Quem precisa de coaching?

Por necessidade ou modismo, verificamos verdadeira febre quanto à utilização do termo coaching. Por vezes, observa-se certa confusão, na tentativa de descrever processos de acompanhamento da performance individual ou de equipes, nas empresas ou fora delas. Vamos então entender melhor o seu significado:

Coach – palavra inglesa, significa treinador. O coaching teve sua origem no esporte e hoje, é utilizado nas organizações. É um compromisso com a consecução de resultados, considerando o ser humano como um todo, seu desenvolvimento e sua realização, pessoal e profissional. É mais que um treinamento. É uma potencialização do indivíduo para transformar suas intenções em ações que irão se traduzir em resultados. É um processo com técnicas de estimulo à reflexão sobre comportamento ou decisões, para a escolha da melhor alternativa diante de determinada situação de vida pessoal ou de trabalho. O processo de coaching apóia o indivíduo na revisão ou análise de seu comportamento, ajudando-o a repensar a forma de alcançar objetivos, agregando valor à performance e aos resultados de suas ações.

O coaching pode ser individual ou de equipes, na empresa ou fora dela, conduzido tanto por um coach de dentro da empresa (o líder da equipe, alguém da área de RH ou algum especialista interno), como por profissional contratado para isso. A decisão pode ser tomada pela instituição, por seus líderes e gestores ou pelo interessado. Realizado em empresas, tem o objetivo de ajudar às equipes a aperfeiçoar estratégias e fixar objetivos e valores. No campo pessoal, tem o objetivo de auxiliar os indivíduos a fazer mudanças positivas em suas condições, dos mais diferentes tipos: metas pessoais ou profissionais, relacionamentos interpessoais, hábitos saudáveis, melhorias financeiras e outras situações.

O papel do coach é acompanhar o desempenho dos profissionais e orientar o seu desenvolvimento, para melhorar a performance do dia a dia, para transições de carreira ou funções de liderança. O coaching busca, nas pessoas, o potencial que já têm dentro delas, ampliando-o com a realização de um acompanhamento pessoal, dando suporte e apoio, fortalecendo a autoconfiança, assessorando, compartilhando conhecimentos específicos em treinamento, auxiliando na definição de metas e objetivos, encorajando-as a superarem bloqueios e dificuldades, até alcançarem o sucesso profissional e pessoal. O coach focaliza a evolução pessoal, mas coaching não é terapia!

Nas equipes, o coach desenvolve parceria e cumplicidade entre colaboradores, para obter resultados melhores em suas vidas profissional e pessoal, desenvolvendo competências e elevando as performances. O objetivo principal é fazer com que os colaboradores encontrem soluções estratégicas, utilizando o máximo de seu potencial criativo.

Há coaches especialistas em variados assuntos: efetividade profissional, resolução de conflitos, educação, organização doméstica, esporte e outros. Mas o que todos devem visualizar é o crescimento da pessoa envolvida no processo para alcançar seus objetivos de vida. O coach respeita e defende no coaching um relacionamento de muita confiança. Para isto, é imprescindível feedback constante, facilitando a compreensão mútua dos valores e a troca de experiências. O feedback incentiva a compreensão de tudo que a experiência proporciona e a análise da situação sob novas perspectivas a fim de ampliar a consciência em relação à situação vivida, fortalecendo a auto-estima.

É indicado para profissionais que têm interesse em gerenciar desempenho; têm pontos a desenvolver; possuem conflitos de valores e papéis ou situações críticas nas decisões da empresa; ou estejam diante de questionamentos sobre seu desenvolvimento pessoal. O desenvolvimento de um processo de coaching pressupõe a existência de problema instalado ou de dificuldade identificada. Trabalha-se o coaching com objetivos definidos e forma de atuação acordada entre os envolvidos, de maneira que possa existir parâmetros que indiquem a qualidade e os resultados alcançados.

O coaching produz efeitos coletivos e individuais. Ou seja, tanto otimiza o desempenho do colaborador para a organização ? com alternativas que melhoram sua contribuição na equipe -, como eleva seu nível de auto-estima e de performance na carreira.

Janete Teixeira Dias (carreiras@fiap.com.br) é coordenadora da área de Gestão de Carreiras da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista e da FMP – Faculdade Módulo Paulista. É psicóloga, especialista em psicodrama, professora de cursos de pós-graduação e consultora organizacional.

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Uma Resposta para “este artigo”


  1. ADRIANA DOS SANTOS SILVA
    18ago

    TODOS NOS SOMOS CAPAZES DE ENFRETAR PROBLEMAS E FAZER DELES OBSTACULOS, O Q TEMOS Q SER É FORTES E CORAGOSOS PARA SUPERAR TUDO E FAZER DAS DIFICULDADES DESAFIOS PARA ISSSO DEVEMOS TER ATITUDE .

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