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	<title> &#187; Hipnose</title>
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		<title>PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE HIPNOSE</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 16:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[hipnologo]]></category>
		<category><![CDATA[hipnotizar]]></category>
		<category><![CDATA[sugestionabilidade]]></category>
<category>hipnologo</category><category>hipnose</category><category>hipnotizar</category><category>sugestionabilidade</category>
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		<description><![CDATA[Martínez Perigod e Asís definem a hipnose como um “estado alterado da consciência no qual as idéias são aceitas através de sugestões em vez de avaliação psicológica”.[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>O que é a hipnose? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Martínez Perigod e Asís definem a hipnose como um “estado alterado da consciência no qual as idéias são aceitas através de sugestões em vez de avaliação psicológica”.</p>
<p style="text-align: justify;">Berheim a define como um estado mental particular, que pode ser produzido e que aumenta a sugestionabilidade, entendida como a tendência para ser influenciado por uma idéia aceita pelo cérebro e para ser transformada em ação.</p>
<p style="text-align: justify;">A British Medical Association a define como um estado passageiro de atenção modificada na pessoa, estado que pode ser produzido por outra pessoa e onde diversos fenômenos podem aparecer espontaneamente ou em resposta a estímulos, sejam verbais ou de outro tipo. Esses fenômenos compreendem uma mudança na consciência e na memória, uma suscetibilidade agravada pela sugestão e aparição na pessoa de respostas e idéias que não são familiares a ela em seu estado de ânimo habitual.</p>
<p style="text-align: justify;">Como podemos ver, todos os autores estão de acordo em que a hipnose produz um estado diferente ao da vigília habitual e permite a modificação de quase toda conduta habitual humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma clara tendência em confundir hipnose e sugestão. Isso não é certo. O fenômeno da hipnose implica muito mais do que simples respostas às sugestões. A sugestão é algo pontual enquanto a hipnose é um estado em que se chega depois de um processo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qualquer pessoa pode ser hipnotizada?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com poucas exceções, qualquer pessoa, se quiser, pode ser hipnotizada. O contrário também é válido, ou seja, quem não quer, não será.</p>
<p style="text-align: justify;">A hipnose é essencialmente uma questão de cooperação entre quem esta hipnotizando e o hipnotizado. Não se trata de nenhum tipo de poder que uma pessoa exerça sobre outra (mesmo que alguns queiram que acreditemos), portanto não há forma de fazer que alguém pense no que não quer. Os hipnoterapeutas irão tentar ajudá-lo a conseguir o que você deseja, não o que eles querem.</p>
<p style="text-align: justify;">Já que a cooperação é tão importante, não poderão ser hipnotizados quem não for capaz de cooperar, como deficientes mentais, crianças (menores de 5 ou 6 anos), quem estiver sobre influência de álcool, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">A pessoa ideal seria aquela que tem boa imaginação visual, deseja ser hipnotizada e mostra grande cooperação.<br />
As pessoas que pensam ter uma “forte vontade” e que por isso não podem ser hipnotizadas, estão enganadas. Deveriam ser sinceras e dizer que simplesmente não desejam ser hipnotizadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Também tem quem pensa que somente os doentes mentais podem ser hipnotizados, porém seja mais fácil que ocorra o contrário, como explicamos antes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em que tipo de problemas a hipnose é eficaz? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A hipnose pode ajudar em inúmeros problemas.<br />
Sabendo que não é uma técnica psicológica, não resolverá nenhum problema, mas ajudará muito em quase todos aqueles que tenham um papel importante: os fatores emocionais.</p>
<p style="text-align: justify;">A hipnose tem demonstrado eficácia em áreas, tais como: deixar de fumar, emagrecer, todos os tipos de fobias, insônia, dor crônica, impotência, enxaquecas, parto, timidez, comer unhas, hipertensão, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução</strong><br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português<br />
luciana_trad@terra.com.br</p>
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		<title>Percepção social da hipnose</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 15:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[crenças]]></category>
		<category><![CDATA[hipnotizar]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
<category>crenças</category><category>hipnose</category><category>hipnotizar</category><category>mente</category>
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		<description><![CDATA[Uma das faces mais significativas da nossa mente é a influência de nossas noções preconcebidas sobre nosso modo de ver, interpretar e consequentemente atuar diante de determinados estímulos ou eventos, por exemplo, uma pessoa[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>Não é possível descobrir novos oceanos se não se tem o valor de abandonar a praia.<br />
Anônimo</em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>“Depois que você formou uma crença ou opinião, esta irá influir na sua maneira de perceber todas as informações importantes. Depois que você fez a idéia de que determinado país é hostil ao seu, estará predisposto a interpretar movimentos ou atos ambíguos como demonstração de hostilidade a essas pessoas”.<br />
(Robert Jervis, 1985)</em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>“As coisas não são boas nem más; a mente é que faz que sejam”.<br />
(William Shakespeare)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das faces mais significativas da nossa mente é a influência de nossas noções preconcebidas sobre nosso modo de ver, interpretar e consequentemente atuar diante de determinados estímulos ou eventos, por exemplo, uma pessoa que não confia nas demais é porque não confia em si mesma.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma pessoa que tem medo de escuro é porque associa elementos negativos a ele; uma pessoa que pensa que a outra não é capaz de mudar uma conduta pode se afastar dela; uma mulher que pensa que seu companheiro está chateado, atua não dirigindo a palavra a ele porque em sua mente formou-se uma idéia do outro e, consequentemente, não a permite atuar e resolver o problema.</p>
<p style="text-align: justify;">Desta forma, as nossas opiniões e crenças afetam o modo de ver e interpretar os acontecimentos, e lembrar-se deles de maneira positiva, negativa ou, em outros casos, não querer lembrar-se nem enfrentá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas para demonstrar a você como, sem percebermos, as  nossas <strong>crenças</strong> influenciam a nossa conduta, vou pedir que pense na palavra “dentista” e tudo o que ela envolve. Acreditamos que ir ao dentista “é a garantia de sofrer por um bom tempo”, ou seja, geralmente nos lembramos do acontecimento de forma negativa, mas dificilmente pensamos que a limpeza ou a reparação de uma peça dentária nos trará benefícios de ter uma boca mais saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando conhecemos alguém pela primeira vez, nosso <strong>cérebro</strong> começa a elaborar uma série de suposições que nos fazem pensar em uma série de atributos (positivos e negativos), a respeito da pessoa e atuamos: aceitando-a ou ignorando-a.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, a primeira impressão que nós formamos das coisas ou das pessoas em geral termina sendo falsa. Com respeito a isso, vou continuar falando, por exemplo, mesmo na atualidade se entende como ”louco” quem pede <a href="http://site.suamente.com.br/category/psicologia/">ajuda psicológica</a> e se chega a pensar como; iluminado, tlantoani (eram os reis na época pré-hispânica e algum outro ex-presidente do país também acreditava ser), bruxo, feiticeiro, mago ou louco quem pratica a hipnose. Dificilmente o público não especializado relaciona o conceito da hipnose com seu uso científico, como no caso dos trabalhos realizados por Antón Mesmer, que introduziu a <a href="http://site.suamente.com.br/category/hipnose/">hipnose</a> no campo científico (conhecido por introduzir o conceito de magnetismo animal), Sigmund Freud, conhecido como o criador da teoria da psicanálise, ou Milton Hyland Erikson, considerado o hipnoterapeuta mais influente da nossa época.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria impensável para o amigo leitor que mais de uma vez na sua vida e, de forma completamente natural, tenha estado em processo hipnótico. Para a sua surpresa, ele aconteceu muito mais vezes do que você imagina, mas não sabe e, certamente, não o fez conscientemente. Contudo, vou explicando este ponto mais para frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente, amigo leitor, este texto, antes de conhecê-lo, poderia lhe dar a impressão de ser pouco sério e mais ainda se estiver dirigido ao público não especializado no assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Possivelmente porque em sua mente tenha a crença de que um livro científico tem uma linguagem pouco compreensível ou porque o tema da hipnose seja pouco sério ou sem importância. De qualquer maneira, espero que você possa começar a por em prática o que hoje juntos vamos desfrutar.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem muitas dúvidas a respeito de: o que é a hipnose?  Para que serve? Como funciona? Qualquer pessoa pode ser hipnotizada? Posso perder peso sendo hipnotizada? É real ou fictício o seu uso científico? É ciência ou charlatanice? etc., etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Em novembro do ano passado, fizemos uma pesquisa psicosocial e perguntamos aos habitantes da cidade do México, entre outros conceitos:</p>
<p style="text-align: justify;">Qual é a primeira coisa que passa pela sua mente quando escuta a palavra “hipnose”?<br />
Você acredita que serve para quê?</p>
<p style="text-align: justify;">As respostas foram curiosas em certo sentido e surpreendentes em outros. Na minha função de pesquisador e terapeuta, provavelmente estas respostas refletem também o seu ponto de vista.</p>
<p style="text-align: justify;">Digo que em certo sentido foram curiosas, pois refletem a percepção que há muitos anos continua mantendo o conceito, e foram surpreendentes também porque mesmo em mínima proporção chegaram a mencionar a “técnica da implantação de mãos”, utilizada desde as épocas dos gregos e romanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de passar para uma breve análise de dados, convido a responder você mesmo as perguntas da pesquisa. Não é necessário escrever as respostas, podem ser feitas de forma mental.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, uma vez respondidas, é muito provável que se pareçam com as respostas de nossos entrevistados como verá a seguir:</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa foi muito mais ampla e as respostas também, somente para ilustrar esta parte no seguinte quadro, aparecem algumas das categorias que analisaremos. Antecipo “o mais provável é que as suas respostas se assemelhem as dos nossos entrevistados”.</p>
<p style="text-align: justify;">A princípio as respostas de todos os entrevistados se reuniram em várias categorias. Diante da pergunta: Qual é a primeira coisa que passa na sua mente quando escuta a palavra “hipnose”? As respostas se classificaram, entre outras, nos seguintes grupos:</p>
<p style="text-align: justify;">- Funções ou efeitos produzidos pela hipnose;<br />
- Conceitos relacionados com a ciência;<br />
- Algumas definições da hipnose;<br />
- Técnicas hipnóticas;<br />
- Outras categorias;</p>
<p style="text-align: justify;">Quatro de cada dez pessoas relacionaram a hipnose com alguns dos efeitos produzidos pelo estado mental de: dormir, sonhar, relaxamento e ter controle mental ou hipnotizar alguém. Entretanto, insisto, os entrevistados confundem a definição da mesma com os efeitos gerados. Para ser mais claro é como imaginar que um conceito de “carro” fosse o lugar onde se vê por espelhos retrovisores. Ele certamente não é uma definição de automóvel, mas faz referência a uma de suas funções toda vez que está nele.</p>
<p style="text-align: justify;">Um aspecto muito importante nesta pesquisa é que nenhum dos entrevistados associou o conceito à bruxaria ou feitiçaria, mas à fraude ou engano”.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, o que é hipnose? O que de certo tem que apenas os iluminados podem utilizar? Todas as pessoas podem ser hipnotizadas? Uma pessoa como eu, pode começar a usar seus benefícios imediatamente? Alguma vez entrei no estado hipnótico sem que tenha percebido? Realmente é uma magia negra ou de pura charlatanice? Tem algum fundamento científico? Pode ser utilizada nas minhas atividades diárias? Para que serve? Estar hipnotizado parece a estar dormindo? Enfim, estas perguntas e muitas outras fazem parte da atmosfera que cobre o conceito de “HIPNOSE”.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo o que a sua mente pode criar se transforma em realidade.</p>
<p>Por: Psic. Juan Antonio Barrera<br />
drbarrera@atencion-psicologica.com<br />
www.atencion-psicologica.com</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução</strong><br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português<br />
luciana_trad@terra.com.br</p>
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		<title>HIPNOSE CLÍNICA &#8211; PSICOTERAPIA BREVE EM GASTROENTEROLOGIA &#8211; SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL (SII) (COLÓN IRRITÁVEL)</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/hipnose-clinica-psicoterapia-breve-em-gastroenterologia-sindrome-do-intestino-irritavel-sii-colon-irritavel/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 22:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
<category>HIPNOSE CLÍNICA - PSICOTERAPIA BREVE EM GASTROENTEROLOGIA - SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL (SII) (COLÓN IRRITÁVEL)</category>
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		<description><![CDATA[A Hipnose pode ser utilizada como método seguro, não invasivo e eficaz em relação ao custo concebido para reduzir os níveis de ansiedade, ensinar ao paciente[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Dr. Carlos Malvezzi Taboada** Especialista em Psicologia Clínica do Instituto Gubel de Investigação e Docência em Hipnose. Psicoterapias Breves e Medicina Psicossomática.<br />
Buenos Aires-Argentina</em></p>
<p style="text-align: justify;">“A Hipnose pode ser utilizada como método seguro, não invasivo e eficaz em relação ao custo concebido para reduzir os níveis de ansiedade, ensinar ao paciente a praticar suas condutas motivadoras, ter uma participação mais ativa em prol de sua saúde e melhorar o controle de sua dor” (Sleisinger &amp; Fordtran. Enfermidades Gastrointestinais e Hepáticas)</p>
<p style="text-align: justify;">No campo das necessidades médicas e terapêuticas, se requer com maior freqüência a necessidade de adotar técnicas breves e eficazes. Vemos na atualidade a busca, a atualização e o desenvolvimento de modalidades terapêuticas que abreviam o extenso trabalho psicoterapêutico. Nos casos nos quais é aplicável uma terapia mais curta, a que para ser eficaz pode tardar alguns meses, a implementação da Hipnoterapia (HT) proporciona uma contribuição considerável.</p>
<p style="text-align: justify;">A incorporação da Hipnose (HS) ou da Hipnoterapia Ericksoniana (HS) dentro do esquema psicoterapêutico, junto com uma adequada avaliação do caso, a disposição e interesse genuíno do paciente por melhorar ou curar-se facilita e favorece a abordagem independente da problemática que se apresente no caso pontual que tratamos aqui: Síndrome do Intestino Irritável (SII) ou Colón Irritável na sua acepção corrente. A HT resulta particularmente indicada tal como se referem e reconhecem os mais recentes estudos e pesquisas. (Lancet, 1984:2,132; DDW 1999 (5), 2000 (6), 2001).</p>
<p style="text-align: justify;">A Hipnose não se trata de uma escola de pensamento nem de outra ciência, senão do uso das possibilidades terapêuticas que sua milenar sabedoria continua oferecendo. Vista como componente normal e natural do comportamento humano, tão antiga quanto à própria existência humana, ela é hoje atualizada e compreendida não mais como uma terapia do tipo sugestiva impositiva, ao estilo de Chacort, Breuer e Freud nos finais do século XIX, mas sim como uma modalidade comunicacional de e na relação terapêutica. Ela incrementa a capacidade receptiva e o estado da predisposição no paciente a aperfeiçoar seus recursos e idéias (1).</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, a HS é basicamente um estilo de comunicação ‘sui generis’ específico, e uma forma de entender as coisas expostas a um paciente. Assim sendo, qualquer pessoa mais receptiva as idéias apresentadas fica motivado a explorar seus próprios potenciais para um melhor controle de suas respostas e condutas psicológicas e filosóficas.</p>
<p style="text-align: justify;">A Hipnose, a ‘velha dama’ da medicina, sofreu grandes altos e baixos nos últimos cem anos. Aceita com interesse por alguns círculos médicos foi rechaçada por outros, quando não era usurpada por leigos e curandeiros, e passou a ser aceita academicamente nos últimos 20 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela nunca deixou de interessar tanto aos pacientes, como a um vasto âmbito da medicina que vê nela um eficaz e aprovado recurso médico e psicoterapêutico a mesma altura de outros já consagrados. ‘O SII é um transtorno complexo com componentes fisiológicos e psicossociais. O melhor é que o tratamento seja administrado de forma individualizada e se ajuste as necessidades de cada paciente’ (2). A incorporação da HS dentro das Psicoterapias Breves cumpre totalmente essa expectativa por ser uma verdadeira terapia feita sob medida às necessidades dos pacientes, implementando um fonema da palavra hierarquizada como fator terapêutico que busca as modificações fisiológicas, funcionais e anímicas que o paciente requer. (2ª) (3) (10).</p>
<p style="text-align: justify;">- No que se refere à patologia gastrointestinal (GI) e em especial aos transtornos funcionais, vários pesquisadores sinalam fatores de ordem emocional como capazes de produzir espasmos, dor e alterações do trato GI. O stress emocional foi claramente relacionado com os sintomas funcionais do GI e, mesmo assim, as funções viscerais como a secreção do suco gástrico e a motilidade da vesícula biliar, estomago e intestinos podem ser também condicionados. (4)</p>
<p style="text-align: justify;">- A imaginação exerce um papel importante nos transtornos digestivos, como por exemplo, apenas com a descrição de um odor desagradável, ou a ingestão de alguma substancia em mal estado, costuma ser suficiente para induzir a uma sensação de náusea mesmo em pessoas pouco suscetíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">As correlativas fisiológicas das emoções podem ser induzidas mediante condicionamento hipnótico. Muito provavelmente essas emoções exercem sua atividade sob todo o trato GI em uma combinação de vias bidirecionais, que através do eixo cérebro-intestino atua reciprocamente em conjunção com uma vulnerabilidade do tecido local conduzindo como resposta a sintomatologia funcional.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas enfermidades ‘psicossomáticas’ com o diagnóstico GI funcional, em particular o SII ou colón irritável, os sintomas costumam aparecer perante sucessos vitais ameaçadores durante períodos de stress ou tensão emocional, mesmo depois desses períodos, com manifestações do tipo transtorno de ansiedade, transtorno do estado anímico (depressão) (4:a), e desejo sexual inibido, sendo este último em uma proporção de 5 a 15 vezes maior que em uma patologia intestinal orgânica (7:a), ou seja, incluem uma variedade de fatores emocionais e reações viscerais a tensões físicas, anímicas e sociais. O adequado e oportuno tratamento desses fatores emocionais são coadjuvantes em diminuir o estado de vigilância sintomática e a tendência ao isolamento, melhorando a resposta satisfatória a medicação. Particularmente, no SII, em função da hipersensibilidade visceral, a indicação de uma psicoterapêutica que inclua a HS, seja essa em forma de HS prolongada tal como foi usada no Japão (8) (9), ou em forma de sessões espaçadas, o paciente se vê favorecido a partir da inibição cortical que se produz a indução ao estado de relaxamento profundo, dada essa mutua interação por meio do eixo cérebro-intestino.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso que um programa terapêutico misto que contemple os aspectos biopsicossociais, com a hipnoterapia incorporada ao apoio psicoterapêutico, empregado de forma criteriosa é uma alternativa capaz de obter uma melhora favorável e benéfica.</p>
<p style="text-align: justify;">A combinação da Psicoterapia Breve, que inclua a Hipnoterapia juntamente com o acompanhamento do gastroenterólogo, e uma boa relação da tríade médico-paciente-terapeuta, além de uma mudança na alimentação, caso seja necessário, pois alguns pacientes ficam ansiosos ao não reportarem resultados importantes, anula frequentemente as influências corticais nocivas. Essa combinação diminui as tensões e o stress emocional, melhorando a motilidade alterada e o ânimo perturbado resultante, assim como o alivio da dor abdominal e dos estados ansiosos e depressivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela atua facilitando o relaxamento do paciente ansioso e emocionalmente perturbado, reduzindo suas tensões, aliviando a irritabilidade e aumentando as possibilidades de auto colaboração do paciente com as indicações do tratamento médico.</p>
<p style="text-align: justify;">“A Hipnose pode ser usada nas conseqüências das patologias GI de ordem funcional como método seguro, não invasivo e eficaz, em relação ao custo, concebido para reduzir níveis de ansiedade, ensinar ao paciente a empregar condutas motivantes, a ter uma participação mais ativa em prol da sua saúde e a melhorar o controle de suas dores”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, a impressão de que todos os casos foram aliviados ou curados tampouco deve ser passada. Houve também frustrações na expectativa de uma franca melhora.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos 24 casos avaliados que se obtiveram respostas satisfatórias com a utilização da hipnoterapia, pôde-se observar nos pacientes tratados uma franca evolução em direção uma melhora da sintomatologia manifestada nos seguintes termos:</p>
<p style="text-align: justify;">Diminuição:</p>
<p style="text-align: justify;">Stress emocional 82%;<br />
Ansiedade 67%<br />
Estado de Angústia 71%<br />
Estado Depressivo 63%<br />
Dores 87%<br />
Tensão Motriz 75%<br />
Necessidade de Dietas 58%<br />
Adaptação a Realidade Patológica 85%<br />
Vigilância Sintomática 63%<br />
Isolamento 48%</p>
<p style="text-align: justify;">Melhora da autoestima em 65%, do descanso noturno em 78% e da sensação de esgotamento em 67%.</p>
<p style="text-align: justify;">*Atualização do trabalho apresentado no III Simpósio de Motilidade e Patologia Funcional Digestiva. Cariló, Julio de 2000.<br />
** Ex-Secretário Científico da Sociedade Argentina de Sofrologia e Medicina Psicossomática.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://site.suamente.com.br">Sua Mente</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong><br />
Clarisse Evelin (cladutora) &#8211; cladutora@yahoo.com.br</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência:</strong> www.pnlnet.com/chasq/a/1762</p>
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		<title>Falemos de Hipnoterapia, Hipnose Clínica ou Psicoterapia de Hipnose</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 02:22:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
<category>Hipnose ClÃ­nica</category><category>Hipnoterapia</category><category>Psicoterapia de Hipnose</category>
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		<description><![CDATA[O que é, e o que não é a HIPNOSE aplicada à terapia psicológica: Os Terapeutas e Hipnólogos Clínicos, que tivemos nossa experiência clínica previa dentro da Psicologia[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>O que é, e o que não é a HIPNOSE aplicada à terapia psicológica:</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Os Terapeutas e Hipnólogos Clínicos, que tivemos nossa experiência clínica previa dentro da Psicologia, e logo aprendemos o modo terapêutico de aplicar as técnicas da hipnose em nosso trabalho com pacientes, estamos muito acostumados que as pessoas venham ao consultório e nos comentem inúmeras vezes sobre o que eles esperam de nós em nossa prática clínica, e o que esperam eles desse feito (E não são poucas as vezes que são idéias falsas, preconceitos, temores e desconhecimento). É muito comum e generalizada a crença de que com a hipnose se pode alcançar êxitos milagrosos e imediatos, quer dizer, as pessoas pensam assim, se colocam diante de nós terapeutas, contando-nos seus problemas, e crêem que com nossa mágica e olhar poderoso curemos suas dores, patologias, o modo de existir que os fazem infelizes e etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas sensações de mal-estar que estão em sua existência e, que em muitos casos os acompanharam por muitos anos em suas vidas, é nesse momento, em que estão diante de nós, expondo seus problemas quando dizem e afirmam estarem nesse momento buscando nossa ajuda, mas não de modo lógico e terapêutico, senão, esperando de nós um milagre, o “milagre”, quer dizer, nos expõem suas dores e nos colocam no lugar “desse bruxo mágico” que fantasticamente possa mudar suas vidas em “um piscar de olhos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso que para alguns que estão lendo essas linhas pode parecer absurdo e fruto de minha imaginação agora, não é tal como parece, e lhes digo que é muito comum que isso ocorra no consultório.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que nesta equivocação influiu uma porcentagem grande de quem praticava a chamada “hipnose de circo”, “hipnose de cena”, e mostravam que era possível conseguir que uma pessoa perdesse totalmente a consciência e estivesse à mercê do hipnotizador, que ele pudesse fazer com ela ou ele o que bem entendesse nesse momento, e muitas vezes fazê-la realizar atos ridículos e até vergonhoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Se bem que é certo que existem muitos elementos nos quais a Hipnose Terapêutica, Hipnose Clínica ou Terapia de Hipnose é similar a este tipo de Hipnose. Não é um tanto fantasioso, exagerado ou extremista quando um “hipnólogo de cena” mostra ou manifesta-a.</p>
<p style="text-align: justify;">A Hipnose Clínica, Hipnose Terapêutica ou Terapia de Hipnose tem em primeiro lugar o requisito de que seja praticada por psicólogos especialistas, psiquiatras ou terapeutas da saúde mental, e que antes de aplicar as técnicas da hipnose eles tiveram que aprender a tratar todo o tipo de doenças ou enfermidades psicológicas e/ou psiquiátricas, assim como as emocionais, psicossomáticas e etc. Então, antes de serem hipnólogos eles tiveram que ser avançados especialistas em tratar as enfermidades mentais em toda sua amplitude e saber, e conhecer como se comporta a psique em todas as suas manifestações, ter experiência clínica no tratamento das enfermidades psíquicas, emocionais e etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, dizemos que no mundo de hoje a aplicação da Hipnose Clínica, Hipnose Terapêutica ou Terapia de Hipnose está muito difundida em todos os continentes. Isso se deve ao benefício que a aplicação dessa metodologia nos proporciona em todas as patologias psicogênicas, tanto nas patologias psicossomáticas, como também nas enfermidades de origem física.</p>
<p style="text-align: justify;">E por que se dá esse beneficio se perguntam vocês nesse momento. Porque o êxito que se obtém com sua aplicação trás ao paciente um resultado em um tempo muito menor, ao contrário do que requer qualquer outra metodologia terapêutica, e isso ainda podendo-se chegar aos níveis profundos da psique, de modo que o resultado na modificação de padrões de conduta, patologias, sintomas é totalmente bem sucedido e durável ao longo do tempo.  Enquanto se conheça e se aplique a Hipnoterapia em todo o mundo, sem dúvida nenhuma, isso é fruto do saber e da difusão dos feitos alcançados nos consultórios pelos distintos hipnoterapeutas que a aplicam que se faz através da internet.</p>
<p style="text-align: justify;">Também estamos nos acostumando a que diversos meios, seja por rádio ou televisivos, entrevistem especialistas em Saúde Mental, tanto psicólogos e/ou psiquiatras que em sua prática clínica aplicam a Hipnoterapia, contando o que é precisamente esta ciência, que nos últimos tempos vem monopolizando a atenção e a escolha dos pacientes que optam ser tratados por esta metodologia. Sem dúvida alguma é o “boca a boca” e a difusão, tanto pelos meios de comunicação, ou pela internet, que levaram ao conhecimento dos que sofrem quais são as vantagens que oferecem a Hipnose Clínica, Terapêutica.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, o conhecimento generalizado sobre o que é precisamente a Hipnoterapia, e sobre o que não é, contribui e contribuirá a eliminar o falso conceito sobre a Hipnose Clínica, sobre o que se deve esperar com sua aplicação terapêutica e o que não se deve esperar.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois, precisamente por existir essa confusão, esse desconhecimento não foi possível que muitas pessoas que poderiam ser ajudadas com sua aplicação no consultório para deixar de sofrer, não o foram porque é precisamente esse conceito falso de que aqueles que praticam a hipnose são uma espécie de “bruxos”, que “submetem sua mente e vontade” a “nossa mercê”, e que como pacientes poderiam perder sua liberdade, seu livre arbítrio por isso. Nada mais longe da realidade que este falso conceito, que essa desinformação, que essa falta de conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Como dizia antes nesse texto, é comum que venham ao nosso consultório pessoas pedindo e nos colocando no lugar de “bruxos”, mas também é certo que nós como profissionais e experientes especialistas em Saúde Mental, e em tratar a todo tipo de pacientes e doenças, também devemos informar a essas pessoas, que não somos quem eles acham que somos, e que por outra parte, esse lugar no qual nos colocam, além de apenas existir em sua fantasia, também existe porque há em sua pessoa a necessidade de crer que magicamente outra pessoa lhes vai solucionar a vida de maneira milagrosa, fato que sem sombra de dúvidas é produto apenas de sua fantasia, ilusão e mentalidade pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">De modo que ante esta demanda, há que mostrar ao paciente a verdade, derrubar sua fantasia e mostrar quais são seus próprios mecanismos psíquicos que a levam a buscar uma saída mágica a sua doença, em lugar de uma cura da qual ele como paciente forma parte e é agente, e nós como Hipnoterapeutas, como Hipnológos Clínicos somos apenas uma ponte entre esse paciente e sua enfermidade, e a metodologia terapêutica que aplicamos para sua cura. Se não existe o convencimento e a real consciência de sua patologia, de seu sofrimento, de sua conduta e, consequentemente, o desejo de mudança e de cura, se isso não existe, então, existe o mágico pensamento, a mágica crença que nós Hipnoterapeutas faremos tudo por ele, porque somos essa espécie de pseudo Deus, que foi erigido só porque não existe nessa pessoa a tomada de consciência de sua enfermidade, doença ou conduta a modificar e, que se isso realmente não existe, tampouco existe em nós a possibilidade de fazer uma ponte para sua recuperação e/ou mudança e/ou cura.</p>
<p style="text-align: justify;">A Hipnose como Terapia Psicológica, quando se difunde seu real valor, conceito e efetividade contribui positivamente a esclarecer esse tema, e a mostrar a concepção real sobre o que é a Hipnose e suas vantagens terapêuticas, como também, desmistificar falsos conceitos adquiridos desde muitos anos, que o uso que se fazia da hipnose estava rodeado desse halo de mistério e magia, que carece de uma base real e cientifica que a Metodologia Hipnótica aplicada à saúde tem, e que nesses elementos terapêuticos metodológicos se baseia.</p>
<p style="text-align: justify;">Aplicando essa metodologia o Hipnoterapeuta Clínico ajuda a pessoa a qual ele recorre, a resolver os conflitos que por si só ela não pode resolver. E não só de conflitos emocionais estamos falando quando dizemos que a Hipnose Clínica ajuda as pessoas a alcançar uma vida melhor, mas também contamos que é aplicada na cura das enfermidades psicossomáticas, quer dizer, aquelas doenças que aparecem quando a pessoa inflige ao corpo seu sofrimento psíquico e emotivo; também enfermidades psíquicas como a depressão, os vícios (todos eles: tabaco, álcool, drogas, comida e etc.), problemas de ansiedade, fobias, stress pós-traumático, enfermidades físicas como as dermatológicas, e muitas outras de diferentes etiologias, tanto de origem psicogênico, como físico.</p>
<p style="text-align: justify;">É com a ajuda das técnicas adequadas que o Hipnoterapeuta Psicólogo ou o Psiquiatra que tem conhecimentos terapêuticos aplica a Hipnoterapia ajudando, assim, o paciente a superar sua doença, seu sofrimento, seu mal-estar, a modificar sua conduta e, consequentemente, a encontrar uma vida plena. Dizemos, então, que é no mundo de hoje, e já há algumas décadas, que a Hipnoterapia Clínica é uma das principais correntes da psicoterapia. E que para a aplicação da metodologia Hipnótica, o terapeuta se vale de sua experiência clínica e dos fundamentos metodológicos de sua formação acadêmica.</p>
<p style="text-align: justify;">Pessoalmente, eu, para minha prática clínica comecei aplicando nas sessões de Hipnose Clínica os conhecimentos, em primeiro lugar, da Psicoterapia Psicanalítica, logo, da Hipnose Ericksoniana, e com o passar dos anos, fui comprovando que se incorporasse a metodologia Cognitiva e Conductual a minha prática clínica de Hipnose, como também, muitos elementos que me proporciona a Terapia Gestalt, a Terapia Sistêmica, assim como elementos do EMDR. Consigo em meus pacientes um resultado muito mais adequado às exigências das distintas dificuldades, problemáticas e patologias que levam os pacientes ao meu consultório.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente e, sobretudo, desde os últimos anos muitas das pessoas que procuram meu consultório para o tratamento com hipnose sofrem de:</p>
<p style="text-align: justify;">-TOC<br />
-Anorexia, Bulimia e Obesidade<br />
-Fobias (de todos os tipos: agorafobia, fobia social, etc.)<br />
-Colón inflamado<br />
-Vícios (álcool, drogas, psicofarmácos, tabaco)<br />
-Transtorno de Stress Pós-Traumático TEPT<br />
-Depressão<br />
-Ludopatia</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que estou falando das patologias mais comuns que afetam os pacientes, mas também existem outras como, por exemplo, as que enumero aqui:</p>
<p style="text-align: justify;">•	Abuso sexual<br />
•	Agressividade<br />
•	Ansiedade<br />
•	Baixa Auto-estima<br />
•	Complexos<br />
•	Crises de Angustia<br />
•	Dificuldades da fala como: dislexia, dificuldades de comunicação, tartamudez<br />
•	Dificuldades ou problemas com a concentração, dificuldades nos estudos<br />
•	Dor, dores crônicas, dor de cabeça<br />
•	Pesar (perda de um ente querido)<br />
•	Dificuldades ou disfunções sexuais como: ejaculação precoce, anorgasmia, falta de ereção, vaginismo, dispareunia, impotência, etc.<br />
•	Stress<br />
•	Insegurança<br />
•	Insônia<br />
•	Enurese<br />
•	Medo, temores<br />
•	Tiques<br />
•	Timidez<br />
•	Transtornos dermatológicos e etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, continuando com a pergunta O QUE É A HIPNOSE? Dizemos que é, em primeiro lugar, uma técnica, desde o momento de sua aplicação em forma terapêutica, nas enfermidades e problemas psíquicos e emocionais, até modificar condutas e modos de vida equivocados e que causam sofrimento a pessoa. Há muitas décadas que foi comprovada sua validez científica, quer dizer, está cientificamente provado que quando aplicada por profissionais idôneos e formados produz mudanças rápidas nas pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas mudanças são desejadas pelo paciente e se produzem tanto no comportamento, como no físico, psíquico, emotivo, comportamental, relacional e mental.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora falemos de como se aplica a Hipnose Clínica ou Hipnose Terapêutica: quando se produz o estado hipnótico no paciente. Primeiramente, ele deve haver entrado em um profundo estado de relaxamento. Nesse estado a pessoa pode conseguir que sua mente se concentre em tudo que o terapeuta vai indicando, e somente atende a voz do Terapeuta Hipnólogo.</p>
<p style="text-align: justify;">A isso chamamos “atenção focalizada”, as sugestões, orientação e guia que recebe do Hipnoterapeuta com sua voz.</p>
<p style="text-align: justify;">E são precisamente essas sugestões, orientações e frases as que vão permitir que o paciente possa, em primeiro lugar, entrar em transe e chegar aos extratos profundos de sua psique, de seu subconsciente ou inconsciente, como também é conhecido, e trabalhar nesse momento, e buscando a melhor técnica dentro das metodologias terapêuticas (previamente havia comentado sobre as técnicas que aplico quando o paciente está em estado hipnótico).</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso se pode ajudar ao paciente a realizar as mudanças positivas e modificações necessárias para melhorar em si mesmo e, portanto, em sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra questão que me parece oportuno esclarecer, e que também é comum que haja confusão ou má informação ao respeito, é que sempre a pessoa tem e mantém o absoluto controle sobre si e seu estado consciente, nunca perde a consciência, nunca entra em estado de sono profundo, e esse controle que tem de si e faz que apenas diga e mencione nesse momento, e não fará ou dirá nada que não quer dizer ou fazer. Por isso que eu gosto de falar de autohipnose, pois se a pessoa não quer deixar-se hipnotizar, o terapeuta certamente não poderá fazê-lo sozinho, se não recebe a vontade e a decisão do paciente para fazê-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, toda a Hipnose é Autohipnose e o Hipnoterapeuta é a ponte ou o facilitador da experiência hipnótica, apenas isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Volto então ao que mencionava no começo do texto, se a pessoa pretende que o hipnoterapeuta se faça de mago, a cura não é possível. Quando o paciente não quer deixar-se hipnotizar, tampouco é possível para o hipnoterapeuta fazê-lo, e a sessão de Hipnose fracassa.</p>
<p style="text-align: justify;">Não faz muito tempo veio ao meu consultório uma pessoa do sexo feminino, de 60 anos com uma história de vida verdadeiramente pungente, seu sofrimento era tanto que quando ela veio ao consultório me disse: “venho aqui informada, quero deixar de sofrer já”. À medida que essa primeira sessão avançava, eu podia me dar conta por cada uma das frases que ela dizia quando se dirigia a mim, que me havia colocado no lugar do mago, no qual toda experiência terapêutica fracassa, em todo momento a fiz notar isso, e a possibilidade de fracasso, de não modificar isso em seu conceito e desejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela continuou assistindo as sessões, e tudo foi muito difícil durante as mesmas. Desde o relaxamento, e muito mais quando ela entrou em transe hipnótico, as sessões, claro, demoravam muito mais tempo que com um paciente regular. Cada vez que ela entrava no consultório sempre dizia a mesma frase: “eu pensava que o senhor fosse me fazer dormir e quando eu despertasse estaria curada” (sempre nesse momento da sessão eu a explicava que seu conceito estava errado, como no primeiro dia). Segui falando até a quarta sessão, e inclusive nessa sessão ela custou mais ainda pra entrar em transe, e quando o fez não pode seguir trabalhando com os elementos que sua psique a enviava para serem trabalhados.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez que isso ocorreu a expliquei mais uma vez que não era possível que fosse esse mago ou esse ser que faz e sabe tudo magicamente, lugar este que se empenhava a continuar me colocando, e que dificultava totalmente o tratamento. Foi nesse momento da terapia que lhe fiz essas duas perguntas como modo de derrubar sua resistência ao tratamento: o que você quer seguir conservando? E o que você quer deixar ir? Nesse momento trabalhamos especificamente as respostas a essas perguntas, e foram realmente de um grandioso avanço terapêutico, pois nas mesmas pôde compreender que havia sofrido e sofria muito em sua vida, estava tão enraizado este sofrimento em seu modo de ser e de conduzir-se que temia modificá-lo, pois a possibilidade de pensar que sua vida poderia ser diferente do que era nesse momento a aterrorizava.</p>
<p style="text-align: justify;">Temia deixar o desconhecido. Isso foi trabalhado, e agora ela é uma paciente com alcances e avanços admiráveis em sua Terapia de Hipnose, já faz quatro meses que ela está em tratamento, e acredito que ao longo do ano ela terá alta, de acordo com as mudanças produzidas nela, produto da hipnoterapia.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro falso conceito que é preciso erradicar é que muitos pacientes também crêem que porque podem recordar toda a sessão de hipnose não entraram em um estado de transe, não foram hipnotizados, mas não é assim, pois quando se produz a hipnose na sessão de terapia, o paciente entra em um estado de transe hipnótico, mas não perde a consciência, se não todo o contrário, é um estado aumentado de consciência e sua atenção consciente apenas está concentrada na voz do hipnólogo, do hipnoterapeuta.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse estado que a “mente consciente”, essa mente que está conosco no cotidiano, no viver diário, quando estamos atentos as distintas tarefas e rotinas diárias fica suprimida, e é a mente “subconsciente” que está presente nesse momento durante a sessão hipnótica. Para que se entenda o exemplo, acontece muitas vezes quando estamos lendo um livro ou um artigo, ou assistindo a um filme que nos interessa muito, e estamos totalmente absortos. É quando algo atrai nossa atenção e nos tira de nossa abstração que nos damos conta que não existia no nosso mundo desse momento mais do que o mundo da história que nos estava envolvendo por completo.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a sessão de hipnoterapia o paciente sente isso precisamente, que sua atenção esteve realmente absorta e ocupada em todo o decorrer da sessão, e não existiu um mundo externo a sua mente e superconsciência nesse momento, de tal modo que quando a sessão termina o chama a atenção o tempo transcorrido, já que uma das características que tem a sessão de hipnoterapia é que o tempo parece não passar, de tal modo que é comum que a hora passe e o paciente sinta que apenas se passaram 5 minutos.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o tratamento com a Hipnoterapia Clínica se alcança a recuperação da saúde e também a mudança de modos de comportamento, de desenvolvimento, de formas de vida, de estilo de vida positivo. Alcança-se enfrentar e vencer os medos e as fobias, mudar todos os modos de pensamento quando estes são negativos e prejudiciais a qualidade de vida da pessoa. Aprende-se a expressar os sentimentos e emoções, a conectar-se com a afetividade, a desenvolver-se na vida, a deixar os vícios, a vencer a timidez, a adquirir uma melhor saúde física e psíquica, a superar o stress, a adquirir auto-estima, auto-valor, domínio de caráter, a superar a insônia, a dor, os maus hábitos e comportamentos, mas nunca o paciente faz coisas que vão contra sua vontade, sua moral ou sua ética.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando alguém fez várias sessões de hipnose, e aprendeu como relaxar-se em uma sessão, pode-se fazer o mesmo em sua casa, sozinho, e também praticar o que se chama de “autohipnose” sempre seguindo as instruções aprendidas no consultório. Nestas práticas de autohipnose, o que se consegue é reafirmar e consolidar mais ainda o sucesso alcançado na sessão de Hipnoterapia. Além do mais, esta prática também ensina ao paciente a modificar seus estados de ansiedade e angústia, isso é, se ele o pratica diariamente como estilo de vida, e não apenas paralelamente ao tratamento hipnótico, mas diariamente, influirá para melhor em sua vida, tanto em sua saúde psíquica, física, emocional e relacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra das aplicações que tem a Terapia de Hipnose é superar o medo ou stress as provas, também a falta de concentração, a falta de memória e o bloqueio comum (o branco) que produz o temor render-se. O modo o qual a Hipnoterapia ajuda nesses casos é fazendo com que o estudante aprenda a relaxar-se, para que no momento da prova seja fácil fazê-la e, portanto, possa render sem impedimentos ou dificuldades, concentrando-se apenas em seu conhecimento e podendo aplicá-lo. E isso também vale ao aprender a concentrar-se de maneira melhorada e fazer uso de sua memória com técnicas corretas. Ele consegue que o tempo de estudo e aprendizagem seja muito menor que aquele o qual estava acostumado a utilizar antes das sessões de hipnoterapia.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, são muitos os esportistas que nos procuram como Hipnoterapeutas, pois aprendem conosco a relaxarem-se, a controlar sua ansiedade e, então, utilizar seus conhecimentos, assim como sua capacidade, mente e corpo para que o potencial que possuem renda ao máximo, e que por distintas causas não o estão utilizando de maneira correta, afetando dessa maneira, sua maneira de reagir nos diferentes momentos que competem.</p>
<p style="text-align: justify;">A ajuda que proporcionamos como hipnoterapeutas aos atletas de todas as modalidades é aprender a controlar a ansiedade, a fazer que se dêem conta da dificuldade que esse estado provoca neles, e que tem como consequência essa ansiedade e toda a energia que perdem por isso. Eles também aprendem a utilizar todos os recursos disponíveis para alcançar o rendimento máximo, porque durante as sessões de hipnose os desportistas podem conseguir ver e se dar conta de quais são as falhas que os impedem de atingir o rendimento desejado, mesmo sentindo que poderiam render muito mais em sua modalidade. Além disso, eles aprendem uma maneira de utilizar esse potencial e aplicá-lo em várias competições. É também nas sessões de hipnose que eles encontram um ótimo recurso para aprender a antecipar cada um de seus encontros, e ter em mente antecipadamente um desenvolvimento adequado dessa competição.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum que atletas que praticam modalidades como basquete, golfe, futebol, ciclismo, natação e etc. vão aos consultórios de hipnoterapeutas periodicamente, de tal modo que a hipnose se transformou em uma aliada dos atletas. Ela está cada vez mais difundida entre os esportistas mais famosos do mundo, que em algum momento de sua carreira tiveram sessões de hipnose.</p>
<p>Autor: Lic. Cristina Heinzmann</p>
<p><strong>Tradução:</strong> Clarisse Evelin (cladutora) &#8211; <a href="mailto:cladutora@yahoo.com.br">cladutora@yahoo.com.br</a><br />
<a href="http://site.suamente.com.br">Sua Mente</a><br />
&#8212;-</p>
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		<title>Avaliação da sugestionabilidade</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 20:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
<category>Avaliação da sugestionabilidade</category><category>hipnose</category><category>hipnotizar</category>
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		<description><![CDATA[Este trabalho examina as pontuações da variável sugestionabilidade e sua distribuição em uma amostra de 124 pessoas através da aplicação da Escala de Sugestionabilidade de Barber - BSS, em forma de grupo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este trabalho examina as pontuações da variável sugestionabilidade e sua distribuição em uma amostra de 124 pessoas através da aplicação da Escala de Sugestionabilidade de Barber &#8211; BSS, em forma de grupo.Trata-se de uma prova padronizada usada na investigação científica da hipnose, composta por oito itens. As respostas das pessoas foram avaliadas através de auto-relatórios. Os resultados indicam diferenças nas médias das respostas aos itens, correlação significativa entre os diferentes itens da prova e uma tendência a diferenças de gênero. Por outro lado, na exploração da estrutura da prova, foram obtidos dois fatores: o Fator I que agrupa os itens de respostas motoras e o Factor II que agrupa os itens mais relacionados a respostas cognitivas. A avaliação da sugestionabilidade tem repercussões práticas, clínicas e na investigação da hipnose.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre a avaliação da sugestionabilidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A sugestão é um fenômeno inerente à hipnose e mesmo que exista uma sugestão sem hipnose, não é possível entender a hipnose sem a sugestão (González Ordi e Miguel-Tobal, 1993). Assim, para diversos autores, o uso de sugestões, diretas ou indiretas, adequadas e dirigidas a provocar mudanças cognitivas, fisiológicas ou comportamentais no indivíduo é a característica mais distinta das técnicas sugestivas de hipnose (Bowers, 1976; Kroger, 1963; Wolberg, 1982).</p>
<p style="text-align: justify;">Na investigação científica da hipnose desenvolveu-se uma série de instrumentos padronizados, que permite medir as respostas das pessoas a sugestões, o aumento da sugestionabilidade durante o processo hipnótico, com repercussões tanto práticas quanto clínicas (Council, 1999). Estes testes, ou escalas, que pretendem medir a hipnotizabilidade avaliam o que se chamou de sugestionabilidade, suscetibilidade ou receptividade hipnótica. Todos estes conceitos podem ser considerados sinônimos da habilidade ou capacidade da pessoa de produzir comportamentos e experiências que se enquadram no complexo domínio da hipnose (Hilgard, 1973).</p>
<p style="text-align: justify;">A construção de uma escala começa pela seleção de uma série de comportamentos e experiências características da hipnose. Os itens que representam estes tipos de respostas são colocados à prova  com um grande número de pessoas sem experiência com a hipnose. Depois de um ensaio de indução por meio de um método padrão de hipnose (opcional), a pessoa é avaliada através da observação de suas respostas a várias sugestões (com relação às quais se sabe que respondem às pessoas hipnotizadas). Estes testes não são mais do que uma amostra da ampla possibilidade de comportamentos e experiências hipnóticas. Quanto mais sugestões a pessoa responder, mais hipnotizável se julga ser. As normas se derivam através deste método empírico. O método funciona devido ao que se constatou nos distintos itens, diferentes em seu aspecto formal e estrutural, correlacionados positivamente entre si e, portanto, representam um fenômeno comum (Piccione, Hilgard e Zimbardo, 1989).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Exemplos destas escalas são:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">- A Stanford Hypnotic Susceptibility Scale, Formas A, B e C (SHSS: A, B y C; Weitzenhoffer e Hilgard, 1959-1962), umas das escalas mais utilizadas em pesquisa com adultos. Para as crianças, a Stanford Hypnotic Clinical Scale for Chlidren, Formas A e B (Morgan y Hilgard, 1978).</p>
<p style="text-align: justify;">- The Creative Imagination Scale (CIS; Barber e Wilson, 1979), muito útil para ser usada com pessoas apreensivas a respeito da hipnose.</p>
<p style="text-align: justify;">- A Escala Martínez Perigod-Asís (1983) é uma das poucas provas elaboradas em espanhol.</p>
<p style="text-align: justify;">As pesquisas indicam que as pontuações dos adultos, nas diversas escalas, permanecem relativamente estáveis no tempo, em ausência de procedimentos de modificação (Piccione, Hilgard e Zimbardo, 1989), e que as diferentes escalas correlacionam entre si a níveis que vão desde moderados a altos. Por outro lado, tanto com provas projetivas (por exemplo, o Test de Rorschach ou o TAT) quanto com testes empíricos, por exemplo: Inventário MMPI, não foram encontradas características de personalidade que prevêem maior suscetibilidade hipnótica (Hilgard, 1979). As pesquisas com crianças indicam uma relação curvilínea entre a idade e a hipnotizabilidade (U invertida), com um pico na  categoria de idade entre 8 e 12 anos (Oldness y Kohen, 1996).</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação às porcentagens de receptividade à hipnose, Hilgard e Hilgard (1990) constatam referências de cerca de 20 mil casos que indicam que cerca de 10% das pessoas não são suscetíveis à hipnose, 30% são ligeiramente, outros 30% moderadamente e 30% muito hipnotizáveis. Assim, se fala dos três terços: um terço de pessoas com baixa hipnotizabilidade, um terço de intermediários e um terço de alta hipnotizabilidade. Barber (1999), através do estudo das pessoas altamente hipnotizáveis, propõe que a habilidade hipnótica está composta por três dimensões: a primeira dimensão está associada a um grupo de pessoas com tendência à fantasia, lembranças vividas e instabilidade psicossomática; a segunda, associada a pessoas com tendência à amnésia e à dissociação; e a terceira composta por pessoas com uma atitude positiva, motivadas e com expectativas positivas em relação à hipnose. Inclusive outros autores consideram que a capacidade hipnótica é mais tipológica do que dimensional (Oakman y Woody, 1996).</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos estudiosos propõem um ponto de vista alternativo, partindo das implicações estruturais de análise fatorial. Esta posição propõe que nas escalas de sugestionabilidade sobressaem pelo menos dois fatores ou mecanismos importantes, cujas contribuições relativas mudam com a dificuldade dos itens. Um mecanismo inferido dos resultados dos itens fáceis, que está estreitamente relacionado a um tipo de sugestionabilidade não exclusiva da hipnose, determinado por variáveis contextuais, tais como as atitudes e as expectativas &#8211; fator de sugestionabilidade social-; e outro mecanismo dos resultados dos itens difíceis, que está mais estreitamente ligado à hipnotizabilidade “verdadeira”, o fator de sugestionabilidade vinculada à hipnose. Assim, a sugestionabilidade social seria especialmente importante como determinante dos resultados dos itens fáceis e o outro mecanismo seria especialmente importante como determinante do desempenho nos itens difíceis (Woody, Drugovic e Oakman, 1997).</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, não se deve esquecer que o grau de resposta diante das sugestões (ou seja, o número de sugestões às quais as pessoas respondem) pode se modificar com o treinamento (Gorassini e Spanos, 1986), e que um dos efeitos da hipnose é a mudança, o aumento quantitativo, da sugestionabilidade (Hull, 1933). De um ponto de vista cognitivo de conduta, não se considera a hipnotizabilidade uma peculiaridade por si mesma, mas que se define operacionalmente como uma habilidade aprendida que se pode ensinar (Chaves, 1993).</p>
