Mapas mentais responsáveis da felicidade

A felicidade é subjetiva e pode ser interpretada por cada pessoa de diferente maneira. O ser humano como sistema de células, e de acordo ao comportamento de uma só célula nervosa que pode mudar de um estado de inibição (sob desempenho) a um estado de excitação (alto desempenho), posso descrever à felicidade como a capacidade de sentir prazer e manter em harmonia todas nossas células a maioria do tempo durante nossa vida.

Já que em nível inconsciente a neurofisiologia reage aos estímulos sensoriais e aos pensamentos como se tudo fosse real, nossas células respondem à qualidade de pensamentos da pessoa e como conseqüência a sua qualidade de experiências. Estes pensamentos podem se comparar a um edifício que tem como alicerce mapas mentais de identidade, valores e crenças.

Se os mapas mentais de um ser humano são pouco úteis, dificilmente esta pessoa poderá se sentir bem na maioria do tempo. Estes mapas mentais são criados como conseqüência de um processo de eliminação, generalização e distorção da informação percebida de seu ambiente durante o transcurso de sua vida. Lamentavelmente a maioria das pessoas assume esta informação como verdades, feitos ou leis, as mesmas que defendem ansiosamente, provocando irritação nas suas células quando o ambiente e a experiência percebida não se adapta com seus mapas mentais pré-concebidos. Por exemplo: Se para uma pessoa é um valor muito importante a fidelidade, esta se verá, escutará e sentirá muito frustrada quando alguém lhe for infiel ou se conhece e pensa em uma pessoa que seja infiel. Isto acontece em muitos âmbitos da vida diária: a pontualidade, a honestidade, a religião, a política, etc.

Como conclusão, para se sentir bem a maioria do tempo é necessário ser flexível, reenquadrar ou se desfazer dos mapas mentais pouco úteis.

Como fazê-lo?, O melhor método que funcionou para mim, como expert em Inteligência Artificial, é tomar consciência de como se processa nossa base de conhecimento ( mapas mentais ). Ao tomar consciência disto, me dou conta facilmente que um mapa é só uma representação interna e que existiu um processo prévio de armazenamento em nossas experiências durante o transcurso da vida.

Mediante uma série de associações internas (premissas) o ser humano conclui sem considerar que grande parte destas premissas não são “leis físicas”, as pessoas pressupõem que nossa interpretação é uma verdade, no entanto, em nós acontece um processo constante de inferências com generalização, eliminação e distorção de informação.

Não é estranho que um personagem importante defenda uma teoria e depois de um tempo descubra, aceite que estava errado e postule outra teoria como se fosse verdade. O mesmo acontece com nós constantemente com nossa filosofia de vida quando não consideramos que nossos mapas mentais mais importantes (identidade, valores e crenças) não são leis, são unicamente teorias. A flexibilidade e capacidade de reenquadre de nossos mapas, nos permitirá ver, escutar e sentir mais prazer, durante mais tempo no transcorrer de nossa vida.

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/11964

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