfora oculta do gerente: o trabalho é uma batalha.</p>
<p>Quando eu repeti para ele as suas próprias palavras, ele disse que estava &#8220;chocado com a bomba&#8221;, e nós rimos. Eu perguntei &#8220;E de onde vem estar no ‘calor da batalha’?&#8221; Imediatamente ele respondeu &#8220;Você precisa defender o seu território para estar do lado vencedor&#8221;. Então eu indaguei &#8220;E quando você precisa defender o seu território para estar do lado vencedor, o que você gostaria que tivesse acontecido&#8221;? Traços de emoção correram pelo seu rosto antes dele sacudir a cabeça e dizer &#8220;Não ter que me defender&#8221;. Eu perguntei que metáfora ele preferia no lugar dessa. Depois de experimentar e rejeitar a idéia de uma equipe esportiva, ele se decidiu por uma orquestra – então eu o ajudei a explorar a idéia usando a Linguagem Clara. Mais tarde, ele usou essa metáfora para aferir o seu comportamento e o dos outros: Eu estou participando como um membro de uma orquestra? Quando é que eu sou o primeiro violino e quando é que estou tocando o triângulo? Quando eu presido uma reunião, estão todos tocando no mesmo tom e eu estou conduzindo apropriadamente?</p>
<p>O gerente reconheceu que enxergar o seu trabalho como uma batalha tinha influenciado significativamente a maneira como ele reagia aos seus colegas, e em particular aqueles &#8220;mais elevados da cadeia de comando&#8221;. Durante os meses seguintes, ele alterou gradualmente o seu comportamento para se ajustar e ficar mais próximo da sua metáfora da orquestra. E surpresa, surpresa, os gerentes seniores começaram a agir de maneira diferente com relação a ele.</p>
<p><strong>Lançando novos balões</strong></p>
<p>Eu trabalhei recentemente com o Diretor de uma companhia que estava perto de lançar um novo produto que precisava de um alto grau de autonomia. Ele estava inseguro de como o produto seria visto por ser parte integrante da empresa existente. Através do processo da Modelagem Simbólica, ele imaginou a metáfora de uma plataforma de lançamento central onde um balão de ar quente poderia subir e descer. O balão era navegado pelo seu próprio capitão e estava sempre conectado à plataforma de lançamento por um cabo que tanto definia a distância como fornecia proteção. Esse arranjo permitia que outros balões fossem lançados, e também para a possibilidade que quando um balão ficasse tão grande que poderia cortar o cabo, esse fosse substituído por um mais folgado &#8211; exatamente a forma de organização mais autônoma. A Linguagem Clara facilitou que o Diretor explorasse numerosos aspectos da metáfora: o balão, as qualidades do capitão, o equipamento de lançamento e aterrissagem, o relacionamento com observadores de fora, os planos estratégicos da conferência, o efeito no público olhando os balões voando, etc.</p>
<p>Uma característica interessante nessa abordagem é que eu não tinha idéia do produto que estava na cabeça do Diretor porque eu estava trabalhando completamente dentro da lógica da metáfora. Também, uma das suas colegas que estava observando o processo se sentiu obrigada a participar ao dizer que ela nunca tinha tido um insight tão claro sobre o que ele pensava. Ao examinar a metáfora, ela contribuiu com sugestões para o funcionamento do balão e expressou suas preocupações. Mais tarde, eles mencionaram o fato de que ao se manterem dentro da metáfora, isso eliminou a defensiva que muitas vezes ocorre nestas situações.</p>
<p><strong>Criando a metáfora da empresa</strong></p>
<p>Muitas empresas criaram a declaração da missão e sua visão, mas poucas criaram a metáfora da empresa. A empresa New Information Paradigms (NIP), um empresa do nicho de desenvolvimento de software, especializada em sistemas de administração de conhecimento, é uma delas. Auxiliados pelo consultor Caitlin Walker, 4 cada um dos 16 funcionários identificou algumas metáforas para &#8220;a empresa e para onde ela vai&#8221;, para &#8220;mim como membro da NIP&#8221;, para o &#8220;meu relacionamento com a NIP e a maneira que eu gostaria que ficasse&#8221;. Como resultado, uma parede inteira próxima da máquina de café ficou adornada com desenhos simbólicos e diagramas das metáforas.</p>
<p>Ensinaram a Linguagem Clara ao pessoal, pois assim eles podiam investigar com atenção cada uma das outras metáforas. Em seguida, facilitaram cada uma das quatro equipes da empresa para incorporar os seus mapas pessoais para dentro de uma metáfora do grupo. Com isso concluído, as equipes, em pares, discutiram as áreas de superposição, divergência e sinergia, para produzir uma metáfora integrada. Finalmente, todas as quatro equipes se juntaram para produzir uma única metáfora &#8211; a da empresa.</p>
<p>E o resultado? Um entendimento muito melhor do que eles estavam tentando alcançar coletivamente e como eles podiam trabalhar juntos. A NIP verificou também que as &#8220;reuniões eram mais curtas, mais construtivas e que eles alcançavam um entendimento comum mais ligeiro. Eles eram capazes de permanecerem objetivos por mais tempo e isso ainda permitia o pessoal acessar suas emoções sem ter que torná-las públicas&#8221;. Caitlin Walker acrescenta que o processo dá a eles outra perspectiva de como chegar a um entendimento e como revelar os problemas: a metáfora de um grupo continha um rio, e quando eles viram que não havia maneira para as pessoas cruzarem o rio, eles perceberam &#8220;aí está, este é o problema&#8221;!</p>
<p>Reconhecendo que era um bom negócio, a empresa tem imaginado suas próprias aplicações para a Modelagem Simbólica. Quando um cliente da NIP tem dificuldade em especificar suas exigências, a equipe de vendas usa a Linguagem Clara para ajudá-lo a criar uma metáfora para o que ele quer. Quando a metáfora é traduzida para a linguagem tradicional de negócios, o cliente sente-se compreendido e a NIP sabe que tem uma informação de alta qualidade. Por exemplo, tome a empresa que considerou seu sistema de informação como uma série de reservatórios interconectados onde o nível da água muda dinamicamente com a quantidade de chuva, pela evaporação e pelo uso. O cliente queria monitorar de perto o nível da água, predizer quando era necessário um novo reservatório, e não serem pegos de surpresa por uma estiagem severa. Uma vez explorado, a metáfora foi convertida para a linguagem da previsão da demanda, plano de contingência e controle de qualidade. De volta ao escritório, os vendedores retransmitiram essa informação e a metáfora do cliente para os designers de software.</p>
<p>A NIP diz que as metáforas forneceram uma &#8220;linguagem comum de definição&#8221; para discutir um projeto e para obter as razões encobertas de porque algo é daquela maneira. Os desenvolvedores de software criam suas próprias metáforas para ajudar a explicar as características técnicas do design para as equipes de vendas e de marketing, que as utilizam nas apresentações aos clientes. Os desenvolvedores de software descobriram no processo, um uso inusitado para os seus sistemas.</p>
<p><strong>Diagramas das metáforas das três equipes</strong></p>
<p><img src="/wp-content/uploads/PNL/metaforas_da_organizacao/diagramas.jpg" border="0" alt="diagramas Metáforas da Organização   Parte 2" width="299" height="191" title="Metáforas da Organização   Parte 2" /><br />
<img src="/wp-content/uploads/PNL/metaforas_da_organizacao/diagramas_2.jpg" border="0" alt="diagramas 2 Metáforas da Organização   Parte 2" width="299" height="191" title="Metáforas da Organização   Parte 2" /><br />
<img src="/wp-content/uploads/PNL/metaforas_da_organizacao/diagramas_3.jpg" border="0" alt="diagramas 3 Metáforas da Organização   Parte 2" width="299" height="191" title="Metáforas da Organização   Parte 2" /></p>
<p>A New Information Paradigms identificou três vantagens principais no uso de metáforas. Em suas palavras:</p>
<p>&#8220;As metáforas funcionam porque elas transmitem uma enorme quantidade de informações e de abundância&#8221;.</p>
<p>&#8220;Apresentar idéias e situações como metáforas dá ao destinatário a oportunidade de entender a mensagem que está sendo comunicada a ele, em seus próprios termos. Porém talvez ainda mais importante, qualquer questão levantada ou crítica desfavorável à metáfora não é pessoal (com suas diferenças de opinião inerentes, defeitos, etc.) – o espaço para alguém se ofender é muito reduzido&#8230; existe &#8220;espaço para manobra&#8221; sem ser &#8220;obrigado a&#8221;&#8230; levar tudo metaforicamente&#8221;.</p>
<p>&#8220;Encorajar os participantes de um grupo a sugerirem suas próprias metáforas para (aparentemente) a mesma coisa – um produto, uma situação com cliente, etc. – muitas vezes cria um &#8220;espaço compartilhado&#8221; mental ou virtual. Nesse &#8220;espaço compartilhado&#8221; se torna possível explorar as metáforas individuais, existe espaço para elas serem absorvidas ou usadas como pedras de calçamento em direção a uma metáfora que todos contribuíram, ou que pelo menos tenham apoiado&#8221;.</p>
<p><strong>Comentários finais</strong></p>
<p>Facilitar um indivíduo ou grupo a reconhecer as metáforas inconscientes que formam a visão do mundo deles, que guiam as suas decisões e que restringem as suas escolhas, encoraja os insights e eleva a própria consciência. É necessário o uso com habilidade da Linguagem Clara para facilitar sem sugerir, pressupor ou impor sua própria metáfora.</p>