<p style="text-align: justify;">A Hipnose, de um ponto de vista do processamento da informação e das emoções, pode-se considerar um estado transitório da pessoa, induzido externa ou internamente, nas quais o processamento da informação tanto dos estímulos que são recebidos do exterior, quanto das produções que ela mesma gere (imagens, pensamentos, respostas, emoções e sensações), pode ter um grande impacto sobre o resultado e integração dessa informação. Isto é, sobre a aprendizagem, de um ponto de vista amplo do termo (emocional, cognitivo e comportamental). Ele se deve à interação de fatores sociais, de atenção, de motivação, cognitivos e afetivos, assim como ao próprio estado do organismo (Morales e Gallego, 2001).</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, os procedimentos hipnóticos, ou técnicas hipnosugestivas, são aplicados praticamente em todas as áreas de intervenção psicológica: a) No campo clínico, como técnicas adjuntas ou catalizadoras do processo terapêutico (Morales e Gallego, 1998; Morales, Gallego e Prior, 2000); b) na prevenção de transtornos ligados ao desempenho de trabalho (Rotger, Gallego e Morales 2000); c) na psicologia educativa (Morales, Gallego, Mestre e Sancho, 2000) ; e d) em intervenções aplicadas à superação e melhora, como na psicologia esportiva (Morales e Gallego, 2003). É imprescindível destacar a publicação recente de livros e guias sobre a hipnose com uma postura teórica integradora (Capafons, 2001; Gonzalez Ordi, 2001; Kirsh, Capafons, Cárdena-Buelna e Amigó, 1999).</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo presente</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Objetivo e material</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta pesquisa pretende avaliar as respostas hipnóticas das pessoas, sua distribuição e características, através da Escala de Sugestionabilidade de Barber – Barber Suggestibility Scale &#8211; BSS (Barber e Calverley, 1963. Tradução de González Ordi, 1987), e se molda no contexto de uma conferência sobre a hipnose na Universidade de Illes Balears, no mês de março de 2002, dada pelos autores deste trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">A escala BSS foi criada para sua administração com ou sem indução hipnótica prévia. Temos visto que o conceito de sugestionabilidade se refere a uma construção teórica relacionada às diferenças individuais na hipnotizabilidade. A BSS compreende oito itens:</p>
<p style="text-align: justify;">1) DB – Descida do braço<br />
2) LB &#8211; Levitação do braço<br />
3) BM &#8211; Bloqueio das mãos<br />
4) SS &#8211; Alucinação de sede<br />
5) IV &#8211; Inibição verbal<br />
6) IC &#8211; Imobilidade corporal<br />
7) RP &#8211; Resposta após a hipnose<br />
8) AS &#8211; Amnésia seletiva</p>
<p style="text-align: justify;">O experimentador avalia as respostas das pessoas às sugestões por meio da observação e do registro do comportamento objetivo, e mediante o auto-registro das pessoas de suas experiências subjetivas, com uma classificação por pontos 0 a 3 em cada item.</p>
<p style="text-align: justify;">Os níveis de sugestionabilidade das pontuações totais são distribuídos da seguinte forma (as instruções não indicam se estes níveis variam segundo a condição, com ou sem indução hipnótica prévia):</p>
<p style="text-align: justify;">- Entre 0 e 5: NÍVEL BAIXO<br />
- Entre 6 e 9: NÍVEL MÉDIO &#8211; BAIXO<br />
- Entre 10 e 15: NÍVEL MÉDIO &#8211; ALTO<br />
- Entre 16 e 24: NÍVEL ALTO</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de uma escala relativamente curta, com boa confiabilidade e validade. A confiabilidade test-retest apresenta uma relação de .80, e a consistência interna está em uma categoria similar tanto com indução hipnótica, quanto sem indução (Council, 1999). Está composta por 4 itens de sugestões positivas (ação-fazer): 1 – 2 – 4 – 7; e 4 itens de sugestões negativas (inibição-não fazer): 3 – 5 – 6 &#8211; 8.</p>
<p style="text-align: justify;">A análise de dados foi realizada através do pacote estatístico SPSS 6.1.1 para Windows.</p>
<p style="text-align: justify;">Método</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pessoas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A amostra do estudo está composta por 124 pessoas (100 mulheres e 24 homens), em sua maioria estudantes de psicologia, com idades entre 18 e 37 anos. A Escala de Sugestionabilidade de Barber foi aplicada na forma de grupos, sem indução hipnótica prévia. O auto-registro das pontuações das experiências subjetivas das pessoas foi voluntário.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resultados</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Figura 1 mostra a distribuição das pontuações totais das pessoas na BSS (Xt= 8.84; DE= 4.38). É possível observar que as mulheres obtêm pontuações mais altas do que os homens na variável sugestionabilidade (Xm= 9.15, DEm= 4.35; Xh= 7.54, DEh= 4.40), se bem que a amostra estando a favor das mulheres, os resultados não chegam a ser significativos (t= 1.62; alfa= .10).</p>
<p style="text-align: justify;"><img src="/wp-content/uploads/2009/01/20/hipnose___avalia____o_da_sugestionabilidade.gif" border="0" alt="hipnose   avalia    o da sugestionabilidade Avaliação da sugestionabilidade" width="510" height="306" title="Avaliação da sugestionabilidade" /><br />
<em>Figura 1. Pontuações totais na Escala de Barber – BSS</em></p>
<p style="text-align: justify;">A Tabela 1 apresenta as pontuações médias das variáveis de interesse, tipos de sugestões e total, assim como as variações típicas dos itens. Realizado Test de Friedman, constataram-se diferenças significativas entre eles. Os itens com sugestões de ação apresentam valores mais altos do que os de inibição (t= 5.56; alfa= .000).</p>
<p style="text-align: justify;"><img src="/wp-content/uploads/2009/01/20/hipnose2___avalia____o_da_sugestionabilidade.gif" border="0" alt="hipnose2   avalia    o da sugestionabilidade Avaliação da sugestionabilidade" width="392" height="222" title="Avaliação da sugestionabilidade" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tabela 1</em></p>
<p style="text-align: justify;">A distribuição de freqüências das pontuações totais da escala apresenta uma simetria (Coeficiente Simetria= -.159) com muitas pontuações acumuladas no extremo superior e mais dispersas no inferior. Aliás, observa-se uma coincidência entre a pontuação da média da amostra, e a pontuação normativa da prova que divide a classificação das pessoas entre média alta ou alta sugestionabilidade e de média baixa ou baixa sugestionabilidade (pontuação Xnorma= 9.5).</p>
<p style="text-align: justify;">A Tabela 2 apresenta as freqüências das pontuações totais das pessoas e suas porcentagens parciais e acumuladas. Observa-se que nos níveis de sugestionabilidade médios-baixos e baixos, as freqüências estão equilibradas; entretanto, o nível médio-alto apresenta uma alta freqüência e o alto, uma baixa freqüência.</p>
<p style="text-align: justify;"><img src="/wp-content/uploads/2009/01/20/hipnose3___avalia____o_da_sugestionabilidade.gif" border="0" alt="hipnose3   avalia    o da sugestionabilidade Avaliação da sugestionabilidade" width="510" height="78" title="Avaliação da sugestionabilidade" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tabela 2</em></p>
<p style="text-align: justify;">A Tabela 3 apresenta as relações entre os itens. A consistência interna da escala é similar a de pesquisas anteriores (alfa de Cronbach= .766). O índice de confiabilidade das sugestões de inibição (alfa 3,5,6,8= .68) é ligeiramente superior a das sugestões de ação (alfa 1,2,4,7= .58). Observa-se uma relação negativa (r=-.204; p= .023) entre a idade e as sugestões de ação.</p>
<p style="text-align: justify;"><img src="/wp-content/uploads/2009/01/20/hipnose4___avalia____o_da_sugestionabilidade.gif" border="0" alt="hipnose4   avalia    o da sugestionabilidade Avaliação da sugestionabilidade" width="497" height="165" title="Avaliação da sugestionabilidade" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tabela 3</em></p>
<p style="text-align: justify;">Prévia comprovação de sua adequação, mediante o teste Kaiser Meyer Olkin (KMO) e o teste de esfericidade Bartlett, foram realizadas análises fatoriais Componentes Principais dos dados, com rotação Varimax. Como indica a Tabela  4, foram obtidos dois fatores com valor próprio (eigenvalue) maior que 1, os dois fatores explicaram de maneira conjunta 53,3% da variação total.</p>
<p style="text-align: justify;">O Fator I integra as sugestões relacionadas a comportamentos motores: 1) Descida de braço; 2) Levitação do braço; 3) Bloqueio das mãos; e 6) Imobilidade corporal. O Fator II agrupa sugestões mais complexas, involuntárias e cognitivas: 5) Inibição verbal; 7) Resposta pós-hipnótica; e 8) Amnésia seletiva. O item 4 (Alucinação de sede) corresponde a una sugestão complexa (sensação de lábios, boca e garganta ressecadas depois de ter realizado um grande passeio em um dia quente) e aparece como pouco consistente.</p>
<p style="text-align: justify;"><img src="/wp-content/uploads/2009/01/20/hipnose5___avalia____o_da_sugestionabilidade.gif" border="0" alt="hipnose5   avalia    o da sugestionabilidade Avaliação da sugestionabilidade" width="449" height="233" title="Avaliação da sugestionabilidade" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tabela 4 &#8211; Matriz de cargas fatoriais para a solução de Fatores com valor próprio (eigenvalue) superior a um, utilizando Componentes Principais e rotação Varimax; n=124</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Discussão dos resultados</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados deste estudo apóiam os achados sobre a utilidade funcional da avaliação da sugestionabilidade. Por exemplo, na capacidade de previsão, já que foi demonstrada a relação entre a sugestionabilidade e a redução da dor clínica e experimental (Hilgard e Hilgard, 1990), e com os transtornos da ansiedade, como no Transtorno por Estresse Pós-traumático (Morales e Gallego, 1998). O uso de instrumentos confiáveis na avaliação e “screening” permite a implementação de tratamentos com maiores probabilidades de sucesso e, além disso, estudos longitudinais, de até 25 anos indicam que as pontuações de sugestionabilidade são altamente estáveis no tempo em ausência de procedimentos de modificação (Piccione, Hilgard e Zimbardo, 1989).</p>
<p style="text-align: justify;">Se considerarmos a proposta de Hilgard sobre os três terços, anunciada antes, e os resultados desta avaliação, propomos algumas pontuações de corte para esta amostra: menos de 2.0 (P10): muito pouco sugestionáveis; até 8.0 (P40): ligeiramente; até 12 (P70) moderadamente; e pontuações superiores a 12: altamente sugestionáveis. Aliás, de um ponto de vista terapêutico, deve-se considerar que o modo em que as pessoas respondem às sugestões é altamente influenciado pela relação interpessoal entre o paciente e o terapeuta (Barber, 1988), e que os êxitos revelam a capacidade do paciente mais que a habilidade do terapeuta (Chaves e Dworkin, 1997).</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, na exploração da estrutura da prova (mediante a análise fatorial), foram obtidos dois fatores. O Fator I que agrupa os itens relacionados com respostas motrizes, seja por meio de sugestões de movimento direto (Descida de braço e Levitação de braço) ou de desafio e inibição do movimento (Bloqueio de mãos e Imobilidade corporal) e com um forte peso do item 1 (Descida de braço). O Fator II agrupa sugestões mais complexas, involuntárias e cognitivas. Está integrado pelos itens: 5) Inibição verbal; 7) Resposta pós-hipnótica; e 8) Amnésia seletiva (com forte peso neste fator).</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando-se os resultados dos itens (Tabela 1), os resultados de análise fatorial (Tabela 4) podem ser interpretados a partir do modelo dos dois fatores, explicado antes: Um fator determinante dos resultados dos itens fáceis, relacionado a um tipo de sugestionabilidade não exclusiva da hipnose, determinado por variáveis como as atitudes e as expectativas. No nosso caso, relacionado a comportamentos motrizes. Outro fator determinante de desempenho nos itens difíceis, relacionado à sugestionabilidade vinculada com a hipnose (Balthazard e Woody, 1985; Woody, Drugovic e Oakman, 1997). No nosso caso, relacionado a respostas cognitivas ou involuntárias. Aliás, diversas pesquisas não puderam replicar este modelo. Por exemplo, foi observado que as expectativas das pessoas é a variável que se relaciona mais altamente à resposta hipnótica e, especialmente, nas pessoas com alta sugestionabilidade diante dos itens difíceis: as expectativas dão conta de 24% da variância da sugestionabilidade (Kirsch, Silva, Comey e Reed, 1995).</p>
<p style="text-align: justify;">Estes resultados nos animam a realizar pesquisas com grupos menores, através da escala BSS, que permite observar e registrar o comportamento objetivo e, assim, poder avaliar a Desestabilidade Social (com condição de observação alta, subjetivo baixo) e as Expectativas do Experimentador (com condição de observação baixa, subjetivo alto). Por outro lado, consideramos necessário ampliar a amostra de pessoas para replicar a avaliação e análise realizadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Luciana Alves</strong><br />
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português<br />
luciana_trad@terra.com.br</p>
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		<title>A Hipnose Ericksoniana</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 17:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[A Hipnose Ericksoniana]]></category>
<category>A Hipnose Ericksoniana</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A hipnosis Ericksoniana denomina um enfoque novo originado pelo psiquiatra americano Milton H. Erickson. Esta modalidade de hipnose não se trata somente de um conjunto de técnicas, mas de um novo modelo de comunicação com fins persuasivos. Trata-se de como “embalar” a informação de uma forma sugestiva para que seja irreversível ao ouvinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Erickson era um comunicador habilidoso. A hipnose Ericksoniana, baseada em sua habilidade na arte da comunicação oral e não oral, era extraordinária. Freqüentemente, recebia casos “impossíveis”, recomendado por outros psiquiatras e psicólogos. Conhecido como o pai da hipnose moderna, Erickson considerava a hipnose uma mudança de atenção da pessoa. Este estado pode ocorrer de forma espontânea ou conduzida por um profissional da hipnose.</p>
<p style="text-align: justify;">Erickson sustentava que a melhor maneira de induzir este estado era através de uma conversa aparentemente normal. Durante a conversa, semeava mensagens, idéias e conceitos dirigidos à mente subconsciente de seus pacientes, para que ele mesmo encontrasse a solução de seu problema. Portanto, na terapia estratégica, não existe uma divisão rígida entre a comunicação consciente e inconsciente.<br />
Milton Erickson insistia que devemos ter mais confiança na mente subconsciente. A maioria de nossas ações é controlada a um nível inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O poder da mente subconsciente</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, para realizar a tarefa de mudar o corpo de um lugar a outro, costumamos utilizar mais de 200 músculos. Alguns destes músculos devem estar tensos enquanto outros devem estar relaxados. Deve haver uma sincronia entre todos esses músculos para poder caminhar. Aos três meses, o bebê começa a controlar a cabeça e este é o princípio da aprendizagem do caminhar. Seis meses depois, pode sustentar a cabeça reta e se senta de forma autônoma. Aos nove meses, aprende a engatinhar e com dez meses já pode ficar de pé e começar a deslocar-se, segurando nos objetos.</p>
<p style="text-align: justify;">A criança, ainda lenta e não muito experta, dá seus primeiros passos, mas se cai. Alguns músculos dos joelhos precisam ser fortalecidos para agüentar o peso do corpo. Além disso, a criança deve aprender a tarefa mais difícil: a sincronia para movimentar o seu peso de maneira harmoniosa. Este equilíbrio dinâmico é uma tarefa árdua baseada em um processo de aprendizagem de tentar e errar. Na realidade, caminhar é uma espécie de queda controlada.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem todos os bebês são iguais. Alguns apreendem a caminhar antes que outros. Em geral, as crianças aprendem a caminhar entre os 9 e 18 meses. Mas, agora como adultos, ninguém tem consciência de como caminha. O esforço infantil se transformou em uma aprendizagem inconsciente. O que aconteceria se tentasse controlar seus passos? Poderia das passos normalmente? É obvio que seus passos se tornariam lentos e deselegantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Este exemplo resume a hipnose Ericksoniana. Milton H. Erickson costumava pedir às pessoas que tivessem mais confiança em sua mente subconsciente. A mente profunda é um depósito de todos os recursos, recordações e aprendizagens da pessoa. Erickson ajudava as pessoas a encontrarem a solução de seus problemas, realizando, às vezes, tarefas diferentes e aparentemente sem sentido. Mas a pessoa, ao realizar as tarefas, tinha uma experiência emocional que servia para superar seu problema.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Deixar de fumar com hipnose </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em uma ocasião, um homem fumante, com um excesso de peso de quarenta quilos, recorreu a Milton H. Erickson para deixar de fumar e emagrecer. Disse que é um agente da polícia aposentado por razões médicas.    Confessou que fumava, comia e bebia muito apesar de seu enfisema e pressão alta. O homem disse que gostaria de correr, mas não podia, e o máximo que podia fazer era caminhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Era solteiro e costumava comprar os cigarros, bebidas alcoólicas e a comida em um supermercado ao lado de sua casa. Erickson lhe disse que somente uma sessão seria suficiente e lhe deu a seguinte tarefa: “compre os maços cigarros em uma tabacaria que esteja em outra parte da cidade. Assim que sair para comprar os alimentos para cada refeição que fizer, três vezes ao dia, compre em outra parte da cidade. Se você quiser comer fora, procure um restaurante no outro canto da cidade. Também compre as bebidas alcoólicas em outra parte da cidade. Vá beber em bares diferentes, que estejam a um quilômetro e meio de distância. Assim, estará em boa forma”.</p>
<p style="text-align: justify;">Um mês depois, chegou um novo paciente e disse que vinha por indicação de um amigo, um policial aposentado que lhe disse que Erickson era o único psiquiatra que sabia o que estava fazendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos psicólogos que colaborou com Erickson era um fumante de cachimbo. Erickson ficou uma hora falando sobre um amigo seu que tinha cometido uma série de inconvenientes em fumar cachimbo. Erickson começou dizendo que seu amigo não sabia onde colocar o cachimbo na boca: “devia ser no centro, um centímetro à direita, um centímetro à esquerda?” O amigo sentia vergonha em colocar tabaco no cachimbo: “Tinha que usar o polegar? Tinha que usar o indicador?” E sentia certo desgosto em acender o cachimbo: “Era melhor colocar a chama na frente, atrás, à direita, à esquerda?”</p>
<p style="text-align: justify;">O jovem psicólogo, enquanto escutava o relato de Erickson, pensava “Por que está contando esta história para mim? Parece que fumar cachimbo não me incomoda”. Erickson contou várias dificuldades ligadas a fumar cachimbo. No dia seguinte, o psicólogo ao voltar para a sua cidade, pensou “Não voltarei a fumar”. O psicólogo deixou o cachimbo para sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as pessoas que lêem o trabalho de Milton H. Erickson se perguntam como conseguia que as pessoas obedecessem suas indicações. Erickson respondeu a essa pergunta, dizendo que “as pessoas são muito educadas e obedientes quando estão em transe”. Com isso queria dizer que, quando a comunicação é sugestiva, não necessariamente hipnótica, a gente acostuma a aceitar as sugestões.</p>
<p><strong>Tradução</strong><br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português<br />
luciana_trad@terra.com.br</p>
<p><strong>Referência:</strong> http://www.metodorowshan.com/METODO/Web/Articulos_Hipnosis/hipnosis-ericksoniana.php</p>
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		<title>Supere-se com a Auto-sugestão</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/supere-se-com-a-auto-sugestao/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 15:42:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[Supere-se com a Auto-sugestão]]></category>
<category>Supere-se com a Auto-sugestão</category>
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		<description><![CDATA[A auto-sugestão é um poderoso método de mudanças. A história está repleta de casos de curas através da auto-sugestão. Em muitas cirurgias, o paciente praticou a auto-sugestão como sua única anestesia.[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Arthur Rowshan. Junho 2006</em></p>
<p style="text-align: justify;">A auto-sugestão é um poderoso método de mudanças. A história está repleta de casos de curas através da auto-sugestão. Em muitas cirurgias, o paciente praticou a auto-sugestão como sua única anestesia. Desde cirurgias pequenas até intervenções cirúrgicas complicadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O propósito deste artigo não é fazer com que você se torne tão hábil para poder anestesiar parte do seu corpo para uma cirurgia. Sem dúvida esta habilidade está ao alcance de todos os que têm aprendido e praticado a arte da auto-sugestão. Meu objetivo é entregar o conhecimento e as ferramentas básicas, para experimentar e praticar a auto-sugestão na sua vida diária.</p>
<p style="text-align: center;"><em>“O que se estende atrás e na frente de nós carece de importância se o comparamos com o que está em nosso interior”.</em><br />
Ralph Waldo Emerson</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Várias vantagens</strong><br />
A auto-hipnose tem várias vantagens. É uma ferramenta barata. Não custa nada. Somente precisa investir alguns minutos de seu tempo em sua saúde e bem-estar.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria das pessoas usa analgésicos para aliviar a dor. A auto-sugestão não tem efeitos colaterais. As pílulas sim. A auto-sugestão está ao alcance de todos. Basta apreender algumas técnicas simples e praticar para aprender como utilizar esta ferramenta tão poderosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Simples e prático</strong><br />
O processo da auto-hipnose é simples e prático. As aplicações da auto-hipnose são numerosas. Com prática e conhecimento, você pode desfrutar dos estados mais profundos e espetaculares de seu subconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora que lê isto, como um iniciante, tem que reconhecer seus limites. Um problema sério, como uma fobia, não será solucionada com a auto-sugestão para alguém que acaba de começar sua prática. Seria como se um jovem atleta depois de apenas dois meses de treinamento se propusesse participar das Olimpíadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tenha cuidado com as dores</strong><br />
Se você tem dor de cabeça, deve ir a um médico competente para ter um diagnóstico. As dores, em geral, são sinais do corpo que nos diz que algo não vai bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Tirar uma dor com uma origem desconhecida pode ser muito perigoso. É como as luzes vermelhas do carro que lhe advertem de que algo não vai bem com o motor de seu carro. Por exemplo, falta óleo ou combustível. Seria pouco inteligente tampar a luz vermelha com uma faixa adesiva para que a luz intermitente não o incomode.</p>
<p style="text-align: justify;">A auto-sugestão é indicada apenas para as dores crônicas, como quando os médicos lhe informam que a dor não oferece nenhum tipo de informação útil porque não há uma causa orgânica que a justifique. Somente neste caso, poderá tirar a dor com a auto-sugestão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Transe&#8221;</strong><br />
“Transe” é um estado passageiro que todos vivemos, no mínimo uma vez ao dia. Por exemplo, quando “nos perdemos” lendo um livro, vendo um filme ou meditando, a nossa atenção se concentra e se cria este estado entre o sono e a vigília. O fator mais interessante neste estado é que o subconsciente pode trabalhar livremente, sem a intervenção da mente consciente, a parte analítica. Através de métodos de auto-hipnose, poderíamos induzir este estado de transe quando quiséssemos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como induzir a auto-hipnose</strong><br />
Esta indução foi idealizada por Betty Erickson, a mulher do célebre psiquiatra e hipnotizador americano, Dr. Milton H. Erickson.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) </strong>Sente-se em uma poltrona para decidir o que quer conseguir ou que dificuldade precisa solucionar. Fixe o olhar em um objeto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2)</strong> Fale para você mesmo 4 frases com conteúdo visual. Por exemplo: “Vejo a luz como brilha na capa do livro”,  “Vejo a estante à minha direita”,  “Vejo meus braços”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3)</strong> Fale para você mesmo 4 frases com conteúdo auditivo. Por exemplo: “Ouço o som do ventilador”, “Ouço os barulhos na rua”,  “Ouço o som de minha respiração”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4)</strong> Fale para você mesmo 4 frases com conteúdo Cinestético. Por exemplo: “Posso sentir meus pés nos sapatos”,  “ Posso sentir o calor de meus dedos”,  “ Posso sentir o peso de minha roupa”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5)</strong> Sem tirar a visão do objeto, fale para você mesmo 3 frases visuais, 3 frases auditivas e 3 frases cinestéticas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6)</strong> Continue olhando fixamente o objeto e fale para você mesmo 2 frases visuais, 2 auditivas e 2 cinestéticas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7)</strong> Por último, fale para você mesmo 1 frase visual, 1 auditiva e 1 cinestética.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8) </strong>Comece a sentir qual braço e qual mão parece mais leve.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9)</strong> Fale para você mesmo: “A mão que parece mais leve seguirá parecendo leve e começará a flutuar com movimentos inconscientes e automáticos, de modo que à medida que se eleve, me afundarei comodamente em transe”.</p>
<p style="text-align: justify;">Não importa se repete algumas frases. Simplesmente vá dizendo a sua própria experiência: o que vê, escuta e sente.</p>
<p style="text-align: justify;">Se, depois de um tempo, sentir necessidade de fechar os olhos, deixe que se fechem, e repita as frases visuais, imaginando o ambiente.</p>
<p>Quando entrar em transe, a mente subconsciente fará o trabalho de encontrar seus próprios recursos, experiências ou aprendizagem, os quais podem servir para superar nossa dificuldade ou conquistar o nosso objetivo. Tenha paciência e pratique.<strong></strong></p>
<p><strong>Tradução</strong><br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português<br />
luciana_trad@terra.com.br</p>
<p><strong>Referência:</strong> http://www.metodorowshan.com/METODO/Web/Articulos_Hipnosis/autosugestion.php</p>
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		<title>A auto-hipnose: procedimento</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 21:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[A auto-hipnose: procedimento]]></category>
<category>A auto-hipnose: procedimento</category>
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		<description><![CDATA[Os passos para a auto-hipnose: A princípio, é preciso praticar muito para ser induzido na hipnose. Os músculos do corpo e a mente têm que se acostumar a relaxar e deixar de lado a parte analítica e intelectual. Este é um procedimento simples para praticar a auto-hipnose.[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img title="Auto Hipnose" src="/wp-content/uploads/hipnose/a_auto_hipnose_procedimento/HYPNO_1.JPG" border="0" alt="Auto Hipnose" width="180" height="180" align="left" /><strong>Os passos para a auto-hipnose</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A princípio, é preciso praticar muito para ser induzido na hipnose. Os músculos do corpo e a mente têm que se acostumar a relaxar e deixar de lado a parte analítica e intelectual. Este é um procedimento simples para praticar a auto-hipnose.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1.</strong> O primeiro passo consiste em estabelecer um objetivo claro para a sessão de auto-hipnose. Depois de estabelecer o objetivo (por exemplo, “Quero estar mais relaxado e tranqüilo no meu trabalho”), temos que resumir o objetivo em uma frase positiva. Esta afirmação guiará a mente subconsciente para buscar a memória relacionada à tranqüilidade e ao relaxamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2.</strong> Sente-se comodamente em uma poltrona ou, se preferir, deite-se na cama. Retire anéis, relógio e outros acessórios que possam incomodar. Olhe fixamente para suas sobrancelhas. Mantenha o olhar fixo mesmo que os olhos comecem a se cansar. Quando as pálpebras não agüentarem mais, inspire fundo e, ao expirar, feche os olhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3.</strong> Concentre-se nas pálpebras cansadas e pesadas. Em poucos segundos, perceberá que as pálpebras começam a se relaxar até chegar ao ponto de não querer abrir os olhos. Imagine este relaxamento como uma onda expansiva, que invade o seu corpo. Imagine que o relaxamento se espalha pelo seu corpo como um manto suave e agradável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4.</strong> Imagine-se no alto de uma escada de madeira de quinze degraus. No pé da escada, você vê uma porta que o leva a um lugar encantador. Comece a contar em voz alta, começando no quinze, descendo um degrau com cada número. Nos degraus, você pode ler as palavras “DURMA” e “MAIS PROFUNDAMENTE” até chegar à porta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5.</strong> Agora que se aproximou, pode ler a palavra “SUBCONSCIENTE” escrita na porta. Abra a porta e entre nesse lugar encantador. É um lugar que lhe dá muita segurança e tranqüilidade. Pode ser um bosque, uma praia, uma casa maravilhosa ou qualquer lugar que lhe venha à mente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6.</strong> Feche a porta atrás de você e preste atenção às cores… aos sons ou à música, aos cheiros agradáveis deste lugar e às emoções. Dê-se um tempo e desfrute este lugar. Depois de algum tempo, uma pequena caixa de madeira irá aparecer à sua frente. É uma caixa muito bonita e, com toda a curiosidade de uma criança que quer aprender, sente vontade de abrir a caixa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro da caixa, você encontra um presente ou um símbolo destinado a você. Não importa se no nível consciente não sabe de que se trata ou o que significa. O importante é que a sua mente subconsciente sabe como utilizar suas memórias e seus recursos internos para encontrar uma solução para o seu problema. Observe-se depois de ter conseguido o objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7.</strong> Preste atenção às cores, aos sonos e também ao que diz a si mesmo, no tom da sua voz falando para você mesmo, aos cheiros, se existirem. Preste atenção em como se sente por ter conseguido o seu objetivo. Agora, imagine-se entrando em você mesmo e preste atenção às suas sensações. Como seria a sua experiência com o objetivo alcançado?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8.</strong> Depois de alguns minutos, prepare-se para sair desse lugar, com toda segurança de que todas as vezes que quiser poderá voltar e entrar nesse lugar. Agora, comece a subir pelos mesmos degraus que desceu e conte de “um” a “quinze”. Quando chegar ao número “quinze”, o último degrau, abra os olhos e você poderá se sentir maravilhosamente bem.</p>
<p><strong>Tradução</strong><br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnica Inlgês/Espanhol/Português<br />
luciana_trad@terra.com.br</p>
<p><strong>Referência:</strong> http://www.metodorowshan.com/METODO/Web/Articulos_Hipnosis/autohipnosis.php</p>
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		<title>Usos comuns da hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 18:10:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[hipnose. hipnotizar]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Dor</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A dor é um sinal indispensável para proteger o organismo. Entretanto, a dor crônica não serve como sinal: incomoda. A hipnose pode aliviar a dor crônica de uma pessoa sem os efeitos secundários dos medicamentos analgésicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem muitas formas de utilizar a hipnose para a dor. Milton Erickson utilizava metáforas durante a sessão hipnótica. Em um de seus casos mais importantes, Erickson falou sobre como um tomate cresce a partir de uma semente até chegar a ser a planta adulta para oferecer o fruto. Seu paciente era um jardineiro idoso, que sofria de câncer em fase terminal e imune aos analgésicos. Erickson incluia com muita astúcia sugestões de tranqüilidade e bem-estar no conto do tomate. O paciente aceitava estas sugestões e conseguia passar alguns dias sem dor.</p>
<p style="text-align: justify;">A sugestão também pode ser direta: “Todas as vezes que relaxar meus músculos e pensar neste lugar, todo o meu corpo irá se sentir relaxado e uma sensação de bem-estar e paz envolverá meu corpo como um manto…”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Emagrecer</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A maioria das pessoas obesas comem quando não sentem fome. Comem porque estão aborrecidas, deprimidas ou chateadas. O hipnólogo pode descobrir algumas razões que estimulam a pessoa a comer excessivamente e criar sugestões apropriadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, uma paciente, uma senhora jovem e atraente, se casou jovem e teve dois filhos. Apesar disso, tinha um corpo escultural e sexy. Muitos homens a galanteiam e ela não sabia como sair da situação. A melhor “solução” para ela era comer muito para não parecer bonita e sexy. Neste caso, a sugestão de “Vou comer pouco…não vou provar doces…” não terá um efeito duradouro. O problema dessa senhora era como responder aos homens. Então, a sugestão teria que incluir uma aceitação do seu corpo sexy e habilidade de comunicação para se defender.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas sugestões úteis para emagrecer: “Me sinto bem…como apenas quando tenho fome…se estou chateado ou aborrecido, sei como expressar minhas emoções… cada dia desfruto mais dos alimentos…gosto do meu corpo e como quando tenho fome…”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fumar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É importante incluir sugestões positivas na sessão de hipnose. “De agora em diante estarei livre para respirar ar…meus pulmões aspiram ar e utilizam o oxigênio e isto é prazeroso para mim… Se alguém me oferece cigarro ou vejo um maço, me sinto orgulhoso por cuidar-me para poder desfrutar melhor de meus pulmões… é muito prazeroso para mim poder correr… me sinto mais forte e com mais energia para fazer amor… e sinto o sabor dos alimentos… tenho orgulho de mim mesmo…&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fobias</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O medo é um mecanismo de auto-proteção. É indispensável ter medo de cobras venenosas. Entretanto, o medo por todo tipo de cobra em qualquer circunstância, com reações fisiológicas exageradas que nos paralizam, se transforma em fobia. A hipnose pode ajudar a pessoa a imaginar uma situação sem perigo, onde o paciente possa se aproximar de uma cobra pequena. Aos poucos, o hipnoterapeuta pode aproximar a cobra na imaginação da pessoa que sofre de fobia até tocá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra maneira seria utilizar sugestões diretas como: “Estarei tranqüilo… minha respiração será totalmente tranqüila… quando vejo uma cobra inofensiva, minha respiração continua tranqüila… consigo me aproximar e, se quiser, posso tocá-la…”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dor de cabeça</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A dor de cabeça é um dos trastornos mais freqüentes da sociedade moderna. Todos os anos, são bilhões de Reais em pílulas analgésicas, para acalmar a dor de cabeça. As causas da dor de cabeça podem ser várias: desde uma tensão muscular dos ombros até preocupações diárias.</p>
<p style="text-align: justify;">A auto-hipnose pode ser muito útil com sugestões como: “meu corpo sabe relaxar…todas as vezes que tiver um excesso de tensão muscular, respiro profundamente e relaxo… se algum pensamento me preocupa, o escrevo em um papel… faço uma lista das minhas preocupações… e confio em meus recursos… confio em que meu subconsciente me apresenta a solução mais apropriada para cada preocupação… todos os dias aprendo a relaxar melhor o meu corpo…os músculos dos meus ombros e os músculos do meu pescoço se relaxam… minha segurança aumenta cada vez mais…”.</p>
<p><strong>Tradução</strong><br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português<br />
luciana_trad@terra.com.br</p>
<p><strong>Referência:</strong> http://www.metodorowshan.com/METODO/Web/Articulos_Hipnosis/la-hipnosis.php</p>
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		<title>Crenças equivocadas e mitos sobre a hipnose</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/crencas-equivocadas-e-mitos-sobre-a-hipnose/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 09:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[crenças]]></category>
		<category><![CDATA[mitos sobre hipnose]]></category>
<category>crenças</category><category>mitos sobre hipnose</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Hipnose" src="/wp-content/uploads/hipnose/cren__as_equivocadas_e_mitos_sobre_a_hipnose/fate2_1.jpg" border="0" alt="Hipnose" width="160" height="136" align="left" />Existem muitas crenças equivocadas relacionadas à hipnose. A seguir estão alguns mitos sobre a hipnose.</p>
<p><strong>MITO:</strong> em um estado de hipnose, a pessoa perde a consciência e não sabe nada a respeito do que ocorre ao seu redor.</p>
<p><strong>FATO:</strong> as pessoas não perdem a consciência quando estão em transe. A sua concentração se localiza de uma maneira especial.</p>
<p><strong>MITO:</strong> quando você está hipnotizado, perde a vontade e está sob o controle do hipnoterapeuta.</p>
<p><strong>FATO:</strong> toda hipnose é uma auto-hipnose. As pessoas se deixam levar em um transe porque esse é o seu desejo. Sem a colaboração da pessoa não é possível induzir o transe. As pessoas mantêm sua capacidade de autocontrole.</p>
<p><strong>MITO:</strong> apenas as pessoas crédulas, as de pouca vontade e as tolas são hipnotizadas.</p>
<p><strong>FATO:</strong> a hipnose requer habilidades de concentração e imaginação por parte das pessoas. Segundo as experiências, as pessoas que são hipnotizadas com mais facilidade gozam de inteligência. Quanto mais inteligente for a pessoa, melhor a sua capacidade para se concentrar, e portanto, colaborar com o hipnoterapeuta.</p>
<p><strong>MITO:</strong> a hipnose é perigosa.</p>
<p><strong>FATO:</strong> a hipnose é um dos tratamentos psicológicos mais seguros.<br />
Entretanto, o uso da hipnose por parte de pessoas incompetentes pode, ocasionalmente, ter conseqüências imprevistas. Por este motivo, as pessoas devem procurar apenas hipnoterapeutas qualificados.</p>
<p><strong>MITO:</strong> a pessoa pode ficar “presa” no estado hipnótico e não sair dele.</p>
<p><strong>FATO:</strong> ninguém ficará eternamente em um sonho hipnótico. Se, por qualquer motivo, o hipnoterapeuta deixar o paciente em estado de hipnose ou caísse morto, o paciente ficaria no sonho hipnótico por alguns minutos, gradativamente entraria em um sono normal e acordaria sozinho, sem problemas.</p>
<p><strong>MITO:</strong> em estado de hipnose, revelarei coisas que não quero.</p>
<p><strong>FATO:</strong> você não revelará os seus segredos. O que pode acontecer é que você se lembre de acontecimentos que conscientemente teria se esquecido. Você sabe que é a seu favor. Se forem situações traumáticas, irá esquecê-las novamente quando sair do transe. O hipnoterapeuta decide como e quando essa lembrança deverá chegar ao consciente e se é necessário.</p>
<p><strong>MITO:</strong> podem me obrigar a fazer algo que não quero durante um transe hipnótico?</p>
<p><strong>FATO:</strong> não, não é possível. A mente subconsciente protege a integridade da pessoa e não comete nada contra seus valores e princípios.</p>
<p>Tradução<br />
<strong>Luciana Alves</strong><br />
Tradutora Técnica Inglês/Espanhol/Português</p>
<p>Referência: http://www.metodorowshan.com/METODO/Web/Articulos_Hipnosis/mitos-sobre-hipnosis.ph</p>
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		<title>Uma breve história da hipnose</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 18:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[hipnotizar]]></category>
<category>Hipnose</category><category>hipnotizar</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img title="Hipnose" src="/wp-content/uploads/hipnose/1_uma_breve_historia_da_hipno/hypnosis_1.jpg" border="0" alt="Hipnose" width="140" height="185" align="left" />Ninguém conhece a origem da hipnose. O que se sabe com certeza é que os povos antigos como os maias, os astecas, os persas e os gregos utilizavam a hipnose como meio de cura. Os sacerdotes ou os bruxos provocavam um estado chamado “sono mágico” através da imposição das mãos ou rituais caracterizados por cantos e danças com um ritmo monótono.</p>
<p style="text-align: justify;">O emprego sistemático da hipnose começou com Anton Mesmer (1734-1815). Mesmer estava convencido de que o magnetismo podia curar muitas doenças. Seu argumento era que se a lua exerce um poder sobre os mares da terra, também poderia influir nos fluidos do corpo humano e de fato restabelecer a saúde. Segundo Mesmer, todos nós estávamos sob o poder dos fluidos magnéticos. Para ele, a doença era criada por uma sugestão do organismo que podia ser solucionada com a transmissão de ondas magnéticas.</p>
<p style="text-align: justify;">As sessões de magnetismo de Mesmer tiveram tanto sucesso que quando o tumulto das pessoas não permitia praticar o magnetismo na sua clínica, Mesmer “magnetizava” uma árvore fora de sua consulta e pedia aos pacientes para desfrutarem do magnetismo. Mesmer conseguiu curas espetaculares por meio de seu novo método de magnetismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os seguidores de Mesmer estão Maqués de Puységur (quem descobriu o sonambulismo e insistiu que a palavra em si era suficiente para o magnetismo) e o padre Faria (que, segundo Schulz, havia reconhecido e utilizado a sugestão em seu pleno significado).</p>
<p style="text-align: justify;">Um cirurgião e oculista escocês chamado James Braid (1795-1860) pesquisou, pela primeira vez de maneira científica, o fenômeno do sono provocado por um magnetizador.<br />
Braid propôs que os imãs e o magnetismo não eram os responsáveis do estado hipnótico e a conseqüência das curas. Braid utilizou a palavra “hypnos” que em grego significa sono, e explicou a natureza deste estado hipnótico, excluindo a existência de fluidos magnéticos emanados das mãos ou dos olhos do magnetizador. Pois como Braid era um oculista acreditava que a fixação do olhar em um ponto luminoso cansava os músculos ao redor dos olhos e que este cansaço produzia o estado hipnótico.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria de <strong>Liebeault</strong> (1823-1940) era essencialmente psicológica. Para Liebeault, o sono hipnótico era idêntico ao sono natural.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bernheim</strong> (1843-1917) junto com Liebeault fundou a escola de Nancy. Bernheim recusou a teoria de um fluido magnético e considerava a sugestão, a idéia, como a ação que hipnotizava.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>James Esdale</strong> (1808-1859) era outro cirurgião escocês que praticou milhares de intervenções cirúrgicas sob sono magnético. Foi perseguido por ter utilizado técnicas hipnóticas como anestesia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Charcot</strong> (1825-1893) era um famoso neurologista francês da histeria. Charcot e seus ajudantes hipnotizavam aos doentes com as técnicas que tinham aprendido do marquês de Puyfontaine. Os doentes costumavam viver crises violentas e, em muitos casos, os sintomas desapareciam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sigmund Freud</strong> (1856-1939) era aluno de Charcot, mas depois de um período abandonou a prática da hipnose. Contudo, teve como base seu método de associação livre em seus conhecimentos da hipnose.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pierre Janet</strong> (1859-1974) era o diretor do laboratório de psicologia patológica da Salpétriére. Janet pesquisou o papel das emoções nos transtornos orgânicos e foi um dos fundadores da medicina psicossomática. No entanto, Janet insistiu que a hipnose não podia curar a origem das doenças.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Coué</strong> (1857-1926), farmacêutico e psicólogo, estudou os trabalhos de Liebeault. Começou assim com a hipnose, mas mais tarde a deixou e utilizou a sugestão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Johannes Heinrich Shultz</strong> (1884-1962) era um psiquiatra freudiano de origem alemã. Pesquisou a relação entre a mente e o relaxamento. Com seu conhecimento das técnicas da hipnose elaborou um método de auto-hipnose reconhecido como o Treinamento Autógeno de Schultz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Milton Erickson</strong> (1901-1980) era um famoso psiquiatra, fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica. Erickson criou várias técnicas modernas de indução e, além disso, utilizava anedotas e metáforas para facilitar o estado da hipnose.</p>
<p><strong>Traduzido por</strong>:<br />
Luciana Alves<br />
Tradutora Técnicas Inglês/Espanhol/Português<br />
<a href="mailto:luciana_trad@terra.com.br">luciana_trad@terra.com.br</a></p>
<p>Referência: http://www.metodorowshan.com/METODO/Web/Articulos_Hipnosis/historia-de-la-hipnosis.php</p>
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		<title>O que é Hipnose</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 17:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[transe hipnotico]]></category>
<category>hipnose</category><category>transe hipnotico</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Arthur Rowshan. Janeiro de 2006</p>
<p>A hipnose é um estado passageiro no qual todos nós já vivemos pelo menos uma vez ao dia. Por exemplo, quando “nos perdemos” ao ler um livro, ao ver um filme ou durante a meditação, nossa atenção se concentra e cria esse estado entre o sonho e a vigília. O fator mais interessante é que o subconsciente pode trabalhar livremente sem a intervenção da mente consciente, ou seja, a parte analítica.</p>
<p>Apesar de originar-se do vocábulo grego hypnos (sonho) a hipnose não tem nada a ver com isso. Trata-se de um estado de grande concentração provocado artificialmente por meio de palavras. Podemos dizer que a hipnose é um processo de comunicação. O sonho hipnótico nem sempre é necessário. Como processo de comunicação, a hipnose é uma alteração ou modificação da consciência onde a parte analítica da mente se desassocia.</p>
<p><strong>Uma sessão de hipnose</strong></p>
<p>Antes de tudo, como em todos os métodos terapêuticos, é importante obter um bom nível de confiança entre o cliente e o hipnólogo. Às vezes devemos falar sobre os temores da pessoa em relação à hipnose. O maior obstáculo ao entrar em estado hipnótico é o temor. O procedimento inicial se dá na concentração de um ponto fixo e no relaxamento corporal. Uma vez relaxada e concentrada, a pessoa entra no primeiro nível do estado hipnótico chamado de transe ligeiro.</p>
<p>Nesse estado, a pessoa sente o corpo pesado. A maioria dos hipnólogos clínicos utiliza o transe ligeiro. Apesar dos fenômenos desse estado, a pessoa está totalmente  consciente: pode ouvir a voz do hipnólogo, ouve outros ruídos sem importar-se com eles e às vezes permanecem com os olhos abertos e constestam as perguntas do hipnólogo.</p>
<p>Se o hipnólogo considerar oportuno, aprofunda o transe até o estado mais profundo, onde a pessoa aceita as sugestões. Nesse estado, chamado de sonambulismo, a pessoa pode viver as experiências como se fossem reais.</p>
<p>Traduzido por FLS do Brasil Traduções e Interpretações Ltda<br />
<a href="http://www.flsbrasil.com" target="_blank">www.flsbrasil.com</a></p>
<p>Titulo original: http://www.metodorowshan.com/METODO/Web/Articulos_Hipnosis/la-hipnosis.php</p>
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		<title>Mente Consciente / Subconsciente II – Influenciando</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/mente-consciente-subconsciente-ii-%e2%80%93-influenciando/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 19:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
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<category>consciente</category><category>mente</category><category>subconsciente</category>
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		<description><![CDATA[Assim compreendemos que nosso subconsciente influencia pensamentos, que influencia emoções, que influencia o ambiente, ou também vice-versa, nosso comportamento influencia as emoções, que influencia os pensamentos, que influencia o subconsciente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos entender o esquema de influência do subconsciente:</p>
<p>Subconsciente &gt; Pensamentos &gt; Emoções &gt; Comportamento (Ambiente)</p>
<p>Assim compreendemos que nosso subconsciente influencia pensamentos, que influencia emoções, que influencia o ambiente, ou também vice-versa, nosso comportamento influencia as emoções, que influencia os pensamentos, que influencia o subconsciente.<br />
Como eu havia escrito no artigo anterior, um pensamento e uma ação prolongada (repetitiva) cria ou muda hábitos e crenças que estão localizadas em nosso subconsciente, vamos ouvir a história de Bruno:</p>
<p>Bruno era um garoto que adorava vídeo game, possuí vários jogos o qual dominava com maestria todos eles. Certo dia sua mãe o presenteou com um novo jogo, e na mesma hora colocou para jogar. No começo Bruno sentia dificuldade em jogar, não sabia que botão apertava, olhava para o controle e olhava para a TV. Bruno insistiu e jogava o jogo todos os dias, depois de uma semana Bruno dominará totalmente o jogo, nem mais se quer olhava para o controle, também dominou com maestria o novo jogo.</p>
<p>Observamos que no começo Bruno sentia dificuldade, mas de tanto repetir o ato de jogar o mesmo jogo, jogava sem mesmo olhar para o controle, tornando uma ação automática, Bruno de tanto repetir essa ação criou um comando automático no subconsciente, assim também desenvolvendo agilidade e precisão. Assim como o exemplo de Bruno, se insistirmos em uma determinada ação ou pensamento estaremos criando comandos no subconsciente que automaticamente influenciará em nosso modo de agir e falar. Se uma pessoa constantemente pensa em problemas, medos ou pobreza, essa atitude mental irá criar um comando negativo e irá fazer com que essa pessoa seja ainda mais problemática, medrosa e pobre. A importância de estar sempre pensando positivo, tal como pensamentos de sucesso, abundância, amor e amizade, transforma nosso subconsciente em uma fonte desses mesmos pensamentos, e iremos passar agir como uma pessoa de sucesso, próspera e flexível, com essas qualidades nos relacionamos melhor, e ter sucesso na comunicação é o pilar do sucesso. Uma maneira de estar influenciando nosso subconsciente é essa de sempre estar pensando positivo e naquilo que queremos, nos resultados dos objetivos, e também agindo de acordo com seus pensamentos, agindo como uma pessoa de sucesso.</p>
<p>Tudo o que é captado pelo subconsciente se transforma em realidade, pensamentos negativos ou positivos, não importa, o subconsciente funciona como um espelho, se for lhe apresentado um pensamento negativo a resposta é esse pensamento negativo se manifestando na realidade.</p>
<p>O Importante é sempre ver o lado bom de todas as situações. Temos que funcionar como um filtro, que purifica e deixa a sujeira de fora. Funcionando como um filtro, se apenas absorvemos o lado bom das situações, o subconsciente só irá manifestar coisas boas em nossas vidas, porque toda sujeira ( pensamentos negativos ) foram deixados de lado. Esse é um segredo para se viver uma vida feliz e grata.</p>
<p>O Subconsciente não distingue realidade da imaginação. Se ele não distingue, quer dizer que imaginar é a mesma coisa de estar vivendo o imaginado. Direcione sua imaginação para os resultados de seus objetivos, se imagine conquistando eles, ao fazer isso você passa a idéia ao subconsciente que já possui tal, e como o subconsciente funciona como espelho, irá manifestar isso em sua realidade.</p>
<p>Aja como se já tivesse. Por exemplo: Quero um carro. Se eu agir como se já o tivesse, minhas ações seriam como em preparar a garagem do carro, tirar uma carta de habilitação, fazer planos de viagens, etc&#8230; Assim estarei moldando meu ambiente e influenciando meus pensamentos. Agindo como se já tivesse tal coisa, você enriquece sua motivação e seu entusiasmo.</p>
<p><strong>Usando a Auto-Hipnose para influenciar o Subconsciente</strong></p>
<p>A Auto-Hipnose também é uma maneira de influenciar o subconsciente, através de afirmações e sugestões. Como aprendemos no artigo anterior, nada entra no subconsciente se o consciente não permitir. Mas existem exceções, se não percebemos uma coisa, essa coisa não entra em contato com o consciente, assim diretamente é absorvida pelo subconsciente, como as mensagens subliminares por exemplo, são mensagens da realidade que não percebemos conscientemente, mas que afeta o subconsciente. E também existe um estado entre o acordado e o dormindo, é nesse estado em que o subconsciente está exposto a qualquer afirmação e sugestão, é nesse estado que acontece a hipnose. Para a auto-hipnose acontecer, deite como se fosse dormir, comece a entrar em um estado de sonolência (quanto mais praticar esse exercício mais terá facilidade em alcançar esse estado), quando observar que está quase pra dormir imagine-se alcançando o resultado que quer e diga em um tom de voz afirmativo e forte: A INFINITA SABEDORIA DE DEUS ME GUIA EM MINHAS CONQUISTAS E NA REALIZAÇÃO DOS RESULTADOS DE MEUS OBJETIVOS, SOU PREENCHIDO COM A MOTIVAÇÃO E COM SABEDORIA DIVINA.</p>
<p>Diga essa frase com sentimentos, sinta o grau dessa frase, ela te conecta com o Poder divino e eleva o grau do seu subconsciente num estado positivo. Faça suas próprias frases afirmativas, enriqueça elas com sentimentos e poder, entre em estado de sonolência e diga elas para você mesmo. Os resultados irão se manifestar em uma velocidade incrível em sua vida.</p>
<p>Todas essas maneiras precisam ser usadas com freqüência, quanto mais repetir mais rápido o resultado irá se manifestar. Lembre-se que uma ação ou um pensamento prolongado molda seu subconsciente, pratique todas essas maneiras quantas vezes puder por dia.</p>
<p>Sobre o autor</p>
<p>Felipe Silvestre é Criador do Grupo Conselheiros Online ajudando e motivando pessoas online, Palestrante Motivacional e Relacionamentos, Mentor Pessoal e Formado no curso Influenciando Pessoas pelo Catho Educação Executiva.</p>
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		<title>A hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:17:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A hipnose é uma técnica de indução do transe (que é um estado de relaxamento semi-consciente) com manutenção do contato sensorial do paciente com o ambiente.
