O quebra-cabeça da PNL: Como fazer com que funcione?

por Ricardo Ros

Como fazer com que a PNL funcione? Existem muitas peças soltas, como em um quebra-cabeça. Os motores funcionam quando todas as peças se encaixam e funcionam em um mesmo objetivo. Neste artigo, vou recompor todas essas peças até lhes dar um sentido global.

A primeira peça do quebra-cabeça é o ambiente. Mas o ambiente é muito mais o que nos rodeia, já que compreende tanto ao ambiente exterior, como ao ambiente interior, isto é, tanto aos estímulos exteriores como às sensações físicas que se geram em nosso interior. Os níveis de hormônios e de enzimas têm muito a ver com este ambiente interior. Evidentemente isto que estamos descrevendo como o ambiente interior não tem nada a ver com nosso humor ou nossa atitude, que na verdade são os últimos componentes acrescentados a nossa experiência. Mas disto falaremos mais tarde. Por enquanto vamos nos focar sobre o ambiente que se refere às origens das estimulações físicas, sendo interna ou externa dependendo de sua localização.

A segunda peça do quebra-cabeça são as percepções. Dependemos plenamente das percepções. Nossos receptores sensoriais se encarregam de transladar vários tipos de estimulações físicas ao interior de nosso cérebro por meio de sinais codificados, que têm que ser traduzidas para que consigam um significado. Quando um receptor determinado é estimulado pela sua energia exterior específica, envia um sinal ao cérebro, sinal que dever ser decodificado. Estes receptores especializados se situam em nossos sentidos e, assim, podemos ver, ouvir, tocar, cheirar ou saborear. Não temos que confundir estas sensações com as emoções, já que são duas dimensões diferentes da experiência. Na PNL falamos de sensações internas (Ki) e de sensações externas (Ke) para referirmos a estes dois fenômenos.

Esta informação codificada flui através de canais neurológicos até o cérebro. Quando chega, estes sinais são separados em unidades codificadas chamadas ‘momentos internos’. Em circunstâncias normais nosso cérebro processa entre 400 e 600 destes momentos a cada segundo, podendo oscilar entre 200 (quando estamos muito relaxados) até 1200 (se estamos muito excitados). Estes ‘momentos internos’ não têm significado, já que são simples representações dos sinais originais gerados pelos receptores sensoriais. Para lhe dar um significado a estes ‘momentos’ o cérebro necessita comparar os novos ‘momentos’ com outros processados anteriormente (memória). Dizendo de uma maneira muito simples, é como se nosso cérebro dispusesse de um dicionário pessoal que vai utilizando à medida que entram novas informações e que se encarrega de dar um significado. Podemos dizer que o significado é a soma de um ‘momento’ e a memória.

Mas uma coisa é o significado que lhe dá nosso cérebro e outra muito diferente a realidade objetiva. No seu caminho até o cérebro muitos componentes são eliminados enquanto que outros são acrescentados. Aproximadamente entre 75 e 90% é conseqüência, não da realidade, mas de nossa história pessoal. Vivemos em algo chamado ‘o presente’ e se supõe que consiste na relação entre o que percebemos e o que dizemos que estamos fazendo. Isto é, o processo é: significado = momento + memória. E isso produz o que chamamos o estado presente, que é a terceira peça do quebra-cabeça.

A quarta peça é o estado desejado, que esta composta pelas nossas crenças (O que é importante para mim?), nossos valores (Por que essas crenças são importantes para mim?) e nossas expectativas (Como ou quando conseguirei essas crenças ou valores?). Quando nosso cérebro gera um significado, este significado é comparado em relação às crenças, valores e expectativas que temos nesse momento.

O produto desta comparação são nossas emoções, a quinta peça do quebra-cabeça. Cada emoção que temos é um indicativo se o estado presente é o que estamos passando ou não em relação a nosso estado desejado. Quando é próximo, nossas emoções são satisfatórias, quando não é próximo, as emoções são de sofrimento. As emoções são um simples ‘feedback’ entre o que as coisas são e o que desejamos que sejam. Portanto não há emoções boas ou más.

Nosso cérebro combina estes elementos (estado presente, estado desejado e emoções) para criar o que chamamos realidade, a sexta peça. Realidade e ambiente não é o mesmo, certamente. A realidade é um estado completamente subjetivo, conseqüência do significado que lhe temos dado à informação que nos tem chegado através das terminações nervosas de nossos sentidos, uma vez passada esta informação pelos filtros da memória, unido ao estado desejado e a comparação entre ambos. Nosso conhecimento consciente aparece depois que se processa o input sensorial. A mente inconsciente, por sua vez, recebeu filtrado, processado e avaliado o que lhe chegou do ambiente.

Então, tudo o que fica é a seleção de uma resposta de conduta, a última peça do quebra-cabeça. Nosso cérebro escolhe uma resposta de conduta entre todas aquelas que foi aprendendo ao longo da vida. Aprendemos diferentes vias para responder à raiva, à tristeza ou à felicidade.

Espero que este artigo tenha ajudado a esclarecer alguns pontos dispersos que costuma existir ao redor da PNL. Tudo que foi dito podemos sintetizar no seguinte quadro:

Quebra cabeça da PNL

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/19

Tags: ,

Arquivado em PNL

Leia outros artigos relacionados

Deixe um comentario