<p>E todo o processo pode ser levado a um nível mais profundo ao facilitar o indivíduo ou grupo a automodelarem simbolicamente o modo que o sistema deles funciona. Então, ao invés de tentar fazer a mudança acontecer, ocorre um novo aprendizado, os problemas são resolvidos e a criatividade é estimulada organicamente, como um subproduto do processo de automodelagem.</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>1 Metáforas da Vida Cotidiana de Lakoff e Johnson, foi o primeiro e até hoje a melhor apresentação do significado da metáfora na linguagem diária.</p>
<p>2 Para as &#8220;nove perguntas básicas da Linguagem Clara&#8221; e mais exemplos do seu uso, veja o artigo &#8220;Less is More&#8230; The Art of Clean Language&#8221; no site www.cleanlanguage.co.uk</p>
<p>3 É evidente que a Linguagem Clara introduz metáforas e conduz a atenção – toda linguagem faz isto. A Linguagem Clara é &#8220;clara&#8221; porque ela só usa metáforas &#8220;universais&#8221; (de espaço, tempo e forma) o que deixa os clientes livres para processar, reagir e responder com qualquer informação que eles considerem relevante.</p>
<p>4 O trabalho de Caitlin Walker com a NIP foi apresentado num vídeo intitulado &#8220;Working with Imagery and Metaphor in Creativity&#8221;; produzido em 1999 pela Open University para o seu curso de MBA. Veja também o site da NIP www.nipltd.com.</p>
<p>Referências<br />
Morgan, Gareth, Imagens da Organização<br />
Morgan, Gareth, Imaginization, Sage, 1997. Em espanhol Imagin-i-zacion<br />
Lakoff, George &amp; Johnson, Mark, Metáforas da Vida Cotidiana.<br />
Lawley, James &amp; Tompkins, Penny, Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling, 2000</p>
<p>James Lawley foi gerente sênior na indústria de telecomunicações antes de co-fundar a The Developing Company. Ele agora se especializou em facilitar gerentes e suas equipes a desenvolverem suas capacidades de pensar simbólica e sistemicamente, e a aprenderem a se modelar. Escreveu juntamente com Penny Tompkins o livro Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling.</p>
<p>O artigo &#8220;Metaphors of Organization &#8211; Part 2&#8243; encontra-se no site www.cleanlanguage.co.uk</p>
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		<title>Metáforas no aprendizado</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 02:00:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[James Lawley e Penny Tompkins
Aprendizagem é um processo altamente complexo sobre o qual nós sabemos muito pouco. Mas de uma coisa nós temos certeza: as pessoas aprendem de maneiras diferentes umas das outras. Como podemos compreender de que maneira os nossos alunos aprendem – somente ouvindo-os? Uma abordagem muito prática é prestar atenção nas metáforas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>James Lawley e Penny Tompkins</p>
<p>Aprendizagem é um processo altamente complexo sobre o qual nós sabemos muito pouco. Mas de uma coisa nós temos certeza: as pessoas aprendem de maneiras diferentes umas das outras. Como podemos compreender de que maneira os nossos alunos aprendem – somente ouvindo-os? Uma abordagem muito prática é prestar atenção nas metáforas usadas na linguagem deles.</p>
<p><strong>O que é uma metáfora?</strong></p>
<p>No livro inovador e de mente aberta &#8220;Metáforas da Vida Cotidiana&#8221;, o lingüista George Lakoff e o filósofo Mark Johnson dizem: &#8220;A essência da metáfora é a compreensão e a experiência de uma coisa em termos de outra&#8221;.</p>
<p>Nós gostamos dessa definição por uma série de razões. Primeiro, ela reconhece que a metáfora captura a natureza essencial de uma experiência. Por exemplo, quando um aluno nosso descreve sua situação como: &#8220;É como se eu estivesse batendo a cabeça contra um muro de pedra&#8221;, o sentido repetitivo, doloroso e frustrante da sua experiência ficou instantaneamente aparente. Em segundo lugar, a definição confirma que a metáfora é um processo ativo muito íntimo para nos conhecer, os outros e o mundo em nossa volta. Terceiro, a metáfora não precisa ficar limitada às expressões verbais. Para nós, a metáfora pode incluir qualquer expressão ou coisa que é simbólica para a pessoa, seja isto um comportamento não verbal, algo produzido pela própria pessoa, um item do ambiente ou uma representação imaginativa. Em outras palavras, qualquer coisa que a pessoa diz, vê, ouve, sente ou faz, bem como o que ela imagina, pode ser usada para produzir, compreender e raciocinar por meio da metáfora.</p>
<p>A metáfora não é uma incursão ocasional no mundo da linguagem figurativa, mas a base fundamental para adquirir conhecimento no dia a dia. Lakoff e Johnson declaram: &#8220;Em todos os aspectos da vida&#8230; nós definimos a nossa realidade em termos de metáforas e depois prosseguimos para agir na base da metáfora. Nós tiramos conclusões, definimos metas, fazemos compromissos e executamos os planos, tudo baseado em como nós estruturamos, em parte, a nossa experiência, consciente e inconscientemente, por meio da metáfora&#8221;.</p>
<p>Andrew Ortony identificou três características das metáforas que respondem pela sua utilidade: vivacidade, solidez e expressibilidade. Em resumo, as metáforas carregam uma grande quantidade de informações abstratas e intangíveis num pacote conciso e memorável.</p>
<p>Além destas, existe uma quarta propriedade, e é uma das que mais impactam na maneira como os alunos aprendem. Como as metáforas descrevem uma experiência em termos de outra, elas especificam e restringem o nosso modo de pensar sobre a experiência original. Isso influencia o significado e a importância que nós vinculamos à experiência original, a maneira que ela se ajusta com as outras experiências e as ações que nós tomamos como resultado.</p>
<p><strong>Linguagem Clara</strong></p>
<p>Existe uma maneira muito simples de descobrir a metáfora que o aluno usa para aprender – pergunte para ele: &#8220;E quando você está aprendendo, o aprendizado se parece com o que?&#8221;</p>
<p>Qualquer que seja a reposta que o aluno lhe dê, podemos aprofundar perguntando: &#8220;E tem mais alguma coisa sobre este X? E que tipo de X é este X?&#8221; [Onde X é a parte metafórica ou simbólica da resposta à pergunta original.]</p>
<p>Essas perguntas da &#8220;linguagem clara&#8221; foram retiradas de um método de exploração das metáforas pessoais projetado por David Grove, e que estão explicadas em detalhes no nosso livro &#8220;Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling.&#8221;</p>
<p>Nos anos 80, o psicoterapeuta David Grove percebeu que muitos dos seus clientes descreviam naturalmente os seus sintomas e efeitos na forma de metáforas. Ele descobriu que quando indagava sobre essas metáforas usando as mesmas palavras do cliente, começava a mudar a percepção que eles tinham dos seus problemas. Isso o conduziu a criar a Linguagem Clara, um método de fazer perguntas simples sobre as metáforas dos clientes que nem as contaminava e nem as distorcia.</p>
<p><strong>Metáforas para o aprendizado</strong></p>
<p>Usando as perguntas claras acima citadas, nós eliciamos uma metáfora para o aprendizado a partir de dez alunos adultos:</p>
<p><strong>1. Plantar flores –</strong> Uma semente é plantada na minha mente que é criada com água e sol confiando que ela irá germinar e crescer.</p>
<p><strong>2. Jogar cartas –</strong> Eu divido as coisas em quatro categorias e procuro as configurações dos naipes até que a lógica e o significado apareçam e eu saiba que carta jogar.</p>
<p><strong>3. Conta de poupança –</strong> Eu invisto tempo para acumular dados e informações até que haja o suficiente para me manter até a próxima idéia.</p>
<p><strong>4. Acender a lâmpada –</strong> Eu só tenho um insight ou um &#8220;ah há&#8221; depois que a luz se acende.</p>
<p><strong>5. Comer –</strong> Você precisa comer o básico, a carne e a batata, antes de ganhar a sobremesa saborosa.</p>
<p><strong>6. Ser detetive –</strong> Tudo gira em torno da descoberta dos fatos, procurar pistas e fazer as perguntas certas até esclarecer todo o mistério.</p>
<p><strong>7. Descascar a cebola –</strong> Eu tiro uma camada que revela a próxima camada a ser descascada. Em cada uma das vezes, algo me diz que estou chegando cada vez mais perto do âmago da questão.</p>
<p><strong>8. Na procura –</strong> Eu estou procurando algo ilusório e cada passo que eu dou me traz para mais perto do que eu preciso saber, mas eu nunca chego lá&#8230; é uma jornada contínua.</p>
<p><strong>9. Escultura –</strong> Você começa com o material bruto e vai retirando-o até obter uma forma agradável ao olho.</p>
<p><strong>10. Luta romana –</strong> Eu luto com as idéias até que sejam dominadas para que eu possa capturá-las.</p>
<p>Essas metáforas revelam a diversidade das representações simbólicas de como os alunos aprendem. Elas também sugerem alguns contrastes interessantes. Por exemplo, o aluno &#8220;conta de poupança&#8221; acumula conhecimento constantemente, enquanto que aparentemente nenhum aprendizado está acontecendo para o aluno &#8220;lâmpada&#8221; até a luz se acender. O aluno &#8220;jogador de cartas&#8221; provavelmente quer que sejam dadas todas as cartas para que possa começar a procurar os padrões, mas antecipar ao aluno &#8220;detetive&#8221; todas as informações relevantes irá provavelmente tirar o prazer da sua investigação. O aluno &#8220;na procura&#8221; precisa descobrir coisas novas em cada etapa da sua jornada, enquanto que o aluno &#8220;plantador de sementes&#8221; vai querer permanecer e tomar conta continuamente da semente da idéia.</p>
