O gerente como pessoa e conselheiro empresarial

Consuelo María García

Não importa a área em que trabalhe, seja em finanças, marketing, produção; se você for gerente, é um administrador de recursos humanos. Como isso é possível? Fácil, apenas falta responder à seguinte pergunta: tem funcionários sob sua responsabilidade? Então concordará que deve administrar o potencial de seus funcionários, tempo, habilidades, conhecimentos e, algumas vezes, suas frustrações, seus conflitos e suas emoções mais profundas.

Talvez seja nesta última parte onde refletimos menos, e é uma das áreas que mais afeições podem ter no desempenho individual e de grupo; e é a que não devemos nos esquecer de que as pessoas são seres integrais e, por isso, quando contratamos um trabalhador, ele estará trabalhando com todos os seus sentimentos, problemas familiares, traumas de infância, potenciais e sonhos.

Tem se perguntado: quanto tempo seus funcionários investem em distrações?, em emoções de um problema com seus filhos ou cônjuge?, fofocas e inveja no escritório? Embora não exista uma estatística precisa a respeito, pense na quantidade de conflitos interpessoais que precisou interferir no último ano e quanto tempo você precisou para solucioná-los sem estar diretamente envolvido no problema.

Agora pense, se você investiu essa quantidade de tempo sem estar envolvido, quanto tempo terão investido as pessoas que participaram diretamente do conflito? Tempo para pensar no que o outro fazia para prejudicá-lo, para gerar rumores, para repetir conversas, etc…

Estar diretamente envolvido ou não é muito importante, já que não é o mesmo que um trabalhador tenha um “dia ruim”, ou seja, que venha sem muita vontade de trabalhar, ou se sinta triste; com o qual com mais ou menos trabalho realizará as suas funções, em vez de um funcionário esteja envolvido naquelas situações que o envolvem emocionalmente e que, portanto, não lhe permitem concentrar-se adequadamente em suas tarefas.

Neste ponto, é válido dizer: “isto sempre foi assim” e perguntar: “e o que eu tenho a ver com as emoções dos meus funcionários?”. A resposta é: depende de você.

Se você aprender a lidar efetivamente com as emoções no trabalho, poderá obter as seguintes vantagens:

- Menos tempo perdido em discussões, fofocas e conflitos interpessoais entre os seus funcionários.
- Menos tempo perdido por dificuldade de concentração de um funcionário por um problema em casa.
- Um ambiente de trabalho positivo, com relacionamentos humanos cordiais.
- Liderança orientada aos resultados e às pessoas.
- O desenvolvimento do potencial emocional próprio e de seus funcionários.

O que se pode fazer para conseguir esse tratamento eficaz da emoção no trabalho? O que o gerente pode fazer é desenvolver habilidades de aconselhamento empresarial.

O aconselhamento empresarial é uma conversa cujo conteúdo é primordialmente emocional, feito entre o chefe e o funcionário, onde este busca em seu diretor, como líder e figura de autoridade um conselho, um esclarecimento ou uma orientação profissional.

De modo algum, se pretende converter o gerente em psicoterapeuta, já que os objetivos estão limitados a dar conselho, centrando o funcionário no que é mais relevante do problema que coloca, proporcionando novos elementos que irão permitir flexibilidade a sua perspectiva, dando a ele confiança para que tome as decisões necessárias, ajudando a diminuir a tensão emocional, escutando ativamente ou reorientando mudanças internas de valores, paradigmas ou metas.

Neste sentido, o aconselhamento proporcionado pelo gerente não é profissional, ou seja, não é especializado em psicologia, mas, principalmente, participativo. Isto significa que o gerente não dirá ao funcionário o que fazer, senão que a partir da comunicação efetiva se fomentarão idéias que levarão a pessoa a lidar com seu estado de forma produtiva. Evidentemente isto exige que o gerente desenvolva também o seu coeficiente emocional com eficácia.

Existem muitas técnicas para promover relacionamentos positivos no trabalho, diagnóstico de grupos ou comunicação efetiva. Algumas dessas técnicas são o Coaching, a Programação Neurolingüística, a Análise Transacional ou a mais recentemente incorporada ao mundo empresarial sobre Constelações trabalhistas. Todos os elementos tratados nestas técnicas com orientação organizacional, estão integrados no modelo de aconselhamento empresarial para promover o desenvolvimento humano estratégico nas organizações a partir do desenvolvimento da inteligência e o potencial emocional dos funcionários.

Finalmente, independentemente do nível hierárquico que ocupemos na nossa organização, não deixamos de ser pessoas, seres holísticos que se desenvolvem em muitos sentidos; dentro dos quais, em função do tempo que dedicamos (pelo menos uma terça parte da nossa vida adulta), o trabalho se torna fundamental para a nossa saúde mental, individual e social.

Tradução
Luciana Alves
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português
luciana_trad@terra.com.br

Referência: http://www.arearh.com/coaching/gerente.htm

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8 Respostas para “este artigo”

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