Metáforas

Por Ricardo Ros

A intervenção mais simples que utilizamos na PNL é ancorar o estado presente, ancorar o estado de recurso e colapsar ambas ancoras para criar o estado desejado. Rápido e efetivo. Este mesmo resultado conseguiu Milton H. Erickson por meio do uso de metáforas.

Poderíamos incluir em uma metáfora a descrição do estado presente e então nós mudaríamos para metáforas sobre mudanças e aprendizagem, por exemplo, aprender a ler ou a caminhar. Então suas metáforas incluiriam isomorfismos (algum domínio de estruturas. que fixamos, ou temos pelo menos em mente) do recurso e do estado desejado. Ambas as intervenções, ancoragens e metáforas de estados desejados, implicam que o cliente deverá iniciar buscas transderivacionais (ativar processos inconscientes de associação) de experiências relacionadas com as representações digitais, que incluem a partir desse momento estados de recursos no sentido de estados desejados. Nas ancoragens colapsadas, o passo da mudança de metáfora não é necessário porque a pessoa nesse caso é o agente da mudança. E freqüentemente os clientes entram em transe e podem dar um jeito com a rapidez da mudança e da integração. Ambos os tipos de intervenção trabalham e alcançam o resultado desejado.

Infelizmente o cliente tem um grau de perda de poder, já que é o profissional que mantém o poder e o cliente se mantém em uma postura passiva. Podemos fazer uma analogia com o fato de reparar um automóvel. Se você não pode repará-lo por você mesmo, tem que levá-lo a um mecânico, dizer-lhe que repare e que vai paga-lo no final. Isto esta bem para o automóvel, mas não para nós mesmos. A responsabilidade pessoal é muito maior quando tratamos com nosso psiquismo. O trabalho é muito mais completo se ensinarmos como funciona algo e nós nos limitamos a fazer a mudança sem nenhuma explicação. Se pudermos agregar isso ao trabalho que fazemos, conseguiremos de fato muito mais, uma intervenção mais aberta que possibilitara ao cliente aprender como se pode responsabilizar de seus próprios estados internos.

Aqui se descreve uma maneira de mudar o equilíbrio para o próprio poder do cliente.
Já que ambas as intervenções estão baseadas na atividade estruturada de busca transderivacional, nós podemos alcançar o que seja mais consciente. No lugar de pedir aos clientes que vejam, ouçam e sintam o que gostam no estado de recursos, nós podemos lhes pedir que nos digam com mais detalhes o que estão fazendo para controlar. E assim eles podem aprender a controlar sua própria busca transderivacional (mesmo com ajuda nesse momento). Eles também criarão suas próprias metáforas. Não é só isso, eles adotarão com precisão a sua própria experiência.

Eu me recordo uma vez de um bate papo em uma Associação de Amputados que lhes pedi que apertassem dois dedos juntos enquanto pensavam em uma mesma experiência positiva. WHOOPS! Um perguntou o que devia fazer já que ele não tinha nenhum braço. A experiência de qualquer pessoa é tão idiosincrásica que nem sempre o que funciona para a maioria funciona para cada pessoa individualmente.

Aprender a escrever ou a soletrar não é a melhor metáfora para a mudança se o cliente é completamente disléxico, e assim a tarefa de recolher informação pode demorar bastante. Quanto mais rapidamente lhe é permitido fazer o trabalho, logo suas mentes descobriram o que os satisfaz.

1. O primeiro passo é quando nos dizem o seu problema, ou o estado presente. Isto provavelmente estará em um modo associado.

2. O practioner pode levá-lo ao estado dissociado reescrevendo o estado presente na linguagem dissociada. Por exemplo, poderia dizer “…o que eu lhe ouço dizer agora é que quando você se olha a si mesmo nessa situação (não em “nesta”), você se vê atuando de uma maneira sobre a qual decidiu (dissociação temporária) que não quer atuar (gestos apropriados), e você já decidiu que quer atuar mais positivamente. É isto (em lugar de “isso”) como é agora para você?

3. Então podemos ir abertamente por sua experiência isoformica a solução, perguntando em um modo interativo se tiveram X alguma vez (ou qualquer recurso que seja). Então conseguimos cada vez mais detalhes (submodalidades, etc) e associando-os interativamente a mais em recursos. “… eu preciso saber o que você quer dizer por X (confiança ou qualquer coisa) para que possa dizer-me algum momento de sua vida em que o tinha? Poderia me dizer um pouco mais do que gosta sentindo-se dessa maneira agora?

4. Voltando ao presente, perguntamos como pensa agora no problema. Se tudo o que se requer é esta simples intervenção, então encontramos a maneira em que pensa que mudou o problema.

5. Depois o futuro comporta uma nova compreensão dissociada e então provará sua efetividade em modo associado.

6. O passo final é revisar o que passou para que possam usá-lo em si mesmos. Um rápido resumo desta técnica poderia ser assim:

1. Problema presente em estado associado
2. O estado de recurso dissociado
3. O estado de recurso associado
4. O estado presente dissociado
5. O passo futuro Dissociado / o passo futuro associado
6. Explicação

Se em qualquer um deles não há suficientes recursos, então voltamos ao passo 2. Certamente, as âncoras cinestesicas, auditivas e visuais lhe ajudarão a fazer o que eles fazem mais potente, mas o valor agregado da intervenção é a meta-aprendizagem, que podem usá-lo consigo mesmo, isto é, eles podem controlar associação e dissociação para livrar a si mesmo dos problemas e poder se conectar há seus recursos.

Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/8

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

Arquivado em PNL

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