<p>Apesar de obtermos as metáforas para o aprendizado através das perguntas da Linguagem Clara, os alunos estão falando em metáforas o tempo todo. As pesquisas mostram que a conversa cotidiana faz uso de pelo menos quatro metáforas por minuto. Abaixo estão alguns exemplos de expressões metafóricas que estão &#8220;ocultas&#8221; ou &#8220;embutidas&#8221; na linguagem. Você consegue combinar os dez estudantes acima com os problemas do aprendizado que estão abaixo?</p>
<p>a. Eu me perdi no caminho.<br />
b. Eu não consigo digerir toda essa informação.<br />
c. No banco não tem o suficiente.<br />
d. Isso me deixou exausto.<br />
e. Justamente quando eu penso que entendi, fica tudo embaralhado.<br />
f. Eu não consigo fazer nada com isso.<br />
g. Isso me faz querer chorar.<br />
h. Eu não tenho a mínima idéia.<br />
i. Eu estou perambulando no escuro.<br />
j. Nós não podemos aprender nessas condições.</p>
<p>É fácil achar os correspondentes, não é? Por quê? Por duas razões: primeiro, nós geralmente usamos experiências comuns e bem compreendidas como base metafórica para a informação complexa e abstrata; e segundo, existe uma consistência e uma lógica para as metáforas que cada um de nós usa.</p>
<p>Se você quiser ensinar de uma maneira que corresponda às metáforas de um grupo de alunos, vai precisar uma abordagem altamente flexível.<br />
Usando metáforas múltiplas</p>
<p>Uma maneira de agradar a uma ampla gama de estilos de aprendizagem é ter certeza de que você usa uma variedade de metáforas. Essas devem ter tantas estruturas distintas quanto possível. Por exemplo, além de falar para a classe: &#8220;Vocês conseguem imaginar isso?&#8221; e deixando isto por conta deles, você também pode oferecer umas alternativas metafóricas, como:</p>
<p>Quem pode resolver isso?<br />
Veja o que você faz com isso.<br />
A que conclusão você chegou?<br />
Quem acha que pode executar isso?<br />
Quando você chegar a algum lugar me fale.<br />
O que você consegue construir com isso?<br />
Não tenha pressa e veja o que aparece.<br />
Me diga quando descobrir a resposta.<br />
Brinque com essas idéias e veja até aonde você chega.<br />
Considere cuidadosamente essas informações até digerir os conceitos.<br />
Passe algum tempo considerando isso e tudo vai se esclarecer.<br />
Você precisa escavar abaixo da superfície para encontrar a essência da questão.</p>
<p>Para concluir&#8230;</p>
<p>As metáforas embutem e definem o intangível e o abstrato, mas esse processo inevitavelmente restringe as percepções e ações para aquelas que concordam com a lógica da metáfora. Portanto as metáforas são tanto descritivas como prescritivas. Quando os alunos se tornam conscientes das suas próprias metáforas para o aprendizado, eles podem reconhecer como elas os limitam ou os liberam. Dessa maneira eles podem aprender a partir do seu próprio processo de aprendizagem!</p>
<p>Também vale a pena saber as suas próprias metáforas preferidas porque elas têm uma grande influência na maneira que você ensina. Uma vez que você esteja familiarizado com as suas preferências, você pode começar a evoluir empregando novas metáforas. Para alguns alunos, as suas novas metáforas irão dizer a mesma coisa de uma maneira diferente &#8212; mas outros vão precisar se encaixar numa categoria diferente no processamento mente-corpo. Além de ensinar o assunto em questão, você estará treinando os seus alunos para processar a informação por meio de uma variedade de metáforas. O resultado será uma maior capacidade de poder pensar com mais criativamente.</p>
<p>James Lawley e Penny Tompkins são Trainers de <a href="http://site.suamente.com.br">PNL</a> Certificados e psicoterapeutas registrados na Grã Bretanha. Eles são os co-autores de Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling.</p>
<p><strong>Notas:</strong><br />
1. Andrew Ortony (ed.), Metaphor and Thought (Second edition), p. 622.<br />
2. Susan R. Robinson, Birkbeck College, University of London, 11 November 2000.<br />
3. A resposta dos pares: a-8, b-5, c-3, d-10, e-2, f-9, g-7, h-6, i-4, j-1.</p>
<p>Esse artigo foi publicado no SEAL Journal e está sob o título &#8220;Learning Metaphors&#8221; no site www.cleanlanguage.co.uk</p>
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		<title>Metáforas da Organização &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 00:12:20 +0000</pubDate>
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&#8220;Todas as teorias de organização e de administração são baseadas nas imagens ou metáforas implícitas que nos induzem a ver, entender e imaginar situações de maneira parcial. Metáforas criam insight. Mas elas também distorcem. Elas têm pontos fortes. Mas também têm limitações. Ao criar condições de enxergar, elas criam maneiras para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Penny Tompkins e James Lawley</p>
<p>&#8220;Todas as teorias de organização e de administração são baseadas nas imagens ou metáforas implícitas que nos induzem a ver, entender e imaginar situações de maneira parcial. Metáforas criam insight. Mas elas também distorcem. Elas têm pontos fortes. Mas também têm limitações. Ao criar condições de enxergar, elas criam maneiras para não enxergar. Por isso pode não ter nenhuma teoria ou metáfora que forneça o ponto de vista de todas as finalidades. Nesse ponto pode não ter nenhuma &#8220;teoria correta&#8221; para estruturar tudo que nós fazemos&#8221;.<br />
Gareth Morgan</p>
<p>Esse é um artigo em duas partes:</p>
<p><strong>Parte 1</strong> utiliza as idéias de Gareth Morgan, um pioneiro no uso de metáforas para ler, analisar e facilitar a mudança nas organizações.</p>
<p><strong>Parte 2</strong> mostra como uma nova abordagem, a Modelagem Simbólica, usa as metáforas geradas pelos clientes para ajudar os indivíduos a entenderem e mudarem as suas organizações e a si mesmos. Modelagem Simbólica pode ser usada como uma alternativa ou como suplemento à metodologia de Gareth Morgan.</p>
<p>Se você é consultor, facilitador ou gerente interessado em organizações e como elas funcionam, então você precisa ler os livros de Gareth, Images of Organization (Imagens da Organização) e Imaginization (em espanhol Imagin-i-zacion).</p>
<p><strong>Imagens da Organização</strong></p>
<p>A tese central desse livro é que todas as teorias de organização e administração são baseadas em metáforas implícitas, e que as metáforas fazem um papel paradoxal: elas são vitais para o conhecimento e o realce de certos aspectos da organização, enquanto ao mesmo tempo restringem o conhecimento pela prática ou pela ignorância de outras.</p>
<p>A postura teórica de Morgan está claramente alinhada com aquela do lingüista George Lakoff e do filósofo Mark Johnson que muito fizeram para elevar a consciência da natureza fundamental da metáfora. Eles dizem:</p>
<p>&#8220;Em todos os aspectos da vida… nós definimos a nossa realidade em termos de metáforas e depois continuamos agindo com base na metáfora. Nós tiramos conclusões, estabelecemos metas, fazemos compromissos e executamos planos, tudo na base de como estruturamos, em parte, a nossa experiência, consciente e inconscientemente, pelo sentido da metáfora&#8221;.</p>
<p>Tome por exemplo a metáfora muito comum de que uma organização é como uma máquina. Nós pensamos em termos de &#8220;inputs e outputs&#8221;, maximizar &#8220;produção&#8221; e tornar &#8220;eficiente a força motriz&#8221;. Quando as coisas estão indo bem, dizemos que a organização está &#8220;funcionando como um relógio&#8221;, um &#8220;motor bem lubrificado&#8221; ou uma &#8220;linha de montagem&#8221;. Quando não está indo bem, então a comunicação foi &#8220;quebrada&#8221; e as &#8220;coisas precisam ser consertadas&#8221; porque existiu a &#8220;destruição de um plano de operações&#8221;. Em resposta, nós queremos alcançar os &#8220;aspectos práticos&#8221; da operação e intervir no ponto de máxima &#8220;alavancagem&#8221;. Nós conduzimos estudos de &#8220;tempo e movimento&#8221;, consideramos as pessoas como &#8220;peças de uma engrenagem&#8221; e tentamos quantificar e comparar tudo. Nós estabelecemos o departamento de &#8220;recursos&#8221; humanos, alocamos &#8220;mão de obra&#8221; e recrutamos para &#8220;ocupar uma vaga&#8221;. E tudo porque a organização adora &#8220;reengenharia&#8221;. Gareth Morgan diz: &#8220;Um dos problemas mais básicos da administração moderna é que a maneira mecânica de pensar está tão enraizada na nossa concepção do dia a dia das organizações que muitas vezes é difícil se organizarem de outra maneira qualquer&#8221;.</p>
<p><strong>Para esclarecer o nosso pensamento, ele procura fazer três coisas:</strong></p>
<p><strong>(1)</strong> Mostrar que muitas das idéias convencionais sobre organização e administração são baseadas num pequeno número de imagens e metáforas tomadas como certas.</p>
<p><strong>(2)</strong> Explorar algumas metáforas alternativas para criar novas maneiras de pensar sobre organização.</p>
<p><strong>(3)</strong> Mostrar como usar as metáforas para analisar e diagnosticar problemas e melhorar a administração e design das organizações.</p>
<p>Morgan ilustra suas idéias explorando oito metáforas arquetípicas da organização: máquinas, organismos, inteligências, culturas, sistemas políticos, prisões físicas, fluxo e transformação, instrumentos de dominação (veja quadro).</p>
<div>
<table border="1" cellspacing="1" cellpadding="10" width="499">
<tbody>
<tr>
<td valign="middle">
