Navegando pelo mesmo canal

Alguns de vocês, ou de seus conhecidos, são destros e outros canhotos, mas todos utilizam ambas as mãos. Mesmo assim, temos uma mão dominante que utilizamos quando necessitamos de precisão, força ou perfeição. Do mesmo modo todos os que gozamos de total saúde utilizamos todos os canais de comunicação, mas temos um que é dominante e utilizamos prioritariamente nas situações que requerem maior esforço, concentração ou perfeição. A prática repetitiva de um canal também nos criou pequenas manias.

Aqui têm alguns exemplos, reconhece algum? Os visuais: quando uma pessoa é dominante visual, vamos a chamar por simplificação de “um Visual”, presta atenção em outra, o olha fixamente nos olhos. O mesmo quando lhe diz algo que considera importante. O “gancho” visual reforça, para ele, a atenção e a comunicação. Do mesmo modo que para um Visual, prestar atenção em alguém é olhar atentamente nos olhos, ele pensa: “aquele que me atende e me escuta, me olha nos olhos quando falo”.

Por uma lógica inconsciente também deduz: “se não me olha, é por que não presta atenção em mim”. Nosso visual insiste então até conseguir um claro contato visual por parte do interlocutor e se não o conseguir, sente-se incomodado. Ou muito incomodado. Portanto, o cliente Visual não suporta que seu interlocutor lhe olhe de outra forma que de frente (e nos olhos) porque ele mesmo necessita deste contato ocular. Os auditivos: uma pessoa Auditiva que presta atenção se centra no que ouve e sabemos, que quando nos concentramos em um canal, as interferências que procedem de outro estorvam nossa concentração. Portanto se um Auditivo fixa seu olhar nos olhos do interlocutor, perde concentração em seu canal favorito. Prefere olhar de forma desfocada um ponto neutro e inclinar um pouco a cabeça para aproximar o ouvido.

O auditivo pensa: “quando escuto, eu confirmo ao outro com palavras: “sim, sim, bem”, ou repetindo as palavras chaves do que me diz.”. Portanto deduz que o que escuta atentamente se comporta igual. O silêncio, nem sequer acompanhado deste incomodo olhar cravado nos olhos, não aprova nem confirma nada. As palavras e sons é o que conta. Os Cinestésicos: Para um cinestésico, comunicar é sentir e tocar. Quando diz algo importante, aproxima sua mão para tocar nosso braço, ombro, etc. O interlocutor cinestésico presta mais atenção aos movimentos, posturas e atitude global que ao próprio discurso.

Nota imediatamente quando nossa atenção se relaxa e lhe dá a impressão que perde o contato. Precisa aproximar-se fisicamente, às vezes tocar, para comunicar,. O cinestésico é o que fala mais lentamente de todos, porque comunica de um nível mais profundo. Também necessita que suas explicações estejam entrecortadas de pausas, para traduzir as palavras em sentimentos. Um olhar cravado em si é um impedimento a comunicar com suas emoções internas ou seu diálogo interior. Os cinestésicos necessitam de um contato físico para se expressar. Se explicarem algo relacionado com um livro que têm lido, possivelmente agarram qualquer caderneta, guia Telefônico, caderno, que tenham em mãos. Se comentarem que chamaram a um amigo por telefone, é muito possível que toquem ou agarrem o telefone quando o relatam.

Tradução: Sua Mente.com.br

Referência: http://www.wikilearning.com/monografia/programacion_neurolinguistica_pnl-navegando_por_el_mismo_canal/11640-7

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