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	<title> &#187; Hipnose</title>
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		<title>PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE HIPNOSE</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 16:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
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		<description><![CDATA[Martínez Perigod e Asís definem a hipnose como um “estado alterado da consciência no qual as idéias são aceitas através de sugestões em vez de avaliação psicológica”.[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>O que é a hipnose? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Martínez Perigod e Asís definem a hipnose como um “estado alterado da consciência no qual as idéias são aceitas através de sugestões em vez de avaliação psicológica”.</p>
<p style="text-align: justify;">Berheim a define como um estado mental particular, que pode ser produzido e que aumenta a sugestionabilidade, entendida como a tendência para ser influenciado por uma idéia aceita pelo cérebro e para ser transformada em ação.</p>
<p style="text-align: justify;">A British Medical Association a define como um estado passageiro de atenção modificada na pessoa, estado que pode ser produzido por outra pessoa e onde diversos fenômenos podem aparecer espontaneamente ou em resposta a estímulos, sejam verbais ou de outro tipo. Esses fenômenos compreendem uma mudança na consciência e na memória, uma suscetibilidade agravada pela sugestão e aparição na pessoa de respostas e idéias que não são familiares a ela em seu estado de ânimo habitual.</p>
<p style="text-align: justify;">Como podemos ver, todos os autores estão de acordo em que a hipnose produz um estado diferente ao da vigília habitual e permite a modificação de quase toda conduta habitual humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma clara tendência em confundir hipnose e sugestão. Isso não é certo. O fenômeno da hipnose implica muito mais do que simples respostas às sugestões. A sugestão é algo pontual enquanto a hipnose é um estado em que se chega depois de um processo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qualquer pessoa pode ser hipnotizada?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com poucas exceções, qualquer pessoa, se quiser, pode ser hipnotizada. O contrário também é válido, ou seja, quem não quer, não será.</p>
<p style="text-align: justify;">A hipnose é essencialmente uma questão de cooperação entre quem esta hipnotizando e o hipnotizado. Não se trata de nenhum tipo de poder que uma pessoa exerça sobre outra (mesmo que alguns queiram que acreditemos), portanto não há forma de fazer que alguém pense no que não quer. Os hipnoterapeutas irão tentar ajudá-lo a conseguir o que você deseja, não o que eles querem.</p>
<p style="text-align: justify;">Já que a cooperação é tão importante, não poderão ser hipnotizados quem não for capaz de cooperar, como deficientes mentais, crianças (menores de 5 ou 6 anos), quem estiver sobre influência de álcool, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">A pessoa ideal seria aquela que tem boa imaginação visual, deseja ser hipnotizada e mostra grande cooperação.<br />
As pessoas que pensam ter uma “forte vontade” e que por isso não podem ser hipnotizadas, estão enganadas. Deveriam ser sinceras e dizer que simplesmente não desejam ser hipnotizadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Também tem quem pensa que somente os doentes mentais podem ser hipnotizados, porém seja mais fácil que ocorra o contrário, como explicamos antes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em que tipo de problemas a hipnose é eficaz? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A hipnose pode ajudar em inúmeros problemas.<br />
Sabendo que não é uma técnica psicológica, não resolverá nenhum problema, mas ajudará muito em quase todos aqueles que tenham um papel importante: os fatores emocionais.</p>
<p style="text-align: justify;">A hipnose tem demonstrado eficácia em áreas, tais como: deixar de fumar, emagrecer, todos os tipos de fobias, insônia, dor crônica, impotência, enxaquecas, parto, timidez, comer unhas, hipertensão, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução</strong><br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português<br />
luciana_trad@terra.com.br</p>
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		<title>Percepção social da hipnose</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 15:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
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<category>crenças</category><category>hipnose</category><category>hipnotizar</category><category>mente</category>
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		<description><![CDATA[Uma das faces mais significativas da nossa mente é a influência de nossas noções preconcebidas sobre nosso modo de ver, interpretar e consequentemente atuar diante de determinados estímulos ou eventos, por exemplo, uma pessoa[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>Não é possível descobrir novos oceanos se não se tem o valor de abandonar a praia.<br />
Anônimo</em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>“Depois que você formou uma crença ou opinião, esta irá influir na sua maneira de perceber todas as informações importantes. Depois que você fez a idéia de que determinado país é hostil ao seu, estará predisposto a interpretar movimentos ou atos ambíguos como demonstração de hostilidade a essas pessoas”.<br />
(Robert Jervis, 1985)</em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>“As coisas não são boas nem más; a mente é que faz que sejam”.<br />
(William Shakespeare)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das faces mais significativas da nossa mente é a influência de nossas noções preconcebidas sobre nosso modo de ver, interpretar e consequentemente atuar diante de determinados estímulos ou eventos, por exemplo, uma pessoa que não confia nas demais é porque não confia em si mesma.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma pessoa que tem medo de escuro é porque associa elementos negativos a ele; uma pessoa que pensa que a outra não é capaz de mudar uma conduta pode se afastar dela; uma mulher que pensa que seu companheiro está chateado, atua não dirigindo a palavra a ele porque em sua mente formou-se uma idéia do outro e, consequentemente, não a permite atuar e resolver o problema.</p>
<p style="text-align: justify;">Desta forma, as nossas opiniões e crenças afetam o modo de ver e interpretar os acontecimentos, e lembrar-se deles de maneira positiva, negativa ou, em outros casos, não querer lembrar-se nem enfrentá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas para demonstrar a você como, sem percebermos, as  nossas <strong>crenças</strong> influenciam a nossa conduta, vou pedir que pense na palavra “dentista” e tudo o que ela envolve. Acreditamos que ir ao dentista “é a garantia de sofrer por um bom tempo”, ou seja, geralmente nos lembramos do acontecimento de forma negativa, mas dificilmente pensamos que a limpeza ou a reparação de uma peça dentária nos trará benefícios de ter uma boca mais saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando conhecemos alguém pela primeira vez, nosso <strong>cérebro</strong> começa a elaborar uma série de suposições que nos fazem pensar em uma série de atributos (positivos e negativos), a respeito da pessoa e atuamos: aceitando-a ou ignorando-a.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, a primeira impressão que nós formamos das coisas ou das pessoas em geral termina sendo falsa. Com respeito a isso, vou continuar falando, por exemplo, mesmo na atualidade se entende como ”louco” quem pede <a href="http://site.suamente.com.br/category/psicologia/">ajuda psicológica</a> e se chega a pensar como; iluminado, tlantoani (eram os reis na época pré-hispânica e algum outro ex-presidente do país também acreditava ser), bruxo, feiticeiro, mago ou louco quem pratica a hipnose. Dificilmente o público não especializado relaciona o conceito da hipnose com seu uso científico, como no caso dos trabalhos realizados por Antón Mesmer, que introduziu a <a href="http://site.suamente.com.br/category/hipnose/">hipnose</a> no campo científico (conhecido por introduzir o conceito de magnetismo animal), Sigmund Freud, conhecido como o criador da teoria da psicanálise, ou Milton Hyland Erikson, considerado o hipnoterapeuta mais influente da nossa época.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria impensável para o amigo leitor que mais de uma vez na sua vida e, de forma completamente natural, tenha estado em processo hipnótico. Para a sua surpresa, ele aconteceu muito mais vezes do que você imagina, mas não sabe e, certamente, não o fez conscientemente. Contudo, vou explicando este ponto mais para frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente, amigo leitor, este texto, antes de conhecê-lo, poderia lhe dar a impressão de ser pouco sério e mais ainda se estiver dirigido ao público não especializado no assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Possivelmente porque em sua mente tenha a crença de que um livro científico tem uma linguagem pouco compreensível ou porque o tema da hipnose seja pouco sério ou sem importância. De qualquer maneira, espero que você possa começar a por em prática o que hoje juntos vamos desfrutar.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem muitas dúvidas a respeito de: o que é a hipnose?  Para que serve? Como funciona? Qualquer pessoa pode ser hipnotizada? Posso perder peso sendo hipnotizada? É real ou fictício o seu uso científico? É ciência ou charlatanice? etc., etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Em novembro do ano passado, fizemos uma pesquisa psicosocial e perguntamos aos habitantes da cidade do México, entre outros conceitos:</p>
<p style="text-align: justify;">Qual é a primeira coisa que passa pela sua mente quando escuta a palavra “hipnose”?<br />
Você acredita que serve para quê?</p>
<p style="text-align: justify;">As respostas foram curiosas em certo sentido e surpreendentes em outros. Na minha função de pesquisador e terapeuta, provavelmente estas respostas refletem também o seu ponto de vista.</p>
<p style="text-align: justify;">Digo que em certo sentido foram curiosas, pois refletem a percepção que há muitos anos continua mantendo o conceito, e foram surpreendentes também porque mesmo em mínima proporção chegaram a mencionar a “técnica da implantação de mãos”, utilizada desde as épocas dos gregos e romanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de passar para uma breve análise de dados, convido a responder você mesmo as perguntas da pesquisa. Não é necessário escrever as respostas, podem ser feitas de forma mental.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, uma vez respondidas, é muito provável que se pareçam com as respostas de nossos entrevistados como verá a seguir:</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa foi muito mais ampla e as respostas também, somente para ilustrar esta parte no seguinte quadro, aparecem algumas das categorias que analisaremos. Antecipo “o mais provável é que as suas respostas se assemelhem as dos nossos entrevistados”.</p>
<p style="text-align: justify;">A princípio as respostas de todos os entrevistados se reuniram em várias categorias. Diante da pergunta: Qual é a primeira coisa que passa na sua mente quando escuta a palavra “hipnose”? As respostas se classificaram, entre outras, nos seguintes grupos:</p>
<p style="text-align: justify;">- Funções ou efeitos produzidos pela hipnose;<br />
- Conceitos relacionados com a ciência;<br />
- Algumas definições da hipnose;<br />
- Técnicas hipnóticas;<br />
- Outras categorias;</p>
<p style="text-align: justify;">Quatro de cada dez pessoas relacionaram a hipnose com alguns dos efeitos produzidos pelo estado mental de: dormir, sonhar, relaxamento e ter controle mental ou hipnotizar alguém. Entretanto, insisto, os entrevistados confundem a definição da mesma com os efeitos gerados. Para ser mais claro é como imaginar que um conceito de “carro” fosse o lugar onde se vê por espelhos retrovisores. Ele certamente não é uma definição de automóvel, mas faz referência a uma de suas funções toda vez que está nele.</p>
<p style="text-align: justify;">Um aspecto muito importante nesta pesquisa é que nenhum dos entrevistados associou o conceito à bruxaria ou feitiçaria, mas à fraude ou engano”.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, o que é hipnose? O que de certo tem que apenas os iluminados podem utilizar? Todas as pessoas podem ser hipnotizadas? Uma pessoa como eu, pode começar a usar seus benefícios imediatamente? Alguma vez entrei no estado hipnótico sem que tenha percebido? Realmente é uma magia negra ou de pura charlatanice? Tem algum fundamento científico? Pode ser utilizada nas minhas atividades diárias? Para que serve? Estar hipnotizado parece a estar dormindo? Enfim, estas perguntas e muitas outras fazem parte da atmosfera que cobre o conceito de “HIPNOSE”.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo o que a sua mente pode criar se transforma em realidade.</p>
<p>Por: Psic. Juan Antonio Barrera<br />
drbarrera@atencion-psicologica.com<br />
www.atencion-psicologica.com</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução</strong><br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português<br />
luciana_trad@terra.com.br</p>
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		<title>Uma breve história da hipnose</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/uma-breve-historia-da-hipnose/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 18:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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<category>Hipnose</category><category>hipnotizar</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img title="Hipnose" src="/wp-content/uploads/hipnose/1_uma_breve_historia_da_hipno/hypnosis_1.jpg" border="0" alt="Hipnose" width="140" height="185" align="left" />Ninguém conhece a origem da hipnose. O que se sabe com certeza é que os povos antigos como os maias, os astecas, os persas e os gregos utilizavam a hipnose como meio de cura. Os sacerdotes ou os bruxos provocavam um estado chamado “sono mágico” através da imposição das mãos ou rituais caracterizados por cantos e danças com um ritmo monótono.</p>
<p style="text-align: justify;">O emprego sistemático da hipnose começou com Anton Mesmer (1734-1815). Mesmer estava convencido de que o magnetismo podia curar muitas doenças. Seu argumento era que se a lua exerce um poder sobre os mares da terra, também poderia influir nos fluidos do corpo humano e de fato restabelecer a saúde. Segundo Mesmer, todos nós estávamos sob o poder dos fluidos magnéticos. Para ele, a doença era criada por uma sugestão do organismo que podia ser solucionada com a transmissão de ondas magnéticas.</p>
<p style="text-align: justify;">As sessões de magnetismo de Mesmer tiveram tanto sucesso que quando o tumulto das pessoas não permitia praticar o magnetismo na sua clínica, Mesmer “magnetizava” uma árvore fora de sua consulta e pedia aos pacientes para desfrutarem do magnetismo. Mesmer conseguiu curas espetaculares por meio de seu novo método de magnetismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os seguidores de Mesmer estão Maqués de Puységur (quem descobriu o sonambulismo e insistiu que a palavra em si era suficiente para o magnetismo) e o padre Faria (que, segundo Schulz, havia reconhecido e utilizado a sugestão em seu pleno significado).</p>
<p style="text-align: justify;">Um cirurgião e oculista escocês chamado James Braid (1795-1860) pesquisou, pela primeira vez de maneira científica, o fenômeno do sono provocado por um magnetizador.<br />
Braid propôs que os imãs e o magnetismo não eram os responsáveis do estado hipnótico e a conseqüência das curas. Braid utilizou a palavra “hypnos” que em grego significa sono, e explicou a natureza deste estado hipnótico, excluindo a existência de fluidos magnéticos emanados das mãos ou dos olhos do magnetizador. Pois como Braid era um oculista acreditava que a fixação do olhar em um ponto luminoso cansava os músculos ao redor dos olhos e que este cansaço produzia o estado hipnótico.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria de <strong>Liebeault</strong> (1823-1940) era essencialmente psicológica. Para Liebeault, o sono hipnótico era idêntico ao sono natural.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bernheim</strong> (1843-1917) junto com Liebeault fundou a escola de Nancy. Bernheim recusou a teoria de um fluido magnético e considerava a sugestão, a idéia, como a ação que hipnotizava.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>James Esdale</strong> (1808-1859) era outro cirurgião escocês que praticou milhares de intervenções cirúrgicas sob sono magnético. Foi perseguido por ter utilizado técnicas hipnóticas como anestesia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Charcot</strong> (1825-1893) era um famoso neurologista francês da histeria. Charcot e seus ajudantes hipnotizavam aos doentes com as técnicas que tinham aprendido do marquês de Puyfontaine. Os doentes costumavam viver crises violentas e, em muitos casos, os sintomas desapareciam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sigmund Freud</strong> (1856-1939) era aluno de Charcot, mas depois de um período abandonou a prática da hipnose. Contudo, teve como base seu método de associação livre em seus conhecimentos da hipnose.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pierre Janet</strong> (1859-1974) era o diretor do laboratório de psicologia patológica da Salpétriére. Janet pesquisou o papel das emoções nos transtornos orgânicos e foi um dos fundadores da medicina psicossomática. No entanto, Janet insistiu que a hipnose não podia curar a origem das doenças.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Coué</strong> (1857-1926), farmacêutico e psicólogo, estudou os trabalhos de Liebeault. Começou assim com a hipnose, mas mais tarde a deixou e utilizou a sugestão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Johannes Heinrich Shultz</strong> (1884-1962) era um psiquiatra freudiano de origem alemã. Pesquisou a relação entre a mente e o relaxamento. Com seu conhecimento das técnicas da hipnose elaborou um método de auto-hipnose reconhecido como o Treinamento Autógeno de Schultz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Milton Erickson</strong> (1901-1980) era um famoso psiquiatra, fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica. Erickson criou várias técnicas modernas de indução e, além disso, utilizava anedotas e metáforas para facilitar o estado da hipnose.</p>
<p><strong>Traduzido por</strong>:<br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnicas Inglês/Espanhol/Português<br />
<a href="mailto:luciana_trad@terra.com.br">luciana_trad@terra.com.br</a></p>
<p>Referência: http://www.metodorowshan.com/METODO/Web/Articulos_Hipnosis/historia-de-la-hipnosis.php</p>
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		<title>O que é Hipnose</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 17:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<category><![CDATA[transe hipnotico]]></category>
<category>hipnose</category><category>transe hipnotico</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Arthur Rowshan. Janeiro de 2006</p>
<p>A hipnose é um estado passageiro no qual todos nós já vivemos pelo menos uma vez ao dia. Por exemplo, quando “nos perdemos” ao ler um livro, ao ver um filme ou durante a meditação, nossa atenção se concentra e cria esse estado entre o sonho e a vigília. O fator mais interessante é que o subconsciente pode trabalhar livremente sem a intervenção da mente consciente, ou seja, a parte analítica.</p>
<p>Apesar de originar-se do vocábulo grego hypnos (sonho) a hipnose não tem nada a ver com isso. Trata-se de um estado de grande concentração provocado artificialmente por meio de palavras. Podemos dizer que a hipnose é um processo de comunicação. O sonho hipnótico nem sempre é necessário. Como processo de comunicação, a hipnose é uma alteração ou modificação da consciência onde a parte analítica da mente se desassocia.</p>
<p><strong>Uma sessão de hipnose</strong></p>
<p>Antes de tudo, como em todos os métodos terapêuticos, é importante obter um bom nível de confiança entre o cliente e o hipnólogo. Às vezes devemos falar sobre os temores da pessoa em relação à hipnose. O maior obstáculo ao entrar em estado hipnótico é o temor. O procedimento inicial se dá na concentração de um ponto fixo e no relaxamento corporal. Uma vez relaxada e concentrada, a pessoa entra no primeiro nível do estado hipnótico chamado de transe ligeiro.</p>
<p>Nesse estado, a pessoa sente o corpo pesado. A maioria dos hipnólogos clínicos utiliza o transe ligeiro. Apesar dos fenômenos desse estado, a pessoa está totalmente  consciente: pode ouvir a voz do hipnólogo, ouve outros ruídos sem importar-se com eles e às vezes permanecem com os olhos abertos e constestam as perguntas do hipnólogo.</p>
<p>Se o hipnólogo considerar oportuno, aprofunda o transe até o estado mais profundo, onde a pessoa aceita as sugestões. Nesse estado, chamado de sonambulismo, a pessoa pode viver as experiências como se fossem reais.</p>
<p>Traduzido por FLS do Brasil Traduções e Interpretações Ltda<br />
<a href="http://www.flsbrasil.com" target="_blank">www.flsbrasil.com</a></p>
<p>Titulo original: http://www.metodorowshan.com/METODO/Web/Articulos_Hipnosis/la-hipnosis.php</p>
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		<item>
		<title>A hipnose</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/a-hipnose/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:17:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A hipnose é uma técnica de indução do transe (que é um estado de relaxamento semi-consciente) com manutenção do contato sensorial do paciente com o ambiente.