<p class="Style10" align="center"><strong>Metáforas arquetípicas para organizações<br />
(e conceitos associados)</strong></p>
<p class="Style10"><strong>Máquinas</strong></p>
<p class="Style10">Eficiência, resíduos, manutenção, seqüência, mecanismo do relógio, peça na engrenagem, programas, inputs e outputs, padronização, produção, medição e controle, design</p>
<p class="Style10"><strong>Organismos</strong></p>
<p class="Style10">Sistemas vivos, condições ambientais, adaptação, ciclos de vida, reciclagem, necessidades, homeostase, evolução, sobrevivência em boa forma, saúde, doença</p>
<p><strong>Inteligência</strong></p>
<p>Aprendizagem, processamento paralelo de informações, controle distribuído, maneira de pensar, inteligência, feedback, variedade de requisitos, conhecimento, rede de comunicação</p>
<p class="Style10"><strong>Cultura</strong></p>
<p class="Style10">Sociedade, valores, crenças, leis, ideologia, rituais, diversidade, tradições, história, serviço, visão e missão compartilhada, conhecimento, qualidades, família</p>
<p class="Style10"><strong>Sistemas políticos</strong></p>
<p class="Style10">Interesses e direitos, poder, agendas e negócios obscuros, autoridade, alianças, diretiva política do partido, censura, guardiões, líderes, gerenciamento de conflitos</p>
<p class="Style10"><strong>Prisões físicas</strong></p>
<p class="Style10">Processos conscientes e inconscientes, repressão e regressão, ego, rejeição, projeção, mecanismos de luta e defesa, princípio da dor e prazer, disfunção, workaholics</p>
<p class="Style10"><strong>Fluxo e transformação</strong></p>
<p class="Style10">Mudança constante, equilíbrio dinâmico, fluxo, auto-organização, ciência sistêmica, caos, complexidade, efeito lagarta-borboleta, propriedades emergentes, dialética, paradoxo</p>
<p class="Style10"><strong>Instrumentos de dominação</strong></p>
<p class="Style10">Alienação, repressão, valores impostos, submissão, carisma, manutenção do poder, força, exploração, dividir e governar, discriminação, interesse corporativo</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Ao descrever como cada metáfora tem sido usada por diferentes especialistas organizacionais, Imagens da Organização contém um ótimo resumo de quase todas teorias de administração que nunca foram interpretadas. Se você quer uma visão geral do Taylorismo e de estudos de tempo e movimento; análises das necessidades organizacionais, teoria dos sistemas abertos e contingência; ecologia organizacional; cibernética e pensamento holográfico; cultura corporativa; organizações como um acúmulo de interesses, conflitos e poder; teoria psico-analítica; sistemas auto-organizantes; dialética marxista; ressignificação, tudo está no livro.</p>
<p>O último capítulo apresenta um exemplo da análise organizacional de Gareth Morgan aplicado numa pequena empresa com 150 funcionários. Ele divide o processo em dois estágios. Primeiro ele usa cada uma das oito metáforas descritas acima como &#8220;moldura&#8221; através da qual ele visualiza a organização e produz múltiplas &#8220;leituras do diagnóstico&#8221;. Depois ele se dedica a uma &#8220;avaliação crítica&#8221; de cada leitura para produzir um &#8220;enredo&#8221; em que coloca tudo junto de maneira significativa e sugere um curso de ação.</p>
<p>Imaginização</p>
<p>Enquanto Imagens da Organização é altamente teórico, Imaginization é devotado ao uso prático da metáfora para a análise da organização e da administração criativa. Imaginization, com seus desenhos e letras grandes, tem um estilo completamente diferente. Do começo ao fim, o princípio é: &#8220;É impossível desenvolver novos estilos de organização e de administração enquanto continuar pensando nos velhos modos&#8221;. Isso mostra como as metáforas podem ser aplicadas na mudança organizacional, na resolução de idéias conflitantes, identificação da parte mais importante do problema, correção e reforma de equipes, criatividade e repensar produtos e serviços.</p>
<p>Apesar de Morgan fazer um esforço para evitar a afirmação da supremacia de qualquer metáfora dada ou da perspectiva teórica, está claro que ele prefere uma abordagem relativa, auto-organizante para a administração. Para gerenciar múltiplas equipes e projetos descentralizados, por exemplo, ele oferece a metáfora da planta aranha. (no Brasil, essa planta é conhecida como clorofito.)</p>
<p>Você pode usar a metáfora da planta aranha (ou qualquer outra metáfora que diga respeito ao assunto) no seguinte exercício:</p>
<p><strong>1.</strong> Selecione uma unidade organizacional para o exercício (equipe, departamento, projeto, empresa, etc.).<br />
<strong>2.</strong> Liste o maior número de características da planta aranha que puder (por exemplo, as novas mudas da planta aranha começam a crescer quando a planta torna-se grande demais para o seu vaso. Enquanto a planta se estende para procurar novos solos, ela recebe o sustento da planta mãe. Quando a nova planta forma as raízes e é capaz de se sustentar sozinha, a ligação com o broto não é mais necessária.)<br />
<strong>3.</strong> Para cada característica, identifique onde existe paralelo ou não na sua unidade organizacional.<br />
<strong>4.</strong> Considere de que maneira a metáfora se encaixa na sua organização e os novos insights que ela cria.<br />
<strong>5.</strong> Deixando sua imaginação correr solta, &#8220;expanda&#8221; a metáfora da planta aranha para pensar sobre como poderia ser a sua organização. Em outras palavras, use a metáfora como base para um novo design organizacional.<br />
<strong>6.</strong> Quais são as diferenças entre a organização recentemente desenhada e a existente? Quais são os novos insights que surgiram para dar forma aos processos de administração?</p>
<p>Por exemplo, digamos que a leitura da sua atual empresa (etapa 3) é: &#8220;Ao contrário da real planta aranha, a única coisa que cresce nessa organização é o que está no vaso. A planta central está sendo alimentada pelas ramificações. Estão esgotando a vida dela&#8221;. Você pode constatar que (etapa <strong>4):</strong> &#8220;Se isso continuar, as ramificações irão morrer, e a planta central irá sofrer. De fato, ela já começou a definhar&#8221;. Agora a metáfora poderá ser usada para criar um novo desenho (etapa 5): &#8220;Se os talos das ramificações representam o fluxo de recursos e valores, eles precisam ser fortes e saudáveis para que estes recursos possam fluir nos dois sentidos. Isto iria encorajar mais ramificações ao invés de sufocar as novas iniciativas&#8221;. Você pode concluir (etapa 6): &#8220;Nós ficamos tão focados na concorrência entre o vaso e as ramificações, que nunca pensamos em desenvolver os talos. Poderíamos até mesmo usá-los para integrar toda a organização&#8221;.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Imagens da Organização foi escrita inteiramente do ponto de vista do consultor. Em Imaginization, entretanto, Morgan reconhece que as pessoas dentro da organização podem descrever suas próprias metáforas e criar novas. Ele conclui: &#8220;O desafio que o gerente moderno enfrenta é se tornar talentoso no uso de metáforas: para descobrir maneiras apropriadas de ver, entender e adaptar as situações com as quais tem de lidar&#8221;. Isso não é uma ferramenta &#8220;bonita para se ter&#8221;, mas uma habilidade indispensável. Quer você perceba ou não, você e todos a sua volta, estão usando metáforas o tempo todo, e estão tomando decisões baseados nestas metáforas.</p>
<p>Na parte 2 desse artigo, eu introduzo a Modelagem Simbólica – uma abordagem baseada inteiramente em facilitar os clientes gerarem suas próprias metáforas e fazer uso delas para efetuar mudança neles mesmos e nas organizações que eles fazem parte.</p>
<p>Referências<br />
Morgan, Gareth, Imagens da Organização<br />
Morgan, Gareth, Imaginization, Sage, 1997.   Em espanhol Imagin-i-zacion<br />
Lakoff, George &amp; Johnson, Mark, Metáforas da Vida Cotidiana.<br />
Lawley, James &amp; Tompkins, Penny, Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling, 2000</p>
<p>Nota da tradução: Clorofitos são encontrados normalmente em vasos pendentes. Existe a planta central no vaso, enraizada na terra. Do vaso, a planta irradia ramificações com cerca de 30 centímetros, os chamados tentáculos. Na ponta desses tentáculos estão grupos de folhas que irão enraizar criando as novas plantas.</p>
<p>James Lawley foi gerente sênior na indústria de telecomunicações antes de co-fundar a The Developing Company. Ele agora se especializou em facilitar gerentes e suas equipes a desenvolverem suas capacidades de pensar simbólica e sistemicamente, e a aprenderem a se modelar. Escreveu juntamente com Penny Tompkins o livro Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling.</p>
<p>O artigo &#8220;Metaphors of Organization &#8211; Part 1&#8243; encontra-se no site www.cleanlanguage.co.uk</p>
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		<item>
		<title>PNL E EDUCAÇÃO – 3a PARTE</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/pnl-e-educacao-%e2%80%93-3a-parte/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 23:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[PNL]]></category>
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<category>comportamento</category><category>educação</category><category>metáforas</category><category>pnl</category>
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		<description><![CDATA[Como as metáforas moldam o comportamento dos professores.

