Calibração dos movimentos da boca
Por Burt Blackerby
Uma das primeiras contribuições que os pioneiros da PNL fizeram, e uma das mais chamativas a propósito, foi o descobrimento dos códigos de acesso ocular, como uma forma de saber como se produz o pensamento interno nas pessoas. Steve e Conirae Andreas seguiram estudando e chegaram à conclusão que também existem outros códigos em outras partes do corpo. Por exemplo, os movimentos da boca e da língua permitem também calibrar estados internos. Neste artigo se explicam estes códigos.
Os Andreas observaram que a língua segue exatamente os mesmos movimentos que os olhos. Quando em uma conversa a língua é visível, não há muita dificuldade em observar como se movimenta. Quando os Andreas averiguaram as exceções, se deram conta que existia um curioso e incrível feito: enquanto que os acessos oculares podem estar invertidos, os movimentos da língua não. Parece ser que isso é devido à diferente inervação da área bucal e à inexistência de cruzamentos neurológicos como ocorre nos nervos óticos.
Também se averiguaram os movimentos direcionais das comissuras dos lábios e se comprovou que seguem os mesmos patrões. Como se sabe, quando uma pessoa está bem, as comissuras dos lábios se elevam e esboçam um sorriso. O contrário ocorre quando uma pessoa tem um acesso cinestésico de depressão, as comissuras dos lábios descem. Tudo isto é evidente, mas até agora nada tem sistematizado estas diferenças.
Há outros códigos nos movimentos da boca que são menos óbvios que o sorriso ou a tristeza, como a mudança de coloração da pele ou o tom muscular. O tom muscular, por exemplo, só é visível por uma pequena e leve contração de uma limitada área da pele. Se observarmos de forma sistemática estes códigos, nos damos conta que seguem exatamente os mesmos padrões que as que seguem os olhos nas pessoas destras. Se combinarmos estes códigos com as dos movimentos da língua, temos acesso a uma muito importante e completa informação.
Um bom sistema para calibrar, é adotando ante o cliente uma visão em túnel, já que nos permitirá observar ao mesmo tempo todos os pequenos matizes que se vão produzindo tanto na língua como na zona perto da boca. Desta forma, nossa compreensão sobre os estados internos da outra pessoa se multiplica de forma exponencial. Além disso, não é necessário estar pendentes se essa pessoa tem os acessos invertidos, tal como ocorre se observamos os códigos oculares. Podemos estar centrados na calibragem e não distrairmos com outras coisas.
Os movimentos dos olhos podem se calibrar inclusive se as pálpebras estão fechadas, já que os movimentos da córnea destacam nas pálpebras fechadas. Igualmente, os movimentos da língua podem ser calibrados inclusive quando a boca está fechada, através dos pequenos movimentos que se produzem nos lábios e na bochecha. Os movimentos da língua para o interior da boca indicam sempre que se está produzindo um processo interno, enquanto que se a língua se movimenta para a zona exterior da boca indica uma percepção externa.
Os movimentos da língua podem ser utilizados, como os dos olhos, para calibrar, compassar-se e dirigir à outra pessoa, evidentemente depois de haver criado um bom rapport, uma boa sintonia.
Quais outras zonas do corpo seguem padrões estáveis que nos podem permitir calibrar melhor a nossos clientes? Este é um bom tema para um estudo.
Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!
Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/1861
Tags: acesso ocular, calibração, calibrando, calibrar, estados internos, PNL


Sérgio Massingue
21ago
Gostei da forma da descricao das dicas e de todos comentarios que fazem desta pagina uma verdadeira forma de tornar os homens, mais homens.