O transe é induzido de modo gradual e por etapas, através da fadiga sensorial, que geralmente é provocada pela voz calma, monótona, rítmica e persistente do hipnotizador, e muitas vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A hipnose é uma técnica de indução do transe (que é um estado de relaxamento semi-consciente) com manutenção do contato sensorial do paciente com o ambiente.</p>
<p>O transe é induzido de modo gradual e por etapas, através da fadiga sensorial, que geralmente é provocada pela voz calma, monótona, rítmica e persistente do hipnotizador, e muitas vezes aliada a recursos óticos (pêndulos, luzes etc) que visam cansar os órgãos da visão do paciente. Quando o transe se instala, a sugestibilidade do paciente é aumentada. A hipnose leva então à várias alterações da percepção sensorial, das funções intelectuais superiores, exacerbação da memória (hiperamnésia), da atenção e das funções motoras. Estabelece-se um estado de alteração de estado da consciência, um tipo de estado que simula o sono, mas não o é (lembramos que a pessoa não “dorme” na hipnose): o eletroencefalograma (EEG) do paciente sob hipnose é de vigília, e não de sono.</p>
<p>Não se sabe ainda concretamente como a hipnose altera as funções cerebrais da pessoa. Uma das teorias mais aceitas é que ela afetaria os mecanismos da atenção, em uma parte do cérebro chamada substância reticular ascendente (SRA), localizada na sua parte mais basal (tronco cerebral). Essa área, que também tem muitas funções relacionadas ao sono, ao estado de alerta e à percepção sensorial, “bombardeia” o cérebro continuamente com estímulos provenientes dos órgãos dos sentidos, provocando excitação geral. A inibição da SRA leva aos estados de sonolência e “desligamento” sensorial. Pode-se afirmar também que a sensibilidade à hipnose é mais ou menos geral; 90% das pessoas são hipnotizáveis.</p>
<p>Quem é hipnotizável?</p>
<p>Para responder a esta pergunta, Ochorowicz inventou (ainda no século XIX) um instrumento especial &#8211; o hipnoscópio &#8211; que nada mais é do que um ímã(*), em forma de anel, que a pessoa a ser examinada põe no dedo. Para o inventor, as pessoas hipnotizáveis experimentam certas sensações na pele e contrações nos músculos, enquanto nada acontece se a pessoa não é hipnotizável. Pesquisas de outros investigadores, entretanto, não confirmaram completamente a teoria de Ochorowicz.</p>
<p>Comprovou-se também que os neurastênicos, os hitéricos e os debilitados não são muito dispostos à hipnose. A histeria, particularmente, não se adapta ao hipnotismo; a histeria comum, com suas variáveis manifestações de dor de cabeça e a sensação de uma bola na garganta, combinadas com o desejo de ser interessante e de exagerar os sofrimentos suportados, dá muito pouca disposição à hipnose. O espírito de contradição, muito desenvolvido nas pessoas histéricas, contribui para isso. A noção errônea de que os pacientes histéricos, ou neurastênicos, são particularmente susceptíveis ao fenômeno, resulta do fato de que a maioria dos médicos têm feito somente experiências com eles, ainda seguindo as idéias de Mesmer sobre o magnetismo animal. A realidade, entretanto, aponta para outro lado.</p>
<p>Outro fato que merece registro é a notável susceptibilidade dos pacientes tuberculosos. No que se refere a inteligência, as pessoas inteligentes são mais facilmente hipnotizáveis do que as obtusas e estúpidas.</p>
<p>A excitação mental dificulta a hipnose. Observações feitas por Wetterstrand e Ringer, particularmente, comprovaram que certos indivíduos são ocasionalmente refratários à hipnose e que isso pode estar relacionado à excitação mental. Por outro lado, considera-se um engano completo dizer que a disposição para a hipnose seja um sinal de fraqueza de vontade. Sem dúvida, a capacidade de manter um estado passivo tem efeito satisfatório, e isso, ao contrário, é mais um indício de força do que de fraqueza de vontade. Esta capacidade de dar aos pensamentos uma direção definida é, em parte, uma questão de hábito e, muitas vezes, uma questão de vontade. Ao contrárioo, aqueles que não têm possibilidade de fixar sua atenção, são dispersivos, que sofrem de contínua distração de espírito, dificilmente podem ser hipnotizados.</p>
<p>A disposição à hipnose também não é muito comum entre as pessoas facilmente impressionáveis, diferentemente do que se poderia supor. Sabe-se bem que algumas pessoas influenciáveis sob muitos aspectos, principalmente por coisas insignificantes, oferecem muita resistência ao hipnotismo.</p>
<p>Quanto à idade, crianças menores de três anos não podem absolutamente serem hipnotizadas, e mesmo até as de sete ou oito anos, só o são com muita dificuldade. Já a idade avançada não é, de modo algum, refratária à hipnose. Segundo Liebault, após a hipnose, as pessoas mais idosas muitas vezes se lembram mais de tudo o que aconteceu do que as mais jovens.</p>
<p>(*) Muitos autores, ao longo dos séculos, referiram-se aos poderes extraordinários dos ímãs. Os Magos do Oriente usavam-no para curar moléstias e os chineses e hindus usaram-no com o mesmo propósito. Alberto Magno, no século XIII, Paracelso, Don Helmart e Kercher também o empregaram, assim como o astrônomo e jesuíta Hell, em Viena, no fim do século XVIII. Também o conceituado médico britânico Dr. Reil empregou o ímã terapeuticamente. Riechenbach, em 1845, afirmou que algumas pessoas sensíveis tinham reações peculiares quando em contato com um ímã, relatando inclusive, que muitas diziam ver uma luz diferente, batizada por ele por “Estranha Luz”.</p>
<p>Nota: É sabido que o fenômeno da hipnose existia já há muitos milênios. Nas muralhas dos templos dedicados à deusa egípcia Ísis, vêem-se pessoas concentradas em oração, que estão, indisfarçavelmente, em estado de transe. Na velha Mesopotâmia, os sacerdotes hipnotizavam as donzelas, para investigarem coisas do futuro. As sacerdotisas do Oráculo de Delfos vaticinavam em hipnose, a que eram induzidas pela inalação de vapores. O sono no templo, na Grécia de Asclepíades, não era outra coisa senão hipnose, só que de uma forma diferente. Os médicos hindus também trabalhavam com hipnose, aliás, foi exatamente na Índia que se desenvolveram, antecipadamente, técnicas de concentração através do estado hipnótico.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>A TÉCNICA DA AUTO-HIPNOSE</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:16:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A hora mais indicada para aprender e exercitar o relaxamento profundo, isto é, a auto-hipnose, são os minutos antes de você adormecer(*). Nesse momento, a pessoa ainda tem pleno domínio sobre a consciência ao mesmo tempo em que, lentamente, suas ondas mentais baixam de nível, situando-se em torno de 8 a 10 ciclos por segundo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A hora mais indicada para aprender e exercitar o relaxamento profundo, isto é, a auto-hipnose, são os minutos antes de você adormecer(*). Nesse momento, a pessoa ainda tem pleno domínio sobre a consciência ao mesmo tempo em que, lentamente, suas ondas mentais baixam de nível, situando-se em torno de 8 a 10 ciclos por segundo. Mesmo sem esse relaxamento, em poucos minutos o consciente abre espaço à hegemonia mental do subconsciente e a pessoa dorme. O &#8220;relaxamento programado, entretanto, abre passagem para o subconsciente antes mesmo que a pessoa durma. Isso é importante porque, durante o sono, ninguém não pode dar ordens a si mesmo.</p>
<p>(*) Quando você começa a ficar com sono &#8211; aquele período crepuscular entre estar totalmente acordado e totalmente dormindo &#8211; suas ondas cerebrais mudam, para ficar na faixa de 4 a 7 ciclos por segundo, ou seja, nível teta. Antes, entretanto, de você atingir este estado, sua mente opera no nível alfa (baixo) por alguns minutos, e que segundo o Dr.Terry Wyler Webb, é a faixa apropriada para que sejam atingidos os níveis mais profundos da mente, ou seja, a mente subconsciente. É nos estados alfa e teta que as grandes proezas da supermemória &#8211; juntamente com os poderes de concentração e criatividade &#8211; são atingidos.</p>
<p>Faça de acordo com este roteiro:</p>
<p>Recorte uma rodelinha de cartolina branca ou amarela, de dois centímetros de diâmetro, e cole na parede onde se encosta a cabeceira da sua cama, a uns oitenta centímetros acima do colchão. Esta rodelinha deve ficar nesta posição para que você seja obrigado a olhar para trás durante o exercício. Isto vai forçar os músculos oculares e cansá-los em pouco tempo.</p>
<p>Você já está na cama, pronto para dormir. Nada mais tem a fazer; as portas já estão fechadas e as janelas isolam o excesso do barulho de fora, se bem que o barulho ininterrupto e sempre da mesma da mesma intensidade, como o do trânsito que flui lá fora, perturba menos que um despertador, a campainha do telefone ou o latido de um cão no quintal do vizinho. Mas você está pronto, as luzes estão apagadas e você está deitado, de costas; as pernas não se cruzam e os braços estão dispostos ao longo do corpo, sem tocá-lo.</p>
<p>Fixe então os olhos na tal rodelinha de cartolina, respire fundo duas ou três vezes e, sem jamais tirar os olhos deste ponto, pense nos seus pés. Diga a si mesmo, mentalmente, que você usou estas pernas o dia todo e ponha na cabeça que está muito cansado de uma longa caminhada que acaba de fazer. Imagine que seus pés estão cansados, pesados, parecendo de chumbo. Espere alguns instantes até sentir, realmente, seus pés pesados. Depois faça com que esta sensação de peso vá subindo pelo corpo: barriga da perna, joelhos, coxas, costas, nuca. Procure sentir que estão realmente pesados, muito pesados.</p>
<p>Em geral, suas pálpebras se fecham naturalmente, por si mesmas, enquanto você se concentra no sentimento de peso nas canelas, joelhos, e por todo o corpo.</p>
<p>Se isto ocorreu, você já atingiu a fase mais importante do relaxamento profundo. Nos primeiros dias, isso poderá levar até uns cinco minutos, porém, normalmente, isto ocorre mais depressa. Depois de algum treinamento, isto ocorrerá antes mesmo de você contar até três. Pessoas inteligentes, disciplinadas, de grande força de vontade, mental e espiritualmente sadias são as que atingem este ponto mais rapidamente. Esta prática, contudo, não é recomendável para pessoas com arteriosclerose acentuada ou doentes mentais. As pessoas mais jovens aprendem o relaxamento profundo em pouco tempo.</p>
<p>Assim que perceber os olhos fechados, diga mentalmente a si mesmo: “Da próxima vez entrarei mais depressa e mais intensamente no estado de profundo relaxamento; a cada vez que pratico o relaxamento profundo chego mais depressa e mais intensamente a este estado”.</p>
<p>Neste exato momento, os poros do seu subconsciente estão abertos e isso quer dizer que você pode ditar tarefas para si mesmo, tarefas estas que posteriormente se realizarão, supondo-se, naturalmente, que estas tarefas ou ordens sejam racionais, executáveis e possíveis de serem realizadas por você. Veja um exemplo de uma ordem racional e executável que pode ser dada por qualquer pessoa e realizada, posteriormente, com êxito: “Daqui em diante, comerei vagarosamente, mastigando bem”, ou, “para mim não existem mais os alimentos que engordam, como frituras e chocolate.”</p>
<p>Você também pode melhorar sensivelmente a sua aparência, adquirindo até mesmo ares atraentes, dando esta ordem ao seu subconsciente : “De hoje em diante, aparentarei uma expressão mais jovial, meus olhos estarão sempre brilhantes e manterei sempre uma postura atraente”.</p>
<p>A ordem pós-hipnótica e a conversão em energia</p>
<p>Admite-se uma ordem pós-hipnótica como uma sugestão racional e executável que não vá de encontro aos princípios éticos, morais, religiosos e de comportamento do hipnotizado.</p>
<p>Quando é própria pessoa que se hipnotiza, também pode dar ordens pós-hipnóticas e certamente as cumprirá. Não fosse assim, nem a hipnotização de outro, nem a auto-hipnose teriam sentido de ser.</p>
<p>A mesma coisa que um médico hipnotizador ordena a seu paciente hipnotizado, nós também nos podemos sugerir na auto-hipnose. Chamamos isso, na linguagem médica, de “formação da intenção”.</p>
<p>A voz do povo diz que o caminho do inferno está ladrilhado de bons propósitos e, geralmente, a voz do povo não erra, principalmente nesta frase. Vejam este relato que tem muito a ver com pessoas que conhecemos bem de perto:</p>
<p>Arthur Brington era um empresário de renome internacional e que fumava entre 60 e 70 cigarros, diariamente. Um dia, decidido, Arthur comentou com seus amigos mais íntimos que abandonaria o fumo pois tinha entendido, perfeitamente, que este vício era prejudicial a sua saúde. Não foram os médicos que lhe disseram isso; foram suas próprias conclusões a partir da constatação do seu baixo desempenho nos esportes, da dificuldade que estava enfrentando para subir escadas etc.</p>
<p>Desta forma, Arthur colocou até a sua honra em jogo; afirmara em alto em bom tom que, definitivamente, não poria mais um cigarro sequer na boca e que deixaria de se chamar Arthur Brington se voltasse a fumar. E até desafiou alguns amigos para uma aposta. Só que Arthur esqueceu-se de avisar ao subconsciente, que continuava com a velha imagem de “como o cigarro é gostoso!!!” Com isso, a cada momento, a cada minuto, uma voz interna (o seu subconsciente) voltava e lhe repetia a mensagem gravada: “Como o cigarro é gostoso!!!”</p>
<p>Logo nas primeira horas após a decisão anunciada, Arthur começou a se martirizar com a falta do cigarro, como é normal naqueles que querem abandonar o vício. Mas percebeu logo que luta seria mais difícil do que imaginara. Começava aí um terrível sofrimento: de um lado a sua honra, sua palavra, sua decisão; de outro, seu subconsciente relembrando “como é gostoso fumar!!!” Quem venceria?</p>
<p>Não precisou muito tempo. O relógio não tinha ainda marcado o meio-dia quando veio então um grande choque pelo fax da empresa: um negócio de muitos milhões de dólares que estava praticamente fechado fora desfeito pelo cliente, trazendo um grande prejuízo para ele e seus acionistas. Arthur não se conteve: “- Desgraça!!! E não tenho nem um cigarrinho aqui como consolo! Que se dane o mundo! Prefiro expor minha vida ao perigo!!!”</p>
<p>O que Arthur Brington não sabia &#8211; e pouca gente sabe &#8211; é que não tem nenhum sentido o consciente propor alguma coisa contra a qual o subconsciente se revolta. Enquanto a pessoa não convencer seu inconsciente de que o fumo lhe é inteiramente indiferente, enquanto tiver na cabeça que fumar é algo muito prazeroso, nada adiantará. Nenhuma decisão perdurará, por mais lógica e sensata que seja. É preciso, antes, reprogramar a mente com uma sugestão forte e definida, do tipo “o cigarro é totalmente indiferente para mim”.</p>
<p>Quem já foi um dia fumante inveterado e para quem agora o cigarro nada mais representa, sabe como se pode mudar definitivamente o ponto de vista a respeito de uma coisa. Quando através da hipnose ou auto-hipnose, se inculca no subconsciente que isto ou aquilo é completamente indiferente, seja o fumo, a bebida ou até mesmo alguma pessoa, o subconsciente reponde naturalmente, no mesmo grau e intensidade. Arthur não teria se martirizado nem apelado para o cigarro naquele momento crítico se tivesse, previamente, “avisado” ao inconsciente que ele não tinha mais o menor interesse em fumar cigarros.</p>
<p>As fórmulas, ou ordens ao subconsciente, devem ser sempre: curtas, sonoras, positivas, rítmicas e fáceis de se decorar. Vejam algumas destas ordens, comprovadamente eficazes:</p>
<p>- Alguém que se irrita muito no seu ambiente de trabalho, deve sugestionar-se assim: “No trabalho, muita calma e paz!”<br />
- Alguém que se enrubesce por qualquer coisa: “Se eu enrubescer, o sangue vai para as pernas e não para a cabeça!”<br />
- Alguém que em contato com clientes começa a suar nas mãos: “Na presença de alguém, mãos sempre calmas, secas e firmes!!!”</p>
<p>Outras dicas para você formular seus propósitos que se converterão em ordens ao subconsciente:</p>
<p>1 &#8211; Examine bem o que você quer propor.<br />
2 &#8211; Formule este propósito (por escrito) SEMPRE positivamente. Não faça nunca formulações negativas, do tipo &#8220;não quero mais&#8221;, &#8220;não vou mais&#8221; etc.<br />
3 &#8211; Feita a formulação, leia algumas vezes em voz alta, até sabê-la de cór.<br />
4 &#8211; Em estado de profundo relaxamento (auto-hipnose) pense intensamente nessa frase. Não precisa pronunciá-la em voz alta. Ela é para ser pensada.<br />
5 &#8211; Saiba que fórmulas curtas, repetidas com freqüência (mesmo durante o dia) produzem mais efeito do que frases longas que você possa dizer de vez em quando ou mesmo relembrar. Um exemplo de formulação para quem tem o hábito de roer unhas: &#8220;Se a mão quiser ir para a boca, muda de direção&#8221;.</p>
<p>Veja a seguir três exemplos de exercícios auto-hipnóticos que você pode começar a praticar agora mesmo, se for o seu caso. Leia muitas vezes até que as idéias propostas penetrem, definitivamente, no seu subconsciente. E assim, que se convertam em verdade!</p>
<p>1 &#8211; Para vencer a timidez<br />
2 &#8211; Para se tornar mais criativo<br />
3 &#8211; Para evitar o Bloqueio Mental por Tensão</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>Método de indução do transe hipnótico</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:15:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[(segundo Strosberg)
O exercício abaixo foi sugerido pelo Dr. I. M. Strosberg, em artigo publicado pela revista Hypnosis Techniques (International Journal of Psychosomatics &#8211; 1989).
Depois de acomodar confortavelmente o paciente, deve-se repetir as seguintes palavras, em tom baixo de voz e o mais monotônico possível:
“Se você me ouvir e tentar fazer o que eu digo, eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(segundo Strosberg)</p>
<p>O exercício abaixo foi sugerido pelo Dr. I. M. Strosberg, em artigo publicado pela revista Hypnosis Techniques (International Journal of Psychosomatics &#8211; 1989).</p>
<p>Depois de acomodar confortavelmente o paciente, deve-se repetir as seguintes palavras, em tom baixo de voz e o mais monotônico possível:</p>
<p>“Se você me ouvir e tentar fazer o que eu digo, eu lhe mostrarei como você pode melhorar seu relaxamento. Isto o ajudará a ficar muito mais confortável e vai eliminar o desconforto ou a dor que você está sentindo.</p>
<p>Permaneça tão confortável quanto possível. Agora faça uma respiração profunda. Inale profundamente e exale lentamente deixando seu corpo o mais relaxado possível. Feche seus olhos e mantenha-os fechados. (Pausa). Ainda com os olhos fechados faça-os girar para cima, para baixo e para os lados. Isso. Mais uma vez. Deixe os músculos de seus olhos ficarem completamente relaxados, tão relaxados que eles deixam de trabalhar. Ótimo. (Pausa). Neste momento eu lhe pedirei para fazer um teste. O teste é para descobrir o quão relaxados estão os músculos de seus olhos. Quando você fizer esse teste não abra seus olhos só para mostrar-me que você pode abri-los. Eu sei que você pode. O teste é apenas para provar a você mesmo que você está tão relaxado que seus olhos não funcionarão, mesmo quando você tenta fazê-los funcionar. Quando você sentir que eles estão muito relaxados, pode testá-los, e você vai perceber que eles estão paralisados, como se estivessem grudados. (Pausa). Agora, se você estiver completamente relaxado, e pronto para o teste, pode tentar.”</p>
<p>OBS: Este é um duplo cego para o paciente. Se ele abrir os olhos você saberá que ele não está relaxado. Se ele não abrir os olhos você poder observar suas pálpebras tremerem (catalepsia). Continuando&#8230;</p>
<p>“Isso é ótimo. Mais uma vez, faça seus olhos girarem para cima, para baixo e para os lados. Isso. Agora gire seus olhos para baixo e deixe seu corpo todo relaxar. Tome essa sensação agradável de relaxamento que está em seus olhos e a leve para o resto de seu corpo, do topo de sua cabeça até as pontas de seus dedos dos pés. Esta é uma sensação muito agradável.</p>
<p>O relaxamento pode significar várias coisas para pessoas diferentes. Para algumas relaxar é sentir-se pesado e afundar numa cama confortável. Outras pessoas sentem-se leves como uma pluma, como se flutuassem. Você sente-se pesado? Apenas acene. Ou você sente leveza, como se estivesse num tapete mágico? Apenas acene. Agora pense num lugar agradável, pode ser real ou imaginário. Um lugar de calma, paz, serenidade, tranquilidade, seu próprio lugar. Seu lugar secreto especial. Comece a se sentir ainda melhor. Sinta a temperatura&#8230; veja as cores&#8230; ouça os sons&#8230;sinta os cheiros&#8230;Sinta o seu lugar especial. (Pausa).</p>
<p>Fique assim por um tempo. Daqui há pouco você vai despertar. Eu vou contar lentamente até 5, e você vai sentir a excitação aumentar a cada número. Quando eu disser 5 você estar totalmente acordado e continuará sentindo-se bem. Tudo voltará ao normal. 1&#8230;&#8230;&#8230;..2&#8230;&#8230;&#8230;..3&#8230;&#8230;&#8230;..4&#8230;&#8230;&#8230;.5&#8243;</p>
<p>Este exercício não implica risco para o paciente e permite resultados bastante animadores já nas primeiras experiências. É recomendável ao iniciantes, contudo, não proceder duas tentativas seguidas com o mesmo paciente. A frustração de uma primeira tentativa pode inibir ou gerar um certo clima de desconfiança entre as partes e que resultará, quase sempre, na ineficácia de um procedimento seguinte.</p>
<p>Nota importante: Não é apenas o bisturi do cirurgião, a corrente elétrica do cérebro ou um droga química que podem provocar alterações em nossas funções somáticas. Estimulando-se, física ou quimicamente, o hipotálamo, ocorre imediatamente o aumento da pressão sangüínea. Quando, entretanto, nos encontramos em perigo real (ou imaginário), a pressão também pode subir; basta que imaginemos, vivamente, estar em condição de grande perigo para aque ela suba perigosamente.</p>
<p>Portanto, “não apenas intervenções químicas ou físicas alteram nosso consciente e subconsciente. Até a imaginação pode fazer isto.” Assim sendo, ninguém deve se surpreender quando ouvir dizer que, durante a hipnose ou auto-hipnose são manifestadas alterações do suco gástrico, alterações do pulso, do ritmo respiratório etc., se houver o correspondente estímulo.</p>
<p>Podemos, através de medicamentos, influenciar a região cerebral do sono e assim dormir. Mas podemos também provocar o centro cerebral do sono pela sugestão e adormecer. Injetando-se água estilada num paciente e dizendo-lhe que dormirá dentro de poucos minutos porque tal injeção era um forte soporífero, em pouco tempo começará a bocejar e logo irá dormir. É por isso que a imaginação negativa, como o medo justificado ou não, pode provocar doença. Ao contrário, sentimentos positivos como confiança nas forças de auto-defesa do organismo ou uma sólida esperança no restabelecimento da saúde ativam a capacidade de resistência e podem levar a uma “cura pelo poder da mente”. Nada sobrenatural. Apenas&#8230; natureza.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>A SUGESTÃO HIPNÓTICA</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:14:18 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra (ou no seu próprio) por um processo puramente mental. Um professor que todos os dias repete os mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões. O pai que censura o filho por algum erro está, de algum modo, inculcando novos padrões de conduta na mente do garoto. A mãe que acaricia seu filho tenta por meio desse carinho, acalmar, motivar e equilibar o emocional da criança. Na verdade, se observarmos direitinho, tudo isso é sugestão. Tudo nesse mundo é sugestão; nossas próprias idéias não são nossas, são &#8220;sugestões&#8221; que admitimos e incorporamos à nossa memória como sendo nossas e passam a ser as &#8220;nossas verdades&#8221;. E nenhuma &#8220;hipnose&#8221; é necessária para aceitarmos estas sugestões, não é verdade? Elas chegam até nós e tomam a nossa mente com a maior naturalidade.</p>
<p>Outros agentes externos também produzem efeitos sugestivos sobre nós; um livro, um acidente, um filme, os acordes de uma música ou até mesmo um gesto de uma pessoa podem encher nosso espírito das mais diversas impressões, que vão da felicidade à dor. E isso tudo é &#8220;sugestão&#8221;.</p>
<p>Ninguém contesta também o fato de que o ser humano é, naturalmente, inclinado a obedecer. Afinal de contas, somos eternos aprendizes e, aprendizagem, de certa forma é uma espécie de obediência, de acatamento, de concordância, mesmo nas circunstâncias contestatórias. Porém, isso não quer dizer que estamos todos condenados a obedecer sistematicamente e que sempre seguiremos as sugestões que nos forem enviadas. Mesmo no estado hipnótico a sugestão não é todo poderosa; ela tem suas limitações positivas.</p>
<p>Assim sendo, podemos dizer que a sugestão hipnótica é uma ordem obedecida por uma pessoa em estado de sono induzido, por alguns segundos; no máximo por alguns minutos. Não pode ser comparada, a não ser vagamente, às sugestões em estado de vigília, comunicadas a indivíduos que nunca estiveram sob influência hipnótica. A sugestão hipnótica pode ser repetida, mas é absolutamente impotente para transformar &#8211; como já se afirmou &#8211; um criminoso em um homem honesto ou vice-versa.</p>
<p>Napoleão costumava dizer que “a imaginação controla o mundo”. Realmente, se você estiver numa rodinha de amigos e surpreendê-los informando que há uma epidemia de piolhos no bairro, poderá reparar que em poucos minutos todos estarão coçando a cabeça, expressando preocupação.</p>
<p>Assim como um eletrocardiograma acusa os mais finos impulsos elétricos de seu coração, o eletroencefalograma também demonstra os menores impulsos elétricos do seu cérebro. Se alguém se sente realmente ameaçado por um inimigo, surgem então no eletroencefalograma registros que são exatamente iguais aos que se originam quando alguém apenas imagina que está sendo ameaçado. Se alguém tem a certeza que está passando por um grande vexame, as curvas do seu eletroencefalograma se assemelham por completo às que teria apenas com a imaginação viva de estar se tornando alvo do vexame.</p>
<p>Podemos, desta forma, estabelecer alguns princípios fundamentais sobre a ação/reação da imaginação sobre a realidade.</p>
<p>1 &#8211; O que determina o nosso modo de agir não é a realidade existente, mas aquilo em que cremos e que, para nós, é a verdade. A pessoa que se sente ameaçada ou perseguida, mesmo que não haja nenhum perigo em torno dela e que nada lhe ameace, vive com medo da sua realidade que, mesmo sem ter relação com a realidade externa, é muito poderosa para ela.</p>
<p>2 &#8211; A imaginação é capaz de provocar alterações de toda sorte no organismo de uma pessoa. E, comprovadamente, estas alterações têm correlação qualitativa: pensamentos positivos &#8211; fé, amor, esperança, alegria etc. &#8211; provocam reações saudáveis na pessoa. Sentimentos negativos &#8211; ódio, ressentimento, medo etc. &#8211; provocam reações desagradáveis, como por exemplo, dores assintomáticas, prisão de ventre, indisposição estomacal, insônia e, segundo comprovam as pesquisas, também fazem baixar o nível imunológico tornando a pessoa predisposta à infecções de diversos tipos.</p>
<p>3 &#8211; Tudo o que pensamos, com clareza e firmeza, transplanta-se, dentro dos limites do bom senso, para a faixa somática. Ao imaginarmos que estamos comendo uma fatia gostosa de abacaxi, não raro as glândulas salivares começam a segregar saliva, já repararam isso? Se imaginarmos, com firmeza, que não podemos fazer uma coisa, por exemplo, soltar as mãos fortemente encaixadas uma na outra, então não poderemos mesmo.</p>
<p>4 &#8211; Nosso consciente é constantemente influenciado pelo subconsciente. Desta forma, podemos programar nosso subconsciente para o sucesso da mesma forma como podemos programá-lo para o fracasso.</p>
<p>5 &#8211; Quando o intelecto e a imaginação têm pontos de vistas diferentes, vence sempre a imaginação (como definiu Coué). Ela é mais forte que a inteligência. Mesmo sabendo (intelecto) dos riscos estéticos de ficar comendo doces a toda hora, poucos resistem à idéia (imaginação) de provar uma fatia daquele pudim de laranja gostoso que está na geladeira. Assim sendo, nenhuma pessoa inteligente deve fazer tentativas a partir, exclusivamente, da “força de vontade”. Antes disso, ela precisa, necessariamente, reprogramar sua imaginação.</p>
<p>6 &#8211; O acesso mais fácil para o subconsciente é o estado de total relaxamento. Quando as ondas cerebrais caem para em torno de oito ciclos por segundo &#8211; nível alfa &#8211; abrem-se os poros do nosso subconsciente.</p>
<p>Vamos ver, então, como atingir este estado de | total relaxamento |, que é o ponto de partida para modificarmos &#8211; de acordo com as nossas necessidades e interesses &#8211; os padrões existentes no nosso subconsciente.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>ENTREVISTA COM ALEXANDRE BORTOLETTO</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:07:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Entrevista publicado nas mídias brasileiras entre jornais, revistas e internet sobre a Hipnose Ericksoniana e outras possibilidades práticas em Programação Neurolinguística (PNL) em 14 de janeiro de 2000, por Alexandre Bortoletto.