Judith Lloyd Yero
A educação é a arte de acender uma chama, não a de encher um vaso. (Sócrates)
A importância da metáfora na maneira como as pessoas moldam suas &#8220;realidades&#8221; tem sido o assunto de diversos artigos da Anchor Point. Na edição de maio de 2001, James Lawley e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Como as metáforas moldam o comportamento dos professores.<br />
</strong><br />
Judith Lloyd Yero</p>
<p><em>A educação é a arte de acender uma chama, não a de encher um vaso. (Sócrates)</em></p>
<p>A importância da metáfora na maneira como as pessoas moldam suas &#8220;realidades&#8221; tem sido o assunto de diversos artigos da Anchor Point. Na edição de maio de 2001, James Lawley e Penny Tompkins explicaram como eles encorajam seus clientes a fazerem explorações e elaborações sobre os símbolos e metáforas usados para descrever problemas psicológicos. Uma abordagem semelhante para examinar as metáforas que os professores usam quando descrevem seu trabalho ajuda-nos a perceber o quanto essas metáforas limitam, assim como capacitam, os comportamentos e as percepções.</p>
<p><strong>Metáforas usadas pelos professores:</strong></p>
<p>&#8220;Minha sala de aula é um zoológico.&#8221;</p>
<p>&#8220;Eu procuro entrelaçar todos os conceitos ao mesmo tempo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Aquelas crianças estão realmente desabrochando&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ele é um de meus melhores alunos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós estamos sempre atrasados com o programa.&#8221;</p>
<p>Os professores geralmente usam essa linguagem quando falam sobre seu trabalho. Cada uma dessas sentenças contém uma metáfora. Por razões de simplicidade, vou usar a palavra metáfora para significar qualquer circunstância em que alguém usa uma categoria conceptual, experiência, ou &#8220;coisa&#8221; para descrever ou definir outra categoria conceptual. &#8220;A essência da metáfora consiste em compreender e experimentar uma coisa em termos de outra.&#8221;. 2</p>
<p>Nas aulas de literatura, aprendemos que uma metáfora é um recurso lingüístico usado para tornar interessante a linguagem ou a escrita. Karl entra na sala dos professores meneando a cabeça: &#8220;Minha sala de aula está um zoológico hoje!&#8221; Se aquilo que aprendemos em literatura é correto, Karl está simplesmente usando uma figura de linguagem – tornando sua descrição da sala de aula mais interessante ou única. Outros professores reconhecem que a sala de aula de Karl é provavelmente barulhenta e inquieta. Os &#8220;animais&#8221; podem estar alvoroçados e difíceis de controlar. Mas isso é simplesmente uma &#8220;figura de linguagem&#8221; – um recurso lingüístico? Ou essas afirmações brotam de algo mais profundo – do sistema conceptual de Karl?</p>
<p>O lingüista George Lakoff e o filósofo Mark Johnson3 oferecem evidência convincente de que as metáforas podem realmente ser a principal maneira de operação mental das pessoas. Eles argumentam que, devido ao fato de que a mente está &#8220;incorporada&#8221; – isto é, experimenta o mundo através do corpo no qual reside – as pessoas não podem deixar de formar um conceito do mundo em termos de percepções corporais. Nossos conceitos de dentro-fora, acima-abaixo, frente-fundos, luz-escuridão, e calor-frio são todos relacionados às orientações e percepções adquiridas através de nossos sentidos corporais. As sentenças acima indicadas, usadas pelos professores, contêm diversas metáforas. Um estudante que é o melhor(em inglês&#8221;top&#8221;) aluno representa uma orientação vertical, enquanto estar atrasado (em inglês &#8220;falling behind&#8221;) sugere uma orientação horizontal.</p>
<p>Lakoff e Johnson sugerem que as metáforas através das quais as pessoas expressam os conceitos abstratos influenciam na maneira como elas os entendem. Na obra Metaphors We Live By eles apresentam diversas metáforas usadas comumente para as idéias conceituais. Algumas expressões familiares que as pessoas usam quando descrevem idéias de alimentos, plantas e mercadorias:</p>
<p><strong>Idéias são alimentos.</strong></p>
<p>O que ele disse deixou um gosto ruim em minha boca. Isso não passa de idéias mal assadas e teorias queimadas. Não posso digerir todas essas idéias novas. Eu simplesmente não posso engolir essa reclamação. Esse argumento cheira a peixe. Essa é uma idéia que você pode realmente mastigar. Isso é alimento para o pensamento. Nós não precisamos dar comida na boca de nossos alunos. Ele devorou o livro. Este é o filé do papel.</p>
<p><strong>Idéias são plantas.</strong></p>
<p>As idéias dele finalmente chegaram à fruição. Aquela idéia não amadureceu. Aquela teoria está florescendo. Levará anos para aquela idéia desabrochar. Ele considera a química como um ramo da física. A matemática tem muitos ramos. As sementes das grandes idéias dele foram plantadas durante a juventude. Ela tem uma imaginação fértil. Ele tem uma mente estéril.</p>
<p><strong>Idéias são mercadorias.<br />
</strong><br />
È importante a maneira como você empacota suas idéias. Ele não vai comprar aquela idéia. Aquele projeto não vai vender bem. Há sempre um mercado para as boas idéias. Essa idéia não tem valor. Ele tem sido uma fonte de idéias valiosas. Eu não daria um níquel por essa idéia. Idéias boas são moeda no mercado intelectual.</p>
<p>Não é surpresa que as pessoas tentem compreender os conceitos vagos, abstratos ou complexos em termos de experiências mais familiares. O ponto é que a metáfora que a pessoa escolhe para emoldurar um conceito/experiência focaliza necessariamente a atenção sobre alguns aspectos, enquanto ignora outros. Pensar nas idéias como mercadorias focaliza a atenção sobre como essas idéias serão recebidas (compradas) pelas outras pessoas e se tais idéias são vendáveis. Se as idéias são mercadorias, elas devem, então, ser negociáveis. Ter uma idéia somente por tê-la não é consistente com esta estrutura metafórica. Nós desejamos acionar muitas idéias e colocá-las no mercado. Na metáfora de que as idéias são plantas, é perfeitamente consistente guardar uma idéia por algum tempo, sem procurar vendê-la. Afinal, as plantas levam tempo para amadurecer – para chegar à fruição.</p>
<p>Ao invés de descrever uma série de particularidades que ocorreram em sua sala de aula, Karl resumiu tudo dizendo que ela era um zoológico. Porque as pessoas são familiarizadas com zoológicos, elas conseguem imaginar sobre que ele está falando. Essa imagem seria muito diferente se Karl dissesse: &#8220;minha classe é uma colmeia&#8221;. O que importa é que na metáfora do zoológico, Karl percebe a atividade dos alunos como negativa – sem controle. Se ele empregar a metáfora da colmeia, ele pode perceber esse mesmo comportamento como produtivo – ocupados como abelhas. Portanto, a metáfora inconsciente de Karl dirige suas percepções – e o comportamento que disso vai resultar.</p>
<p><strong>Ao discutir a influência das metáforas no comportamento, Lakoff e Johnson afirmam:<br />
</strong><br />
&#8220;As metáforas podem criar realidades para nós, especialmente realidades sociais. Uma metáfora pode, então, ser um guia para ação futura. Tais ações, naturalmente, serão adaptadas à metáfora. Isso, por seu lado, irá reforçar o poder da metáfora para tornar a experiência coerente. Neste sentido, as metáforas podem ser profecias auto-realizadoras.&#8221;<br />
<strong><br />
Antigas Metáforas Educacionais.</strong></p>
<p>As metáforas têm sido usadas desde os primórdios da educação. Em textos antigos, como o Mishnah, uma parte antiga do Talmude, escrito no século segundo, quatro espécies de estudantes são propostas:</p>
<p>&#8220;Os esponjas, os funis, os filtros e as peneiras. Você ficará surpreso em saber qual é o tipo preferido. A esponja, dizem, absorve tudo; o funil recebe numa ponta e expele na outra, os filtros deixam o vinho passar e retêm os detritos, mas a peneira é a melhor, porque separa o pó e retém a farinha melhor.&#8221;</p>
<p>Essas metáforas contêm em si as crenças sobre o conhecimento e o papel que se espera do estudante. Cada uma delas sugere que o conhecimento é algo que se &#8220;leva para dentro&#8221; em oposição a ser gerado internamente. Mesmo no século segundo, não se esperava que os estudantes retivessem tudo. O papel preferido do estudante era &#8220;separar o pó da farinha boa&#8221;.</p>
<p>John Locke descreveu a mente, por ocasião do nascimento, como uma tabula rasa – uma lousa vazia sobre a qual todo o conhecimento deve ser &#8220;escrito&#8221; por outros. Descrições semelhantes do ensino refletem a crença de que a mente do estudante é um recipiente vazio.</p>
<p>&#8220;Se estou ensinado fatos e as coisas que o ITBS (Iowa Test of Basic Skills) ensina, posso abrir essas mentes e derramá-los dentro delas. Simplesmente abrir suas pequenas cabeças e derramar para dentro.&#8221;</p>
<p>Infelizmente, muitos educadores persistem em pensar nos estudantes como receptáculos de informações, apesar da pesquisa extensiva que demonstra que o conhecimento é gerado internamente. A citação no início do artigo sugere que, mesmo sem essa pesquisa, Sócrates acreditava que a educação tinha a ver com &#8220;retirar de dentro&#8221; o que já estava lá, ao invés de &#8220;encher&#8221; com o máximo de &#8220;conhecimento&#8221; possível. De fato, a palavra educação vem de educere – que significa &#8220;retirar&#8221;.</p>
<p><strong>Metáforas comuns na educação.</strong></p>
<p>Nos últimos anos, os pesquisadores educacionais que estudaram as metáforas dos professores foram consistentes na conclusão de que as metáforas usadas pelos professores para descrever seu trabalho afetam profundamente seu comportamento e percepções. Abaixo apresentamos algumas das metáforas educacionais mais comuns.</p>
