Como utilizar EFT para solucionar problemas difíceis

Oi a todos(as),

Este caso, é uma lembrança pessoal do ponto de vista do cliente, sobre sua profunda experiência em uma sessão de EFT. Ainda mais interesante, o cliente é o Dr. Tam Llewellyn-Edwards, do Reino Unido e o praticante de EFT, sou eu.

Esta sessão aconteceu há dois meses, na minha casa, diante de outros 14 participantes que vieram dos quatro pontos cardiais da terra.

O problema de Tam tem a ver com a aparente incapacidade para voltar a aprender seu idioma nativo, o galês.

Entretanto, buscando encontrar as causas reais do problema, só aparecia um evento da infância que subitamente parava em um ponto do “filme”.
Ele descrevia esta experiência como se estivesse passando por uma “imagem congelada”. Potencialmente, considerei isto como um assunto profundamente vital e comecei a aplicar EFT para aprofundar e ir mais além da imagem congelada.

Aqui está a história de Tam…
Abraços, Gary

P.S. Agreguei alguns comentários nesta mesagem porque Tam e eu fizemos isto juntos

Por: Dr. Tam Llewellyn-Edwards

O seguinte caso, que se considera importante e é tratado por Gary Craig, é um esboço de como Gary Craig aplica “Os Benefícios Compartilhados” em uma sessão de EFT.

Apesar disto, o caso é considerado um relatório normal de EFT, já que este caso foi resolvido sem a total aplicação do protocolo de “Os Benefícios Compartilhados”. Além disso, a sessão foi filmada e eventualmente aparecerá em um dos vídeos de Gary e vocês verão quem é o paciente. Então, admito —o paciente era eu.

Como já tinha percebido no começo da sessão, o problema era que eu não conseguia aprender o idioma galês.

Nasci em uma família galega e eu falei galês até que me mandaram para a Inglaterra quando ainda era muito novo.
Gradualmente perdi todo meu galês e agora só falo inglês. Através dos anos, várias vezes quis voltar a aprender o galês, mas como sempre, fracassava. De fato, era muito difícil para mim reter na memória algum vocabulário galês por mais de um ou dois dias. Não sou “bom para os idiomas” entretando em outra época da minha vida, tive que aprender a falar francês rapidamente quando tive que representar o governo do Reino Unido para uma Agência das Nações Unidas. Tive sucesso ao aprender este idioma e consegui fluidez por alguns meses mas nunca me senti confortável usando este idioma e rápidamente perdi a fluidez quando já não tive necessidade de usá-lo novamente.

A pedido de Gary, fiz um esboço do problema tal como o descrevi acima, mas ele insistiu que primeiro trabalhasse em um EVENTO ESPECÍFICO relacionado com este problema. Com este tipo de problemas é difícil escolher um EVENTO ESPECÍFICO.

Cada vez que eu tentava, lembrava de um evento vivo , de quando eu era um menininho (por volta de uns 4 anos) no colégio, em uma aula com um dos diretores acadêmicos do colégio. Não importava quanto tentava, era imposivel continuar com essa lembrança porque logo eu entrava nessa aula na minha imagem mental, e a cena se congelava. Era como se apertasse o botão “imagem congelada” de uma máquina de vídeo. Claro que isso não tinha nada a ver com “o problema do idioma galês” mas Gray começou a trabalhar nisso de todas maneiras.

GC COMENTA: Tam e eu tínhamos diferentes perspectivas sobre este ponto. Enquanto Tam sentia que este EVENTO ESPECÍFICO não tinha nada a ver com “O Problema do galês”, eu estava buscando uma conexão. É muito interessante notar que seu EVENTO ESPECÍFICO envolvia frustração com os idiomas. Como vocês puderam observar, uma vez que isto se resolveu com EFT, Tam desenvolveu uma atitude muito mais saudável sobre o aprendizado de idiomas estrangeiros.