Diversas possibilidades com a Hipnose Ericksoniana
por Alexandre Bortoletto
Entrevista com Alexandre Bortoletto A auto-hipnose é útil para vários fins.
Existem muito mitos sobre a hipnose, que exerce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista publicado nas mídias brasileiras entre jornais, revistas e internet sobre a Hipnose Ericksoniana e outras possibilidades práticas em Programação Neurolinguística (PNL) em 14 de janeiro de 2000, por Alexandre Bortoletto.</p>
<p>Diversas possibilidades com a Hipnose Ericksoniana</p>
<p>por Alexandre Bortoletto</p>
<p>Entrevista com Alexandre Bortoletto A auto-hipnose é útil para vários fins.</p>
<p>Existem muito mitos sobre a hipnose, que exerce um grande fascínio nas pessoas, sendo temas constantes de televisão e reportagens. E de acordo com o master trainer em hipnose ericksoniana e hipnólogo Alexandre Bortoletto, é possível o próprio indivíduo se<br />
hipnotizar. “Um transe auto induzido pode ser utilizado para muitos fins, como relaxar, pensar sobre a solução de um problemas e integrar novas informações”, explica.</p>
<p><strong>POSITIVIDADE –</strong> Para Bortoletto, é preciso colocar o objetivo desejado em termos positivos, dando à mente inconsciente um conjunto completo de instruções antes de entrar em transe. “Faça questão de criar uma “rede de segurança” mais ou menos assim:<br />
quero entrar em transe para relaxar ou obter uma resposta para tal coisa e quero permanecer em transe por “x” minutos ou até atingir minha meta. Neste momento, vou sair do transe, sentindo-me relaxado, descansado, e bem”, ensina.</p>
<p><strong>METÁFORA –</strong> O hipnólogo compreende que qualquer resposta pode ser comunicada na forma de metáforas e explica que o profissional da área assume o papel de agente ou<br />
instrutor para ajudar a pessoa a conseguir esses estado agradável. “Alguns hipnólogos gravam fitas para seus pacientes, afim de serem usadas entre as sessões ou no lugar de sessões repetitivas. O bom exemplo é o emprego da hipnose no tratamento de dores crônicas, em que, muitas vezes, fitas são utilizadas pelo paciente conforme sua necessidade”, finaliza.</p>
<p><strong>HIPNOSE X ALGUNS MALES -</strong> O que é? Trata-se de um estado alterado de consciência e percepção, de profundo relaxamento, no qual o consciente e o inconsciente podem ser focalizados por ficarem mais receptivos à sugestão terapêutica. O trabalho hipnótico facilita a descoberta de novas opções na vida e a quebra de padrões de sentimentos e comportamentos indesejáveis.</p>
<p>Em que problemas pode ser usada? Na psicologia: tabagismo, emagrecimento, fobias, depressão, ansiedade, problemas de fala, terapia de regressão de idade, dores crônicas, auto-estima e fortalecimento do ego e melhoras na concentração ou memória.</p>
<p><strong>Na medicina:</strong> psiquiatria, anestesia e cirurgia, doenças psicossomáticas, ginecologia e obstetrícia, controle de sangramento, tratamento de queimaduras, dermatologia, pediatria (enurese noturna, pesadelos, timidez e inadaptação), controle da dor e controle de vícios.</p>
<p><strong>Na odontologia:</strong> medo de ir ao dentista, cirurgia odontológica, bruxismo, controle de sangramento, controle da salivação excessiva e da dor, etc.</p>
<p>O que acontece se eu não conseguir sair do transe hipnótico? Nas mãos de um hipnólogo qualificado, não haverá perigo nenhum na utilização da hipnose. Como o paciente está no controle, não há dificuldade de sair do estado hipnótico. O profissional fará um histórico completo antes de usar a hipnose e, se existir qualquer contra-indicação ao seu uso, um outro tratamento será indicado.</p>
<p>Perda da consciência Um dos maiores mitos sobre a hipnose é que você perderá a consciência. A hipnose é um estado alterado de consciência, porém não se perde a consciência. Você ficará ciente de tudo em cada momento e ouvirá tudo que o hipnólogo estiver dizendo.</p>
<p>Enfraquece a vontade A sua vontade não enfraquecerá ou mudará de forma alguma. Você está no controle e, se desejar, por qualquer razão, sair do estado hipnótico, pode fazer isso simplesmente abrindo os olhos. Você não pode ser forçado a fazer nada contra a sua vontade. Os hipnotistas de palco gostam de que a platéia acredite que eles têm o controle absoluto sobre seus sujeitos. O profissional deixa claro que o paciente tem controle.</p>
<p>Fonte: www.alexandrebortoletto.com/prin_midia.asp?tipo=3</p>
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		<title>HIPNOSE</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:05:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos temores mais comum é que o terapeuta mantenha o cliente sob seu poder, transformando-o em autômato.
Nada pode estar mais distante da verdade. Não se entra num transe a não ser que se queira, o que faz de toda hipnose uma auto-hipnose. O terapeuta é tão somente um instrutor, um profissional que sabe provocar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos temores mais comum é que o terapeuta mantenha o cliente sob seu poder, transformando-o em autômato.</p>
<p>Nada pode estar mais distante da verdade. Não se entra num transe a não ser que se queira, o que faz de toda hipnose uma auto-hipnose. O terapeuta é tão somente um instrutor, um profissional que sabe provocar o transe hipnótico.</p>
<p>De um maneira geral, ninguém pode ser forçado a fazer sob transe hipnótico algo que não faria em condições de vigília. Muitas pessoas pensam que a hipnose é perda de consciência e que não se lembrarão do que aconteceu quando estavam em transe. Mais uma vez, estão equivocados &#8211; a hipnose é um estado intensificado de concentração e relaxamento. É um estado de alterado consciência extremamente repousante e tranqüilo.</p>
<p>A maioria dos pacientes hipnotizados fica bem consciente do que ocorre ao seu redor na sala, a não ser que aceite a sugestão de não prestar atenção no ambiente. De certo modo, a hipnose é um estado de percepção intensificada de sentimentos e processos interiores.</p>
<p>Uma das reações mais comum em pessoas saídas do estado de hipnose, é a de não saberem se realmente foram hipnotizadas ou não. Elas esperam algo bizarro, algo mágico, quando simplesmente se trata de um estado de relaxamento que focaliza estímulos internos.</p>
<p>Não há nada perigoso em relação à hipnose. De fato, é um dos procedimentos mais seguros no processo terapêutico.</p>
<p>Quando somos hipnotizados e fazemos uma regressão, uma parte de nós está completamente consciente de que nos encontramos no presente. Ao mesmo tempo, uma outra parte se acha, convencida de que estamos no passado. É uma experiência que pode ser muito convincente.</p>
<p>A lógica do transe é um dos sinais do transe profundo. Aqui estão os sinais da hipnose que podem ser vivenciados. Não há necessidade de todas essas sensações.</p>
<p>Sensações Internas:<br />
- Uma sensação tão profunda de relaxamento que você não sente vontade de fazer nenhum esforço.</p>
<p>- Sensação de peso, especialmente nos braços e nas pernas.</p>
<p>- Sensação de entorpecimento, formigamento ou insensibilidade nos pés ou nas mãos.</p>
<p>- Sensação de estar flutuando.</p>
<p>- Sensação de estar separado do ambiente de tal modo que os arredores parecem distantes.</p>
<p>Percepções externas:</p>
<p>- Paralisação dos músculos faciais</p>
<p>- Mudança de tonalidade da pele.</p>
<p>- Imobilidade</p>
<p>- Alteração da pulsação e da respiração</p>
<p>- Mudança no tom de voz</p>
<p>- Relaxamento dos músculos</p>
<p>- Temperatura das mãos</p>
<p>- Tremor nas pálpebras</p>
<p>- Aumento do lacrimejamento</p>
<p>- Avermelhamento dos olhos</p>
<p>- Olhos voltados para cima (em algumas pessoas)</p>
<p>- Levitação dos braços. </p>
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		<title>Hipnonascimento promete partos menos dolorosos</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:04:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crença]]></category>
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		<description><![CDATA[Mulheres são hipnotizadas e passam por técnica de relaxamento.
São Paulo (AF) &#8211; Mulheres prestes a dar à luz estão recorrendo à hipnose, na Grã-Bretanha, para ter um parto menos doloroso.
O Hipnonascimento &#8211; como vem sendo chamada a técnica &#8211; é baseado na crença de que a dor e o desconforto que acompanham a mãe na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres são hipnotizadas e passam por técnica de relaxamento.</p>
<p>São Paulo (AF) &#8211; Mulheres prestes a dar à luz estão recorrendo à hipnose, na Grã-Bretanha, para ter um parto menos doloroso.</p>
<p>O Hipnonascimento &#8211; como vem sendo chamada a técnica &#8211; é baseado na crença de que a dor e o desconforto que acompanham a mãe na hora de dar à luz não são naturais.</p>
<p>As mulheres estão aprendendo a se hipnotizar, além de técnicas de relaxamento e respiração para ajudar na hora do parto.</p>
<p>Em 2001, um estudo mostrou que cerca de 80% das grávidas britânicas dão à luz de forma natural, em geral com a assistência de parteiras.</p>
<p>No Brasil, este número era de pouco mais de 60% em 1999, segundo dados do SINASC (Sistema de Informações dos Nascidos Vivos).</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde recomenda que a taxa de cesarianas não seja maior do que 15% em nenhum país.</p>
<p>Na Escócia, foi criado um curso de técnicas de Hipnonascimento para as parteiras, que poderão ensiná-las às jovens mães.</p>
<p>&#8220;Muitas mulheres têm medo de parto natural&#8221;, diz Renee Buchanan, a hipnoterapeuta que vai dar o curso na Escócia em setembro.</p>
<p>&#8220;Elas ouvem histórias de partos dramáticos e dolorosos. Isso causa tensão que se transforma em dor e não permite que o parto ocorra da maneira como deveria&#8221;, completa.</p>
<p>Curso de extensão<br />
Ele diz, ainda, que o hipnonascimento não garante um parto sem dor, mas argumenta que ele pode ser muito mais confortável.</p>
<p>O curso será uma extensão no treinamento das parteiras.</p>
<p>&#8220;Se trata de trazer bebês ao mundo de uma maneira mais calma e pacífica. A mãe é treinada para se envolver com os movimentos do bebê e trabalhar em harmonia com o corpo&#8221;, diz Buchanan.</p>
<p>O Hipnonascimento foi desenvolvido nos Estados Unidos há 15 anos e é baseado no trabalho do obstetra inglês Grantly Dick-Read.</p>
<p>Ele percebeu que mulheres que estavam calmas e tinham expectativas positivas em relação ao parto sentiam menos dor do que as que estavam com medo.</p>
<p>Extraído do Correio da Paraiba de 12.06.2005</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>A Hipnose Aplicada à Educação II</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo &#8211; também entendido como &#8220;insight&#8221; (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e mudanças comportamentais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo &#8211; também entendido como &#8220;insight&#8221; (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e mudanças comportamentais saudáveis e naturais (&#8221;ecológicas&#8221;).</p>
<p>Tenha certeza de que qualquer indução hipnótica, seja ela educacional, terapêutica ou espontânea, é somente um convite à sua consciência para abandonar o controle e observar outras realidade ou à sua mente inconsciente para seqüestrar a atenção (ou tensão) conscientes para poder expressar e atuar de forma mais livre e plena. Portanto, a atitude do cético, comumente, é bastante genuína e importante para o equilíbrio interior e a auto-identificação conscientes (atividade regular de reconhecer a própria identidade).</p>
<p>Vale lembrar mais uma vez que os estados de consciência, desde os mais conscientes até os mais inconscientes, são vivenciados com grande naturalidade, diariamente, do estado de vigília (das ondas b e seus subníveis) até o sono profundo.</p>
<p>Um modelo simples de como entender esses processos é pensar no funcionamento de um rádio. Nossas mentes (a consciente e a inconsciente em seus vários níveis) podem ser entendidas como um ambiente povoado de ondas de rádio e televisão. Como na sala de televisão da sua casa, por exemplo. Porém, sem um aparelho receptor não tomamos consciência de nada. Se ligarmos, entretanto, uma TV ou um rádio, poderemos capturar cada um dos programas apresentados nas diferentes emissoras.</p>
<p>Da mesma forma, você pode experimentar esse processo dentro de você mesmo: escolha diferentes estados interiores, como a sensação de estar sentado, deitado ou em pé, todas as coisas que você pode ver ao seu redor, todos os sons do ambiente que você pode escutar. Sintonize agora algumas percepções de fronteira: uma sensação suave do corpo, um som quase inaudível no ambiente, uma cena que usualmente passa despercebida em seu ambiente.</p>
<p>De fato, não importa se você estiver se lembrando, percebendo, fantasiando ou imaginando, são apenas estados diferentes. Procure agora algumas memórias: a lembrança de um lugar no qual você esteve, algo que você se lembra de Ter escutado (uma música, por exemplo), uma sensação que esteja em sua memória. Observe se as informações procuradas, através dos cinco sentidos ou em suas memórias e fantasias, produzem estados diferentes. Perceba que, para gerar lembranças na forma de cenários, nos sintonizamos em um determinado tipo de informação (consequentemente, temos determinadas percepções e impressões).</p>
<p>Entretanto, se buscarmos lembranças ou elaborações na forma de sons, então nos colocaremos em outro estado; se ainda procurarmos por nossas sensações, ainda existirá outra forma de nos percebermos. Em cada uma dessas buscas por informações, nossa atenção se desloca de forma diversa para um ambiente diferente. É tão automático e natural que nem nos damos conta de como &#8220;localizamos&#8221; essas percepções. Sabemos de antemão em que &#8220;gaveta&#8221; encontraremos essas informações.</p>
<p>Nesse modelo simples, a inabilidade de acessar imagens, sons ou sensações significa apenas que não sintonizamos uma determinada estação com facilidade. Como se não soubéssemos qual é a estação adequada em um momento, mas tudo está lá! Essas ferramentas, essas formas de saber sintonizar as percepções ou memórias, nos proporcionam muito mais flexibilidade de percepção e alternativas para nossos comportamentos. Então, o possível fato de não termos acesso consciente a determinadas estações de nosso rádio não significa que elas não existam, e sim, que ainda não sabemos como operá-las melhor ou encontrá-las.</p>
<p>Se você tiver interesse em entender ou construir um modelo mais preciso desses processos, basta começar a observar como você faz para se abandonar ao adormecer. Os hábitos de sono e descanso vividos por um indivíduo acabam por configurar uma certa parcela de sua identidade: &#8220;Eu sou assim…&#8221;. Eventualmente, uma mudança &#8220;casual&#8221; em seus comportamentos habituais de dormir serão lentamente incorporados à sua forma de se entender e se perceber (identidade), mantendo a certeza de que acordará oportunamente, seja na manhã seguinte, seja durante a noite, para efetuar alguma necessidade biológica.</p>
<p>Perceba também que, por mais cética que uma pessoa seja, ainda assim possui um tipo de certeza (crença) de que acordará no dia seguinte, ou mesmo a certeza de que amanhecerá (o Sol se levantará). Tais fenômenos são considerados inquestionáveis e cientificamente comprovados até certo ponto. Essas certezas são apenas comprováveis, respectivamente, pela história pessoal (memória) ou pela crença na veracidade da ciência em afirmar que, necessariamente, o planeta Terra gravita em torna da estrela Sol (Sim! O Sol é uma estrela!) embora nossos sentidos e percepções nos iludam, oferecendo-nos a idéia de que é o Sol que percorre a abóbada celeste.</p>
<p>Do Livro: Domesticando o Dragão &#8211; Aprendizagem acelerada de línguas estrangeiras.<br />
Autor: Walther Hermann &#8211; Edição do autor<br />
Apêndice 8</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>A hipnose na terapia breve</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/a-hipnose-na-terapia-breve/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Corria o ano de 1897 e o lugar era S. Petersburgo. A ocasião foi a estréia da Primeira Sinfonia de um compositor de vinte e quatro anos de idade (Rachmaninoff). Foi um completo fiasco e o próprio Rachmaninoff descreveu como ficou sentado, mudo de horror, durante parte da execução e, depois fugiu da sala de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Corria o ano de 1897 e o lugar era S. Petersburgo. A ocasião foi a estréia da Primeira Sinfonia de um compositor de vinte e quatro anos de idade (Rachmaninoff). Foi um completo fiasco e o próprio Rachmaninoff descreveu como ficou sentado, mudo de horror, durante parte da execução e, depois fugiu da sala de concertos antes do fim. Numa festa que tinha sido organizada em sua homenagem para essa noite, depois do concerto, continuou agitado e inquieto, mas o golpe final chegou na manhã seguinte, quando apareceram as críticas. Em The News, Cesar Cui escreveu: &#8216;Se no inferno existisse um Conservatório, Rachmaninoff ganharia facilmente o primeiro prêmio para sua sinfonia, tão diabólicas são as discordâncias que nos oferece.&#8217; Esta combinação de acontecimentos foi excessivamente traumática para uma personalidade tão sensível quanto a de Rachmaninoff. Foi avassalado por um acesso de depressão e apatia, do qual não foi capaz de erguer-se, e que durou dois longos e sombrios anos. Finalmente, seus amigos convenceram-no a consultar um dos pioneiros no campo da auto-sugestão, o Dr. Dahl.</p>
<p>Rachmaninoff, em suas memórias (Rachmaninoff&#8217;s Recollections, contadas a Oscar Von Riesemann), narra a história: &#8216;Pessoas de minhas relações disseram ao Dr. Dahl que ele devia fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para curar-me da apatia e pôr-me em condições de recomeçar a compor. Dahl perguntou que gênero de composição desejavam e recebeu a resposta: um concerto para piano, pois tinha prometido um para ser apresentado em Londres e desistira, tomado de desespero. Por conseqüência, ouvi a mesmo a fórmula hipnótica repetida dia após dia, enquanto jazia, meio adormecido, numa poltrona do gabinete do Dr. Dahl: &#8216;Você começará a escrever o seu concerto&#8230; Vai trabalhar com grande facilidade&#8230; O concerto será de excelente qualidade&#8230;&#8217; Sempre as mesmas sugestões, sem interrupção. Embora pareça incrível, esse tratamento me ajudou, realmente. No início do verão já estava compondo outra vez. O material acumulado e novas idéias musicais começaram a agitar-se dentro de mim&#8230; muito mais do que precisava para o meu concerto. Quando o outono chegou, já tinha completado dois movimentos (O Andante e o Finale)&#8230; Toquei-os nessa mesma estação, num concerto de beneficiência regido por Siloti&#8230; com lisonjeiro êxito&#8230; Na primavera seguinte o primeiro movimento (Moderato) estava concluído&#8230; Senti que o tratamento do Dr. Dahl revigorava meu sistema nervoso num grau milagroso. Por gratidão, dediquei-lhe o Concerto Nº 2.&#8217;&#8221;</p>
<p>Quaisquer que fossem os outros efeitos que o tratamento de Rachmaninoff pelo Dr. Dahl tivessem produzido, a dissolução dos seus sintomas e a devolução de sua capacidade criadora foram auxiliadas, evidentemente, pelo recurso à prática da hipnose. Hoje em dia, não nos damos por satisfeitos com uma simples restauração da homeostase como objetivo do tratamento. Esforçamo-nos, além disso, por resolver conflitos devastadores e por fortificar a própria estrutura da personalidade. Por conseguinte, a hipnose é empregada conjuntamente com outras técnicas de terapia breve, com a finalidade de catalisar o processo de tratamento total. Isto não significa que a hipnose nunca deva ser empregada para a remoção de sintomas, para o alívio ou a substituição da sintomatologia em caso de emergência, ou quando o paciente está tão-somente motivado para a eliminação do mal-estar que o incapacita. Mas tal uso deve ser reconhecido como um objetivo limitado; se mudanças mais substanciais na personalidade ocorrerem, devem ser consideradas um subproduto fortuito.</p>
<p>Fundamentos lógicos para o uso da hipnose</p>
<p>Uma apreciação dos valores terapêuticos da hipnose é dificultada por numerosos obstáculos humanos. Primeiro, há psiquiatras, que têm pouca experiência, mas grande convicção, que investem contra o uso de técnicas hipnóticas. Fazendo-se eco das dúvidas que Freud expressou no final do século XIX, denunciam o método como um uso irracional da sugestão, o qual contorna e, por conseguinte, negligencia a resistência, contamina a transferência, assim reavivando as necessidades e aspirações regressivas, e só temporariamente elimina os sintomas, para vê-los reaparecerem em sua forma original ou numa outra forma. Nestas circunstâncias, alegam eles, a hipnose serve como agente contaminador de uma boa terapia. Em segundo lugar, há profissionais com experiência considerável no campo da hipnose que nos advertem contra seus perigos, descrevendo com vivas cores casos em que ocorreram acessos de sexualidade e hostilidade, e até colapsos psicóticos. Terceiro, há indivíduos que empregam a hipnose e acham que seus efeitos são demasiado evanescentes e inóculos para influírem no tratamento, para bem ou para mal. Em quarto lugar, temos aqueles que se mostram tão entusiasmados com a terapia hipnótica que a empregam indistintamente em todas as perturbações imagináveis e até a recomendam para estimular as funções normais. Finalmente, há investigadores que negam a existência de tal coisa como um estado hipnótico, afirmando tratar-se apenas de uma &#8220;encenação&#8221;, representada pelo indivíduo para agradar ao operador; ou insistem em que a hipnose é, meramente, sugestão com acessórios não-essenciais e rituais de pantomima. Há, na literatura, um dilúvio de escritos oriundos de todos os grupos acima citados, fazendo com que seja, pelo menos, precária uma avaliação da hipnose por parte do terapeuta que deseja empregá-la.</p>
<p>A ambivalência em torno dos resultados não é, evidentemente, exclusiva da hipnose. Afeta, praticamente, todos os ramos da psicoterapia. A psicanálise, sobretudo, já recebeu mais do que sua conta de publicidade desfavorável, pela pena de teóricos autodidatas e de alguns sofisticados psicanalistas &#8220;vira-casacas&#8221;. Tanto nos escritos científicos como nos de divulgação, a ineficácia e o perigo da farmacoterapia, da psicocirurgia, da terapia de grupo e de outras formas de tratamento são periodicamente destacados. Tais críticas têm seus aspectos favoráveis, dado que focalizam as atenções sobre algumas das fraquezas dos nossos modos correntes de tratamento. Entretanto, ao exagerarem as deficiências, em vez dos sucessos registrados, grande dano podem causar as muitas pessoas que precisam de ajuda e que poderiam beneficiar-se da cuidadosa aplicação do método criticado.</p>