<p><strong>Uma lição é uma jornada. O conhecimento é uma paisagem.</strong></p>
<p>A palavra passar aparece freqüentemente no linguajar dos professores. &#8220;Eu passei as Leis de Newton na semana passada.&#8221; &#8220;Nós temos muito material para passar antes do teste.&#8221; Embora passar tenha diversas definições, o principal significado na educação é de passar por um caminho – mover-se dentro de um terreno de alguma espécie. Nesta metáfora, o conhecimento é uma paisagem através da qual viaja a jornada do aprendizado.</p>
<p>Muitos professores inconscientemente percebem os conceitos e princípios que eles ensinam &#8211; partículas do pensamento humano consideradas &#8220;conhecimento essencial&#8221; – como objetos. Conceitos e princípios são objetos. &#8220;Você ensinou gramática?&#8221; &#8221; Sim, eu ensinei isso no ano passado.&#8221; Os objetos do conhecimento se tornaram &#8220;objetivos&#8221; – separados dos processos do pensamento humano e das mentes que os conceberam.</p>
<p><em>Lições como Jornadas através da Paisagem do Conhecimento.<br />
Os pesquisadores freqüentemente citam as &#8220;conversas dos professores&#8221;, que usam quase exclusivamente a metáfora das lições como movimento &#8211; jornadas através da paisagem do conhecimento. Eis alguns exemplos retirados de uma entrevista com uma única professora.</em></p>
<p><em>&#8220;Eu simplesmente segui adiante&#8230;&#8221;<br />
&#8220;Eles ficaram para trás.&#8221;<br />
&#8220;Eles estão sempre um passo à frente das outras turmas, porque tudo corre muito bem&#8230;&#8221;<br />
&#8220;Nós nos movimentamos mais rapidamente.&#8221;<br />
&#8220;Nós provavelmente vamos mover-nos um pouquinho para trás.&#8221;<br />
&#8220;Se ele estiver perdido, ele simplesmente vai ficar atrás&#8230;&#8221;<br />
&#8220;Eles gostam de sair do assunto e ir para tópicos diferentes.&#8221;<br />
&#8220;Nós não conseguimos chegar lá.&#8221;<br />
&#8220;Nós nem sequer conseguimos passar essas doze sentenças hoje.&#8221;<br />
&#8220;Eu preciso ir adiante&#8230; é hora de avançar muito rapidamente.&#8221;<br />
&#8220;Eu estou empurrando e segurando tanto quanto posso&#8230;&#8221;<br />
&#8220;Eu achei que a turma avançava muito devagar.&#8221;<br />
&#8220;Ela estava lavrando lentamente.&#8221;<br />
&#8220;Finalmente cheguei ao ponto&#8230;&#8221;</em></p>
<p>Não somente a aula é vista como um movimento, mas a jornada parece estar numa estrada de duas dimensões. A professora define seu papel em termos de cobrir uma distância específica ao longo da estrada dentro de uma quantidade de tempo específica. Neste contexto metafórico, alguns comportamentos, como discussões sobre tópicos que interessam os estudantes (sair do assunto), provavelmente não acontecem. Note como a metáfora coloca o assunto &#8211; a estrada a ser percorrida &#8211; na base e atribui valor aos estudantes conforme quanto dessa estrada eles já passaram. Claramente, a metáfora desta professora influencia muito suas percepções.<br />
&#8230;Munby, H. (1986). &#8220;Metaphor in the Thinking of Teachers : Na Exmploratory Study.&#8221; The Journal of Curriculum Studies, Vol. 18, 197-209</p>
<p>Na metáfora aprender é uma jornada, os objetos do conhecimento residem em várias localidades da paisagem do conhecimento. Os professores devem levar rapidamente os alunos através dessa paisagem, fazendo com que eles &#8220;apanhem&#8221; os conceitos enquanto passam por todos eles, até chegarem ao seu destino final – Terra do Teste. Neste ponto, os professores verificam se os estudantes possuem os conceitos adquiridos durante a jornada. Aí será a hora de mover-se até o próximo objetivo – começar a passar o outro pedaço do território do mapa do pensamento humano. Com esta interpretação, pode-se pensar sobre a jornada como o professor dirigindo um ônibus cheio de estudantes, a plena velocidade, numa estrada predefinida, para alcançar o destino antes do cair da noite – o teste.</p>
<p>A metáfora da lição como uma jornada pode ter outras interpretações. Se o professor acredita que o aprendizado requer que os estudantes interajam com o ambiente, a viagem torna-se uma viagem de descoberta, ao invés de uma corrida em linha reta pela paisagem da disciplina. Nesta interpretação da metáfora, o professor e os estudantes viajam mais ou menos juntos, por uma estrada mais ou menos definida, fazendo paradas freqüentes pelo caminho, enquanto os alunos notam algo interessante, que desejam explorar. Existem viagens ocasionais interessantes para lugares inesperados. Às vezes, os grupos buscam caminhos diferentes e, após retornar para a estrada principal, contam à classe sobre o que encontraram.</p>
<p>Muitos professores resistem inconscientemente a esta interpretação, devido às pressões do teste e do currículo definido pela escola. (Por falar nisso, a palavra currículo também é uma metáfora. Em latim, a palavra significa &#8220;corrida&#8221;!) Eles acham que foram contratados para preparar os alunos para o teste e não podem gastar seu tempo em outras explorações. Isso nos conduz a outra metáfora – compartilhada não somente por professores, mas pela mente ocidental em geral.</p>
<p><strong>O tempo é uma riqueza.</strong></p>
<p>O tempo é uma riqueza é uma metáfora que impulsiona muito daquilo que os professores fazem (e não fazem), ao ensinar. Geralmente, a riqueza é dinheiro. O tempo é algo que as pessoas podem gastar ou desperdiçar, investir sabiamente em atividades produtivas ou perdê-lo em buscas questionáveis. Logo, o tempo torna-se o custo da descoberta – toda essa exploração por parte dos estudantes.</p>
<p>Infelizmente, o tempo não é uma riqueza de propriedade dos professores. O conteúdo tradicional de um determinado curso ou ano escolar destina quantidades específicas de tempo para realizar certas tarefas. O tempo é, enfim, uma riqueza escassa. Os professores devem orçar esse tempo, e gastar somente dentro dos limites daquilo que lhes foi destinado. Perder tempo com assuntos que não fazem parte do currículo indicado significa que eles vão gastar tudo antes que tenham passado todo o conteúdo. Que Deus nos livre do tempo terminar antes do teste e a classe não tenha passado por toda a matéria.</p>
<p>Na cultura ocidental, o tempo é riqueza é uma metáfora tão forte que raramente pode ocorrer-nos de que haja outras maneiras de pensar sobre nossas vidas. Em outras culturas, as pessoas não necessariamente encaram o tempo como uma riqueza.</p>
<p>&#8221; De acordo com a antropóloga Elizabeth Brandt&#8230; os Pueblos nem sequer têm em seu idioma uma fórmula equivalente para a expressão: &#8220;eu não tive tempo suficiente para isso.&#8221; Eles podem dizer &#8220;Minha caminhada não me levou até lá&#8221; ou &#8220;Não pude encontrar o caminho para isso&#8221;, mas esses não são exemplos do conceito de tempo como uma riqueza.&#8221;</p>
<p>Conforme Lakoff e Johnson,</p>
<p>&#8220;As culturas nas quais o tempo não é conceituado nem institucionalizado como uma riqueza lembram-nos que o tempo, em si mesmo, não é uma riqueza em si. Existem pessoas no mundo que vivem suas vidas sem sequer ter a idéia de orçar o tempo ou preocupar-se com o fato de o perderem. A existência de tais culturas revela como nossa própria cultura tem transformado metáforas em realidades dentro de instituições culturais, a ponto de transformar expressões metafóricas em verdades.&#8221; 10</p>
<p>Nas culturas ocidentais, as pessoas não reconhecem mais a expressão tempo é uma riqueza como metáfora. Elas simplesmente assumem que isso é uma verdade e agem de acordo.</p>
<p><strong>Ser educado é possuir objetos de conhecimento.</strong></p>
<p>Embora poucos ainda concordem que as mentes dos estudantes são uma tabula rasa, muitos ainda continuam a manter o conceito de que ensinar é preencher um espaço vazio. A mente é algo como um container, em que os objetos do conhecimento são armazenados – a mente como um armário a ser enchido. Assim, a pessoa educada é percebida como aquela que tem objetos de conhecimento ordenadamente guardados em pastas apropriadas. Possuir objetos de conhecimento é o que importa – como se verifica pelos testes.</p>
<p>Usar os objetos recebe pouca atenção, devido à escassez do tempo. Existe uma suposição de que os estudantes irão usar naturalmente o que aprenderam. No entanto, vemos estudantes que sempre receberam grau A em ciências, mas são incapazes de relatar o que aprenderam sobre a eletricidade de um relâmpago durante uma tormenta. Na metáfora da mente como um armário, a &#8220;eletricidade&#8221; é aparentemente um objeto de conhecimento armazenado na pasta com o nome de &#8220;Escola&#8221;, enquanto o &#8220;Relâmpago&#8221; é uma experiência guardada na pasta com o nome de &#8220;Vida Real&#8221;! As duas jamais se encontrarão.</p>
<p><strong>Metáforas e Papéis</strong></p>
<p>Um dos aspectos mais importantes de uma metáfora são os papéis que ela cria para a própria pessoa e para os outros. Se eu sou um pastor, meus alunos são ovelhas. Se sou um jardineiro, meus alunos são plantas. Que expectativas inconscientes essas metáforas criam na mente do professor? As ovelhas devem ser dóceis, alimentadas calmamente na relva escolhida pelo professor? O jardineiro está cuidando de um campo de cereais, onde cada planta recebe o mesmo cuidado – ou de um jardim botânico, onde o jardineiro ajuda o desenvolvimento único de cada espécie?</p>
