MENTE HUMANA: PSICOPATIA
Na busca por entendimentos sobre a Mente Humana, observo que embora ela seja incomparável a qualquer PC na sua capacidade de armazenar informações, e porisso rica e linda, pode também ser pobre e feia – um paradoxo.
Como explicar isso?
Embora nossa mente possua características infinitas e criativas para a construção de feitos benéficos, pode as vêzes desenvolver mecanismos pavorosos, dignos de inspiração para filmes de suspense. São pessoas maquiavélicas, dispostas a fazer qualquer coisa para atingir seus objetivos.
Li um artigo publicado pela revista Época (21/01/2008),no qual uma pesquisadora americana sobre os Genes do Mal diz que algumas pessoas são más por natureza. A culpa seria da genética. É Bárbara Oakley – Professora de Engenharia na Universidade Oaklan, em Michigan (EUA). Estuda efeitos da radiação eletromagnética no organismo.
Em seus 52 anos, ela colecionou atitudes de sua irmã que considerava inexplicáveis e conta que a irmã (Carolyn), chegou a roubar o namorado da própria mãe – octogenário com enfisema pulmonar – só para ir a Paris.. Bárbara diz que a viagem era um sonho de sua mãe. Depois da morte de Carolyn (ataque cardíaco), Bárbara decidiu usar seu conhecimento de bioengenharia para decifrar as raízes da maldade. No livro Evil Genes (Genes do Mal), lançado nos Estados Unidos, Bárbara chega a uma conclusão polêmica: ela diz que algumas versões de genes podem tornar as pessoas más. Afirma (sic pela jornalista Marcela Buscato) que:
“Um grupo de genes afeta nossas intenções, ansiedade, humor. Eles podem explicar algumas personalidades problemáticas”.
Interessada (e estudiosa que sou sobre o assunto), posso dizer que, embora suas afirmações causem celeumas por parte da nossa sociedade, não descartam possibilidades de serem verdadeiras, pois cada vez mais constatamos pessoas com problemas psicossomáticos que causam-nos horror e indignação diante dos crimes cometidos por elas.
Creio que o “meio” somado aos “valores morais desajustados em nome do Poder a qualquer custo” têm gerado pessoas individualistas e comportamentos doentios. Mais do que nunca é preciso revermos nossos valores, pois (hoje) os padrões éticos de nossa sociedade cultuam “ter” e não “ser”.
Nossa sociedade é composta por regras e padrões ditados pelo consumismo acirrado de uma elite doentia, que tem provado ao longo do tempo que algo vai mal. A essência do Sêr Humano foi relegada a segundo plano, e face a isto temos perdido para o que considero mais importante que tudo – Valorização de bens insequestráveis, tipo: caráter, idoneidade moral e ética a frente de bens materiais.
Quanto ao que sobra, é remanescente.
Convém elaborar e trabalhar isso psìquicamente.
Sobre a autora
Elis Silva é Artista Plástica, você pode ler mais artigos da Elis no www.suamente.com.br
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