<p>Um certo número de pacientes, advertidos contra a hipnose por seus médicos ou psiquiatras e flagelados por sintomas que não cedem às técnicas tradicionais, consultam, finalmente, um praticante de hipnose, desafiando tais advertências num gesto de desespero. Ã parte as usuais resistências ao tratamento, o esforço terapêutico é contrariado pelas dúvidas e sentimentos de culpa que assediam o paciente por Ter desafiado uma autoridade respeitada, dúvidas e sentimentos esses que se somam à convicção de que é um caso perdido e ao efeito negativo da panacéia.</p>
<p>Além disso, uma outra complicação adultera a aplicação terapêutica da hipnose; refiro-me à expectativa de efeitos mágicos, por parte do paciente e do terapeuta. A hipnose está aliada, no espírito de alguns pacientes, a fenômenos supranormais, tais como telepatia, clarividência, premonição, adivinhação e manifestações de sobrevivência após a morte. Esta associação é fomentada, sem dúvida, pela confusão tradicional de hipnose com bruxaria, por aquilo que pode ser considerado como extravasamentos fantasmagóricos no transe, que, aparentemente, desafiam as leis da natureza, e pelas extraordinárias produções literárias que descrevem &#8220;revelações em transe&#8221;, escrita automática, visões na bola de cristal e falas durante o êxtase. A noção de que a hipnose é uma substância maravilhosa que pode, não se sabe como, provocar rápidas curas é um aspecto do desejo ancestral de feitiçaria que a maior parte dos pacientes possui, ao acudir a um curandeiro que aliviará, assim esperam, seus sofrimentos. Isto redunda, inevitavelmente, em desapontamento, porque a hipnose não possui uma vara mágica para rechaçar um inimigo que , durante anos, desafiou todo o controle e até a localização. E o terapeuta poderá, nas primeiras fases de suas experiências com a hipnose, imaginar que vai fazer o impossível. Quando a resistência começa a ripostar, neutralizando as sugestões comunicadas ao paciente no estado hipnótico, o terapeuta pode facilmente perder a fé no poder da hipnose de conter ou resolver a doença do seu paciente.</p>
<p>Uma outra confusão que prejudica a aceitação plena da hipnose como modo de tratamento é o dilema que envolve sua natureza exata. Se analisarmos a literatura, veremos que a hipnose é identificada com dependência, masoquismo, homossexualidade, transferência, fixações pré-genitais e mais uma porção de coisas. Sustenta-se que seu ponto de origem está no prosencéfalo, no tálamo, na formação reticular, nos neurônios ou nas sinapses. As provas apresentadas a favor de cada uma dessas filiações, desde os experimentos laboratoriais ao conteúdo de verbalizações, fantasias, sonhos e manifestações do comportamento, são em número deveras impressionante. Se o leitor se inclinar em qualquer direção especial ou se deixar impressionar pela reputação do autor, endossará facilmente tais teorias. Mas é essencial ser cauteloso na atribuição à hipnose de qualquer local permanente no catálogo da sua causalidade. Sabemos tão pouco sobre o ponto em que a hipnose se entronca na eletrônica ou na química ou na neurofisiologia da função cerebral quanto sobre a natureza da consciência ou do sono.</p>
<p>Não estamos mais avançados em sondar a psicologia, psicodinâmica ou sociologia da hipnose do que os processos cognitivos, afetivos e comportamentais não-hipnóticos. Parece que o mais prudente seria expor a hipnose às condições do método científico, com suas leis fases sucessivas: observação, análise, compreensão, formulação, experimento e reprodução. Entretanto, na aplicação dessas operações, devemos reconhecer que a hipnose, tal como outras ciências do comportamento, carece de um paradigma conceptualmente simplificado, em torno do qual possamos cristalizar nossas idéias da teoria. Por muito sofisticados que nossos experimentos sejam ou por mais brilhantemente que julguemos Ter verbalizado nossas hipóteses, devemos Ter a maior prudência, para impedir a metamorfose dos nossos dados em dogmas e de nossas idéias em ideologias. As múltiplas e complexas variáveis que intervêm na hipnose, a dificuldade em controlar as circunstâncias do experimento, a falibilidade do observador, a miopia dos seus preconceitos e a impossibilidade prática de estabelecer controles adequados tornam a modéstia uma atitude essencial ao se atribuir uma idoneidade preditiva a quaisquer eventos observados no estado de transe.</p>
<p>A objeção de que não deveríamos empregar um método cuja natureza precisa ainda é desconhecida, poder-se-ia replicar que a maior parte da medicina tem suas raízes no solo do empirismo. Somente através da observação e da experimentação constantes estamos aptos a estabelecer o valor específico de alguns dos nossos instrumentos terapêuticos. Ainda empregamos os outros sem saber por que é que funcionam; basta-nos saber que funcionam. E, assim, utilizamos a hipnose, embora não esteja perfeitamente claro o que é e como funciona, exatamente.</p>
<p>Existem perigos na hipnose ?</p>
<p>Ainda mais importante na avaliação da hipnose é a existência de certos relatos sobre os efeitos precários do seu emprego, os quais se têm beneficiado de publicidade na imprensa leiga e profissional. O terapeuta poderia deduzir de tais relatos que praticar a hipnose é como apanhar um tigre pelo rabo, que poderá, por causa do caráter traiçoeiro de tornar-se irreversíveis.</p>
<p>Há algum tempo, iniciei um programa de pesquisas que tinha por finalidade estudar os presumidos perigos da hipnose. Questionários cuja maioria nos foi devolvida, foram remetidos a quase 2.000 profissionais, divididos em duas categorias: uma, formada pelos membros de duas organizações profissionais de hipnose; outra, composta de pessoas que não estavam filiadas a essas organizações. Entre as perguntas estavam incluídas estas: se o depoente, no caso de utilizar a hipnose, testemunhara alguns efeitos indesejáveis, sendo especificamente enumerados alguns sintomas; se o depoente também verificara algumas dessas mesmas conseqüências em pacientes tratados sem hipnose. Os questionários devolvidos por médicos de clínica geral, psiquiatras, dentistas e psicólogos que informavam não empregar a hipnose em suas práticas mostraram, aproximadamente, a mesma percentagem e as mesmas espécies de reações indesejáveis, como resultado de procedimentos não hipnóticos, que apareciam no grupo que praticava a hipnose. Contar cabeças, desta maneira, não será o melhor gênero de metodologia científica; mas, certamente, uma amostragem dessa dimensão comportará alguma relação com os fatos. Minha impressão, ao estudar os questionários, foi de que existe uma quantidade enorme de pessoas emocionalmente instáveis, propensas a manifestar indícios de reação perturbada ante qualquer espécie de procedimentos terapêuticos que se revistam de um significado inquietante ou assustador para o paciente, quer se trate de hipnose, psicanálise ou algum outro tipo de psicoterapia.</p>
<p>A hipnose é, em si mesma, um procedimento inofensivo. Contudo, se constar, na mente do paciente, algo pernicioso, ou se o terapeuta se conduzir de modo antiterapêutico durante a hipnose, o paciente poderá reagir com ansiedade. Se bem que a hipnose possa diminuir as barreiras repressivas e facilitar um retorno à consciência de certos conteúdos psíquicos reprimidos, não há razão, porém, para recear que o paciente seja automaticamente chocado por isso, mesmo que seu ego seja frágil. Empreguei a hipnose com proveito em inúmeros casos de pessoas psicóticas e limítrofes, e verifiquei que os estudos contribuem mais para acalmá-las do que para perturbá-las. Mas o que pode, realmente, perturbar o paciente são atividades, atitudes e sentimentos, no terapeuta, que se transmitam ao paciente e não sejam no interesse da boa terapia.</p>
<p>Foi-me encaminhado um paciente num estado de ansiedade que estava provocando uma desorganização vizinha ao colapso psicótico. Estivera sob os cuidados de um psiquiatra que empregara a hipnose e tanto a família como o próprio paciente tinham a impressão de que essa técnica fora a responsável pelos atuais distúrbios. O paciente era um indivíduo obsessivo-compulsivo que realizada sempre uma adaptação marginal, utilizando suas defesas compulsivas. Pouco depois do seu casamento, começou a desenvolver um medo intenso de objetos pontiagudos, sobretudo facas, r fazia mil rodeios para evitá-los, chegando até ao ponto de fechar a sete chaves todos os instrumentos de cutelaria que apresentassem um perigo potencial; a gaveta onde todos esses utensílios foram acumulados estava confiada à guarda de sua esposa, que tinha a chave e estava instruída para não lhe dizer o paradeiro. O que estava subjacente nessa manobra toda era um medo de perder o autodomínio e, apoderando-se da arma, enterrá-la no peito de sua esposa. Latente neste medo e impulso havia um sentimento de ter caído na armadilha que sua esposa lhe estendera, tal como antes se sentira colhido por sua mãe. Encasulado num casamento confiante que interpretara como um roubo da pouca independência que finalmente conseguira, encarava a possibilidade de uma libertação pela violência e, então, a culpa levava-o a reprimir esse impulso. O que inquietava e perturbava a esposa, fazendo-a insistir em que o paciente visse um psiquiatra, eram as precauções que tomava para evitar apoderar-se da chave confiada à guarda dela. Como ela poderia falar durante o sono e revelar o paradeiro da chave, o paciente exigiu que a esposa dormisse num outro quarto. Depois, temeu que, num acesso de sonambulismo, caminhasse até o quarto dela e que o estímulo de sua presença pudesse provocar a informação indesejável. Como medida de precaução, insistiu em que fossem colocados baldes de água na porta, para que tropeçasse e caísse, acordando do sonambulismo, durante qualquer missão fatídica.</p>
<p>Durante a terapia, o psiquiatra tinha decidido dessensibilizar o paciente, para facas, e, recorrendo à hipnose, sugeriu-lhe que, enquanto se imaginava numa atmosfera agradável, como uma festa de aniversário ou um piquenique, se visse tocando, depois agarrando e utilizando uma faca para preparar uma refeição. Em seguida, sugeriu ao paciente que procurasse usar facas para outros fins domésticos. Depois disso ter sido realizado com êxito, o terapeuta sugeriu vigorosamente ao paciente, durante a hipnose, que demonstrasse a si mesmo jamais usar uma faca com intuitos destruidores, colocando uma faca de podar debaixo do travesseiro e dormindo sobre ela. Na tarde seguinte a essa sugestão, o paciente telefonou ao terapeuta, num estado de grande ansiedade, perguntando se era realmente necessário executar uma ordem hipnótica, e recebeu a ordem peremptória de fazer o que lhe fora ordenado. Durante uma noite inquieta, o paciente viu-se acariciando a faca e reagindo com terror ao impulso para entrar no quarto de sua esposa. Na manhã seguinte, teve uma crise de pânico, da qual não parecia capaz de se recuperar. Minha terapia foi, essencialmente, de natureza tranquilizadora e a hipnose foi empregada para ajudar a aliviar sua angústia, com efeitos benéficos.</p>
<p>Uma terapia é tão boa quanto aquele que a executa. Um bisturi é uma ferramenta que, nas mãos de um hábil cirurgião, pode ser um instrumento salvador. Mas, nas mãos de um indivíduo inepto que tente praticar cirurgia, os danos que causará são irreparáveis. Empregada por um terapeuta inepto e sem treino adequado, a hipnose pode ser inútil e até prejudicial para os pacientes.</p>
<p>A hipnose estimula uma poderosa relação entre o terapeuta e o paciente, a qual influencia ambos os participantes. Por parte do paciente, trata-se, basicamente, de uma reconstituição simbólica das relações com um parente idealizado que lhe dará todo o apoio e as gratificações que acredita lhe terem faltado em sua própria infância. Isto, em sua essência, é idêntico ao que acontece em qualquer relação médico-paciente, em que o paciente, perturbado, tenso, com dores e cheio de medo, acode à figura benéfica e curativa que porá fim às suas aflições. Durante a hipnose, esse efeito é intensificado. Essencialmente, o paciente, acudindo a um agente parental protetor, investe no hipnotizador qualidades onipotentes e oniscientes. Isto é complicado pelo fato de que, mais cedo ou mais tarde, poderá projetar no terapeuta as atitudes e reviver com ele algumas das experiências que teve com seus pais ou irmãos, durante os períodos formativos vitais de sua infância e adolescência. Esse drama transferencial pode ser precipitado e negado no processo terapêutico e sua gestão constitui a própria essência da terapia de profundidade. No decurso habitual da terapia breve, com ou sem hipnose, essas projeções irrealistas não constituem um grande problema, salvo o caso de pacientes muito graves, e a tendência é serem neutralizadas quando não são encorajadas pelas técnicas analíticas formais, como a associação livre, a exploração do passado, a passividade do analista e o uso do divã. Contudo, poder-se-ão observar provas de transferência durante e após a hipnose, através de lapsos da fala, sonhos, atitudes e sentimentos que a terapia breve contornará, a menos que interfiram com sua terapia. As relações realistas com o terapeuta sobrepõem-se, mais ou menos, à relação de transferência, mantendo-a em xeque.</p>
<p>Também é importante o fato de que a hipnose pode mobilizar no terapeuta algumas atitudes e sentimentos neuróticos em relação ao paciente. Enquanto este se encontra em transe, apresenta-se ao seu espírito como uma espécie de indivíduo diferente do que é no estado de vigília. Passivo e imobilizado, pelo menos na aparência, o paciente pode estimular em alguns terapeutas fantasias de onisciência, grandeza, sadismo e sexualidade. Quando o próprio terapeuta tem problemas por resolver em suas relações interpessoais, poderá projetá-los na maneira como fala, em sua ênfase em determinadas espécies de conteúdo e suas manifestações de comportamento incomum em relação ao paciente. O paciente em hipnose reagirá, geralmente, com ansiedade a tais manobras. Muitos terapeutas são capazes de fazer uma boa terapia com seus pacientes, quando estes estão acordados; mas, quando tentam empregar a hipnose, perdem sua objetividade e, por conseguinte, sua eficácia terapêutica.</p>
<p>Portanto, é importante que cada terapeuta estabeleça a utilidade que o método hipnótico possui para ele. Terá de empregar uma espécie de abordagem quando utiliza a hipnose? A hipnose faz com que se sinta poderoso, sádico, ansioso ou sexualmente estimulado? Há uma mudança em seus sentimentos para com o paciente? Pode aplicar os mesmos critérios dinâmicos às respostas comportamentais do paciente em hipnose, tal como os usaria no caso de pacientes com quem trabalha sem hipnose? A hipnose tem um significado pessoal que o leva a supervalorizar seus efeitos? Estas interrogações só podem ser respondidas quando o terapeuta utiliza a hipnose com vários pacientes e observa cuidadosamente suas próprias reações, assim como as dos pacientes. Quando estes manifestam, sistematicamente, inclinações agressivas, sexuais ou masoquistas, durante ou após um transe, o terapeuta poderá encontrar a origem em si próprio. Se não controlar suas próprias emoções enquanto hipnotizador, a hipnose, como coadjuvante, não é coisa para ele.</p>
<p>Partindo do princípio de que a contra transferência não constitui problema de monta, cada terapeuta ainda terá de realizar experiências com a hipnose para ver como poderá combiná-la com suas próprias técnicas, sua personalidade e seus modos peculiares de trabalhar com os pacientes. A indução da hipnose pode ser facilmente aprendida, muitas vezes em poucos minutos, mas será preciso muito tempo para testar seus efeitos sobre os resultados terapêuticos.</p>
<p>Pode a hipnose eliminar sintomas?</p>
<p>Parece lógico esperar que a hipnose seja capaz de eliminar sintomas, pelo menos temporariamente, sem explicar a origem ou o propósito dos mesmos. Em alguns casos, essa expectativa será satisfeita. As sugestões autoritárias, sobretudo durante a hipnose, podem modificar ou remover sintomas de natureza histérica, desde que não se revistam de grande valor funcional, tendo cumprido sua finalidade neurótica e esgotado o ganho secundário. Outros sintomas que são o produto da tensão podem ser automaticamente aliviados, como resultado da resolução da tensão durante a hipnose. Em suma, o antigo aforismo de que os sintomas eliminados pela hipnose devem reaparecer numa forma idêntica ou numa outra forma, ou de que o equilíbrio psíquico será perturbado, precipitando uma psicose, é pura ficção. Esse alívio pode ser permanente e pode-se tirar proveito desse intervalo livre de sintomas para encorajar uma melhor adaptação à vida.</p>
<p>Presencia-se, repetidamente, o fenômeno de um indivíduo que, vitimado por um sintoma, quer se trate de uma paralisia funcional, de um tique facial, de obesidade, impotência ou qualquer outro defeito, fica tão afundado em sua desdita e em seu próprio fracasso concreto em realizar-se plenamente, que até sua capacidade de funcionamento é prejudicada. Anunciar a uma pessoa nessas condições que teremos de adiar o tratamento de suas queixas imediatas até que se investiguem a fundo os fatores determinantes do seu desenvolvimento, é ilógico e injusto. Tentar proporcionar-lhe o maior alívio no menor prazo de tempo constitui uma medida de solicitude que pode ajudar incomensuravelmente a forjar uma boa relação terapeuta-paciente. Se conseguirmos aliviar os sintomas, a restauração do funcionamento normal poderá redimir o amor-próprio do paciente e melhorar suas relações interpessoais, nos interesses de um melhor ajustamento total.</p>
<p>No capítulo &#8220;A Técnica da Terapia Breve&#8221;, faz-se menção do modo como a resolução de um aspecto do problema do indivíduo pode iniciar uma reação em cadeia com reflexos em toda a estrutura de personalidade, que influenciam outras das suas dimensões. Presenciei alguns exemplos surpreendentes de como umas poucas sessões hipnóticas podem alterar até os padrões mais sérios em todo o espectro da patologia psiquiátrica. Como e por que tais alterações se produziram é algo que ultrapassa minha compreensão. O fato de que aconteceram é testemunho de uma plasticidade inerente aos seres humanos que, por vezes, se aproveita da hipnose para dar rédeas às forças curativas adormecidas.</p>
<p>Um paciente, um pregador oriundo de um Estado distante, que dedicara sua vida a ajudar os pobres e desvalidos, tinha ficado obcecado, seis anos antes de sua entrevista inicial comigo, aos quarenta anos de idade, por anseios homossexuais que o faziam rondar pelas ruas em busca de homens fisicamente atraentes. Para seu horror, viu-se entrando em banheiros públicos para observar os órgãos genitais de estranhos. A penitência, a oração e a imposição a si mesmo das mais severas disciplinas não conseguiram acalmar-lhe a consciência nem sustar, pelo menos, suas incursões pelo pecado. Ele, que era um dos pilares da comunidade, sabia que estava pondo a perder sua reputação e segurança com uma conduta que só poderia acarretar a desgraça sobre si, sua esposa e seu filho. O desejo homossexual invadira-o após uma gradual perda de interesse sexual por sua esposa. Excetuando-se as esporádicas masturbações mútuas com um colega, no começo da adolescência, suas propensões sexuais tinham sido exclusivamente dirigidas a mulheres. Fizera uma boa escolha conjugal e, asseverou ele, seu ajustamento sexual com a esposa, nos primeiros anos, era excelente. Sentia-se incapaz de compreender que forças maléficas o houvessem sobrepujado, ameaçando sua reputação, segurança e seus sentimentos de integridade como um homem de Deus. Em busca de alguma resposta, explorara revistas de medicina e, numa delas, deparara-se com um artigo sobre hipnose, escrito por mim, que o deixara tão intrigado que resolvera economizar o máximo que seus parcos rendimentos lhe permitiam, juntando o suficiente para uma viagem de três dias a Nova Iorque.</p>
<p>Tinha certeza de que, com uma sessão de hipnose que eu lhe induzisse, seria arrancado do caminho da ruína em que se encontrava e colocado de novo, firmemente, na senda heterossexual. Eu não compartilhava excessivamente de sua confiança em meus talentos nem de sua exuberante certeza de que as coisas seriam corrigidas com tanta facilidade. Contudo, em vista do grande sacrifício que fizera em vir a Nova Iorque, não tive coragem de frustrar seu otimismo. Mal dispunha de tempo para escutar uma descrição esquemática de sua história e induzir a hipnose, durante a qual lhe disse que tinha a impressão de que não estava tão doente quanto imaginava e que, em virtude de seu bom ajustamento passado com a esposa, possuía suficiente força íntima para sustar suas explorações homossexuais. Devia haver algumas razões pelas quais o interesse por sua esposa declinara. Talvez se tivesse enfurecido com ela por algum motivo e reprimido seu ressentimento. Como renunciara a tanta coisa para vir consultar-me, estava demonstrando, com isso, querer, intimamente, a heterossexualidade e não tardaria em recuperar seu desejo pela esposa. Começaria a ter sonhos em que reconheceria por que se afastara de sua mulher e sonhos em que se sentiria em íntimo contato físico com ela. Seria capaz de auto-hipnotizar-se regularmente e de dar a si mesmo sugestões para observar-se explorando as causas de sua perturbação, assim como para recuperar a fé em si próprio como homem. Antes de dar a sessão por terminada, instruí-o brevemente sobre a auto-hipnose. Em cartas semanais regulares, durante alguns meses, deu-me pormenores de sua prática e contou sonhos que traduziam medo e hostilidade em relação a figuras femininas. Em sonhos posteriores, esses sentimentos começaram a se tornar gradualmente mais benignos. Retornaram as fantasias sexuais de natureza heterossexual. Difícil no começo, achou progressivamente mais fácil conter suas excursões homossexuais. Em poucos meses, o contato sexual com a esposa foi restabelecido, com uma satisfação sistematicamente crescente. Uma correspondência periódica durante oito anos e uma visita de acompanhamento pós-clínico indicaram mudanças em sua adaptação geral que teriam sido registradas como um êxito impressionante da terapia prolongada, se esta abordagem tivesse sido prescrita. Não tenho certeza sobre o que teria acontecido para alterar os complexos mecanismos intrapsíquicos do paciente, e se as mudanças foram provocadas por fatores ilusórios de panacéia, pelas influências salutares da auto-observação ou por ambas as coisas. Qualquer que fosse o mecanismo, o certo é que o entreato hipnótico desempenhou um assinalável papel na melhora do paciente.</p>