<p>As metáforas que focalizam o que o professor faz, mais do que aquilo que os estudantes aprendem, consideram os estudantes como recebedores passivos. Elas inibem os comportamentos do professor que possam encorajá-los a exercer um papel ativo em seu aprendizado. Lamentavelmente, os professores muitas vezes condenarão seus alunos à preguiça ou apatia quando, de fato, eles não dão aos estudantes a oportunidade de assumir a responsabilidade de seu aprendizado. O exame dos papéis inerentes às metáforas dos professores pode fornecer importantes percepções desses problemas.</p>
<p>* * *</p>
<p>Existem dúzias de metáforas que, inconscientemente, dão forma à educação em geral e às percepções dos professores em particular. A metáfora da fábrica (produzir bons alunos) e a metáfora da transmissão (dar informações aos estudantes) são duas das mais difundidas e potencialmente prejudiciais ao trabalho em nossas escolas. Sem examinar as metáforas e crenças que estão por debaixo dos esforços de reformulação bem como as principais metáforas que não se enquadram nessas crenças, as reformas estão fadadas ao fracasso, antes de serem iniciadas. Por exemplo, as reformas que dão suporte ao conhecimento gerado internamente não podem ter sucesso quando os educadores acreditam que os objetos do conhecimento existem fora da mente e que o papel da educação é transmitir esse conhecimento para as mentes dos estudantes. 11 No entanto, tanto os professores como os reformadores permanecem na ignorância sobre as inconsistências que causam o fracasso. Os reformadores culpam os professores por não realizarem seus mandatos de maneira adequada, e os professores ficam céticos sobre qualquer nova teoria que prometa uma melhora.</p>
<p>Mais uma vez, eu desejo encorajar os praticantes e treinadores de <a href="http://site.suamente.com.br">PNL</a>, que estão acostumados a ouvir a linguagem das metáforas e das crenças, para assumirem um papel ativo, a fim de ajudar os educadores a explorar esses componentes críticos do pensamento. Os processos cognitivos inconscientes, tanto dos teóricos como dos professores, devem ser trazidos à consciência, para que haja alguma esperança de criar uma mudança significativa na educação.</p>
<p>Judith Lloyd Yero possui mais de vinte anos de experiência como professora e administradora. Como diretora do Teachers´ Mind Resources, ela é autora de livros-texto e consultora educacional. Seu livro, Teaching in Mind: How Teacher Thinking Shapes Education será lançado em Novembro. Judith pode ser contactada em eagle@mind–flight.com. Maiores informações sobre seu livro estão disponíveis em http://www.mind-flight.com</p>
<p>Trad. Hélia Cadore – e-mail: lcadore@uol.com.br<br />
Publicado na Anchor Point November/2001<br />
Publicado no Golfinho Impresso Nº 86 de ABR/2002</p>
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		<title>O Processo de Cura de Metáforas Incorporadas: Torne-se a pessoa que você pretende ser.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 22:59:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Donna Weber
As metáforas constituem uma das mais poderosas técnicas disponíveis de mudança. As metáforas incorporadas estabelecem uma ligação direta com as emoções e os padrões profundos de comportamento. Na obra Metaphors We Live by, Lakoff and Johnson (1980) mencionam que nosso sistema conceptual é metafórico, e em Women Fire, and Dangerous Things, Lakoff (1987) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Donna Weber</p>
<p>As metáforas constituem uma das mais poderosas técnicas disponíveis de mudança. As metáforas incorporadas estabelecem uma ligação direta com as emoções e os padrões profundos de comportamento. Na obra Metaphors We Live by, Lakoff and Johnson (1980) mencionam que nosso sistema conceptual é metafórico, e em Women Fire, and Dangerous Things, Lakoff (1987) afirma que o pensamento é corporificado e se desenvolve através da percepção, do movimento, e da experiência física. Diversos pesquisadores atuais identificaram a importância do corpo para criar a consciência. Antonio Damasio (1999) identificou sistemas de resposta em nível corporal como aspectos complexos das emoções e, até mesmo, da consciência. Além das estruturas neurais, os estados emocionais são definidos por mudanças no perfil químico do corpo, mudanças nas vísceras, e mudanças no grau de contração dos músculos do corpo. Damasio acredita que as emoções são uma parte importante de nossa normalidade homeostática e do mecanismo de sobrevivência. Candace Pert (1991), outro pesquisador, acredita que nosso corpo é a mente inconsciente e pode ser melhor abordado através do lado direito do cérebro, de terapias expressivas como o trabalho com os sonhos e de terapia pela arte. A razão pela qual necessitamos abordar os estados emocionais no corpo é porque as emoções negativas são armazenadas no corpo físico a longo prazo e devem ser liberadas para que a cura possa ocorrer. Essas emoções negativas armazenadas podem criar numerosos problemas emocionais e podem até favorecer a doença.</p>
<p>As emoções negativas acumuladas no decorrer da vida são armazenadas não somente como lembranças, mas também no corpo físico. Essas emoções armazenadas podem tornar-se uma parte integrante de nossa personalidade e identidade. Uma vez que essas emoções não representam a natureza verdadeira do indivíduo, elas podem freqüentemente bloquear seu sucesso em diversas áreas da vida. A focalização direta das emoções incorporadas pode criar mudanças nos diferentes contextos. É, também, uma maneira de ignorar obstáculos conscientes e provocar a criatividade da mente inconsciente. Trabalhar nesse nível garante que as mudanças são ecológicas e estão em linha com os valores mais profundos do indivíduo. De fato, esse tipo de trabalho de mudança freqüentemente tem um componente espiritual.</p>
<p>Este artigo descreve uma abordagem mais estruturada para trabalhar com metáforas incorporadas. A abordagem é baseada no método de Robert Dilts (1990) de combinar estados de problema com estados de recursos para criar um estado desejado. Ao trabalhar com metáforas, o processo pode ser reescrito, como segue: metáfora do problema + metáfora de recurso = metáfora do resultado desejado.</p>
<p>A idéia básica nesse processo é de que os indivíduos tenham todos os recursos dos quais necessitam e que esses recursos tenham sido obscurecidos por emoções negativas. Uma vez liberadas as emoções negativas do corpo, o indivíduo será capaz de acessar esses estados de maiores recursos. Além dos estados que nós normalmente consideramos como emoções, como a raiva ou a culpa, estados de confusão ou de &#8220;eu não sei&#8221; podem ser tratados com sucesso através desse processo de metáforas incorporadas. Em certo sentido, esse é um processo que ajuda as pessoas a se tornarem quem elas pretendiam ser.</p>
<p>O processo pode ser esquematizado da seguinte maneira: 1) identificar o estado a ser tratado, 2) desenvolver a metáfora incorporada associada, 3) identificar um tempo anterior à metáfora do problema, 4) desenvolver ou criar uma metáfora de recursos, 5) convidar a metáfora de recursos para interagir com a metáfora do problema, 6) verificar os resultados. Além do conhecimento de PNL, este artigo pressupõe uma compreensão básica da precisão de linguagem. Em Metaphors in Mind, Lawley e Tompkins (2000) oferecem uma descrição completa da precisão de linguagem.</p>
<p>1. Identificar o Estado de Problema Emocional.</p>
<p>O estado inicial de problema pode ser uma simples emoção ou um padrão de comportamento problemático. Esses padrões de comportamento podem ser aspectos de identidade ou personalidade. (Artigos futuros descreverão como identificar e mudar os estados de identidade e personalidade.) O ponto mais importante consiste em usar a própria linguagem do cliente quando estiver identificando o estado a ser tratado.</p>
<p>2. Desenvolver a Metáfora do Problema.</p>
<p>O passo seguinte é eliciar as modalidades cinestésicas associadas com o estado de problema. As primeiras perguntas serão usadas para descobrir a localização no (ou ao redor do) corpo físico e determinar o tamanho e a forma do estado. As perguntas úteis aqui são: &#8220;E essa raiva está perto de quê?&#8221; e &#8220;E essa raiva tem uma forma ou tamanho?&#8221; Uma vez descritas as modalidades cinestésicas, pergunte ao cliente, &#8220;&#8230; como o quê?&#8221; Por exemplo, se as modalidades cinestésicas forem ovais, ásperas e marrom, pergunte: &#8220;E oval, áspera e marrom como o quê?&#8221; A resposta poderá ser: &#8220;uma rocha&#8221;. Rocha, então, torna-se a metáfora e tem uma localização física relacionada com o corpo.</p>
<p>3. Identificar um Tempo anterior à Metáfora do Problema.</p>
<p>O próximo passo é identificar um tempo anterior àquele em que o indivíduo experimentou o estado de problema. É bom escolher um tempo quando o indivíduo se sentia com recursos. Perguntar o tempo imediatamente anterior ao estado de problema pode não ser útil, pois poderá ser outro estado de problema. Se o estado de problema for um trauma severo, você corre o risco de associar a pessoa a uma lembrança traumática. Uma boa pergunta, aqui, seria: &#8220;E você pode se lembrar de um tempo antes que você tivesse a Rocha e se sentia segura (ou confortável, etc.)? Depois pergunte: &#8220;E qual seria sua idade?&#8221; A idade, por exemplo, cinco anos, será o nome do ego mais jovem que tinha recursos.</p>
<p>4. Desenvolver uma Metáfora de Recursos.</p>