O transe é induzido de modo gradual e por etapas, através da fadiga sensorial, que geralmente é provocada pela voz calma, monótona, rítmica e persistente do hipnotizador, e muitas vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A hipnose é uma técnica de indução do transe (que é um estado de relaxamento semi-consciente) com manutenção do contato sensorial do paciente com o ambiente.</p>
<p>O transe é induzido de modo gradual e por etapas, através da fadiga sensorial, que geralmente é provocada pela voz calma, monótona, rítmica e persistente do hipnotizador, e muitas vezes aliada a recursos óticos (pêndulos, luzes etc) que visam cansar os órgãos da visão do paciente. Quando o transe se instala, a sugestibilidade do paciente é aumentada. A hipnose leva então à várias alterações da percepção sensorial, das funções intelectuais superiores, exacerbação da memória (hiperamnésia), da atenção e das funções motoras. Estabelece-se um estado de alteração de estado da consciência, um tipo de estado que simula o sono, mas não o é (lembramos que a pessoa não “dorme” na hipnose): o eletroencefalograma (EEG) do paciente sob hipnose é de vigília, e não de sono.</p>
<p>Não se sabe ainda concretamente como a hipnose altera as funções cerebrais da pessoa. Uma das teorias mais aceitas é que ela afetaria os mecanismos da atenção, em uma parte do cérebro chamada substância reticular ascendente (SRA), localizada na sua parte mais basal (tronco cerebral). Essa área, que também tem muitas funções relacionadas ao sono, ao estado de alerta e à percepção sensorial, “bombardeia” o cérebro continuamente com estímulos provenientes dos órgãos dos sentidos, provocando excitação geral. A inibição da SRA leva aos estados de sonolência e “desligamento” sensorial. Pode-se afirmar também que a sensibilidade à hipnose é mais ou menos geral; 90% das pessoas são hipnotizáveis.</p>
<p>Quem é hipnotizável?</p>
<p>Para responder a esta pergunta, Ochorowicz inventou (ainda no século XIX) um instrumento especial &#8211; o hipnoscópio &#8211; que nada mais é do que um ímã(*), em forma de anel, que a pessoa a ser examinada põe no dedo. Para o inventor, as pessoas hipnotizáveis experimentam certas sensações na pele e contrações nos músculos, enquanto nada acontece se a pessoa não é hipnotizável. Pesquisas de outros investigadores, entretanto, não confirmaram completamente a teoria de Ochorowicz.</p>
<p>Comprovou-se também que os neurastênicos, os hitéricos e os debilitados não são muito dispostos à hipnose. A histeria, particularmente, não se adapta ao hipnotismo; a histeria comum, com suas variáveis manifestações de dor de cabeça e a sensação de uma bola na garganta, combinadas com o desejo de ser interessante e de exagerar os sofrimentos suportados, dá muito pouca disposição à hipnose. O espírito de contradição, muito desenvolvido nas pessoas histéricas, contribui para isso. A noção errônea de que os pacientes histéricos, ou neurastênicos, são particularmente susceptíveis ao fenômeno, resulta do fato de que a maioria dos médicos têm feito somente experiências com eles, ainda seguindo as idéias de Mesmer sobre o magnetismo animal. A realidade, entretanto, aponta para outro lado.</p>
<p>Outro fato que merece registro é a notável susceptibilidade dos pacientes tuberculosos. No que se refere a inteligência, as pessoas inteligentes são mais facilmente hipnotizáveis do que as obtusas e estúpidas.</p>
<p>A excitação mental dificulta a hipnose. Observações feitas por Wetterstrand e Ringer, particularmente, comprovaram que certos indivíduos são ocasionalmente refratários à hipnose e que isso pode estar relacionado à excitação mental. Por outro lado, considera-se um engano completo dizer que a disposição para a hipnose seja um sinal de fraqueza de vontade. Sem dúvida, a capacidade de manter um estado passivo tem efeito satisfatório, e isso, ao contrário, é mais um indício de força do que de fraqueza de vontade. Esta capacidade de dar aos pensamentos uma direção definida é, em parte, uma questão de hábito e, muitas vezes, uma questão de vontade. Ao contrárioo, aqueles que não têm possibilidade de fixar sua atenção, são dispersivos, que sofrem de contínua distração de espírito, dificilmente podem ser hipnotizados.</p>
<p>A disposição à hipnose também não é muito comum entre as pessoas facilmente impressionáveis, diferentemente do que se poderia supor. Sabe-se bem que algumas pessoas influenciáveis sob muitos aspectos, principalmente por coisas insignificantes, oferecem muita resistência ao hipnotismo.</p>
<p>Quanto à idade, crianças menores de três anos não podem absolutamente serem hipnotizadas, e mesmo até as de sete ou oito anos, só o são com muita dificuldade. Já a idade avançada não é, de modo algum, refratária à hipnose. Segundo Liebault, após a hipnose, as pessoas mais idosas muitas vezes se lembram mais de tudo o que aconteceu do que as mais jovens.</p>
<p>(*) Muitos autores, ao longo dos séculos, referiram-se aos poderes extraordinários dos ímãs. Os Magos do Oriente usavam-no para curar moléstias e os chineses e hindus usaram-no com o mesmo propósito. Alberto Magno, no século XIII, Paracelso, Don Helmart e Kercher também o empregaram, assim como o astrônomo e jesuíta Hell, em Viena, no fim do século XVIII. Também o conceituado médico britânico Dr. Reil empregou o ímã terapeuticamente. Riechenbach, em 1845, afirmou que algumas pessoas sensíveis tinham reações peculiares quando em contato com um ímã, relatando inclusive, que muitas diziam ver uma luz diferente, batizada por ele por “Estranha Luz”.</p>
<p>Nota: É sabido que o fenômeno da hipnose existia já há muitos milênios. Nas muralhas dos templos dedicados à deusa egípcia Ísis, vêem-se pessoas concentradas em oração, que estão, indisfarçavelmente, em estado de transe. Na velha Mesopotâmia, os sacerdotes hipnotizavam as donzelas, para investigarem coisas do futuro. As sacerdotisas do Oráculo de Delfos vaticinavam em hipnose, a que eram induzidas pela inalação de vapores. O sono no templo, na Grécia de Asclepíades, não era outra coisa senão hipnose, só que de uma forma diferente. Os médicos hindus também trabalhavam com hipnose, aliás, foi exatamente na Índia que se desenvolveram, antecipadamente, técnicas de concentração através do estado hipnótico.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>A TÉCNICA DA AUTO-HIPNOSE</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:16:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A hora mais indicada para aprender e exercitar o relaxamento profundo, isto é, a auto-hipnose, são os minutos antes de você adormecer(*). Nesse momento, a pessoa ainda tem pleno domínio sobre a consciência ao mesmo tempo em que, lentamente, suas ondas mentais baixam de nível, situando-se em torno de 8 a 10 ciclos por segundo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A hora mais indicada para aprender e exercitar o relaxamento profundo, isto é, a auto-hipnose, são os minutos antes de você adormecer(*). Nesse momento, a pessoa ainda tem pleno domínio sobre a consciência ao mesmo tempo em que, lentamente, suas ondas mentais baixam de nível, situando-se em torno de 8 a 10 ciclos por segundo. Mesmo sem esse relaxamento, em poucos minutos o consciente abre espaço à hegemonia mental do subconsciente e a pessoa dorme. O &#8220;relaxamento programado, entretanto, abre passagem para o subconsciente antes mesmo que a pessoa durma. Isso é importante porque, durante o sono, ninguém não pode dar ordens a si mesmo.</p>
<p>(*) Quando você começa a ficar com sono &#8211; aquele período crepuscular entre estar totalmente acordado e totalmente dormindo &#8211; suas ondas cerebrais mudam, para ficar na faixa de 4 a 7 ciclos por segundo, ou seja, nível teta. Antes, entretanto, de você atingir este estado, sua mente opera no nível alfa (baixo) por alguns minutos, e que segundo o Dr.Terry Wyler Webb, é a faixa apropriada para que sejam atingidos os níveis mais profundos da mente, ou seja, a mente subconsciente. É nos estados alfa e teta que as grandes proezas da supermemória &#8211; juntamente com os poderes de concentração e criatividade &#8211; são atingidos.</p>
<p>Faça de acordo com este roteiro:</p>
<p>Recorte uma rodelinha de cartolina branca ou amarela, de dois centímetros de diâmetro, e cole na parede onde se encosta a cabeceira da sua cama, a uns oitenta centímetros acima do colchão. Esta rodelinha deve ficar nesta posição para que você seja obrigado a olhar para trás durante o exercício. Isto vai forçar os músculos oculares e cansá-los em pouco tempo.</p>
<p>Você já está na cama, pronto para dormir. Nada mais tem a fazer; as portas já estão fechadas e as janelas isolam o excesso do barulho de fora, se bem que o barulho ininterrupto e sempre da mesma da mesma intensidade, como o do trânsito que flui lá fora, perturba menos que um despertador, a campainha do telefone ou o latido de um cão no quintal do vizinho. Mas você está pronto, as luzes estão apagadas e você está deitado, de costas; as pernas não se cruzam e os braços estão dispostos ao longo do corpo, sem tocá-lo.</p>
<p>Fixe então os olhos na tal rodelinha de cartolina, respire fundo duas ou três vezes e, sem jamais tirar os olhos deste ponto, pense nos seus pés. Diga a si mesmo, mentalmente, que você usou estas pernas o dia todo e ponha na cabeça que está muito cansado de uma longa caminhada que acaba de fazer. Imagine que seus pés estão cansados, pesados, parecendo de chumbo. Espere alguns instantes até sentir, realmente, seus pés pesados. Depois faça com que esta sensação de peso vá subindo pelo corpo: barriga da perna, joelhos, coxas, costas, nuca. Procure sentir que estão realmente pesados, muito pesados.</p>
<p>Em geral, suas pálpebras se fecham naturalmente, por si mesmas, enquanto você se concentra no sentimento de peso nas canelas, joelhos, e por todo o corpo.</p>
<p>Se isto ocorreu, você já atingiu a fase mais importante do relaxamento profundo. Nos primeiros dias, isso poderá levar até uns cinco minutos, porém, normalmente, isto ocorre mais depressa. Depois de algum treinamento, isto ocorrerá antes mesmo de você contar até três. Pessoas inteligentes, disciplinadas, de grande força de vontade, mental e espiritualmente sadias são as que atingem este ponto mais rapidamente. Esta prática, contudo, não é recomendável para pessoas com arteriosclerose acentuada ou doentes mentais. As pessoas mais jovens aprendem o relaxamento profundo em pouco tempo.</p>
<p>Assim que perceber os olhos fechados, diga mentalmente a si mesmo: “Da próxima vez entrarei mais depressa e mais intensamente no estado de profundo relaxamento; a cada vez que pratico o relaxamento profundo chego mais depressa e mais intensamente a este estado”.</p>
<p>Neste exato momento, os poros do seu subconsciente estão abertos e isso quer dizer que você pode ditar tarefas para si mesmo, tarefas estas que posteriormente se realizarão, supondo-se, naturalmente, que estas tarefas ou ordens sejam racionais, executáveis e possíveis de serem realizadas por você. Veja um exemplo de uma ordem racional e executável que pode ser dada por qualquer pessoa e realizada, posteriormente, com êxito: “Daqui em diante, comerei vagarosamente, mastigando bem”, ou, “para mim não existem mais os alimentos que engordam, como frituras e chocolate.”</p>
<p>Você também pode melhorar sensivelmente a sua aparência, adquirindo até mesmo ares atraentes, dando esta ordem ao seu subconsciente : “De hoje em diante, aparentarei uma expressão mais jovial, meus olhos estarão sempre brilhantes e manterei sempre uma postura atraente”.</p>
<p>A ordem pós-hipnótica e a conversão em energia</p>
<p>Admite-se uma ordem pós-hipnótica como uma sugestão racional e executável que não vá de encontro aos princípios éticos, morais, religiosos e de comportamento do hipnotizado.</p>
<p>Quando é própria pessoa que se hipnotiza, também pode dar ordens pós-hipnóticas e certamente as cumprirá. Não fosse assim, nem a hipnotização de outro, nem a auto-hipnose teriam sentido de ser.</p>
<p>A mesma coisa que um médico hipnotizador ordena a seu paciente hipnotizado, nós também nos podemos sugerir na auto-hipnose. Chamamos isso, na linguagem médica, de “formação da intenção”.</p>
<p>A voz do povo diz que o caminho do inferno está ladrilhado de bons propósitos e, geralmente, a voz do povo não erra, principalmente nesta frase. Vejam este relato que tem muito a ver com pessoas que conhecemos bem de perto:</p>
<p>Arthur Brington era um empresário de renome internacional e que fumava entre 60 e 70 cigarros, diariamente. Um dia, decidido, Arthur comentou com seus amigos mais íntimos que abandonaria o fumo pois tinha entendido, perfeitamente, que este vício era prejudicial a sua saúde. Não foram os médicos que lhe disseram isso; foram suas próprias conclusões a partir da constatação do seu baixo desempenho nos esportes, da dificuldade que estava enfrentando para subir escadas etc.</p>
<p>Desta forma, Arthur colocou até a sua honra em jogo; afirmara em alto em bom tom que, definitivamente, não poria mais um cigarro sequer na boca e que deixaria de se chamar Arthur Brington se voltasse a fumar. E até desafiou alguns amigos para uma aposta. Só que Arthur esqueceu-se de avisar ao subconsciente, que continuava com a velha imagem de “como o cigarro é gostoso!!!” Com isso, a cada momento, a cada minuto, uma voz interna (o seu subconsciente) voltava e lhe repetia a mensagem gravada: “Como o cigarro é gostoso!!!”</p>
<p>Logo nas primeira horas após a decisão anunciada, Arthur começou a se martirizar com a falta do cigarro, como é normal naqueles que querem abandonar o vício. Mas percebeu logo que luta seria mais difícil do que imaginara. Começava aí um terrível sofrimento: de um lado a sua honra, sua palavra, sua decisão; de outro, seu subconsciente relembrando “como é gostoso fumar!!!” Quem venceria?</p>
<p>Não precisou muito tempo. O relógio não tinha ainda marcado o meio-dia quando veio então um grande choque pelo fax da empresa: um negócio de muitos milhões de dólares que estava praticamente fechado fora desfeito pelo cliente, trazendo um grande prejuízo para ele e seus acionistas. Arthur não se conteve: “- Desgraça!!! E não tenho nem um cigarrinho aqui como consolo! Que se dane o mundo! Prefiro expor minha vida ao perigo!!!”</p>
<p>O que Arthur Brington não sabia &#8211; e pouca gente sabe &#8211; é que não tem nenhum sentido o consciente propor alguma coisa contra a qual o subconsciente se revolta. Enquanto a pessoa não convencer seu inconsciente de que o fumo lhe é inteiramente indiferente, enquanto tiver na cabeça que fumar é algo muito prazeroso, nada adiantará. Nenhuma decisão perdurará, por mais lógica e sensata que seja. É preciso, antes, reprogramar a mente com uma sugestão forte e definida, do tipo “o cigarro é totalmente indiferente para mim”.</p>
<p>Quem já foi um dia fumante inveterado e para quem agora o cigarro nada mais representa, sabe como se pode mudar definitivamente o ponto de vista a respeito de uma coisa. Quando através da hipnose ou auto-hipnose, se inculca no subconsciente que isto ou aquilo é completamente indiferente, seja o fumo, a bebida ou até mesmo alguma pessoa, o subconsciente reponde naturalmente, no mesmo grau e intensidade. Arthur não teria se martirizado nem apelado para o cigarro naquele momento crítico se tivesse, previamente, “avisado” ao inconsciente que ele não tinha mais o menor interesse em fumar cigarros.</p>
<p>As fórmulas, ou ordens ao subconsciente, devem ser sempre: curtas, sonoras, positivas, rítmicas e fáceis de se decorar. Vejam algumas destas ordens, comprovadamente eficazes:</p>
<p>- Alguém que se irrita muito no seu ambiente de trabalho, deve sugestionar-se assim: “No trabalho, muita calma e paz!”<br />
- Alguém que se enrubesce por qualquer coisa: “Se eu enrubescer, o sangue vai para as pernas e não para a cabeça!”<br />
- Alguém que em contato com clientes começa a suar nas mãos: “Na presença de alguém, mãos sempre calmas, secas e firmes!!!”</p>
<p>Outras dicas para você formular seus propósitos que se converterão em ordens ao subconsciente:</p>
<p>1 &#8211; Examine bem o que você quer propor.<br />
2 &#8211; Formule este propósito (por escrito) SEMPRE positivamente. Não faça nunca formulações negativas, do tipo &#8220;não quero mais&#8221;, &#8220;não vou mais&#8221; etc.<br />
3 &#8211; Feita a formulação, leia algumas vezes em voz alta, até sabê-la de cór.<br />
4 &#8211; Em estado de profundo relaxamento (auto-hipnose) pense intensamente nessa frase. Não precisa pronunciá-la em voz alta. Ela é para ser pensada.<br />
5 &#8211; Saiba que fórmulas curtas, repetidas com freqüência (mesmo durante o dia) produzem mais efeito do que frases longas que você possa dizer de vez em quando ou mesmo relembrar. Um exemplo de formulação para quem tem o hábito de roer unhas: &#8220;Se a mão quiser ir para a boca, muda de direção&#8221;.</p>
<p>Veja a seguir três exemplos de exercícios auto-hipnóticos que você pode começar a praticar agora mesmo, se for o seu caso. Leia muitas vezes até que as idéias propostas penetrem, definitivamente, no seu subconsciente. E assim, que se convertam em verdade!</p>
<p>1 &#8211; Para vencer a timidez<br />
2 &#8211; Para se tornar mais criativo<br />
3 &#8211; Para evitar o Bloqueio Mental por Tensão</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>Método de indução do transe hipnótico</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:15:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[(segundo Strosberg)
O exercício abaixo foi sugerido pelo Dr. I. M. Strosberg, em artigo publicado pela revista Hypnosis Techniques (International Journal of Psychosomatics &#8211; 1989).
Depois de acomodar confortavelmente o paciente, deve-se repetir as seguintes palavras, em tom baixo de voz e o mais monotônico possível:
“Se você me ouvir e tentar fazer o que eu digo, eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(segundo Strosberg)</p>
<p>O exercício abaixo foi sugerido pelo Dr. I. M. Strosberg, em artigo publicado pela revista Hypnosis Techniques (International Journal of Psychosomatics &#8211; 1989).</p>
<p>Depois de acomodar confortavelmente o paciente, deve-se repetir as seguintes palavras, em tom baixo de voz e o mais monotônico possível:</p>
<p>“Se você me ouvir e tentar fazer o que eu digo, eu lhe mostrarei como você pode melhorar seu relaxamento. Isto o ajudará a ficar muito mais confortável e vai eliminar o desconforto ou a dor que você está sentindo.</p>
<p>Permaneça tão confortável quanto possível. Agora faça uma respiração profunda. Inale profundamente e exale lentamente deixando seu corpo o mais relaxado possível. Feche seus olhos e mantenha-os fechados. (Pausa). Ainda com os olhos fechados faça-os girar para cima, para baixo e para os lados. Isso. Mais uma vez. Deixe os músculos de seus olhos ficarem completamente relaxados, tão relaxados que eles deixam de trabalhar. Ótimo. (Pausa). Neste momento eu lhe pedirei para fazer um teste. O teste é para descobrir o quão relaxados estão os músculos de seus olhos. Quando você fizer esse teste não abra seus olhos só para mostrar-me que você pode abri-los. Eu sei que você pode. O teste é apenas para provar a você mesmo que você está tão relaxado que seus olhos não funcionarão, mesmo quando você tenta fazê-los funcionar. Quando você sentir que eles estão muito relaxados, pode testá-los, e você vai perceber que eles estão paralisados, como se estivessem grudados. (Pausa). Agora, se você estiver completamente relaxado, e pronto para o teste, pode tentar.”</p>
<p>OBS: Este é um duplo cego para o paciente. Se ele abrir os olhos você saberá que ele não está relaxado. Se ele não abrir os olhos você poder observar suas pálpebras tremerem (catalepsia). Continuando&#8230;</p>
<p>“Isso é ótimo. Mais uma vez, faça seus olhos girarem para cima, para baixo e para os lados. Isso. Agora gire seus olhos para baixo e deixe seu corpo todo relaxar. Tome essa sensação agradável de relaxamento que está em seus olhos e a leve para o resto de seu corpo, do topo de sua cabeça até as pontas de seus dedos dos pés. Esta é uma sensação muito agradável.</p>
<p>O relaxamento pode significar várias coisas para pessoas diferentes. Para algumas relaxar é sentir-se pesado e afundar numa cama confortável. Outras pessoas sentem-se leves como uma pluma, como se flutuassem. Você sente-se pesado? Apenas acene. Ou você sente leveza, como se estivesse num tapete mágico? Apenas acene. Agora pense num lugar agradável, pode ser real ou imaginário. Um lugar de calma, paz, serenidade, tranquilidade, seu próprio lugar. Seu lugar secreto especial. Comece a se sentir ainda melhor. Sinta a temperatura&#8230; veja as cores&#8230; ouça os sons&#8230;sinta os cheiros&#8230;Sinta o seu lugar especial. (Pausa).</p>
<p>Fique assim por um tempo. Daqui há pouco você vai despertar. Eu vou contar lentamente até 5, e você vai sentir a excitação aumentar a cada número. Quando eu disser 5 você estar totalmente acordado e continuará sentindo-se bem. Tudo voltará ao normal. 1&#8230;&#8230;&#8230;..2&#8230;&#8230;&#8230;..3&#8230;&#8230;&#8230;..4&#8230;&#8230;&#8230;.5&#8243;</p>
<p>Este exercício não implica risco para o paciente e permite resultados bastante animadores já nas primeiras experiências. É recomendável ao iniciantes, contudo, não proceder duas tentativas seguidas com o mesmo paciente. A frustração de uma primeira tentativa pode inibir ou gerar um certo clima de desconfiança entre as partes e que resultará, quase sempre, na ineficácia de um procedimento seguinte.</p>
<p>Nota importante: Não é apenas o bisturi do cirurgião, a corrente elétrica do cérebro ou um droga química que podem provocar alterações em nossas funções somáticas. Estimulando-se, física ou quimicamente, o hipotálamo, ocorre imediatamente o aumento da pressão sangüínea. Quando, entretanto, nos encontramos em perigo real (ou imaginário), a pressão também pode subir; basta que imaginemos, vivamente, estar em condição de grande perigo para aque ela suba perigosamente.</p>
<p>Portanto, “não apenas intervenções químicas ou físicas alteram nosso consciente e subconsciente. Até a imaginação pode fazer isto.” Assim sendo, ninguém deve se surpreender quando ouvir dizer que, durante a hipnose ou auto-hipnose são manifestadas alterações do suco gástrico, alterações do pulso, do ritmo respiratório etc., se houver o correspondente estímulo.</p>
<p>Podemos, através de medicamentos, influenciar a região cerebral do sono e assim dormir. Mas podemos também provocar o centro cerebral do sono pela sugestão e adormecer. Injetando-se água estilada num paciente e dizendo-lhe que dormirá dentro de poucos minutos porque tal injeção era um forte soporífero, em pouco tempo começará a bocejar e logo irá dormir. É por isso que a imaginação negativa, como o medo justificado ou não, pode provocar doença. Ao contrário, sentimentos positivos como confiança nas forças de auto-defesa do organismo ou uma sólida esperança no restabelecimento da saúde ativam a capacidade de resistência e podem levar a uma “cura pelo poder da mente”. Nada sobrenatural. Apenas&#8230; natureza.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>A SUGESTÃO HIPNÓTICA</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:14:18 +0000</pubDate>
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<category>auto-hipnose</category><category>hipnose</category><category>hipnoterapia</category><category>hipnotizando</category><category>hipnotizar</category><category>sugestão hipnotica</category>
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		<description><![CDATA[Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra (ou no seu próprio) por um processo puramente mental. Um professor que todos os dias repete os mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões. O pai que censura o filho por algum erro está, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra (ou no seu próprio) por um processo puramente mental. Um professor que todos os dias repete os mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões. O pai que censura o filho por algum erro está, de algum modo, inculcando novos padrões de conduta na mente do garoto. A mãe que acaricia seu filho tenta por meio desse carinho, acalmar, motivar e equilibar o emocional da criança. Na verdade, se observarmos direitinho, tudo isso é sugestão. Tudo nesse mundo é sugestão; nossas próprias idéias não são nossas, são &#8220;sugestões&#8221; que admitimos e incorporamos à nossa memória como sendo nossas e passam a ser as &#8220;nossas verdades&#8221;. E nenhuma &#8220;hipnose&#8221; é necessária para aceitarmos estas sugestões, não é verdade? Elas chegam até nós e tomam a nossa mente com a maior naturalidade.</p>
<p>Outros agentes externos também produzem efeitos sugestivos sobre nós; um livro, um acidente, um filme, os acordes de uma música ou até mesmo um gesto de uma pessoa podem encher nosso espírito das mais diversas impressões, que vão da felicidade à dor. E isso tudo é &#8220;sugestão&#8221;.</p>
<p>Ninguém contesta também o fato de que o ser humano é, naturalmente, inclinado a obedecer. Afinal de contas, somos eternos aprendizes e, aprendizagem, de certa forma é uma espécie de obediência, de acatamento, de concordância, mesmo nas circunstâncias contestatórias. Porém, isso não quer dizer que estamos todos condenados a obedecer sistematicamente e que sempre seguiremos as sugestões que nos forem enviadas. Mesmo no estado hipnótico a sugestão não é todo poderosa; ela tem suas limitações positivas.</p>
<p>Assim sendo, podemos dizer que a sugestão hipnótica é uma ordem obedecida por uma pessoa em estado de sono induzido, por alguns segundos; no máximo por alguns minutos. Não pode ser comparada, a não ser vagamente, às sugestões em estado de vigília, comunicadas a indivíduos que nunca estiveram sob influência hipnótica. A sugestão hipnótica pode ser repetida, mas é absolutamente impotente para transformar &#8211; como já se afirmou &#8211; um criminoso em um homem honesto ou vice-versa.</p>
<p>Napoleão costumava dizer que “a imaginação controla o mundo”. Realmente, se você estiver numa rodinha de amigos e surpreendê-los informando que há uma epidemia de piolhos no bairro, poderá reparar que em poucos minutos todos estarão coçando a cabeça, expressando preocupação.</p>
<p>Assim como um eletrocardiograma acusa os mais finos impulsos elétricos de seu coração, o eletroencefalograma também demonstra os menores impulsos elétricos do seu cérebro. Se alguém se sente realmente ameaçado por um inimigo, surgem então no eletroencefalograma registros que são exatamente iguais aos que se originam quando alguém apenas imagina que está sendo ameaçado. Se alguém tem a certeza que está passando por um grande vexame, as curvas do seu eletroencefalograma se assemelham por completo às que teria apenas com a imaginação viva de estar se tornando alvo do vexame.</p>
<p>Podemos, desta forma, estabelecer alguns princípios fundamentais sobre a ação/reação da imaginação sobre a realidade.</p>
<p>1 &#8211; O que determina o nosso modo de agir não é a realidade existente, mas aquilo em que cremos e que, para nós, é a verdade. A pessoa que se sente ameaçada ou perseguida, mesmo que não haja nenhum perigo em torno dela e que nada lhe ameace, vive com medo da sua realidade que, mesmo sem ter relação com a realidade externa, é muito poderosa para ela.</p>
<p>2 &#8211; A imaginação é capaz de provocar alterações de toda sorte no organismo de uma pessoa. E, comprovadamente, estas alterações têm correlação qualitativa: pensamentos positivos &#8211; fé, amor, esperança, alegria etc. &#8211; provocam reações saudáveis na pessoa. Sentimentos negativos &#8211; ódio, ressentimento, medo etc. &#8211; provocam reações desagradáveis, como por exemplo, dores assintomáticas, prisão de ventre, indisposição estomacal, insônia e, segundo comprovam as pesquisas, também fazem baixar o nível imunológico tornando a pessoa predisposta à infecções de diversos tipos.</p>
<p>3 &#8211; Tudo o que pensamos, com clareza e firmeza, transplanta-se, dentro dos limites do bom senso, para a faixa somática. Ao imaginarmos que estamos comendo uma fatia gostosa de abacaxi, não raro as glândulas salivares começam a segregar saliva, já repararam isso? Se imaginarmos, com firmeza, que não podemos fazer uma coisa, por exemplo, soltar as mãos fortemente encaixadas uma na outra, então não poderemos mesmo.</p>
<p>4 &#8211; Nosso consciente é constantemente influenciado pelo subconsciente. Desta forma, podemos programar nosso subconsciente para o sucesso da mesma forma como podemos programá-lo para o fracasso.</p>
<p>5 &#8211; Quando o intelecto e a imaginação têm pontos de vistas diferentes, vence sempre a imaginação (como definiu Coué). Ela é mais forte que a inteligência. Mesmo sabendo (intelecto) dos riscos estéticos de ficar comendo doces a toda hora, poucos resistem à idéia (imaginação) de provar uma fatia daquele pudim de laranja gostoso que está na geladeira. Assim sendo, nenhuma pessoa inteligente deve fazer tentativas a partir, exclusivamente, da “força de vontade”. Antes disso, ela precisa, necessariamente, reprogramar sua imaginação.</p>
<p>6 &#8211; O acesso mais fácil para o subconsciente é o estado de total relaxamento. Quando as ondas cerebrais caem para em torno de oito ciclos por segundo &#8211; nível alfa &#8211; abrem-se os poros do nosso subconsciente.</p>
<p>Vamos ver, então, como atingir este estado de | total relaxamento |, que é o ponto de partida para modificarmos &#8211; de acordo com as nossas necessidades e interesses &#8211; os padrões existentes no nosso subconsciente.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>Milton H. Erickson e o Cavalo de Tróia: A Terapia Não Convencional no Cenário da Crise dos Paradigmas em Psicologia Clínica</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
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Parte 1
Resumo
O presente artigo busca situar a obra de Milton Erickson no cenário da transição de paradigmas científicos, particularmente da psicologia clínica. Destaca-se que as contribuiçıes desse autor, ao mesmo tempo em que denunciam as limitaçıes do paradigma dominante, apontam na direção de pressupostos distintos, muito afins com as perspectivas de um paradigma emergente. A [...]]]></description>
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<span class='postTabs_titles'><b>Parte 1</b></span></p>
<p><strong>Resumo</strong></p>
<p>O presente artigo busca situar a obra de Milton Erickson no cenário da transição de paradigmas científicos, particularmente da psicologia clínica. Destaca-se que as contribuiçıes desse autor, ao mesmo tempo em que denunciam as limitaçıes do paradigma dominante, apontam na direção de pressupostos distintos, muito afins com as perspectivas de um paradigma emergente. A metáfora do cavalo de Tróia busca retratar a influência sutil e intensa do trabalho desse autor sobre as perspectivas consagradas,<br />
de modo que, enquanto fascina e causa admiração, traz em si um potencial elevado de reflexão crítica e incisiva sobre essas mesmas perspectivas. Destacando três aspectos centrais desse processo a impossibilidade teórica, o resgate da subjetividade<br />
complexa e a busca de novas racionalidades o artigo concluído delineando possíveis caminhos para a concepção e o uso do legado de Erickson.</p>
<p>Palavras-chave: Milton Erickson; terapia não convencional; hipnose; paradigmas; psicologia clínica.</p>
<p>Uma incômoda questão permanece em aberto para quem quer que reflita sobre a obra de Milton Erickson: como ela deveria ser compreendida no atual cenário do conhecimento das ciências psíquicas. Tal questão, mesmo parecendo simples e despretensiosa, reveste-se de profunda importância, uma vez que toca diretamente em<br />
pontos fundamentais sobre a própria construção do conhecimento e principalmente sobre a crise de paradigma vivida na atualidade.</p>
<p>Pode-se, sem dúvidas, compreender tal obra como fruto de um gênio excêntrico, associando-se suas contribuiçıes à uma forma de trabalho muito pessoal e singular de seu autor. Pode-se também buscar concebe-la como um conjunto de noções a serem<br />
posteriormente traduzidas para um esquema conceitual inteligível dentro de noçıes consagradas da psicologia. Dito de outro modo, a riqueza e a complexidade da terapia não convencional</p>
<p>podem permitir inúmeras narrativas e formas de compreensão. Por outro lado, o que a maioria de tais alternativas busca consiste em uma tarefa impossível, na medida em que<br />
procuram conceber uma obra complexa, irregular e subversiva dentro de noções simplificadoras, sistemáticas e reguladoras que caracterizam profundamente não só as<br />
epistemologias da psicologia , como também o próprio paradigma do conhecimento científicopode-se entender a insatisfação de Hoffman (1992) ao criticar as tentativas de sistematização do legado de Erickson. É justamente nesse ponto que o presente artigo<br />
assume sua posição: procura-se compreender a obra de Erickson como um conjunto de contribuiçıes que ao mesmo tempo questionam, denunciam a falência e apontam soluções diante dos dilemas e limitaçıes do paradigma dominante na ciência e suas influências na psicologia.</p>
<p>Vale destacar que tais açıes da obra desse autor antes de apontarem para a simples e cômoda construção de uma nova teoria, remetem para transformaçıes profundas em termos epistemológicos, cujos rumos e implicaçıes são imprevisíveis. Tratam-se muito mais de um conjunto múltiplo de desafios que exigem constantes construções de seus interlocutores, dando lugar a uma tarefa sempre inacabada. Nessa perspectiva de conceber o problema, pode-se notar a considerável similaridade entre a forma como<br />
Erickson lidava com seus pacientes e, talvez sem que o soubesse, a forma como se posicionou diante dos próprios paradigmas dominantes na psicologia. Ao invés de confrontar abertamente suas crenças e ativar suas resistências, em sua prática terapêutica e hipnoterapêutica ele procedia de forma indireta desviando sua atenção e<br />
ativando aos poucos, via inconsciente, seus processos de mudança (Erickson &#038; Rossi, 1979; Erickson, Rossi &#038; Rossi, 1976; Haley, 1991; Zeig &#038; Geary, 2000). De modo<br />
semelhante, seu legado estático e pragmático, ao mesmo tempo em que evoca profunda admiração e curiosidade da comunidade científica, parece promover em seu seio, sem que se perceba, importantes modificaçıes que questionam profundamente os pressupostos da psicologia clínica. É nesse sentido que será aqui tomada a metáfora<br />
do cavalo de Tróia, isto é, a de um presente belo e imponente que, ao cair da noite e já no interior das muralhas do saber, anula suas defesas, permitindo a revolução e a construção de uma nova ordem. Contudo, parte-se do pressuposto de que o momento atual do conhecimento científico, particularmente em psicologia, é o dessa noite confusa e tumultuada, própria das crises paradigmáticas, cujo alvorecer ainda parece distante, pois as próprias surpresas presentes no interior do cavalo de Erickson ainda não se mostraram por inteiro.</p>
<p>Dentro do exposto, pode-se destacar que o objetivo deste artigo é o de caracterizar a terapia não convencional de Erickson como um dos principais marcos de transição que denuncia a crise do paradigma em psicologia clínica e também aponta caminhos e possibilidades de um paradigma emergente nessa disciplina. Tal caracterização abordará brevemente três tópicos básicos (a construção teórica, a subjetividade como objeto complexo e a busca de novas racionalidades) que colocam a noção complexa de subjetividade (Gonzalez-Rey, 1997; Morin, 1996a, 1996b, 1998; Neubern, 1999, 2000, 2001b) como um eixo fundamental para um novo paradigma. Essa tentativa, ao invés de se constituir em um exercício de previsão, pois o novo paradigma ainda está por se constituir, busca apenas delinear algumas de suas principais noções mestras, sem a pretensão de esgotar as possibilidades do imprevisível e da surpresa, tão comuns em investigações desse tipo. Optou-se ainda, por diversas razões, pela restrição da discussão às reflexões mais abrangentes sobre a transição e crise de paradigmas, sem considerar com mais propriedade as contribuições de autores que buscam sistematizar o legado de Erickson. A tentativa é a de demonstrar a sintonia do autor com importantes reflexões epistemológicas do momento, delineando seu lugar central no cenário da atual crise.</p>
<p>Um Imenso Cavalo de Madeira é Acolhido na<br />
Fortaleza Científica</p>
<p>Fissuras na Unicidade Teórica</p>
<p>Um dos principais pilares em torno do qual a fortaleza científica erigiu-se de forma imponente foi a possibilidade de um acesso úœnico e confiável ao real (Gonzalez-Rey,  1997; Morin, 1996a, 1998; Prigogine &#038; Stengers, 1997; Santos, 1987). Uma vez afastada toda aparente complexidade das condições iniciais, tornava-se possível o acesso às leis imutáveis e universais que regiam os fenômenos. Assim sendo, os cientistas passaram a possuir o privilégio de prever e controlar a natureza, impondo-se sobre ela e transformando-a de modo nunca antes visto. Tal perspectiva promoveu<br />
considerável impacto social para os avanços científicos de modo a associar-lhes intrinsecamente à produção de riquezas e ao capitalismo (Lyotard, 1979), alçando o homem a um posto antes ocupado apenas por Deus o de senhor da natureza (Morin, 1996a). Os cenários sociais no Ocidente dos últimos séculos promovem, então, a superioridade da racionalidade científica, legando as outras formas de saber a um plano secundário. Uma vez que a realidade seria única e universal e seu acesso, um privilégio restrito aos métodos específicos da ciência, os sistemas científicos foram imbuídos<br />
de uma lógica exclusivista a fim de corresponder de modo preciso e confiável ao real. Os reflexos desse processo incidem diretamente sobre a concepção da teoria que passa<br />
a conceber realidades únicas, exclusivas e universais.</p>
<p>A psicologia, por sua vez, movida pelo afã de pretensão científica, passou por um percurso histórico ao mesmo tempo curioso e embaraçoso quanto à construção de seus sistemas teóricos. Por um lado, as categorias generalistas sobrepuseram-se quase que por completo às noções singulares, dissolvendo os sujeitos cotidianos em estruturas universais inconscientes, comportamentais ou sociais (Gergen, 1996; Gonzalez Rey, 1997; Neubern, 2001b). As conseqüências dessa primazia generalista vão desde o paradoxo de um indivíduo universal (Santos, 1995) até a constituição da psicologia como uma ciência muito mais voltada para o polo da regulação do que da emancipação<br />
(Santos, 1989). Por outro lado, a diversidade e a tendência exclusivista e autocêntrica de seus sistemas de idéias colocou sob suspeita a tªo almejada cientificidade, pois<br />
o pressuposto de uma realidade única e absoluta era incompatível com a multiplicidade de noções de homem.</p>
<p>Desse modo, um campo disciplinar povoado de uma diversidade de escolas, em que cada uma delas reivindicava o privilégio da realidade sobre a psique humana, permitiu<br />
com que a psicologia fosse concebida como uma ciência atrasada, pré-paradigmática no sentido de Kuhn (1996), com relação às ciências da natureza, onde o consenso<br />
estaria mais amplamente estabelecido.</p>
<p>No entanto, os percalços para um reconhecimento científico não impediram a conquista de espaços sociais e daí a construção de fortalezas que delimitavam os domínios da psicologia. De forma similar, não impediram as defesas acirradas contra qualquer ataque à racionalidade científica dominante da qual tal ciência buscava se imbuir.</p>
<p>Neste contexto, tal como ocorrido na guerra de Tróia, os psicólogos recebem a obra de Erickson em meio à profunda admiração, sem vislumbrar os perigos que comporta contra suas construções teóricas. A ebriedade das festas e comemorações das pretensas vitórias de sua cientificidade parece te-los embalado na doce ilusão de enquadrá-la em perspectivas tradicionais, reconhecidas por suas respectivas comunidades. É assim que sua forma não convencional de terapia é associada ao humanismo, ao behaviorismo e à psicanálise (Chertok, 1998), como também às teorias sistêmicas (Haley, 1991; Hoffman, 1992). Entretanto, em seu seio, a obra de Erickson parece guardar um ataque contundente contra o pilar universal e generalista das construções teóricas.</p>
<p>Contrapondo-se ao paradigma dominante, Erickson resgata de modo radical a noção de singularidade. Tal noção, em termos epistemológicos, implica em considerar os indivíduos como seres únicos e inéditos que, mesmo possuindo determinações gerais (como da espécie, da família, da sociedade, dentre outras), constituem-se em qualidades emergentes (Morin, 1999) que nªo se esgotam nessas determinações nem se repetem nas construções sociais. Suas qualidades ativa, consciente e interativa permitem-lhes serem considerados na condição de sujeito (Gonzalez-Rey, 1997; Morin, 1996a, 1996b) que retroage sobre as próprias determinações que o antecedem. Isso implica em considerar que a possibilidade de uma teoria de conteúdos universais e  a &#8211; priori torna-se inviável, conforme a citação abaixo (Zeig, 1995): Acho que o terapeuta não faz nada além de fornecer a oportunidade de pensar no problema dentro de um clima favorável. E todas as regras da teoria gestáltica, de psicanálise, de análise transacional &#8230; vários autores redigiram-nas nos livros, como se cada pessoa fosse igual à outra. E até onde<br />
descobri em cinqüenta anos, cada pessoa é um indivíduo diferente.</p>
<p>Sempre trato cada pessoa como um indivíduo, enfatizando as qualidades individuais dele ou dela. (p. 241)</p>
<p>O que se destaca nesta citação, na perspectiva aqui discutida, não é apenas a confirmação do caráter a &#8211; teórico de Erickson (OHanlon, 1994; Zeig &#038; Geary, 2000), mas organização complexa de pensamento que apresenta diversas rupturas com os pressupostos dominantes sobre a construção e o papel da teoria. Em outras palavras, ao<br />
mesmo tempo em que se considera a impossibilidade teórica para a terapia não convencional, remete-se a questão à uma forma distinta de construir teoria em considerável sintonia com os questionamentos epistemológicos atuais.</p>
<p>Diante de uma realidade singular e que se modifica à cada instante, a construção de pensamento teórico deve privilegiar uma relação distinta com o real, calcada em outros pressupostos epistemológicos. À princípio, uma vez que não é possível um conhecimento direto e absoluto do real (Anderson &#038; Goolishian, 1988; Gergen, 1996;<br />
Gonzalez-Rey, 1997; Keeney, 1994; Mahoney, 1991; Morin, 1996a, 1998; Santos, 1987, 1989), estabelece-se uma relação de diálogo, em que as construções relativas<br />
e parciais do sujeito modificam-se diante dos movimentos ativos dos objetos complexos do real. A construção do pensamento teórico torna-se, portanto, uma atividade local<br />
e relativa, que gera sentidos em função de momentos singulares e que remete à uma noção de realidade marcada pela complexidade constitucional, ao invés de aparente,<br />
pela transformação constante, ao invés da imutabilidade, e pelo retorno do acontecimento, que rompe com os tecidos deterministas comuns nas teorias psicológicas.</p>
<p></div>

<div class='postTabs_divs' id='postTabs_1_1836'>
<span class='postTabs_titles'><b>Parte 2</b></span></p>
<p>Todavia, a próxima surpresa escondida no cavalo de madeira de Erickson aponta para um objeto complexo, que não se apreende pelas teorias tradicionais e que aponta<br />
na direção de profundas modificações epistemológicas.</p>
<p>Tal objeto, que aparece na obra do autor apenas por fragmentos, apresenta considerável sintonia com o tema da subjetividade discutido sob diferentes perspectivas no cenário científico (Morin, 1996a, 1996b; Santos, 1995; Tourraine, 1999) e na psicologia de modo geral (Anderson&#038; Goolisnhian, 1988; Ausloos, 1995; Gergen, 1996; Gonzalez-Rey, 1997; Keeney, 1994; Mahoney, 1991; Neubern, 1999). As contribuições da terapia não convencional revestem-se de especial importância na<br />
medida em que retomam a complexidade das questões envolvidas com o tema da subjetividade, promovendo articulações entre noções classicamente opostas pelo<br />
paradigma dominante.</p>
<p>À princípio, Erickson destaca a impossibilidade de conhecer a subjetividade (O Hanlon, 1994) tanto pelas diversidade de processos emaranhados que lhe são próprios,<br />
como por sua contínua mutação. A citação seguinte (Rossi, Ryan &#038; Sharp, 1983) Ø ilustrativa nesse sentido: Seu paciente é uma pessoa hoje, totalmente outra amanhã, mais<br />
totalmente outra ainda na semana que vem, no mês que vem, no ano que vem. Daqui a cinco, dez, vinte anos será outras pessoas. É bem verdade que possuímos certo  background genérico, mas somos pessoas diferentes a cada dia de nossas vidas. (p.3)<br />
Um dos pontos centrais que se destacam desta citação é a relação que Erickson estabelece entre a ação do sujeito e sua determinação histórica. Sob o auxílio de sua própria orientação naturalista (Erickson, 1958; Erickson &#038; Rossi, 1979) pode-se conceber que ele preconiza um sujeito atual e auto-regulado que qualifica de forma própria as influências sociais e históricas sem colocar-se como um autômato das mesmas. Dito de outro modo, o sujeito é atual, subjetiva sua história, ao invés de se escravizar à ela, e permanece aberto às opções presentes em suas ações sociais. É dentro dessa mesma perspectiva que se pode compreender sua orientação de presente e futuro (O Hanlon, 1994; Zeig, 1995) que não lhe constrangia a um retorno obrigatório ao passado de seus pacientes.</p>
<p>Porém, a passagem acima evoca ainda outra dimensão, cujas implicações epistemológicas são fundamentais. As constantes modificações podem ser compreendidas em função da dialética permanente entre as constituições e<br />
construções (Gonzalez-Rey, 1997) presentes na ação do sujeito que o levam à redimensionar com freqüência significados, sentidos e padrões subjetivos. Dentro dessa<br />
perspectiva, uma primeira implicação refere-se à própria manutenção dos sintomas que, ao invés de obedecerem obrigatoriamente à uma estrutura profunda onde desempenha funções, baseiam-se em modelos costumeiros de resposta (OHanlon, 1994), próprios de seu interjogo social.</p>
<p>Trata-se mais uma vez da possibilidade de retorno acontecimento (Morin, 1996a), cuja compreensão apresenta importantes alternativas quanto ao determinismo psicológico<br />
e histórico que podem possuir influência sobre a produção de sintomas, mas não necessariamente a esgotam.</p>
<p>Em segundo lugar, depreende-se dessa noção uma postura de observação atenta quanto às várias expressões do sujeito, sejam elas verbais, sejam não verbais (respiração, postura, expressão facial, vestimentas, dentre outras). Tal observação que busca atender ao mesmo tempo à uma visão holística, singular e momentânea do sujeito refere-se ao que Erickson designou como minimal cues (Erickson, 1964; Erickson &#038; Rossi, 1979) e remete à exigência de qualificação (ou utilização) das diversas expressões do sujeito sem a necessidade de enquadrá-las em uma dada perspectiva teórica. A relevância deste<br />
ponto refere-se à possibilidade de conceber o processo interativo (seja da terapia, da pesquisa ou da própria construção do conhecimento) com uma infinidade de pontos (minimal cues) que conferem a tal processo momentos, rupturas e aberturas. A história desenvolvida, importante para a consideração dessas interações, parte de uma perspectiva linear e homogênea para uma perspectiva múltipla, heterogenia e com diversas possibilidades de significação e narrativa.</p>
<p>Aqui toca-se em uma terceira implicação epistemológica na medida em que se busca privilegiar os próprios cenários dos sujeitos, de modo que a utilização  efetivada pelo<br />
terapeuta volta-se para o desencadeamento de mudanças nos processos particulares dos pacientes. Nesse sentido, a função da teoria não é outra que não a de fornecer<br />
referências para o diálogo com a realidade múltipla do sujeito, abstendo-se do mecanismo tradicional de conceber e interpretar tal problemática a partir de conteúdos<br />
universais e a priori. Essa perspectiva pragmática busca envolver o paciente em seus projetos particulares de mudança, criando condições para sua participação efetiva<br />
como sujeito nos mesmos.</p>
<p>Finalmente, cabe ressaltar que semelhante resgate da subjetividade coloca problemas de difícil abordagem no atual panorama científico. O fato de iniciar a criação de espaços epistemológicos para o sujeito cotidiano, livre das amarras das superestruturas inconscientes e sociais, pronto para viver seus próprios dramas em seus cenários<br />
sociais, ao invés de viver os dramas de Édipo em seu cenário teórico e artificial, remetem à um confronto direto quanto a um conjunto de noções e mecanismos<br />
do paradigma dominante para quem a subjetividade constituiu, nos últimos séculos, uma terrível ameaça.</p>
<p>Entretanto, esse confronto parece inevitável. O próprio homem começa a se perguntar no seio do cenário científico sobre suas origens, sua condição existencial (Neubern, 2000) e o para que se faz ciência (Santos, 1989).</p>
<p>As dúvidas e paradoxos que tais exclusões legaram não parecem mais ser toleráveis. Porém, da mesma forma que um ser aberto ao presente e o futuro não permitiram<br />
à Erickson construir uma teoria, as incertezas do porvir do conhecimento só permitem indagações ainda não respondidas.</p>
<p>Promovendo a Subversão: Rumo a Novas Racionalidades Para<br />
Lidar com o Imponderável</p>
<p>O caráter a &#8211; teórico com que Erickson conduziu suas construções traz à tona um terceiro ponto que sintoniza seu trabalho com as possibilidades de um paradigma<br />
emergente: a busca de novas racionalidades que faça frente à complexidade das questões estudadas. Nesse sentido, o ponto que pareceria ser sua maior falha, afigura-se como uma de suas maiores contribuições. Sua insistência em não construir sistemas condizentes com a tradição psicológica é altamente significativa, pois diante de uma<br />
realidade altamente complexa, Erickson prefere contemplá-la e respeitá-la, posto que qualquer forma de teorização conhecida o levaria aos mesmos equívocos de seus contemporâneos, isto é, à uma profunda mutilação e descaracterização dos objetos de estudo. Ao limitar-se a construir alguns princípios de abordagem, ele não só apontava para a necessidade de respeito das realidades subjetivas, mas também para a necessidade de investigações e desenvolvimentos epistemológicas mais profundos que pudessem contemplar e abordar semelhante complexidade.</p>
<p>Tal postura adotada pelo autor aproxima-se sobremaneira dos desafios com que se depararam os físicos na mecânica quântica e na relatividade. À medida que se<br />
depararam com noções contraditórias (paradoxo partícula-onda), incertezas e ausência de referenciais absolutos (Heisenberg, 1999; Morin, 1997; Santos, 1987) os físicos<br />
viram-se constrangidos a buscar novas concepções, cujos questionamentos abalaram pilares centrais do paradigma dominante como a matéria, o tempo, o espaço, o universo<br />
e a participação do espírito humano. É interessante notar que possivelmente a considerável amplitude da atual crise de paradigmas ocorra pelo fato de que os questionamentos mais incisivos sobre seus fundamentos partiram da ciência que mais protagonizou a racionalidade dominante.</p>
<p>O impacto dessas reflexões tem levado cada vez mais ao questionamento crítico dessas bases, particularmente sobre a grande divisão do paradigma dominante. Nessa perspectiva, antigas dicotomias como homem natureza ou sujeito  objeto passam cada vez mais a carecer de sentido, tornando-se possível repetir com Santos (1987) que<br />
toda natureza é humana (p. 44) e que o sujeito se vê naquilo que vê. (p. 45)</p>
<p>A questão que se coloca em meio à tal cenário é, portanto, a da necessidade de busca de conjuntos  alternativos de cosmo visões e pressupostos que permitam ir além das<br />
disjunções e reduções promovidas pelo paradigma dominante. Uma vez que o materialismo é condenado à morte por falta de matéria, é necessário ir além das<br />
concepções enraizadas nos sentidos físicos, para que se torne possível o diálogo com um universo invisível, irregular, paradoxal e permeado por acontecimentos singulares, em que as tradicionais divisões encontram cada vez menos condições explicativas.</p>
<p>Nesse sentido, um manancial de conceitos e noções, antes próprios das ciências sociais, passam aos poucos a serem inseridos nas explicações físicas, permitindo novas leituras à respeito dos fenômenos. História, imprevisibilidade, criatividade, acidente, revolução social, violência, dominação, escravatura, democracia nuclear, auto-poiesis vêm não<br />
somente proporcionando uma nova ótica de fenômenos complexos, mas principalmente incluindo o humano no âmago daquilo mesmo que toma como objeto de estudo<br />
(Morin, 1996a, 1998; Santos, 1987, 2000). Logo, noções como analogias, textos, biografia e teatro passam a adquirir um papel central na psicologia (Anderson &#038;<br />
Goolishian, 1996; Gergen, 1996), como nas ciências em geral (Santos, 1987).</p>
<p>É numa perspectiva semelhante que cabe uma reflexão sobre uma das principais características do trabalho de Erickson: o conto de histórias e o uso de analogias<br />
(Erickson &#038; Rossi, 1979; Haley, 1991; Mendonça, 1995; O Hanlon, 1994; Rosen, 1994; Zeig &#038; Geary, 2000). Tal recurso aparece em sua obra aliado à todo um conjunto de pressupostos que, conforme discutido, remetem à uma noção complexa da subjetividade. Entretanto, o ponto central que se destaca em sua utilização é que as histórias e analogias, contrariamente à diversas escolas psicológicas, não aparecem subordinadas à um esquema teórico subjacente. Ou seja, seu uso não está determinado de antemão por uma leitura sobre estruturas de personalidade ou conflitos psíquicos, mas por um processo interativo em que se resgata o sujeito cotidiano. Histórias e anedotas não ocupam, portanto, uma posição hierarquicamente inferior, mas constituem-se em uma forma privilegiada de abordagem de importantes implicações pistemológicas.</p>
<p>À princípio remetem a uma noção de uso em que o próprio jogo interativo promove um contexto em que se torna possível a reconstrução de significados e sentidos singulares do sujeito. A pragmática de tal recurso refere-se tanto à consideração dos cenários específicos do sujeito como à própria coreografia que se desenha entre paciente<br />
e terapeuta, abrangendo múltiplos níveis ou dimensões (Erickson &#038; Rossi, 1979; Erickson &#038; cols., 1976).</p>
<p>Apesar das críticas quanto à noção de níveis de relação que podem sugerir hierarquizações, tal perspectiva apresenta afinidades com as noções pós-modernas que enfatizam uso e jogos de linguagem (Anderson &#038; Goolishian, 1988; Gergen, 1996). As construções dos sujeitos sobre suas vidas, seus conflitos e problemas não consistem em<br />
subprodutos de estruturas gerais e impessoais, mas remetem a seus cenários cotidianos onde se desenvolvem, por assim dizer, organicamente.</p>
<p>Por outro lado, o uso de analogias e histórias tocam ainda em outra questão epistemológica de considerável importância. Uma vez que não é possível um<br />
conhecimento direto da complexidade dos sujeitos, tornam-se necessárias formas indiretas de abordá-los que desencadeiem processos de mudança (Erickson, 1958;<br />
Erickson &#038; Rossi, 1979; Erickson &#038; cols., 1976). Esse uso indireto da linguagem abre, ao mesmo tempo, duas perspectivas importantes: por um lado, promove importantes reconstruções e experiências que remetem o sujeito a um auto-conhecimento, isto é, um conhecimento vivencial e aberto ao qual ele se engaja ativamente como sujeito e não espectador.</p>
<p>De outra parte, remete à uma reflexão aprofundada sobre o próprio conhecimento<br />
psicológico que necessita comportar aberturas, buracos negros, ruídos e interrogações que o abram para o diálogo com a complexidade do real, ao invés de buscar<br />
mantê-lo na ilusão de um conhecimento homogêneo, linear e acabado.</p>
<p>Desse modo, pode-se compreender que a terceira surpresa que salta de dentro do cavalo de madeira é a criação de buscas de novas racionalidades em que o humano sai de uma posição marginal para se situar no centro de um universo onde ele mesmo se contempla. A perspectiva de uma linguagem indireta parece mesmo redundante nesse sentido, pois em termos epistemológicos toda linguagem, por sua própria condição subjetiva, é necessariamente indireta. O que Erickson destaca ao encontro disso é que o uso de analogias e o conto de histórias não consistem em um anteparo indireto subjugados a perspectivas diretas e finalistas, mas em legítimas alternativas epistemológicas para a construção do conhecimento. Tal uso promove uma pertencia para pesquisador e sujeito que rompe por completo com formas tradicionais de interlocução da natureza, em que ela é vista como um autômato ignorante e estúpido. Mais que isso, promove uma pertencia em que ciência e senso comum apontam para a construção de um futuro promissor para o conhecimento (Santos, 1989).</p>
<p>Conclusão<br />
O Legado de Erickson Como um Presente de Grego</p>
<p>A questão principal que animou o desenvolvimento deste artigo foi o de situar o legado de Erickson como uma contribuição central no seio da crise e transição de paradigmas da atualidade tanto nas ciências em geral como na psicologia. A proposta não implica, portanto, em desvincular as contribuições desse autor das prováveis fontes que tenham alimentado a construção de sua obra.</p>
<p>Da mesma forma que toda obra original possui vínculos com o pensamento coletivo de uma época, autores como Erickson são frutos de seu tempo e ao mesmo tempo<br />
precursores que anunciam revoluções nas próprias concepções que dominaram o cenário de seu tempo. A originalidade de uma obra não deve subentender ausência<br />
de relações com os cenários sociais e culturais, as preocupações epistemológicas, os debates e reflexões críticas, os componentes políticos, econômicos e ideológicos, enfim, todo o conjunto de processos que permeiam a construção do saber.</p>
<p>No entanto, uma das principais intenções do artigo consiste em prevenir os interessados no assunto quanto a um erro epistemológico, social e político muito comum nas comunidades científicas, particularmente da psicologia: a de buscar travestir propostas novas com roupagens antigas. Ou seja, de forma quase automática e linear, busca-<br />
se explicar contribuições revolucionárias à partir de esquemas consagrados, em que todo o potencial de reflexão criativo é esgotado em formas teóricas e metodológicas aceitas pela tradição, mesmo que caducas diante dos inúmeros desafios sociais com que se depara.</p>
<p>Nessa sentido, todo processo de institucionalização, embora necessário, corre sérios riscos, seja pela tentativa deliberada de enquadrar tais propostas em perspectivas<br />
consagradas, seja pelo acordo tácito e inconsciente com epistemologias dominantes. Em ambos os casos, o apelo à uma situação cômoda que evita os àrduos percalços da reflexão epistemológica que busca qualificar o novo, pode desempenhar papel decisivo.<br />
É justamente neste ponto que se concebe que o legado de Erickson consiste prioritariamente em um presente de grego, na medida em que convida seus interlocutores<br />
à transformações profundas não apenas em suas formas de abordagem terapêutica, mas também a uma revisão crítica de todos os momentos e situações onde o conhecimento se constrói. Por tais razões, após a pergunta feita na introdução do artigo sobre como conceber a obra de Erickson, outra interrogação torna-se inevitável: que usos devem ser feitos da obra de Erickson. Essa seqüência de perguntas implica na abertura de<br />
consideráveis desafios movidos pela busca de coerência entre os princípios adotados e às diversas formas de relação que se desenvolvem nos setores da comunidade científica.</p>
<p>Em outras palavras, tais desafios podem ser sintetizados da seguinte forma. Se: os sujeitos são complexos, singulares, auto-regulados e modificam-se à cada instante; não se permitem apreender pelas formas tradicionais de construir teorias; remetem a um universo imponderável mais invisível que visível e permeado por acontecimentos, desordens e caos; exigem formas indiretas de abordagem em que a linguagem analógica e anedótica passa a conviver com o rigor científico; implicam na superação de dicotomias tácitas para o pensamento psicológico  Então: como deveriam ser<br />
conduzidas as relações nos contextos de ensino e formação? Que parâmetros poderiam nortear as relações nos conclaves e encontros científicos? Que pautas poderiam permear os bastidores e o cotidiano dos institutos? Quais diretrizes serviriam de referências para<br />
a condução da pesquisa e da terapia? Quais parâmetros auxiliariam na reflexão sobre a inserção social dessa forma de conhecimento?</p>
<p>Na mesma linha de pensamento, a lista de questões pode ser estendida consideravelmente. Contudo, não se pode alimentar a ilusão de que tais questões sejam<br />
facilmente respondidas e, mais ainda, executadas. O teor epistemológico desses princípios vai frontalmente de encontro aos pressupostos dominantes na tradição<br />
psicológica e suas formas de institucionalização do saber.</p>
<p>Efetivamente, uma ciência que buscou se erigir numa missão social regulatória (Santos, 1989) com pressupostos de previsªo, controle, generalização e impessoalidade<br />
(Neubern, 2000, 2001a, 2001b) encontrará certamente dificuldades diante de propostas emancipatórias, com pressupostos de imprevisibilidade, autonomia, singularidade, história e criação.</p>
<p>No entanto, embora o desconforto e o incômodo epistemológicos se constituam no preço pago por não considerar a terapia não convencional como um simples<br />
legado de técnicas, eles trazem também outra perspectiva para a apreciação desse presente de grego a estética (Keeney, 1994). A admiração e o espanto mobilizados<br />
pelo cavalo ericksoniano de Tróia seduzem e ameaçam conduzir psicólogos e cientistas às destruições necessárias, mas também resgatam a imaginação, a fantasia e o sonho<br />
com um futuro distinto para o conhecimento.</p>
<p>Contudo, uma vez que tais transformações são inevitáveis é sem dúvida um dado significativo que tal obra tenha impressionado tão profundamente as comunidades<br />
psicológicas, não tanto por um conhecimento que se supre na razão, mas principalmente por um conhecer que a surpreende, beira o absurdo, toca fundo em seus<br />
interlocutores e mobiliza encantamento. As possíveis conseqüências deste processo para o conhecimento são ainda muito obscuras, pois em uma transição de paradigmas existem poucos fundamentos firmes e seguros para concebê-las. Entretanto, o legado de<br />
Erickson parece apontar para uma transição entre o mundo seco e morto pela arrogância do paradigma dominante, para um universo vivo e encantado do paradigma emergente (Neubern, 2000; Prigogine &#038; Stengers, 1997).</p>
<p></div>

</p>
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		<title>ENTREVISTA COM ALEXANDRE BORTOLETTO</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:07:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Entrevista publicado nas mídias brasileiras entre jornais, revistas e internet sobre a Hipnose Ericksoniana e outras possibilidades práticas em Programação Neurolinguística (PNL) em 14 de janeiro de 2000, por Alexandre Bortoletto.