<p>Tenho tido numerosas experiências com obsessivo-compulsivos crônicos que se torturavam com suas fantasias angustiosas e que, após terem passado sem êxito pela psicoterapia e pela psicanálise prolongadas, reagiram favoravelmente a algumas sessões hipnóticas concentradas em ensinar ao paciente como rechaçar de sua mente as obsessões e ocupá-la com preocupações mais pacíficas e produtivas. Em numerosos pacientes, comprovou-se que a auto-hipnose era um instrumento valioso. Em estudos de acompanhamento pós-clínico, alguns desses pacientes, que tinham sido considerados casos perdidos, mostraram mudanças espantosas em sua estrutura total de personalidade e em sua adaptação à realidade, as quais superaram em muito minhas expectativas clínicas.</p>
<p>Desses exemplos, não devemos supor que a hipnose seja um substituto para o tratamento prolongado, nos casos em que esta abordagem é indicada. Quando indicado e bem aplicado, o tratamento prolongado pode promover uma mudança tão profunda na personalidade que os resultados são excitantemente compensadores. As resistências podem ser combatidas de modo sistemático e eficaz, e novos potenciais podem ser libertados para estimular o ajustamento. Ao mesmo tempo, não devemos minimizar o que pode ser feito pelas pessoas com um tratamento breve, sobretudo quando nos deparamos com problemas que não se prestam a uma exploração prolongada ou quando, em virtude de necessidades pessoais, se teme que o paciente se perca, irremediavelmente, num interminável labirinto terapêutico. Em tais pessoas, a hipnose pode contribuir substancialmente para o esforço do tratamento breve.</p>
<p>Nem todos os sintomas cedem a influência hipnótica. Os que servem a um propósito importante na economia psicológica e os que decorrem de tensões que resistem à influência apegam-se ao paciente com um desespero que desafia os recursos combinados do hipnotizador. A maioria dos pacientes pode facilmente neutralizar as intenções do hipnotizador, resistindo às sugestões, mesmo no mais profundo estado de transe. Mas, se o paciente for um ótimo sujeito hipnótico e o hipnotizador for hábil, embora seja, obviamente, um mau terapeuta, se o fizer, poderá confundir astutamente os problemas e induzir o paciente a condescender, por meio de seus ardis. Nesse caso, o paciente poderá ficar exposto a perigos que evitou até então com seus sintomas e que agora poderão desencadear uma ansiedade incontrolável e desintegrar sua reserva psicológica.</p>
<p>A semântica da sugestão é importante. Um paciente a quem se ordena que suprima um sintoma poderá resistir, por um reflexo de seus ressentimentos contra os pais excessivamente disciplinadores, ou, raramente, se for um sujeito hipnótico excepcionalmente bom, poderá condescender por algum tempo. Em última instância, sua ansiedade o forçará a restabelecer seus controles sintomáticos. Por outro lado, se dissermos ao paciente que sentirá o desejo de abandonar seus sintomas, que esse desejo ganhará tanta força que o levará a querer fazer tudo o que for necessário para livrar-se de tais sintomas e que desfrutará com prazer da experiência de ser agora um indivíduo livre de sintomas, poderá reagir da maneira mais apropriada. Por exemplo, se um paciente tem um tique facial, poderemos dizer-lhe na hipnose: &#8221; Você descobrirá que se sente muito mais descontraído e, portanto, muito mais à vontade e muito melhor, acabando com sua necessidade de ter esse sintoma particular. Poderá passar o dia todo sem pensar sequer nesse tique e sentindo-se bem com essa ausência. Isso acontecerá porque o tique deixou de ter qualquer significado para você. Quando chegar ao ponto em que vai querer renunciar ao seu tique facial, então descobrirá que ele já não existe.&#8221; A improvisação de sugestões deste gênero pode ser feita para tendências tais como a glutonaria na obesidade, a falta de apetite na subnutrição, o fumo, a insônia, a enurese, a impotência e outros sintomas. Essas sugestões podem ser muito eficazes.</p>
<p>Dr. Lewis R. Wolberg, Impresso em 09/11/2000</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br/hipart_11.htm</p>
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		<title>Roteiro para Auto Hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:44:28 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Recorte uma rodelinha de cartolina branca ou amarela, de dois centímetros de diâmetro, e cole na parede onde encosta a cabeceira da sua cama, a uns oitenta centímetros acima do colchão. Esta rodelinha deve ficar nesta posição para que você seja obrigado a olhar para trás durante o exercício. Isto vai forçar os músculos oculares e cansá-los em pouco tempo.</p>
<p>Você já está na cama, pronto para dormir. Nada mais tem a fazer; as portas já estão fechadas e as janelas isolam o excesso do barulho de fora, se bem que o barulho ininterrupto e sempre da mesma intensidade, como o do trânsito que flui lá fora, perturba menos que um despertador, a campainha do telefone ou o latido de um cão no quintal do vizinho. Mas você está pronto, as luzes estão apagadas e você está deitado, de costas; as pernas não se cruzam e os braços estão dispostos ao longo do corpo, sem tocá-lo.</p>
<p>Fixe então os olhos na tal rodelinha de cartolina, respire fundo duas ou três vezes e, sem jamais tirar os olhos deste ponto, pense nos seus pés. Diga a si mesmo, mentalmente, que você usou estas pernas o dia todo e ponha na cabeça que está muito cansado de uma longa caminhada que acaba de fazer. Imagine que seus pés estão cansados, pesados, parecendo de chumbo. Espere alguns instantes até sentir, realmente, seus pés pesados. Depois faça com que esta sensação de peso vá subindo pelo corpo: barriga da perna, joelhos, coxas, costas, nuca. Procure sentir que estão realmente pesados, muito pesados.</p>
<p>Em geral, suas pálpebras se fecham naturalmente, por si mesmas, enquanto você se concentra no sentimento de peso nas canelas, joelhos, e por todo o corpo.</p>
<p>Se isto ocorreu, você já atingiu a fase mais importante do relaxamento profundo. Nos primeiros dias, isso poderá levar até uns cinco minutos, porém, normalmente, isto ocorre mais depressa. Depois de algum treinamento, isto ocorrerá antes mesmo de você contar até três. Pessoas inteligentes, disciplinadas, de grande força de vontade, mental e espiritualmente sadias são as que atingem este ponto mais rapidamente. Esta prática, contudo, não é recomendável para pessoas com arteriosclerose acentuada ou doentes mentais. As pessoas mais jovens aprendem o relaxamento profundo em pouco tempo.</p>
<p>Continuando&#8230;</p>
<p>Assim que perceber os olhos fechados, diga mentalmente a si mesmo: “Da próxima vez entrarei mais depressa e mais intensamente no estado de profundo relaxamento; a cada vez que pratico o relaxamento profundo chego mais depressa e mais intensamente a este estado”.</p>
<p>Neste exato momento, os poros do seu subconsciente estão abertos e isso quer dizer que você pode ditar tarefas para si mesmo, tarefas estas que posteriormente se realizarão, supondo-se, naturalmente, que estas tarefas ou ordens sejam racionais, executáveis e possíveis de serem realizadas por você. Veja um exemplo de uma ordem racional e executável que pode ser dada por qualquer pessoa e realizada, posteriormente, com êxito: “Daqui em diante, comerei vagarosamente, mastigando bem”, ou, “Em qualquer situação ou sob qualquer circunstância, eu me mantenho sempre e absolutamente calmo e tranqüilo.”</p>
<p>Você também pode melhorar sensivelmente a sua aparência, adquirindo até mesmo ares atraentes, dando esta ordem ao seu subconsciente : “Minha expressão é sempre jovial, meus olhos estão sempre brilhando e mantenho sempre uma postura bonita e atraente”.</p>
<p>Seja qual for a &#8220;sugestão&#8221; que você dê a si mesmo (dentro dos limites racionais) saiba que ela será reproduzida AUTOMATICAMENTE diante das situações convencionadas. Aprenda isto: devidamente relaxado, você pode dar &#8220;ordens de cura&#8221; ou &#8220;ordens de conduta&#8221; a si mesmo, e elas serão &#8220;admitidas&#8221; pelo seu subconsciente e provocarão, conseqüentemente, mudanças muito sensíveis na sua vida. Acredite nisso!</p>
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		<title>AUTO-HIPNOSE</title>
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		<description><![CDATA[ Vencendo as próprias barreiras
Hoje em dia, ninguém mais duvida que o estudo do hipnotismo aumenta em muito nossa capacidade de viver plenamente sob diversos aspectos; este estudo nos torna capazes de solucionar muitos enigmas que nos têm intrigado. Quando descobrimos que até mesmo alterações orgânicas podem ser causadas por sugestões, passamos atribuir, imediatamente, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Vencendo as próprias barreiras</p>
<p>Hoje em dia, ninguém mais duvida que o estudo do hipnotismo aumenta em muito nossa capacidade de viver plenamente sob diversos aspectos; este estudo nos torna capazes de solucionar muitos enigmas que nos têm intrigado. Quando descobrimos que até mesmo alterações orgânicas podem ser causadas por sugestões, passamos atribuir, imediatamente, um maior valor às influências mentais na nossa vida e passamos também a entender como as moléstias chamadas imaginárias (mas que realmente não o são) podem ser curadas através dessas mesmas influências mentais.</p>
<p>Poucas são as pessoas que não se impressionam quando um vizinho ou amigo (às vezes até de brincadeira) diz que parecem doentes, não é mesmo? E se impressionam mais ainda quando estas considerações são cumulativas; o vizinho diz, o colega de trabalho diz, o cunhado diz, o dono do boteco diz&#8230; Pois bem, assim como a sugestão pode afastar a dor (nos seus múltiplos significados) , pode também criá-la e fortalecê-la. É por isso que pouco ajudamos a estas pessoas impressionadas dizendo que tais doenças são imaginárias, pois mesmo que sejam realmente imaginárias, pertubam-nas tanto como se fossem reais.</p>
<p>A expressão “dor imaginária”, ou “doença imaginária”, que é usada por muitos médicos e até por leigos, é cientificamente falsa. Breuer comparou muito bem “dores imaginárias” com alucinações. Ora, podemos dizer que o objeto da alucinação seja imaginário, mas é falso dizer-se que a percepção seja imaginária. Esta será a mesma, quer seja o objeto imaginário ou não.</p>
<p>O mesmo se passa quando a dor é sentida, seja o médico capaz ou não de descobrir sua causa física. Podemos dar a uma dor, sem sintomas objetivos, o nome que quisermos dar, porém, devemos estar certos que ela é uma conseqüência necessária de algum distúrbio real. Certas idéias subjetivas causam tanta dor quanto um espinho penetrante na nossa pele. Eliminá-las é tão dever de um médico quanto é seu dever tirar o espinho que o atormenta.</p>
<p>Também podemos estender esta idéia de &#8220;dor&#8221; ao campo comportamental, e, no nosso caso, particularmente ao campo educacional. Quantos estudantes fazem refletir nas suas notas a dor do medo, da insegurança, da &#8220;consciência de incapacidade&#8221;? Soubessem eles que tudo isso pode ser resolvido sem remédios ou aulas particulares, e que ter ou não ter talento é uma decisão própria de cada um, as coisas se tornariam bem mais fáceis.</p>
<p>Qualquer pessoa, seja ela quem for, pode obter uma supermemória, tornar-se mais criativo, melhorar a concentração, vencer a timidez, acabar com a gagueira, emagrecer ou até mesmo parar de roer as unhas, apenas incutindo no seu subconsciente uma &#8220;outra associação&#8221;. E é isto que nós vamos ver agora.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>A arte de hipnotizar</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:38:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(o hipnotismo nas moléstias)
Diversas moléstias podem ser curadas ou aliviadas, simplesmente, fazendo-se crer ao paciente que ele em breve estará melhor ou até mesmo curado. A literatura médica está repleta de casos assim onde esse tipo de influência foi decisivo para o restabelecimento da saúde, seja ela física ou psicológica. Também na Educação este princípio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>(o hipnotismo nas moléstias)</strong></p>
<p>Diversas moléstias podem ser curadas ou aliviadas, simplesmente, fazendo-se crer ao paciente que ele em breve estará melhor ou até mesmo curado. A literatura médica está repleta de casos assim onde esse tipo de influência foi decisivo para o restabelecimento da saúde, seja ela física ou psicológica. Também na Educação este princípio é aplicável; fazendo-se crer ao estudante que ele estará competente e criativo, certamente ele assim reagirá e os resultados serão quase que imediatos.</p>
<p>Esta influência mental tem sido usada, sempre com muito êxito, desde os tempos mais remotos. O sono no templo dos antigos gregos e egípcios era um meio de facilitar o efeito da sugestão; os doentes eram postos a dormir no templo, e em sonho, o deus dizia o que deveria curá-los. Mais recentemente encontramos o caso do famoso Greatrakes, cujas curas causaram espanto em toda a Inglaterra no século XVII, e o caso de Gassner, o exorcista, no fim do século XVIII que realizava proezas fantásticas, atribuindo-se poderes milagrosos de cura.</p>
<p>Entre outros realizadores de prodígios, podemos citar Prince Hohenohe, um padre católico que no começo do século passado despertou a curiosidade nos meios científico e religioso por suas curas na região da Baviera. Os mesmeristas (seguidores de Mesmer) supunham que ele fosse uma dessas pessoas que possuem um poder peculiar, enquanto, por outro lado, a fé religiosa era dada como explicação para as curas. Uma escola de mesmeristas, a de M.Barbarin, sustentava que a influência era de natureza puramente espiritual, e que o meio certo de produzir o sono era orar à beira da cama do paciente. Foi esta, inclusive, a origem da “Ciência Cristã” tão popular nos Estados Unidos.</p>
<p>A “Ciência Cristã” é um sistema religioso fundado por Mary Baker Eddy, em 1866, baseado na Bíblia, e que afirma que todas as causas e efeitos são mentais, e que o pecado, a doença e a morte perdem o sentido de ser pela compreensão do Princípio Divino dos ensinamentos e das curas praticadas por Jesus Cristo. A “Ciência Cristã”, de caráter puramente religioso, traz no seu princípio as mesmas idéias sobre cura por sugestão que encontramos, por exemplo, nos relatos de Gassner. (Ninguém que leia estes relatos duvida que Gassner e diversos outros hipnotizadores tiveram mais êxito do que muitos médicos na cura dos seus pacientes.)</p>
<p>É possível que muitas dessas moléstias tratadas e curadas por Gassner ou por Mary Baker Eddy fossem de natureza histérica, mas houve muitas outras das mais diferentes origens e obtiveram resultados satisfatórios. Sabemos que grande parte das pessoas tratadas por Gassner não tiveram bons resultados no tratamento médico usual, e por isso procuraram essa alternativa. Para que a sugestão seja eficaz e redunde em resultados positivos, é fundamental que paciente creia firmemente que será curado. Essa crença deve ser incutida nele pelo hipnotizador e este, com certeza, é ponto crucial da questão: como incutir esta crença seguramente?</p>
<p>Qualquer enfermo que vá a Lourdes, a Fátima, a Aparecida ou a Juazeiro do Norte, com a crença convicta de que será curado, e cuja expectativa haja sido redobrada pelos relatos de outros, conseguirá um resultado inteiramente diferente do indivíduo que vai sem fé. É claro que não estou aqui, evidentemente, para impor limites às graças de Deus nem para encontrar justificativas para sua misericórdia, porém os relatos que nos chegam aos ouvidos apontam sempre para esta verdade: é a fé promove a cura.</p>
<p>Nem sempre é possível a um médico impor a crença de seu poder pessoal, conquanto seja a fé que seu paciente nele deposite. O hipnotismo é um meio para atingir este fim, a despeito da oposição. E isso, em grande parte, devemos a Limbault; foi ele o primeiro a empregar a sugestão, metodicamente, no tratamento das moléstias.</p>
<p>A dificuldade para se julgar o valor curativo da hipnose torna-se ainda maior devido à vaga definição do quem vem a ser “sugestão hipnótica”. Muitas pessoas se opõem ao tratamento hipnótico sugestivo por desconhecerem que hipnotismo e sugestão podem ser fundidos, gradualmente, num assunto único. Além do mais, há ainda o medo provocado pela idéia de que hipnose é algo perigoso, quando, na realidade, sabemos que esta prática, tomados os devidos cuidados, é absolutamente saudável e sem riscos de qualquer seqüela.</p>
<p>Quem já viu a diferença entre um indivíduo que recebeu uma sugestão excitante e um que recebeu uma excitação calmante, concordará que tanto se pode fazer bem de um modo como mal de outro. Mas este risco é o mesmo que qualquer pessoa corre num tratamento médico convencional. Ou alguém desconhece o fato de pacientes que passaram muito mal despois de tomarem determinados remédios prescritos por médicos?</p>
<p>Voltando aos objetivos educacionais possíveis de serem atingidos pela hipnose, cabe lembrar que não foi à toa que Georgi Lozanov denominou sugestopedia à sua técnica de aprendizagem acelerada. Na verdade, antes de qualquer propósito, Lozanov incutia nos seus alunos que &#8220;eles eram capazes de aprender muito mais e num espaço de tempo muito menor&#8221;. Convictos desta &#8220;verdade&#8221;, seus alunos ficavam prontos para receber uma quantidade maior de informações e armazená-las de forma eficiente na memória. E, de fato, conseguiam.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>Mitos e Verdades</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[MITO DA INCONSCIÊNCIA - Muitos pensam que estar hipnotizado significa estar inconsciente. Há aqueles que até desejam ficar inconscientes para que &#8220;todos os seus problemas lhes sejam tirados&#8221;. Na verdade, o transe hipnótico é caracterizado por uma dissociação consciente/inconsciente, onde a consciência está presente, e é desejável que esteja, para participar no processo de cura. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>MITO DA INCONSCIÊNCIA -</strong> Muitos pensam que estar hipnotizado significa estar inconsciente. Há aqueles que até desejam ficar inconscientes para que &#8220;todos os seus problemas lhes sejam tirados&#8221;. Na verdade, o transe hipnótico é caracterizado por uma dissociação consciente/inconsciente, onde a consciência está presente, e é desejável que esteja, para participar no processo de cura. Por estar vivenciando uma experiência agradável, eventualmente a pessoa não se lembra do que foi falado, porque ficou distraída com pensamentos, imagens ou sons.</p>
<p><strong>MITO DE CONFESSAR SEGREDOS SEM QUERER -</strong> Mesmo em transe profundo a mente conserva um sentido de vigilância que protege a integridade da pessoa. Na hipnose Ericksoniana raramente a pessoa é convidada a falar. O inconsciente é capaz de resolver silenciosamente os conflitos mais profundos.</p>
<p><strong>MITO DE NÃO VOLTAR DO TRANSE -</strong> Se, eventualmente, por estar numa experiência muito agradável ou num transe mais profundo, a pessoa não aceitar a sugestão de voltar do transe, basta deixá-la mais algum tempo, e naturalmente, o transe hipnótico se transforma em sono fisiológico e ela acorda.</p>
<p><strong>MITO DE SER DOMINADA PELO HIPNOTERAPEUTA -</strong> Na hipnose Ericksoniana o estado de transe é sempre uma auto-hipnose. O hipnoterapeuta é um facilitador, um companheiro de viagem, apenas alguém que está ao lado enquanto o inconsciente da pessoa trabalha.</p>
<p><strong>MITO DA DEPENDÊNCIA -</strong> Um hipnoterapeuta cuidadoso tem sempre o cuidado de dar sugestões pós-hipnóticas de autonomia e liberdade. Ex:&#8230;E no dia a dia sua mente inconsciente pode continuar por si mesma com um processo natural e saudável de mudanças&#8230; Por isto a Hipnoterapia Ericksoniana é considerada uma terapia breve.</p>
<p><strong>MITO DE QUE A HIPNOSE POSSA SER PREJUDICIAL À PESSOA -</strong> O inconsciente é sábio e protetor, e absorve apenas aquilo que é saudável e útil. Naturalmente, como a hipnose é uma poderosa estratégia de comunicação com o inconsciente, só deve ser usado por pessoas devidamente treinadas, competentes e éticas. Uma pá é um excelente instrumento para remover terra, mas se for usado para atingir a cabeça de alguém&#8230;</p>
<p><strong>MITO DA REGRESSÃO -</strong> Hipnose não é regressão. A regressão é apenas um fenômeno hipnótico que pode ser usado quando necessário. Como dissemos antes, a hipnose é um fenômeno psíquico, um estado especial da mente que permite ações terapêuticas as mais diversas.</p>
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		<title>Principais indicações da hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:30:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A hipnose é muito bem indicada no controle de doenças onde a dor, intermitente ou constante esteja presente. Nos procedimentos e exames que causam desconforto ou dor sua indicação, também, é eficiente. Utilizada como complementar à terapia convencional, tem a propriedade de acelerar e facilitar o processo de remissão sintomática ou cura. Também na clínica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A hipnose é muito bem indicada no controle de doenças onde a dor, intermitente ou constante esteja presente. Nos procedimentos e exames que causam desconforto ou dor sua indicação, também, é eficiente. Utilizada como complementar à terapia convencional, tem a propriedade de acelerar e facilitar o processo de remissão sintomática ou cura. Também na clínica cirúrgica, atenuando a ansiedade pré e pós-operatória, inclusive reduzindo o tempo necessário à recuparação. Em grande parte das doenças, o fator emocional está presente.</p>
<p>Com a propriedade de interfirir, modificar emoções e idéias, a hipnose tem sua aplicação ilimitada na medicina. Quando(e isso já ocorre) a Medicina reconhecer o fator psicossomático nas doenças, a hipnose , certamente terá largamente expandido seu enorme potencial;<br />
Atualmente a hipnose tem sido bastante empregada nas clínicas de:<br />
Obstetrícia &#8211; Pediatria &#8211; Cardiologia &#8211; Cirurgia &#8211; Dermatologia &#8211; Psiquiatria &#8211; Oncologia</p>
<p>Em Odontologia:<br />
Tenho observado um crescente aumento de profissionais dessa área interessados em utilizar a hipnose como instrumento auxiliar na clínica. A dificuldade maior está no tempo investido para obter o estado hipnótico. Talvez seja o momento de repensar a prática da hipnose, treinando auxiliares em hipnose, que, sob supervisão do profissional responsável, &#8220;prepararia &#8220;o paciente para o trabalho do dentista.</p>
<p>São importantes as propriedades de analgesia, controle da salivação, do sangramento, a cicatrização mais rápida e, também. a maior proteção pós-cirúrgica contra infecções obtidas pela hipnose.Acresce o relaxamento e o controle da ansiedade que, muito contribui na dinâmica do atendimento, tanto para o profissional, quanto para o paciente.</p>
<p>Em Psicologia:<br />