TAM CONTINUA. O problema não veio com uma intensidade discernida entre 0-10. Eu não sentia nenhuma emoção em particular sobre “O Problema do galês” e a cena no colégio não provocou nenhuma emoção em particular. Gary me convidou a utilizar as modalidades subjacentes para julgar a intensidade.

GC COMENTA: O termo “modalidades subjacentes” vem da Programação Neurolinguística (PNL) e se refere aos detalhes com os quais se revive um filme na mente (brilhante, fechada, clara/turva, volume de som e outros.) Estes “detalhes do filme” tendem a mudar quando alguém aplica EFT com sucesso.

TAM CONTINUA: Gary e eu começamos a sessão aplicando “A Técnica do Filme”, mas ele estava fazendo tapping todo o tempo enquanto eu não sentia nenhuma carga emocional. Sem muitas mudanças, peguei a fita do meu filme mental algumas vezes, até o ponto de onde se congelava, enquanto Gary fazia tapping no ponto de karate e os outros pontos de tapping. Gary não estava aplicando nem a frase preparatória “standard” nem a frase lembrete, mas estava falando sobre tudo isto ao redor do assunto, enquanto fazíamos tapping.

GC COMENTA: Tam se refere aqui à minhas técnicas avançadas, onde utilizou a frase preparatória para criar lembranças. Isto foi demonstrado com freqüência, em muitos de meus vídeos de entretenimento criados a partir do Curso de EFT.

TAM CONTINUA: Logo, o filme começou a passar mais além do “ponto congelado”. Quero explicar que na cena, eu falava muito pouco inglês e que e o diretor acadêmico envolvido não falava galês. Eu estava dizendo insistentemente: “Nic llaeth” (que de acordo com a entoação pode se traduzir como “Não tem leite” ou ”Não vou tomar leite”) e o diretor acadêmico estava gritando algo em inglês, que eu não podia entender.

Na sessão, eu estava ficando muito emotivo enquanto Gary continuava fazendo tapping, o “filme” estava passando. De repente, o diretor acadêmico me esbofetou a cara. Gary disse:”Foi assim?” e como uma prova, atuou como fosse me bater. Eu me protegi dele, aterrorizado e fiquei muito emotivo (e o filme se congelou outra vez.)

Então continuamos com tapping intenso e emoções pesadas, mas eventualmente me acalmei e até pude falar sobre a cena, mais ainda, fui capaz de explicar que Gary estava me ameaçando com a mão errada. Foi necessário fazer mais tapping para voltar a começar o filme, e finalmente reiniciou e assim pude relatar como eu me lancei contra o diretor acadêmico do colégio, dando socos, chutando, mordendo e o arranhando enquanto, todo o tempo eu vociferava “Mochyn brwnt saes” (que não penso traduzir pois não é uma coisa muito agradável sobre o diretor acadêmico já que é um vocabulário bem forte para um menino de só quatro anos!)

GC COMENTA: Tal como lembro, estas palavras em galês que Tam estava lembrando, havíam estado bloqueadas antes da sessão. Em outras palavras, ele parecia estar lembrando de palavras em galês que antes não podia lembrar.

TAM CONTINUA: A batalha que continuou por certo tempo, foi a de um menino de quatro anos contra um homem adulto de seis pés de altura. No final, este homem me olhou e me lançou até o fundo da sala de aula, onde bati em algo duro. A relatar isto, eu estava mostrado muita emoção, que ficou gravada, mas minha emoção na cena não parece estar centrada no ato em que o diretor acadêmico me batia e sim em que eu havia perdido meu controle e devolvi o soco.
Quando voltei em mim depois do soco, outro diretor acadêmico do colégio entrou na sala de aula. Me pegou e me tirou da sala dizendo: “Sut dych ‘i, cariad” (Pequeno, você esta bem?) Este diretor acadêmico era o único que falava galês no colégio.