Diversas possibilidades com a Hipnose Ericksoniana
por Alexandre Bortoletto
Entrevista com Alexandre Bortoletto A auto-hipnose é útil para vários fins.
Existem muito mitos sobre a hipnose, que exerce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista publicado nas mídias brasileiras entre jornais, revistas e internet sobre a Hipnose Ericksoniana e outras possibilidades práticas em Programação Neurolinguística (PNL) em 14 de janeiro de 2000, por Alexandre Bortoletto.</p>
<p>Diversas possibilidades com a Hipnose Ericksoniana</p>
<p>por Alexandre Bortoletto</p>
<p>Entrevista com Alexandre Bortoletto A auto-hipnose é útil para vários fins.</p>
<p>Existem muito mitos sobre a hipnose, que exerce um grande fascínio nas pessoas, sendo temas constantes de televisão e reportagens. E de acordo com o master trainer em hipnose ericksoniana e hipnólogo Alexandre Bortoletto, é possível o próprio indivíduo se<br />
hipnotizar. “Um transe auto induzido pode ser utilizado para muitos fins, como relaxar, pensar sobre a solução de um problemas e integrar novas informações”, explica.</p>
<p><strong>POSITIVIDADE –</strong> Para Bortoletto, é preciso colocar o objetivo desejado em termos positivos, dando à mente inconsciente um conjunto completo de instruções antes de entrar em transe. “Faça questão de criar uma “rede de segurança” mais ou menos assim:<br />
quero entrar em transe para relaxar ou obter uma resposta para tal coisa e quero permanecer em transe por “x” minutos ou até atingir minha meta. Neste momento, vou sair do transe, sentindo-me relaxado, descansado, e bem”, ensina.</p>
<p><strong>METÁFORA –</strong> O hipnólogo compreende que qualquer resposta pode ser comunicada na forma de metáforas e explica que o profissional da área assume o papel de agente ou<br />
instrutor para ajudar a pessoa a conseguir esses estado agradável. “Alguns hipnólogos gravam fitas para seus pacientes, afim de serem usadas entre as sessões ou no lugar de sessões repetitivas. O bom exemplo é o emprego da hipnose no tratamento de dores crônicas, em que, muitas vezes, fitas são utilizadas pelo paciente conforme sua necessidade”, finaliza.</p>
<p><strong>HIPNOSE X ALGUNS MALES -</strong> O que é? Trata-se de um estado alterado de consciência e percepção, de profundo relaxamento, no qual o consciente e o inconsciente podem ser focalizados por ficarem mais receptivos à sugestão terapêutica. O trabalho hipnótico facilita a descoberta de novas opções na vida e a quebra de padrões de sentimentos e comportamentos indesejáveis.</p>
<p>Em que problemas pode ser usada? Na psicologia: tabagismo, emagrecimento, fobias, depressão, ansiedade, problemas de fala, terapia de regressão de idade, dores crônicas, auto-estima e fortalecimento do ego e melhoras na concentração ou memória.</p>
<p><strong>Na medicina:</strong> psiquiatria, anestesia e cirurgia, doenças psicossomáticas, ginecologia e obstetrícia, controle de sangramento, tratamento de queimaduras, dermatologia, pediatria (enurese noturna, pesadelos, timidez e inadaptação), controle da dor e controle de vícios.</p>
<p><strong>Na odontologia:</strong> medo de ir ao dentista, cirurgia odontológica, bruxismo, controle de sangramento, controle da salivação excessiva e da dor, etc.</p>
<p>O que acontece se eu não conseguir sair do transe hipnótico? Nas mãos de um hipnólogo qualificado, não haverá perigo nenhum na utilização da hipnose. Como o paciente está no controle, não há dificuldade de sair do estado hipnótico. O profissional fará um histórico completo antes de usar a hipnose e, se existir qualquer contra-indicação ao seu uso, um outro tratamento será indicado.</p>
<p>Perda da consciência Um dos maiores mitos sobre a hipnose é que você perderá a consciência. A hipnose é um estado alterado de consciência, porém não se perde a consciência. Você ficará ciente de tudo em cada momento e ouvirá tudo que o hipnólogo estiver dizendo.</p>
<p>Enfraquece a vontade A sua vontade não enfraquecerá ou mudará de forma alguma. Você está no controle e, se desejar, por qualquer razão, sair do estado hipnótico, pode fazer isso simplesmente abrindo os olhos. Você não pode ser forçado a fazer nada contra a sua vontade. Os hipnotistas de palco gostam de que a platéia acredite que eles têm o controle absoluto sobre seus sujeitos. O profissional deixa claro que o paciente tem controle.</p>
<p>Fonte: www.alexandrebortoletto.com/prin_midia.asp?tipo=3</p>
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		<title>HIPNOSE</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:05:32 +0000</pubDate>
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Nada pode estar mais distante da verdade. Não se entra num transe a não ser que se queira, o que faz de toda hipnose uma auto-hipnose. O terapeuta é tão somente um instrutor, um profissional que sabe provocar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos temores mais comum é que o terapeuta mantenha o cliente sob seu poder, transformando-o em autômato.</p>
<p>Nada pode estar mais distante da verdade. Não se entra num transe a não ser que se queira, o que faz de toda hipnose uma auto-hipnose. O terapeuta é tão somente um instrutor, um profissional que sabe provocar o transe hipnótico.</p>
<p>De um maneira geral, ninguém pode ser forçado a fazer sob transe hipnótico algo que não faria em condições de vigília. Muitas pessoas pensam que a hipnose é perda de consciência e que não se lembrarão do que aconteceu quando estavam em transe. Mais uma vez, estão equivocados &#8211; a hipnose é um estado intensificado de concentração e relaxamento. É um estado de alterado consciência extremamente repousante e tranqüilo.</p>
<p>A maioria dos pacientes hipnotizados fica bem consciente do que ocorre ao seu redor na sala, a não ser que aceite a sugestão de não prestar atenção no ambiente. De certo modo, a hipnose é um estado de percepção intensificada de sentimentos e processos interiores.</p>
<p>Uma das reações mais comum em pessoas saídas do estado de hipnose, é a de não saberem se realmente foram hipnotizadas ou não. Elas esperam algo bizarro, algo mágico, quando simplesmente se trata de um estado de relaxamento que focaliza estímulos internos.</p>
<p>Não há nada perigoso em relação à hipnose. De fato, é um dos procedimentos mais seguros no processo terapêutico.</p>
<p>Quando somos hipnotizados e fazemos uma regressão, uma parte de nós está completamente consciente de que nos encontramos no presente. Ao mesmo tempo, uma outra parte se acha, convencida de que estamos no passado. É uma experiência que pode ser muito convincente.</p>
<p>A lógica do transe é um dos sinais do transe profundo. Aqui estão os sinais da hipnose que podem ser vivenciados. Não há necessidade de todas essas sensações.</p>
<p>Sensações Internas:<br />
- Uma sensação tão profunda de relaxamento que você não sente vontade de fazer nenhum esforço.</p>
<p>- Sensação de peso, especialmente nos braços e nas pernas.</p>
<p>- Sensação de entorpecimento, formigamento ou insensibilidade nos pés ou nas mãos.</p>
<p>- Sensação de estar flutuando.</p>
<p>- Sensação de estar separado do ambiente de tal modo que os arredores parecem distantes.</p>
<p>Percepções externas:</p>
<p>- Paralisação dos músculos faciais</p>
<p>- Mudança de tonalidade da pele.</p>
<p>- Imobilidade</p>
<p>- Alteração da pulsação e da respiração</p>
<p>- Mudança no tom de voz</p>
<p>- Relaxamento dos músculos</p>
<p>- Temperatura das mãos</p>
<p>- Tremor nas pálpebras</p>
<p>- Aumento do lacrimejamento</p>
<p>- Avermelhamento dos olhos</p>
<p>- Olhos voltados para cima (em algumas pessoas)</p>
<p>- Levitação dos braços. </p>
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		<title>Hipnonascimento promete partos menos dolorosos</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:04:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mulheres são hipnotizadas e passam por técnica de relaxamento.
São Paulo (AF) &#8211; Mulheres prestes a dar à luz estão recorrendo à hipnose, na Grã-Bretanha, para ter um parto menos doloroso.
O Hipnonascimento &#8211; como vem sendo chamada a técnica &#8211; é baseado na crença de que a dor e o desconforto que acompanham a mãe na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres são hipnotizadas e passam por técnica de relaxamento.</p>
<p>São Paulo (AF) &#8211; Mulheres prestes a dar à luz estão recorrendo à hipnose, na Grã-Bretanha, para ter um parto menos doloroso.</p>
<p>O Hipnonascimento &#8211; como vem sendo chamada a técnica &#8211; é baseado na crença de que a dor e o desconforto que acompanham a mãe na hora de dar à luz não são naturais.</p>
<p>As mulheres estão aprendendo a se hipnotizar, além de técnicas de relaxamento e respiração para ajudar na hora do parto.</p>
<p>Em 2001, um estudo mostrou que cerca de 80% das grávidas britânicas dão à luz de forma natural, em geral com a assistência de parteiras.</p>
<p>No Brasil, este número era de pouco mais de 60% em 1999, segundo dados do SINASC (Sistema de Informações dos Nascidos Vivos).</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde recomenda que a taxa de cesarianas não seja maior do que 15% em nenhum país.</p>
<p>Na Escócia, foi criado um curso de técnicas de Hipnonascimento para as parteiras, que poderão ensiná-las às jovens mães.</p>
<p>&#8220;Muitas mulheres têm medo de parto natural&#8221;, diz Renee Buchanan, a hipnoterapeuta que vai dar o curso na Escócia em setembro.</p>
<p>&#8220;Elas ouvem histórias de partos dramáticos e dolorosos. Isso causa tensão que se transforma em dor e não permite que o parto ocorra da maneira como deveria&#8221;, completa.</p>
<p>Curso de extensão<br />
Ele diz, ainda, que o hipnonascimento não garante um parto sem dor, mas argumenta que ele pode ser muito mais confortável.</p>
<p>O curso será uma extensão no treinamento das parteiras.</p>
<p>&#8220;Se trata de trazer bebês ao mundo de uma maneira mais calma e pacífica. A mãe é treinada para se envolver com os movimentos do bebê e trabalhar em harmonia com o corpo&#8221;, diz Buchanan.</p>
<p>O Hipnonascimento foi desenvolvido nos Estados Unidos há 15 anos e é baseado no trabalho do obstetra inglês Grantly Dick-Read.</p>
<p>Ele percebeu que mulheres que estavam calmas e tinham expectativas positivas em relação ao parto sentiam menos dor do que as que estavam com medo.</p>
<p>Extraído do Correio da Paraiba de 12.06.2005</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>A Hipnose Aplicada à Educação II</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/a-hipnose-aplicada-a-educacao-ii-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:03:16 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo &#8211; também entendido como &#8220;insight&#8221; (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e mudanças comportamentais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo &#8211; também entendido como &#8220;insight&#8221; (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e mudanças comportamentais saudáveis e naturais (&#8221;ecológicas&#8221;).</p>
<p>Tenha certeza de que qualquer indução hipnótica, seja ela educacional, terapêutica ou espontânea, é somente um convite à sua consciência para abandonar o controle e observar outras realidade ou à sua mente inconsciente para seqüestrar a atenção (ou tensão) conscientes para poder expressar e atuar de forma mais livre e plena. Portanto, a atitude do cético, comumente, é bastante genuína e importante para o equilíbrio interior e a auto-identificação conscientes (atividade regular de reconhecer a própria identidade).</p>
<p>Vale lembrar mais uma vez que os estados de consciência, desde os mais conscientes até os mais inconscientes, são vivenciados com grande naturalidade, diariamente, do estado de vigília (das ondas b e seus subníveis) até o sono profundo.</p>
<p>Um modelo simples de como entender esses processos é pensar no funcionamento de um rádio. Nossas mentes (a consciente e a inconsciente em seus vários níveis) podem ser entendidas como um ambiente povoado de ondas de rádio e televisão. Como na sala de televisão da sua casa, por exemplo. Porém, sem um aparelho receptor não tomamos consciência de nada. Se ligarmos, entretanto, uma TV ou um rádio, poderemos capturar cada um dos programas apresentados nas diferentes emissoras.</p>
<p>Da mesma forma, você pode experimentar esse processo dentro de você mesmo: escolha diferentes estados interiores, como a sensação de estar sentado, deitado ou em pé, todas as coisas que você pode ver ao seu redor, todos os sons do ambiente que você pode escutar. Sintonize agora algumas percepções de fronteira: uma sensação suave do corpo, um som quase inaudível no ambiente, uma cena que usualmente passa despercebida em seu ambiente.</p>
<p>De fato, não importa se você estiver se lembrando, percebendo, fantasiando ou imaginando, são apenas estados diferentes. Procure agora algumas memórias: a lembrança de um lugar no qual você esteve, algo que você se lembra de Ter escutado (uma música, por exemplo), uma sensação que esteja em sua memória. Observe se as informações procuradas, através dos cinco sentidos ou em suas memórias e fantasias, produzem estados diferentes. Perceba que, para gerar lembranças na forma de cenários, nos sintonizamos em um determinado tipo de informação (consequentemente, temos determinadas percepções e impressões).</p>
<p>Entretanto, se buscarmos lembranças ou elaborações na forma de sons, então nos colocaremos em outro estado; se ainda procurarmos por nossas sensações, ainda existirá outra forma de nos percebermos. Em cada uma dessas buscas por informações, nossa atenção se desloca de forma diversa para um ambiente diferente. É tão automático e natural que nem nos damos conta de como &#8220;localizamos&#8221; essas percepções. Sabemos de antemão em que &#8220;gaveta&#8221; encontraremos essas informações.</p>
<p>Nesse modelo simples, a inabilidade de acessar imagens, sons ou sensações significa apenas que não sintonizamos uma determinada estação com facilidade. Como se não soubéssemos qual é a estação adequada em um momento, mas tudo está lá! Essas ferramentas, essas formas de saber sintonizar as percepções ou memórias, nos proporcionam muito mais flexibilidade de percepção e alternativas para nossos comportamentos. Então, o possível fato de não termos acesso consciente a determinadas estações de nosso rádio não significa que elas não existam, e sim, que ainda não sabemos como operá-las melhor ou encontrá-las.</p>
<p>Se você tiver interesse em entender ou construir um modelo mais preciso desses processos, basta começar a observar como você faz para se abandonar ao adormecer. Os hábitos de sono e descanso vividos por um indivíduo acabam por configurar uma certa parcela de sua identidade: &#8220;Eu sou assim…&#8221;. Eventualmente, uma mudança &#8220;casual&#8221; em seus comportamentos habituais de dormir serão lentamente incorporados à sua forma de se entender e se perceber (identidade), mantendo a certeza de que acordará oportunamente, seja na manhã seguinte, seja durante a noite, para efetuar alguma necessidade biológica.</p>
<p>Perceba também que, por mais cética que uma pessoa seja, ainda assim possui um tipo de certeza (crença) de que acordará no dia seguinte, ou mesmo a certeza de que amanhecerá (o Sol se levantará). Tais fenômenos são considerados inquestionáveis e cientificamente comprovados até certo ponto. Essas certezas são apenas comprováveis, respectivamente, pela história pessoal (memória) ou pela crença na veracidade da ciência em afirmar que, necessariamente, o planeta Terra gravita em torna da estrela Sol (Sim! O Sol é uma estrela!) embora nossos sentidos e percepções nos iludam, oferecendo-nos a idéia de que é o Sol que percorre a abóbada celeste.</p>
<p>Do Livro: Domesticando o Dragão &#8211; Aprendizagem acelerada de línguas estrangeiras.<br />
Autor: Walther Hermann &#8211; Edição do autor<br />
Apêndice 8</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>A hipnose na terapia breve</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:02:37 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
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<category>hipnose</category><category>hipnotizar</category><category>terapia</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Corria o ano de 1897 e o lugar era S. Petersburgo. A ocasião foi a estréia da Primeira Sinfonia de um compositor de vinte e quatro anos de idade (Rachmaninoff). Foi um completo fiasco e o próprio Rachmaninoff descreveu como ficou sentado, mudo de horror, durante parte da execução e, depois fugiu da sala de concertos antes do fim. Numa festa que tinha sido organizada em sua homenagem para essa noite, depois do concerto, continuou agitado e inquieto, mas o golpe final chegou na manhã seguinte, quando apareceram as críticas. Em The News, Cesar Cui escreveu: &#8216;Se no inferno existisse um Conservatório, Rachmaninoff ganharia facilmente o primeiro prêmio para sua sinfonia, tão diabólicas são as discordâncias que nos oferece.&#8217; Esta combinação de acontecimentos foi excessivamente traumática para uma personalidade tão sensível quanto a de Rachmaninoff. Foi avassalado por um acesso de depressão e apatia, do qual não foi capaz de erguer-se, e que durou dois longos e sombrios anos. Finalmente, seus amigos convenceram-no a consultar um dos pioneiros no campo da auto-sugestão, o Dr. Dahl.</p>
<p>Rachmaninoff, em suas memórias (Rachmaninoff&#8217;s Recollections, contadas a Oscar Von Riesemann), narra a história: &#8216;Pessoas de minhas relações disseram ao Dr. Dahl que ele devia fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para curar-me da apatia e pôr-me em condições de recomeçar a compor. Dahl perguntou que gênero de composição desejavam e recebeu a resposta: um concerto para piano, pois tinha prometido um para ser apresentado em Londres e desistira, tomado de desespero. Por conseqüência, ouvi a mesmo a fórmula hipnótica repetida dia após dia, enquanto jazia, meio adormecido, numa poltrona do gabinete do Dr. Dahl: &#8216;Você começará a escrever o seu concerto&#8230; Vai trabalhar com grande facilidade&#8230; O concerto será de excelente qualidade&#8230;&#8217; Sempre as mesmas sugestões, sem interrupção. Embora pareça incrível, esse tratamento me ajudou, realmente. No início do verão já estava compondo outra vez. O material acumulado e novas idéias musicais começaram a agitar-se dentro de mim&#8230; muito mais do que precisava para o meu concerto. Quando o outono chegou, já tinha completado dois movimentos (O Andante e o Finale)&#8230; Toquei-os nessa mesma estação, num concerto de beneficiência regido por Siloti&#8230; com lisonjeiro êxito&#8230; Na primavera seguinte o primeiro movimento (Moderato) estava concluído&#8230; Senti que o tratamento do Dr. Dahl revigorava meu sistema nervoso num grau milagroso. Por gratidão, dediquei-lhe o Concerto Nº 2.&#8217;&#8221;</p>
<p>Quaisquer que fossem os outros efeitos que o tratamento de Rachmaninoff pelo Dr. Dahl tivessem produzido, a dissolução dos seus sintomas e a devolução de sua capacidade criadora foram auxiliadas, evidentemente, pelo recurso à prática da hipnose. Hoje em dia, não nos damos por satisfeitos com uma simples restauração da homeostase como objetivo do tratamento. Esforçamo-nos, além disso, por resolver conflitos devastadores e por fortificar a própria estrutura da personalidade. Por conseguinte, a hipnose é empregada conjuntamente com outras técnicas de terapia breve, com a finalidade de catalisar o processo de tratamento total. Isto não significa que a hipnose nunca deva ser empregada para a remoção de sintomas, para o alívio ou a substituição da sintomatologia em caso de emergência, ou quando o paciente está tão-somente motivado para a eliminação do mal-estar que o incapacita. Mas tal uso deve ser reconhecido como um objetivo limitado; se mudanças mais substanciais na personalidade ocorrerem, devem ser consideradas um subproduto fortuito.</p>
<p>Fundamentos lógicos para o uso da hipnose</p>
<p>Uma apreciação dos valores terapêuticos da hipnose é dificultada por numerosos obstáculos humanos. Primeiro, há psiquiatras, que têm pouca experiência, mas grande convicção, que investem contra o uso de técnicas hipnóticas. Fazendo-se eco das dúvidas que Freud expressou no final do século XIX, denunciam o método como um uso irracional da sugestão, o qual contorna e, por conseguinte, negligencia a resistência, contamina a transferência, assim reavivando as necessidades e aspirações regressivas, e só temporariamente elimina os sintomas, para vê-los reaparecerem em sua forma original ou numa outra forma. Nestas circunstâncias, alegam eles, a hipnose serve como agente contaminador de uma boa terapia. Em segundo lugar, há profissionais com experiência considerável no campo da hipnose que nos advertem contra seus perigos, descrevendo com vivas cores casos em que ocorreram acessos de sexualidade e hostilidade, e até colapsos psicóticos. Terceiro, há indivíduos que empregam a hipnose e acham que seus efeitos são demasiado evanescentes e inóculos para influírem no tratamento, para bem ou para mal. Em quarto lugar, temos aqueles que se mostram tão entusiasmados com a terapia hipnótica que a empregam indistintamente em todas as perturbações imagináveis e até a recomendam para estimular as funções normais. Finalmente, há investigadores que negam a existência de tal coisa como um estado hipnótico, afirmando tratar-se apenas de uma &#8220;encenação&#8221;, representada pelo indivíduo para agradar ao operador; ou insistem em que a hipnose é, meramente, sugestão com acessórios não-essenciais e rituais de pantomima. Há, na literatura, um dilúvio de escritos oriundos de todos os grupos acima citados, fazendo com que seja, pelo menos, precária uma avaliação da hipnose por parte do terapeuta que deseja empregá-la.</p>
<p>A ambivalência em torno dos resultados não é, evidentemente, exclusiva da hipnose. Afeta, praticamente, todos os ramos da psicoterapia. A psicanálise, sobretudo, já recebeu mais do que sua conta de publicidade desfavorável, pela pena de teóricos autodidatas e de alguns sofisticados psicanalistas &#8220;vira-casacas&#8221;. Tanto nos escritos científicos como nos de divulgação, a ineficácia e o perigo da farmacoterapia, da psicocirurgia, da terapia de grupo e de outras formas de tratamento são periodicamente destacados. Tais críticas têm seus aspectos favoráveis, dado que focalizam as atenções sobre algumas das fraquezas dos nossos modos correntes de tratamento. Entretanto, ao exagerarem as deficiências, em vez dos sucessos registrados, grande dano podem causar as muitas pessoas que precisam de ajuda e que poderiam beneficiar-se da cuidadosa aplicação do método criticado.</p>
<p>Um certo número de pacientes, advertidos contra a hipnose por seus médicos ou psiquiatras e flagelados por sintomas que não cedem às técnicas tradicionais, consultam, finalmente, um praticante de hipnose, desafiando tais advertências num gesto de desespero. Ã parte as usuais resistências ao tratamento, o esforço terapêutico é contrariado pelas dúvidas e sentimentos de culpa que assediam o paciente por Ter desafiado uma autoridade respeitada, dúvidas e sentimentos esses que se somam à convicção de que é um caso perdido e ao efeito negativo da panacéia.</p>
<p>Além disso, uma outra complicação adultera a aplicação terapêutica da hipnose; refiro-me à expectativa de efeitos mágicos, por parte do paciente e do terapeuta. A hipnose está aliada, no espírito de alguns pacientes, a fenômenos supranormais, tais como telepatia, clarividência, premonição, adivinhação e manifestações de sobrevivência após a morte. Esta associação é fomentada, sem dúvida, pela confusão tradicional de hipnose com bruxaria, por aquilo que pode ser considerado como extravasamentos fantasmagóricos no transe, que, aparentemente, desafiam as leis da natureza, e pelas extraordinárias produções literárias que descrevem &#8220;revelações em transe&#8221;, escrita automática, visões na bola de cristal e falas durante o êxtase. A noção de que a hipnose é uma substância maravilhosa que pode, não se sabe como, provocar rápidas curas é um aspecto do desejo ancestral de feitiçaria que a maior parte dos pacientes possui, ao acudir a um curandeiro que aliviará, assim esperam, seus sofrimentos. Isto redunda, inevitavelmente, em desapontamento, porque a hipnose não possui uma vara mágica para rechaçar um inimigo que , durante anos, desafiou todo o controle e até a localização. E o terapeuta poderá, nas primeiras fases de suas experiências com a hipnose, imaginar que vai fazer o impossível. Quando a resistência começa a ripostar, neutralizando as sugestões comunicadas ao paciente no estado hipnótico, o terapeuta pode facilmente perder a fé no poder da hipnose de conter ou resolver a doença do seu paciente.</p>
<p>Uma outra confusão que prejudica a aceitação plena da hipnose como modo de tratamento é o dilema que envolve sua natureza exata. Se analisarmos a literatura, veremos que a hipnose é identificada com dependência, masoquismo, homossexualidade, transferência, fixações pré-genitais e mais uma porção de coisas. Sustenta-se que seu ponto de origem está no prosencéfalo, no tálamo, na formação reticular, nos neurônios ou nas sinapses. As provas apresentadas a favor de cada uma dessas filiações, desde os experimentos laboratoriais ao conteúdo de verbalizações, fantasias, sonhos e manifestações do comportamento, são em número deveras impressionante. Se o leitor se inclinar em qualquer direção especial ou se deixar impressionar pela reputação do autor, endossará facilmente tais teorias. Mas é essencial ser cauteloso na atribuição à hipnose de qualquer local permanente no catálogo da sua causalidade. Sabemos tão pouco sobre o ponto em que a hipnose se entronca na eletrônica ou na química ou na neurofisiologia da função cerebral quanto sobre a natureza da consciência ou do sono.</p>
<p>Não estamos mais avançados em sondar a psicologia, psicodinâmica ou sociologia da hipnose do que os processos cognitivos, afetivos e comportamentais não-hipnóticos. Parece que o mais prudente seria expor a hipnose às condições do método científico, com suas leis fases sucessivas: observação, análise, compreensão, formulação, experimento e reprodução. Entretanto, na aplicação dessas operações, devemos reconhecer que a hipnose, tal como outras ciências do comportamento, carece de um paradigma conceptualmente simplificado, em torno do qual possamos cristalizar nossas idéias da teoria. Por muito sofisticados que nossos experimentos sejam ou por mais brilhantemente que julguemos Ter verbalizado nossas hipóteses, devemos Ter a maior prudência, para impedir a metamorfose dos nossos dados em dogmas e de nossas idéias em ideologias. As múltiplas e complexas variáveis que intervêm na hipnose, a dificuldade em controlar as circunstâncias do experimento, a falibilidade do observador, a miopia dos seus preconceitos e a impossibilidade prática de estabelecer controles adequados tornam a modéstia uma atitude essencial ao se atribuir uma idoneidade preditiva a quaisquer eventos observados no estado de transe.</p>
<p>A objeção de que não deveríamos empregar um método cuja natureza precisa ainda é desconhecida, poder-se-ia replicar que a maior parte da medicina tem suas raízes no solo do empirismo. Somente através da observação e da experimentação constantes estamos aptos a estabelecer o valor específico de alguns dos nossos instrumentos terapêuticos. Ainda empregamos os outros sem saber por que é que funcionam; basta-nos saber que funcionam. E, assim, utilizamos a hipnose, embora não esteja perfeitamente claro o que é e como funciona, exatamente.</p>
<p>Existem perigos na hipnose ?</p>
<p>Ainda mais importante na avaliação da hipnose é a existência de certos relatos sobre os efeitos precários do seu emprego, os quais se têm beneficiado de publicidade na imprensa leiga e profissional. O terapeuta poderia deduzir de tais relatos que praticar a hipnose é como apanhar um tigre pelo rabo, que poderá, por causa do caráter traiçoeiro de tornar-se irreversíveis.</p>
<p>Há algum tempo, iniciei um programa de pesquisas que tinha por finalidade estudar os presumidos perigos da hipnose. Questionários cuja maioria nos foi devolvida, foram remetidos a quase 2.000 profissionais, divididos em duas categorias: uma, formada pelos membros de duas organizações profissionais de hipnose; outra, composta de pessoas que não estavam filiadas a essas organizações. Entre as perguntas estavam incluídas estas: se o depoente, no caso de utilizar a hipnose, testemunhara alguns efeitos indesejáveis, sendo especificamente enumerados alguns sintomas; se o depoente também verificara algumas dessas mesmas conseqüências em pacientes tratados sem hipnose. Os questionários devolvidos por médicos de clínica geral, psiquiatras, dentistas e psicólogos que informavam não empregar a hipnose em suas práticas mostraram, aproximadamente, a mesma percentagem e as mesmas espécies de reações indesejáveis, como resultado de procedimentos não hipnóticos, que apareciam no grupo que praticava a hipnose. Contar cabeças, desta maneira, não será o melhor gênero de metodologia científica; mas, certamente, uma amostragem dessa dimensão comportará alguma relação com os fatos. Minha impressão, ao estudar os questionários, foi de que existe uma quantidade enorme de pessoas emocionalmente instáveis, propensas a manifestar indícios de reação perturbada ante qualquer espécie de procedimentos terapêuticos que se revistam de um significado inquietante ou assustador para o paciente, quer se trate de hipnose, psicanálise ou algum outro tipo de psicoterapia.</p>
<p>A hipnose é, em si mesma, um procedimento inofensivo. Contudo, se constar, na mente do paciente, algo pernicioso, ou se o terapeuta se conduzir de modo antiterapêutico durante a hipnose, o paciente poderá reagir com ansiedade. Se bem que a hipnose possa diminuir as barreiras repressivas e facilitar um retorno à consciência de certos conteúdos psíquicos reprimidos, não há razão, porém, para recear que o paciente seja automaticamente chocado por isso, mesmo que seu ego seja frágil. Empreguei a hipnose com proveito em inúmeros casos de pessoas psicóticas e limítrofes, e verifiquei que os estudos contribuem mais para acalmá-las do que para perturbá-las. Mas o que pode, realmente, perturbar o paciente são atividades, atitudes e sentimentos, no terapeuta, que se transmitam ao paciente e não sejam no interesse da boa terapia.</p>
<p>Foi-me encaminhado um paciente num estado de ansiedade que estava provocando uma desorganização vizinha ao colapso psicótico. Estivera sob os cuidados de um psiquiatra que empregara a hipnose e tanto a família como o próprio paciente tinham a impressão de que essa técnica fora a responsável pelos atuais distúrbios. O paciente era um indivíduo obsessivo-compulsivo que realizada sempre uma adaptação marginal, utilizando suas defesas compulsivas. Pouco depois do seu casamento, começou a desenvolver um medo intenso de objetos pontiagudos, sobretudo facas, r fazia mil rodeios para evitá-los, chegando até ao ponto de fechar a sete chaves todos os instrumentos de cutelaria que apresentassem um perigo potencial; a gaveta onde todos esses utensílios foram acumulados estava confiada à guarda de sua esposa, que tinha a chave e estava instruída para não lhe dizer o paradeiro. O que estava subjacente nessa manobra toda era um medo de perder o autodomínio e, apoderando-se da arma, enterrá-la no peito de sua esposa. Latente neste medo e impulso havia um sentimento de ter caído na armadilha que sua esposa lhe estendera, tal como antes se sentira colhido por sua mãe. Encasulado num casamento confiante que interpretara como um roubo da pouca independência que finalmente conseguira, encarava a possibilidade de uma libertação pela violência e, então, a culpa levava-o a reprimir esse impulso. O que inquietava e perturbava a esposa, fazendo-a insistir em que o paciente visse um psiquiatra, eram as precauções que tomava para evitar apoderar-se da chave confiada à guarda dela. Como ela poderia falar durante o sono e revelar o paradeiro da chave, o paciente exigiu que a esposa dormisse num outro quarto. Depois, temeu que, num acesso de sonambulismo, caminhasse até o quarto dela e que o estímulo de sua presença pudesse provocar a informação indesejável. Como medida de precaução, insistiu em que fossem colocados baldes de água na porta, para que tropeçasse e caísse, acordando do sonambulismo, durante qualquer missão fatídica.</p>
<p>Durante a terapia, o psiquiatra tinha decidido dessensibilizar o paciente, para facas, e, recorrendo à hipnose, sugeriu-lhe que, enquanto se imaginava numa atmosfera agradável, como uma festa de aniversário ou um piquenique, se visse tocando, depois agarrando e utilizando uma faca para preparar uma refeição. Em seguida, sugeriu ao paciente que procurasse usar facas para outros fins domésticos. Depois disso ter sido realizado com êxito, o terapeuta sugeriu vigorosamente ao paciente, durante a hipnose, que demonstrasse a si mesmo jamais usar uma faca com intuitos destruidores, colocando uma faca de podar debaixo do travesseiro e dormindo sobre ela. Na tarde seguinte a essa sugestão, o paciente telefonou ao terapeuta, num estado de grande ansiedade, perguntando se era realmente necessário executar uma ordem hipnótica, e recebeu a ordem peremptória de fazer o que lhe fora ordenado. Durante uma noite inquieta, o paciente viu-se acariciando a faca e reagindo com terror ao impulso para entrar no quarto de sua esposa. Na manhã seguinte, teve uma crise de pânico, da qual não parecia capaz de se recuperar. Minha terapia foi, essencialmente, de natureza tranquilizadora e a hipnose foi empregada para ajudar a aliviar sua angústia, com efeitos benéficos.</p>
<p>Uma terapia é tão boa quanto aquele que a executa. Um bisturi é uma ferramenta que, nas mãos de um hábil cirurgião, pode ser um instrumento salvador. Mas, nas mãos de um indivíduo inepto que tente praticar cirurgia, os danos que causará são irreparáveis. Empregada por um terapeuta inepto e sem treino adequado, a hipnose pode ser inútil e até prejudicial para os pacientes.</p>
<p>A hipnose estimula uma poderosa relação entre o terapeuta e o paciente, a qual influencia ambos os participantes. Por parte do paciente, trata-se, basicamente, de uma reconstituição simbólica das relações com um parente idealizado que lhe dará todo o apoio e as gratificações que acredita lhe terem faltado em sua própria infância. Isto, em sua essência, é idêntico ao que acontece em qualquer relação médico-paciente, em que o paciente, perturbado, tenso, com dores e cheio de medo, acode à figura benéfica e curativa que porá fim às suas aflições. Durante a hipnose, esse efeito é intensificado. Essencialmente, o paciente, acudindo a um agente parental protetor, investe no hipnotizador qualidades onipotentes e oniscientes. Isto é complicado pelo fato de que, mais cedo ou mais tarde, poderá projetar no terapeuta as atitudes e reviver com ele algumas das experiências que teve com seus pais ou irmãos, durante os períodos formativos vitais de sua infância e adolescência. Esse drama transferencial pode ser precipitado e negado no processo terapêutico e sua gestão constitui a própria essência da terapia de profundidade. No decurso habitual da terapia breve, com ou sem hipnose, essas projeções irrealistas não constituem um grande problema, salvo o caso de pacientes muito graves, e a tendência é serem neutralizadas quando não são encorajadas pelas técnicas analíticas formais, como a associação livre, a exploração do passado, a passividade do analista e o uso do divã. Contudo, poder-se-ão observar provas de transferência durante e após a hipnose, através de lapsos da fala, sonhos, atitudes e sentimentos que a terapia breve contornará, a menos que interfiram com sua terapia. As relações realistas com o terapeuta sobrepõem-se, mais ou menos, à relação de transferência, mantendo-a em xeque.</p>
<p>Também é importante o fato de que a hipnose pode mobilizar no terapeuta algumas atitudes e sentimentos neuróticos em relação ao paciente. Enquanto este se encontra em transe, apresenta-se ao seu espírito como uma espécie de indivíduo diferente do que é no estado de vigília. Passivo e imobilizado, pelo menos na aparência, o paciente pode estimular em alguns terapeutas fantasias de onisciência, grandeza, sadismo e sexualidade. Quando o próprio terapeuta tem problemas por resolver em suas relações interpessoais, poderá projetá-los na maneira como fala, em sua ênfase em determinadas espécies de conteúdo e suas manifestações de comportamento incomum em relação ao paciente. O paciente em hipnose reagirá, geralmente, com ansiedade a tais manobras. Muitos terapeutas são capazes de fazer uma boa terapia com seus pacientes, quando estes estão acordados; mas, quando tentam empregar a hipnose, perdem sua objetividade e, por conseguinte, sua eficácia terapêutica.</p>
<p>Portanto, é importante que cada terapeuta estabeleça a utilidade que o método hipnótico possui para ele. Terá de empregar uma espécie de abordagem quando utiliza a hipnose? A hipnose faz com que se sinta poderoso, sádico, ansioso ou sexualmente estimulado? Há uma mudança em seus sentimentos para com o paciente? Pode aplicar os mesmos critérios dinâmicos às respostas comportamentais do paciente em hipnose, tal como os usaria no caso de pacientes com quem trabalha sem hipnose? A hipnose tem um significado pessoal que o leva a supervalorizar seus efeitos? Estas interrogações só podem ser respondidas quando o terapeuta utiliza a hipnose com vários pacientes e observa cuidadosamente suas próprias reações, assim como as dos pacientes. Quando estes manifestam, sistematicamente, inclinações agressivas, sexuais ou masoquistas, durante ou após um transe, o terapeuta poderá encontrar a origem em si próprio. Se não controlar suas próprias emoções enquanto hipnotizador, a hipnose, como coadjuvante, não é coisa para ele.</p>
<p>Partindo do princípio de que a contra transferência não constitui problema de monta, cada terapeuta ainda terá de realizar experiências com a hipnose para ver como poderá combiná-la com suas próprias técnicas, sua personalidade e seus modos peculiares de trabalhar com os pacientes. A indução da hipnose pode ser facilmente aprendida, muitas vezes em poucos minutos, mas será preciso muito tempo para testar seus efeitos sobre os resultados terapêuticos.</p>
<p>Pode a hipnose eliminar sintomas?</p>
<p>Parece lógico esperar que a hipnose seja capaz de eliminar sintomas, pelo menos temporariamente, sem explicar a origem ou o propósito dos mesmos. Em alguns casos, essa expectativa será satisfeita. As sugestões autoritárias, sobretudo durante a hipnose, podem modificar ou remover sintomas de natureza histérica, desde que não se revistam de grande valor funcional, tendo cumprido sua finalidade neurótica e esgotado o ganho secundário. Outros sintomas que são o produto da tensão podem ser automaticamente aliviados, como resultado da resolução da tensão durante a hipnose. Em suma, o antigo aforismo de que os sintomas eliminados pela hipnose devem reaparecer numa forma idêntica ou numa outra forma, ou de que o equilíbrio psíquico será perturbado, precipitando uma psicose, é pura ficção. Esse alívio pode ser permanente e pode-se tirar proveito desse intervalo livre de sintomas para encorajar uma melhor adaptação à vida.</p>
<p>Presencia-se, repetidamente, o fenômeno de um indivíduo que, vitimado por um sintoma, quer se trate de uma paralisia funcional, de um tique facial, de obesidade, impotência ou qualquer outro defeito, fica tão afundado em sua desdita e em seu próprio fracasso concreto em realizar-se plenamente, que até sua capacidade de funcionamento é prejudicada. Anunciar a uma pessoa nessas condições que teremos de adiar o tratamento de suas queixas imediatas até que se investiguem a fundo os fatores determinantes do seu desenvolvimento, é ilógico e injusto. Tentar proporcionar-lhe o maior alívio no menor prazo de tempo constitui uma medida de solicitude que pode ajudar incomensuravelmente a forjar uma boa relação terapeuta-paciente. Se conseguirmos aliviar os sintomas, a restauração do funcionamento normal poderá redimir o amor-próprio do paciente e melhorar suas relações interpessoais, nos interesses de um melhor ajustamento total.</p>
<p>No capítulo &#8220;A Técnica da Terapia Breve&#8221;, faz-se menção do modo como a resolução de um aspecto do problema do indivíduo pode iniciar uma reação em cadeia com reflexos em toda a estrutura de personalidade, que influenciam outras das suas dimensões. Presenciei alguns exemplos surpreendentes de como umas poucas sessões hipnóticas podem alterar até os padrões mais sérios em todo o espectro da patologia psiquiátrica. Como e por que tais alterações se produziram é algo que ultrapassa minha compreensão. O fato de que aconteceram é testemunho de uma plasticidade inerente aos seres humanos que, por vezes, se aproveita da hipnose para dar rédeas às forças curativas adormecidas.</p>
<p>Um paciente, um pregador oriundo de um Estado distante, que dedicara sua vida a ajudar os pobres e desvalidos, tinha ficado obcecado, seis anos antes de sua entrevista inicial comigo, aos quarenta anos de idade, por anseios homossexuais que o faziam rondar pelas ruas em busca de homens fisicamente atraentes. Para seu horror, viu-se entrando em banheiros públicos para observar os órgãos genitais de estranhos. A penitência, a oração e a imposição a si mesmo das mais severas disciplinas não conseguiram acalmar-lhe a consciência nem sustar, pelo menos, suas incursões pelo pecado. Ele, que era um dos pilares da comunidade, sabia que estava pondo a perder sua reputação e segurança com uma conduta que só poderia acarretar a desgraça sobre si, sua esposa e seu filho. O desejo homossexual invadira-o após uma gradual perda de interesse sexual por sua esposa. Excetuando-se as esporádicas masturbações mútuas com um colega, no começo da adolescência, suas propensões sexuais tinham sido exclusivamente dirigidas a mulheres. Fizera uma boa escolha conjugal e, asseverou ele, seu ajustamento sexual com a esposa, nos primeiros anos, era excelente. Sentia-se incapaz de compreender que forças maléficas o houvessem sobrepujado, ameaçando sua reputação, segurança e seus sentimentos de integridade como um homem de Deus. Em busca de alguma resposta, explorara revistas de medicina e, numa delas, deparara-se com um artigo sobre hipnose, escrito por mim, que o deixara tão intrigado que resolvera economizar o máximo que seus parcos rendimentos lhe permitiam, juntando o suficiente para uma viagem de três dias a Nova Iorque.</p>
<p>Tinha certeza de que, com uma sessão de hipnose que eu lhe induzisse, seria arrancado do caminho da ruína em que se encontrava e colocado de novo, firmemente, na senda heterossexual. Eu não compartilhava excessivamente de sua confiança em meus talentos nem de sua exuberante certeza de que as coisas seriam corrigidas com tanta facilidade. Contudo, em vista do grande sacrifício que fizera em vir a Nova Iorque, não tive coragem de frustrar seu otimismo. Mal dispunha de tempo para escutar uma descrição esquemática de sua história e induzir a hipnose, durante a qual lhe disse que tinha a impressão de que não estava tão doente quanto imaginava e que, em virtude de seu bom ajustamento passado com a esposa, possuía suficiente força íntima para sustar suas explorações homossexuais. Devia haver algumas razões pelas quais o interesse por sua esposa declinara. Talvez se tivesse enfurecido com ela por algum motivo e reprimido seu ressentimento. Como renunciara a tanta coisa para vir consultar-me, estava demonstrando, com isso, querer, intimamente, a heterossexualidade e não tardaria em recuperar seu desejo pela esposa. Começaria a ter sonhos em que reconheceria por que se afastara de sua mulher e sonhos em que se sentiria em íntimo contato físico com ela. Seria capaz de auto-hipnotizar-se regularmente e de dar a si mesmo sugestões para observar-se explorando as causas de sua perturbação, assim como para recuperar a fé em si próprio como homem. Antes de dar a sessão por terminada, instruí-o brevemente sobre a auto-hipnose. Em cartas semanais regulares, durante alguns meses, deu-me pormenores de sua prática e contou sonhos que traduziam medo e hostilidade em relação a figuras femininas. Em sonhos posteriores, esses sentimentos começaram a se tornar gradualmente mais benignos. Retornaram as fantasias sexuais de natureza heterossexual. Difícil no começo, achou progressivamente mais fácil conter suas excursões homossexuais. Em poucos meses, o contato sexual com a esposa foi restabelecido, com uma satisfação sistematicamente crescente. Uma correspondência periódica durante oito anos e uma visita de acompanhamento pós-clínico indicaram mudanças em sua adaptação geral que teriam sido registradas como um êxito impressionante da terapia prolongada, se esta abordagem tivesse sido prescrita. Não tenho certeza sobre o que teria acontecido para alterar os complexos mecanismos intrapsíquicos do paciente, e se as mudanças foram provocadas por fatores ilusórios de panacéia, pelas influências salutares da auto-observação ou por ambas as coisas. Qualquer que fosse o mecanismo, o certo é que o entreato hipnótico desempenhou um assinalável papel na melhora do paciente.</p>
<p>Tenho tido numerosas experiências com obsessivo-compulsivos crônicos que se torturavam com suas fantasias angustiosas e que, após terem passado sem êxito pela psicoterapia e pela psicanálise prolongadas, reagiram favoravelmente a algumas sessões hipnóticas concentradas em ensinar ao paciente como rechaçar de sua mente as obsessões e ocupá-la com preocupações mais pacíficas e produtivas. Em numerosos pacientes, comprovou-se que a auto-hipnose era um instrumento valioso. Em estudos de acompanhamento pós-clínico, alguns desses pacientes, que tinham sido considerados casos perdidos, mostraram mudanças espantosas em sua estrutura total de personalidade e em sua adaptação à realidade, as quais superaram em muito minhas expectativas clínicas.</p>
<p>Desses exemplos, não devemos supor que a hipnose seja um substituto para o tratamento prolongado, nos casos em que esta abordagem é indicada. Quando indicado e bem aplicado, o tratamento prolongado pode promover uma mudança tão profunda na personalidade que os resultados são excitantemente compensadores. As resistências podem ser combatidas de modo sistemático e eficaz, e novos potenciais podem ser libertados para estimular o ajustamento. Ao mesmo tempo, não devemos minimizar o que pode ser feito pelas pessoas com um tratamento breve, sobretudo quando nos deparamos com problemas que não se prestam a uma exploração prolongada ou quando, em virtude de necessidades pessoais, se teme que o paciente se perca, irremediavelmente, num interminável labirinto terapêutico. Em tais pessoas, a hipnose pode contribuir substancialmente para o esforço do tratamento breve.</p>
<p>Nem todos os sintomas cedem a influência hipnótica. Os que servem a um propósito importante na economia psicológica e os que decorrem de tensões que resistem à influência apegam-se ao paciente com um desespero que desafia os recursos combinados do hipnotizador. A maioria dos pacientes pode facilmente neutralizar as intenções do hipnotizador, resistindo às sugestões, mesmo no mais profundo estado de transe. Mas, se o paciente for um ótimo sujeito hipnótico e o hipnotizador for hábil, embora seja, obviamente, um mau terapeuta, se o fizer, poderá confundir astutamente os problemas e induzir o paciente a condescender, por meio de seus ardis. Nesse caso, o paciente poderá ficar exposto a perigos que evitou até então com seus sintomas e que agora poderão desencadear uma ansiedade incontrolável e desintegrar sua reserva psicológica.</p>
<p>A semântica da sugestão é importante. Um paciente a quem se ordena que suprima um sintoma poderá resistir, por um reflexo de seus ressentimentos contra os pais excessivamente disciplinadores, ou, raramente, se for um sujeito hipnótico excepcionalmente bom, poderá condescender por algum tempo. Em última instância, sua ansiedade o forçará a restabelecer seus controles sintomáticos. Por outro lado, se dissermos ao paciente que sentirá o desejo de abandonar seus sintomas, que esse desejo ganhará tanta força que o levará a querer fazer tudo o que for necessário para livrar-se de tais sintomas e que desfrutará com prazer da experiência de ser agora um indivíduo livre de sintomas, poderá reagir da maneira mais apropriada. Por exemplo, se um paciente tem um tique facial, poderemos dizer-lhe na hipnose: &#8221; Você descobrirá que se sente muito mais descontraído e, portanto, muito mais à vontade e muito melhor, acabando com sua necessidade de ter esse sintoma particular. Poderá passar o dia todo sem pensar sequer nesse tique e sentindo-se bem com essa ausência. Isso acontecerá porque o tique deixou de ter qualquer significado para você. Quando chegar ao ponto em que vai querer renunciar ao seu tique facial, então descobrirá que ele já não existe.&#8221; A improvisação de sugestões deste gênero pode ser feita para tendências tais como a glutonaria na obesidade, a falta de apetite na subnutrição, o fumo, a insônia, a enurese, a impotência e outros sintomas. Essas sugestões podem ser muito eficazes.</p>
<p>Dr. Lewis R. Wolberg, Impresso em 09/11/2000</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br/hipart_11.htm</p>
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		<title>Auto sugestão e o sono</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:59:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Você está pronto para ir para a cama. Chaveia as portas da casa, desliga os aparelhos, apaga as luzes. Deita-se em sua cama e, gradativamente, atenua as percepções para mergulhar num sono profundo.