Dentre as classes profissionais, são os psicólogos os que, coletivamente, seja pela divulgação, pesquisa e interesse os que mais efetivamente têm atuado em e pela hipnose. Na psicologia experimental, a hipnose oferece possibilidades cada vez maiores do estudo da mente de forma controlada. Em todas as formas de psicoterapia, tanto em diagnóstico, quanto em terapia.</p>
<p>A hipnose é compatível com qualquer linha teórica, seja de que orientação for. Analítica, behaviorista, gestáltica, etc, Sua utilização em psicoterapias está limitada apenas ao terapeuta. Cada vez mais frequente nos consultórios, a hipnose tem assegurado processos mais breves de terapia , com resultados bastante positivos e seguros.</p>
<p>São infinitas suas indicações na clínica psicoterápica. Entre as principais, os processos onde o estresse, a tensão, o mêdo estejam representados. Na investigação dos processos interiores, na dor onde haja representação emocional. Nos comportamentos inadequados, no trauma psíquico, na fobia (sob todas as formas), nos Transtornos do Pânico, Obsessivo- Compulsivos. No fortalecimento da auto-estima, autoconceito e auto-confiança.</p>
<p>Por Luiz Antonio Perilo Velloso</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>Quem é hipnotizável?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:30:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para responder a esta pergunta, Ochorowicz inventou (ainda no século XIX) um instrumento especial &#8211; o hipnoscópio &#8211; que nada mais é do que um ímã(*), em forma de anel, que a pessoa a ser examinada põe no dedo. Para o inventor, as pessoas hipnotizáveis experimentam certas sensações na pele e contrações nos músculos, enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para responder a esta pergunta, Ochorowicz inventou (ainda no século XIX) um instrumento especial &#8211; o hipnoscópio &#8211; que nada mais é do que um ímã(*), em forma de anel, que a pessoa a ser examinada põe no dedo. Para o inventor, as pessoas hipnotizáveis experimentam certas sensações na pele e contrações nos músculos, enquanto nada acontece se a pessoa não é hipnotizável. Pesquisas de outros investigadores, entretanto, não confirmaram completamente a teoria de Ochorowicz.</p>
<p>Comprovou-se também que os neurastênicos, os hitéricos e os debilitados não são muito dispostos à hipnose. A histeria, particularmente, não se adapta ao hipnotismo; a histeria comum, com suas variáveis manifestações de dor de cabeça e a sensação de uma bola na garganta, combinadas com o desejo de ser interessante e de exagerar os sofrimentos suportados, dá muito pouca disposição à hipnose. O espírito de contradição, muito desenvolvido nas pessoas histéricas, contribui para isso. A noção errônea de que os pacientes histéricos, ou neurastênicos, são particularmente susceptíveis ao fenômeno, resulta do fato de que a maioria dos médicos têm feito somente experiências com eles, ainda seguindo as idéias de Mesmer sobre o magnetismo animal. A realidade, entretanto, aponta para outro lado.</p>
<p>Outro fato que merece registro é a notável susceptibilidade dos pacientes tuberculosos. No que se refere a inteligência, as pessoas inteligentes são mais facilmente hipnotizáveis do que as obtusas e estúpidas.</p>
<p>A excitação mental dificulta a hipnose. Observações feitas por Wetterstrand e Ringer, particularmente, comprovaram que certos indivíduos são ocasionalmente refratários à hipnose e que isso pode estar relacionado à excitação mental. Por outro lado, considera-se um engano completo dizer que a disposição para a hipnose seja um sinal de fraqueza de vontade. Sem dúvida, a capacidade de manter um estado passivo tem efeito satisfatório, e isso, ao contrário, é mais um indício de força do que de fraqueza de vontade. Esta capacidade de dar aos pensamentos uma direção definida é, em parte, uma questão de hábito e, muitas vezes, uma questão de vontade. Ao contrárioo, aqueles que não têm possibilidade de fixar sua atenção, são dispersivos, que sofrem de contínua distração de espírito, dificilmente podem ser hipnotizados.</p>
<p>A disposição à hipnose também não é muito comum entre as pessoas facilmente impressionáveis, diferentemente do que se poderia supor. Sabe-se bem que algumas pessoas influenciáveis sob muitos aspectos, principalmente por coisas insignificantes, oferecem muita resistência ao hipnotismo.</p>
<p>Quanto à idade, crianças menores de três anos não podem absolutamente serem hipnotizadas, e mesmo até as de sete ou oito anos, só o são com muita dificuldade. Já a idade avançada não é, de modo algum, refratária à hipnose. Segundo Liebault, após a hipnose, as pessoas mais idosas muitas vezes se lembram mais de tudo o que aconteceu do que as mais jovens.<br />
(*) Muitos autores, ao longo dos séculos, referiram-se aos poderes extraordinários dos ímãs. Os Magos do Oriente usavam-no para curar moléstias e os chineses e hindus usaram-no com o mesmo propósito. Alberto Magno, no século XIII, Paracelso, Don Helmart e Kercher também o empregaram, assim como o astrônomo e jesuíta Hell, em Viena, no fim do século XVIII. Também o conceituado médico britânico Dr. Reil empregou o ímã terapeuticamente. Riechenbach, em 1845, afirmou que algumas pessoas sensíveis tinham reações peculiares quando em contato com um ímã, relatando inclusive, que muitas diziam ver uma luz diferente, batizada por ele por “Estranha Luz”.</p>
<p>Nota: É sabido que o fenômeno da hipnose existia já há muitos milênios. Nas muralhas dos templos dedicados à deusa egípcia Ísis, vêem-se pessoas concentradas em oração, que estão, indisfarçavelmente, em estado de transe. Na velha Mesopotâmia, os sacerdotes hipnotizavam as donzelas, para investigarem coisas do futuro. As sacerdotisas do Oráculo de Delfos vaticinavam em hipnose, a que eram induzidas pela inalação de vapores. O sono no templo, na Grécia de Asclepíades, não era outra coisa senão hipnose, só que de uma forma diferente. Os médicos hindus também trabalhavam com hipnose, aliás, foi exatamente na Índia que se desenvolveram, antecipadamente, técnicas de concentração através do estado hipnótico.</p>
<p>Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm</p>
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		<title>Método de indução de Strosberg na hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:29:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O exercício abaixo foi sugerido pelo Dr. I. M. Strosberg, em artigo publicado pela revista Hypnosis Techniques (International Journal of Psychosomatics &#8211; 1989).
Depois de acomodar confortavelmente o paciente, deve-se repetir as seguintes palavras, em tom baixo de voz e o mais monotônico possível:
“Se você me ouvir e tentar fazer o que eu digo, eu lhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O exercício abaixo foi sugerido pelo Dr. I. M. Strosberg, em artigo publicado pela revista Hypnosis Techniques (International Journal of Psychosomatics &#8211; 1989).</p>
<p>Depois de acomodar confortavelmente o paciente, deve-se repetir as seguintes palavras, em tom baixo de voz e o mais monotônico possível:</p>
<p>“Se você me ouvir e tentar fazer o que eu digo, eu lhe mostrarei como você pode melhorar seu relaxamento. Isto o ajudará a ficar muito mais confortável e vai eliminar o desconforto ou a dor que você está sentindo.</p>
<p>Permaneça tão confortável quanto possível. Agora faça uma respiração profunda. Inale profundamente e exale lentamente deixando seu corpo o mais relaxado possível. Feche seus olhos e mantenha-os fechados. (Pausa). Ainda com os olhos fechados faça-os girar para cima, para baixo e para os lados. Isso. Mais uma vez. Deixe os músculos de seus olhos ficarem completamente relaxados, tão relaxados que eles deixam de trabalhar. Ótimo. (Pausa). Neste momento eu lhe pedirei para fazer um teste. O teste é para descobrir o quão relaxados estão os músculos de seus olhos. Quando você fizer esse teste não abra seus olhos só para mostrar-me que você pode abri-los. Eu sei que você pode. O teste é apenas para provar a você mesmo que você está tão relaxado que seus olhos não funcionarão, mesmo quando você tenta fazê-los funcionar. Quando você sentir que eles estão muito relaxados, pode testá-los, e você vai perceber que eles estão paralisados, como se estivessem grudados. (Pausa). Agora, se você estiver completamente relaxado, e pronto para o teste, pode tentar.”</p>
<p>OBS: Este é um duplo cego para o paciente. Se ele abrir os olhos você saberá que ele não está relaxado. Se ele não abrir os olhos você poder observar suas pálpebras tremerem (catalepsia). Continuando&#8230;</p>
<p>“Isso é ótimo. Mais uma vez, faça seus olhos girarem para cima, para baixo e para os lados. Isso. Agora gire seus olhos para baixo e deixe seu corpo todo relaxar. Tome essa sensação agradável de relaxamento que está em seus olhos e a leve para o resto de seu corpo, do topo de sua cabeça até as pontas de seus dedos dos pés. Esta é uma sensação muito agradável.</p>
<p>O relaxamento pode significar várias coisas para pessoas diferentes. Para algumas relaxar é sentir-se pesado e afundar numa cama confortável. Outras pessoas sentem-se leves como uma pluma, como se flutuassem. Você sente-se pesado? Apenas acene. Ou você sente leveza, como se estivesse num tapete mágico? Apenas acene. Agora pense num lugar agradável, pode ser real ou imaginário. Um lugar de calma, paz, serenidade, tranquilidade, seu próprio lugar. Seu lugar secreto especial. Comece a se sentir ainda melhor. Sinta a temperatura&#8230; veja as cores&#8230; ouça os sons&#8230;sinta os cheiros&#8230;Sinta o seu lugar especial. (Pausa).</p>
<p>Fique assim por um tempo. Daqui há pouco você vai despertar. Eu vou contar lentamente até 5, e você vai sentir a excitação aumentar a cada número. Quando eu disser 5 você estar totalmente acordado e continuará sentindo-se bem. Tudo voltará ao normal. 1&#8230;&#8230;&#8230;..2&#8230;&#8230;&#8230;..3&#8230;&#8230;&#8230;..4&#8230;&#8230;&#8230;.5&#8243;</p>
<p>Este exercício não implica risco para o paciente e permite resultados bastante animadores já nas primeiras experiências. É recomendável ao iniciantes, contudo, não proceder duas tentativas seguidas com o mesmo paciente. A frustração de uma primeira tentativa pode inibir ou gerar um certo clima de desconfiança entre as partes e que resultará, quase sempre, na ineficácia de um procedimento seguinte.</p>
<p>Nota importante: Não é apenas o bisturi do cirurgião, a corrente elétrica do cérebro ou um droga química que podem provocar alterações em nossas funções somáticas. Estimulando-se, física ou quimicamente, o hipotálamo, ocorre imediatamente o aumento da pressão sangüínea. Quando, entretanto, nos encontramos em perigo real (ou imaginário), a pressão também pode subir; basta que imaginemos, vivamente, estar em condição de grande perigo para aque ela suba perigosamente.</p>
<p>Portanto, “não apenas intervenções químicas ou físicas alteram nosso consciente e subconsciente. Até a imaginação pode fazer isto.” Assim sendo, ninguém deve se surpreender quando ouvir dizer que, durante a hipnose ou auto-hipnose são manifestadas alterações do suco gástrico, alterações do pulso, do ritmo respiratório etc., se houver o correspondente estímulo.</p>
<p>Podemos, através de medicamentos, influenciar a região cerebral do sono e assim dormir. Mas podemos também provocar o centro cerebral do sono pela sugestão e adormecer. Injetando-se água estilada num paciente e dizendo-lhe que dormirá dentro de poucos minutos porque tal injeção era um forte soporífero, em pouco tempo começará a bocejar e logo irá dormir. É por isso que a imaginação negativa, como o medo justificado ou não, pode provocar doença. Ao contrário, sentimentos positivos como confiança nas forças de auto-defesa do organismo ou uma sólida esperança no restabelecimento da saúde ativam a capacidade de resistência e podem levar a uma “cura pelo poder da mente”. Nada sobrenatural. Apenas&#8230; natureza.</p>
<p>Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm</p>
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		<title>Biografia de Milton Hyland Erickson</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:27:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Milton Hyland Erickson nasceu no estado de Nevada &#8211; EUA, em 15 de Dezembro de 1901 e faleceu em 1980 em Phoenix &#8211; Arizona. Vinha de uma família de fazendeiros e foi criado em ambiente rural até sua adolescência. O primeiro fato marcante da vida de Erickson que o acompanhou durante vários anos, foi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Milton Hyland Erickson nasceu no estado de Nevada &#8211; EUA, em 15 de Dezembro de 1901 e faleceu em 1980 em Phoenix &#8211; Arizona. Vinha de uma família de fazendeiros e foi criado em ambiente rural até sua adolescência. O primeiro fato marcante da vida de Erickson que o acompanhou durante vários anos, foi a questão referente as suas inúmeras dificuldades físicas e de saúde. Erickson contraiu poliomielite aos 17 anos, ficando totalmente incapacitado de fazer qualquer coisa a não ser falar e mover os olhos durante alguns anos. As dificuldades e dores físicas estiveram presentes durante sua vida, intercalando episódios de melhora e crises recorrentes de pólio, fazendo com que aos poucos houvesse uma degeneração progressiva de seus músculos e múltiplas deficiências.</p>
<p>A história de Erickson e a sua visão inovadora de Psicoterapia é em última análise, a história da superação de suas inúmeras dores e problemas de saúde. Erickson se interessou inicialmente pelo uso da hipnose no controle e manejo de dor crônica, vindo a desenvolver durante toda sua vida inúmeras técnicas para seu tratamento. Como ele mesmo coloca, segundo Zeig (1995, p.20) a pólio foi o melhor professor que já tivera quanto ao comportamento humano e seu potencial. Ensinou a ele a força da motivação, mínimas mudanças comportamentais e um extremo senso de percepção e observação.</p>
<p>Erickson realizou sua formação acadêmica recebendo o título de Bacharel e Mestrado em Psicologia, além do título de M.D. da Universidade de Medicina de Wisconsin em 1929. Durante a maior parte da sua época, anos 20 aos 70, no que se refere a Psicologia o modelo dominante deste período era a Psicanálise, sendo logicamente previsível que Erickson fosse influenciado por esta visão. Erickson utilizou alguns conceitos descritos e analisados por Freud em termos de inconsciente, vindo mais tarde se distanciar do seu uso tradicional, reformulando alguns conceitos e encontrando seu próprio modelo e método de realizar psicoterapia.</p>
<p>Erickson se mostrou interessado pelo uso da hipnose no ambiente clínico desde muito jovem, nos primeiros anos em que cursava a Universidade de Wisconsin estimulado por uma demonstração do psicólogo behaviorista Clark Hull. Estudou profundamente a hipnose tanto clínica como experimentalmente durante toda a sua vida, propondo uma nova forma de se entender e compreender a hipnose e seus fenômenos, distanciando-se radicalmente do uso tradicional e dos mitos conforme conhecido pela hipnose da época de experimentação científica de Freud, Wolpe, Fritz Perls e Eric Berne.</p>
<p>Entre suas realizações profissionais foi presidente fundador da ASCH- American Society of Clinical Hypnosis, diretor fundador da Education and Research Foundation of the American Society of Clinical Hypnosis e diretor fundador do American Journal of Clinical Hypnosis. Erickson foi professor associado de psiquiatria na Wayne State University College of Medicine. Foi membro da American Psychological Association e membro da American Psychiatric Association. Autor de mais de 140 artigos didáticos publicados nos Collected Papers vol. I a IV, co-autor de inúmeros livros, sendo também tema de outros livros, tanto publicados quanto em andamento.</p>
<p>Erickson hoje é considerado a figura mais criativa da terapia breve e estratégica, inovando na busca da terapia voltada para a solução. (Zeig, 1985, p.36). Tornou-se conhecido como o pai das abordagens estratégicas breves para psicoterapia. Durante sua vida, Erickson acrescentou uma quantidade enorme de novos casos e métodos à literatura da psicoterapia estratégica breve.</p>
<p>Fonte: Instituto Milton H. Erickson de São Paulo</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br/hiptec2.htm</p>
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		<title>O que é Auto Hipnose?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:16:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Auto-hipnose é uma técnica hipnótica levada a efeito pelo próprio indivíduo, sem a necessidade da presença de um hipnotizador (ou operador). Esta técnica &#8211; e isto é uma afirmação cientificamente comprovada &#8211; pode trazer grandes benefícios a sua vida, como melhorar a saúde, melhorar a aprendizagem, manter estável o nível do estresse cotidiano, elevar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Auto-hipnose é uma técnica hipnótica levada a efeito pelo próprio indivíduo, sem a necessidade da presença de um hipnotizador (ou operador). Esta técnica &#8211; e isto é uma afirmação cientificamente comprovada &#8211; pode trazer grandes benefícios a sua vida, como melhorar a saúde, melhorar a aprendizagem, manter estável o nível do estresse cotidiano, elevar a auto-estima, enfim, permitir que a pessoa alcance uma paz de espírito duradoura que se refletirá, sem dúvida alguma, em êxito e felicidade no seu dia a dia.</p>
<p>De uma forma bastante didática podemos dizer que toda hipnose, em síntese, é uma auto-hipnose e que qualquer pessoa pode aprender esta técnica para aumentar sua confiança e entusiasmo pela vida sem correr qualquer risco de efeito colateral. Na auto-hipnose, o indivíduo influencia a si próprio por pensamentos e sugestões que lhes são interessantes e que ele mesmo formula.</p>
<p>“Num processo hipnótico, é você quem hipnotiza a si mesmo pelo poder emanado de sua própria inteligência e concentração”, afirma Merlin Powers, uma das maiores autoridades sobre o assunto no mundo. &#8220;O hipnotizador é meramente um instrumento através do qual o indivíduo é capaz de atingir um estado de hipnose. Ele tão-somente orienta e conduz o paciente para o estado hipnótico mas, na realidade, é o próprio paciente, por seus esforços, que consegue atingir o estado hipnótico. Se o paciente não quiser ser hipnotizado &#8211; já dissemos isto antes &#8211; é impossível induzi-lo ao transe.&#8221;</p>
<p>Muitas pessoas recorrem, cada vez mais, a medicamentos (principalmente tranqüilizantes) para aliviarem suas tensões e angústias, como se um simples comprimido pudesse restaurar sua paz de espírito, não é verdade? Sem querer subestimar o valor destes remédios (nem poderíamos fazê-lo), podemos afirmar seguramente que é muito mais eficaz conseguir o auto-relaxamento &#8211; que é uma forma natural de relaxamento através da auto-hipnose &#8211; para obter a tranqüilidade desejada do que tentar obtê-la através de remédios. E com a vantagem de não ter qualquer contra-indicação.</p>
<p>Da mesma forma, através da auto-hipnose qualquer pessoa pode melhorar a sua auto-estima, acreditar mais em si mesmo e adquirir uma confiança que jamais havia experimentado antes. A &#8220;chave mágica&#8221; é o pensamento, dirigido de forma positiva ao seu subconsciente. Assim como você conseguiu decorar a tabuada, e consegue recuperá-la na memória imediatamente quando precisa dela, você pode induzir também o seu subconsciente a reproduzir determinadas reações diante de situações específicas definidas por você mesmo. Por exemplo, você pode sugerir que seu organismo responda com calma e tranqüilidade sempre que você tiver que fazer uma prova ou concurso. E ele responderá assim, com calma e tranqüilidade.</p>
<p>O Dr. Shindler, autor do livro Como viver 365 dias por ano, afirmou que de 60 a 75% dos males que as pessoas se queixam são psicossomáticos. Isto quer dizer que o fator emocional desempenha papel muito importante na doença. Diz ele: “já que a doença ocasionada pela emoção é tão freqüente assim, parece lógico que o controle das emoções ou o aprimoramento das atitudes conseguido por meio da auto-hipnose muito pode fazer no sentido de impedir o desencadeamento de distúrbios psicossomáticos. A auto-hipnose pode também beneficiar o doente que sofre de males físicos ou orgânicos, tornando-o menos apreensivo e mais tolerante com seu próprio padecimento, ao ponto de lhe fazer aumentar o desejo de viver.”</p>
<p>Há também que se considerar a tese, hoje largamente admitida nos meios médicos, que nenhuma doença é exclusivamente somática ou exclusivamente psicológica. Desta forma, a auto-hipnose passa a ser recomendada para um espectro ainda maior de males, já que o desequilíbrio emocional pode estar na raiz de doenças até então tidas como de absoluto cunho somático.</p>
<p>Já sabemos, por exemplo, que capacidade imunológica da pessoa é diretamente afetata pela qualidade das suas emoções. A imunoglobulina A, encontrada na saliva e que impede a proliferação de microorganismos nas vias aéreas, reduz sua concentração quando a pessoa se sente diminuída em sua auto-estima, é humilhada ou repreendida publicamente. É comum o aparecimento de males &#8211; por exemplo, a gripe &#8211; imediatamente após um evento desta natureza.</p>
<p>A auto-hipnose tem se mostrado também eficaz na melhoria da comunicação interpessoal. A autodisciplina e o autocontrole possíveis de serem obtidos pela auto-hipnose funcionam como verdadeira proteção, tanto do seu casamento quanto do seu emprego e das suas relações pessoais com amigos e vizinhos. Nada tão difícil que não possa ser tentado. Afinal de contas, você vai “perder“ somente alguns minutos diários que, quando menos, servirão para reduzir a tensão muscular e esfriar a cuca. Já seria um bom lucro, não é mesmo?</p>
<p><strong>Uma curiosidade:</strong></p>
<p>Pela auto-hipnose, o homem agüentaria viver, até mesmo, com pouco oxigênio, você sabia disso? Os faquires na Índia deixam-se enterrar naturalmente depois se submeterem a uma rápida sessão; cinco ou seis respirações por minuto passam a ser suficientes para eles, invés das 15 ou 20 normais nos homens adultos. No seu leito de pregos pontiagudos, os faquires não sentem as espetadas, da mesma forma como o paciente hipnotizado não percebe a agulhada da injeção.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>Sou Hipnotizável?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:06:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um das dúvidas mais comuns sobre o estado hipnótico, está relacionada ao &#8220;ser&#8221; ou não hipnotizável. A moderna hipnose, com a adoção de técnicas diversificadas, personalizando a indução, de acordo com caracteristicas da personalidade e do comportamento de cada sujeito, praticamente possibilita a todas pessoas serem hipnotizadas, desde que necessitem e queiram.
