Dentro de teus olhos

Por Juan Sanpietro

Este artigo está dirigido aos leitores que acabam de iniciar o estudo da PNL e que estão começando a deslumbrar os segredos que começam a descobrir sobre si mesmos. Rogo aos especialistas em PNL que o leiam entre linhas.

Em todos os primeiros cursos sobre PNL se ensina a observar os pequenos sinais que nosso corpo emite e que estão carregados de significado, já que representam respostas automáticas de nosso sistema nervoso. Cada pessoa possui milhares de sinais diferentes, codificados de maneira diferente. Todos somos diferentes uns dos outros, e também somos muito iguais.

Neste breve artigo, vou me focar nos movimentos dos olhos. Quando se pergunta a qualquer pessoa qual é o ingrediente essencial de uma boa comunicação quase todos respondem que o contato ocular. Quando não olhamos nos olhos do nosso interlocutor, olhamos à boca ou à barbicha ou desviamos o olhar ao horizonte ou a qualquer objeto exterior, todos temos a sensação que a comunicação está quebrada, que não avança, é como se existisse uma barreira, um impedimento impossível de romper.

Imagina que teu cérebro é um computador e que teus olhos é o responsável por arquivar os dados, o bibliotecário. Quando você faz uma pergunta a teu cérebro ou se você necessita encontrar um dado, teu cérebro inicia uma busca (em PNL a chamamos “busca transderivacional”). Teus olhos se movimentarão em diferentes direções dependendo do tipo de busca que inicie. Essa busca é o que poderíamos chamar de processo do pensamento.

Quando você procura qualquer informação (como se titulava aquele filme que você viu há dez anos?, como será a praia na qual sairemos de férias?…) teu cérebro se põe a trabalhar, mas necessita de chaves que lhe permitam acessar aos diferentes sistemas de arquivo. As pessoas se põem em comunicação com o mundo através dos sentidos e é também através dos sentidos que estabelecemos a comunicação conosco mesmo: ao iniciar a busca de qualquer informação dentro de nosso cérebro podemos fazê-lo através da vista (imagens), do ouvido (palavras, ruídos, silêncios…) ou sensações cinestésicas (de tato, de gosto ou de olfato).

Os códigos de acesso ocular foram divulgadas por Bandler e Grinder nas suas primeiras palestras e publicadas pela primeira vez no seu livro “Sapos em principes” . Os códigos são: se seus olhos se dirigem para cima à esquerda está visualizando uma lembrança e se o faz para a direita está construindo visualmente uma imagem. Se seus olhos olham retos para a esquerda está lembrando um som e criando se olha para a direita. E se olha para baixo à esquerda está em seu “auditivo interior” e se olha para baixo à direita está tendo acesso ao sistema cinestésico e/ou sentimentos. Isto é assim para a maioria das pessoas destras e ao revés para as canhotas.

Uma das técnicas mais rápidas para estabelecer rapport é fixar-se nos movimentos dos olhos da outra pessoa e estabelecer o diálogo através do sistema que esteja utilizando nesse momento. Se olha para cima ao falar, lhe falaremos utilizando imagens visuais, se olha com seus olhos postos na horizontal, lhe falaremos usando palavras, sons, ruídos, etc. podemos utilizar isto para fazer uma pessoa sair de um pensamento repetitivo que lhe produz ansiedade. Se o pensamento que lhe produz ansiedade é predominantemente visual, podemos desviá-lo simplesmente obrigando-o com nossa conversação (analógica e digital) a que faça novos acessos de outro sistema.

Outra utilidade dos acessos oculares é para saber qual é a estratégia de uma pessoa para fazer algo, por exemplo, para chegar a tomar uma decisão. Sua estratégia sempre será a mesma, primeiro acessara o seu sistema de acesso prioritário e depois irá fazendo um percurso pelos outros sistemas até que tenha toda a informação. Se alguém tem uma estratégia para fazer algo, utilizará essa estratégia sempre. Se com essa estratégia costuma fracassar, podemos ajudar-lhe mudando simplesmente seu processo de acesso ocular. É simples, mas efetivo.

Em resumo, identificando os acessos oculares você pode compreender o estilo de pensamento de uma pessoa, estabelecer rapport com ela e ajudar-lhe a entender suas estratégias para fazer as coisas.

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/2

Arquivado em PNL

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