É exatamente esta a melhor hora para se realizar auto-sugestões desejadas, ou seja, o breve instante que marca a passagem da vigília para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você está pronto para ir para a cama. Chaveia as portas da casa, desliga os aparelhos, apaga as luzes. Deita-se em sua cama e, gradativamente, atenua as percepções para mergulhar num sono profundo.</p>
<p>É exatamente esta a melhor hora para se realizar auto-sugestões desejadas, ou seja, o breve instante que marca a passagem da vigília para o sono. Trata-se daquele momento em que você não está acordado nem tampouco dormindo. Colhe ainda vagamente as impressões a sua volta, como um latido de um cão ou a freada brusca de um automóvel, ao mesmo tempo em que contempla o mundo onírico, o mundo dos sonhos.</p>
<p>A auto-sugestão realizada neste momento se torna muito mais efetiva à medida que atravessa coma maior facilidade a ponte para o inconsciente, que como uma gangorra, eleva-se a um nível de maior receptividade.</p>
<p>A auto-sugestão não necessariamente se dá através da repetição de frases positivas, mas especialmente pela mentalização da imagem que representa aquilo que você quer. Por exemplo, imagine que você está assistindo a um filme do que irá se passar com você no dia de amanhã (lembre-se que você é o roteirista, diretor, ator, contra-regra, etc.). Veja-se bem disposto e humorado, com motivação na tarefa comum e conhecida, valorizado e realizado. Adormeça assistindo a este filme. Estas imagens/pensamentos funcionam como um comando hipnótico com efeitos incontestáveis.</p>
<p>Quando sou questionado sobre a eficácia desta técnica, proponho á pessoa que acesse em seu arquivo de memória uma experiência dessa natureza cujo resultado tenha sido satisfatório.</p>
<p>Uma experiência bastante comum e freqüentemente relatada, é aquela em que a pessoa determina, ainda em vigília, um horário para despertar, instante antes do alarme do relógio-despertador. Se ela pode programar mentalmente para despertar, pode também fazer outras programações (inclusive negativas, como muitas vezes faz, como por exemplo, “estou indo dormir tão tarde que amanhã estarei só o pó”).</p>
<p>Funciona? Duvide&#8230; mas tente!</p>
<p>Por Paulo Madjarof Filho</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br/autohiptx_04.htm</p>
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		<title>Roteiro para Auto Hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:44:28 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[auto-hipnose]]></category>
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		<description><![CDATA[Recorte uma rodelinha de cartolina branca ou amarela, de dois centímetros de diâmetro, e cole na parede onde encosta a cabeceira da sua cama, a uns oitenta centímetros acima do colchão. Esta rodelinha deve ficar nesta posição para que você seja obrigado a olhar para trás durante o exercício. Isto vai forçar os músculos oculares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recorte uma rodelinha de cartolina branca ou amarela, de dois centímetros de diâmetro, e cole na parede onde encosta a cabeceira da sua cama, a uns oitenta centímetros acima do colchão. Esta rodelinha deve ficar nesta posição para que você seja obrigado a olhar para trás durante o exercício. Isto vai forçar os músculos oculares e cansá-los em pouco tempo.</p>
<p>Você já está na cama, pronto para dormir. Nada mais tem a fazer; as portas já estão fechadas e as janelas isolam o excesso do barulho de fora, se bem que o barulho ininterrupto e sempre da mesma intensidade, como o do trânsito que flui lá fora, perturba menos que um despertador, a campainha do telefone ou o latido de um cão no quintal do vizinho. Mas você está pronto, as luzes estão apagadas e você está deitado, de costas; as pernas não se cruzam e os braços estão dispostos ao longo do corpo, sem tocá-lo.</p>
<p>Fixe então os olhos na tal rodelinha de cartolina, respire fundo duas ou três vezes e, sem jamais tirar os olhos deste ponto, pense nos seus pés. Diga a si mesmo, mentalmente, que você usou estas pernas o dia todo e ponha na cabeça que está muito cansado de uma longa caminhada que acaba de fazer. Imagine que seus pés estão cansados, pesados, parecendo de chumbo. Espere alguns instantes até sentir, realmente, seus pés pesados. Depois faça com que esta sensação de peso vá subindo pelo corpo: barriga da perna, joelhos, coxas, costas, nuca. Procure sentir que estão realmente pesados, muito pesados.</p>
<p>Em geral, suas pálpebras se fecham naturalmente, por si mesmas, enquanto você se concentra no sentimento de peso nas canelas, joelhos, e por todo o corpo.</p>
<p>Se isto ocorreu, você já atingiu a fase mais importante do relaxamento profundo. Nos primeiros dias, isso poderá levar até uns cinco minutos, porém, normalmente, isto ocorre mais depressa. Depois de algum treinamento, isto ocorrerá antes mesmo de você contar até três. Pessoas inteligentes, disciplinadas, de grande força de vontade, mental e espiritualmente sadias são as que atingem este ponto mais rapidamente. Esta prática, contudo, não é recomendável para pessoas com arteriosclerose acentuada ou doentes mentais. As pessoas mais jovens aprendem o relaxamento profundo em pouco tempo.</p>
<p>Continuando&#8230;</p>
<p>Assim que perceber os olhos fechados, diga mentalmente a si mesmo: “Da próxima vez entrarei mais depressa e mais intensamente no estado de profundo relaxamento; a cada vez que pratico o relaxamento profundo chego mais depressa e mais intensamente a este estado”.</p>
<p>Neste exato momento, os poros do seu subconsciente estão abertos e isso quer dizer que você pode ditar tarefas para si mesmo, tarefas estas que posteriormente se realizarão, supondo-se, naturalmente, que estas tarefas ou ordens sejam racionais, executáveis e possíveis de serem realizadas por você. Veja um exemplo de uma ordem racional e executável que pode ser dada por qualquer pessoa e realizada, posteriormente, com êxito: “Daqui em diante, comerei vagarosamente, mastigando bem”, ou, “Em qualquer situação ou sob qualquer circunstância, eu me mantenho sempre e absolutamente calmo e tranqüilo.”</p>
<p>Você também pode melhorar sensivelmente a sua aparência, adquirindo até mesmo ares atraentes, dando esta ordem ao seu subconsciente : “Minha expressão é sempre jovial, meus olhos estão sempre brilhando e mantenho sempre uma postura bonita e atraente”.</p>
<p>Seja qual for a &#8220;sugestão&#8221; que você dê a si mesmo (dentro dos limites racionais) saiba que ela será reproduzida AUTOMATICAMENTE diante das situações convencionadas. Aprenda isto: devidamente relaxado, você pode dar &#8220;ordens de cura&#8221; ou &#8220;ordens de conduta&#8221; a si mesmo, e elas serão &#8220;admitidas&#8221; pelo seu subconsciente e provocarão, conseqüentemente, mudanças muito sensíveis na sua vida. Acredite nisso!</p>
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		<title>A sugestão pós-hipnótica e a conversão em energia</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[subconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[sugestão pós-hipnotica]]></category>
<category>subconsciente</category><category>sugestão pós-hipnotica</category>
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		<description><![CDATA[Entende-se por ordem pós-hipnótica uma sugestão (racional e executável) que VAI ser cumprida naturalmente pela pessoa nas situações previamente definidas por ela. Por exemplo: &#8220;fico sempre calmo e tranqüilo nos dias de prova&#8221;, ou, &#8220;sou muito atencioso e prudente quando dirijo&#8221;.
Estas &#8220;sugestões&#8221;, quando incutidas no subconsciente da pessoa, vão &#8220;realizar-se&#8221; naturalmente sempre que ela fizer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entende-se por ordem pós-hipnótica uma sugestão (racional e executável) que VAI ser cumprida naturalmente pela pessoa nas situações previamente definidas por ela. Por exemplo: &#8220;fico sempre calmo e tranqüilo nos dias de prova&#8221;, ou, &#8220;sou muito atencioso e prudente quando dirijo&#8221;.</p>
<p>Estas &#8220;sugestões&#8221;, quando incutidas no subconsciente da pessoa, vão &#8220;realizar-se&#8221; naturalmente sempre que ela fizer uma prova ou sempre que estiver dirigindo. Da mesma forma como o motorista &#8220;reage&#8221;, parando o carro quando o sinal está vermelho (já que isto está incutido na sua memória), também poderá ser induzido a &#8220;reagir&#8221; com prudência e atenção; não há diferença entre estas duas &#8220;aprendizagens&#8221;.</p>
<p>O fundamental é a “formação da intenção”. Desde que você realmente queira aprender alguma coisa, queira modificar algum hábito, queira curar-se de algum mal, e dê esta &#8220;ordem&#8221; ao subconsciente, obterá tal resultado. Não há nada de sobrenatural nisto.</p>
<p>Nossa mente e nosso corpo reagem exatamente como aprendemos a reagir. Se temos &#8220;medo de barata&#8221; vamos reagir negativamente só em pensar numa barata, não é mesmo? Se &#8220;acreditamos&#8221; que somos inteligentes, então somos inteligentes. Se acreditarmos que é fácil, será fácil; se pensarmos que é difícil, será difícil. Tudo muito óbvio. Nós é que, infelizmente, não percebemos este efeito tão simples dos nossos pensamentos.</p>
<p>A pessoa que rói unhas, por exemplo, apenas reproduz uma &#8220;aprendizagem&#8221; negativa; ela &#8220;aprendeu&#8221; que em certas situações deve pôr a mão na boca e roer as unhas. Se ela &#8220;aprender&#8221; que naquelas mesmas situações &#8220;a mão deve mudar de direção&#8221; (não ir à boca), ela deixará de roer as unhas.</p>
<p>A ação da sugestão no subconsciente, contudo, não se limita aos exemplos aqui citados. Você pode fazer QUALQUER SUGESTÃO desde que RACIONAL E REALIZÁVEL. Basta que você pergunte a si mesmo se a sugestão que vai fazer é possível de ser realizada.</p>
<p>Como formular suas sugestões:</p>
<p>Veja como você deve formular seus propósitos que se converterão em ordens ao subconsciente:</p>
<p>1 &#8211; Examine bem o que você quer propor; veja se é racional e executável;<br />
2 &#8211; Formule este propósito (por escrito), SEMPRE positivamente. Não faça nunca formulações negativas, do tipo &#8220;não quero mais&#8221;, &#8220;não vou mais&#8221; etc. Invés de afirmar o que &#8220;não quer&#8221;, afirme &#8220;o que quer&#8221;.<br />
3 &#8211; Escrita a formulação, leia algumas vezes em voz alta, até sabê-la de cor.<br />
4 &#8211; Em estado de profundo relaxamento (auto-hipnose) pense intensamente nesta frase. Não precisa pronunciá-la em voz alta. Ela é para ser pensada (mas nada impede que você pronuncie com tom de voz normal).<br />
5 &#8211; Saiba que fórmulas curtas, repetidas com freqüência (mesmo durante o dia) produzem mais efeito do que frases longas que você possa dizer de vez em quando ou mesmo relembrar. Um exemplo de formulação para quem quer ser mais criativo: &#8220;Eu sou muito criativo, e a cada dia que passa, me torno ainda mais criativo&#8221;.</p>
<p>Lembre-se:</p>
<p>Pensamento é energia. E nenhuma energia se perde na natureza, ao contrário, transforma-se em outro tipo de energia. A energia que o cérebro consome para pensar, se for canalizada numa única direção, é capaz produzir verdadeiros milagres na sua vida. Tudo depende, exclusivamente, da sua vontade de que o milagre aconteça. Só depende de você.</p>
<p>Fonte: www.auto-hipnose.kit.net</p>
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		<title>Pratique auto-hipnose para “corrigir” timidez</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:42:01 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[auto-hipnose]]></category>
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<category>auto-hipnose</category><category>timidez</category><category>vencer timidez</category>
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		<description><![CDATA[À vista do leigo, auto-sugestão só é uma “coisa” que pode dar certo em determinados casos, mas que jamais seria eficaz para resolver, por exemplo, um caso de timidez. Fiz questão de referir “à vista do leigo” porque poucas pessoas conhecem, verdadeiramente, os poderes desta fantástica terapia, reconhecida cientificamente e aplicada com sucesso nos centros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À vista do leigo, auto-sugestão só é uma “coisa” que pode dar certo em determinados casos, mas que jamais seria eficaz para resolver, por exemplo, um caso de timidez. Fiz questão de referir “à vista do leigo” porque poucas pessoas conhecem, verdadeiramente, os poderes desta fantástica terapia, reconhecida cientificamente e aplicada com sucesso nos centros mais desenvolvidos do mundo.</p>
<p>Os princípios da auto-sugestão foram definidos por Emile Coué (1861-1921), partindo de observações e análises sistemáticas dos resultados obtidos com a hipnose clínica. Dentre estes princípios, dois são fundamentais para que o leitor entenda por que a auto-sugestão é altamente eficaz para vencer a timidez:</p>
<p><strong>1 –</strong> Tudo aquilo que se afirma com insistência, acaba se tornando verdade na mente de quem afirma;<br />
<strong>2 –</strong> Na briga da razão com imaginação, esta última sempre sai ganhando.</p>
<p>Para que o leitor entenda o alcance destes princípios, podemos recorrer às recentes pesquisas no campo da neurofisiologia e da psicopedagogia, que tratam especificamente da aprendizagem. Hoje, por exemplo, sabemos que o cérebro humano opera, basicamente, dois tipos de memória: uma memória de curto prazo, que trabalha com as informações do agora, e uma memória de longo prazo que mantém registrados dados, regras e emoções de real importância e dos quais nos valemos no nosso dia-a-dia.</p>
<p>Reparem que cada vez que precisamos dar um laço do cadarço do sapato, fazemos isso de forma natural e espontânea, sem precisar “recorrer” à memória para lembrar como devemos fazer. Isso é possível porque o procedimento para dar laço do cadarço do sapato está registrado na nossa memória de longo prazo. Também o motorista não pára para pensar o que deve fazer quando o sinal de trânsito fica vermelho; ele pisa no freio, automaticamente. É o mesmo princípio.<br />
Porém, nem todas as informações do cotidiano são armazenadas nessa memória de longo prazo (ou memória subconsciente). Ali ficam registradas, basicamente, as informações que tiveram grande impacto emocional na nossa vida, seja esse impacto positivo ou negativo, e as informações repetidas com constância, como a tabuada, que aprendemos por repetição sistemática.</p>
<p>São exatamente essas informações armazenadas na nossa memória de longo prazo que nos “condicionam” a reagir desta ou daquela forma nas mais diferentes situações do cotidiano.<br />
Quer ver um exemplo muito simples? Uma criança que tenha sido mordida por um cão e, por isso mesmo, experimentado uma emoção negativa muito forte, tem registrada essa emoção na memória. É por isso que, mesmo anos depois, ela reagirá com medo toda vez que se deparar com um cão. O medo, na maioria dos casos, resulta de uma aprendizagem dolorosa no passado.</p>
<p>Ocorre, entretanto, que nossas emoções não precisam ser reais (vividas na realidade) para serem memorizadas; elas podem resultar da imaginação. Um exemplo são as pessoas que têm medo de alma do outro mundo; elas nunca viram nenhuma mas reagem com medo diante da possibilidade de ficar frente a frente com uma. Elas “aprenderam” este medo ouvindo histórias de terror, seja através de livros, filmes etc. que excitaram a sua imaginação.<br />
Isso, como vocês podem perceber, tem tudo a ver com a ver com os nossos comportamentos e atitudes. A educação que recebemos (transferência de crenças) é que nos condicionou a agirmos desta ou daquela forma durante a vida (atitudes). Essas informações, de tanto que nossos pais insistiram que aprendêssemos, acabaram registradas na nossa memória de longo prazo. E são elas que definem a maioria das nossas atitudes no dia-a-dia, inclusive a forma como nos relacionamos com as outras pessoas.</p>
<p>Da mesma forma, quando vamos tomar alguma decisão – importante ou não – sempre recorremos a nossa memória de longo prazo para fazermos a avaliação dor/prazer. É justamente por isso que a pessoa que foi mordida por um cão sempre reluta em se aproximar de algum.<br />
Como vocês podem ver, os chamados “mistérios da mente” nem sempre são tão misteriosos assim, não é mesmo?</p>
<p>Cabe registrar que, quatro séculos antes de Coué, Maquiavel já havia escrito que “mesmo uma mentira, se repetida com insistência, transforma-se em verdade”. Esta lição, retirada de O Príncipe, é a própria afirmação de Coué com outras palavras.</p>
<p>Coué também afirmava que “na briga da razão com imaginação, esta última sempre sai ganhando”. Isso quer dizer que as nossas crenças são mais determinantes do que a realidade que nos envolve. Por isso é muito difícil convencer alguém de que tem medo de alma do outro mundo que elas não existem, ou que os quartos escuros não são povoados de seres sobrenaturais. Se a pessoa acredita nisso, é muito difícil convencê-la do contrário.<br />
Portanto, não adianta a pessoa tentar se sugestionar afirmando “não tenho medo de quarto escuro”; se ela crê, firmemente, que seres sobrenaturais habitam os quartos escuros (imaginação) essa crença vencerá sempre.</p>
<p>É justamente por isso que as técnicas de auto-sugestão (afirmações feitas pela própria pessoa) não devem incitar o combate da razão com a imaginação. Já que as velhas crenças estão consolidadas na mente inconsciente, o máximo que se pode fazer é registrar novos conceitos na memória através da repetição continuada e deixar que esses novos conceitos passem a compor, também, a base intelecto/emocional da pessoa (a mesma base que influi no processo decisório dor/prazer). Com a repetição continuada, é bem provável que esse segundo conceito passe a prevalecer sobre a antiga crença. Podemos dizer que isso acontece em 99,99% dos casos.</p>
<p><strong>Como consolidar novas crenças</strong></p>
<p>Quando a professora diz que 8 x 7 = 56, o aluno não duvida; afinal, ela tem crédito. Entretanto, apesar de esta ser uma informação coerente e que, portanto, tende a se tornar uma crença na mente do aluno, ela não se instala na memória imediatamente. Será preciso que tal informação seja repetida e praticada para que, no futuro, seja recuperada na memória automaticamente. No caso das crenças intimidantes, a regra é a mesma.</p>
<p>Você, com toda certeza, admitiu que muitas informações contidas nesta homepage são coerentes, afinal, são informações embasadas cientificamente. Este é o primeiro passo, porém não é tudo. Será preciso que você faça exatamente como fez para aprender tabuada. Você precisará “repetir” alguns dos conceitos que admitiu como coerentes para que, em determinados momentos da sua vida, eles se expressam em forma de reflexos. Pois é exatamente isso que nós vamos fazer agora.</p>
<p>A seguir, você vai encontrar um exemplo formulação eficaz (frase auto-sugestiva) que deverá repetir, sistematicamente, até que ela se instale definitivamente na sua mente subconsciente. É uma espécie de exercício que você deverá praticar, a princípio, até quatro vezes por dia, durante 21 dias. Após estes 21 dias recomenda-se parar 7 dias e repetir durante mais 21. Quase sempre este tempo é suficiente para produzir resultados satisfatórios. Mas você poderá repetir o exercício outras vezes, se quiser. Por exemplo, pode repeti-lo uma vez por semana até que se sinta absolutamente seguro.</p>
<p>Cada sessão deve tomar 4 ou 5 minutos, no máximo. Você pode praticar, por exemplo:</p>
<p>1ª sessão &#8211; pela manhã, antes do dejejum, ainda na cama<br />
2ª sessão &#8211; antes do almoço<br />
3ª sessão &#8211; ao entardecer<br />
4ª sessão &#8211; na cama, antes de dormir</p>
<p>Segundo Georgi Lozanov &#8211; criador das técnicas de aprendizagem acelerada &#8211; o estado ideal para memorizar é quando o cérebro opera na faixa de 8 a 12 ciclos/segundo, ou seja, estado “alfa”. Qualquer pessoa pode atingir este estado através de técnicas simples de relaxamento. Portanto, faça de acordo com o roteiro abaixo:</p>
<p><strong>1 -</strong> Procure uma posição cômoda; afrouxe os cintos, tire o relógio, óculos etc. Você não precisa estar deitado, porém, o ambiente deve estar calmo, sem tique-taques de despertadores, falatórios ou quaisquer ruídos impertinentes;<br />
<strong>2 –</strong> Fique absolutamente imóvel – braços, pernas e musculatura do rosto absolutamente frouxos -, feche os olhos e respire lenta e profundamente cinco ou seis vezes, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. Depois volte a respirar normalmente;<br />
<strong>3 –</strong> Ainda de olhos fechados e o mais imóvel possível, por uns dois minutos concentre toda sua atenção na respiração. Tente perceber o ar entrando e saindo pelas narinas. Esta providência é conveniente para evitar o assédio de pensamentos impertinentes enquanto você atinge um bom nível de relaxamento;<br />
<strong>4 –</strong> A esta altura você deve estar se sentido leve, calmo, respirando tranqüilamente. Se não estiver ainda entrado em alfa, estará muito próximo disso;<br />
<strong>5 -</strong> Se não tiver memorizado as formulações (que estão logo a seguir) leia cada uma delas num tom de voz normal, nem muito baixo, nem alto. Mas leia como se estivesse dando uma ordem para você mesmo. Uma ordem clara e objetiva.</p>
<p><strong>Nota:</strong> uma boa providência é deixar as formulações, por escrito, bem à sua frente, de modo que você não precise fazer qualquer movimento além de abrir os olhos para ler.</p>
<p><strong>6 -</strong> Se já tiver memorizado, repita no mesmo tom de voz, uma depois outra, cinco ou seis vezes;<br />
<strong>7 -</strong> Feito isso, respire de novo, profundamente, cinco ou seis vezes e o exercício estará terminado.</p>
<p><strong>EXEMPLO DE FORMULAÇÃO EFICAZ</strong></p>
<p>&#8220;Diante de qualquer pessoa e em qualquer lugar,<br />
eu me sinto SEMPRE calmo e seguro.<br />
Seja qual for a situação &#8211; SEJA QUAL FOR -<br />
eu mantenho SEMPRE a minha tranqüilidade.&#8221;</p>
<p>Atenção: Alguns especialistas em auto-hipnose recomendam também que se faça uma cópia das formulações, de próprio punho, diariamente. Para tanto, você deve ter uma caderno especial só para isso, datando e assinando ao final de cada cópia.</p>
<p>Para terminar, recomendamos que você reflita sobre o seguinte:</p>
<p>Já que você é tímido, não se esforce para parecer extrovertido; você parecerá artificial, não-autêntico. Timidez não é defeito nem doença, além do mais, para a maioria das pessoas o fato de você ser tímido ou extrovertido não faz a menor diferença na hora de formularem um juízo de valor a seu respeito (saiba que 75% das pessoas também são tímidas, assim como você). O que conta são os valores positivos ou negativos que você exibe. E timidez não é valor, é atitude. Portanto, o fato de ser tímido ou não, não acrescenta peso ao juízo de valor que alguém faz de você. Seja o que você é e estará fazendo o melhor que deve ser feito.</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;.<br />
Texto extraído (e adaptado) do livro &#8220;Como corrigir a Timidez&#8221;, de L.C.Martins 1ª edição &#8211; BrLetras/Março de 2005 &#8211; Rio de Janeiro/RJ</p>
<p>Fonte: www.auto-hipnose.kit.net</p>
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		<title>AUTO-HIPNOSE</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:40:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Vencendo as próprias barreiras
Hoje em dia, ninguém mais duvida que o estudo do hipnotismo aumenta em muito nossa capacidade de viver plenamente sob diversos aspectos; este estudo nos torna capazes de solucionar muitos enigmas que nos têm intrigado. Quando descobrimos que até mesmo alterações orgânicas podem ser causadas por sugestões, passamos atribuir, imediatamente, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Vencendo as próprias barreiras</p>
<p>Hoje em dia, ninguém mais duvida que o estudo do hipnotismo aumenta em muito nossa capacidade de viver plenamente sob diversos aspectos; este estudo nos torna capazes de solucionar muitos enigmas que nos têm intrigado. Quando descobrimos que até mesmo alterações orgânicas podem ser causadas por sugestões, passamos atribuir, imediatamente, um maior valor às influências mentais na nossa vida e passamos também a entender como as moléstias chamadas imaginárias (mas que realmente não o são) podem ser curadas através dessas mesmas influências mentais.</p>
<p>Poucas são as pessoas que não se impressionam quando um vizinho ou amigo (às vezes até de brincadeira) diz que parecem doentes, não é mesmo? E se impressionam mais ainda quando estas considerações são cumulativas; o vizinho diz, o colega de trabalho diz, o cunhado diz, o dono do boteco diz&#8230; Pois bem, assim como a sugestão pode afastar a dor (nos seus múltiplos significados) , pode também criá-la e fortalecê-la. É por isso que pouco ajudamos a estas pessoas impressionadas dizendo que tais doenças são imaginárias, pois mesmo que sejam realmente imaginárias, pertubam-nas tanto como se fossem reais.</p>
<p>A expressão “dor imaginária”, ou “doença imaginária”, que é usada por muitos médicos e até por leigos, é cientificamente falsa. Breuer comparou muito bem “dores imaginárias” com alucinações. Ora, podemos dizer que o objeto da alucinação seja imaginário, mas é falso dizer-se que a percepção seja imaginária. Esta será a mesma, quer seja o objeto imaginário ou não.</p>
<p>O mesmo se passa quando a dor é sentida, seja o médico capaz ou não de descobrir sua causa física. Podemos dar a uma dor, sem sintomas objetivos, o nome que quisermos dar, porém, devemos estar certos que ela é uma conseqüência necessária de algum distúrbio real. Certas idéias subjetivas causam tanta dor quanto um espinho penetrante na nossa pele. Eliminá-las é tão dever de um médico quanto é seu dever tirar o espinho que o atormenta.</p>
<p>Também podemos estender esta idéia de &#8220;dor&#8221; ao campo comportamental, e, no nosso caso, particularmente ao campo educacional. Quantos estudantes fazem refletir nas suas notas a dor do medo, da insegurança, da &#8220;consciência de incapacidade&#8221;? Soubessem eles que tudo isso pode ser resolvido sem remédios ou aulas particulares, e que ter ou não ter talento é uma decisão própria de cada um, as coisas se tornariam bem mais fáceis.</p>
<p>Qualquer pessoa, seja ela quem for, pode obter uma supermemória, tornar-se mais criativo, melhorar a concentração, vencer a timidez, acabar com a gagueira, emagrecer ou até mesmo parar de roer as unhas, apenas incutindo no seu subconsciente uma &#8220;outra associação&#8221;. E é isto que nós vamos ver agora.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>VENCENDO A TIMIDEZ!</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:39:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Leia o texto abaixo, calmamente, sem ânsia.
Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro o seguinte: &#8220;timidez&#8221; não é doença, não é defeito e não faz de ninguém um ser inferior aos demais. Timidez é apenas uma maneira de reagir à insegurança. É, simplesmente, uma atitude.&#8221;
Muitas personalidades da História foram tremendamente tímidas e nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Leia o texto abaixo, calmamente, sem ânsia.</p>
<p>Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro o seguinte: &#8220;timidez&#8221; não é doença, não é defeito e não faz de ninguém um ser inferior aos demais. Timidez é apenas uma maneira de reagir à insegurança. É, simplesmente, uma atitude.&#8221;</p>
<p>Muitas personalidades da História foram tremendamente tímidas e nem por isso deixaram de ser geniais e importantes para a humanidade. Einstein era tímido. Gandhi era tímido. Pasteur era tímido.</p>
<p>Por isso, o tímido um ser humano igual a todos os demais. ABSOLUTAMENTE IGUAL. Não há, neste mundo, nenhum ser humano superior a outro ser humano. As diferenças são meramente conceituais. Algumas pessoas podem até aparentar superioridade sobre as demais, mas tudo não passa de &#8220;aparência&#8221;, ou seja, da forma como nós interpretamos as suas imagens.</p>
<p>Elas só parecem superiores porque nós deixamos isto acontecer. Se quisermos, podemos olhá-las de frente, fixamente nos seus olhos, e veremos que nada acontece. E nada acontece porque não há nada e ninguém que possa dominar alguém sem que este alguém admita este domínio.</p>
<p>Qualquer pessoa vence a timidez no exato momento em que, diante de uma pessoa ou de várias pessoas, põe os ombros ligeiramente para trás, ergue a cabeça e olha fixamente nos olhos do(s) interlocutor(es). Parece difícil? Que nada! Veja: basta você olhar a primeira vez, deste jeito. Você vai perceber que NADA ACONTECERÁ com você. Pelo contrário; você vai renascer nesta hora. Acredite: NADA VAI ACONTECER COM VOCÊ!</p>
<p>Vou lhe dar uma pequena dica: se ainda tiver algum receio de olhar nos olhos do seu interlocutor, olhe para um ponto situado entre os olhos dele, logo acima do nariz. Esta providência vai lhe acalmar enquanto, por outro lado, vai deixar o interlocutor meio perdido, desorientado, submisso. Ele olhará nos seus olhos e não captará o foco, mesmo &#8220;achando&#8221; que você está olhando nos seus olhos. Experimente! É até divertido.</p>
<p>Leia a frase abaixo em voz alta, tantas vezes quantas forem necessárias para que ela tome conta do seu subconsciente. Decore-a e repita sempre, mentalmente, várias vezes por dia. À noite, antes de dormir, faça o exercício de relaxamento e pense firmemente nesta frase:</p>
<p>&#8220;Diante de qualquer pessoa e em qualquer lugar, eu me sinto SEMPRE seguro, forte e consciente de que sou MUITO importante. Sou capaz de olhar fixamente nos olhos das pessoas porque sei que TAMBÉM sou um SER SUPERIOR.&#8221;</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>A arte de hipnotizar</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:38:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(o hipnotismo nas moléstias)
Diversas moléstias podem ser curadas ou aliviadas, simplesmente, fazendo-se crer ao paciente que ele em breve estará melhor ou até mesmo curado. A literatura médica está repleta de casos assim onde esse tipo de influência foi decisivo para o restabelecimento da saúde, seja ela física ou psicológica. Também na Educação este princípio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>(o hipnotismo nas moléstias)</strong></p>
<p>Diversas moléstias podem ser curadas ou aliviadas, simplesmente, fazendo-se crer ao paciente que ele em breve estará melhor ou até mesmo curado. A literatura médica está repleta de casos assim onde esse tipo de influência foi decisivo para o restabelecimento da saúde, seja ela física ou psicológica. Também na Educação este princípio é aplicável; fazendo-se crer ao estudante que ele estará competente e criativo, certamente ele assim reagirá e os resultados serão quase que imediatos.</p>
<p>Esta influência mental tem sido usada, sempre com muito êxito, desde os tempos mais remotos. O sono no templo dos antigos gregos e egípcios era um meio de facilitar o efeito da sugestão; os doentes eram postos a dormir no templo, e em sonho, o deus dizia o que deveria curá-los. Mais recentemente encontramos o caso do famoso Greatrakes, cujas curas causaram espanto em toda a Inglaterra no século XVII, e o caso de Gassner, o exorcista, no fim do século XVIII que realizava proezas fantásticas, atribuindo-se poderes milagrosos de cura.</p>
<p>Entre outros realizadores de prodígios, podemos citar Prince Hohenohe, um padre católico que no começo do século passado despertou a curiosidade nos meios científico e religioso por suas curas na região da Baviera. Os mesmeristas (seguidores de Mesmer) supunham que ele fosse uma dessas pessoas que possuem um poder peculiar, enquanto, por outro lado, a fé religiosa era dada como explicação para as curas. Uma escola de mesmeristas, a de M.Barbarin, sustentava que a influência era de natureza puramente espiritual, e que o meio certo de produzir o sono era orar à beira da cama do paciente. Foi esta, inclusive, a origem da “Ciência Cristã” tão popular nos Estados Unidos.</p>
<p>A “Ciência Cristã” é um sistema religioso fundado por Mary Baker Eddy, em 1866, baseado na Bíblia, e que afirma que todas as causas e efeitos são mentais, e que o pecado, a doença e a morte perdem o sentido de ser pela compreensão do Princípio Divino dos ensinamentos e das curas praticadas por Jesus Cristo. A “Ciência Cristã”, de caráter puramente religioso, traz no seu princípio as mesmas idéias sobre cura por sugestão que encontramos, por exemplo, nos relatos de Gassner. (Ninguém que leia estes relatos duvida que Gassner e diversos outros hipnotizadores tiveram mais êxito do que muitos médicos na cura dos seus pacientes.)</p>
<p>É possível que muitas dessas moléstias tratadas e curadas por Gassner ou por Mary Baker Eddy fossem de natureza histérica, mas houve muitas outras das mais diferentes origens e obtiveram resultados satisfatórios. Sabemos que grande parte das pessoas tratadas por Gassner não tiveram bons resultados no tratamento médico usual, e por isso procuraram essa alternativa. Para que a sugestão seja eficaz e redunde em resultados positivos, é fundamental que paciente creia firmemente que será curado. Essa crença deve ser incutida nele pelo hipnotizador e este, com certeza, é ponto crucial da questão: como incutir esta crença seguramente?</p>
<p>Qualquer enfermo que vá a Lourdes, a Fátima, a Aparecida ou a Juazeiro do Norte, com a crença convicta de que será curado, e cuja expectativa haja sido redobrada pelos relatos de outros, conseguirá um resultado inteiramente diferente do indivíduo que vai sem fé. É claro que não estou aqui, evidentemente, para impor limites às graças de Deus nem para encontrar justificativas para sua misericórdia, porém os relatos que nos chegam aos ouvidos apontam sempre para esta verdade: é a fé promove a cura.</p>
<p>Nem sempre é possível a um médico impor a crença de seu poder pessoal, conquanto seja a fé que seu paciente nele deposite. O hipnotismo é um meio para atingir este fim, a despeito da oposição. E isso, em grande parte, devemos a Limbault; foi ele o primeiro a empregar a sugestão, metodicamente, no tratamento das moléstias.</p>
<p>A dificuldade para se julgar o valor curativo da hipnose torna-se ainda maior devido à vaga definição do quem vem a ser “sugestão hipnótica”. Muitas pessoas se opõem ao tratamento hipnótico sugestivo por desconhecerem que hipnotismo e sugestão podem ser fundidos, gradualmente, num assunto único. Além do mais, há ainda o medo provocado pela idéia de que hipnose é algo perigoso, quando, na realidade, sabemos que esta prática, tomados os devidos cuidados, é absolutamente saudável e sem riscos de qualquer seqüela.</p>
<p>Quem já viu a diferença entre um indivíduo que recebeu uma sugestão excitante e um que recebeu uma excitação calmante, concordará que tanto se pode fazer bem de um modo como mal de outro. Mas este risco é o mesmo que qualquer pessoa corre num tratamento médico convencional. Ou alguém desconhece o fato de pacientes que passaram muito mal despois de tomarem determinados remédios prescritos por médicos?</p>
<p>Voltando aos objetivos educacionais possíveis de serem atingidos pela hipnose, cabe lembrar que não foi à toa que Georgi Lozanov denominou sugestopedia à sua técnica de aprendizagem acelerada. Na verdade, antes de qualquer propósito, Lozanov incutia nos seus alunos que &#8220;eles eram capazes de aprender muito mais e num espaço de tempo muito menor&#8221;. Convictos desta &#8220;verdade&#8221;, seus alunos ficavam prontos para receber uma quantidade maior de informações e armazená-las de forma eficiente na memória. E, de fato, conseguiam.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>Mitos e Verdades</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[MITO DA INCONSCIÊNCIA - Muitos pensam que estar hipnotizado significa estar inconsciente. Há aqueles que até desejam ficar inconscientes para que &#8220;todos os seus problemas lhes sejam tirados&#8221;. Na verdade, o transe hipnótico é caracterizado por uma dissociação consciente/inconsciente, onde a consciência está presente, e é desejável que esteja, para participar no processo de cura. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>MITO DA INCONSCIÊNCIA -</strong> Muitos pensam que estar hipnotizado significa estar inconsciente. Há aqueles que até desejam ficar inconscientes para que &#8220;todos os seus problemas lhes sejam tirados&#8221;. Na verdade, o transe hipnótico é caracterizado por uma dissociação consciente/inconsciente, onde a consciência está presente, e é desejável que esteja, para participar no processo de cura. Por estar vivenciando uma experiência agradável, eventualmente a pessoa não se lembra do que foi falado, porque ficou distraída com pensamentos, imagens ou sons.</p>
<p><strong>MITO DE CONFESSAR SEGREDOS SEM QUERER -</strong> Mesmo em transe profundo a mente conserva um sentido de vigilância que protege a integridade da pessoa. Na hipnose Ericksoniana raramente a pessoa é convidada a falar. O inconsciente é capaz de resolver silenciosamente os conflitos mais profundos.</p>
<p><strong>MITO DE NÃO VOLTAR DO TRANSE -</strong> Se, eventualmente, por estar numa experiência muito agradável ou num transe mais profundo, a pessoa não aceitar a sugestão de voltar do transe, basta deixá-la mais algum tempo, e naturalmente, o transe hipnótico se transforma em sono fisiológico e ela acorda.</p>
<p><strong>MITO DE SER DOMINADA PELO HIPNOTERAPEUTA -</strong> Na hipnose Ericksoniana o estado de transe é sempre uma auto-hipnose. O hipnoterapeuta é um facilitador, um companheiro de viagem, apenas alguém que está ao lado enquanto o inconsciente da pessoa trabalha.</p>
<p><strong>MITO DA DEPENDÊNCIA -</strong> Um hipnoterapeuta cuidadoso tem sempre o cuidado de dar sugestões pós-hipnóticas de autonomia e liberdade. Ex:&#8230;E no dia a dia sua mente inconsciente pode continuar por si mesma com um processo natural e saudável de mudanças&#8230; Por isto a Hipnoterapia Ericksoniana é considerada uma terapia breve.</p>
<p><strong>MITO DE QUE A HIPNOSE POSSA SER PREJUDICIAL À PESSOA -</strong> O inconsciente é sábio e protetor, e absorve apenas aquilo que é saudável e útil. Naturalmente, como a hipnose é uma poderosa estratégia de comunicação com o inconsciente, só deve ser usado por pessoas devidamente treinadas, competentes e éticas. Uma pá é um excelente instrumento para remover terra, mas se for usado para atingir a cabeça de alguém&#8230;</p>
<p><strong>MITO DA REGRESSÃO -</strong> Hipnose não é regressão. A regressão é apenas um fenômeno hipnótico que pode ser usado quando necessário. Como dissemos antes, a hipnose é um fenômeno psíquico, um estado especial da mente que permite ações terapêuticas as mais diversas.</p>
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		<title>Âncoras Musicais</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo publicado nas mídias brasileiras entre jornais, revistas e internet sobre o tópico âncoras com abordagem auditiva e/ou musical do curso de formação e certificação internacional
Practitioner em Programação Neurolinguística
(PNL) em 13 de junho de 2001, por Alexandre
Bortoletto.