A indução, através de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um das dúvidas mais comuns sobre o estado hipnótico, está relacionada ao &#8220;ser&#8221; ou não hipnotizável. A moderna hipnose, com a adoção de técnicas diversificadas, personalizando a indução, de acordo com caracteristicas da personalidade e do comportamento de cada sujeito, praticamente possibilita a todas pessoas serem hipnotizadas, desde que necessitem e queiram.</p>
<p>A indução, através de metáforas, consegue , muitas vezes, quebrar a barreira do consciente, permitindo acesso ao subconsciente, de forma mais efetiva e menos invasiva. Faça você mesmo um teste. Abaixo segue um texto. Siga a seguinte orientação:</p>
<p>1. Leia o texto, sem interrupção;<br />
2. Faça nova leitura, dedicando mais tempo àquilo que lhe despertou mais atenção;<br />
3. Feche os seus olhos e deixe sua imaginação &#8220;viajar&#8221;no que acabou de ler;<br />
4. Não tenha pressa, nem se imponha nada. Deixe que sua &#8220;viagem&#8221; flua, naturalmente;<br />
5. Abra os olhos e tente fazer as conexões do que acabou de ler com a sua vida;<br />
6. Se seguiu corretamente as instruções, provàvelmente. você experimentou um estado hipnótico, mesmo que superficial:</p>
<p>&#8220;Nasci do ventre de uma montanha, num dia de muito Sol. Era uma tênue lâmina d’água mas, à medida em que me afastava do colo de minha mãe, sentia minhas águas incharem.E, assim, pequeno e apavorado, comecei a lançar meus pequenos braços na empreitada de abrir caminhos.</p>
<p>Mais tarde, já me sentindo seguro, conheci novas impressões. Vi muitas paisagens e, confesso que, por muitas me encantei tanto, a ponto de, dobrando-me por curvas desnecessárias, tentar retardar a despedida&#8230;</p>
<p>Mas, rio que nasci, tinha que seguir meu curso. Sabia que muitas outras paisagens e passagens ainda viriam. Também de novas luzes e novas sombras. Que cruzaria o dia e a noite também&#8230; Previa os pesos e alívios, os rasos e os profundos, os secos e os alagados&#8230;</p>
<p>Muitas vezes pensei ser rei e me vi apenas espada. Outras tantas julguei-me espada e vi-me um rei, sem espada. Apesar das incertezas, tinha um grande sonho: tornar-me um rio de extensas águas, com uma enorme margem. Já ouvira falar de rios assim e queria ser um deles.Sonho e temores&#8230;Afinal, teria que aceitar pequenos riachos e pobres águas paradas fazendo parte de mim. Além disso, teria que superar pedras enormes que via à minha frente e poderiam me represar.Pior ainda, outros rios que, como eu, seguiam seus cursos e, provavelmente, tentariam interromper o meu.</p>
<p>Já há algum tempo, venho observando um rio que, gradativamente, se aproxima de mim. Pela voz, forte e imponente, me deixa a impressão de querer tomar-me em sua águas. Em vão tento modificar meu curso, temendo o encontro.Agora, poucos metros nos distanciam e percebo-lhe tranqüilidade e simpatia na voz. Quase um eco daminha voz.Quanto a distância distorceu minha percepção ! O que julguei arrogância e intimidação, na realidade fora um grito de dor ao quebrar-se numa ernorme queda, vencer as pedras e abrir seu curso que, à custa de muito sofrimento ele consegui superar. Acabo de estender-lhe um de meus braços e o mesmo ele faz. E, assim é que nos fazemos a mesma proposta: unirmos nossas águas. Dessa forma, seremos grandes mais depressa. Assim, também, mais rápido chegaremos ao MAR&#8221; ***</p>
<p>Por Luiz Antonio Perilo Velloso</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>A Hipnose Aplicada à Educação I</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:04:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Arquitetura de Aprendizado
A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo &#8211; também entendido como &#8220;insight&#8221; (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Arquitetura de Aprendizado</strong></p>
<p>A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo &#8211; também entendido como &#8220;insight&#8221; (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e mudanças comportamentais saudáveis e naturais (&#8221;ecológicas&#8221;).</p>
<p>Tecnicamente, consiste em uma determinada forma de estruturar a linguagem e na organização de algumas experiências, vivências e exercícios de imaginação e introspecção. É uma adaptação de conceituações e práticas de diferentes campos do conhecimento, desde alguns padrões da Hipnose Terapêutica até as habilidades dos contadores de histórias; desde exercícios de aumento de sensibilidade e percepção, até formas características dos maiores canais indutores de estados alterados de consciência de nossa época: o cinema e seus insistentes convites à percepção de todas as fantasias, emoções e sentimentos a que ele nos induz (considere &#8220;A Jornada do Herói&#8221;, modelo mítico arquetípico aceito como esqueleto básico da cinematografia americana atual &#8211; vide Joseph Campbell em &#8220;O Herói de Mil Faces&#8221;).</p>
<p>Nesse estilo de atividade não existem induções formais como na hipnose terapêutica, muito menos algo que se relacione com as apresentações de palco e de televisão. De fato, existem convites ocasionais feitos ao participante a experimentar diferentes pontos de vista de observação a respeito de assuntos cotidianos (resignificação). Isso oferece condições propícias para entrar em estados naturais de absorção em suas fantasias, devaneios e conseqüentes julgamentos e avaliações. Os eventuais processos regressivos não são deliberadamente induzidos, porém ocorrem totalmente consciente e espontaneamente na busca de referências passadas (em memória) que sejam associáveis à experiência presente.</p>
<p>Lembrando-nos de que, enquanto seres humanos, ao nascermos, não recebemos um manual de instruções de como operar melhor o nosso &#8220;grande computador&#8221; &#8211; o cérebro e o corpo humanos &#8211; e nossos pais também não, esta tecnologia serve para adaptar e flexibilizar nossos hábitos na construção de maior bem estar e eficácia na forma de conduzir nossas vidas.</p>
<p>Na prática, utilizamo-nos de cenários ou enredos nos quais as metáforas são construídas e apresentadas como ambientes para o apoio da mente consciente tão ávida de entendimento. Simultaneamente, através de estruturas metafóricas, oferecemos outras alternativas à mente inconsciente para que ela possa percorrer outros caminhos de percepção e compreensão. Em certos momentos ocorrem seqüestros espontâneos da mente consciente que passa a experienciar alguns fenômenos hipnóticos comuns: regressão, distorção ou projeção temporal, ampliação ou redução do campo de percepção sensorial, agitação, hiperatividade, sonolência ou torpor que se aproximam e se afastam muito rapidamente, comoções emocionais e, principalmente, uma grande quantidade de &#8220;insights&#8221; aparentemente desordenados.</p>
<p>Os resultados do uso destas tecnologias aplicadas à educação consistem em hiperestimular, ativar e reintegrar estilos de processamento cerebral dos hemisférios direito e esquerdo. Não obstante, a melhor metáfora para diferenciar do processo terapêutico formal é imaginar as diferentes atitudes do terapeuta e do educador caso se dispusessem a obter um copo de água limpa a partir de um com água suja: o terapeuta, possivelmente, elaboraria um complexo sistema de filtragem para retirar as impurezas daquela água (problemas), enquanto o educador possivelmente procuraria uma fonte com água limpa e, misturando com a antiga, após transbordar, atingiria os níveis de pureza adequados.</p>
<p>Essas pesquisas e desenvolvimentos, no campo do comportamento e interações humanas, apontam para uma época na qual poderemos dizer que a educação terá se desenvolvido proporcionalmente às nossas ciências de alta tecnologia, tais como engenharia eletrônica, genética e micro-mecânica etc. Aí, então, provavelmente com apenas onze ou doze anos de idade, um indivíduo poderá acumular o conhecimento técnico correspondente a uma graduação superior em nível de doutoramento.</p>
<p>Do Livro: Domesticando o Dragão &#8211; Aprendizagem acelerada de línguas estrangeiras.<br />
Autor: Walther Hermann &#8211; Edição do autor<br />
Apêndice 7</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>hipnotismo &#8211; Sexo e hipnotismo</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:04:06 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>É comum nas palestras de divulgação que realizamos sermos perguntados sobre o poder da hipnose e a possibilidade de um indivíduo dizer ou fazer algo sem desejar sob transe hipnótico. De fato alguns perguntam porque temem e outros porque fantasiam. Não incomum, estas questões estão ligadas ao medo da inviolabilidade dos domínios pessoais e o desejo natural da autopreservação.</p>
<p>Também não é incomum nos depararmos com anúncios na Internet que fazem publicidade sobre o uso da hipnose como um poder de convencimento e sedução. Falam sobre atrair a atenção de pessoas através de um “poder mágico”, que “abate” os incautos e desavisados, tornando-os presa fácil. Em geral essa publicidade é dirigida a pessoas introvertidas ou com problemas adaptativos que buscam sexo e sociabilidade.</p>
<p>Utilizam freqüentemente nesses anúncios ilustrações de mulheres atraentes e sedutoras absolutamente abandonada e entregue aos caprichos sexuais de um homem – no caso, a figura do “poderoso hipnotizador”, fazendo aflorar fantasias de subjugação de outrem aos próprios caprichos, vaidades e perversões.</p>
<p>O apelo mexe com o imaginário e a fantasia de poder e dominação psíquica, em especial com pessoas desajustadas que alimentam o desejo secreto de controlar a mente de alguém. Tal apelo compromete a credibilidade deste valioso instrumento terapêutico e impede que muitas pessoas se beneficiem pelo medo que sentem. Esta fantasia é muitas vezes instigada pelos artistas hipnotizadores – os hipnotizadores de palco, ou mesmo pelas produções hollyodianas que exploram as emoções através do jogo de poder e controle.</p>
<p>Sobre esses temores, quero ressaltar que todo indivíduo tem autonomia sobre suas ações, sendo os seus desejos soberanos sobre sua vontade, ou seja, àquilo que pode imaginar e realizar. Portanto, se um hipnotizador mal-intencionado sugerir um comportamento amoral para o indivíduo hipnotizado, este sairá automaticamente do transe, o que só não acontecerá, se este for o desejo do indivíduo hipnotizado. Tal situação pode ser comparada com “certos” estados de alcoolismo que são comumente utilizados para justificar atos inaceitáveis: “eu estava bêbado, não sabia o que estava fazendo”. O álcool no exemplo citado é a auto-autorização para transgredir – o que exime o indivíduo de se justificar socialmente.</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>Sugestão Hipnótica</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:01:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra (ou no seu próprio) por um processo puramente mental. Um professor que todos os dias repete os mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões. O pai que censura o filho por algum erro está, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra (ou no seu próprio) por um processo puramente mental. Um professor que todos os dias repete os mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões. O pai que censura o filho por algum erro está, de algum modo, inculcando novos padrões de conduta na mente do garoto. A mãe que acaricia seu filho tenta por meio desse carinho, acalmar, motivar e equilibar o emocional da criança. Na verdade, se observarmos direitinho, tudo isso é sugestão. Tudo nesse mundo é sugestão; nossas próprias idéias não são nossas, são &#8220;sugestões&#8221; que admitimos e incorporamos à nossa memória como sendo nossas e passam a ser as &#8220;nossas verdades&#8221;. E nenhuma &#8220;hipnose&#8221; é necessária para aceitarmos estas sugestões, não é verdade? Elas chegam até nós e tomam a nossa mente com a maior naturalidade.</p>
<p>Outros agentes externos também produzem efeitos sugestivos sobre nós; um livro, um acidente, um filme, os acordes de uma música ou até mesmo um gesto de uma pessoa podem encher nosso espírito das mais diversas impressões, que vão da felicidade à dor. E isso tudo é &#8220;sugestão&#8221;.</p>
<p>Ninguém contesta também o fato de que o ser humano é, naturalmente, inclinado a obedecer. Afinal de contas, somos eternos aprendizes e, aprendizagem, de certa forma é uma espécie de obediência, de acatamento, de concordância, mesmo nas circunstâncias contestatórias. Porém, isso não quer dizer que estamos todos condenados a obedecer sistematicamente e que sempre seguiremos as sugestões que nos forem enviadas. Mesmo no estado hipnótico a sugestão não é todo poderosa; ela tem suas limitações positivas.</p>
<p>Assim sendo, podemos dizer que a sugestão hipnótica é uma ordem obedecida por uma pessoa em estado de sono induzido, por alguns segundos; no máximo por alguns minutos. Não pode ser comparada, a não ser vagamente, às sugestões em estado de vigília, comunicadas a indivíduos que nunca estiveram sob influência hipnótioca. A sugestão hipnótica pode ser repetida, mas é absolutamente impotente para transformar &#8211; como já se afirmou &#8211; um criminoso em um homem honesto ou vice-versa.</p>
<p>Napoleão costumava dizer que “a imaginação controla o mundo”. Realmente, se você estiver numa rodinha de amigos e supreendê-los informando que há uma epidemia de piolhos no bairro, poderá reparar que em poucos minutos todos estarão coçando a cabeça, expressando preocupação.</p>
<p>Assim como um eletrocardiograma acusa os mais finos impulsos elétricos de seu coração, o eletroencefalograma também demonstra os menores impulsos elétricos do seu cérebro. Se alguém se sente realmente ameaçado por um inimigo, surgem então no eletroencefalograma registros que são exatamente iguais aos que se originam quando alguém apenas imagina que está sendo ameaçado. Se alguém tem a certeza que está passando por um grande vexame, as curvas do seu eletroencefalograma se assemelham por completo às que teria apenas com a imaginação viva de estar se tornando alvo do vexame.</p>
<p>Podemos, desta forma, estabelecer alguns princípios fundamentais sobre a ação/reação da imaginação sobre a realidade.</p>
<p><strong>1 -</strong> O que determina o nosso modo de agir não é a realidade existente, mas aquilo em que cremos e que, para nós, é a verdade. A pessoa que se sente ameaçada ou perseguida, mesmo que não haja nenhum perigo em torno dela e que nada lhe ameace, vive com medo da sua realidade que, mesmo sem ter relação com a realidade externa, é muito poderosa para ela.</p>
<p><strong>2 -</strong> A imaginação é capaz de provocar alterações de toda sorte no organismo de uma pessoa. E, comprovadamente, estas alterações têm correlação qualitativa: pensamentos positivos &#8211; fé, amor, esperança, alegria etc. &#8211; provocam reações saudáveis na pessoa. Sentimentos negativos &#8211; ódio, ressentimento, medo etc. &#8211; provocam reações desagradáveis, como por exemplo, dores assintomáticas, prisão de ventre, indisposição estomacal, insônia e, segundo comprovam as pesquisas, também fazem baixar o nível imunológico tornando a pessoa predisposta à infecções de diversos tipos.</p>
<p><strong>3 -</strong> Tudo o que pensamos, com clareza e firmeza, transplanta-se, dentro dos limites do bom senso, para a faixa somática. Ao imaginarmos que estamos comendo uma fatia gostosa de abacaxi, não raro as glândulas salivares começam a segregar saliva, já repararam isso? Se imaginarmos, com firmeza, que não podemos fazer uma coisa, por exemplo, soltar as mãos fortemente encaixadas uma na outra, então não poderemos mesmo.</p>
<p><strong>4 -</strong> Nosso consciente é constantemente influenciado pelo subconsciente. Desta forma, podemos programar nosso subconsciente para o sucesso da mesma forma como podemos programá-lo para o fracasso.</p>
<p><strong>5 -</strong> Quando o intelecto e a imaginação têm pontos de vistas diferentes, vence sempre a imaginação (como definiu Coué). Ela é mais forte que a inteligência. Mesmo sabendo (intelecto) dos riscos estéticos de ficar comendo doces a toda hora, poucos resistem à idéia (imaginação) de provar uma fatia daquele pudim de laranja gostoso que está na geladeira. Assim sendo, nenhuma pessoa inteligente deve fazer tentativas a partir, exclusivamente, da “força de vontade”. Antes disso, ela precisa, necessariamente, reprogramar sua imaginação.</p>
<p><strong>6 -</strong> O acesso mais fácil para o subconsciente é o estado de total relaxamento. Quando as ondas cerebrais caem para em torno de oito ciclos por segundo &#8211; nível alfa &#8211; abrem-se os poros do nosso subconsciente.</p>
<p>Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm</p>
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		<title>Conheça um pouco sobre Hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 16:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje em dia, o termo hipnose é quase sempre mal interpretado, manchado pela negatividade, devido a informações distorcidas dos meios de comunicação, assim como pelo uso distorcido desse processo por &#8220;hipnotizadores&#8221; de espectáculos de variedades.
