HIPNOSE CLÁSSICA E HIPNOSE ERICKSONIANA
Toda concentração , focalização num tema específico , provoca um estado alterado de consciência (estados alfa e teta) que, pode ser chamado de transe. O estado de transe é a porta de acesso aos registros inconscientes .
O conceito de hipnose não é unânime. De acordo com o dicionário “Aurélio”, hipnose é o “estado mental semelhante ao sono, provocado artificialmente, e no qual o indivíduo continua capaz de obedecer à s sugestões feitas pelo hipnotizador.”
Segundo a American Psycological Association, numa definição publicada em 1993, a “hipnose é um procedimento, durante o qual um pesquisador ou profissional da saúde, sugere que um cliente, paciente ou indivíduo, experimente mudanças nas sensações, percepções, pensamentos ou comportamentos.”
Entre os conceitos já aceitos, hipnose é “um estado natural de consciência, diferente do estado de vigília.”
O “estado hipnótico”, sempre existiu (estado hipnótico é diferente de indução hipnótica formal). Sociedades primitivas já usavam tambores para induzir (sem saber), um estado de transe. Outros exemplos são a imposição das mãos para curas no tempo de Cristo e o toque real, na idade média (acreditava-se que o monarca, tinha o poder de cura, pela imposição das mãos. O rei Eduardo, 1066, o confessor da Inglaterra foi quem introduziu o toque real – através do toque na cabeça dos doentes, conseguia a melhora dos sintomas – sugestão). No oriente, o ioga é outra forma de hipnose. Os sacerdotes gregos e egípcios usavam a hipnose 2 mil anos atrás, no tratamento de várias doenças.
Hipnose clássica:
- Século XXX a. C.:
No Egito, os sacerdotes induziam um certo tipo de estado hipnótico, nos “Templos do Sono”.
- Século XVIII a.C.:
Na China, sacerdotes induziam um transe, para buscar a aproximação entre os pacientes e seus antepassados.
- Mitologia grega:
Filho de Apolo e Coronis, Asclépius aprendeu com o centauro Quíron, um tipo de sono especial que, curava as pessoas.
- Século XI:
Avicena (Abu Ali al-Husayn ibn Sina, 980 – 1037), sábio, filósofo e médico iraniano, acreditava que a imaginação era capaz de adoecer e de curar pessoas.
- Século XVI:
Paracelso (Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim – 1493- 1541), médico naturalista, pai da medicina hermética, acreditava na influência magnética das estrelas, na cura das pessoas doentes. Confeccionava talismãs com inscrições planetárias e zodiacais. Acreditava que o ser humano tinha uma “força interior”. Introduziu o imã como elemento de cura (magnetos).
- Século XVIII em diante:
- Franz Anton Mesmer (1734- 1815), foi considerado o pai da fase científica da hipnose. A história moderna da hipnose, começou com ele. Mesmer trabalhava com o sacerdote jesuíta, Maximilian Hell, que era astrônomo real em Viena. Eles usavam ímãs no tratamento de vários casos de histeria. Mesmer acreditava que as curas eram produzidas pela redistribuição de algum tipo de fluido, que ele chamou de “magnetismo animal”.
Tags: hipnose clássica, hipnose ericksoniana, hipnotizador
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