A modalidade sensorial auditiva é com certeza uma poderosa fonte ancoradora, trazendo uma forte sinestesia ou emoções para quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo publicado nas mídias brasileiras entre jornais, revistas e internet sobre o tópico âncoras com abordagem auditiva e/ou musical do curso de formação e certificação internacional</p>
<p>Practitioner em Programação Neurolinguística<br />
(PNL) em 13 de junho de 2001, por Alexandre<br />
Bortoletto.</p>
<p>A modalidade sensorial auditiva é com certeza uma poderosa fonte ancoradora, trazendo uma forte sinestesia ou emoções para quem realmente lhe dá atenção.</p>
<p>Certa vez estava assistindo a um filme conhecido, &#8220;Rocky IV&#8221;, e de repente me surgiu a idéia de apertar a tecla &#8220;mudo&#8221; do meu controle remoto, e aconteceu uma coisa interessante, as cenas de luta e preparação para lutar daquele filme, que sempre nos emocionava e nos inspirava, ficou estranho, tinha perdido o efeito, parecia apenas uma daquelas lutas comuns, quando você apenas torce, mas não ti emociona e muito menos é inspiradora.</p>
<p>Esse tipo de música &#8220;pano de fundo&#8221;, também chamado de &#8220;Música Incidental&#8221;, é uma das principais âncoras (um estímulo específico; visão, som, palavras ou tato que automaticamente desperte uma determinada lembrança e estado físico e mental) ou tipo de âncora usada na TV, nas propagandas e filmes ou qualquer meio de comunicação que esteja interessado em resultados.</p>
<p>Pense na cenas finais dos filmes, ET e Titanic, ok&#8230; agora tire suas músicas e pronto nenhum deles ganhariam &#8220;Oscars&#8221;, pois a música é uma coisa muito poderosa em nossas<br />
vidas, com certeza você já deve estar pensando em dezenas ou centenas de filmes ou<br />
propagandas onde isso poderia ocorrer.</p>
<p>O inverso também é válido, ou melhor, seria uma das maneiras pela qual compramos CDs e ouvimos músicas, mas muitas vezes não aproveitamos as músicas como deveria, apenas escutamos e cantamos, mas nunca ancoramos elas, pois elas são um recurso incrível que podemos usar para nós mesmos, temos aparelhos de som, “walkman”, CD ou toca-fitas no carro e continuamos irritados com trânsito, trabalhamos e continuamos estressados e mal- humorados, enfim, não tiramos um tempinho para poder incorporar essas músicas, as músicas que mais gostamos, em nossa vida.</p>
<p>Os adolescentes são incríveis com isso, eles usam corretamente todo esse potencial musical, geralmente os jovens usam a música como uma forma de identidade e acabam usando suas músicas não apenas para escutar e curtir, mas eles &#8220;vestem&#8221;, &#8220;cortam os cabelos&#8221;, &#8220;se alimentam&#8221; com suas músicas. Não há nada de errado nas músicas atuais, muito pelo contrário, está tudo certo, pois a música que é uma arte, ela deve transmitir emoções, sensações e visões para quem a desfruta, o verdadeiro propósito da música é com certeza uma boa e fortificante âncora.</p>
<p>Não existe música ruim, existe sim músicas sendo usadas em contextos errados. Toda<br />
música tem um Tempo, um ritmo, como toda experiência têm uma seqüência de submodalidades (as qualidades sensoriais percebidas em cada um dos cinco sentidos. Por exemplo: as submodalidades visuais incluem cor, forma, movimento, brilho, profundidade, etc. As submodalidades auditivas incluem volume, altura, andamento, etc. e as submodalidades cinestésicas incluem pressão, temperatura, textura, localização etc.) Particularmente não usaria uma música do &#8220;Sepultura&#8221; para relaxar ou dormir, poderia usar uma Paixão ou Fuga de &#8220;J.S. Bach&#8221;, mas para ir na academia ou fazer esteira, com certeza usaria o tema do filme &#8220;Rocky IV&#8221; ou qualquer música com um ritmo mais acelerado, com certeza o &#8220;Adágio em Sol menor&#8221; de Tomazo Albinoni não vai inspirar nenhuma abdominal.</p>
<p>Bom, podemos usar e abusar de todos os tipos e estilos de músicas que existe, para criar uma âncora para as tarefas e rotinas de nossa vida cotidiana, basta aproveitar.</p>
<p>Lógico que alguns tipos de músicas ou conjuntos musicais, tem em suas letras,<br />
sugestões maléficas, que podem ser interpretadas de uma forma errônea por nós, pois a<br />
música também é uma poderosa fonte para um estado alterado de consciência, um bom transe.</p>
<p>Como aconteceu no mês de abril no Colorado, EUA, onde dois jovens de uma gang, fans do conjunto de rock, Marilin Mayson, fizeram um massacre numa escola, matando alguns alunos. Por isso tome cuidado com o que escuta, use a música mais pelo seu lado<br />
instrumental, pelo seu rítmo, melodia e harmonia, mas desconsidere algumas letras, pois a maioria não diz nada, ou seja, as letras das músicas tem muito modelo Milton de linguagem (forma de linguagem criada pelo hipnoterapeuta Milton Erickson, onde as palavras são colocadas em forma de metáforas e pressuposições), então as pessoas interpretam cada uma, da sua maneira. </p>
<p>Alguns musicoterapeutas dizem que a música barroca desperta um estado favorável para o aprendizado, realmente é excelente, mas para as pessoas que gostam de Bach, Vivaldi, Albinoni, etc&#8230;, não sei se um adolescente iria gostar desse tipo de música ou terapeuta, os jovens geralmente já tem suas preferências musicais, alguns iriam adorar e outros detestariam.</p>
<p>Como disse; não existe música ruim, apenas devemos pegar uma música predileta, criar nossa experiência com um admirável recurso para o aprendizado e pronto, estamos ancorados, lógico que com repetição, tudo melhora, pode ser que um jovem de 14 anos, sinta-se com muitos recursos para aprender matemática ao som da banda &#8220;Metallica&#8221; e com uma pessoa de 45 anos os recursos para aprender matemática estejam nas ricas harmonias e composições de Tom Jobim, enfim cada pessoa é única, não importa o contexto, não importa a música, o que importa é que isto é um condicionamento estímulo-resposta direto, uma âncora auditiva.</p>
<p>As âncoras devem sempre ser acionadas da mesma forma, seja visual, auditiva ou cinestésica, mas com as auditivas, com as músicas, não tem problema, pois geralmente estão em forma de CDs ou fitas, gravadas de uma forma que não podem ser alteradas. Elas vão ser sempre acionadas da mesma forma, mas você pode intensificar o estímulo-resposta através do volume, grave-agudo, estéreo-mono e balance de seu equipamento de som, isto são as submodalidades disponíveis, que transformarão e deixarão suas âncoras-musicais ainda mais poderosas.</p>
<p>Como criar tudo isso? É muito simples, não há necessidade de estar dentro do contexto, por exemplo, dirigindo seu carro, você apenas precisa se imaginar dirigindo.</p>
<p>Primeiramente coloque pra tocar em seu equipamento de som uma música adequada ou que você goste muito, sente-se confortavelmente e comece a reviver a experiência de dirigir, dirigindo com seu carro muito confortavelmente e tranqüilo, relaxado e despreocupado, mas com atenção e segurança, e perceba; que mais recursos necessito em minha experiência?</p>
<p>Selecione todos que você achar adequado e que tornariam ela ainda melhor. Vá mudando as submodalidades visuais até sentir que está do melhor jeito pra você. Quando a música terminar, você pode repetir mais algumas vezes, mas com toda a experiência já modificada. Pronto, você ancorou sua experiência à música e toda vez que for dirigir, use-a no equipamento de som de seu carro, e toda aquela sensação agradável irá voltar, e com o tempo, não haverá mais a necessidade da música, você simplesmente entrará no carro e aquela</p>
<p>sensação voltará, quem sabe até a música também e você poderá cantar ou assobiar enquanto dirigir, aproveitando melhor cada momento da sua rotina diária.</p>
<p>Tome algum cuidado, use as âncoras musicais apenas para situações agradáveis e<br />
positivas, jamais em desagradáveis e negativas, pois&#8230; lembre-se: &#8220;para situações negativas, uma vez é o suficiente&#8221;.</p>
<p>Você pode usar esse tipo de ancoragem em todo o seu dia-a-dia, faça você mesmo a<br />
sua âncora com sua música de acordar, almoçar, jantar, dormir, dirigir, trabalhar, meditar, estudar, etc&#8230;, enfim, tudo na sua vida pode ter um fundo musical e todas as suas experiências serem como um filme, seja o diretor desse filme e também o produtor musical dele, faça sempre a pergunta: Que música representa essa experiência de minha vida? Quem sabe você não aprende a tocar um instrumento musical, seria ótimo, hein!!!</p>
<p>Então lhe pergunto: Quanto prazer você pode agüentar? Mais Música, mais Prazer na<br />
sua vida. Como Confúcio já dizia: &#8220;Como na Música, assim na Vida&#8221;.</p>
<p>Fonte: www.alexandrebortoletto.com/prin_midia.asp?tipo=3</p>
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		<title>HIPNOSE MODERNA</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:34:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[hipnose ericksoniana]]></category>
		<category><![CDATA[hipnose moderna]]></category>
		<category><![CDATA[milton erickson]]></category>
		<category><![CDATA[programação neurolinguistica]]></category>
<category>hipnose ericksoniana</category><category>hipnose moderna</category><category>milton erickson</category><category>programação neurolinguistica</category>
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		<description><![CDATA[&#8230;..Uma vez perguntaram a Buda como ele fez para andar 2000 km. Ele respondeu que bastou dar o primeiro passo, os outros vieram a seguir, um depois do outro&#8230;
A hipnose moderna, ou hipnose ericksoniana, foi criada pelo Dr. Milton Erickson, famoso psiquiatra norte-americano (1901-1980) , considerado o avô da Programação Neurolingüística, criada por John Grinder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;..Uma vez perguntaram a Buda como ele fez para andar 2000 km. Ele respondeu que bastou dar o primeiro passo, os outros vieram a seguir, um depois do outro&#8230;</p>
<p>A hipnose moderna, ou hipnose ericksoniana, foi criada pelo Dr. Milton Erickson, famoso psiquiatra norte-americano (1901-1980) , considerado o avô da Programação Neurolingüística, criada por John Grinder e Richard Bandler.</p>
<p>Grinder e Bandler procuraram a essência da mudança nos melhores mestres que puderam encontrar. Por sua habilidade e crescente reputação, rapidamente conseguiram ser apresentados a alguns dos maiores exemplos de excelência humana do mundo, incluindo o Dr. Milton H. Erickson, M.D., fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica e amplamente reconhecido como o mais notável médico hipnotizador do mundo.</p>
<p>Dr. Erickson era uma pessoa tão excêntrica quanto Bandler e Grinder. Jovem e robusto fazendeiro de Wisconsin, na década de 20 (séc. XX), ele foi atacado pela poliomielite aos dezoito anos. Incapaz de respirar sozinho, ele passou mais de um ano deitado dentro de um pulmão de aço na cozinha de sua casa. Embora para uma outra pessoa qualquer isso pudesse ter significado uma sentença de prisão, Erickson era fascinado pelo comportamento humano e se</p>
<p>distraía observando como a família e os amigos reagiam uns ao outros, consciente e inconscientemente. Ele construía comentários que provocariam respostas imediatas ou retardadas nas pessoas a sua volta, o tempo todo aprimorando a sua capacidade de observação e de linguagem.</p>
<p>Recuperando-se o suficiente para sair do pulmão de aço, ele reaprendeu a andar sozinho observando sua irmãzinha dar os primeiros passos. Embora continuasse precisando de muletas, participou de uma corrida de canoagem antes de partir para a faculdade, onde acabou se formando em medicina e depois em psicologia. Suas experiências e provações pessoais anteriores o deixaram muito sensível à sutil influência da linguagem e do comportamento. Ainda estudando medicina, ele começou a se interessar muito por hipnose, indo mais além da simples observação de pêndulos e das monótonas sugestões de sonolência. Ele observou que seus pacientes, ao lembrarem de certos pensamentos ou sensações, entravam naturalmente em um breve estado semelhante a um transe e que esses pensamentos e sensações poderiam ser usados para induzir estados hipnóticos. Mais velho, ele se tornou conhecido como o mestre da hipnose indireta, um homem que podia induzir um transe profundo apenas contando histórias.</p>
<p>Na década de 70 (séc. XX), o Dr. Erickson já era muito conhecido entre os profissionais da medicina e era até assunto de vários livros, mas poucos alunos seus conseguiam reproduzir seu trabalho ou repetir seus resultados. Dr. Erickson freqüentemente era chamado de &#8220;curandeiro ferido&#8221;, visto que muitos colegas seus achavam que seus sofrimentos pessoais eram responsáveis por ele ter se tornado um terapeuta habilidoso e famoso mundialmente.</p>
<p>Quando Richard Bandler ligou pedindo uma entrevista, aconteceu de o Dr. Erickson atender, pessoalmente, o telefone. Embora Bandler e Grinder fossem recomendados por Gregory Bateson (antropólogo), Erickson respondeu que era um homem muito ocupado. Bandler reagiu dizendo, &#8220;Algumas pessoas, Dr. Erickson, sabem como achar tempo&#8221;, enfatizando bem &#8220;Dr. Erickson&#8221; e as duas últimas palavras. A resposta de Erickson foi, &#8220;Venha quando quiser&#8221;, enfatizando também as duas últimas palavras em especial. Embora, aos olhos do Dr. Erickson, a falta de um diploma de psicologia fosse uma desvantagem para Bandler e Grinder, o fato de esses dois jovens talvez serem capazes de descobrir o que tantos outros não haviam percebido o deixou intrigado. Afinal de contas, um deles havia acabado de falar com ele usando uma de suas próprias descobertas de linguagem hipnótica, hoje conhecida como um comando embutido. Ao enfatizar as palavras &#8220;Dr. Erickson, achar tempo&#8221;, ele havia criado uma frase separada dentro de uma outra maior que teve o efeito de um comando hipnótico.</p>
<p>A hipnose, é um estado de atenção focalizada (em alguma coisa) da mente consciente e que produz uma dissociação da mente inconsciente. A hipnose acontece pela interação das duas partes.</p>
<p>Segundo Erickson, mente consciente &#8221; é a parte que permite ter crítica. Ter a habilidade de analisar, fazer julgamentos. É a parte racional. É a parte limitada da mente.&#8221;. Mente inconsciente &#8220;é o reservatório de todas as experiências adquiridas. Experiências pessoais, aprendizados, as funções automáticas, etc.. É uma mente sábia, não rígida nem analítica e tão pouco limitada. É capaz de interpretações simbólicas e tem tendência a uma visão global. Carrega os recursos para as mudanças.&#8221;</p>
<p>Através da hipnose, é possível dissociar estas duas partes, para acessar os recursos sábios do inconsciente, reintegrando-as a seguir.</p>
<p>Erickson ensinou que, sugestibilidade é uma abertura para aceitar novas idéias, novas informações. Á medida que esta informação vai sendo adquirida, ela pode alterar a experiência da pessoa &#8211; e, este processo é feito através da mente inconsciente.</p>
<p>O modelo da hipnose moderna, naturalista, tem maior eficácia quanto a sugestibilidade e à suscetibilidade hipnótica &#8211; isto é, o grau em que uma pessoa é hipnotizável:</p>
<p>Critérios de Hipersman:</p>
<p>* Transe leve &#8211; habilidade para sugestões pós-hipnóticas simples.</p>
<p>* Transe médio &#8211; a sugestibilidade é maior no transe médio.</p>
<p>* Transe profundo &#8211; habilidade para manter o transe com os olhos abertos.</p>
<p>* Transe pleno ou estuporoso &#8211; marcado por respostas orgânicas lentas e quase completa inibição da atividade espontânea.&#8221;</p>
<p>Sinais Típicos de Transe &#8211; &#8220;Hipnose Centrada na Solução de Problemas&#8221; &#8211; William H. Hanlon e Michael Martin &#8211; Editora Psy.:</p>
<p>- paralisação dos músculos faciais;</p>
<p>- mudança da tonalidade da pele;</p>
<p>- imobilidade;</p>
<p>- diminuição dos movimentos de orientação;</p>
<p>- catalepsia (enrijecimento) de um dos membros do corpo;</p>
<p>- mudança na deglutição e no piscar dos olhos;</p>
<p>- alteração da pulsação e da respiração;</p>
<p>- comportamento motor autônomo (espasmos musculares);</p>
<p>- olhar longínquo;</p>
<p>- olhar fixo;</p>
<p>- mudança no tom de voz;</p>
<p>- demora para reagir a um estímulo;</p>
<p>- perseverança na reação;</p>
<p>- literalismo;</p>
<p>- dissociação;</p>
<p>- relaxamento dos músculos.</p>
<p>O método de hipnose criado por Erickson , consiste em fazer um tipo exclusivo de transe para cada cliente. É baseado numa linguagem de fácil acesso a cada um, a linguagem dele mesmo, através de sugestões indiretas.</p>
<p>Ele fazia um tipo de sinergismo, ou princípio de semelhança, como na homeopatia. Ele aceitava e utilizava a situação em que se encontrava o indivíduo. Assim, o paciente conduzia sua própria cura.</p>
<p>As mudanças ocorridas serão mérito do indivíduo e não do terapeuta.</p>
<p>O Monge budista e a Ajuda</p>
<p>&#8220;Um monge budista caminhava pelas ruas de uma grande cidade, tendo ao seu lado um discípulo. Ambos avistaram um homem caído ao chão. O monge manteve o rosto impassível e seguiu seu caminho. O discípulo olhou para o mestre, olhou para o homem caído e esboçou um gesto em direção ao chão, com a intenção de ajudar o homem a se levantar. O mestre impediu e indicou-lhe para continuar sua caminhada. Caminharam em silêncio, cada qual absorto em seus próprios pensamentos. O discípulo não compreendia a atitude de seu mestre, que sempre lhe ensinara a buscar a felicidade do próximo, a ter sentimentos de fraternidade &#8230; Como entender isto agora?</p>
<p>Depois de caminharem algum tempo, o mestre disse: você está buscando compreender o que aconteceu, vou lhe ensinar o seguinte: quando você encontra um semelhante caído, fazendo algum esforço para se levantar, mesmo que seja movendo apenas o dedo mindinho, ajude-o, mesmo que ocorra o risco de quebrar a espinha, vale a pena. Se você encontra alguém caído, observe-o: se ele não faz nem um gesto mínimo para se erguer, deixe-o e siga seu caminho, pois certamente você quebrará sua espinha.&#8221;</p>
<p>*******<br />
Martha Follain &#8211; bacharel em Direito;<br />
formação em Programação Neurolingüística &#8211; Master Practitioner;<br />
formação em Hipnose ;<br />
formação em Terapia de Regressão;<br />
formação em Reiki;<br />
formação em Terapia Floral de Bach &#8211; Instituto Bach &#8211; especialização em animais e humanos.<br />
colunista dos sites:<br />
www.petgree.vet.br<br />
www.eupersamiau.com.br<br />
www.abcanimal.org.br<br />
www.petfeliz.com.br<br />
www.ciadogatopersa.com.br<br />
www.jornal3milenio.com.br<br />
upar.indaiatuba.info<br />
colunista e co-responsável pelo site Santa Ignorância ! &#8211; www.santaignorancia.rg.com.br<br />
colunista e responsável pelo site Florais e Cia &#8211; www.floraisecia.com.br<br />
CRT 21524 </p>
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		<title>Principais indicações da hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:30:59 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A hipnose é muito bem indicada no controle de doenças onde a dor, intermitente ou constante esteja presente. Nos procedimentos e exames que causam desconforto ou dor sua indicação, também, é eficiente. Utilizada como complementar à terapia convencional, tem a propriedade de acelerar e facilitar o processo de remissão sintomática ou cura. Também na clínica cirúrgica, atenuando a ansiedade pré e pós-operatória, inclusive reduzindo o tempo necessário à recuparação. Em grande parte das doenças, o fator emocional está presente.</p>
<p>Com a propriedade de interfirir, modificar emoções e idéias, a hipnose tem sua aplicação ilimitada na medicina. Quando(e isso já ocorre) a Medicina reconhecer o fator psicossomático nas doenças, a hipnose , certamente terá largamente expandido seu enorme potencial;<br />
Atualmente a hipnose tem sido bastante empregada nas clínicas de:<br />
Obstetrícia &#8211; Pediatria &#8211; Cardiologia &#8211; Cirurgia &#8211; Dermatologia &#8211; Psiquiatria &#8211; Oncologia</p>
<p>Em Odontologia:<br />
Tenho observado um crescente aumento de profissionais dessa área interessados em utilizar a hipnose como instrumento auxiliar na clínica. A dificuldade maior está no tempo investido para obter o estado hipnótico. Talvez seja o momento de repensar a prática da hipnose, treinando auxiliares em hipnose, que, sob supervisão do profissional responsável, &#8220;prepararia &#8220;o paciente para o trabalho do dentista.</p>
<p>São importantes as propriedades de analgesia, controle da salivação, do sangramento, a cicatrização mais rápida e, também. a maior proteção pós-cirúrgica contra infecções obtidas pela hipnose.Acresce o relaxamento e o controle da ansiedade que, muito contribui na dinâmica do atendimento, tanto para o profissional, quanto para o paciente.</p>
<p>Em Psicologia:<br />
Dentre as classes profissionais, são os psicólogos os que, coletivamente, seja pela divulgação, pesquisa e interesse os que mais efetivamente têm atuado em e pela hipnose. Na psicologia experimental, a hipnose oferece possibilidades cada vez maiores do estudo da mente de forma controlada. Em todas as formas de psicoterapia, tanto em diagnóstico, quanto em terapia.</p>
<p>A hipnose é compatível com qualquer linha teórica, seja de que orientação for. Analítica, behaviorista, gestáltica, etc, Sua utilização em psicoterapias está limitada apenas ao terapeuta. Cada vez mais frequente nos consultórios, a hipnose tem assegurado processos mais breves de terapia , com resultados bastante positivos e seguros.</p>
<p>São infinitas suas indicações na clínica psicoterápica. Entre as principais, os processos onde o estresse, a tensão, o mêdo estejam representados. Na investigação dos processos interiores, na dor onde haja representação emocional. Nos comportamentos inadequados, no trauma psíquico, na fobia (sob todas as formas), nos Transtornos do Pânico, Obsessivo- Compulsivos. No fortalecimento da auto-estima, autoconceito e auto-confiança.</p>
<p>Por Luiz Antonio Perilo Velloso</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>Quem é hipnotizável?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:30:12 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Para responder a esta pergunta, Ochorowicz inventou (ainda no século XIX) um instrumento especial &#8211; o hipnoscópio &#8211; que nada mais é do que um ímã(*), em forma de anel, que a pessoa a ser examinada põe no dedo. Para o inventor, as pessoas hipnotizáveis experimentam certas sensações na pele e contrações nos músculos, enquanto nada acontece se a pessoa não é hipnotizável. Pesquisas de outros investigadores, entretanto, não confirmaram completamente a teoria de Ochorowicz.</p>
<p>Comprovou-se também que os neurastênicos, os hitéricos e os debilitados não são muito dispostos à hipnose. A histeria, particularmente, não se adapta ao hipnotismo; a histeria comum, com suas variáveis manifestações de dor de cabeça e a sensação de uma bola na garganta, combinadas com o desejo de ser interessante e de exagerar os sofrimentos suportados, dá muito pouca disposição à hipnose. O espírito de contradição, muito desenvolvido nas pessoas histéricas, contribui para isso. A noção errônea de que os pacientes histéricos, ou neurastênicos, são particularmente susceptíveis ao fenômeno, resulta do fato de que a maioria dos médicos têm feito somente experiências com eles, ainda seguindo as idéias de Mesmer sobre o magnetismo animal. A realidade, entretanto, aponta para outro lado.</p>
<p>Outro fato que merece registro é a notável susceptibilidade dos pacientes tuberculosos. No que se refere a inteligência, as pessoas inteligentes são mais facilmente hipnotizáveis do que as obtusas e estúpidas.</p>
<p>A excitação mental dificulta a hipnose. Observações feitas por Wetterstrand e Ringer, particularmente, comprovaram que certos indivíduos são ocasionalmente refratários à hipnose e que isso pode estar relacionado à excitação mental. Por outro lado, considera-se um engano completo dizer que a disposição para a hipnose seja um sinal de fraqueza de vontade. Sem dúvida, a capacidade de manter um estado passivo tem efeito satisfatório, e isso, ao contrário, é mais um indício de força do que de fraqueza de vontade. Esta capacidade de dar aos pensamentos uma direção definida é, em parte, uma questão de hábito e, muitas vezes, uma questão de vontade. Ao contrárioo, aqueles que não têm possibilidade de fixar sua atenção, são dispersivos, que sofrem de contínua distração de espírito, dificilmente podem ser hipnotizados.</p>
<p>A disposição à hipnose também não é muito comum entre as pessoas facilmente impressionáveis, diferentemente do que se poderia supor. Sabe-se bem que algumas pessoas influenciáveis sob muitos aspectos, principalmente por coisas insignificantes, oferecem muita resistência ao hipnotismo.</p>
<p>Quanto à idade, crianças menores de três anos não podem absolutamente serem hipnotizadas, e mesmo até as de sete ou oito anos, só o são com muita dificuldade. Já a idade avançada não é, de modo algum, refratária à hipnose. Segundo Liebault, após a hipnose, as pessoas mais idosas muitas vezes se lembram mais de tudo o que aconteceu do que as mais jovens.<br />
(*) Muitos autores, ao longo dos séculos, referiram-se aos poderes extraordinários dos ímãs. Os Magos do Oriente usavam-no para curar moléstias e os chineses e hindus usaram-no com o mesmo propósito. Alberto Magno, no século XIII, Paracelso, Don Helmart e Kercher também o empregaram, assim como o astrônomo e jesuíta Hell, em Viena, no fim do século XVIII. Também o conceituado médico britânico Dr. Reil empregou o ímã terapeuticamente. Riechenbach, em 1845, afirmou que algumas pessoas sensíveis tinham reações peculiares quando em contato com um ímã, relatando inclusive, que muitas diziam ver uma luz diferente, batizada por ele por “Estranha Luz”.</p>
<p>Nota: É sabido que o fenômeno da hipnose existia já há muitos milênios. Nas muralhas dos templos dedicados à deusa egípcia Ísis, vêem-se pessoas concentradas em oração, que estão, indisfarçavelmente, em estado de transe. Na velha Mesopotâmia, os sacerdotes hipnotizavam as donzelas, para investigarem coisas do futuro. As sacerdotisas do Oráculo de Delfos vaticinavam em hipnose, a que eram induzidas pela inalação de vapores. O sono no templo, na Grécia de Asclepíades, não era outra coisa senão hipnose, só que de uma forma diferente. Os médicos hindus também trabalhavam com hipnose, aliás, foi exatamente na Índia que se desenvolveram, antecipadamente, técnicas de concentração através do estado hipnótico.</p>
<p>Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm</p>
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		<title>Método de indução de Strosberg na hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:29:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O exercício abaixo foi sugerido pelo Dr. I. M. Strosberg, em artigo publicado pela revista Hypnosis Techniques (International Journal of Psychosomatics &#8211; 1989).
Depois de acomodar confortavelmente o paciente, deve-se repetir as seguintes palavras, em tom baixo de voz e o mais monotônico possível:
“Se você me ouvir e tentar fazer o que eu digo, eu lhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O exercício abaixo foi sugerido pelo Dr. I. M. Strosberg, em artigo publicado pela revista Hypnosis Techniques (International Journal of Psychosomatics &#8211; 1989).</p>
<p>Depois de acomodar confortavelmente o paciente, deve-se repetir as seguintes palavras, em tom baixo de voz e o mais monotônico possível:</p>
<p>“Se você me ouvir e tentar fazer o que eu digo, eu lhe mostrarei como você pode melhorar seu relaxamento. Isto o ajudará a ficar muito mais confortável e vai eliminar o desconforto ou a dor que você está sentindo.</p>
<p>Permaneça tão confortável quanto possível. Agora faça uma respiração profunda. Inale profundamente e exale lentamente deixando seu corpo o mais relaxado possível. Feche seus olhos e mantenha-os fechados. (Pausa). Ainda com os olhos fechados faça-os girar para cima, para baixo e para os lados. Isso. Mais uma vez. Deixe os músculos de seus olhos ficarem completamente relaxados, tão relaxados que eles deixam de trabalhar. Ótimo. (Pausa). Neste momento eu lhe pedirei para fazer um teste. O teste é para descobrir o quão relaxados estão os músculos de seus olhos. Quando você fizer esse teste não abra seus olhos só para mostrar-me que você pode abri-los. Eu sei que você pode. O teste é apenas para provar a você mesmo que você está tão relaxado que seus olhos não funcionarão, mesmo quando você tenta fazê-los funcionar. Quando você sentir que eles estão muito relaxados, pode testá-los, e você vai perceber que eles estão paralisados, como se estivessem grudados. (Pausa). Agora, se você estiver completamente relaxado, e pronto para o teste, pode tentar.”</p>
<p>OBS: Este é um duplo cego para o paciente. Se ele abrir os olhos você saberá que ele não está relaxado. Se ele não abrir os olhos você poder observar suas pálpebras tremerem (catalepsia). Continuando&#8230;</p>
<p>“Isso é ótimo. Mais uma vez, faça seus olhos girarem para cima, para baixo e para os lados. Isso. Agora gire seus olhos para baixo e deixe seu corpo todo relaxar. Tome essa sensação agradável de relaxamento que está em seus olhos e a leve para o resto de seu corpo, do topo de sua cabeça até as pontas de seus dedos dos pés. Esta é uma sensação muito agradável.</p>
<p>O relaxamento pode significar várias coisas para pessoas diferentes. Para algumas relaxar é sentir-se pesado e afundar numa cama confortável. Outras pessoas sentem-se leves como uma pluma, como se flutuassem. Você sente-se pesado? Apenas acene. Ou você sente leveza, como se estivesse num tapete mágico? Apenas acene. Agora pense num lugar agradável, pode ser real ou imaginário. Um lugar de calma, paz, serenidade, tranquilidade, seu próprio lugar. Seu lugar secreto especial. Comece a se sentir ainda melhor. Sinta a temperatura&#8230; veja as cores&#8230; ouça os sons&#8230;sinta os cheiros&#8230;Sinta o seu lugar especial. (Pausa).</p>
<p>Fique assim por um tempo. Daqui há pouco você vai despertar. Eu vou contar lentamente até 5, e você vai sentir a excitação aumentar a cada número. Quando eu disser 5 você estar totalmente acordado e continuará sentindo-se bem. Tudo voltará ao normal. 1&#8230;&#8230;&#8230;..2&#8230;&#8230;&#8230;..3&#8230;&#8230;&#8230;..4&#8230;&#8230;&#8230;.5&#8243;</p>
<p>Este exercício não implica risco para o paciente e permite resultados bastante animadores já nas primeiras experiências. É recomendável ao iniciantes, contudo, não proceder duas tentativas seguidas com o mesmo paciente. A frustração de uma primeira tentativa pode inibir ou gerar um certo clima de desconfiança entre as partes e que resultará, quase sempre, na ineficácia de um procedimento seguinte.</p>
<p>Nota importante: Não é apenas o bisturi do cirurgião, a corrente elétrica do cérebro ou um droga química que podem provocar alterações em nossas funções somáticas. Estimulando-se, física ou quimicamente, o hipotálamo, ocorre imediatamente o aumento da pressão sangüínea. Quando, entretanto, nos encontramos em perigo real (ou imaginário), a pressão também pode subir; basta que imaginemos, vivamente, estar em condição de grande perigo para aque ela suba perigosamente.</p>
<p>Portanto, “não apenas intervenções químicas ou físicas alteram nosso consciente e subconsciente. Até a imaginação pode fazer isto.” Assim sendo, ninguém deve se surpreender quando ouvir dizer que, durante a hipnose ou auto-hipnose são manifestadas alterações do suco gástrico, alterações do pulso, do ritmo respiratório etc., se houver o correspondente estímulo.</p>
<p>Podemos, através de medicamentos, influenciar a região cerebral do sono e assim dormir. Mas podemos também provocar o centro cerebral do sono pela sugestão e adormecer. Injetando-se água estilada num paciente e dizendo-lhe que dormirá dentro de poucos minutos porque tal injeção era um forte soporífero, em pouco tempo começará a bocejar e logo irá dormir. É por isso que a imaginação negativa, como o medo justificado ou não, pode provocar doença. Ao contrário, sentimentos positivos como confiança nas forças de auto-defesa do organismo ou uma sólida esperança no restabelecimento da saúde ativam a capacidade de resistência e podem levar a uma “cura pelo poder da mente”. Nada sobrenatural. Apenas&#8230; natureza.</p>
<p>Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm</p>
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		<title>Biografia de Milton Hyland Erickson</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:27:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
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		<description><![CDATA[Milton Hyland Erickson nasceu no estado de Nevada &#8211; EUA, em 15 de Dezembro de 1901 e faleceu em 1980 em Phoenix &#8211; Arizona. Vinha de uma família de fazendeiros e foi criado em ambiente rural até sua adolescência. O primeiro fato marcante da vida de Erickson que o acompanhou durante vários anos, foi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Milton Hyland Erickson nasceu no estado de Nevada &#8211; EUA, em 15 de Dezembro de 1901 e faleceu em 1980 em Phoenix &#8211; Arizona. Vinha de uma família de fazendeiros e foi criado em ambiente rural até sua adolescência. O primeiro fato marcante da vida de Erickson que o acompanhou durante vários anos, foi a questão referente as suas inúmeras dificuldades físicas e de saúde. Erickson contraiu poliomielite aos 17 anos, ficando totalmente incapacitado de fazer qualquer coisa a não ser falar e mover os olhos durante alguns anos. As dificuldades e dores físicas estiveram presentes durante sua vida, intercalando episódios de melhora e crises recorrentes de pólio, fazendo com que aos poucos houvesse uma degeneração progressiva de seus músculos e múltiplas deficiências.</p>
<p>A história de Erickson e a sua visão inovadora de Psicoterapia é em última análise, a história da superação de suas inúmeras dores e problemas de saúde. Erickson se interessou inicialmente pelo uso da hipnose no controle e manejo de dor crônica, vindo a desenvolver durante toda sua vida inúmeras técnicas para seu tratamento. Como ele mesmo coloca, segundo Zeig (1995, p.20) a pólio foi o melhor professor que já tivera quanto ao comportamento humano e seu potencial. Ensinou a ele a força da motivação, mínimas mudanças comportamentais e um extremo senso de percepção e observação.</p>
<p>Erickson realizou sua formação acadêmica recebendo o título de Bacharel e Mestrado em Psicologia, além do título de M.D. da Universidade de Medicina de Wisconsin em 1929. Durante a maior parte da sua época, anos 20 aos 70, no que se refere a Psicologia o modelo dominante deste período era a Psicanálise, sendo logicamente previsível que Erickson fosse influenciado por esta visão. Erickson utilizou alguns conceitos descritos e analisados por Freud em termos de inconsciente, vindo mais tarde se distanciar do seu uso tradicional, reformulando alguns conceitos e encontrando seu próprio modelo e método de realizar psicoterapia.</p>
<p>Erickson se mostrou interessado pelo uso da hipnose no ambiente clínico desde muito jovem, nos primeiros anos em que cursava a Universidade de Wisconsin estimulado por uma demonstração do psicólogo behaviorista Clark Hull. Estudou profundamente a hipnose tanto clínica como experimentalmente durante toda a sua vida, propondo uma nova forma de se entender e compreender a hipnose e seus fenômenos, distanciando-se radicalmente do uso tradicional e dos mitos conforme conhecido pela hipnose da época de experimentação científica de Freud, Wolpe, Fritz Perls e Eric Berne.</p>
<p>Entre suas realizações profissionais foi presidente fundador da ASCH- American Society of Clinical Hypnosis, diretor fundador da Education and Research Foundation of the American Society of Clinical Hypnosis e diretor fundador do American Journal of Clinical Hypnosis. Erickson foi professor associado de psiquiatria na Wayne State University College of Medicine. Foi membro da American Psychological Association e membro da American Psychiatric Association. Autor de mais de 140 artigos didáticos publicados nos Collected Papers vol. I a IV, co-autor de inúmeros livros, sendo também tema de outros livros, tanto publicados quanto em andamento.</p>
<p>Erickson hoje é considerado a figura mais criativa da terapia breve e estratégica, inovando na busca da terapia voltada para a solução. (Zeig, 1985, p.36). Tornou-se conhecido como o pai das abordagens estratégicas breves para psicoterapia. Durante sua vida, Erickson acrescentou uma quantidade enorme de novos casos e métodos à literatura da psicoterapia estratégica breve.</p>
<p>Fonte: Instituto Milton H. Erickson de São Paulo</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br/hiptec2.htm</p>
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		<title>Para se tornar mais criativo</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:26:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
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		<description><![CDATA[A CADA DIA MAIS CRIATIVO!
Todas as pessoas têm um potencial criativo imenso. Isto já foi comprovado pela Ciência. O que as pessoas precisam, tão-somente, é admitir esta verdade científica e deixar que sua criatividade se expresse, a todo instante, nas suas vidas.
Você também tem este imenso potencial criativo, é logico! E você pode expressar sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A CADA DIA MAIS CRIATIVO!</strong></p>
<p>Todas as pessoas têm um potencial criativo imenso. Isto já foi comprovado pela Ciência. O que as pessoas precisam, tão-somente, é admitir esta verdade científica e deixar que sua criatividade se expresse, a todo instante, nas suas vidas.</p>
<p>Você também tem este imenso potencial criativo, é logico! E você pode expressar sua criatividade simplesmente dizendo para você mesmo &#8220;sou muito criativo, sempre&#8221;. Simples, não é mesmo? Saiba que ser criativo é apenas uma questão de decisão pessoal. E você decidiu que é criativo! E está decidido!</p>
<p>Tenha certeza disto: se você quer se tornar cada dia mais criativo, você pode. Você só precisa querer ser. É decisão sua. E você já decidiu!</p>
<p>Se você repetir com insistência &#8220;eu sou muito criativo!&#8221;, realmente será. A sua inteligência reproduz fielmente as coisas que você aprendeu. E esta afirmação é uma aprendizagem.</p>
<p>Leia esta frase em voz alta, tantas vezes quantas forem necessárias para que ela tome conta do seu subconsciente. Decore-a e repita sempre, mentalmente, várias vezes por dia. À noite, antes de dormir, faça o exercício de relaxamento e pense firmemente nesta frase:</p>
<p>&#8220;Sou muito criativo. Tenho sempre ótimas idéias<br />
sobre todos os assuntos. Raciocino rapidamente<br />
porque raciocino sem preconceitos.<br />
Assim, sou capaz de aprender tudo, rapidamente,<br />
e de ter idéias maravilhosas sempre que<br />
forem necessárias. Eu, REALMENTE,<br />
sou muito inteligente e muito criativo&#8221;.</p>
<p>Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm</p>
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		<title>Auto-hipnose de Betty Erickson</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[atingir objetivos]]></category>
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<category>atingir objetivos</category><category>auto-hipnose</category><category>inconsciente</category><category>mente</category>
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		<description><![CDATA[Use o poder da sua mente inconsciente para atingir objetivos pessoais. A estratégia abaixo é útil para se conseguir resultados comportamentais variados (você é que define quais serão). Já foi usada por muitas pessoas com sucesso, inclusive por mim. Não é estritamente necessário conhecer os &#8220;porquês&#8221; para que a técnica funcione, é suficiente o faça-e-descubra, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Use o poder da sua mente inconsciente para atingir objetivos pessoais. A estratégia abaixo é útil para se conseguir resultados comportamentais variados (você é que define quais serão). Já foi usada por muitas pessoas com sucesso, inclusive por mim. Não é estritamente necessário conhecer os &#8220;porquês&#8221; para que a técnica funcione, é suficiente o faça-e-descubra, mas de qualquer maneira, seguem alguns esclarecimentos.</p>
<p>Hipnose é um estado de atenção focalizada e concentrada. Entrar em hipnose envolve tirar sua atenção da experiência externa e direcioná-la internamente. E tipicamente, ao processar informação, privilegiamos um sistema representacional, que pode ser visual, auditivo ou cinestésico (sensações). Um &#8220;estado alterado&#8221; de consciência ocorre quando você processa informação fora desse seu sistema de representação primário.</p>
<p>Dois pressupostos ou crenças fundamentam esta técnica. A primeira é que o entendimento da mente consciente não é necessário para se efetuar uma mudança. Evidência disto são as várias coisas que aprendeu quando criança, como andar, falar e assobiar. O segundo é que você pode confiar na sua mente inconsciente. Para que você também acredite nisto, sugiro que teste essa afirmação na prática: faça de conta por alguns minutos que é verdade e veja o que acontece!</p>
<p>Vamos aos passos da auto-hipnose:</p>
<p>1) Posição confortável – Ache uma posição que você possa manter facilmente pelo tempo da prática. Pode ser deitado ou sentado, embora sentado seja melhor para evitar que você durma. Centre-se olhando direto à frente e respirando lenta e facilmente. Relaxe.</p>
<p>2) Tempo – Determine o tempo que pretende levar e faça uma declaração sobre isto, como &#8220;Eu vou entrar em auto-hipnose por 15 minutos&#8230;&#8221; (você se surpreenderá ao descobrir como seu &#8220;relógio interno&#8221; pode controlar o tempo para você).</p>
<p>3) Propósito – Faça uma segunda declaração para si mesmo sobre seu propósito ao entrar em auto-hipnose. Neste propósito, nós permitimos à mente inconsciente trabalhar no assunto, ao invés de dar sugestões abrangentes, assim nossa declaração de propósito deve refletir este fato. Diga: &#8220;&#8230;para o propósito de permitir à minha mente inconsciente fazer os ajustes apropriados para auxiliar-me em______.&#8221; Preencha o espaço com o que você quer obter, como &#8220;Acreditar mais que posso levar a cabo aquele projeto&#8221; ou &#8220;Aceitar mais a Fulana como ela é.&#8221; ou &#8220;assistir as aulas de Química com mais motivação e prazer&#8221;. (mais importante que as palavras é o fato de que você está transferindo este processo para a sua mente inconsciente)</p>
<p>4) Estado de saída – Faça uma declaração final a si mesmo sobre como você quer estar quando completar o processo. Tipicamente, em hipnose, ouvimos a idéia de que você deve voltar sentindo-se &#8220;acordado, alerta e renovado&#8221;, mas no mundo real isto pode não ser o que você quer. Por exemplo, se vai fazer sua auto-hipnose antes de dormir, você pode preferir retornar &#8220;relaxado e pronto para dormir&#8221;, ou pode preferir nem retornar e deixar que sua inteligência inconsciente trabalhe na questão a noite inteira. Se vai fazê-la antes de trabalhar, pode querer retornar &#8220;motivado e cheio de energia&#8221;. Simplesmente diga para si mesmo &#8220;&#8230; e quando terminar, eu vou me sentir_____&#8221;</p>
<p>5) Atenção externa &#8211; A partir desta etapa, você entra em um ciclo de direcionamento da atenção. Comece, de olhos abertos, prestando atenção a três coisas visuais, uma de cada vez. Faça uma pausa (algo entre 3 e 5 segundos) em cada uma. Prefira pequenas coisas, como uma marca na parede, uma maçaneta, o canto de um quadro. Se quiser, dê os nomes: &#8220;Eu estou olhando o parafuso da dobradiça da porta&#8221; ou &#8220;Eu estou vendo aquela coisa ali&#8221;.<br />
Em seguida, direcione a atenção para seu canal auditivo e note, uma a uma, três coisas que você ouve (isto permite que os sons do ambiente sejam incorporados, ao invés de distraírem).<br />
Agora atente para o corpo e note três sensações corporais, também uma de cada vez. Vá devagar de um ao outro. Busque aquelas sensações que normalmente você não nota, como o peso dos óculos, a sensação do relógio de pulso, a textura da blusa.<br />
Continue o processo com dois visuais, dois auditivos e dois cinestésicos.<br />
Ainda lentamente, faça o mesmo para um visual, um auditivo e um cinestésico.</p>
<p>6) Atenção interna &#8211; Feche os olhos. Traga uma imagem à sua mente. Você pode construir uma ou simplesmente usar uma que vier. Pode ser um ponto de luz, uma praia bonita ou uma pizza. Se nada vier, sinta-se livre para &#8220;por algo lá&#8221;. Se preferir, dê um nome à imagem.<br />
Faça uma pausa e deixe que um som venha à sua percepção ou crie um e dê um nome a ele. Se ouvir um som no ambiente, pode usá-lo se preferir.<br />
Agora, torne-se consciente de uma sensação e dê um nome a ela. É preferível fazer isto internamente – use sua imaginação. Por exemplo, sentir o sol de verão aquecendo um braço, água fria molhando os pés, a sensação de dois dedos se tocando. Novamente, se uma sensação física chamar sua atenção, use-a.<br />
Repita o processo com duas imagens, dois sons e duas sensações, sempre uma de cada vez.<br />
Novamente, com três imagens, três sons, e três sensações.</p>
<p>7) Completando o processo – Se você executar a seqüência acima antes do tempo estabelecido, o que é normal, você pode continuar com 4 imagens, sons, sensações, depois 5 e assim por diante. Outra coisa que costumo fazer é simplesmente ficar prestando atenção na respiração e apenas observando eventuais pensamentos. Algo assim como uma espera tranqüila.<br />
Não é incomum &#8220;sair do ar&#8221; ou perder a consciência durante o processo. Algumas pessoas em princípio acham que dormiram, mas em geral você se verá voltando automaticamente ao fim do tempo que estabeleceu. Isto é uma indicação de que você não estava dormindo e que sua mente inconsciente estava fazendo o que você pediu.</p>
<p>Como quando definiu suas metas, no início, confie que sua mente inconsciente está trabalhando para você em segundo plano enquanto você está executando o processo. Não duvidar já é um bom começo!</p>
<p>Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm </p>
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		<title>Pratique auto-hipnose para “corrigir” seus medos</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:22:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[auto-hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[superar o medo]]></category>
<category>auto-hipnose</category><category>medo</category><category>superar o medo</category>
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		<description><![CDATA[O medo é um sentimento de grande inquietação diante de um perigo real ou imaginário. Isso mesmo, podemos sentir medo tanto diante de fatos reais, como aquele que sentimos diante de um cão bravo, como medo de “coisas imaginadas” tais como medo de um “ataque alienígena”, medo de alma penada, medo de duendes, gnomos etc. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O medo é um sentimento de grande inquietação diante de um perigo real ou imaginário. Isso mesmo, podemos sentir medo tanto diante de fatos reais, como aquele que sentimos diante de um cão bravo, como medo de “coisas imaginadas” tais como medo de um “ataque alienígena”, medo de alma penada, medo de duendes, gnomos etc. É um sentimento natural e necessário ao homem. O problema é quando ele causa sofrimento, prejudicando a vida e a carreira da pessoa.</p>
<p>O medo de sermos atropelados, por exemplo, nos faz olhar para os dois lados da rua antes de atravessá-la. Da mesma forma, é o medo de não cumprir o prazo dado pelo chefe que nos obriga a concentrar esforços e muitas vezes trabalhar até tarde para dar conta do recado. Até o medo de errar é normal e natural.</p>
<p>O problema é quando ele se torna exagerado e vem associado a outros fatores como insegurança, baixa auto-estima e depressão. É nesse estágio que o medo deixa de ser um sentimento primário (como o amor e a raiva), para tornar-se algo mais complexo que necessita de cuidados.</p>
<p><strong>Diferença entre medo e fobia</strong></p>
<p>A palavra fobia vem do grego &#8220;phobia&#8221;; esta, por sua vez, deriva-se da palavra grega &#8220;phobos&#8221;, também nome de um deus grego, significando &#8220;pânico, terror&#8221;. Segundo a lenda, esse deus provocava medo intenso em seus inimigos, já que tinha um rosto terrivelmente feio.</p>
<p>A fobia é uma forma especial de medo, e apresenta as seguintes características:<br />
1) desproporção entre a gravidade da situação e a emoção despertada;<br />
2) ausência de controle voluntário;<br />
3) tendência a evitar a situação.</p>
<p>A prática clínica têm verificado que a origem de tais distúrbios é um somatório de fatores genéticos, histórico-pessoais e da cultura onde o cliente se desenvolveu. Para o tratamento das fobias, qualquer que seja a técnica escolhida, é fundamental que o cliente esteja motivado para eliminar o comportamento fóbico. Boas formulações auto-hipnóticas (auto-sugestivas) podem trazer excelentes resultados. Especificamente nesse caso, é recomendável que numa fase inicial, o indivíduo cumpra um mínimo de três sessões diárias incluindo o relaxamento.</p>
<p>Reações mais comuns diante do medo:</p>
<p><strong>1. Fuga</strong></p>
<p>É a reação típica mais freqüente. Ela pode ser ativa, quando o indivíduo evita uma situação presente que lhe causa aversão. Pode também ser passiva, que é quando evitamos qualquer coisa que tenha sido associada à antigas punições. As fobias podem servir como exemplo nesses casos.</p>
<p><strong>2. Imobilidade</strong></p>
<p>Se a fuga pela ação não é possível, então fugimos pela omissão. Nesse caso, aparece o desmaio (com bradicardia e queda de temperatura corporal, que são associadas à palavra &#8220;negação&#8221;). Quando o perigo é iminente e incontrolável, súbito e potencialmente letal, o organismo pode desenvolver tal tipo de fuga. Há registro de mortes por parada respiratória ou cardíaca (&#8221;morte de susto&#8221;) e de outros casos em que o indivíduo desenvolve paralisias funcionais parciais ou gerais.</p>
<p><strong>3. Defesa agressiva x agressão</strong></p>
<p>Ambas as situações são formas de fuga à ansiedade (ou ao estímulo) que o desencadeou. Na defesa agressiva, o indivíduo &#8220;blefa&#8221; com uma postura corporal agressiva contra atacantes potencialmente perigosos. É uma atitude de &#8220;risco&#8221;, que os animais tomam apenas em situações extremas como, por exemplo: quando uma fêmea de coelho defende os filhotes contra uma raposa, ela apresenta uma postura de coluna vertebral arqueada, o que faz seu tamanho aparentar ser bem maior . Aparece também entre animais da mesma espécie, quando, por exemplo, uma mãe defende o filho contra o pai que o ameaça, colocando-se à sua frente e alargando seu tórax de modo a &#8220;esconder a cria&#8221; atrás de si. Nós, seres humanos, primatas superiores, herdamos o contato visual direto como uma forma de comunicar superioridade e gerar ansiedade social nos membros mais inseguros ou inexperientes.</p>
<p>Já a agressão ocorre em última instância. É sabido que os animais ditos &#8220;inferiores&#8221; só agridem quando não têm outra forma de fugir do ataque a que se julgam ou estão submetidos. Um leão só atacará se doente ou com muita fome e, mesmo assim, dificilmente o fará sobre uma fêmea prenhe ou que esteja amamentando.</p>
<p>As agressões no homem são mais freqüentes que nos demais animais. As &#8220;defesas agressivas&#8221; verbais e posturais logo se caracterizam em ataques verbais ou corporais, que levam à imobilização do oponente.</p>
<p><strong>4. Sumissão</strong></p>
<p>Há várias situações em que vemos o ser humano usando de estratégias &#8220;diplomáticas&#8221; que &#8220;desarmam&#8221; o seu agressor. É preciso diferenciar dois tipos de submissão: a real e a estratégica. Na real, o indivíduo deixa de lutar e se crê realmente um perdedor. Desiste. Deprime-se. Na estratégica, o organismo avalia suas chances, analisa a situação, observa seu opressor e tenta descobrir maneiras de conhecê-lo melhor. Para isso ele precisa de tempo e ganha esse tempo tornando-se aparentemente submisso.</p>
<p>Com a falsa submissão, o indivíduo anteriormente colocado em situação inferior ganha tempo, alivia sua ansiedade , &#8220;estuda&#8221; o contexto e tenta resolver a ocasião conflitante geradora de ansiedade.</p>
<p><strong>A fisiologia do medo:</strong></p>
<p>Toda e qualquer emoção tem uma representação no cérebro, que é mediada por neurotransmissores, entre eles a noradrenalina, a serotonina e a dopamina.<br />
A fisiologia do medo se inicia nas amígdalas (estruturas que nada têm a ver com as da garganta), que têm o formato de uma noz e ficam próximas à região das têmporas. Elas identificam uma situação ou objeto do qual se deve tomar cuidado e enviam ao hipotálamo o sinal para a produção dos neurotransmissores. A partir daí, começam as reações no organismo que nos deixam em estado de alerta para agir, enfrentando ou fugindo da situação.<br />
As amígdalas estão presentes na maioria dos animais. São elas, por exemplo, que fazem com que um cervo reconheça o perigo e fuja de seu predador.<br />
O que diferencia o homem dos outros animais é que ele é o único ser capaz de ter medo do medo. Isso acontece porque o homem é o único animal que consegue “imaginar”. E a imaginação, como dizia Einstein, é mais forte que o conhecimento.</p>
<p><strong>O poder da imaginação</strong></p>
<p>Napoleão costumava dizer que “a imaginação controla o mundo”. Realmente, se você estiver numa rodinha de amigos e supreendê-los informando que há uma epidemia de piolhos no bairro, poderá reparar que em poucos minutos todos estarão coçando a cabeça, expressando preocupação.</p>
<p>Assim como um eletrocardiograma acusa os mais finos impulsos elétricos de seu coração, o eletroencefalograma também registra os menores impulsos elétricos do seu cérebro. Se alguém se sente realmente ameaçado por um inimigo, surgem no eletroencefalograma registros que são exatamente iguais aos que se originam quando alguém apenas imagina que está sendo ameaçado. Se alguém tem a certeza e sente que está passando por um grande vexame, as curvas do seu eletroencefalograma se assemelham por completo às que teria apenas com a imaginação viva de estar se tornando alvo do vexame.</p>
<p>Podemos, desta forma, estabelecer alguns princípios fundamentais sobre a ação/reação da imaginação sobre a realidade.</p>
<p><strong>1 -</strong> O que determina o nosso modo de agir não é a realidade existente, mas aquilo em que cremos e que, para nós, é a verdade.</p>
<p>A pessoa que se sente ameaçada ou perseguida, mesmo que não haja nenhum perigo em torno dela, vive com medo da “sua realidade” que, mesmo sem ter relação com a “realidade externa”, é muito poderosa para ela. E os nossos medos podem ser entendidos desta forma.<br />
Os nossos medos não precisam refletir a realidade externa, porém, fazem parte da nossa realidade interna. É por isso que muita gente tem medo de alma penada, curupira, extra-terrestres etc.</p>
<p><strong>2 -</strong> A imaginação é capaz de provocar alterações de toda sorte no organismo de uma pessoa<br />
E, comprovadamente, estas alterações têm correlação qualitativa: pensamentos positivos &#8211; fé, amor, esperança, alegria etc. &#8211; provocam reações saudáveis na pessoa. Sentimentos negativos &#8211; ódio, ressentimento, medo etc. &#8211; provocam reações desagradáveis, como por exemplo, dores, prisão de ventre, indisposição estomacal, insônia e, segundo comprovam as pesquisas, também fazem baixar o nível imunológico tornando a pessoa predisposta à infecções de diversos tipos.</p>
<p><strong>3 -</strong> Tudo o que pensamos, com clareza e firmeza, transplanta-se, dentro dos limites do bom senso, para a faixa somática.</p>
<p>Ao imaginarmos que estamos comendo uma fatia gostosa de abacaxi, é comum que as glândulas salivares comecem a segregar saliva, já repararam isso? Se imaginarmos, com firmeza, que não podemos fazer uma coisa, por exemplo, soltar as mãos fortemente encaixadas uma na outra, então não poderemos mesmo.</p>
<p><strong>4 -</strong> Nosso consciente é constantemente influenciado pelo subconsciente Desta forma, podemos programar nosso subconsciente para o sucesso da mesma forma como podemos programá-lo para o fracasso.</p>
<p><strong>5 -</strong> Quando a razão e a imaginação têm pontos de vistas diferentes, vence sempre a imaginação.</p>
<p>A imaginação é mais forte que a inteligência. Mesmo sabendo (razão) dos riscos estéticos de comer doces a toda hora, poucos resistem à idéia (imaginação) de provar uma fatia daquele pudim de laranja gostoso que está na geladeira. Assim sendo, nenhuma pessoa inteligente deve fazer tentativas a partir, exclusivamente, da “força de vontade”. Antes disso, ela precisa, necessariamente, reprogramar sua imaginação.</p>
<p>É exatamente neste princípio que se fundamenta a cura do medo pela auto-hipnose. Observe que o medo é uma projeção da imaginação. Se você “imagina” que os cachorros vão lhe morder, não os enfrentará.</p>
<p><strong>6 -</strong> O acesso mais fácil para o subconsciente é o estado de total relaxamento<br />
Quando as ondas cerebrais caem para em torno de oito ciclos por segundo &#8211; estado alfa &#8211; abrem-se os poros do nosso subconsciente facilitando a transferência de informações do consciente para a memória profunda. Assim sendo, é justamente quando estamos relaxados que devemos “incutir” na nossa mente as novas verdades nas quais queremos acreditar.</p>
<p>Pontos importantes a considerar:</p>
<p><strong>1 -</strong> Uma coisa que angustia uma pessoa, nem sempre angustia outras pessoas. Isto prova que as nossas angústias decorrem muito mais da forma como “apreendemos” determinados conceitos do que próprio fato em si. Exemplo? Alguns estudantes têm medo de matemática, outros não. Logo, o que é pernicioso não é a matemática, mas sim o medo da matemática.</p>
<p><strong>2 -</strong> Se você repetir, com insistência, uma determinada “informação”, esta informação será apreendida pelo subconsciente e se converterá em verdade. Exemplo? Se você repetir com insistência “quando deito na cama, pego no sono com extrema facilidade” nunca mais passará uma noite insone. Sabe por quê? Porque quando você deitar na cama, seu subconsciente identificará este ato e responderá com ordem de adormecer.</p>
<p><strong>3 -</strong> Quando, entretanto, você repete uma “informação” (como uma ordem) estando auto-hipnotizado, ou seja, em profundo relaxamento, esta informação segue direto para o subconsciente, fazendo com que você ganhe tempo e eficiência.</p>
<p><strong>4 -</strong> Você nunca deve expressar sua vontade para informar ao subconsciente o que &#8220;não deseja&#8221;. Isto, como vimos, provocaria um duelo entre a sua vontade e a sua imaginação. Se você afirmar “não tenho medo de quarto escuro”, seu subconsciente responderá “tem sim!”, porque esta é a sua realidade. Se você, entretanto, afirmar “quarto escuro, tudo bem”, evitará o duelo vontade/imaginação e seu subconsciente incorporará esta frase como uma nova verdade. E você logo perderá o medo de quarto escuro.</p>
<p><strong>5 -</strong> De um modo geral, todos os males orgânicos têm um correspondente psicológico. E, quase sempre, esses correspondentes estão ligados ao medo, aos preconceitos e/ou ao ressentimento.</p>
<p><strong>6 -</strong> Se você, sempre que lembrar de um mal físico ou psicológico (que esteja lhe acometendo), repetir três vezes “estou melhorando rapidamente”, com certeza terá melhoras expressivas&#8230; e rapidamente. Experimente!</p>
<p><strong>7 -</strong> Você é capaz de vencer qualquer tipo de medo, repetindo com insistência: “tal coisa (cite o objeto do medo) é completamente indiferente para mim”. Um exemplo? Veja: “lugares altos ou lugares baixos são completamente indiferentes para mim. São só lugares onde sempre me sinto muito bem.”</p>
<p><strong>8 -</strong> Quer emagrecer? Repita: “alimentos que engordam são completamente indiferentes para mim”. Ou, “como sempre moderadamente, e tenho uma preferência especial com comidas leves e sem gordura”.</p>
<p><strong>9 -</strong> Quer vencer a timidez? Repita: “muito me agrada o convívio com outras pessoas. Me sinto muito bem conversando com elas”. Ou, “Diante de estranhos, muita calma.”</p>
<p><strong>10 -</strong> Lembre-se: cada “problema”, seja ele físico ou mental, resulta de um conceito mal formulado. Reformule o conceito e resolverá o problema. Tal como num problema de matemática. Não há mistério nisso.</p>
<p><strong>11 -</strong> Se você, a partir de hoje, dedicar mais um pouco de atenção às outras pessoas, se envolver mais com a humanidade (entendendo que as pessoas só reagem mal porque “apreenderam” conceitos errados) e, doar mais afeto e compreensão ao invés de tentar “concentrar” o mundo ao seu redor, com certeza você estará começando uma nova vida. Uma vida &#8211; com certeza &#8211; sem medos e plena de realizações.</p>
<p><strong>Repita várias vezes por dia:</strong></p>
<p>“Por ação deste meu tratamento, vou me sentindo cada vez melhor, cada vez mais calmo, mais tranqüilo, mais seguro e mais confiante em mim mesmo. Sou dinâmico, saudável, alegre e bem-disposto.”<br />
“Por isso estou a cada dia melhor&#8230;”<br />
“Porque&#8230; todos os dias, sob todos os pontos de vista&#8230; vou cada vez melhor!!!”</p>
<p>Como você pôde ver, sentir medo é absolutamente normal. Todas as pessoas sentem, cada uma ao seu modo. A questão é tão-somente saber administrá-los, diminuir sua importância, torná-los banais. Isso é possível através das técnicas auto-sugestivas e auto-hipnóticas que você acabou de ler.<br />
Da mesma forma como você reage com naturalidade diante dos fatos corriqueiros da vida, pode também reagir assim diante de eventos, imagens ou situações que hoje lhe causam temor. Basta que você se dê alternativas.<br />
Quando você entra num quarto azul ou quando você entra num quarto verde, não experimenta sensações acentuadas, simplesmente porque tanto o quarto azul quanto o quarto verde são indiferentes para você. Pois é exatamente essa indiferença que você tem que atribuir ao motivo do seu medo, seja ele qual for.<br />
Tenho a mais absoluta certeza de que você vai conseguir.</p>
<p>Fonte: www.auto-hipnose.kit.net</p>
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		<title>O que é Auto Hipnose?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:16:26 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[auto-hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[auto-hipnotizar]]></category>
		<category><![CDATA[hipnoterapia]]></category>
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<category>auto-hipnose</category><category>auto-hipnotizar</category><category>hipnose</category><category>hipnoterapia</category><category>hipnotizando</category><category>hipnotizar</category>
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		<description><![CDATA[Auto-hipnose é uma técnica hipnótica levada a efeito pelo próprio indivíduo, sem a necessidade da presença de um hipnotizador (ou operador). Esta técnica &#8211; e isto é uma afirmação cientificamente comprovada &#8211; pode trazer grandes benefícios a sua vida, como melhorar a saúde, melhorar a aprendizagem, manter estável o nível do estresse cotidiano, elevar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Auto-hipnose é uma técnica hipnótica levada a efeito pelo próprio indivíduo, sem a necessidade da presença de um hipnotizador (ou operador). Esta técnica &#8211; e isto é uma afirmação cientificamente comprovada &#8211; pode trazer grandes benefícios a sua vida, como melhorar a saúde, melhorar a aprendizagem, manter estável o nível do estresse cotidiano, elevar a auto-estima, enfim, permitir que a pessoa alcance uma paz de espírito duradoura que se refletirá, sem dúvida alguma, em êxito e felicidade no seu dia a dia.</p>
<p>De uma forma bastante didática podemos dizer que toda hipnose, em síntese, é uma auto-hipnose e que qualquer pessoa pode aprender esta técnica para aumentar sua confiança e entusiasmo pela vida sem correr qualquer risco de efeito colateral. Na auto-hipnose, o indivíduo influencia a si próprio por pensamentos e sugestões que lhes são interessantes e que ele mesmo formula.</p>
<p>“Num processo hipnótico, é você quem hipnotiza a si mesmo pelo poder emanado de sua própria inteligência e concentração”, afirma Merlin Powers, uma das maiores autoridades sobre o assunto no mundo. &#8220;O hipnotizador é meramente um instrumento através do qual o indivíduo é capaz de atingir um estado de hipnose. Ele tão-somente orienta e conduz o paciente para o estado hipnótico mas, na realidade, é o próprio paciente, por seus esforços, que consegue atingir o estado hipnótico. Se o paciente não quiser ser hipnotizado &#8211; já dissemos isto antes &#8211; é impossível induzi-lo ao transe.&#8221;</p>
<p>Muitas pessoas recorrem, cada vez mais, a medicamentos (principalmente tranqüilizantes) para aliviarem suas tensões e angústias, como se um simples comprimido pudesse restaurar sua paz de espírito, não é verdade? Sem querer subestimar o valor destes remédios (nem poderíamos fazê-lo), podemos afirmar seguramente que é muito mais eficaz conseguir o auto-relaxamento &#8211; que é uma forma natural de relaxamento através da auto-hipnose &#8211; para obter a tranqüilidade desejada do que tentar obtê-la através de remédios. E com a vantagem de não ter qualquer contra-indicação.</p>
<p>Da mesma forma, através da auto-hipnose qualquer pessoa pode melhorar a sua auto-estima, acreditar mais em si mesmo e adquirir uma confiança que jamais havia experimentado antes. A &#8220;chave mágica&#8221; é o pensamento, dirigido de forma positiva ao seu subconsciente. Assim como você conseguiu decorar a tabuada, e consegue recuperá-la na memória imediatamente quando precisa dela, você pode induzir também o seu subconsciente a reproduzir determinadas reações diante de situações específicas definidas por você mesmo. Por exemplo, você pode sugerir que seu organismo responda com calma e tranqüilidade sempre que você tiver que fazer uma prova ou concurso. E ele responderá assim, com calma e tranqüilidade.</p>
<p>O Dr. Shindler, autor do livro Como viver 365 dias por ano, afirmou que de 60 a 75% dos males que as pessoas se queixam são psicossomáticos. Isto quer dizer que o fator emocional desempenha papel muito importante na doença. Diz ele: “já que a doença ocasionada pela emoção é tão freqüente assim, parece lógico que o controle das emoções ou o aprimoramento das atitudes conseguido por meio da auto-hipnose muito pode fazer no sentido de impedir o desencadeamento de distúrbios psicossomáticos. A auto-hipnose pode também beneficiar o doente que sofre de males físicos ou orgânicos, tornando-o menos apreensivo e mais tolerante com seu próprio padecimento, ao ponto de lhe fazer aumentar o desejo de viver.”</p>
<p>Há também que se considerar a tese, hoje largamente admitida nos meios médicos, que nenhuma doença é exclusivamente somática ou exclusivamente psicológica. Desta forma, a auto-hipnose passa a ser recomendada para um espectro ainda maior de males, já que o desequilíbrio emocional pode estar na raiz de doenças até então tidas como de absoluto cunho somático.</p>
<p>Já sabemos, por exemplo, que capacidade imunológica da pessoa é diretamente afetata pela qualidade das suas emoções. A imunoglobulina A, encontrada na saliva e que impede a proliferação de microorganismos nas vias aéreas, reduz sua concentração quando a pessoa se sente diminuída em sua auto-estima, é humilhada ou repreendida publicamente. É comum o aparecimento de males &#8211; por exemplo, a gripe &#8211; imediatamente após um evento desta natureza.</p>
<p>A auto-hipnose tem se mostrado também eficaz na melhoria da comunicação interpessoal. A autodisciplina e o autocontrole possíveis de serem obtidos pela auto-hipnose funcionam como verdadeira proteção, tanto do seu casamento quanto do seu emprego e das suas relações pessoais com amigos e vizinhos. Nada tão difícil que não possa ser tentado. Afinal de contas, você vai “perder“ somente alguns minutos diários que, quando menos, servirão para reduzir a tensão muscular e esfriar a cuca. Já seria um bom lucro, não é mesmo?</p>
<p><strong>Uma curiosidade:</strong></p>
<p>Pela auto-hipnose, o homem agüentaria viver, até mesmo, com pouco oxigênio, você sabia disso? Os faquires na Índia deixam-se enterrar naturalmente depois se submeterem a uma rápida sessão; cinco ou seis respirações por minuto passam a ser suficientes para eles, invés das 15 ou 20 normais nos homens adultos. No seu leito de pregos pontiagudos, os faquires não sentem as espetadas, da mesma forma como o paciente hipnotizado não percebe a agulhada da injeção.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>A CADA DIA MAIS CRIATIVO!</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:15:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Todas as pessoas têm um potencial criativo imenso. Isto já foi comprovado pela Ciência. O que as pessoas precisam, tão-somente, é admitir esta verdade científica e deixar que sua criatividade se expresse, a todo instante, nas suas vidas.