<p>Existem várias maneiras de desenvolver uma metáfora de recursos. Alguns métodos simples serão cobertos aqui. Um é usar o ego mais jovem, como o Cinco, como a metáfora de recursos. Outro é desenvolver a metáfora do estado que o ego mais jovem estava sentindo. Antes da Rocha, o Cinco pode ter sentido o Brilho do Sol ou um Urso Fofinho em seu peito. Se o cliente experimentou um evento particularmente traumático, ele poderá precisar de auxílio. Muitas vezes, esse auxílio é espiritual por natureza. Uma boa pergunta poderia ser: &#8220;E o Cinco gostaria de ter um auxiliar?&#8221; Exemplos de auxiliares são: O Ursão, Anjos, ou Buda. Os auxiliares representam algum aspecto do indivíduo ou seu sistema de crenças. Note-se que os auxiliares podem não combinar com as crenças espirituais dos adultos.</p>
<p>5. Convidar as Metáforas para Interagir.</p>
<p>Uma vez desenvolvidas a metáfora do problema e a metáfora de recursos, convide-as para interagir. É importante não forçar a interação. As perguntas, aqui, poderiam ser: &#8220;E os Anjos estariam interessados em visitar o Cinco?&#8221; e &#8221; E o que o Ursão gostaria de fazer com a Rocha?&#8221; Durante esta parte do processo, geralmente tudo o de que se necessita é manter o processo funcionando, fazendo- se a pergunta: &#8220;E depois, o que acontece?&#8221; Continue o processo até que haja uma solução. A solução acontece quando a metáfora do problema for transformada ou mudada, ou quando o estado de recursos mais jovem ou o auxiliar alcançarem um ponto de parada lógico. A metáfora do problema pode se transformar em algo diferente, por exemplo a Rocha transformar-se na Luz Amarela ou a Rocha voltar para o muro. Um ponto de parada geralmente é uma atividade apropriada para a idade do ego jovem (Cinco), como fazer um lanche ou tirar um cochilo.</p>
<p>A fase de interação nem sempre é simples ou direta. Talvez outros estados tenham que ser tratados, ou sejam necessárias metáforas de recursos adicionais. Isso depende da natureza e severidade do estado de problema. Um problema comum é a descoberta de um estado de &#8220;eu não sei&#8221;, que pode necessitar ser curado antes que o estado original seja abordado.</p>
<p>6. Verificar os Resultados.</p>
<p>Uma parte importante da verificação de resultados consiste em determinar se houve mudança na metáfora do estado de problema. O eu adulto não necessita compreender o que significa essa mudança. Outra parte da verificação de resultados consiste em verificar se todas as partes do indivíduo usadas no processo permaneceram no local e na forma apropriados. Os egos mais jovens podem querer ou necessitar crescer e os auxiliares podem precisar retornar à sua fonte. Isso geralmente é realizado com algumas simples perguntas: &#8220;E alguma das partes que tratamos hoje precisa de algo mais?&#8221; &#8220;E o Cinco quer crescer?&#8221; e &#8220;E você sente que este processo está completo para você?&#8221;</p>
<p>O processo de Cura de Metáforas Incorporadas é útil para diferentes estados de problemas. Isso inclui emoções problemáticas, estados sem recursos, crenças, e até mesmo o aumento dos estados de recursos. Uma vez tendo o indivíduo se familiarizado com este processo, ele pode reconhecer, no momento adequado, quando está experimentando uma emoção que é resultado de antigas emoções negativas armazenadas. Diversas pessoas que sentiram uma conexão especial com sua metáfora de recursos foram capazes de empregá-la quando foi necessária em outras situações.</p>
<p>Uma das maneiras mais eficazes de usar esse processo é ajudar as pessoas a curar os padrões negativos de comportamento. Dessa forma, o indivíduo se torna mais congruente e mais capaz de responder aos desafios da vida. Uma vez liberada a energia negativa armazenada, todos podem experimentar uma criatividade maior e uma capacidade melhor para usar suas emoções como recursos valiosos.</p>
<p>Donna Weber é conselheira licenciada e Master Practicioner de PNL. Ela trabalha com indivíduos e com empresas. Donna pode ser contatada pelo nº (251) 341 1400 ou em webercounseling@earthlink.net.</p>
<p>Anchor Point, Julho 2002.<br />
Trad. Hélia Cadore &#8211; E-mail: lcadore@uol.com.br</p>
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		<title>Mudanças com Metáforas na Educação</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 21:16:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por João Nicolau Carvalho*
As metáforas e contos são ferramentas importantes na educação. A humanidade, em sua fase oral, utilizava os contos, os adágios, as parábolas, as metáforas, para ensinar às gerações mais jovens, a história e estórias de sua própria gente, dos antepassados míticos e heróicos. Os modernos conceitos de metáfora, baseado na obra de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por João Nicolau Carvalho*</p>
<p>As metáforas e contos são ferramentas importantes na educação. A humanidade, em sua fase oral, utilizava os contos, os adágios, as parábolas, as metáforas, para ensinar às gerações mais jovens, a história e estórias de sua própria gente, dos antepassados míticos e heróicos. Os modernos conceitos de metáfora, baseado na obra de Milton Erickson, adotados pela PNL, incluem símeles, parábolas, alegorias ou figuras de linguagem que impliquem uma comparação. Mas as histórias, fábulas e parábolas constituem suas formas mais evoluídas.</p>
<p>As metáforas comunicam indiretamente. E é um processo de linguagem que consiste em fazer uma substituição analógica. Metáforas simples fazem simples comparações: &#8220;meter a mão em cumbuca, feio como o diabo, fazer das tripas coração&#8221;. Metáforas complexas são histórias com diversos níveis de significado. &#8220;Uma metáfora contada de maneira clara e simples distrai a mente consciente e ativa a procura inconsciente de significados e recursos&#8221; (O&#8217;CONNOR, Joseph e SEYMOUR, john. Introdução à programação neurolingüística. São Paulo: Summus, 1995). Quer dizer, revelam elementos ocultos que apenas o inconsciente pode perceber e utilizar.</p>
<p>As metáforas podem adotar várias formas, dependendo do efeito que se deseja, do conteúdo que se quer veicular, do tempo disponível, do interlocutor ou de grupo de ouvintes. Alguns tipos de metáforas que interessam à educação:</p>
<p>As imagens. São rápidas e simples. Ilustram bem o oral e o escrito. No fundo é uma palavra ou frase que muda de sentido: pegar o touro a unha; ficar de nariz torcido; tapar o sol com a peneira.</p>
<p>As comparações. Também são imagens. Contêm, no entanto, um elemento comparativo: fumar como uma chaminé, beber como um gambá.</p>
<p>Os provérbios. São máximas ou sentenças de caráter prático e popular, comum a todo um grupo social, expressa em forma sucinta e geralmente rica em imagens: quanto maior a nau, maior a tormenta; gato escaldado tem medo de água fria.</p>
<p>As anedotas e as citações. São relatos sucintos de fatos jocosos ou curiosos vividos por outros e citados entre aspas, pelo autor do discurso ou do texto: &#8220;Isto me faz pensar na pergunta que fulano fez durante…&#8221;; &#8220;Como teria dito o professor de português…&#8221;.</p>
<p>Os mitos e os contos. Histórias imaginárias, geralmente de origem popular, que colocam em cena heróis que encarnam forças da natureza ou aspectos da condição humana durante incidentes que não teriam acontecido, mas que fazem parte do inconsciente coletivo: o mito do paraíso perdido, as mitologias greco-romanas, os contos de fada.</p>
<p>Narrações, parábolas, histórias. São formas metafóricas mais completas e complexas. Para gerar mudanças no interlocutor a história há que possuir formas semelhantes à realidade vivida por ele.</p>
<p>Como funcionam as metáforas</p>
<p>Uma metáfora apresenta &#8220;um equilíbrio sutil entre, por um lado, a especificidade dos elementos nela incluídos, a fim de persuadir o interlocutor ou leitor da semelhança entre a história e a sua própria situação e, por outro lado, uma certa imprecisão, lacunas no conteúdo, &#8220;jogo&#8221; (no sentido mecânico da palavra), para que ele aceite a metáfora e receba dentro do seu próprio modelo de mundo. (LONGIN, Pierre. Aprenda a liderar com a programação neurolingüística, Rio de Janeiro: Qualitymark, 1996.)</p>
<p>O professor deve deixar lacunas no índice referencial: &#8220;Em um país longínquo…&#8221;, &#8220;Era uma vez um velho rei…&#8221;. Trabalhar com verbos inespecíficos: chegar, dizer, fazer, discutir, etc. e com nominalizações: espírito, sabedoria, esperança, santidade, amor, verdade, etc. Disfarçar as determinações ou sugestões, colocando-as a boca de personagem: &#8220;Eu não sabia, mas o cordeiro sabia!&#8221;.</p>
<p>Como se cria uma metáfora para mudança pessoal</p>
<p>José Carlos Mazilli in &#8220;Manual de Programação Neurolingüística&#8221;, (São Paulo: Edição do Autor, 1996) descreve da seguinte maneira a criação de uma metáfora:</p>
<p>1. O primeiro passo para se criar uma metáfora é saber o estado atual e o estado desejado do ouvinte. A metáfora será a história ou a jornada de um ponto para o outro.</p>
<p>2. Decodifique os elementos de ambos os estados: pessoas, lugares, objetos, atividades, tempo, sem perder de vista os sistemas representacionais e submodalidades de cada um desses elementos.</p>
<p>3. Escolha um contexto adequado para a história. De preferência um que seja interessante, e substitua os elementos do problema por outros elementos, porém mantendo a relação entre eles.</p>
<p>4. Crie a trama da história de maneira que ela tenha a mesma forma do estado atual e conduza-a, através da estratégia de ligação, até a solução do problema (o estado desejado) sem passar pelo hemisfério esquerdo, indo direto ao inconsciente.</p>
<p>*Trainer pelo Primer Instituto Sudamericano de Programación Neuro-Lingüística, Buenos Aires, Argentina.</p>
<p>Publicado no Golfinho impresso Nº53 JUN/99</p>
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