Dados científicos sobre os sistemas de representação interna

Por Daniel Cúperman

Realizaram-se muitas pesquisas científicas sobre o movimento dos olhos. Apresentamos aqui uma investigação realizada com estudantes universitários mexicanos, franceses e alemães.

Richard Bandler e John Grinder fizeram nos seus primeiros anos de desenvolvimento da PNL (”sapos em príncipes”, 1979) uma distinção funcional entre dois fenômenos diferentes: os padrões do movimento dos olhos quando uma pessoa está recebendo uma informação e o sistema de representação como expressão verbal quando está processando essa mesma informação. É possível observar estes fenômenos, que, em princípio, são independentes, através dos movimentos oculares e dos predicados verbais.

Desde então se realizaram muitíssimos estudos sobre estes dois fenômenos (Baddeley, 1991; Parr, 1986; Sandhu, 1991; Dooley, 1988; Dorn, 1983; Cassiere, 1987; Mafcier, 1984; Wilbur, 1987), mesmo que ninguém foi capaz de demonstrar uma correlação entre ambos. O estudo que comentamos (Meyer-Troeltsch, NLP World 3-1, 43) se realizou entre estudantes universitários, entre 18 e 27 anos, mexicanos, franceses e alemães. Entre eles, estudantes de música, de design e de dança. O estudo se baseou na pressuposição que similares contextos são representados por diferentes sujeitos em sistemas de representação diferentes. Mas o mesmo sujeito pode usar diferentes sistemas representacionais em diferentes contextos.

As perguntas do questionário se redigiram baseando-se em diferentes contextos, como “emoções positivas e negativas” ou “emoções individuais ou sociais”. Um exemplo das perguntas utilizadas:

* (exemplo de emoções individuais e positivas)
Quando estou completamente feliz, o mundo:
a)…. Está em perfeita harmonia com o movimento da vida (K)
b) …. Soa como uma orquestra acompanhando a voz da minha vida (A)
c) …. Ilumina minha vida com as cores brilhantes do Arco Iris (V)

* (exemplo de emoções sociais negativas)
A perda de uma pessoa que gosto produz em mim:
a)…. Uma pintura cinzenta de solidão; ninguém pode ver isso aí (V)
b)…. Um estado de sentimento forte, frio ou rígido; a vida é tão delicada (K)
c)…. Um silêncio definitivo em nosso diálogo; um vazio no tom de voz (A)

Das 36 questões originais se escolheram finalmente as 16 que tinham a máxima correlação estatística. E os resultados em porcentagens foram estes:

VISUAL AUDITIVO CINESTÉSICO
Mexicanos 20 17 63
Franceses/Alemães 38′5 12′5 49
VISUAL AUDITIVO CINESTÉSICO
Desenhistas 31 21 47
Músicos 13 38 48
Bailarinas 19 17 64

Neste quadro podemos observar que existe uma maior predisposição para diferentes tipos de representação de acordo com as preferências de atividade dos sujeitos.

Quanto às respostas dependendo do contexto, os homens tiveram uma maior representação visual que as mulheres em contextos negativos (0′98 frente a 0′63), enquanto que era mais auditiva que as mulheres em contextos positivos (0′81 frente a 0′52).

Como conclusão podemos deduzir que as pessoas não são visuais, auditivas ou cinestésicas, mas têm uma certa preferência para algum desses sistemas e esta preferência varia de acordo com os contextos nos quais se encontram.

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/1764

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