Você também tem este imenso potencial criativo, é logico! E você pode expressar sua criatividade simplesmente dizendo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todas as pessoas têm um potencial criativo imenso. Isto já foi comprovado pela Ciência. O que as pessoas precisam, tão-somente, é admitir esta verdade científica e deixar que sua criatividade se expresse, a todo instante, nas suas vidas.</p>
<p>Você também tem este imenso potencial criativo, é logico! E você pode expressar sua criatividade simplesmente dizendo para você mesmo &#8220;sou muito criativo, sempre&#8221;. Simples, não é mesmo? Saiba que ser criativo é apenas uma questão de decisão pessoal. E você decidiu que é criativo! E está decidido!</p>
<p>Tenha certeza disto: se você quer se tornar cada dia mais criativo, você pode. Você só precisa querer ser. É decisão sua. E você já decidiu!</p>
<p>Se você repetir com insistência &#8220;eu sou muito criativo!&#8221;, realmente será. A sua inteligência reproduz fielmente as coisas que você aprendeu. E esta afirmação é uma aprendizagem.</p>
<p>Leia esta frase em voz alta, tantas vezes quantas forem necessárias para que ela tome conta do seu subconsciente. Decore-a e repita sempre, mentalmente, várias vezes por dia. À noite, antes de dormir, faça o exercício de relaxamento e pense firmemente nesta frase:</p>
<p>&#8220;Sou muito criativo. Tenho sempre ótimas idéias sobre todos os assuntos. Raciocino rapidamente porque raciocino sem preconceitos. Assim, sou capaz de aprender tudo, rapidamente, e de ter idéias maravilhosas sempre que forem necessárias. Eu, REALMENTE, sou muito inteligente e muito criativo&#8221;.</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>BRANCO, EM DIA DE PROVA, NUNCA MAIS!</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:14:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ Se você aprendeu, se você SABE, nada pode impedir que recupere estas informações na memória. Muito menos o medo.
O medo é só uma ilusão, nada mais do que isso. E, como toda ilusão, ela terá sempre o tamanho e a importância que você quiser que ela tenha.
No entanto, você não pode admtir que uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Se você aprendeu, se você SABE, nada pode impedir que recupere estas informações na memória. Muito menos o medo.</p>
<p>O medo é só uma ilusão, nada mais do que isso. E, como toda ilusão, ela terá sempre o tamanho e a importância que você quiser que ela tenha.</p>
<p>No entanto, você não pode admtir que uma ilusão tenha mais valor do que as coisas que você aprendeu e que compõem o seu &#8221; mundo verdadeiro&#8221;. Portanto, se você sabe, se você aprendeu, VAI LEMBRAR SEMPRE QUE QUISER LEMBRAR.</p>
<p>Leia esta frase em voz alta, tantas vezes quantas forem necessárias para que ela tome conta do seu subconsciente. Decore-a e repita sempre, mentalmente, várias vezes por dia. À noite, antes de dormir, faça o exercício de relaxamento e pense firmemente nesta frase:</p>
<p>&#8220;Eu fico sempre MUITO calmo nos dias de prova. Consigo lembrar de tudo o que estudei e, mais do que isso, sou tomado nestes dias por uma imensa capacidade criativa.<br />
Nada me perturba, pelo contrário, fico animado, feliz e consciente de que vou obter um EXCELENTE RESULTADO. Afinal de contas, EU SOU MUITO INTELIGENTE E CRIATIVO. E medo é uma palavra que eu desconheço.&#8221;</p>
<p>Fonte: www.camarabrasileira.com</p>
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		<title>Hipnose e Psicologia Clínica: Retomando a História Não Contada</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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Parte 1
Resumo
O presente artigo aponta várias relações entre a psicologia clínica e a hipnose, destacando que boa parte destas permaneceram e ainda se encontram pouco conhecidas da grande maioria dos psicólogos clínicos. Por um lado, visa destacar acontecimentos históricos dessa relação que, apesar da pertinência, foram marginalizados e esquecidos, o que remete, sobretudo, às práticas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class='postTabs_divs postTabs_curr_div' id='postTabs_0_1776'>
<span class='postTabs_titles'><b>Parte 1</b></span></p>
<p><strong>Resumo</strong></p>
<p>O presente artigo aponta várias relações entre a psicologia clínica e a hipnose, destacando que boa parte destas permaneceram e ainda se encontram pouco conhecidas da grande maioria dos psicólogos clínicos. Por um lado, visa destacar acontecimentos históricos dessa relação que, apesar da pertinência, foram marginalizados e esquecidos, o que remete, sobretudo, às práticas institucionais vigentes neste ramo da psicologia. Ao mesmo tempo, o artigo busca destacar brevemente que a reflexão sobre a hipnose pode levar a psicologia clínica a reformulações epistemológicas, institucionais e práticas da mais alta relevância, principalmente em termos de colocá-la em sintonia com importantes discussões atuais do panorama científico. Por fim, ressalta que, pelas próprias características da hipnose enquanto tema de reflexão e estudo, ela incita radicalmente a uma tomada de rumo na direção da construção de um conhecimento onde seja possível o auto-conhecimento, rompendo com as tradições modernas do pensamento científico.</p>
<p>A perspectiva de unificar clínica e ciência trouxe um pro- blema considerável para a psicologia clínica: não seria possí- vel efetivar um acesso privilegiado e único ao real, já que esse ramo da psicologia se encontrava dividido em diversas escolas. Como as exigências do paradigma dominante reza- vam o acesso a uma realidade única (Demo, 1997; Morin, 1991; Santos, 1987) tal diversidade colocava a psicologia clínica numa posição incômoda já que não havia meios que pudessem garantir a hegemonia de uma escola sobre as ou- tras. Não lhe havia sido possível a fabricação de um contexto como o laboratório, em que os pareceres distintos e contrários deveriam ser calados diante das provas experimentais (Neubern, 2004; Stengers, 1995). Tal quadro trouxe uma<br />
contradição incômoda, pois enquanto a psicologia clínica ga- nhou espaços sociais e reconhecimento científico, ela jamais pôde atingir, como não o puderam as ciências humanas e sociais, o status da confiabilidade científica das ciências duras, permanecendo a meio caminho de um reconhecimento inte- gral (Neubern, 2003). As conseqüências desse mal estar podem ser compreendidas sob duas dimensões altamente integradas. Por um lado, as noções dominantes do projeto</p>
<p>científico foram adotadas de modo particular pelas diferen- tes escolas, que lhe conferiram uma compreensão própria e continuaram alimentando as rivalidades entre si. O isomorfismo, a tendência universalista e a ênfase no patoló- gico consistiram em noções constantes em praticamente todas escolas de inspiração moderna (Gergen, 1996; Neubern, 2001).</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo, como essa pretensão de acesso isomórfico ao real mantinha-se questionável, a autoridade dos mestres fundadores ganhou relevo cada vez maior, o que conferiu grande influência à dimensão institucional. É justamente nesse ponto que o tema da hipnose assume uma considerável importância, pois toma para si um papel de denúncia das contradições e fragilidades existentes na tentativa de uma psicologia clínica enfim científica (Chertok &#038; Stengers, 1999; Stengers, 2001). Associando-se a noções<br />
epistemológicas marginais como a influência (ao invés da neutralidade), o passageiro (ao invés do definitivo), a cria- ção (ao invés do fato) e o ilusório (ao invés da essência), a<br />
hipnose se tornou um objeto de estudo ameaçador capaz de colocar em risco os já comprometidos alicerces que os psicó- logos começavam a construir em sua pretensão de ciência. Em termos de instituição e práticas sociais, essa denúncia também mostrou que, sob bases precárias, muitos aconteci- mentos históricos foram negados ou obscurecidos em nome de um conhecimento científico que integralmente jamais foi atingido. Em outras palavras, em nome da própria razão foi preciso que muitos argumentos fossem evitados, uma vez que esses poderiam levar a incisivos questionamentos sobre a coerência dessa mesma razão. Sendo assim, o objetivo deste artigo é, de início, o de destacar criticamente alguns acontecimentos históricos li- gados à relação entre hipnose e psicologia clínica que pode- riam levar a reflexões pertinentes sobre essa ciência, mas que foram estigmatizados ou jogados ao esquecimento. Tra- tam-se especificamente de obras e concepções de certos au- tores (Bernheim, 1891/1995; Bertrand, 1823 citado em Carroy, 1991; Delboeuf, 1890/1993) que, apesar da rele- vância clínica e teórica, não ganharam espaço e reconheci- mento históricos, como não puderam impedir a construção dos mais diversos preconceitos sobre o tema. Uma vez que levanta essa dimensão esquecida, o artigo também buscará<br />
destacar brevemente a pertinência da hipnose como um tema que poderá trazer para a psicologia clínica reformulações fundamentais em termos de práticas institucionais e princí- pios epistemológicos. Nesse sentido, as reflexões levanta- das pela hipnose não só colocam a psicologia clínica em sintonia com as discussões recentes sobre crises de<br />
paradigmas na ciência (Demo, 1997; Morin, 1991; Santos, 1987, 2000; Stengers, 1995), como ressaltam que sua rele- vância como tema de estudo é bastante atual (Borc-Jacobsen &#038; Dufresne, 2001; Chertok &#038; Stengers, 1999; Melchior 1998; Neubern, 2004; Stengers, 2001; Zeig, 1985/1997).</p>
<p>Deve-se fazer aqui uma pequena ressalva em função da ênfase conferida à psicanálise de Freud (Salomão, 1996), como uma das principais origens da psicologia clínica.</p>
<p>Embora seja possível conceber outras origens dessa disci- plina, como Witmer (Schultz &#038; Schultz, 1969/1981) e Lagache (Levy, 1997), preferiu-se manter a psicanálise como<br />
um dos focos centrais da reflexão devido à sua relação histó- rica com a hipnose e sua influência ainda bastante presente, difundida e atual em diversos contextos e instituições da prática clínica de diferentes escolas.</p>
<p>Alguns Começos Antes do Começo</p>
<p>A atribuição do nascimento da psicologia a Wundt em 1879 (Marx &#038; Hillix, 1963/1978; Schultz & Schultz; 1969/1981) traz uma questão importante sobre as relações dessa ciência com a hipnose. O que parece sugerir é que, enfim, a psicologia estaria ocupando um lugar de ciência, desvencilhando-se das heresias que poderiam aba lar sua confiabilidade. A partir dessa data, boa parte das reflexões anteriores deveriam ser lançadas ao esquecimento ou ao título de curiosidade histórica, pois não poderiam<br />
contar com a confiabilidade dos métodos que buscavam agora embasar o projeto de uma psicologia enfim científica. Era uma vitória da racionalidade experimental, da vida<br />
de laboratório que finalmente poderia situar essa ciência como conhecimento válido na busca de acesso privilegia do ao real. No entanto, esse começo não deixava de ser contraditório até mesmo porque, reivindicando ser uma ciência enfim independente e com voz própria, a psicologia sempre esteve atrelada a outras ciências, como as ciên-<br />
cias físicas, biológicas, sociais e humanas (Figueiredo &#038; Santi, 2002), o que a colocava na delicada posição da di versidade de escolas de pensamento (Neubern, 2001, 2003). Esse considerável mal estar foi ainda mais agudo em termos de psicologia clínica que, além da diversidade de abordagens, contava com um contexto de trabalho e um conjunto de objetos de estudo pouco afeitos à prova expe rimental. Embora não abdicasse do projeto científico e estivesse imbuída de sua racionalidade (Chertok &#038;<br />
Stengers, 1999; Neubern, 2001) o conhecimento clínico era, vez por outra, colocado sob suspeita a ponto de seus métodos serem considerados válidos apenas caso fossem<br />
restritos à prática clínica (Gonzalez Rey, 1996).</p>
<p>Todo esse cenário levou a conceber uma curiosidade que, em geral, passou desapercebida: é provável que essa ciência, que nasceu frágil e duvidosa, tenha tido necessidade de renegar sua própria história para que pudesse manter alguma credibilidade. Se é verdadeiro o fato de que Freud (1905/1996b) não negou a relação histórica entre hipnose e psicanálise e que, apesar dos problemas, continuou seu interesse especulativo pelo assunto em alguns momentos de sua obra (1921/1996e), não é menos verdadeiro que fez um considerável esforço para separar psicanálise e sugestão (1912/1996c), numa explícita opo sição entre o conhecimento confiável e o duvidoso. Com isso deixaram de ser considerados outros importantes momentos da origem da psicologia que poderiam, mesmo hoje, leva-la a significativas releituras epistemológicas, histó ricas e clínicas.</p>
<p>É nesse sentido que se pode compreender uma das pri meiras referências ao termo psicologia no pensamento moderno que remonta a Alexandre de Bertrand (1823, citado em Carroy, 1991) com a publicação do Traité du Somnambulisme. Nota-se que o jovem médico francês já apresentava um conjunto de concepções que remontavam a<br />
racionalidade ocidental e que justificaram o próprio nascimento de uma ciência psicológica, pois a medicina da época era insuficiente para a compreensão dos fenômenos magnéticos, hipnóticos e sonambúlicos. Rompendo com as noções mesmeristas, que preconizavam a ação de um fluído magnético nas curas, Bertrand se colocava na condição de um médico filósofo ou simplesmente psicólogo que buscava estudar a influência da imaginação nos processos terapêuticos, fos sem eles somáticos ou psíquicos. Nesse ponto, seria possívelconsiderar que aqui já constava o nascimento de uma ciên cia psicológica em moldes bastante similares à boa parte das linhas de pensamento atuais. A princípio, tratava-se de uma ciência que nasceu entre a medicina (natureza) e a filosofia (espírito), possuindo a perspectiva de um conhecimento novo que não se esgotasse em um desses lados.</p>
<p>Contudo, outro ponto que chama a atenção foi a própria tentativa de se desvencilhar do magnetismo, atribuindo à subjetividade humana, por meio da imaginação, um papel central na compreensão e efetivação da clínica. Vale destacar que a obra desse autor propiciou o desenvolvimento de reflexões e antagonismos teóricos de toda uma geração de pensadores na França do século XIX, como Maine de Biran (com a noção de um ser consciente e inconsciente e a comunicação entre corações), Taine (com a multiplicidade do eu e as aluci nações) e Bergson (com a comunicação telepática) (Carroy, 1991, 1993)</p>
<p>Todo esse movimento havia sido iniciado há mais de meio século antes de Wundt (citado em Schultz &#038; Schultz, 1969/1981) e Freud (Salomão, 1996), mas não ganhou relevo e reconhecimento como um ponto de origem da psicologia, provavelmente em função dos temas malditos que havia escolhido como objetos de estudo e reflexão. Ao mesmo tempo, boa parte dos autores acima se baseou em métodos clínicos, o que também poderia denunciar sua inconsistência em termos de exigências, principalmente devido ao valor dado ao método em termos de ciência (Demo, 1997). No entanto, caberia também questionar sobre os motivos dessa rejeição, posto que a maior parte das escolas clínicas atuais não se utilizam de métodos substancialmente distintos.</p>
<p>Esse afã científico ligado à hipnose também esteve presente numa das primeiras referências à psicoterapia que remonta a Hippolyte Bernheim (1891/1995) que a situou<br />
como um método sistemático e racional tendo como veículo principal as diferentes formas de sugestão. Ao longo de sua obra, esse autor sistematizou as aplicações clínicas da psicoterapia a diversos campos, como neuroses traumáticas, histerias, neuroses genitais, neurastenias, alcoolismo, nevralgias, reumatismo, dentre outros, ao mesmo tempo em que buscou teorizar sobre as formas de aceitação das sugestões pelo cérebro dos indivíduos. Embora reconhe cesse sua dívida com os magnetizadores em termos de herança histórica e clínica, procurou desenvolver toda uma compreensão do processo hipnótico relacionando os tipos de sugestão com a atividade orgânica, principalmente do<br />
sistema nervoso central. Assim, seria possível compreen der a psicoterapia como um processo que integrasse, de modo complexo, duas dimensões opostas na racionalidade<br />
ocidental: de um lado, a comunicação humana em suas di ferentes nuances; de outro, os mecanismos cerebrais e orgânicos que poderiam transformar essas sugestões em processos de cura. Natureza e espírito estavam novamente sendo conciliados dentro de um projeto científico.</p>
<p></div>

<div class='postTabs_divs' id='postTabs_1_1776'>
<span class='postTabs_titles'><b>Parte 2</b></span></p>
<p>O que pode ser destacado desse cenário é que a obra de Bernheim (1891/1995) foi caracterizada por uma dimen são que marcou todas as escolas de psicologia clínica: a tentativa de uma racionalidade científica. Entretanto, malgrado seu esforço de separação do já condenado magnetismo, as dimensões mais importantes de seu trabalho praticamente não deixaram suas marcas na história dessa ciência, até mesmo porque que esse autor é muito mais reconhecido como um antigo professor de Freud (1917/1996d) cujas concepções logo cederiam lugar a abordagens mais eficientes e racionais. Desse modo, o desinteresse dos psicólogos e médicos por sua obra talvez pudesse ser compreendido em torno de toda uma leitura institucional das comunidades científicas (Carroy, 1991; Chertok &#038; Stengers, 1999; Neubern, 2004), mas, ao que parece, acabou situado na lista de concepções que fracassaram na abordagem do real.</p>
<p>Nesse sentido, pode-se notar que a obra de muito desses autores foi pouco conhecida, estudada e problematizada pela grande maioria dos clínicos atuais, o que não impediu a<br />
criação dos mais diversos preconceitos sobre o tema. A compreensão da hipnose como um processo de submissão, liga do a um estado inconsciente e capaz de induzir os sujeitos a atos imorais parece ter perdurado até os dias atuais, embora tenha sido constantemente refutada por autores célebres do passado. Tal foi o caso de Joseph Delboeuf (1890/1993).</p>
<p>Para ele a sugestão possuiria um papel importante no sentido de influenciar e transmitir importantes idéias aos indivíduos, mas, ao mesmo tempo, estes estariam dentro de uma<br />
certa consciência (le moi inconscient), onde não abandonariam o espírito crítico e a censura moral. Dito de outro modo, a hipnose não implicava em mero estado de passividade, mas em um estado onde o sujeito possuiria um papel ativo utili zando potenciais e recursos que habitualmente não esta riam tão acessíveis. Assim, ao invés de um processo baseado na autoridade do médico e na passividade do paciente (Freud,<br />
1905/1996b), a hipnose terapêutica implicava em um processo onde a participação do sujeito era fundamental, princi palmente em termos da utilização desses recursos na lida<br />
com suas demandas. Seria redundante, neste ponto, ressaltar a proximidade dessa idéia quanto às idéias atuais de boa parte das escolas de psicoterapia, onde o sujeito, através do acesso a seus potenciais, é ator no processo terapêutico (Anderson &#038; Goolishian, 1993). Outra contribuição interes sante desse autor foi a respeito da própria noção de relação terapêutica, particularmente por conceber que o terapeuta também receberia considerável influência do sujeito por ele hipnotizado. Mas, ao mesmo tempo, Delboeuf (1890/1993) destacou que esse processo de influência permitiria a construção de settings essencialmente distintos, o que poderia explicar as diferenças de pacientes e fenômenos entre as diferentes escolas de hipnotismo da época, como a de Nancy e de<br />
Paris. No entanto, sua obra não impediu que sobre a hipnose fossem impregnados os estigmas da submissão à autoridade do terapeuta e do sujeito alheio ao processo terapêutico. Ela talvez tenha sido considerada como subversiva em demasia, principalmente devido a suas noções de influência e suas implicações críticas ao realismo dominante.</p>
<p>Esse conjunto de semelhanças entre as escolas clínicas vigentes e as do passado levam a uma reflexão contundente e pesarosa, segundo a qual na história da ciência muitas<br />
vezes todo o esforço por reconhecimento pode ser inútil quando uma maldição já está lançada. Os hipnotizadores do passado, como os clínicos do último século, buscaram<br />
associar-se ao paradigma dominante, expulsar os mitos, conferir um caráter de ciência a suas construções e organizar-se institucionalmente (Carroy, 1991; Chertok, 1989).<br />
Ambos sofreram com as críticas de escolas rivais e até de outras ciências, que, entre o sarcasmo e a convicção, colo caram em dúvida a cientificidade de suas propostas. Mas<br />
sob os hipnotizadores pesavam outros fardos: a ruptura que a hipnose efetivava quanto ao princípio do conheci mento de uma realidade perene e sólida consistia na con denação de todas as medidas que pudessem ser feitas em nome da ciência, como também alimentava os mais diversos preconceitos e estigmas sobre a mesma. A diferença talvez tenha sido a de que enquanto os clínicos tiveram condições de fazer um acordo pouco convincente com essa realidade, aos hipnotizadores não foi possível sequer uma negociação nesse sentido.</p>
<p>A Retomada de um Conhecimento sem Respostas<br />
Uma questão curiosa na história da hipnose é que, mesmo sem atender as exigências da cientificidade, ela sempre foi marcada pela eficiência terapêutica de suas abordagens<br />
por meio da obra dos mais distintos autores em diferentes épocas3 (Melchior, 1998).</p>
<p>Mesmo não sendo convincente quanto à sua abordagem do real, seria possível comparar seu poder de promover mudanças com uma das principais pretensões da ciência moderna – a transformação da natureza – mas sem o conhecimento preciso promovido pelo método científico e sem os princípios da predição e do controle dos fenômenos. A própria posição de Freud, duvidando de sua eficiência, pode ser revista nesse sentido quando se considera seu desconforto e suas noções equivocadas quanto ao uso da técnica (Castilho, 2002; Chertok, 1989).</p>
<p>O que faltava para a hipnose era justamente a obediência que lhe permitisse se transformar em um objeto domesticado, capaz de aceitar as imposições do laboratório ou do setting clínico, malgrado as precariedades de ambos para atender suas exigências (Stengers, 2001).</p>
<p>Entretanto, o século XX foi marcado por inúmeras transformações epistemológicas que, provavelmente, per- mitiram um resgate da hipnose enquanto tema de refle xão e prática clínica. Em termos de paradigma científico, houve uma espécie de retomada de noções que, de uma posição marginal, passaram a co-habitar com as perspectivas já consagradas e dominantes. Assim, a criação, evocando o antigo livre-arbítrio, passou a conviver mais de perto com a determinação, enquanto o local e singular passaram a fazer frente ao universalismo; a história ganhou terreno junto à eternidade, como também a desordem, a incerteza e o acidente colocaram em cheque as concepções do universo como um relógio perfeito (Santos, 1987).</p>
<p>O objeto não pode mais ser concebido sem o sujeito, ao mesmo tempo em que suas fronteiras se tornaram difusas e cederam lugar a um conjunto de conexões que o inte gram ao contexto e ao tempo. Nessa perspectiva, enquanto a realidade deixou de ser um conjunto de objetos sólidos e definidos, para se constituir em um universo de partí-<br />
culas que retroagem em movimentos complexos, o conhe cimento científico passou a incorporar noções antes proscritas como o sujeito, a conexão, a probabilidade, a com-<br />
plexidade, a incerteza e a incompletude (Demo, 1997; Morin, 1990; Stengers, 1995).</p>
<p>De um modo geral, é como se houvesse um reconhecimento de que a pretensão de um saber definitivo e absoluto da realidade nunca tenha sido uma questão de realidade, mas de utopia humana. Não é sem razões que esse mesmo século também foi muito fecundo quanto à discussão da dimensão social da ciência no sentido de que sua compreensão não poderia passar distanciada dos processos comuns a uma comunidade científica<br />
(Kuhn, 1970/1996; Morin, 1991; San-tos, 1989; Stengers, 1995).</p>
<p>Em meio a esse conjunto de rupturas e subversões, a discussão sobre a hipnose foi inicialmente retomada em termos clínicos, principalmente a partir da obra de Milton<br />
H. Erickson (Erickson &#038; Rossi, 1980). De certo ponto de vista, essa retomada não apresenta muitas diferenças quanto a alguns de seus ancestrais do magnetismo e da hipnose, pois há uma preocupação explícita com a construção de processos terapêuticos eficientes, uma crítica incisiva quan to às possibilidades da racionalidade científica na aborda gem desses fenômenos e um conjunto de medidas rumo a uma institucionalização do movimento. Entretanto, de um ponto de vista epistemológico, a obra de Erickson apresenta estreita sintonia com a retomada de noções marginais próprias da crise de paradigma atual (Neubern, 2002), o que talvez possa aproximá-lo, de alguma forma, de concepções hoje discutidas no panorama científico. A princípio, há uma crítica contundente quanto aos pressupostos tradicionais para a construção de uma teoria, pois a generalização e o universalismo que lhes são próprios seriam excludentes com relação à singularidade dos sujeitos, o que esse autor considerava fundamental para a clínica<br />
(Erickson &#038; Rossi, 1979; Zeig, 1985/1997). </p>
<p>De modo similar, sua visão de homem estaria muito mais próxima de uma subjetividade sistêmica e complexa do que das visões tradicionais de objeto de estudo, uma vez que sustentavam a singularidade e as configurações do momento sem se fixarem em conteúdos e etiologias determinadas a priori (Neubern, 2002, 2004). Os problemas dos sujeitos não deveriam ser compreendidos de antemão em função de um conteúdo ou de uma dimensão específica, como o passado, mas em função do conjunto de arranjos próprios de seu cenário subjetivo naquele momento.</p>
<p>Em meio a essa visão de homem e de mundo fluida e mutável, pode-se considerar que esse autor não possuía a intenção de associar hipnose e verdade, como se aquela se<br />
constituísse em um método privilegiado de acesso a esta (Neubern, 2002, 2004; O’Hanlon, 1987/1994). A complexidade da subjetividade exigiria um conhecimento dinâ mico, com conclusões bastante parciais e locais e com um fim pragmático no sentido de levar antes ao desencadeamento de processos do que ao conhecimento ou a confirmação de uma lei ou hipótese. A hipnose, nesse sentido, não estaria associada fielmente à necessidade da explicação objetiva e etiológica, mas a um processo que envolvesse sentidos, padrões e necessidades configurados de modo complexo e pró-<br />
prio ao sujeito, obedecendo a uma organização local (ao invés de universal) e mutável em alguns de seus momentos.</p>
<p>Assim, não seria possível esperar que sua obra pudesse desembocar na fabricação de alguns dos arcabouços próprios do paradigma dominante, como por exemplo, a construção de uma teoria de personalidade, embora seja possível considerar que, segundo esse mesmo paradigma, ela possa assumir um caráter eminentemente técnico.<br />
Essas considerações trazem à tona as reflexões contundentes que a hipnose sempre trouxe para a psicologia clínica (Stengers, 2001). Sua prática permite conceber que é possível lidar com a mente para transformá-la, sem, contudo, conhece-la segundo as exigências científicas.</p>
<p>De um certo modo, essa retomada da hipnose por meio de Milton Erickson (Erickson &#038; Rossi, 1979, 1980) parece retomar a angustiante idéia de que nada mudou, uma vez que ela se constitui em um conhecimento que não traz respostas e que não explica, apesar de sua eficiência clínica e dos espaços institucionais que conquista aos poucos em vários países.</p>
<p>Entretanto, mesmo sem respostas, a hipnose é retomada em um outro contexto, um cenário distinto de sua época de nas cimento, onde o próprio conhecimento científico é revisto e passa por grandes transformações.</p>
<p>Isso leva a conceber que sua importância se dá, não pelas respostas que deixa de trazer, mas pelas perguntas que leva a pensar em diferentes níveis sobre a pretensão de se cons<br />
truir uma psicologia científica (Neubern, 2004; Stengers, 2001). A hipnose, ligada a todo um processo de influência e sugestão, não satisfaria as exigências científicas ou seria opróprio conhecimento científico quem deveria ser revisado e transformado para o estudo da subjetividade humana?</p>
<p>A ruptura que ela implica em termos da separação sujeito e objeto deveria ser compreendida como um obstáculo ou como apelo a uma nova racionalidade? Quais deveriam ser as condições epistemológicas que uma teoria deveria obe decer para a explicação dos processos subjetivos e hipnóticos? A que condições deveriam obedecer a explicação e a generalização nesse sentido? O tipo de resposta que essas questões receberão ainda está por ser conhecido. Contudo, é importante que essas reflexões sejam levadas a cabo, principalmente em nome do reconhecimento de um tema que<br />
justificou uma das origens da psicologia (Carroy, 1991) e que certamente tem muito a dizer sobre seu porvir. O que ficou marcado pela hipnose até o momento é uma transformação que não se permite ser conhecida, que parece jogar com a ciência apontando suas limitações sem se permitir apreender. Mas o que a retomada desse tema neste justo momento parece sugerir é que talvez seja o próprio conhecimento que necessite de mais profundas transformações para poder compreender e explicar esse processo tão altamente implicado com a subjetividade humana.</p>
<p>Conclusão: Por um Conhecimento<br />
com Auto-Conhecimento</p>
<p>A linha de reflexão desenvolvida até aqui permite uma analogia entre a situação epistemológica da psicologia clínica quanto à hipnose e a de um paciente que se submete a uma psicoterapia. Neste caso específico, é muito comum que o trabalho seja conduzido enfocando algumas questões do passado do sujeito que ainda permanecem vivas em sua subjetividade e suas ações sociais e que com freqüência lhe trazem algum tipo de limitação ou sofrimento. Entretanto, essa investigação do passado não consiste em um simples apelo explicativo, mas possui um intento pragmático de auxiliar o sujeito na reconstrução de significados e sentidos de dimensões importantes de sua vida, a começar por sua própria identidade (Gonzalez Rey, 1997; Grandesso, 2000; Mahoney, 1991). Com o andamento da terapia, não é ape nas o passado que ganha novos sentidos, mas a própria rela ção do sujeito consigo, com seus momentos atuais e suas<br />
projeções futuras.</p>
<p>Essa analogia, por sua vez, parece trazer contradições bastante incômodas, pois seguindo as inspirações da ciência moderna (Demo, 1997; McNamme &#038; Gergen, 1995/1998), a psicologia clínica coloca-se como um conhecimento sem auto-conhecimento, um conhecimento que se pensa pouco e está muito mais preocupado em desvendar o mundo que a si mesmo. O que os psicólogos clínicos propõem diariamente a seus pacientes em suas práticas não poderia ser pensado e proposto, em termos epistemológicos, para seus próprios conhecimentos teóricos. Essa afirmação não visa dizer que a psicologia clínica atualmente não tenha buscado esse tipode reflexão, mas que essa tarefa está atrasada (Gonzalez Rey, 1997) e ainda não pôde contemplar temas cruciais de sua própria história. Nesse sentido, a hipnose implica em uma considerável contradição, posto que, possuindo uma grande importância histórica, clínica e epistemológica para a psicologia clínica deveria ser atentamente investigada e problematizada para que a história dessa ciência fosse contada de outra forma, o que, sem dúvidas, poderia apontar caminhos bastante interessantes para sua transformação.<br />
Contudo, o que se pode notar atualmente é que a hipnose permanece interditada por um verdadeiro recalque epistemológico que a impede de tomar parte nessa história, como se a sua simples presença pudesse implicar no proibido e no herético em termos de razão, ciência e terapia.</p>
<p>É possível que a conseqüência mais pungente e problemática desse recalque sejam as barreiras que se criaram para que a psicologia clínica pudesse responder a uma questão fundamental, proferida em termos de identidade científica, que remonta à própria tradição clássica: quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? (Neubern, 2004). Não é sem razões que sua associação à racionalidade científica tenha ocorrido dentro de um considerável mal estar, sendo por vezes tida como um ramo menos científico (e, portanto, mais duvidoso) da psicologia, como o ramo onde a psique não teria sido totalmente exorcizada do subjetivo (Gonzalez Rey, 1996; Neubern, 2003). Em outras palavras, mesmo tendo sido obrigada a negar sua própria história, onde a hipnose não<br />
foi um mero acidente, a psicologia clínica não conseguiu um sucesso integral quanto às exigências científicas, como se tivesse permanecido a meio caminho de atingi-las. Embo-<br />
ra tenha conquistado espaços sociais e institucionais e te nha acabado por ser reconhecida como um tipo de ciência, o silêncio imposto sobre sua própria história não impediu sua angústia epistemológica.</p>
<p>Diante dos problemas práticos da própria clínica freqüentemente puderam ser constatadas dúvidas constrangedoras basicamente em dois sentidos. Por um lado, se as<br />
possíveis soluções e reflexões devessem ser buscadas a par tir da racionalidade científica, haveria um acordo com o projeto de ciência, mas um incômodo nada desprezível quanto à própria compreensão de um objeto de estudo substancialmente distinto dos objetos relacionados ao método científico tradicional. Essa primeira solução de compromisso, que não deixou de se constituir em um verdadeiro pesadelo, talvez tenha tido como uma das principais aliadas o uso da força institucional que mutilou objetos de estudo em sua complexidade e adequou as teorias a noções universalistas<br />
e reificadas (Gonzalez Rey, 1997; McNamme &#038; Gergen, 1995/1998; Neubern, 2001). Mas, por outro lado, a segunda possibilidade – a de uma racionalidade distinta, envol-<br />
vendo noções próprias ao universo subjetivo – desembocou, por vezes, em um amplo silêncio, pois não poderia existir outra forma de pensar as origens da psicologia que nãofosse por meio das referências já oficializadas e comprometidas com o ideal científico, como no caso de Freud (Chertok &#038; Stengers, 1999). Não seria nada simples buscar soluções e reflexões em termos de algo mais original, pois o próprio universo da subjetividade já havia sofrido um considerável processo de colonização por parte da racionalidade científica (Santos, 2000)</p>
<p>Em suma, nesse caso específico o projeto de ciência foi, desde o início, inconciliável com sua própria história. Diante de todo esse quadro, pode-se indagar qual seria a pertinência para a psicologia clínica de se voltar à reflexão sobre a hipnose. Por que seria importante retornar a um tema que parece apresentar muito mais perguntas do que<br />
respostas e cujo progresso em termos de conhecimento foi praticamente irrisório nos últimos duzentos anos (Stengers, 2001)? Por que seria importante recontar uma história se já existem histórias? Em que a psicologia clínica poderia enriquecer fazendo esse tipo de reflexão? As respostas a esse tipo de questão podem ser variadas, mas no escopo desse artigo, podem ser destacados dois pontos ligando a perspectiva da relação entre clínica e ciência sobre os quais a hipnose incide arduamente. O primeiro deles é a crítica que ela proporciona à pers pectiva de um acesso privilegiado e isomórfico ao real, que<br />
se constituiu em um dos pilares centrais não só do projeto científico, como das escolas modernas de psicologia clínica (Gonzalez Rey, 1997; Mahoney, 1991; McNamme &#038;<br />
Gergen, 1995/1998). O que a hipnose parece mostrar nes se sentido, é uma subjetividade humana permeada por pro cessos fugidios, nebulosos e por vezes mutáveis, por proces sos míticos e simbólicos que remetem diretamente a seu contexto de geração, como também por toda a cultura que perpassa esse contexto e a vida dos sujeitos nele implica dos. Mas ela os mostra dentro de uma ótica que carece de confiabilidade tradicional, que não se adequa a pareceres definitivos e controlados e parecem sugerir uma realidade muito mais complexa que a realidade perene do paradigma dominante, por ser marcada pela influência mútua, pela criação, pelo ilusório e pelo passageiro. Esse primeiro ponto de reflexão sugere que essa ausência de confiabilidade trazida à tona pela hipnose é integrante constituinte da subjetividade humana e que por isso não deve ser desprezado sob o pretexto de sua inadequação científica, como o fez Freud em sua busca pelo definitivo (Chertok &#038; Stengers, 1999). A conseqüência mais imediata nesse sentido é um forte apelo a uma nova racionalidade, a um novo paradigma científico em que a noção de realidade seja colocada sob questão e as noções anteriormente marginais ganhem um novo espaço. .</p>
<p>Já o segundo ponto refere-se à própria dimensão institucional da psicologia clínica, mais especificamente à necessidade de uma concepção reflexiva sobre as ações dos sujeitos na atribuição de sentido a suas práticas. Um dos aspectos que chama muito a atenção nesse processo é que a história passou a ser contada em nome de um triunfo do real, sem que fossem levantados os vários processos de oposição e conflito que diversos grupos e instituições moveram contra e a favor do reconhecimento da hipnose (Carroy, 1991; Chertok &#038; Stengers, 1999; Meheust, 1999). Em outros termos, ao mesmo tempo em que se apresentou uma concepção de realidade confiável, esconderam-se os atores que, mais que seus descobridores, foram seus artífices. Seguindo à perspectiva dominante, eles deveriam ser mantidos na conta de simples reveladores da realidade psíquica humana para que a aliança com o paradigma científico fosse efetivada. Assim,<br />
torna-se necessário que as práticas sociais no interior da psicologia clínica sejam repensadas principalmente em termos de conceber que os sujeitos e instituições possuem um papel ativo na construção de sentido da realidade com a qual dialogam (Gergen, 1996; Gonzalez Rey, 1997; Neubern, 2004). Essa tarefa não é simples na medida em que o realismo ingênuo que visa desvendar o mundo sem se pensar, mes-<br />
mo que discutido e criticado epistemologicamente, ainda é bastante presente nas comunidades dos psicólogos clínicos.</p>
<p>O que talvez a hipnose traga de mais interessante nesse sentido, é que ela faz uma relação direta entre seu contexto de geração e seus produtos ao conceber que toda teoria hipnótica é hipnogênica, ou seja, ela gera aquilo que ela mesma anuncia (Melchior, 1998; Stengers, 2001). Essa perspectiva cria efetivamente um grave problema para a psicologia clínica particularmente pelas barreiras epistemológicas que parece romper, a começar por situar a reflexividade como um processo obrigatório, um processo que se coloque questões sobre seu contexto de surgimento e sobre as retroações que existem entre os diferentes sujeitos que dele participam. Entretanto, a hipnose parece levar a pensar um pouco além, tocando de modo inevitável em duas questões cruciais.</p>
<p>Se, em sua prática, as ações humanas geram aquilo que anunciam torna-se obrigatória a reflexão sobre os pressupostos, valores e concepções implícitos nessa geração, como também sobre as conseqüências pragmáticas de seus resultados. Trata-se aqui de um problema de responsabilidade ética não só com os sujeitos, mas com o próprio conhecimento que é criador de realidades ou que, ao menos, participa ativamente nessa criação.</p>
<p>Ela não permite que se espere uma simples revelação do real, mas convida a uma incursão crítica sobre os pressupostos que antecedem sua construção, o que consiste em uma tarefa árdua em termos individuais e institucionais. Por outro lado, esse retorno reflexivo remete ainda a uma questão de utopia, principalmente por abrir a possibilidade de colocar os sujeitos em uma posição com relativa possibilidade de escolha e autonomia na construção desse conhecimento. Há aqui um problema epistemológico profundo, pois a própria racionalidade dominante sempre o colocou na posição de revelador de uma realidade inexorável da qual apenasseria possível sofrer as conseqüências. Se essa utopia remetesse a reflexividade e a possíveis escolhas talvez fosse possível conceber um conhecimento e uma realidade que se pretende e se deseja, ao invés de simplesmente permanecer na postura de sofrer suas conseqüências.</p>
<p>Evidentemente, esse ponto é polêmico e abre debates os mais diversos, inclusive pelo fato de atingir tanto o pressuposto realista como o da separação entre conhecimento e realidade. Porém, o que se pode conceber agora é que a retomada da hipnose está apenas começando e que, portanto, essas questões ainda estão em aberto.</p>
<p>Fonte: www.alexandrebortoletto.com</p>
<p></div>

</p>
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		<title>Practitioner em PNL</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[atravessando e ressignificando]]></category>
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		<category><![CDATA[PNL]]></category>
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		<description><![CDATA[Artigo publicado nas mídias brasileiras entre jornais, revistas e internet sobre o curso de
formação e certificação internacional
Practitioner em Programação Neurolinguística
(PNL) em 22 de abril de 2006, por Alexandre
Bortoletto.
A plataforma de lançamento para um mundo de possibilidades maravilhosas
por Alexandre Bortoletto
O que aconteceria se você pudesse estar no mundo com LIBERDADE, AGORA&#8230;
Abaixo, um pouco de história sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo publicado nas mídias brasileiras entre jornais, revistas e internet sobre o curso de<br />
formação e certificação internacional</p>
<p>Practitioner em Programação Neurolinguística<br />
(PNL) em 22 de abril de 2006, por Alexandre<br />
Bortoletto.</p>
<p>A plataforma de lançamento para um mundo de possibilidades maravilhosas</p>
<p>por Alexandre Bortoletto</p>
<p>O que aconteceria se você pudesse estar no mundo com LIBERDADE, AGORA&#8230;</p>
<p>Abaixo, um pouco de história sobre este curso, o Practitioner em Programação Neurolinguística, que é a base para uma aventura num mundo onde a descoberta de seus<br />
potenciais internos nos remete a um agradável estímulo para viver melhor.</p>
<p>“Em meados dos anos setenta, os co-criadores da PNL, Richard Bandler e John Grinder ministravam pequenos Workshops e Seminários, com os modelos e ferramentas<br />
adquiridos de suas pesquisas. Ainda nesta época não existia uma estrutura continua de um curso de formação, apenas eram tratados os tópicos, aprendidos, compreendidos e utilizados.</p>
<p>O material apresentado e a forma de apresentação era tão interessante e distinta entre Richard e John que um casal de terapeutas de Denver, Colorado (USA), Steve e Connirae Andreas teve uma iniciativa de gravar esses seminários, onde originou alguns dos livros clássicos de introdução a PNL: “Sapos em Príncipes”, “Atravessando” e “Ressignificando”, que foram traduzidos em várias idiomas.</p>
<p>A partir deste momento a PNL deslanchava, originando um interessante artigo publicado na revista Psychology Today, intitulado “People who read people”. A grande massa científica, reconhecia a Programação Neurolinguística como um modelo de aprendizado do funcionamento da estrutura subjetiva do ser humano. Então, aconteceu uma grande procura pelas pessoas em querer saber mais sobre isso, o que era, como fazer e onde usar essa tecnologia tão “mágica”.</p>
<p>Em 1979, iniciou a primeira formatação “oficial” do curso Practitioner pelo casal Steve e Connirae Andreas, usando as ferramentas que eram ensinadas por Bandler e Grinder durante os workshops e seminários de finais de semana. Nesta etapa, a PNL adquire a<br />
primeira base para seu tripé de sustentação: A metodologia. A maioria das ferramentas foramordenadas e formaram uma cadeia lógica para se aprender e utilizar, através de exposição teórica, demonstrações, exercícios, feedbacks e incorporações.</p>
<p>Com a separação entre Bandler e Grinder no início dos anos 80, a PNL já tinha tornado um referencial do estudo da excelência humana no mundo, com vários estudiosos, como Robert Dilts, Todd Epstein, Steve Andreas, Connirae Andreas, entre outros que ajudaram na divulgação das ferramentas e agregaram ainda mais, aumentando assim a sua forma de utilização e criando um up grade, transformando o que era bom, em algo ainda melhor. Nesta etapa, a PNL adquire a segunda base do tripé: A tecnologia.</p>
<p>Novos cursos de formação, como o Master Practitioner, Trainer Training, Core Transformation, vieram a somar e contribuir, como também ir além do ótimo. A PNL viajava por áreas mais profundas&#8230; além das mudanças comportamentais. Era a segunda geração desta ciência e arte que continuava tornando as coisas melhores, muito melhores&#8230;</p>
<p>O curso Practitioner estava sendo ministrado em vários países, por excelentes profissionais e além da metodologia e da tecnologia, a forma de transmitir o conhecimento foi também adaptada aos ambientes e público, mantendo o conteúdo, gerando nos participantes experiências agradáveis e interessantes na forma como se aprende PNL. Surgiram então, novas abordagens e novos programas para serem instalados na nossa mente, baseado sempre no conteüdo básico e essêncial, do Practitioner. Na década de 90, cursos como Design Human Engineering, Neuro Hypnotic Repatterning, entre outros, agregaram seus novos programas às base do Practitioner e suas pressuposições, tornando a PNL muito mais ligada ao nosso mundo, sendo instalada inconscientemente, ferramentas e formas, trabalhando constantemente sem precisar pensar conscientemente que se está fazendo isso ou aquilo, ou seja, tudo instalado e funcionando como parte integrante de nossa essência.</p>
<p>Nesta etapa, a PNL adquire a terceira base do tripé: A Atitude. Viver a PNL, ser um “PNLista”, ser congruente com todos os níveis aprendidos no Practitioner, ambiente, comportamentos, capacidades, crenças e valores, identidade e espiritualidade&#8230; A PNL agora, estava pronta para entrar no novo milênio, em sua terceira geração, muito além daquilo que está contido em nós mesmos, ao centrar, equilibrar e alinhar nosso próprio eu, podendo ir além e conseguir o mesmo, com um campo mórfico ainda maior. </p>
<p>E a grande base para se saber muito além disso, está no curso Practitioner, o mais procurado entre os interessados na PNL, pois contém toda a forma e os pré-requisitos<br />
necessários para esta aventura ao conhecimento da mente humana. Um manual de usuário do proprietário do nosso cérebro. Adquirimos, neste, o conhecimento da História da PNL, seus pressupostos, os sistemas representacionais, os movimentos oculares e suas funções no processamento de informações, como gerar Rapport, as fantásticas Âncoras e os condicionamentos, a Ecologia da mente e sistemas, os diversos padrões de comunicação, como o Meta Modelo e o Modelo Milton de linguagem hipnótica, resolvendo as polaridades e reestruturando experiências, utilizando Estratégias, aprendendo as intervenções e como usar, as Histórias e Metáforas e o fantástico mundo das Submodalidades.</p>
<p>O Practitioner é uma viagem ao conhecimento de como nós funcionamos e, pensando<br />
no lado do desenvolvimento pessoal, o curso Practitioner de PNL nos proporciona técnicas para nos tornarmos mais alinhados, íntegros e centrados, pois o passado é vivenciado como algo que favorece plenamente nosso presente e consequentemente o futuro que desejamos.</p>
<p>Resgatando recursos e integrando ao nosso sistema para a realização de objetivos e para ter uma visão de mundo mais equilibrada.</p>
<p>Como seria se seus relacionamentos, com a família, colegas, amigos e colaboradores tivessem uma comunicação mais eficaz e elegante. Durante o curso torna-se continuamente mais fácil aprender a se comunicar e usar eficazmente as novas habilidades da PNL com as pessoas da sua vida, principalmente as especiais. Saber se comunicar eficazmente torna os relacionamentos mais homogêneos e as habilidades aprendidas neste curso são a chave para eles se tornarem mais respeitosos e você começa a pensar que vale a pena sair coisas maravilhosas de nossos relacionamentos através de recursos eliciados em nós mesmos para com as pessoas importantes para nós, além de saber com elegância em como lidar com pessoas “difíceis” e como aprender com isso.</p>
<p>Estamos sempre nos comunicando e existe alguns momentos que são muito importantes na nossa vida, em qualquer área&#8230; sempre que duas pessoas desejam coisas diferentes, ou quando não temos certeza do que desejamos, as habilidades em negociação nos ajudam a conseguir acordos satisfatórios e constantes. Estou falando de “Negociação”.<br />
Negociação entre quaisquer partes: pais, parceiros de negócios, clientes, relacionamentos, etc&#8230; Os pais podem usar com os filhos em qualquer idade, comunicação em diferentes níveis.</p>
<p>Acordos que realmente respeitem todas as partes em seus principais relacionamentos,<br />
tornam-se muito mais fáceis e naturais, depois que examinadas com os “filtros da PNL” e suas ferramentas durante o curso.</p>
<p>O Practitioner percebe um enaltecimento das habilidades, pois sempre que desejamos ser melhores em algo, como num esporte, instrumento musical, ou mesmo na capacidade de tomadas de decisão ou na própria motivação, a PNL nos oferece muitos meios para saber a estrutura profunda e aprendermos os padrões de pensamento das pessoas que fazem isso muito bem. Com esses padrões de pensamento, juntamente com os exercícios do curso e a prática regular, essas novas habilidade farão parte de você e com uma nova atitude de curiosidade em saber “o que mais é possível aprender? Favorecendo o nosso aprendizado nas áreas que escolhemos, desenvolvendo habilidades e competências.</p>
<p>Na conclusão do curso, as pessoas ficam encantadas e algumas descrevem como “a melhor experiência sobre o aprendizado de como funcionamos em nossa vida”. Pessoas de todas as profissões ficam entusiasmadas e em cada momento sentem-se mais realizadas à medida que descobrem como a PNL enriquece a sua vida profissional. No desenvolvimento profissional a PNL faz a diferença nas habilidades e nos relacionamentos, nós dando o apoio necessário para nos tornarmos mais eficazes e elegantes na profissão que escolhemos.</p>
<p>Quando o Practitioner é concluído, um sentimento confiante de novas habilidades é adquirido, pois você vai saber identificar melhor aquilo que deseja e como agir para conseguir isso, com uma sensação de bem-estar e confiança nas mais variadas situações, atravessando os “estados limitantes” e descobrindo as novas opções para lidar com eles, logo, solucionando conflitos, problemas, lidando de forma muito mais fácil com pessoas chamadas “difíceis”, pois você acaba focalizando sempre o resultado em lugar do problema e começa a perceber a diferença que isso faz nos diferentes níveis lógicos do ser humano, no ambiente em que vivemos, através de comportamentos mais assertivos e focados, descobrindo os objetivos que estão por trás dos seus objetivos e o impacto e a influência que isso lhe oferece, estabelecendo direções comportamentais para que seus desejos se tornem realidade, adquiridos com as novas capacidades instaladas e alinhadas com nossos valores e critérios, formando assim “o ser humano”, uma identidade rica e congruente para estar no mundo e poder viver maravilhosamente bem, consigo mesmo e com todas as pessoas.</p>
<p>O Practitioner é um curso totalmente prático e vivencial. Os participantes terão a oportunidade de praticar o que está sendo ensinado, através de exercícios práticos com as outras pessoas do grupo, obtendo assim um feedback das mesmas e podendo aprender todo o conteúdo do curso de uma forma rápida, divertida, completa e acima de tudo com qualidade e excelência.</p>
<p>Algumas pessoas me escrevem perguntando sobre tópicos avançados, e este é o caminho, querer saber mais sobre isso&#8230; agora, para saber isso, precisamos daquilo&#8230;, um bom curso de formação em Practitioner da PNL que fará uma grande diferença na sabedoria de coisas mais avançadas, a leitura ajuda, acabamos conhecendo as coisas, mas talvez esquecemos de usar o conhecimento. Para ser um músico, é necessário saber as notas, suas funções, gerar melodia, harmonia e ritmo, isso se chama música, e é bom, não é? A PNL são três letras que além de significarem literalmente, Programação Neurolinguística, também quer dizer: Metodologia, Tecnologia e Atitude. O Practitioner é o curso. É o curso que fornece todo o aprendizado de melodia, harmonia e ritmo para a Excelência Humana.</p>
<p>&#8230;.. e, lembre-se: Existe uma grande diferença entre conhecer o caminho e percorrer-lo.<br />
Este curso faz você percorrer o caminho, e esse caminho eu chamo de LIBERDADE!!!</p>
<p>Fonte: www.alexandrebortoletto.com/prin_midia.asp?tipo=3 </p>
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		<title>HIPNOSE CLÁSSICA E HIPNOSE ERICKSONIANA</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:07:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Toda concentração , focalização num tema específico , provoca um estado alterado de consciência (estados alfa e teta) que, pode ser chamado de transe. O estado de transe é a porta de acesso aos registros inconscientes .
