LABORATÓRIO DE PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA
Por Luiz Aguilar
A PNL, Programação Neurolinguística foi criada por Grinder e Bandler, por volta de 1970, nos Estados Unidos da América e, desde logo, suscitou, como aliás ocorre com qualquer descoberta científica, o maior entusiasmo e a maior inquietação.
A P.N.L. constitui um conjunto de modelos que têm como objectivo a mobilização do maior número de recursos do cérebro humano, centrando-se naquilo que de mais íntimo e de mais complexo existe no ser humano: o seu próprio pensamento.
Com efeito, teme-se que esta nova abordagem da Relação de Ajuda, da Comunicação e do Aconselhamento Psicológico possa tornar-se numa poderosa arma de manipulação. Um receio que afinal se pode alargar a todos os outros domínios da Ciência Psicológica e das Ciências da Comunicação. Os princípios definidos pela P.N.L. podem, como nas ciências exactas, constituir um modelo de funcionamento preciso e reprodutível, no que diz respeito às relações humanas e à comunicação. A Programação Neurolinguística tem sido objecto de aplicações diversas, nomeadamente, na formação de quadros nas empresas, na prática psicoterapêutica, na formação de formadores, nas escolas, etc.
Ao estarmos conscientes da complexidade do ser humano que pretendemos educar e ajudar a desenvolver-se física, espiritual, corporal e intelectualmente, estamos naturalmente interessados em compreender os seus modelos de pensamento e de acção. É neste sentido que a P.N.L. constitui um instrumento poderoso para o entendimento da diferença que representa cada indivíduo. Motivá-lo para a realização dos seus projectos e para o desenvolvimento dos seus potenciais criadores é o principal objectivo da PNL. Estamos convictos que a ninguém aproveita desconhecer os seus hábitos inconscientes reproduzidos mecanicamente no quotidiano como a ninguém aproveita ignorar as formas diversificadas como aqueles que nos rodeiam pensam e agem. Cada um de nós utiliza um modelo de pensamento e de acção individual e original que importa descobrir e reprogramar. Cada programação que o indivíduo traça para si mesmo é com efeito modificável, reproduzível e transmissível .
A. P.N.L., interessa-se por, mais do que determinar o porquê dos acontecimentos e das situações que o indivíduo cria, explicar o como eles se produziram e em que contextos foram possíveis. Que operações do pensamento são desenvolvidas quando escolhemos ou decidimos, quando concebemos uma ideia ou quando criamos um projecto? O que temos necessidade de fazer para nos motivarmos e envolvermo-nos? E o que se passa quando desejamos conservar na memória determinado saber? Perante estas e outras questões que o indivíduo coloca a si mesmo, não lhe interessará tanto o conteúdo do pensamento ou as causas e as razões dos acontecimentos e ocorrências da sua vida, mas de saber como tal foi possível. É neste sentido que a P.N.L. se constitui como alternativa ao determinismo psicanalítico e, embora considerada como abordagem comportamentalista, considera-se alternativa ao behaviorismo, explorando unicamente os modos e processos do pensamento e do funcionamento mental de cada indivíduo.
A Programação Neuro-Linguística estuda de forma sistemática a maneira como o indivíduo edifica a sua representação pessoal do mundo através das suas percepções sensoriais e neurológicas e a partir de um instrumento de comunicação e de pensamento: a linguagem. Através de grelhas de análise da linguagem e de conceitos específicos, analisa a programação que incessantemente cada indivíduo faz sobre si mesmo e a construção do pensamento em torno do sentimento de identidade. A P.N.L. parte pois do princípio seguinte: é de toda a utilidade compreender o modelo de pensamento e de acção dos outros para uma melhor comunicação com eles. Em última análise a P.N.L. visa a descodificação da linguagem através de um modelo de metacomunicação para que cada um possa aprender a passar de um estado presente insatisfatório a um estado desejado. O que só se consegue modificando os comportamentos ineficazes ou negativos, pelo estabelecimento de rituais que exorcizem os queixumes e lembranças de insucessos passados.
A P.N.L., pretende libertar o indivíduo das suas crenças limitativas e, num mesmo movimento, encaminhá-lo para a acção (e para o olhar para a sua acção), para que se torne consciente daquilo que impulsiona ou impede as suas tomadas de decisão.
A compreensão dos processos internos de percepção sensorial pela observação dos movimentos oculares, é uma das maiores descobertas da Programação Neuro-Linguística.
Tags: bandler, cerébro, john grinder, PNL, programação neurolinguistica
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