A sessão com Gary continuou com a recuperação de outras lembranças que não são de muita valia aqui. Gary me animou para que voltasse a repassar o filme e reviver as cenas e percebi que praticamente não havia emoção e que as modalidades subjacentes haviam mudado. Eu já não estava associado com as cenas, ainda mais, estava olhando de fora do marco e a cena estava pequena, cinza e indistinguível.

A recuperação das lebranças respondeu a muitas das perguntas sobre minha vida escolar. Segundo eu entendo, nunca se fez nada sobre este incidente mas agora penso que este incidente significou muito e algo foi feito a respeito. Lembro do passar dos próximos 12 anos de minha vida escolar fazendo da vida do diretor um inferno… e eu me sai bem.

Muitos anos depois, já sendo um rapaz, o deixei fora do combate no ringue do boxe (suspeito que vingativa e intencionalmente) e o dia da graduação consegui a incrível façanha de não receber nenhuma qualificação no exame final de graduação da matéria deste diretor (eu inclusive escrevi meu nome errado na folha de papel!) façanha nunca conseguida antes e provavelmente, desde que eu soube, nunca depois. Houve muitas outras coisas mais.

Isso me ajudou a aprender galês? Não estou certo disso, já que não tentei desde essa época. Algumas palavras em galês parecem ter voltado a minha mente em forma espontânea, sem que eu tentasse aprender, mas o maior diferencial é minha mudança de atitude sobre os idiomas em geral.

Depois da sessão, viajei para uma conferência no México onde estive totalmente submergido em um programa para aprender espanhol. Para minha surpresa, pude lembrar frases bem comuns em espanhol que ouvi e estava feliz por usar junto com o espanhol do colégio de minha infância que não utilizava há 50 anos. Meu espanhol não era tão ruim mais a mudança consiste que estava pronto para usá-lo. Me dei permissão para falar em outro idioma além do inglês – e o céu não caiu na minha cabeça.

Neste momento, estou estudando em um curso para aprender espanhol e estou desfrutando muito. Quando dominar o espanhol, o próximo será o galês.

Não é muito comum que um cliente tenha a oportunidade de escrever sobre uma sessão, então, vou acrescentar aqui alguns pensamentos por ser eu, um cliente de Gary. Fui a sessão impassível e sem nenhum sentimento realmente sério ou profundo sobre o problema. A verdade é que se era um problema, mais do que pensava e creio ter gastado uma quantidade considerável de energia (por muitos anos) para o manter submerso. A verdade é que é muito melhor não ter.

Durante a sessão fiquei emotivo e de acordo com o grupo, eu parecia estar bastante agitado. Não me lembro de estar agitado. Posso lembrar de ter estado desgostoso ao contar as partes da história e algumas vezes chorei, mas, não me lembro de ter sentido nenhuma dor emocional e a lembrança da sessão em datalhe me permitiu fazer uma lembrança escrita sem que me reproduzisse minha emoção nem tensão.

Depois da sessão, estive totalmente esgotado – fisicamente, mentalmente e sem energia. Me sentia desconectado e aéreo. As vezes estava desconectado da cena –vendo de fora. Era consciente de que estava levando a sério uma discução sobre a sessão e eu estava conciente de ser parte dessa discussão, mas parecia como se estivesse vendo de fora. Me preocupava saber se eu estaria em condições adequadas para poder dirigir depois da sessão e no caso de minha esposa, me preocupava se ela poderia dirigir pelo “lado contrário” da rodovia (estávamos na casa de Gary na América do Norte- na Inglaterra se dirige pelo lado contrário) pois ela não estava preparada para dirigir um carro alugado que nunca havia dirigido.

Este sentimento desapareceu rapidamente e depois de 15 minutos voltei a me conectar com meus ambientes e já não estava cansado. De fato, estava mais acordado que nunca e me senti perfeitamente capaz de dirigir o carro sem nenhum problema.

Dr Tam Llewellyn-Edwards, Reino Unido
Editor Contribuinte de EFT

Traduzido por Gabriela Ayres – gadhiella2@hotmail.com

Referência: http://www.eftmx.com/

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