A mente e seus mistérios
Todos nós recentemente fomos espectadores de cenários terríveis que incluíram mortes trágicas como a da menina atirada pela janela. Vimos estarrecidos o austríaco que abusou de sua filha num porão por 24 anos seguidos. Soubemos dos filhos deste incesto. Estamos em meio a este tipo de padrão humano e nos escandalizamos com aspectos da natureza humana que certamente animais irracionais jamais teriam.
Pessoas como madre Tereza de Calcutá, Gandhi, Dalai Lama e outros da mesma ordem são e sempre serão ícones de um diferencial da raça humana.
A história da humanidade percorre um ciclo viciado de luta poder e posse e ao que tudo indica, nunca, desde os primórdios, algo neste sentido mudou.
A pergunta que fica é: – Quais e quantos mistérios podem ocorrer dentro de numa esfera quase do tamanho de uma bola de futebol? Que mente é essa que todos nós possuímos como passaporte para sermos humanos? Como é que o nosso cérebro pode processar infinitas configurações, infinitas possibilidades de pensamentos, memórias , ordens de comandos, percepções, etc…?
Outra pergunta: – Existe evolução humana?
Hoje em dia, os estudos nos levam a crer que o que mais evolui em nós humanos seriam as especializações da mente. Hoje somos muito mais ágeis mentalmente do que outrora. Basta ver um filme antigo, ou mesmo uma propaganda da década de 70 e você entenderá melhor do sistema de inteligência rápida no qual estamos imersos nos dias de hoje.
Evoluímos na rapidez de nossos pensamentos, mas estamos nos devendo em auto conhecimento. Neste sentido frente as recentes notícias observadas acima e mesmo revisitando a nossa história, facilmente concordaremos que muitos de nós ainda se encontram na categoria de animais humanos com mentes que se especializam em novas lógicas de rapidez, mas que fazem uso deste desenvolvimento como predadores, para as suas conquistas de “sobrevivência”. Luta, poder e posse. Deste modo a evolução do humano fica totalmente redimensionada e por conseqüência, questionada.
- Porque será então que a consciência humana, inteligente por excelência, não ganha forças de âmbito planetário para que ocorra uma mudança definitivamente positiva em suas condutas?
Hoje, em pleno século XXI, temos os cientistas que sabem muito sobre a estrutura e as funções do cérebro, mas nada sabem sobre como que as nossas identidades se formam dentro dele. Ou como que as nossas experiências moldam a identidade que temos, ou mesmo como que nos reconhecemos. Saber sobre as funções cerebrais ainda não nos confere crédito suficiente para sermos autoconscientes.
Ser autoconsciente é uma conquista diária. Significa saber que algo em nós que não é local faz uso dessa incrível maquina cerebral. Significa saber invariavelmente,que a nossa consciência que é a local permeia o nosso cérebro trazendo a qualidade das nossas ações, pensamentos e sentimentos transcendendo todos os parâmetros neuro/psicológicos conhecidos. Negar este fato seria o mesmo que negar os fatos surpreendentes que nos acometem várias e várias vezes no decorrer das nossas vidas.
Temos ímpetos e sensações de dejávù que são inexplicáveis por qualquer área lógica de pesquisa. Mesmo Freud associou o inconsciente como o grande depositário de nossa hereditariedade e é neste local ele locava a alma humana. Um lugar onde o inexplicável de nós mesmos reside.
A verdade é que somos um grande mistério para nós mesmos. Estamos aqui de passagem e embora saibamos que um dia fatalmente iremos morrer, temos um mecanismo que funciona como um ship nos dizendo que a morte só ocorrerá com o outro.
Não posso deixar de pensar em nós como seres multiexistenciais. Associo-me aqui com a Física Quântica. Para sabermos mais de nós mesmos e principalmente, para transitarmos neste plano como seres criativos, com senso ético e de justiça, somados ä uma constante busca de conhecimento, necessitamos nos conhecermos de modo diferenciado. Entendermos quais aspectos obscuros norteiam muitas das nossas ações impensadas. Saber em nome do que funcionam e se nos servem para esta atualidade em que estamos vivendo.
Se cada pessoa tiver mais autoconsciência sobre os seus desejos, impulsos ou mesmo sobre a falta dos mesmos, na certa teríamos universo bem mais coerente e prazeroso para aí sim, evoluirmos. Não observo a necessidade de se pagar um karma se você nesta encarnação puder e tiver a coragem de buscar origem dos seus desassossegos, se perdoar e perdoar outros.
Precisamos saber o que somos e em nome do que estamos sendo do modo que estamos e só a partir daí, com o poder que a autoconsciência nos confere, dinamizar para muito, mas muito melhor as nossas existências.
Um processo terapêutico, por exemplo, que observa muito além do comum, pode ser uma excelente porta que se abre para que a dinamização do seu autoconhecimento/vida se inaugure.
Seja corajoso e ouse entrar em contato com os seus assuntos pendentes. Exatamente aqueles pontos que costumamos colocar debaixo do tapete são os que mais nos perturbam.
Lembre-se que a cada micro segundo, a sua vida passa e se você não fizer algo para se conhecer, seu tempo/vida um dia expira sem você ter usufruído como poderia. Todos nós podemos, você pode. Rume para a conquista de si mesmo. Entenda e transforme todos os aspectos obscuros de sua personalidade que por vezes te tomam sem avisar e ouse ser definitivamente responsável pela sua vida, pela conquista do prazer de existir!
Silvia malamud
Silvia Malamud é Psicóloga e atua em seu consultório em São Paulo.
Atendimentos em EMDR, Psicoterapia breve, Quântica e máquina SCIO – a máquina da saúde. Tel. (11) 9938.3142 – deixar recado.
Autora do Livro: Projeto Secreto Universos
Email: silvimak@gmail.com

