A tomada de decisões

Por Steve Nagel

Os grandes ditadores da história (e os pequenos também) costumam impor aos grandes volumes retratos de si mesmos, de enormes dimensões, com a finalidade de criar uma referência externa da realidade. Algumas pessoas tomam decisões de acordo com referências externas, baseando-se na opinião alheia, enquanto outras pessoas tomam referências internas, de acordo com seus próprios valores. Neste artigo se estabelecem as diferenças entre estes dois sistemas e como a PNL pode ajudar a clarificar estes aspectos tão importantes na tomada de decisões. Por último, faremos um exercício.

As pessoas com referência externa costumam ser conformistas, já que baseiam seus critérios na opinião do líder, do guru ou, em sentido mais positivo, do expert. Não têm opiniões próprias, mas necessitam que alguém lhes diga o que têm que fazer ou que decisão tem que tomar. Depois do Concílio Vaticano II, que abriu a Igreja Católica a novos ares, muitas religiosas abandonaram seus conventos e penduraram os hábitos no momento em que começou a pedir suas opiniões. Estas pessoas começaram a se sentir desprotegidas no momento em que se começaram a exigir que tomassem parte nas decisões, coisa que, até esse momento, tinha feito a Mãe Superiora do convento. Tratava-se de pessoas com referências externas. Até então não tinham tido que pensar que estavam bem ou que estavam logo que, seus atos e normas morais estavam preestabelecidos, seguindo os preceitos impostos pelo fundador ou pelos superiores.

Muitas pessoas atuam pensando no que dirão aos demais, se estará bem ou logo que visto por outros, se sua conduta encaixa ou não em determinadas categorias sociais, em como se entenderá, se serão ou não aceitados, etc. Isto são exemplos de referência externa.

As pessoas com referência interna, por sua vez, se baseiam na sua própria experiência na hora de tomar decisões, em reflexões pessoais ou nos seus próprios valores. Levam em conta a opinião dos demais ou dos experts, mas só como mais uma informação a levar em conta, já que tendem a assumir suas próprias responsabilidades, se baseando nas suas convicções morais, políticas ou sociais.

Como tudo nesta vida, não é nem bom nem mal ter referência interna ou externa. Depende. É bom ter referência externa se necessitamos a opinião de um expert, é melhor consultar a um bom médico e ficar com sua opinião em vez de estudar medicina. É bom ter referência interna quando alguém trata de impormos algo. É mal ter referência externa se nos impede ter autonomia. É mal ter referência interna se nos leva a nos isolar dos demais e deixamos de valorizar outras idéias ou opiniões.

As submodalidades nos podem ajudar, a saber, que taxa de referência utilizamos com mais freqüência. As pessoas com referência externa costumam ter representações visuais muito grandes dos demais e auditivamente ouvem vozes de outras pessoas que lhes dão ordens ou conselhos. As pessoas com referência interna costumam ter representações visuais pequenas e ouvem sua própria voz e a voz dos demais.

Exercício

Steve e Connirae Andreas desenharam este exercício para determinar que taxa de referência estamos utilizando.

Passo 1. Para começar, você deve fingir que você se guia por um sistema de referência interna. Eu te comunicarei algo e você, graças à tua referência interna, você será quem avalie minhas palavras e quem decida qual seria a reação mais apropriada. Agora vou te dar a informação anunciada:

Se você realiza diariamente o exercício do pino, durante meia hora e orientando-se para o norte, você aumentará muita tua qualidade de vida.

Observa o que você experimenta ao processar esta informação desde o ponto de vista de teu sistema de referências interno. Lembra que é você quem o julga e quem toma uma decisão a respeito. »

Passo 2. Agora você deve fingir, por uns momentos, que se guia por referência externa e imaginar-te brevemente que tua referência externa sou EU. Só você terá que manter essa ficção enquanto realizamos esta fase do exercício, você recuperará tua plena autodeterminação logo você tenha averiguado o que pretendemos saber. Lembra que por enquanto EU sou tua referência externa: você sabe de antemão que tudo o que diga é certo, como o que vou te dizer agora: Você entrará em maior harmonia com o universo se entoar a cada amanhã o Dó médio, durante cinco minutos.

Observe tuas experiências considerando esta informação a luz de um sistema referências externa. O que você experimenta ao avaliá-la e decidir tua atitude? »

Passo 3. Examine as submodalidades que você acaba de utilizar em cada uma das experiências, nos três canais sensoriais. Os fatores mais típicos são a posição, o tamanho e a luminosidade no sistema visual, a existência de várias vozes no auditivo e certa tensão no cinestésico. Analise-o atenciosamente para encontrar tua versão particular. »

Passo 4. Lembre-se de uma situação na qual você deixou se guiar por referência externa, mais do que te parece desejável. Por exemplo, uma circunstância na qual você seguiu o conselho de alguém, que depois se mostrou pouco correto. »

Passo 5. Há algum inconveniente em que se guie mais por referência interna nessa situação?»

(Tomar em consideração os eventuais reparos.) «Situe-se de novo nessa época e reconstrua a representação mental que você formou do comentário daquela pessoa. Depois a modifique, dando-lhe aquelas características submodais que correspondam a tua representação pessoal da referência interna (por exemplo, encolha a imagem ajeitando-a e situando-a em uma parte inferior extrema do campo visual. Instale uma voz crítica que examine e avalia o ouvido… ) »

Passo 6. Se imagine em uma circunstância de um futuro próximo no qual você vá tropeçar com o mesmo problema. Crie uma representação mental do que você vai dizer a outra pessoa e comprove se essa representação leva os rasgos típicos de tua referência interna. » (Em caso contrário, ensaie repetidamente!)

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/1306

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