O conceito de hipnose não é unânime. De acordo com o dicionário &#8220;Aurélio&#8221;, hipnose é o &#8220;estado mental semelhante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda concentração , focalização num tema específico , provoca um estado alterado de consciência (estados alfa e teta) que, pode ser chamado de transe. O estado de transe é a porta de acesso aos registros inconscientes .</p>
<p>O conceito de hipnose não é unânime. De acordo com o dicionário &#8220;Aurélio&#8221;, hipnose é o &#8220;estado mental semelhante ao sono, provocado artificialmente, e no qual o indivíduo continua capaz de obedecer à s sugestões feitas pelo hipnotizador.&#8221;</p>
<p>Segundo a American Psycological Association, numa definição publicada em 1993, a &#8220;hipnose é um procedimento, durante o qual um pesquisador ou profissional da saúde, sugere que um cliente, paciente ou indivíduo, experimente mudanças nas sensações, percepções, pensamentos ou comportamentos.&#8221;</p>
<p>Entre os conceitos já aceitos, hipnose é &#8220;um estado natural de consciência, diferente do estado de vigília.&#8221;</p>
<p>O &#8220;estado hipnótico&#8221;, sempre existiu (estado hipnótico é diferente de indução hipnótica formal). Sociedades primitivas já usavam tambores para induzir (sem saber), um estado de transe. Outros exemplos são a imposição das mãos para curas no tempo de Cristo e o toque real, na idade média (acreditava-se que o monarca, tinha o poder de cura, pela imposição das mãos. O rei Eduardo, 1066, o confessor da Inglaterra foi quem introduziu o toque real &#8211; através do toque na cabeça dos doentes, conseguia a melhora dos sintomas &#8211; sugestão). No oriente, o ioga é outra forma de hipnose. Os sacerdotes gregos e egípcios usavam a hipnose 2 mil anos atrás, no tratamento de várias doenças.</p>
<p>Hipnose clássica:</p>
<p>- Século XXX a. C.:</p>
<p>No Egito, os sacerdotes induziam um certo tipo de estado hipnótico, nos &#8220;Templos do Sono&#8221;.</p>
<p>- Século XVIII a.C.:</p>
<p>Na China, sacerdotes induziam um transe, para buscar a aproximação entre os pacientes e seus antepassados.</p>
<p>- Mitologia grega:</p>
<p>Filho de Apolo e Coronis, Asclépius aprendeu com o centauro Quíron, um tipo de sono especial que, curava as pessoas.</p>
<p>- Século XI:</p>
<p>Avicena (Abu Ali al-Husayn ibn Sina, 980 &#8211; 1037), sábio, filósofo e médico iraniano, acreditava que a imaginação era capaz de adoecer e de curar pessoas.</p>
<p>- Século XVI:</p>
<p>Paracelso (Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim &#8211; 1493- 1541), médico naturalista, pai da medicina hermética, acreditava na influência magnética das estrelas, na cura das pessoas doentes. Confeccionava talismãs com inscrições planetárias e zodiacais. Acreditava que o ser humano tinha uma &#8220;força interior&#8221;. Introduziu o imã como elemento de cura (magnetos).</p>
<p>- Século XVIII em diante:</p>
<p>- Franz Anton Mesmer (1734- 1815), foi considerado o pai da fase científica da hipnose. A história moderna da hipnose, começou com ele. Mesmer trabalhava com o sacerdote jesuíta, Maximilian Hell, que era astrônomo real em Viena. Eles usavam ímãs no tratamento de vários casos de histeria. Mesmer acreditava que as curas eram produzidas pela redistribuição de algum tipo de fluido, que ele chamou de &#8220;magnetismo animal&#8221;.</p>
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		<title>Sou Hipnotizável?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:06:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um das dúvidas mais comuns sobre o estado hipnótico, está relacionada ao &#8220;ser&#8221; ou não hipnotizável. A moderna hipnose, com a adoção de técnicas diversificadas, personalizando a indução, de acordo com caracteristicas da personalidade e do comportamento de cada sujeito, praticamente possibilita a todas pessoas serem hipnotizadas, desde que necessitem e queiram.
A indução, através de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um das dúvidas mais comuns sobre o estado hipnótico, está relacionada ao &#8220;ser&#8221; ou não hipnotizável. A moderna hipnose, com a adoção de técnicas diversificadas, personalizando a indução, de acordo com caracteristicas da personalidade e do comportamento de cada sujeito, praticamente possibilita a todas pessoas serem hipnotizadas, desde que necessitem e queiram.</p>
<p>A indução, através de metáforas, consegue , muitas vezes, quebrar a barreira do consciente, permitindo acesso ao subconsciente, de forma mais efetiva e menos invasiva. Faça você mesmo um teste. Abaixo segue um texto. Siga a seguinte orientação:</p>
<p>1. Leia o texto, sem interrupção;<br />
2. Faça nova leitura, dedicando mais tempo àquilo que lhe despertou mais atenção;<br />
3. Feche os seus olhos e deixe sua imaginação &#8220;viajar&#8221;no que acabou de ler;<br />
4. Não tenha pressa, nem se imponha nada. Deixe que sua &#8220;viagem&#8221; flua, naturalmente;<br />
5. Abra os olhos e tente fazer as conexões do que acabou de ler com a sua vida;<br />
6. Se seguiu corretamente as instruções, provàvelmente. você experimentou um estado hipnótico, mesmo que superficial:</p>
<p>&#8220;Nasci do ventre de uma montanha, num dia de muito Sol. Era uma tênue lâmina d’água mas, à medida em que me afastava do colo de minha mãe, sentia minhas águas incharem.E, assim, pequeno e apavorado, comecei a lançar meus pequenos braços na empreitada de abrir caminhos.</p>
<p>Mais tarde, já me sentindo seguro, conheci novas impressões. Vi muitas paisagens e, confesso que, por muitas me encantei tanto, a ponto de, dobrando-me por curvas desnecessárias, tentar retardar a despedida&#8230;</p>
<p>Mas, rio que nasci, tinha que seguir meu curso. Sabia que muitas outras paisagens e passagens ainda viriam. Também de novas luzes e novas sombras. Que cruzaria o dia e a noite também&#8230; Previa os pesos e alívios, os rasos e os profundos, os secos e os alagados&#8230;</p>
<p>Muitas vezes pensei ser rei e me vi apenas espada. Outras tantas julguei-me espada e vi-me um rei, sem espada. Apesar das incertezas, tinha um grande sonho: tornar-me um rio de extensas águas, com uma enorme margem. Já ouvira falar de rios assim e queria ser um deles.Sonho e temores&#8230;Afinal, teria que aceitar pequenos riachos e pobres águas paradas fazendo parte de mim. Além disso, teria que superar pedras enormes que via à minha frente e poderiam me represar.Pior ainda, outros rios que, como eu, seguiam seus cursos e, provavelmente, tentariam interromper o meu.</p>
<p>Já há algum tempo, venho observando um rio que, gradativamente, se aproxima de mim. Pela voz, forte e imponente, me deixa a impressão de querer tomar-me em sua águas. Em vão tento modificar meu curso, temendo o encontro.Agora, poucos metros nos distanciam e percebo-lhe tranqüilidade e simpatia na voz. Quase um eco daminha voz.Quanto a distância distorceu minha percepção ! O que julguei arrogância e intimidação, na realidade fora um grito de dor ao quebrar-se numa ernorme queda, vencer as pedras e abrir seu curso que, à custa de muito sofrimento ele consegui superar. Acabo de estender-lhe um de meus braços e o mesmo ele faz. E, assim é que nos fazemos a mesma proposta: unirmos nossas águas. Dessa forma, seremos grandes mais depressa. Assim, também, mais rápido chegaremos ao MAR&#8221; ***</p>
<p>Por Luiz Antonio Perilo Velloso</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>A Hipnose Aplicada à Educação I</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:04:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Arquitetura de Aprendizado
A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo &#8211; também entendido como &#8220;insight&#8221; (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Arquitetura de Aprendizado</strong></p>
<p>A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo &#8211; também entendido como &#8220;insight&#8221; (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e mudanças comportamentais saudáveis e naturais (&#8221;ecológicas&#8221;).</p>
<p>Tecnicamente, consiste em uma determinada forma de estruturar a linguagem e na organização de algumas experiências, vivências e exercícios de imaginação e introspecção. É uma adaptação de conceituações e práticas de diferentes campos do conhecimento, desde alguns padrões da Hipnose Terapêutica até as habilidades dos contadores de histórias; desde exercícios de aumento de sensibilidade e percepção, até formas características dos maiores canais indutores de estados alterados de consciência de nossa época: o cinema e seus insistentes convites à percepção de todas as fantasias, emoções e sentimentos a que ele nos induz (considere &#8220;A Jornada do Herói&#8221;, modelo mítico arquetípico aceito como esqueleto básico da cinematografia americana atual &#8211; vide Joseph Campbell em &#8220;O Herói de Mil Faces&#8221;).</p>
<p>Nesse estilo de atividade não existem induções formais como na hipnose terapêutica, muito menos algo que se relacione com as apresentações de palco e de televisão. De fato, existem convites ocasionais feitos ao participante a experimentar diferentes pontos de vista de observação a respeito de assuntos cotidianos (resignificação). Isso oferece condições propícias para entrar em estados naturais de absorção em suas fantasias, devaneios e conseqüentes julgamentos e avaliações. Os eventuais processos regressivos não são deliberadamente induzidos, porém ocorrem totalmente consciente e espontaneamente na busca de referências passadas (em memória) que sejam associáveis à experiência presente.</p>
<p>Lembrando-nos de que, enquanto seres humanos, ao nascermos, não recebemos um manual de instruções de como operar melhor o nosso &#8220;grande computador&#8221; &#8211; o cérebro e o corpo humanos &#8211; e nossos pais também não, esta tecnologia serve para adaptar e flexibilizar nossos hábitos na construção de maior bem estar e eficácia na forma de conduzir nossas vidas.</p>
<p>Na prática, utilizamo-nos de cenários ou enredos nos quais as metáforas são construídas e apresentadas como ambientes para o apoio da mente consciente tão ávida de entendimento. Simultaneamente, através de estruturas metafóricas, oferecemos outras alternativas à mente inconsciente para que ela possa percorrer outros caminhos de percepção e compreensão. Em certos momentos ocorrem seqüestros espontâneos da mente consciente que passa a experienciar alguns fenômenos hipnóticos comuns: regressão, distorção ou projeção temporal, ampliação ou redução do campo de percepção sensorial, agitação, hiperatividade, sonolência ou torpor que se aproximam e se afastam muito rapidamente, comoções emocionais e, principalmente, uma grande quantidade de &#8220;insights&#8221; aparentemente desordenados.</p>
<p>Os resultados do uso destas tecnologias aplicadas à educação consistem em hiperestimular, ativar e reintegrar estilos de processamento cerebral dos hemisférios direito e esquerdo. Não obstante, a melhor metáfora para diferenciar do processo terapêutico formal é imaginar as diferentes atitudes do terapeuta e do educador caso se dispusessem a obter um copo de água limpa a partir de um com água suja: o terapeuta, possivelmente, elaboraria um complexo sistema de filtragem para retirar as impurezas daquela água (problemas), enquanto o educador possivelmente procuraria uma fonte com água limpa e, misturando com a antiga, após transbordar, atingiria os níveis de pureza adequados.</p>
<p>Essas pesquisas e desenvolvimentos, no campo do comportamento e interações humanas, apontam para uma época na qual poderemos dizer que a educação terá se desenvolvido proporcionalmente às nossas ciências de alta tecnologia, tais como engenharia eletrônica, genética e micro-mecânica etc. Aí, então, provavelmente com apenas onze ou doze anos de idade, um indivíduo poderá acumular o conhecimento técnico correspondente a uma graduação superior em nível de doutoramento.</p>
<p>Do Livro: Domesticando o Dragão &#8211; Aprendizagem acelerada de línguas estrangeiras.<br />
Autor: Walther Hermann &#8211; Edição do autor<br />
Apêndice 7</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>hipnotismo &#8211; Sexo e hipnotismo</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:04:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[É comum nas palestras de divulgação que realizamos sermos perguntados sobre o poder da hipnose e a possibilidade de um indivíduo dizer ou fazer algo sem desejar sob transe hipnótico. De fato alguns perguntam porque temem e outros porque fantasiam. Não incomum, estas questões estão ligadas ao medo da inviolabilidade dos domínios pessoais e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É comum nas palestras de divulgação que realizamos sermos perguntados sobre o poder da hipnose e a possibilidade de um indivíduo dizer ou fazer algo sem desejar sob transe hipnótico. De fato alguns perguntam porque temem e outros porque fantasiam. Não incomum, estas questões estão ligadas ao medo da inviolabilidade dos domínios pessoais e o desejo natural da autopreservação.</p>
<p>Também não é incomum nos depararmos com anúncios na Internet que fazem publicidade sobre o uso da hipnose como um poder de convencimento e sedução. Falam sobre atrair a atenção de pessoas através de um “poder mágico”, que “abate” os incautos e desavisados, tornando-os presa fácil. Em geral essa publicidade é dirigida a pessoas introvertidas ou com problemas adaptativos que buscam sexo e sociabilidade.</p>
<p>Utilizam freqüentemente nesses anúncios ilustrações de mulheres atraentes e sedutoras absolutamente abandonada e entregue aos caprichos sexuais de um homem – no caso, a figura do “poderoso hipnotizador”, fazendo aflorar fantasias de subjugação de outrem aos próprios caprichos, vaidades e perversões.</p>
<p>O apelo mexe com o imaginário e a fantasia de poder e dominação psíquica, em especial com pessoas desajustadas que alimentam o desejo secreto de controlar a mente de alguém. Tal apelo compromete a credibilidade deste valioso instrumento terapêutico e impede que muitas pessoas se beneficiem pelo medo que sentem. Esta fantasia é muitas vezes instigada pelos artistas hipnotizadores – os hipnotizadores de palco, ou mesmo pelas produções hollyodianas que exploram as emoções através do jogo de poder e controle.</p>
<p>Sobre esses temores, quero ressaltar que todo indivíduo tem autonomia sobre suas ações, sendo os seus desejos soberanos sobre sua vontade, ou seja, àquilo que pode imaginar e realizar. Portanto, se um hipnotizador mal-intencionado sugerir um comportamento amoral para o indivíduo hipnotizado, este sairá automaticamente do transe, o que só não acontecerá, se este for o desejo do indivíduo hipnotizado. Tal situação pode ser comparada com “certos” estados de alcoolismo que são comumente utilizados para justificar atos inaceitáveis: “eu estava bêbado, não sabia o que estava fazendo”. O álcool no exemplo citado é a auto-autorização para transgredir – o que exime o indivíduo de se justificar socialmente.</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br</p>
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		<title>Padrões Hipnóticos Ericksonianos</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:03:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[padrões hipnoticos]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Eu não lhe diria _________, porque &#8230;
De qualquer forma já estou dizendo, porém, minha negativa inicial quebra a resistência, e a palavra mágica &#8220;porque&#8221; atribui autoridade ao que digo ao mesmo tempo em que desvia a atenção do comando embutido.
Exemplo: Eu não lhe diria faça seu pedido agora, porque você já sabe que este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1. Eu não lhe diria _________, porque &#8230;</strong><br />
De qualquer forma já estou dizendo, porém, minha negativa inicial quebra a resistência, e a palavra mágica &#8220;porque&#8221; atribui autoridade ao que digo ao mesmo tempo em que desvia a atenção do comando embutido.<br />
Exemplo: Eu não lhe diria faça seu pedido agora, porque você já sabe que este é o melhor momento.</p>
<p><strong>2. Eu poderia lhe dizer que________, mas &#8230;</strong><br />
Você não pode colocar nenhuma objeção, já que eu apenas estou comunicando o que posso fazer. O &#8220;mas&#8221; desconsidera o dito e engana a atenção consciente.<br />
Exemplo: Eu poderia lhe dizer que o cuidado com os cabelos é fundamental para a saúde, mas prefiro que você descubra por si mesmo.</p>
<p><strong>3. Mais cedo ou mais tarde, &#8230;</strong><br />
Este padrão é um verdadeiro facilitador de comandos embutidos, no que pressupõe a inevitabilidade dos mesmos.<br />
Exemplo: Mais cedo ou mais tarde, você vai perceber mais profundamente as vantagens desta escolha.</p>
<p><strong>4. Algum dia (ou em algum lugar)&#8230;</strong><br />
Mesmo caso do anterior. Pressupõe-se que algo inevitavelmente irá acontecer, algum dia ou em algum lugar. Então é melhor que você já comece imaginar isto agora e deixe acontecer.<br />
Exemplo: Algum dia, você vai rir das preocupações atuais.</p>
<p><strong>5. Tente resistir &#8230;</strong><br />
A pressuposição é de que qualquer resistência será inútil. Este padrão contém um duplo vínculo: ou o cliente tenta resistir, obedecendo ao comando direto ou não resiste, atendendo ao comando indireto. Não há como não obedecer a você.<br />
Exemplo: Tente resistir a este novo modelo do carro.</p>
<p><strong>6. Estou me perguntando se você _______ &#8230; ou não.</strong><br />
Pergunta embutida, seguida de comando embutido. O &#8220;&#8230; ou não&#8221; do final é optativo e serve para uma possível retirada estratégica.<br />
Exemplo: Estou me perguntando se você gostaria de experimentar este produto por uma semana sem compromisso&#8230; ou não</p>
<p><strong>7. Talvez você não tenha&#8230; , ainda.</strong><br />
O &#8220;ainda&#8221; é outro pressuposto de inevitabilidade. O &#8220;talvez&#8221; funciona como suavizador. O &#8220;não&#8221; produz a imaginação do que está sendo negado. A meta-mensagem é &#8220;faça logo&#8221;.<br />
Exemplo: Talvez você não tenha decidido a nos acompanhar nesta parceria ainda.</p>
<p><strong>8. Estou me perguntando o quê você gostaria de fazer primeiro.</strong><br />
A cláusula temporal &#8220;primeiro&#8221; contida nesta pergunta embutida faz pressupor que ambas as escolhas vão ocorrer de qualquer jeito. O consciente é desviado pela preocupação com a ordem em que vão ocorrer.<br />
Exemplo: Estou me perguntando o quê você gostaria de fazer primeiro: tomar mais um cafezinho ou assinar o pedido.</p>
<p><strong>9. Alguém pode __________, porque &#8230;</strong><br />
O uso da confusão, reforçada pelo padrão &#8220;lógica sem lógica&#8221;. Observe, pelo exemplo, que o cérebro do ouvinte vai ter que inventar uma ligação de causalidade lógica entre as duas orações da sentença.<br />
Exemplo: Alguém pode sentir-se aliviado e tranqüilo, porque você conhece a satisfação íntima de recuperar a vontade de vencer.</p>
<p><strong>10. Você vai ______ agora, ou você vai _______?</strong><br />
A multiplicidade de escolhas disfarça a pressuposição de que a escolha é inevitável.<br />
Exemplo: Você vai garantir esta troca agora, ou você vai fazer o pedido de reserva para depois?</p>
<p><strong>11. &#8230; disse (ou dizia) _____, &#8220;________&#8221;</strong><br />
Você transmite seu comando ou sua mensagem através da citação de outrem.<br />
Exemplo: Já dizia meu avô: &#8220;quem não arrisca não petisca&#8221;.</p>
<p><strong>12. &#8230; me disse uma vez, &#8220;_______&#8221;</strong><br />
Mesmo padrão anterior, enriquecido com a adição de metáforas.<br />
Exemplo: Meu pai me disse uma vez que, com um passo após o outro, você chega aonde quiser.</p>
<p><strong>13. <fato>, <fato>, <fato>, e&#8230;</strong><br />
Uma das seqüências eficazes de condução hipnótica. Após uma série de afirmações comprováveis fisicamente, você faz uma sugestão que, embora não comprovável, terá alta chance de ser incorporada às demais.<br />
Exemplo: Você está sentado nessa cadeira, na minha frente, pode ver o meu rosto e as minhas mãos, ouve o som da minha voz e sabe que eu não o enganaria numa transação.</p>
<p><strong>14. É fácil ________, não é?</strong><br />
O mágico &#8220;não é?&#8221; final transforma o comando em uma pergunta e contorna a resistência, oferecendo a opção do contrário.<br />
Exemplo: É fácil negociar quando as duas partes querem o acordo, não é?</p>
<p><strong>15. Sem sombra de dúvida (ou com certeza) &#8230;</strong><br />
Os advérbios de modo como felizmente, obviamente, indiscutivelmente, infelizmente, etc. fazem pressupor que a afirmação que lhes segue é necessariamente verdadeira, reforçando assim os comandos embutidos.<br />
Exemplo: Sem sombra de dúvida, vale a pena investir neste negócio.</p>
<p><strong>16. Eu não sei se _________.</strong><br />
Neste padrão, a negação disfarça uma pergunta que, por sua vez, disfarça um comando. É uma forma indireta de se chegar ao inconsciente.<br />
Exemplo: Eu não sei se esta é a grande oportunidade que vai mudar sua vida.</p>
<p><strong>17. Você pode _______, não pode?</strong><br />
O que distingue este padrão é o &#8220;não pode?&#8221; final. Você pode entender como ele suaviza o comando e cria fatores de rapport com o ouvinte, não pode?<br />
Exemplo: Você pode se colocar alguns instantes no meu lugar, não pode?</p>
<p><strong>18. A gente pode ________ porque &#8230;</strong><br />
&#8221; &#8216;Porque&#8217; é uma palavra mágica, porque ela empresta credibilidade emocional a tudo o que se diz antes dela&#8221;. (Robert Anue)<br />
Exemplo: A gente pode gastar algum tempo analisando o assunto porque você sabe que esta é uma forma de se chegar a um acordo mais seguro.</p>
<p><strong>19. Quem sabe você gostaria de _________?</strong><br />
Treine o uso sistemático de suavizadores. Este padrão contém dois. No exemplo a seguir, há também a pressuposição de que o cliente vai comprar o aparelho.<br />
Exemplo: Quem sabe você gostaria de experimentar o aparelho antes de comprá-lo?</p>
<p><strong>20. Você provavelmente já sabe &#8230;</strong><br />
Forma excelente e elegante de suavizar o comando indireto que se segue. O ouvinte é conduzido a colocar em ação seu sistema de busca para verificar seu conhecimento do que é afirmado, enquanto o inconsciente capta a mensagem do comando embutido.<br />
Exemplo: Você provavelmente já sabe como identificar um produto de boa qualidade.</p>
<p><strong>21. Estou curioso para saber se &#8230;</strong><br />
Forma indireta de fazer a pergunta, que vai embutida.<br />
Exemplo: Estou curioso para saber se você vai estudar minha proposta com o carinho que ela merece.</p>
<p>Robert Anue &#8211; Baralho Zebu (Adaptado por Walter De Biase)</p>
<p>Fonte: www.portalcmc.com.br/hiptec2.htm</p>
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		<title>Sugestão Hipnótica</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 17:01:17 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[cerébro]]></category>
		<category><![CDATA[sugestão hipnotica]]></category>
<category>cérebro</category><category>hipnose</category><category>sugestão hipnotica</category>
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		<description><![CDATA[Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra (ou no seu próprio) por um processo puramente mental. Um professor que todos os dias repete os mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões. O pai que censura o filho por algum erro está, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra (ou no seu próprio) por um processo puramente mental. Um professor que todos os dias repete os mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões. O pai que censura o filho por algum erro está, de algum modo, inculcando novos padrões de conduta na mente do garoto. A mãe que acaricia seu filho tenta por meio desse carinho, acalmar, motivar e equilibar o emocional da criança. Na verdade, se observarmos direitinho, tudo isso é sugestão. Tudo nesse mundo é sugestão; nossas próprias idéias não são nossas, são &#8220;sugestões&#8221; que admitimos e incorporamos à nossa memória como sendo nossas e passam a ser as &#8220;nossas verdades&#8221;. E nenhuma &#8220;hipnose&#8221; é necessária para aceitarmos estas sugestões, não é verdade? Elas chegam até nós e tomam a nossa mente com a maior naturalidade.</p>
<p>Outros agentes externos também produzem efeitos sugestivos sobre nós; um livro, um acidente, um filme, os acordes de uma música ou até mesmo um gesto de uma pessoa podem encher nosso espírito das mais diversas impressões, que vão da felicidade à dor. E isso tudo é &#8220;sugestão&#8221;.</p>
<p>Ninguém contesta também o fato de que o ser humano é, naturalmente, inclinado a obedecer. Afinal de contas, somos eternos aprendizes e, aprendizagem, de certa forma é uma espécie de obediência, de acatamento, de concordância, mesmo nas circunstâncias contestatórias. Porém, isso não quer dizer que estamos todos condenados a obedecer sistematicamente e que sempre seguiremos as sugestões que nos forem enviadas. Mesmo no estado hipnótico a sugestão não é todo poderosa; ela tem suas limitações positivas.</p>
<p>Assim sendo, podemos dizer que a sugestão hipnótica é uma ordem obedecida por uma pessoa em estado de sono induzido, por alguns segundos; no máximo por alguns minutos. Não pode ser comparada, a não ser vagamente, às sugestões em estado de vigília, comunicadas a indivíduos que nunca estiveram sob influência hipnótioca. A sugestão hipnótica pode ser repetida, mas é absolutamente impotente para transformar &#8211; como já se afirmou &#8211; um criminoso em um homem honesto ou vice-versa.</p>
<p>Napoleão costumava dizer que “a imaginação controla o mundo”. Realmente, se você estiver numa rodinha de amigos e supreendê-los informando que há uma epidemia de piolhos no bairro, poderá reparar que em poucos minutos todos estarão coçando a cabeça, expressando preocupação.</p>
<p>Assim como um eletrocardiograma acusa os mais finos impulsos elétricos de seu coração, o eletroencefalograma também demonstra os menores impulsos elétricos do seu cérebro. Se alguém se sente realmente ameaçado por um inimigo, surgem então no eletroencefalograma registros que são exatamente iguais aos que se originam quando alguém apenas imagina que está sendo ameaçado. Se alguém tem a certeza que está passando por um grande vexame, as curvas do seu eletroencefalograma se assemelham por completo às que teria apenas com a imaginação viva de estar se tornando alvo do vexame.</p>
<p>Podemos, desta forma, estabelecer alguns princípios fundamentais sobre a ação/reação da imaginação sobre a realidade.</p>
<p><strong>1 -</strong> O que determina o nosso modo de agir não é a realidade existente, mas aquilo em que cremos e que, para nós, é a verdade. A pessoa que se sente ameaçada ou perseguida, mesmo que não haja nenhum perigo em torno dela e que nada lhe ameace, vive com medo da sua realidade que, mesmo sem ter relação com a realidade externa, é muito poderosa para ela.</p>
<p><strong>2 -</strong> A imaginação é capaz de provocar alterações de toda sorte no organismo de uma pessoa. E, comprovadamente, estas alterações têm correlação qualitativa: pensamentos positivos &#8211; fé, amor, esperança, alegria etc. &#8211; provocam reações saudáveis na pessoa. Sentimentos negativos &#8211; ódio, ressentimento, medo etc. &#8211; provocam reações desagradáveis, como por exemplo, dores assintomáticas, prisão de ventre, indisposição estomacal, insônia e, segundo comprovam as pesquisas, também fazem baixar o nível imunológico tornando a pessoa predisposta à infecções de diversos tipos.</p>
<p><strong>3 -</strong> Tudo o que pensamos, com clareza e firmeza, transplanta-se, dentro dos limites do bom senso, para a faixa somática. Ao imaginarmos que estamos comendo uma fatia gostosa de abacaxi, não raro as glândulas salivares começam a segregar saliva, já repararam isso? Se imaginarmos, com firmeza, que não podemos fazer uma coisa, por exemplo, soltar as mãos fortemente encaixadas uma na outra, então não poderemos mesmo.</p>
<p><strong>4 -</strong> Nosso consciente é constantemente influenciado pelo subconsciente. Desta forma, podemos programar nosso subconsciente para o sucesso da mesma forma como podemos programá-lo para o fracasso.</p>
<p><strong>5 -</strong> Quando o intelecto e a imaginação têm pontos de vistas diferentes, vence sempre a imaginação (como definiu Coué). Ela é mais forte que a inteligência. Mesmo sabendo (intelecto) dos riscos estéticos de ficar comendo doces a toda hora, poucos resistem à idéia (imaginação) de provar uma fatia daquele pudim de laranja gostoso que está na geladeira. Assim sendo, nenhuma pessoa inteligente deve fazer tentativas a partir, exclusivamente, da “força de vontade”. Antes disso, ela precisa, necessariamente, reprogramar sua imaginação.</p>
<p><strong>6 -</strong> O acesso mais fácil para o subconsciente é o estado de total relaxamento. Quando as ondas cerebrais caem para em torno de oito ciclos por segundo &#8211; nível alfa &#8211; abrem-se os poros do nosso subconsciente.</p>
<p>Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm</p>
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		<title>Para evitar o Bloqueio Mental por Tensão</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 16:59:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[bloquei mental]]></category>
		<category><![CDATA[tensão]]></category>
<category>bloqueio mental</category><category>tensão</category>
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		<description><![CDATA[BRANCO, EM DIA DE PROVA, NUNCA MAIS!
Se você aprendeu, se você SABE, nada pode impedir que recupere estas informações na memória. Muito menos o medo.
O medo é só uma ilusão, nada mais do que isso. E, como toda ilusão, ela terá sempre o tamanho e a importância que você quiser que ela tenha.
No entanto, você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>BRANCO, EM DIA DE PROVA, NUNCA MAIS!</p>
<p>Se você aprendeu, se você SABE, nada pode impedir que recupere estas informações na memória. Muito menos o medo.</p>
<p>O medo é só uma ilusão, nada mais do que isso. E, como toda ilusão, ela terá sempre o tamanho e a importância que você quiser que ela tenha.</p>
<p>No entanto, você não pode admtir que uma ilusão tenha mais valor do que as coisas que você aprendeu e que compõem o seu &#8221; mundo verdadeiro&#8221;. Portanto, se você sabe, se você aprendeu, VAI LEMBRAR SEMPRE QUE QUISER LEMBRAR.</p>
<p>Leia esta frase em voz alta, tantas vezes quantas forem necessárias para que ela tome conta do seu subconsciente. Decore-a e repita sempre, mentalmente, várias vezes por dia. À noite, antes de dormir, faça o exercício de relaxamento e pense firmemente nesta frase:</p>
<p>&#8220;Eu fico sempre MUITO calmo nos dias de prova.<br />
Consigo lembrar de tudo o que estudei e,<br />
mais do que isso, sou tomado nestes dias por<br />
uma imensa capacidade criativa.<br />
Nada me perturba, pelo contrário,<br />
fico animado, feliz e consciente<br />
de que vou obter um EXCELENTE RESULTADO.<br />
Afinal de contas,<br />
EU SOU MUITO INTELIGENTE E CRIATIVO.<br />
E medo é uma palavra que eu desconheço.&#8221;</p>
<p>Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm </p>
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		<title>Conheça um pouco sobre Hipnose</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 16:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[hipnótico]]></category>
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<category>comunicação</category><category>hipnose</category><category>hipnótico</category><category>hipnotizadores</category><category>mente subconsciente</category>
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		<description><![CDATA[Hoje em dia, o termo hipnose é quase sempre mal interpretado, manchado pela negatividade, devido a informações distorcidas dos meios de comunicação, assim como pelo uso distorcido desse processo por &#8220;hipnotizadores&#8221; de espectáculos de variedades.
Na verdade, o estado hipnótico, é um fenómeno que acontece com todas as pessoas durante o dia, sem que as mesmas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje em dia, o termo hipnose é quase sempre mal interpretado, manchado pela negatividade, devido a informações distorcidas dos meios de comunicação, assim como pelo uso distorcido desse processo por &#8220;hipnotizadores&#8221; de espectáculos de variedades.</p>
<p>Na verdade, o estado hipnótico, é um fenómeno que acontece com todas as pessoas durante o dia, sem que as mesmas se apercebam. Entra-se num estado hipnótico, sempre que o &#8220;trânsito&#8221; da mente consciente abranda, dando espaço à mente subconsciente. Por exemplo, quando se faz algo automaticamente, como quando se está a conduzir, passa-se por determinado local, e mais à frente, a mente consciente diz-nos que &#8220;não se lembra de ter passado por ali&#8221;. Ou por exemplo quando se entra profundamente na leitura de um livro ou na observação de um filme, sentindo como se estivesse a fazer parte do filme, ou identificando-se com a personagem do livro.</p>
<p><strong>Sessão de Hipnose</strong></p>
<p>A palavra Hipnose deriva da palavra grega Hipnos que significa Sono. Na verdade, o sono acontece quando a mente consciente abranda o seu ritmo, o que não significa que a pessoa perca a noção do que se está a passar. Algo fácil de perceber, por quem pratica meditação, como por exemplo, a meditação guiada onde são dadas sugestões.</p>
<p><strong>Uma definição simples de hipnose pode ser:</strong></p>
<p>Um estado aumentado de sugestão, acompanhado pela focalização numa ideia, pensamento ou pessoa.</p>
<p>É necessário deixar transparente quando se refere nesta definição &#8220;estado aumentado de sugestão&#8221;, que uma pessoa em transe hipnótico leve (o estado onde se trabalha na Regressão com Reiki), somente aceita sugestões, que normalmente aceitaria, se não estivesse nesse estado.</p>
<p>O facilitador de Regressão com Reiki, tem sempre presente um elevado código ético e moral relativamente à pessoa que se submete a uma sessão de regressão.</p>
<p>Na Regressão com Reiki conduz-se a pessoa a um estado hipnótico muito suave (Estado Alfa) onde simplesmente se objectiva reduzir a actividade da mente consciente (através de relaxamento), passando a haver um predomínio da mente subconsciente; a pessoa não fica a dormir pois embora tenha a actividade da mente consciente limitada, sabe perfeitamente o que está a dizer mantendo-se sempre alerta e pronta para parar o processo se assim o desejar.</p>
<p><strong>Relaxamento Profundo</strong></p>
<p>Para um melhor entendimento do que é a hipnose, deve-se também compreender os mecanismos internos da mente no que diz respeito aos seus níveis distintos de actividade, conforme segue.</p>
<p><strong>NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA</strong></p>
<p>A mente humana possui 4 níveis de consciência.</p>
<p>Quando acordamos de manhã, saímos da hipnose natural (alfa) para a consciência plena (beta); quando vamos dormir à noite passamos do estado beta (desperto) a alfa (ensonado) e daí para o sono (teta) e, mais tarde, para um sono profundo (delta) e novamente, para teta, alfa, beta e assim sucessivamente.</p>
<p><strong>ESTADO BETA</strong></p>
<p>Este é o nível desperto, da consciência completa e funcionamos nele cerca de 16 horas diariamente. Estamos aqui num estado de mente consciente.</p>
<p>Quando funcionamos neste nível, tanto a mente consciente como a subconsciente estão a funcionar, embora a consciente assuma um maior controlo do que se passa.</p>
<p>Consegue-se neste estado cerca de 25% do nível total de concentração possível.</p>
<p><strong>ESTADO ALFA</strong></p>
<p>Este é o nível com que se lida na hipnose e na regressão com Reiki e corresponde à mente subconsciente onde se consegue níveis de concentração na ordem dos 95 a 100%.</p>
<p>Neste estado atinge-se a hipnose &#8211; um estado natural da mente &#8211; não se estando a dormir mas perfeitamente consciente de que se está hipnotizado.</p>
<p>Aqui, os músculos relaxam-se completamente e pode-se mesmo sentir a sensação de que se está a flutuar, uma sensação de calor ou de aconchego; algumas pessoas sentem um peso no corpo.</p>
<p>Neste estado consegue-se aceder aos registos akáshicos, um tema a tratar em pormenor mais à frente.</p>
<p><strong>ESTADO TETA</strong></p>
<p>Este nível corresponde ao estado do sono entrando-se no estado da mente inconsciente.</p>
<p>Deixa-se claro que o termo consciente tem aqui o sentido de desperto e alerta e inconsciente de desacordado e desligado.</p>
<p><strong>ESTADO DELTA</strong></p>
<p>Este é o nível que corresponde ao sono profundo onde a mente inconsciente obtém o máximo de repouso e dura cerca de 30 a 45 minutos por noite.</p>
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		<title>Hipnose Aplicada à Educação</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/hipnose-aplicada-a-educacao/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 22:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
<category>educação</category><category>hipnose</category>
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		<description><![CDATA[por Walther Hermann
A utilização da Hipnose em Educação é um dos mais novos (na verdade, antigos) recursos para gerar aprendizagens em processos educacionais ou de mudanças de comportamento. Seja como metodologia para se instalar conteúdos (no caso de aprendizagem de línguas, matemática, etc.) ou como instrumento para instalar novos recursos de comportamento e percepção. Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Walther Hermann</p>
<p>A utilização da Hipnose em Educação é um dos mais novos (na verdade, antigos) recursos para gerar aprendizagens em processos educacionais ou de mudanças de comportamento. Seja como metodologia para se instalar conteúdos (no caso de aprendizagem de línguas, matemática, etc.) ou como instrumento para instalar novos recursos de comportamento e percepção. Em essência, a hipnose em si mesma é uma ciência de processos.</p>
<p>Tecnicamente consiste em uma determinada forma de estruturar a linguagem de modo a promover &#8220;insights&#8221; nos participantes das atividades. Se fôssemos ensinar como desenvolver esta técnica, então existiria o conteúdo técnico e os procedimentos. Na aplicação, entretanto, o participante apenas presenciará algumas experiências, vivências e algumas experiências de introspecção.</p>
<p>Neste estilo de atividade não existem induções formais como na hipnose terapêutica, muito menos algo que se relacione com as apresentações de palco e da televisão. De fato, existem convites ocasionais feitos ao aluno a abandonar o esforço do controle consciente e permitir-se entrar em estados naturais de fantasia e devaneio. Os eventuais processos regressivos não são deliberadamente induzidos, porém ocorrem naturalmente na busca de referências passadas (em memória) que sejam associáveis à experiência presente.</p>
<p>Muitas outras tecnologias relacionadas com a prática da hipnose em educação têm sido apresentadas ao publico, tais como: Aprendizagem Acelerada, Programação Neurolingüística, FotoLeitura, Sugestologia. De modo geral, também são ciências de processos e, talvez, a melhor e mais moderna conceituação seja afirmar que são práticas de estados alterados de consciência. Isto porque a palavra &#8220;hipnose&#8221; tem sido mal compreendida e mal utilizada, gerando, assim, muita controvérsia.</p>
<p>Na prática utilizamo-nos de cenários ou enredos nos quais as metáforas (ou isomorfismos de significado) são construídos e apresentados como ambientes para o apoio da mente consciente tão ávida de entendimento. Simultaneamente, oferecemos outras alternativas à mente inconsciente para que ela possa percorrer outros caminhos de percepção e compreensão (em seu sentido amplo: entendimento e captura de significados). Ocasionalmente ocorrem seqüestros espontâneos da mente consciente que passa a experienciar alguns fenômenos hipnóticos comuns: regressão, distorção ou projeção temporal, ampliação ou redução do campo de percepção sensorial, sonolência ou torpor que se aproximam e se afastam muito rapidamente, grandes comoções emocionais e, principalmente, uma grande quantidade de &#8220;insights&#8221; aparentemente desordenados.</p>
<p>Os resultados do uso destas tecnologias em educação consistem em estimular e ativar processos de tomada de decisão, expansão da percepção e da capacidade de associação de idéias e percepções. Não obstante, a melhor metáfora para diferenciar do processo terapêutico formal é imaginar as diferentes atitudes do terapeuta e do educador caso se dispusessem a obter um copo de água limpa a partir de um com água suja: o terapeuta possivelmente, elaborasse um complexo sistema de filtragem para retirar as impurezas daquela água (problema) enquanto o educador, possivelmente procurasse uma fonte com água limpa e, misturando com a antiga, após transbordar, atingiria os níveis de pureza adequados.</p>
<p>Evidentemente, este tipo de linguagem descritiva não faz parte da utilização da hipnose aplicada. É comum ouvirmos a informação de que o ser humano moderno, em geral, utiliza apenas uma pequena parcela de suas capacidades mentais. Também temos a informação corrente que muitos de nós estamos buscando uma ruptura dos métodos formais e convencionais de ensino e aprendizado, haja visto a quantidade de informações que se multiplica permanentemente e que o aproveitamento médio de uma palestra ou seminário possua índices extremamente baixos (o maior que já ouvi foi 30%)</p>
<p>Walther Hermann é empresário, consultor especialista em programas de aprendizagem recursivos (utilização de educação acelerada através de estados alterados de consciência), NLP Licensed Trainer &#038; Design Human Engineer formado por Richard Bandler, formação em Hipnose Ericksoniana pela The Milton Erickson Foundation (Phoenix, Arizona, USA) e autor do livro &#8220;O SALTO DESCONTÍNUO&#8221;.</p>
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		<title>Auto-hipnose na cura das doenças</title>
		<link>http://site.suamente.com.br/auto-hipnose-na-cura-das-doencas/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 21:36:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sua-mente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipnose]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
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<category>ansiedade</category><category>auto-hipnose</category><category>cura de doenças</category><category>doenças</category><category>fobias</category>
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		<description><![CDATA[Muitas pessoas recorrem à auto-hipnose para se curarem de males físicos ou psicológicos (como fobias, ansiedade etc). Esta procura é plenamente justificada nos resultados eficazes que se pode obter em curto espaço de tempo. (A literatura médica é farta de casos onde este tipo de hipnoterapia propiciou resultados fantásticos que muitas vezes ultrapassaram às expectativas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas pessoas recorrem à auto-hipnose para se curarem de males físicos ou psicológicos (como fobias, ansiedade etc). Esta procura é plenamente justificada nos resultados eficazes que se pode obter em curto espaço de tempo. (A literatura médica é farta de casos onde este tipo de hipnoterapia propiciou resultados fantásticos que muitas vezes ultrapassaram às expectativas dos próprios médicos.)</p>
<p>O fato destes &#8220;milagres&#8221; acontecerem, entretanto, tem uma explicação muito simples: é que as pessoas que recorrem à auto-hipnose, de um modo geral, estão &#8220;definitivamente&#8221; dispostas a se curarem e esta &#8220;disposição&#8221; é meio-caminho andado para a cura. Qualquer médico sabe disso.</p>
<p>A auto-hipnose tem se mostrado, ao longo dos anos, comprovadamente eficaz como terapia coadjuvante para dezenas de patologias, desde os casos simples (como insônia, por exemplo) até os casos mais graves. O estado de relaxamento obtido pela auto-hipnose permite a ativação dos complexos metabolismos do corpo humano, reduz imediatamente os estados de ansiedade e nervosismo, permite uma melhor oxigenação de todas as células do corpo e, PRINCIPALMENTE, reverte o estado psicológico da pessoa despertando a vontade de viver, a esperança e a fé. E é este &#8220;novo estado psicológico&#8221; que realmente leva à cura.</p>
<p>Neurotransmissores (como as endorfinas por exemplo, que propiciam aquele estado de bem-estar intenso e que &#8220;recarregam&#8221; as nossas forças e nos fazem sentir o &#8220;prazer de viver&#8221;), são &#8220;despejados&#8221; generosamente na corrente sangüínea quando obtemos o relaxamento. E muitos destes neurotransmissores exercem função ativa na cura de determinadas doenças.</p>
<p>Por outro lado, também o sistema imunológico é beneficiado pela auto-hipnose. Uma &#8220;simples sugestão positiva&#8221; pode aumentar, por exemplo, a concentração de imunoglobulina A na saliva e reduzir, desta forma, em 80% a possibilidade de a pessoa contrair uma virose como a gripe, por exemplo.</p>
<p>Disse, logo acima, que a auto-hipnose é capaz de reverter o estado psicológico da pessoa despertando a vontade de viver, a esperança e a fé. E é justamente sobre esta &#8220;fé&#8221; que eu gostaria de fazer alguns comentários.</p>
<p>Muito se fala sobre &#8220;fé&#8221;, mas no entanto poucas pessoas conseguem entender o seu alcance. O sentimento de &#8220;fé&#8221; não tem nada de místico ou sobrenatural. Sem querer entrar no mérito religioso (não é este o nosso caso) gostaria de lembrar aos leitores que Jung, no início do século, conseguiu provar cientificamente a existência da energia psíquica. Esta energia, que segundo ele pode expandir-se para além do corpo humano e contactar outras formas (ou fontes) de energia, como a cósmica (que nós entendemos como energia de Deus), é responsável pelo equilíbrio de todas as funções do ser vivo. Este &#8220;contato&#8221; é possível de ser obtido pela auto-hipnose e, desde que obtido, resulta em fé.</p>
<p>Em assim sendo, o &#8220;bate e a porta se abrirá&#8221; ensinado por Cristo está plenamente justicado cientificamente. Da mesma forma, quando o mesmo Cristo se referiu a fé como um portal dos milagres, simplesmente antecedeu no tempo o que a Ciência viria descobrir quase dois mil anos depois. O sentimento da &#8220;fé&#8221; pode, de fato, reverter qualquer quadro clínico, independentemente da religião da pessoa. A &#8220;fé&#8221;, contudo, é conseqüência deste contato, é resultado, e não causa. É importante atentar para isso antes de dizer &#8220;eu não tenho fé&#8221;. Guarde isso: &#8220;a pessoa ora para ter fé, e não porque tem fé. A fé é o resultado da sua oração, não sua causa&#8221;.</p>
<p>Lembre-se do que Goethe afirmou: &#8220;quando a pessoa assume um compromisso definitivo consigo mesmo, a Providência também passa a agir&#8221;. De fato, ao &#8220;decidir se curar&#8221;, a pessoa canaliza sua energia para este &#8220;portal&#8221; (que todo ser humano tem) e através dele passa a receber também toda a energia cósmica necessária para o equilíbrio das suas funções orgânicas e a saúde é restabelecida. A auto-hipnose é apenas um recurso que permite este &#8220;contato&#8221; entre a energia humana e as energias cósmicas. E, se bem não fizesse, creiam que também mal não faria.</p>
<p>Já não há mais dúvida para os cientistas que o &#8220;emocional&#8221; (os sentimentos) da pessoa exercem grande influência sobre seu organismo. Sentimentos de ódio, medo, ira, inveja e ressentimento podem deflagrar patologias das mais diversas, que vão desde uma simples insônia até úlceras gastrointestinais ou mesmo câncer. Através da auto-hipnose a pessoa pode &#8220;reformular&#8221; seu emocional &#8211; inclusive libertando-se do ressentimentos, que dos sentimentos negativos é o que mais corrói o organismo.</p>
<p>Ao formular sugestões do tipo &#8220;amo todas as pessoas e perdôo a todos os que me fizeram algum mal&#8221;, a pessoa &#8220;destranca&#8221; imediatamente o seu portal dos milagres. (Talvez tenha sido por isso mesmo que Cristo fundamentou sua doutrina em apenas duas palavras: amor e perdão.) Nada muito complicado, não é mesmo?</p>
<p>Como fazer suas formulações:</p>
<p>As formulações auto-hipnóticas para restabelecer a saúde devem ser curtas, de fácil memorização e devem se prestar à repetição sistemática e contínua várias vezes por dia em estado normal (não-hipnótico).</p>
<p>Faça sugestões como as seguintes:<br />
1 &#8211; Estou a cada dia, melhor! Meu organismo está funcionando maravilhosamente bem!<br />
2 &#8211; Em qualquer lugar e sob qualquer condição, estou sempre bem!<br />
3 &#8211; Estou me sentindo forte, saudável e feliz!<br />
4 &#8211; Meu (citar o órgão ou sistema deficiente) está funcionando muito bem!<br />
5 &#8211; Estou ótimo! Estou me sentindo muito bem! Todo meu organismo está funcionando muito bem! Estou definitivamente curado!</p>
<p>Observação importante: não faça jamais formulações negativas, ou seja, aquelas onde você diz &#8220;não estou doente&#8221;, &#8220;não sinto dor&#8221; etc. As formulações devem ser positivas: &#8220;estou bem&#8221;, &#8220;meu estômago está ótimo&#8221; etc. A pessoa que gagueja, por exemplo, não deve dizer &#8220;não vou mais gaguejar!&#8221;. Deve dizer simplesmente: &#8220;diante de qualquer pessoa, falo calma e fluentemente!&#8221;</p>
<p>As formulações devem significar o que você realmente quer, o &#8220;resultado final&#8221;, não os &#8220;estados intermediários&#8221;. É por isso que você não deve dizer &#8220;estou me curando&#8221;, mas sim &#8220;estou curado&#8221;. O seu destino não é o que vem pela frente, mas o que ficou para trás. E o que fica para trás é sempre o &#8220;presente&#8221;. Tudo o que você afirmar que está acontecendo AGORA será o seu destino DEPOIS.</p>
<p>Toda doença é frágil e inconsistente. O que dá dimensão à doença é a postura do doente. Se a pessoa &#8220;assume uma postura saudável&#8221; e reduz a importância da doença ao nível das &#8220;coisas insignificantes&#8221;, ela será insignificante. Se você achar que um &#8220;calo&#8221; é mal terrível, assim ele será, com todas as conseqüências que uma coisa terrível pode gerar na sua vida.</p>
<p>Aprenda isto: &#8220;a doença tem sempre a dimensão que doente atribui&#8221;. Não é o médico que define a gravidade da doença, é o paciente. Se você sofre de algum mal &#8211; seja ele qual for &#8211; reduza a importância dele! Cuide-se, tome os remédios receitados, siga os conselhos médicos, PORÉM, não valorize a sua doença! Ela é SEMPRE menor do que a sua VONTADE. Você é dono do seu corpo, logo é você quem decide sobre a importância que ela deve ter. Este é um direito seu!<br />
Portanto&#8230;<br />
abra os olhos&#8230;<br />
olhe em volta&#8230;<br />
e sorria!!!</p>
<p>Sorrir, é um remédio irresistível! Não há mal que resista a um sorriso. E sabe por quê? Porque quando você sorri, Deus também sorri! E nada pode ser mais forte do que uma parceria assim: VOCÊ e DEUS! Esta é uma dupla IMBATÍVEL! Creia nisto!</p>
<p>&#8220;O sorriso é um remédio genial. Quando a pessoa sorri (mesmo diante da dor) canaliza grande quantidade de energia vital para suas células. Por ser &#8220;expressão de felicidade&#8221;, o sorriso tem propriedades curativas. É por isso que a pessoa que sorri com insistência raramente fica doente e, quando fica, cura-se com facilidade. O subconsciente &#8220;interpreta&#8221; o sorriso como um sinal de que &#8220;tudo está bem&#8221;. E se tudo está bem, o organismo funciona como se tudo estivesse bem. Tudo muito lógico e natural.&#8221; Dr. Edward Banks/médico</p>
<p>&#8220;Minha primeira preocupação quando recebo um paciente no meu consultório é fazê-lo sorrir. Se conseguir isso, certamente ele será curado.&#8221; Dr. Joseph Bauer/médico</p>
<p>Fonte: www.auto-hipnose.kit.net</p>
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