Na verdade, o estado hipnótico, é um fenómeno que acontece com todas as pessoas durante o dia, sem que as mesmas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje em dia, o termo hipnose é quase sempre mal interpretado, manchado pela negatividade, devido a informações distorcidas dos meios de comunicação, assim como pelo uso distorcido desse processo por &#8220;hipnotizadores&#8221; de espectáculos de variedades.</p>
<p>Na verdade, o estado hipnótico, é um fenómeno que acontece com todas as pessoas durante o dia, sem que as mesmas se apercebam. Entra-se num estado hipnótico, sempre que o &#8220;trânsito&#8221; da mente consciente abranda, dando espaço à mente subconsciente. Por exemplo, quando se faz algo automaticamente, como quando se está a conduzir, passa-se por determinado local, e mais à frente, a mente consciente diz-nos que &#8220;não se lembra de ter passado por ali&#8221;. Ou por exemplo quando se entra profundamente na leitura de um livro ou na observação de um filme, sentindo como se estivesse a fazer parte do filme, ou identificando-se com a personagem do livro.</p>
<p><strong>Sessão de Hipnose</strong></p>
<p>A palavra Hipnose deriva da palavra grega Hipnos que significa Sono. Na verdade, o sono acontece quando a mente consciente abranda o seu ritmo, o que não significa que a pessoa perca a noção do que se está a passar. Algo fácil de perceber, por quem pratica meditação, como por exemplo, a meditação guiada onde são dadas sugestões.</p>
<p><strong>Uma definição simples de hipnose pode ser:</strong></p>
<p>Um estado aumentado de sugestão, acompanhado pela focalização numa ideia, pensamento ou pessoa.</p>
<p>É necessário deixar transparente quando se refere nesta definição &#8220;estado aumentado de sugestão&#8221;, que uma pessoa em transe hipnótico leve (o estado onde se trabalha na Regressão com Reiki), somente aceita sugestões, que normalmente aceitaria, se não estivesse nesse estado.</p>
<p>O facilitador de Regressão com Reiki, tem sempre presente um elevado código ético e moral relativamente à pessoa que se submete a uma sessão de regressão.</p>
<p>Na Regressão com Reiki conduz-se a pessoa a um estado hipnótico muito suave (Estado Alfa) onde simplesmente se objectiva reduzir a actividade da mente consciente (através de relaxamento), passando a haver um predomínio da mente subconsciente; a pessoa não fica a dormir pois embora tenha a actividade da mente consciente limitada, sabe perfeitamente o que está a dizer mantendo-se sempre alerta e pronta para parar o processo se assim o desejar.</p>
<p><strong>Relaxamento Profundo</strong></p>
<p>Para um melhor entendimento do que é a hipnose, deve-se também compreender os mecanismos internos da mente no que diz respeito aos seus níveis distintos de actividade, conforme segue.</p>
<p><strong>NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA</strong></p>
<p>A mente humana possui 4 níveis de consciência.</p>
<p>Quando acordamos de manhã, saímos da hipnose natural (alfa) para a consciência plena (beta); quando vamos dormir à noite passamos do estado beta (desperto) a alfa (ensonado) e daí para o sono (teta) e, mais tarde, para um sono profundo (delta) e novamente, para teta, alfa, beta e assim sucessivamente.</p>
<p><strong>ESTADO BETA</strong></p>
<p>Este é o nível desperto, da consciência completa e funcionamos nele cerca de 16 horas diariamente. Estamos aqui num estado de mente consciente.</p>
<p>Quando funcionamos neste nível, tanto a mente consciente como a subconsciente estão a funcionar, embora a consciente assuma um maior controlo do que se passa.</p>
<p>Consegue-se neste estado cerca de 25% do nível total de concentração possível.</p>
<p><strong>ESTADO ALFA</strong></p>
<p>Este é o nível com que se lida na hipnose e na regressão com Reiki e corresponde à mente subconsciente onde se consegue níveis de concentração na ordem dos 95 a 100%.</p>
<p>Neste estado atinge-se a hipnose &#8211; um estado natural da mente &#8211; não se estando a dormir mas perfeitamente consciente de que se está hipnotizado.</p>
<p>Aqui, os músculos relaxam-se completamente e pode-se mesmo sentir a sensação de que se está a flutuar, uma sensação de calor ou de aconchego; algumas pessoas sentem um peso no corpo.</p>
<p>Neste estado consegue-se aceder aos registos akáshicos, um tema a tratar em pormenor mais à frente.</p>
<p><strong>ESTADO TETA</strong></p>
<p>Este nível corresponde ao estado do sono entrando-se no estado da mente inconsciente.</p>
<p>Deixa-se claro que o termo consciente tem aqui o sentido de desperto e alerta e inconsciente de desacordado e desligado.</p>
<p><strong>ESTADO DELTA</strong></p>
<p>Este é o nível que corresponde ao sono profundo onde a mente inconsciente obtém o máximo de repouso e dura cerca de 30 a 45 minutos por noite.</p>
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		<title>Um Salto de cabeça para baixo</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 00:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[PNL]]></category>
		<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
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		<category><![CDATA[traumas]]></category>
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		<description><![CDATA[por Joy DelGiudice
Em 1998-1999, freqüentei um curso na Anchor Point, sobre Dinâmica de Grupo e Apresentação, ministrado por Michael Grinder. Este artigo não é sobre o trabalho do Michael no curso, mas uma história sobre a mudança que esse curso provocou na minha vida. Eu poderia escrever um artigo sobre o instrutor maravilhoso que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Joy DelGiudice</p>
<p>Em 1998-1999, freqüentei um curso na Anchor Point, sobre Dinâmica de Grupo e Apresentação, ministrado por Michael Grinder. Este artigo não é sobre o trabalho do Michael no curso, mas uma história sobre a mudança que esse curso provocou na minha vida. Eu poderia escrever um artigo sobre o instrutor maravilhoso que é Michael e, acredite-me, eu o tenho em conta de um dos melhores instrutores que já tive. Eu poderia escrever um artigo para cantar louvores ao curso e para contar como tenho usado seus ensinamentos desde que o fiz. Poderia. Mas este artigo não é sobre isso.</p>
<p>Este artigo é simplesmente sobre o que me aconteceu. Pode parecer pequeno na escala dos traumas da vida, mas foi o meu trauma.</p>
<p>Quando eu tinha apenas 13 anos de idade e a escola pública ainda oferecia aulas de natação, eu fui carregada pela multidão, pela classe, pela pressão da turma, e subi no trampolim mais alto. Eu já fizera o curso para iniciantes e o intermediário. Já estava no avançado, achando que nadava muito bem, portanto lá estava eu, oscilando ao vento, quando me lembrei, nessa hora tão inoportuna, que eu tinha pavor das alturas. Pavor!</p>
<p>Mais ou menos assim foi que cheguei para o curso do Michael. Eu tinha cursado o Practitioner, o Master, e Hipnose. Sentia-me bem à vontade com o sistema da Anchor Point, sabendo da profundidade e largura desse trampolim. Eu já havia até desenvolvido um processo pouco conhecido de PNL, que chamei de estratégia de banheiro de PNL, para quando me encontrasse desconfortável dentro de águas profundas. Sempre que um exercício na aula parecia muito intenso para mim, eu ia para o banheiro, até que o mesmo acabasse.</p>
<p>Assim, lá estava eu sentada, na primeira semana, completamente esquecida de que tinha pavor de falar em público. Petrificada. Arrepiada. Apresentar-me diante de grupos era tão difícil para mim que uma vez, ao atrasar-me para uma reunião na cidade, fiquei de fora, no saguão, por uma hora e meia, ouvindo, ao invés de entrar atrasada.</p>
<p>Eu havia esquecido.</p>
<p>Que hora inoportuna! Eu estava novamente sobre o alto trampolim.</p>
<p>Comecei a desembaraçar-me naquela semana, uma mudança interna lenta e total. O que estava fazendo naquele curso? Eu era uma artista, uma mãe, uma esposa. Estava louca? Não pude dizer a ninguém a razão pela qual eu estava naquela classe. Não tinha idéia do que ia fazer com o curso, após completá-lo. Eu não falava para grupos, não dirigia seminários, nem dava treinamento. Não pertencia a uma corporação. Conduzia meu pequeno negócio, pintando telhas. O que eu estava fazendo lá? Olhava para os outros estudantes, ouvia dizer quem eram eles, o que estavam fazendo, o que iam fazer, e percebia que a água estava boa para eles!</p>
<p>Quanto a mim, eu estava sobrecarregada e fora de minha profundidade. Estava patinando dentro d’água, com a cabeça mal fora dela, e rodeada de pessoas dentro da piscina com barcos infláveis. Eu não conseguia ver os lados da piscina para sair, e não tinha brinquedo inflável! Estava irremediavelmente sem ajuda e escorregando para o desespero. Todos os dias eu prometia a mim mesma que aquele seria o último, se eu tivesse a sorte de superá-lo. Eu estava enterrada nesse modo rasteiro de sobrevivência. Queria acabar com isso.</p>
<p>Todos nós sabemos que o Espírito tem uma maneira de conduzir cada um de nós no limite de nosso trampolim pessoal porque precisamos disso, levando-nos ao limite desses medos, para que possamos confrontá-los e tornar-nos fortes em relação a eles, fazendo-nos lembrar de que temos escolha.</p>
<p>Assim, lá estava eu, remando pela vida, sabendo que estava recebendo uma oportunidade de trabalhar esse medo, e sabendo, também, que estava piorando a cada dia. Eu chorava enquanto dirigia até o curso, e chorava novamente ao voltar para casa, todos os dias. Verdade. Sentia-me com 6 anos de idade. Sabia que estava reagindo a âncoras antigas. Eu sabia que precisava fazer um reimprint.</p>
<p>Eu queria desistir.</p>
<p>Uma noite, no jantar, meu filho de 13 anos falou: &#8220;Mãe, geralmente você gosta dessas aulas. Mas parece que você não está gostando desta vez. Por que você simplesmente não desiste?&#8221; Ele disse aquilo de repente, enquanto mastigava e engolia. Nem sequer olhou para mim. Disse-o de maneira casual, sem pensar muito. &#8220;Simplesmente desista&#8221;, mas foi um daqueles momentos em que o tempo parece parar.</p>
<p>Engraçado, mas verdadeiro, por um instante eu fiz um ZOOM para o futuro e andei alternadamente por diversas linhas de tempo. Nós fornecemos um modelo de vida para nossos filhos em tantos níveis, e naquela hora eu compreendi que em algum momento do futuro meus filhos poderiam encontrar forças por terem me observado e à maneira como administrei minha própria situação pessoal difícil, ou poderiam usar isso como uma validação, para a vida toda, de desistir das coisas quando se tornassem difíceis.</p>
<p>E em outro ZOOM, eu retornei ao passado e lembrei-me de ter observado meu pai, já no fim de sua vida, quando ele detestava seu trabalho mas esforçava-se cada manhã para comparecer a ele. Ele abanava a cabeça, mas levantava-se e ia. Eu, então adolescente, tinha dito ao meu pai, uma manhã, durante o café: &#8220;Não entendo porque você não desiste disso, já que não gosta.&#8221; Ah!</p>
<p>&#8220;A gente&#8230; não&#8230; desiste&#8221; disse ao meu filho, entre dentes. Ele continuou sem olhar para mim. Mastigava, mastigava &#8230;</p>
<p>&#8220;Bem, por quê? Você não gosta.&#8221; disse meu filho. E continuava mastigando.</p>
<p>Uau! As coisas acontecem realmente assim? De repente, eu era meu pai!</p>
<p>Nossos filhos são nossos grandes professores. Gosta? Desiste? Suas palavras ditas em voz alta mudaram meu ponto de vista. Eu sabia que eles estavam me olhando, e sabia, também, que já estava no palco. Minha audiência era pequena mas presente, e eles estavam observando o drama da mãe, arquivando-o para futura referência, assim como eu observei o meu pai.</p>
<p>Mas havia uma diferença. Meu pai não ganhou. Ele morreu. Jamais fez da situação uma aliada. Nunca triunfou. Jamais levou a lição a uma conclusão. O que aprendi dele? Aprendi a não desistir das coisas.</p>
<p>Eu rangi meus dentes. Sabia que devia deixá-los ver que a coisa estava difícil para mim, deixá-los ver-me lutar por ela, e depois alcançar o sucesso e sair, do outro lado, triunfante. Que outra chance eu tinha? Quem eu desejava que eles fossem, no mundo?</p>
<p>Ao ver-nos cair, eles aprendem uma lição. Ao ver-nos levantar e prosseguir, eles aprendem ainda mais. O modelo que oferecemos todos os dias é que os torna aquilo que são, e eu detestei saber que exatamente então, quando eu queria desistir, não podia me permitir fazê-lo. Eu tinha aprendido com meu pai, mas precisava fazer mais do que sobreviver.</p>
<p>A mudança acontece num momento, e aquele foi o momento. Meus objetivos e resultados do curso mudaram 180 graus. Embora a realização do curso sem interrompê-lo fosse o máximo, a sobrevivência era meu único pensamento; mas agora eu sabia que precisava não somente tratar desse medo, mas aprender a livrar-me dele.</p>
<p>Eu tivera tanta sorte por ter sido capaz de rodear-me de um maravilhoso pequeno grupo de estudo, e estava muito grata por tê-los ali, para mim. Juntos, trabalhamos sobre o material, abraçamos as lições e descobrimos nossas forças e fraquezas comuns. Eu fiquei chocada ao descobrir que, por mais polidos que me parecessem, eles também lutavam com dúvidas sobre si próprios. Se eles podiam cair, era normal para mim cair também. Se eles lideravam, eu segui, e aprendíamos juntos. Nós brincávamos, errávamos e ríamos. Quando começamos a fazer o script de enredos e vídeos de nós mesmos, eu vi que tudo poderia ser muito divertido.</p>
<p>Minha visão interior também havia mudado. Onde a água costumava ser cinza, agora era azul, e onde todos tinham sua própria bóia menos eu, agora estávamos juntos nos mesmos barcos infláveis. Eu ainda não estava no trampolim alto, mas estava numa barcaça muito mais equilibrada do que jamais estive.</p>
<p>Comecei a aplicar as lições semanais do curso à minha vida, e já que não falava em público diante de grandes grupos, como faziam meus colegas de turma, eu apliquei as lições em minhas relações de família e com os empregados. Pratiquei como solicitante por telefone, com os empregados e com atendentes de pedágio. Mudava minha voz com os familiares e ensinei-lhes a reconhecer sinais não-verbais e, melhor ainda, eu mesma os usei. Compreendi o valor de um sussurro, de uma pausa, e quando NÃO fazer contato visual.</p>
<p>Lentamente, minhas aulas de arte para jovens de segundo grau ficaram mais interessantes. Comecei a entrar na sala de aula com mais prazer, e tendo meu exterior em sintonia com meu estado interior.</p>
<p>Michael nos passou um grande volume de material, sempre útil e necessário para o todo, e levou-nos a adquirir muitas habilidades. Não diria que sou mestra nessas habilidades porque a maestria só nos vem através do uso, e não sou uma apresentadora. Mas compreendo.</p>
<p>Desenvolvi um bom conjunto de habilidades de calibragem, e posso ver e perceber as coisas tão bem que meus filhos pensam que tenho mais de dois olhos. Muito útil!</p>
<p>Eu jamais imaginara necessitar da habilidade de falar em público, mas o Espírito sabe onde estamos indo, antes que o façamos. Eu tive a oportunidade de realizar duas cerimônias de casamento este ano, diante de mais de 200 pessoas de cada vez.</p>
<p>Eu gostaria de dizer-lhes que quando chegou meu grande momento e eu entrei em cena no primeiro casamento, senti-me a própria epítome da calma, com um sorriso sereno em meus lábios.</p>
<p>Ah! ali estava eu, naquele alto trampolim novamente!</p>
<p>Havia um sorriso em minha face, mas minha boca estava tão seca que pensei ter meus lábios colados. Eu rezava e pedia a Deus. &#8220;Por favor, Senhor, não me deixe tropeçar, não me deixe fazer um papel de boba!&#8221; Por que eu havia dito sim a esse compromisso? Eu poderia arruinar o dia mais importante das vidas desses noivos, diante de 200 pessoas. Não havia pressão.</p>
<p>Mas usei essas habilidades de modo que treinei e treinei, e quanto chegou o momento, eu fiz o que havia treinado. Fiz as pausas nos momentos planejados, mostrando-me inteligente e controlada, embora essas pausas fossem uma agonia. Mantive meu tom de voz forte e convincente, respirando lentamente e mantendo-me em equilíbrio.</p>
<p>Eu consegui. Imagine minha surpresa ao descobrir que estava salva dentro da água. Finalmente, não havia morrido. Recebi cumprimentos e, maravilha das maravilhas, as pessoas me disseram o quanto eu estive bem. Eu fiquei surpresa!</p>
<p>Para mim, no entanto, a magia chegou com o segundo casamento, e o noivo, nervoso, aproximou-se de mim na hora de iniciar, e perguntou: &#8220;Você está nervosa?&#8221; e depois, sem qualquer pausa, continuou : &#8220;Não, você nunca fica nervosa, não é?&#8221; e sorriu! Uau! O segundo casamento foi um verdadeiro prazer e eu pude realmente gozar da felicidade de partilhar aquele dia especial com eles. Jamais pensara em ser capaz de realizar essas cerimônias, mas fui! Eu!</p>
<p>A oportunidade de modelar o medo, a falha, e por fim o sucesso diante de meus filhos foi um presente que não tem preço, e vencer meus próprios medos foi um prêmio por ter feito o curso com um mestre que realmente se interessa pelo crescimento de seus alunos. Talvez eu jamais consiga apresentar algo numa sala cheia de gente, posso não fazer nada mais do que lecionar para estudantes de segundo grau ou do curso elementar, ou de interagir com minha família e meus amigos, mas é muito bom saber que quando for chamada à frente eu tenho as ferramentas para poder fazer uma escolha.</p>
<p>Sinto-me mais forte por ter enfrentado essa dificuldade interior e por tê-la vencido. Agora sei que não existe estratégia de banheiro na PNL, pois não podemos esconder-nos de nossas lições ou de nossos medos. Eles nos encontram! Como mãe, mudei minha linguagem para com meus filhos. Eu costumava dizer: &#8220;Não desistam&#8221;, ensinando-lhes tenacidade a todo custo.</p>
<p>Agora, eu digo: &#8220;Qual é seu caminho para o triunfo?&#8221; Trata-se de um mundo diferente.</p>
<p>Joy é Master Practictioner em PNL, Hipnoterapeuta e Fisioterapeuta . É, também, uma artista que dirige sua própria empresa de pintura manual sobre telhas, em Utah. Joy pode ser contatada em: JOY3C12@aol.com</p>
<p>Anchor Point, Fevereiro de 2000<br />
Golfinho Impresso nº63 abril/2000<br />
Trad. Hélia Cadore<br />
Revisão: Maria Helena Lorentz </p>
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		<title>Hipnose Aplicada à Educação</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 22:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
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<category>educação</category><category>hipnose</category>
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		<description><![CDATA[por Walther Hermann
A utilização da Hipnose em Educação é um dos mais novos (na verdade, antigos) recursos para gerar aprendizagens em processos educacionais ou de mudanças de comportamento. Seja como metodologia para se instalar conteúdos (no caso de aprendizagem de línguas, matemática, etc.) ou como instrumento para instalar novos recursos de comportamento e percepção. Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Walther Hermann</p>
<p>A utilização da Hipnose em Educação é um dos mais novos (na verdade, antigos) recursos para gerar aprendizagens em processos educacionais ou de mudanças de comportamento. Seja como metodologia para se instalar conteúdos (no caso de aprendizagem de línguas, matemática, etc.) ou como instrumento para instalar novos recursos de comportamento e percepção. Em essência, a hipnose em si mesma é uma ciência de processos.</p>
<p>Tecnicamente consiste em uma determinada forma de estruturar a linguagem de modo a promover &#8220;insights&#8221; nos participantes das atividades. Se fôssemos ensinar como desenvolver esta técnica, então existiria o conteúdo técnico e os procedimentos. Na aplicação, entretanto, o participante apenas presenciará algumas experiências, vivências e algumas experiências de introspecção.</p>
<p>Neste estilo de atividade não existem induções formais como na hipnose terapêutica, muito menos algo que se relacione com as apresentações de palco e da televisão. De fato, existem convites ocasionais feitos ao aluno a abandonar o esforço do controle consciente e permitir-se entrar em estados naturais de fantasia e devaneio. Os eventuais processos regressivos não são deliberadamente induzidos, porém ocorrem naturalmente na busca de referências passadas (em memória) que sejam associáveis à experiência presente.</p>
<p>Muitas outras tecnologias relacionadas com a prática da hipnose em educação têm sido apresentadas ao publico, tais como: Aprendizagem Acelerada, Programação Neurolingüística, FotoLeitura, Sugestologia. De modo geral, também são ciências de processos e, talvez, a melhor e mais moderna conceituação seja afirmar que são práticas de estados alterados de consciência. Isto porque a palavra &#8220;hipnose&#8221; tem sido mal compreendida e mal utilizada, gerando, assim, muita controvérsia.</p>
<p>Na prática utilizamo-nos de cenários ou enredos nos quais as metáforas (ou isomorfismos de significado) são construídos e apresentados como ambientes para o apoio da mente consciente tão ávida de entendimento. Simultaneamente, oferecemos outras alternativas à mente inconsciente para que ela possa percorrer outros caminhos de percepção e compreensão (em seu sentido amplo: entendimento e captura de significados). Ocasionalmente ocorrem seqüestros espontâneos da mente consciente que passa a experienciar alguns fenômenos hipnóticos comuns: regressão, distorção ou projeção temporal, ampliação ou redução do campo de percepção sensorial, sonolência ou torpor que se aproximam e se afastam muito rapidamente, grandes comoções emocionais e, principalmente, uma grande quantidade de &#8220;insights&#8221; aparentemente desordenados.</p>
<p>Os resultados do uso destas tecnologias em educação consistem em estimular e ativar processos de tomada de decisão, expansão da percepção e da capacidade de associação de idéias e percepções. Não obstante, a melhor metáfora para diferenciar do processo terapêutico formal é imaginar as diferentes atitudes do terapeuta e do educador caso se dispusessem a obter um copo de água limpa a partir de um com água suja: o terapeuta possivelmente, elaborasse um complexo sistema de filtragem para retirar as impurezas daquela água (problema) enquanto o educador, possivelmente procurasse uma fonte com água limpa e, misturando com a antiga, após transbordar, atingiria os níveis de pureza adequados.</p>
<p>Evidentemente, este tipo de linguagem descritiva não faz parte da utilização da hipnose aplicada. É comum ouvirmos a informação de que o ser humano moderno, em geral, utiliza apenas uma pequena parcela de suas capacidades mentais. Também temos a informação corrente que muitos de nós estamos buscando uma ruptura dos métodos formais e convencionais de ensino e aprendizado, haja visto a quantidade de informações que se multiplica permanentemente e que o aproveitamento médio de uma palestra ou seminário possua índices extremamente baixos (o maior que já ouvi foi 30%)</p>
<p>Walther Hermann é empresário, consultor especialista em programas de aprendizagem recursivos (utilização de educação acelerada através de estados alterados de consciência), NLP Licensed Trainer &#038; Design Human Engineer formado por Richard Bandler, formação em Hipnose Ericksoniana pela The Milton Erickson Foundation (Phoenix, Arizona, USA) e autor do livro &#8220;O SALTO DESCONTÍNUO&#8221;.</p>
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